N/A: O cap á seguir custou á ser escrito. E vou precisar do feedback de vocês, por que não estou achando ele muito bom, sejam sinceros comigo, ok?
Prometo não demorar mais á postar, e o proximo cap vai ser melhor. Já que sinto minha inspiração voltando com carga total.
Aos que leem a fic "Creep", quero avisar que atualizarei ainda essa semana também, e provavelmente é o último cap daquela fic. Então esperem.
Sem mais delongas...
Boa leitura!
...
Hermione e Minerva arregalaram seus olhos, e encaram Severo com indignação.
–Como assim? Você estava lendo... Pornografia... Na sala de aula? – Perguntou a diretora com a mão sobre o peito.
–Nã-não...
–Isso é sujo Severus. Até para você. – Hermione comentou, colocando as mãos na cintura e cerrando os olhos.
–O livro era dela!- Ela gritou e apontou para Hermione. – Eu o peguei sobre a mesa, e bom, comecei a ler, eu não podia imaginar o que tinha naquelas paginas... Essa mulher é uma depravada!
–Ora seu... – Hermione cerrou os punhos para ele.
– Hermione! Não posso acreditar que você... Você...
–Não Minerva! Aaaah! Pelo amor de Merlin! Eu...De que livro você está falando?
–"Meu querido professor" – Snape cuspiu o titulo.
–Aaaah... esse livro. – Hermione corou. – Eu confisquei de um aluno, e acabei deixando lá, sobre a mesa.
–Aluno? – Minerva cruzou os braços sobre o peito e seu rosto, não mostrava outra coisa que não fosse pura descrença. – Não importa mais. Façam suas malas, quero vocês fora da escola o quanto antes.
–Minerva, você não pode fazer isso com a gente! – Suplicou Hermione.
–E os nossos alunos? Minhas poções? – Perguntou Snape.
–Vou arrumar substitutos para vocês. E as poções..., você pode levar o que quiser do castelo Severo. Além do mais, é temporário, assim que esse problema de você for resolvido, vocês voltam.
–Problema que você criou, querida. – Gritou o mestre.
–Eu sei. E já disse, me arrependi! Mas vocês tem que aprender a conviver juntos! Não é possível...
–E pra onde você espera que a gente vá? – Perguntou Hermione irritada.
–Vocês podem ir para o seu apartamento...
–Impossível. Está em reforma.
–A casa de Severo então. Você ainda tem uma propriedade aqui no vilarejo, não tem Snape?
–Sim. – Ele murmurou e socou o ar exasperado. – Mas nós não vamos sair daqui!
–Eu estou mandando...
–Para o inferno a sua ordem! – Gritou o homem... Mulher... quer dizer... Ah, vocês entenderam!
–Eu sou a diretora, Snape!
–Minerva... – Começou Hermione. – Não vamos mais causar problemas, prometemos, ok? Agora vamos voltar para nossas aulas. – Sem dar chance para a diretora argumentar, ela saiu da sala puxando um Snape revoltado pelo braço.
–Saiam da linha mais uma vez, e eu vou coloca-los para fora coma as minhas próprias mãos! – Minerva gritou antes que eles saíssem.
O resto do dia se passou sem outro acontecimento catastrófico, ou quase isso.
Hermione acabou suas aulas no meio da tarde, enquanto Snape ainda estava preso na sala de aula.
Como toda segunda-feira, ela resolveu praticar sua querida yoga. Merlin sabe o quanto ela precisava relaxar.
Fuçou nas suas roupas, até desenterrar de lá um maiô rosa-choque de lycra. Sem titubear, lançou um feitiço sobre a peça para que esticasse um pouco, mas ainda assim, ficou terrivelmente apertado no corpo do mestre. Sem falar na dor que ela sentia nas 'partes baixas', que estavam agora mais apertadas do que nunca.
Prendeu os cabelos, acendeu algumas velas pelo local, estendeu seu tapetinho na frente da lareira e ligou uma musica suave.
Ela ainda estava se alongando, quando ouviu batidas na porta.
–Já vai. – Gritou. Sem pensar duas vezes, ela abriu a porta. Empalideceu.
Em sua frente estava parada uma Ellen corada.
–Sevie? – Ela levantou as sobrancelhas e seus olhos esquadrinharam o corpo do homem de cima, á baixo.
–Ellen? O que você faz aqui? – Perguntou Hermione com as duas mãos na cintura. – Eu não tinha dito que estava doente? – Ellen, sem falar uma única palavra, entrou na sala.
–Não me parece mais tão doente! – Esbravejou. – Eu vim até aqui pra ver como você estava, e te encontro... Assim! O que ... o que você está fazendo? Que roupa é essa? – Hermione olhou pro próprio corpo, como se só agora se desse conta do quão estranho aquela situação era. Corou.
–Bom, eu estava praticando Yoga... – Começou com a verdade. – Você sabe, isso vai aumentar minha potencia na cama, gata. – Terminou com a mentira mais deslavada da terra.
–Oh... – ellen a encarou de novo. – Você sabe, faz tanto tempo... Meses já... – Ela lambeu os lábios com malicia. Antes que Hermione piscasse, a morena já estava tirando o casaco. - E, se for pra ser sincera, você nessa roupa toda colada... É tão exótico! – Hermione arregalou os olhos. Onde estava Severus Snape quando se precisava dele?
–Ellen... Amorzinho... – Ela recuou, enquanto a mulher já desabotoava os primeiros botões da blusinha azul que usava. – Cof! Cof! Eu ainda não estou pronto para isso.
–Bobagem. – Ela se aproximou mais, puxando Hermione para o sofá, onde fez com que ela se sentasse e subiu no seu colo, com uma perna de cada lado.- Eu faço todo o trabalho sozinha, você só precisa relaxar, querido.
–Mas e-e-eu não quero passar nada para você! – Tentou Hermione, mas a morena não estava nem ai pro estado de saúde do suposto namorado. Mione quis tirar a bruxa de cima de seu colo, mas Ellen foi mais rápida e tomou-lhe a boca num beijo. Ela pediu passagem com a língua, e Hermione virou o rosto. O que a bruxa entendeu como um convite para beijar-lhe o pescoço. Hermione estava em choque. O que faria para se livrar da namorada do mestre? Se ele estivesse aqui, conseguiria dar um jeito nessa situação. "Ahhh! O que faço Merlin amado? Eu prometo, se me livrar dessa, nunca mais vou ler livros indecentes!"
–Sinta isso. – sussurrou uma Ellen rouca e sensual. Pegou a mão de Hermione, e levou para dentro da calça, forçando os dedos a se afundarem em seu sexo incrivelmente molhado. Hermione resfolegou.
–AAH! QUE NOJO! – Gritou e empurrou Ellen, que caiu de bunda no chão. – Oh Morgana Virgem! – Ela se levantou e chacoalhou as mãos longe do corpo.
–Mas o que... Severus Snape! O que infernos está acontecendo com você? – A morena perguntou indignada e histérica, massageando as nádegas doloridas. "Pensa rápido Mione! Você acabou de agir feito uma bicha! Espera... Isso mesmo...!"
– Ellen, eu acho que já está na hora de você saber. – Ela esperou Eleen se levantar e continuou. – Eu sou homossexual!
–Você é gay? Como assim? E todos esses meses...
–Eu imaginava que você era homem, querida. Eu tinha problemas em me assumir. Mas agora quero gritar para o mundo, cansei de ficar no armário!– Ela disse afinando a voz e desmunhecando. Snape ficaria furioso quando soubesse o que ela estava fazendo, mas para o inferno, ela não tinha opção. Era isso, ou transar com a namorada dele, e isso, ela não faria por nada! Eleen pareceu considerar á informação. O rosto cada vez mais vermelho de raiva.
–Por isso você só consegue gozar ouvindo opera? –
–O que? É, é isso. – Afirmou resoluta e fez uma anotação mental de perguntar sobre isso á Snape mais tarde. Isso antes dela a matar, é claro.
Ellen se sentou no sofá em estado de choque, afundou a cabeça nas mãos e começou a chorar.
–Fala sério você não vai chorar vai? – Hermione rolou os olhos. – Eu não sou tão bom assim! Você logo vai encontrar o seu boy magia...
–Como você conseguia transar comigo a noite toda, me dar orgasmos múltiplos, se você era gay? – Ela levantou os olhos para Hermione. – Eu mal conseguia sentir minhas pernas no outro dia, mal conseguia me levantar da cama, toda vez que a gente fazia sexo! – Hermione se sentiu corando. Severus Snape não podia ser tão bom assim... Podia? Que ele era bem dotado ela sabia, afinal ela tinha que pegar no pênis para ir no banheiro e tomar banho. Mas... Orgasmos múltiplos? Não conseguir andar? Isso não ia fazer bem á sua imaginação fértil.
–Bom, eu sou um bom ator. – Ela disse timidamente. Sua mente vagando por aguas perigosas.
–Ora seu... – Ellen se levantou e colocou o casaco. – Nunca mais ouse falar comigo! Entendeu? –E tão rápido quanto entrou, ela saiu, batendo a porta atrás de si.
Hermione suspirou aliviada.
A musica ainda tocava ao fundo, e agora, mais do que nunca, ela precisava relaxar. Por isso rapidamente voltou a sua Yoga.
Quando Snape chegou em seus aposentos, depois de uma tarde de aulas estressante, pra dizer o mínimo, ele se deparou com uma cena inacreditável.
A sala estava cheia de velas aromáticas, uma musica suave tocava em algum lugar, e diante da lareira, trajando apenas um maiô de lycra rosa-choque, estava Hermione.
Ele quase desfaleceu ali. Ela tinha prendido os cabelos num rabo-de-cavalo alto, e aquela roupa toda colada, com certeza, estava machucando seus testículos. Fora a posição que ela tentava fazer. Sim, só tentava, por que ela nunca ia conseguir fazer um homem de 1,80m se dobrar no meio.
–O-o que você está fazendo, Granger? – Perguntou, o olho esquerdo tremendo em irritação.
–Yoooooga! – Ela soltou junto com um gemido, enquanto forçava o corpo do mestre em outra posição mirabolante.
–Pelo amor de Merlin! Pare com isso! Tire essa roupa! – Ele acenou com a varinha e fez as velas e a musica sumirem.
–Oh! Qual é Snape! É meu momento de relaxamento! – Ela reclamou, levantando-se desengonçada com as mãos nas costas. – Vem cá, você não se exercita não? Seu corpo não é nada flexível. Como você tem tantos músculos definidos, sem uma atividade física...
–Andou reparando no meu corpo? É uma depravada mesmo! – Ele cruzou os braços sobre o peito e riu com deboche.
–É claro que eu não reparei. – Snape queria debochar mais dela, mas seus olhos não conseguiam ver outra coisa que não fosse o maio rosa-choque. Seria uma imagem difícil de esquecer, com certeza.
–Por favor, tire essa roupa ridícula!
–Tudo bem, tudo bem... – Ela levantou as mãos, se rendendo teatralmente, e marchou para o quarto. Afinal, não faria bem irritar o homem, já que quando ele soubesse o que ela disse á Ellen, ele provavelmente daria inicio á 3° guerra bruxa.
–E solte o meu cabelo também! – snape gritou para ela.
Snape se largou pesadamente no sofá, convocou a garrafa de wisk e copo, e começou a beber. Não muito tempo depois, Hermione se juntou á ele, e sem pedir permissão, se serviu de uma generosa quantia de álcool.
Beber de estomago vazio, não é muito recomendado. E eles deviam ter se lembrado disso.
Mas, apesar de estar com fome, eles continuaram a secar a garrafa e esquecendo-se do jantar.
–Isso é uma droga não é? – Perguntou Hermione depois de um tempo.
–O que?
–Isso. – Ela gesticulou para os corpos deles. -Nós dois. Assim... Ah! Que ideia mais estupida da Minerva.
–Você tem um ponto Granger. Pelo menos em uma coisa nós concordamos. – Ele serviu-se de mais uma dose.
–Você sabe, eu não sou vingativa, e adoro aquela velha apesar de tudo. Mas ela merece ser castigada. – Ela disse e soluçou no final da frase. As palavras meio embaralhadas pelo seu estado de embriaguez.
–Merece. Quem ela pensa que é afinal? – Snape se levantou e começou a andar pela sala.
–Nós temos que pensar em alguma coisa.
–Sim. Algo muito bom.
–Algo muito ruim, você quer dizer...
–É. Você entendeu. – Ele tomou mais um pouco do gargalo mesmo, arrotando sonoramente em seguida.
–Já sei o que nós vamos fazer! – Ela exclamou feliz.
–I'm singing in the rain, just singing in the rain … - Cantarolava Hermione, super feliz, até fazendo uma dancinha para acompanhar.
–Cala a boca Granger! Quer acordar o castelo todo? – Ele perguntou e deu um peteleco na nuca de Hermione. Era madrugada, os dois tinham bebido e esperado até que todos fossem dormir, para dar inicio em uma vingança contra Minerva.
–Porra Snape! Eu sou uma mulher...
–Não é não.
–Enfim, você entendeu. Você não pode me bater.– Eles andaram á passos vacilantes até a gárgula que guardava o escritório da diretora. Hermione, ocasionalmente, tropeçava nos próprios pés.
–Qual é a senha mesmo? – Perguntou Snape.
–Bolas peludas! – Sorriu Hermione confiante, mas a gárgula não se mexeu.
–Bolas peludas? Não, não é isso..- Ele coçou o queixo pensativo. – É.. Pelo nas bolas! – Mas outra vez a gárgula não se moveu.
–Será que ela mudou a senha? – Hermione coçou a cabeça confusa.
–Ora, ora, ora... – Pirraça apareceu, voando e lixando as unhas em volta deles. – O que temos aqui... Dois professores bebidinhos. - Ele riu maroto.
–Pirraça, qual a senha pra sala da dire-retora. – Soluçou Snape.
–Não digo. Não digo. Não digo. – O poltergeist bateu palminhas animadas. – Nunca vou dizer que a senha é bola de pelos! – Ele gritou e saiu voando. Snape girou os olhos pra burrice daquele ser.
–Bola de pelos. – Snape murmurou para a gárgula, e ela lhe deu passagem.
Subiram as escadas o mais silenciosamente possível, e tentaram abrir a porta, mas como era de se prever...
–Trancada. – Sussurrou Hermione.
–Alohomora! – Snape tentou.
–Sério mesmo que você vai tentar isso aqui? No escritório da diretora de Hogwarts? –Snape deu de ombros, e Hermione bufou. Num movimento rápido, ela tirou um grampo de cabelo da cabeça de Snape, arrancando alguns fios no processo. O que quase causou uma briga, mas como estavam ali por um "bem maior" , Snape deixou passar.
–O que você vai fazer com isso?
–Uma magica. – Com a maior habilidade do mundo, ela colocou o grampo na fechadura, ajoelhando-se para facilitar o serviço, e começou a girar o grampo de varias maneiras. Um minuto depois, a porta se abriu com um estalido tranquilo. Snape á olhou boquiaberto.
–Onde você aprendeu a fazer isso?
–Um bom magico nunca revela seus segredos. – Ela brincou e riu da própria piada ruim. Rapidamente Snape calou a boca dela com a mão.
–Silêncio Hermione! – Ele sussurrou e tirou a mão da boca dela.
–Ahhã! Você chamou meu nome!
–Não chamei nada!
–Chamou sim! Você chama meu nome quando fica bravo comigo!
–Você é louca. – Ele rolou os olhos. – Vamos fazer o que viemos fazer, ou vamos ficar aqui na porta até Minerva nos pegar? – Hermione bufou e entrou no escritório. Como eles previram, Minerva não estava lá, provavelmente, estava dormindo.
–Você sabe onde está? – Ela perguntou á Snape.
–Claro que não. Você é quem sabe sobre essa coisa horrível, e eu é que tenho que saber onde está?
–Foi só uma pergunta. – Ela bufou. – Tudo bem, você procura naquela estante, eu procuro na escrivania.
–Não. Eu procura na escrivania e você procura na estante. – Objetou o mestre.
–Mas... Argh! Você sempre tem que estar no controle de tudo?
–Sim. – Disse simplesmente. Mesmo se sentindo contrariada, Hermione marchou até a estante e começou a revirar os objetos, já Snape, começou a procurar nas gavetas da velha escrivania de carvalho.
Minutos depois, os dois já tinham revirado quase todo o escritório, e nada de achar o que procuravam.
–Ela deve de ter levado aquilo pro quarto. – Sussurrou Hermione.
–Talvez. – Concordou Snape. Eles estavam prestes a desistir, quando Snape resolveu olhar atrás do quadro do diretor Dumbledore, que dormia tranquilamente. Assim que ele afastou o quadro, a foto caiu.
–Morgana poderosa! – Exclamou ao olhar para a foto.
–Achou? – Perguntou Hermione feliz. Ele não respondeu, só abanou a foto para ela. Tropeçando nos próprios pés, ela agarrou a foto da mão de Snape. Na foto, Dumbledore, no auge de seus 80 anos, posava completamente nu, com uma folha de parreira cobrindo as 'partes intimas'. Deitado num sofá, o homem sorria sedutor, com um dedo nos lábios.
Hermione se dobrava de tanto rir. Minerva tinha contado sobre a foto que Dumbledore lhe dera em um de seus aniversários, mas ela nunca tinha visto com os próprios olhos, era bizarro, pra dizer o mínimo.
Snape queria brigar com ela, mandando ela rir mais baixo, mas por fim, acabou se rendendo e rindo junto com ela. Afinal, aquela era uma imagem que nunca mais sairia de sua mente.
Quando os dois foram capazes de se controlar, Hermione rabiscou um bilhete que dizia:
"Velha bruxa, estamos com seu precioso Dumby. Logo entraremos em contato para falar sobre o preço de resgate, até lá, ande na linha, ou nunca mais terá sua preciosa foto outra vez.
Considere-se avisada!
Com carinho, Aqueles-que-estão-profundamente-irritados."
Colocou o bilhete atrás do retrato do diretor, e se encaminhou para a saída.
–Você não vem? – Ela perguntou á Snape.
–Só um minuto. – Ele tirou um frasquinho do bolso, contendo um pó fino, e o espalhou sobre a cadeira de Minerva.
–O que é isso?
–Pó de mico. – Ele disse feliz. Hermione cerrou os olhos para ele.
–Você sempre anda por ai com pó de mico?
–Um homem precavido, vale por dois, Granger. –Murmurou. Assim que o pó foi devidamente espalhado, eles saíram do escritório.
–Guarde muito bem isso, Snape. – Hermione disse ao devolver a foto para o mestre. Eles tinham voltado em segurança para as masmorras frias.
–Com a minha vida! – O mestre garantiu e entrou no quarto com a foto.
–Sabe, ela vai descobrir que foi a gente, logo, logo. – Ela gritou para que Snape a ouvisse do quarto.
–E o que ela vai dizer? – Severus perguntou ao voltar para a sala. – Bom dia Snape, será que você pode me devolver a foto do meu querido 'namorado' pelado? É que eu sinto falta dela a noite...
–Oh! Pare de imitar a Minerva. Está me deixando assustadoramente parecida com ela. – Pediu Hermione esfregando os olhos.
–Mais Wisk?- ofereceu Snape.
–Nós temos aulas a dar amanhã, você sabe.
–Poção corta-ressaca, Granger. Há uma vantagem em ser quem eu sou.
–Percebo. – Ela sorriu. –Bom, mais algumas doses não nos farão mal, não é? –
Muitas doses depois...
–Ai meu pé! – Snape vociferou. Já era a quinta vez que Hermione pisava em seu pé. Eles estavam no meio da sala, e ele tentava ensinar Hermione a dançar a valsa. Já que eles decidiram que iriam ao casamento de Neville. – Esquerda, direita... O que há de difícil nisso?
–De-Desculpe! – Ela pediu em meio ao soluço. -Vai lá, de novo... – Ela passou as mãos nas costas dele, e ele jogou as mãos em torno de seu pescoço. Ele a guiou cheio de graça, e destreza.
–Merlin... – Sussurrou Snape no meio de uma pirueta. – Eu fico absolutamente lindo nessa luz! – Ele olhava para o próprio rosto com os olhos brilhando. Hermione gargalhou alto.
– Você? Lindo? Por favor né Snape.
–Falou a rainha da beleza. E de qualquer forma, pode para de me menosprezar Granger, já estou sabendo que você se sente atraída por mim. – Hermione pisou no pé dele de proposito.
–Até parece!
–Admita! Toda essa fúria é apenas... Tesão reprimido. – Ele deu um meio sorriso, e Hermione bufou.
Havia alguma coisa engraçada em estar bêbada. Ela podia jurar que o jeito baixo que ele falava, era completamente sensual. Mesmo não sendo na voz grave, mesmo sendo uma voz feminina, Snape sabia como ser sensual quando queria.
–Eu não vou nem responder uma acusação falsa dessas, Snape.
–Tudo bem. – Ele deu de ombros. –Eu sei que é verdade.
–Você confia muito em si mesmo, não é?
–Claro.
–E o que te faz pensar que você é tão irresistível?
–Eu sei o efeito que eu causo nas mulheres , Granger. – Ele disse confiante.
–Ra! Ra! Tá bom. – Ela gargalhou.
–Pergunte á Ellen, ela sabe do que eu sou capaz.
–É... ela falou algo... –
–O que?
–Ah, Ellen esteve aqui hoje. – Ela contou. Snape parou de dançar.
–Esteve? E o que aconteceu?
–Snape, você tem que prometer que vai ficar calmo... – Ela se afastou alguns passos dele. Não adiantava esconder isso por muito tempo, logo o mestre saberia de qualquer forma.
–O que você fez Granger?- Perguntou acompanhando os passos dela.
–Eu meio que... Bem... Ela queria me comer! – Gritou em defesa.
–Você... Você transou com a minha namorada? – Perguntou já se irritando.
–Não! – Hermione levantou a mão.
–Ufa!
–Eu disse... que ... Disse que era gay. – ela sorriu timidamente. O corpo se escorando na parede que ela nem lembrava de ter se aproximado. Snape estacou á dois passos dela.
–Você...
–Eu disse: " Olha Ellen, eu sou homossexual!" - Falou rapidamente, gesticulando com as mãos de forma impaciente. Se Hermione prestasse atenção, veria como o olho de Snape tremia furiosamente.
–Você disse pra minha namorada, que ela está namorando um homem gay? – O mestre cerrou as mãos em punho ao lado do corpo. Mas sua cara de bravo não tinha tanto efeito, já que estava no corpo de Hermione. Mas o olhar... mesmo nos olhos castanhos, poderiam matar um basilisco.
–Claro que não. – Hermione desviou os olhos pela sala, tentando lembrar onde estava sua varinha, nunca se sabe quando uma discussão com Snape pode se transformar em uma luta sangrenta. – Nós meio... que terminamos.
–Ter-terminou. – Ele levou a mão ao peito. O rosto quase roxo de raiva. – Você terminou meu namoro com uma modelo 'Morgana's Secret' ?
–Aaaaaaah! Eu sabia que conhecia ela! Ela desfila por ai de lingerie...
–É! Uma das mulheres mais sexy do mundo bruxo! – Snape a encurralou, colocando uma mão de cada lado do corpo de Hermione, prendendo-a entre ele e a parede. – E agora, Granger, quem vai me divertir a noite, já que você fez o favor de mandar meu namoro para o espaço?
–S-Snape... O que você tá fazendo? – Ela perguntou quando sentiu a coxa do mestre entre suas pernas.
Em algum lugar da mente de Snape, ele sabia que queria brigar com Hermione. Afinal, ela tinha destruído um namoro que ele tinha demorado para conseguir. Mas conforme se aproximou da bruxa, não pode deixar de ser mordido pelo bichinho da curiosidade outra vez. Era como se tivesse um daqueles diabinhos de desenho animado em seu ombro, sussurrando que ele devia experimentar os próprios lábios, afinal aquela era uma oportunidade única.
E ele já estava tanto tempo sem contato físico, desde de que Ellen tinha viajado... E ele podia estar num corpo feminino, mas ainda era um homem, e um homem com necessidades físicas latentes. Somando isso, ao teor de álcool em sua corrente sanguínea, e o fato de que Hermione ainda teimava em usar aquele perfume floral, mesmo estando em seu corpo... Tornava quase impossível negar-se ao contato físico.
–Só experimentando, Granger. Só experimentando. – Ele disse rouco. Antes que Hermione pudesse objetar, ele selou a boca dela com um beijo.
Os dois tinham os olhos abertos á principio, não moviam os lábios, só os encostavam.
Hermione foi a primeira á se entregar, passando a língua quente pelo lábio inferior carnudo. Foi como se o mundo de Snape girasse de repente. Ele entreabriu os lábios, e Hermione explorou sua boca com a língua, os olhos se fecharam e então tudo foi esquecido.
Ela sentiu a macies dos próprios lábios, mas era inegável que a pericia de Snape no assunto, os moviam de uma forma que ela nunca seria capaz. Se ela estava no comando no começo, isso já tinha acabado. Snape se apertava a ela, e sua língua estava em todos os cantos, provando seu palato, e enrocando-se na língua dela. Os pulmões começaram a protestar, implorando por ar, mas nenhum dos dois parecia capaz de interromper o beijo.
Era, assustadoramente, incrível. Pela primeira vez, desde que tinha trocado de corpos, eles não sentiram raiva da situação. Era um misto de sensações incrível. Porque mesmo que estivessem beijando o próprio corpo, sentiam que era totalmente diferente do que eles fariam, Hermione nunca beijaria daquele jeito tão violento e dominador, e Snape nunca saberia como se mover a língua com tanta sensualidade.
Interromperam o beijo ao mesmo tempo, e respirarão como se estivessem estado por muito tempo em baixo d'agua. Ambos ofegantes, se encaravam com curiosidade e vergonha.
Snape foi o primeiro a falar.
–Isso foi... Curiosidade cientifica. – Disse como se quisesse convencer á si mesmo.
–Isso. Curiosidade. – Hermione concordou, feliz por não ter que reconhecer que já imaginava aquele beijo á algum tempo. Ela se desvencilhou dos braço de Snape, e se afastou. – Preciso de um banho. – Falou para ele, usando a capa para cobrir uma ereção que se formava. "Um banho muito frio." Acrescentou mentalmente e foi para o quarto.
Snape se sentou no sofá, e passou a ponta dos dedos nos lábios, se perguntando se era normal ter gostado tanto do beijo.
N/A: Eu coloquei o nome da marca como "Morgana's Secret," porque foi o jeito mais fácil que eu arrumei para fazer vocês associarem a Ellen á uma modelo de lingerie. Era melhor isso, do que inventar uma marca qualquer, e ter que explicar que era uma marca de lingerie e blá blá blá...
Me digam o que acharam!
e os review's, indispensáveis!
Beijos até!