Era cedo quando Snape despertou. Não conseguira dormir direito. Levantou-se, prendeu os cabelos cacheados em um coque, escovou os dentes e foi para a sala onde chamou um dos elfos domésticos do castelo. Pediu um café preto. O elfo voltou rapidamente com o café e a correspondência daquele dia.
Uma olhada rápida no profeta diário lhe informou que tudo estava em paz no mundo bruxo. Tinha uma carta de Ellen, sua namorada. Ele não leu. Não queria pensar nela agora. Graças a Merlin ela estava em uma turnê pela França. E tinha uma carta de Natasha. Essa ele abriu rapidamente.
" Caro Severo, como tem passado ? Espero que bem. Tenho uma boa e uma má noticia.
Primeiro, passei por mais de seis países essa semana. Foi cansativo. Vou ter que te cobrar esse favor mais tarde, querido.
Bom, a boa noticia é: EU FINALMENTE ACHEI! Uma Epipogium aphyllum que esta começando a florescer! Sabe oque isso significa ?
E a má noticia: Temos concorrência. Consegui que o vendedor esperasse até sexta-feira, como um favor pessoal. Mas já aviso, ele vai te cobrar até as cuecas pela flor. O outro comprador esta pressionando, ofereceu 1 milhão da galeões. Então se você quiser mesmo essa flor, vai ter que se coçar.
Estou te esperando, Natasha Zabujko.
P S: Quase me esqueci. Estou em Harbin – China. Você já esteve aqui uma vez lembra ? Naquela missão pro lorde ? Estou no Harbin Sunchine Wangjiang Hotel, fica no bairro Daoli. Não demore!"
Snape jogou a carta na mesa e correu para o quarto.
–Granger! Acorde! – Ele jogou vestes limpas para ela.
–Só mais cinco minutos mãe... – Ela disse grogue colocando o travesseiro sobre a cabeça. Snape começou a chacoalha-la.
–Anda logo mulher! Nós temos que sair. - Ele procurava por essa flor á mais de seis anos. Não podia perder essa chance.
–Sair ? – As palavras á despertaram. – Nós não podemos sair assim...
–aaaah podemos!
–Não! Eu não saio daqui!
–A é ? Então eu acho que vou dar uma voltinha pela masmorra... pelado!
–Você não faria... faria ?
–Pode apostar que sim! – Hermione resmungou, mas colocou a roupa.
–Você podia usar algo mais alegre, não ? – Comentou antes de jogar a capa preta sobre si. Snape tinha colocado a roupa que ela usara na noite passada. Um vestido azul claro de alças finas, que definitivamente, podia ser mais curto. – Onde vamos ? –Ela perguntou.
–Preste bem atenção. O que vamos fazer é muito importante. Vou dizer que estou com um problema de garganta e que você é minha assistente pessoal. Você só devera concordar com TUDO que eu disser. Entendeu Granger?
–Assistente pessoal? Eu ? Vai sonhando!
–Granger. O que você quer que eu diga então ? – disse ele irritado – Que você é minha namorada ou coisa assim ?
–Sempre sonhei em ser assistente pessoal. Sério mesmo. – Ele bufou.
–Podemos ir de uma vez ? – Sem esperar resposta ele atirou pó de flu na lareira – Beco diagonal. – Ele falou, então os dois entraram nas chamas verdes.
Depois de passarem pelo Gringotes, onde Snape retirou uma grande quantia de dinheiro, eles aparataram na China.
Hermione tagarelava enquanto Snape a guiava por uma rua tortuosa. Ele chegaram em frente a um grande Hotel. Hermione assoviou.
–lembre-se do que lhe disse. Não. Abra. A . boca. Apenas concorde com TUDO que eu disser. Entendeu ? – Hermione levou a mão a garganta e tossiu teatralmente. – Perfeito.
Eles entraram no hotel lado á lado. Snape pediu que chamassem Natasha na recepção, não demorou muito para que ela aparecesse.
Uma mulher ruiva, alta, com o corpo bem delineado.
–Sev! – Disse ela alegremente. Estendeu os braços para um abraço, Snape pigarreou, só então Hermione a abraçou. – Como você esta ? –Perguntou Natasha.
–Ele não esta se sentindo muito bem. Problemas na garganta.
– Ah, então essa é a sua namorada ? – Ela perguntou para Snape/Hermione, que negou com a cabeça.
–Não. Sou Hermione Granger. Assistente pessoal do . – Hermione rolou os olhos.
–Hermione Granger ? A amiguinha do menino-que-sobreviveu-só-porque-eu-não-botei-as-mã os-nele ? – Hermione lhe lançou um olhar furioso. Mas Snape sorriu e tratou de mudar de assunto.
–Se não se importa, não temos muito tempo. Onde está a flor ?
–Não temos tempo nem para relembrar os velhos tempos Sev ? – Ela disse chorosa. Hermione deu um passo atrás.
–como disse. Nosso tempo é limitado.
–Bom, - Ela deu o braço a Hermione, esfregando a lateral do corpo sinuosamente enquanto andavam. – Ele esta nos esperando.
Ela os guiou até o restaurante do hotel, uma mesa reservada mais no fundo. Um homem forte, cheio de cicatrizes os esperava impaciente.
–Bom dia. – Disse Snape.
–Trouxe o dinheiro ? – O homem trabalhava com contrabando á muito tempo. Sabia que era melhor ir direto ao assunto e dar o fora.
–é evidente. – Snape tirou do bolso a pequena bolsinha de contas magicamente amplificada. Hermione sabia que ali tinham 2 milhões de galeões. Ficou estupefata ao ver Snape entregar tudo ao homem. O que ele poderia querer que valesse tanto ?
–Quanto tem aqui ? – Perguntou, chacoalhando a bolsinha perto do ouvido.
–2 milhões. O dobro do que te ofereceram. Pode contar se quiser..
–Não. Vocês não seriam burros o suficiente para tentar me enganar. – Ele pegou uma mochila suja que estava no chão ao seu lado e a entregou a Hermione. Snape não deixou que ela abrisse.
–Você também não seria burro o suficiente para tentar enganar o senhor Snape. – Por baixo da mesa, Natasha afagava as coxas de Hermione/Snape.
–Podemos ir então! – Ela disse rapidamente se levantando, só depois lembrou-se de sua " dor de garganta" e começou a tossir.
–Vamos. O senhor deve estar cansado. – Disse Snape jogando a mochila sobre o ombro. Depois de se despedirem de Natasha, ele pegou a mão de Hermione e apartou em frente aos portões de Hogwarts.
–Merlin! O que foi aquilo ?- Indagou Hermione furiosa. Enquanto eles entravam no castelo – Contrabando ? O que tem dentro dessa mochila ? Não acredito que te deixei me convencer a ir...
–Granger...
–E quem era aquela vadia ? E oque e ela quis dizer, quando falou do Harry daquela forma...
–Granger...
– Porque ela ficou me bulinando e..
–GRANGER!
–O QUE ?
–Calada. – Ele disse sorrindo. Finalmente conseguira o ingrediente que faltava. Nada tiraria seu bom humor naquele dia, nem mesmo estar confinado no corpo de Hermione o desanimaria.
Graças a Merlin, Hermione foi em silencio para as masmorras.
–Podíamos ter dado uma voltinha pelo menos... A china é adorável, mas o velho ranzinza tinha que correr para suas masmorras. – Snape não deu ouvidos. Apenas tirou o vaso de flor envolto por uma pequena redoma de vidro de dentro da mochila. Com cuidado colocou-o sobre a mesa. Ele quase pulou de emoção. Uma orquídea fantasma magica bem ali, na sua frente. Se tudo corresse com esperado, a poção estaria pronta para receber a essência da flor assim que ela desabrochasse. Seus estudos lhe diziam que isso iria acontecer em duas semanas. Perfeito.
–Ela é ... –Começou Hermione, que tinha se aproximado para ver a flor de perto.
–Magnifica. Eu sei.
–é uma orquídea fantasma magica ? De verdade ?
–Sim. – Os dois olhavam para a planta. Dois pequenos botões de flor estavam começando a se abrir.
–Para que você precisa...
–Assunto meu e de mais ninguém Granger! – Disse ríspido. "Boa coisa não deve ser!" pensou Hermione.
–Bom. Vou tomar café, e depois voltamos as pesquisas ok ? – Ele assentiu sem nada dizer. Pegou a flor, caminhou até uma estante e a empurrou para o lado com o corpo. A entrada de seu laboratório pessoal. Hermione quase o seguiu. Mas seu estomago roncou. Ela precisava comer. Bom, teria tempo suficiente para ver o laboratório quando voltasse.
N/A: vish, o que o Sev quer com essa flor heim? Deixem seus 'achismos'...
Beijoss até mais!
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