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9. Cap. IX – A HORA DA VERDADE


Fic: A Magia dos Sonhos


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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N/A AVISO, FORTES EMOÇOES PARA O FINAL DO CAP.
OBRIGADA A TODOS OS QUE LEEM.
E PRINCIPALMENTE PELOS COMENT'S

Capitulo IX – A HORA DA VERDADE

Sirius estacionou no jardim da toca, desceu do carro e foi gentilmente abrir a porta para Sarah, a ajudou a descer do carro, a abraçou e deu um beijo em sua testa, sabia muito bem como ela estava se sentindo, queria lhe dar forças.

- Sirius me prometa que você não vai se meter na minha conversa com o Carlinhos caso ele não aceite bem a noticia. – ela o olhava nos olhos, temia que Sirius fosse a defender caso Carlinhos a destratasse e isso gerasse uma briga física, ela conhecia os dois muito bem. – Com ele eu me entendo.

- Não me peça isso, por favor, Sarah, se ele fizer algo contra você eu sou capaz de... – não terminou, pois ela o interrompeu.

- Sirius isso é entre nos dois. – sabia que teria de ser firme mesmo achando linda a forma protetora dele. – Me prometa que você não vai se meter ou brigar aconteça o que acontecer? – falou tão dura olhando os olhos azuis com firmeza e intensidade que ele não teve alternativa senão.

- Eu prometo Sarah que por pior que for a reação dele eu não farei nada contra ele. – disse contrariado, mas sincero.

- Obrigada Sirius. – disse carinhosa – Assim meu coração fica mais tranqüilo. – deu um sorriso a ele e falou divertida – agora vamos entrar, pois o Harry está esse tempo todo segurando os doces, louco de vontade de ver a Gina.

- Um dia ainda descubro como você faz para usar legimencia sem contato visual. – disse Sirius divertido enquanto se encaminhava a Harry para pegar as caixas de doces.

- Segredo! – disse misteriosa – Oclumência não adianta muito não Harry. – disse divertida enquanto cruzavam o jardim da toca Harry estava com as feições muito admiradas. – Mas não funciona sempre, eu consigo captar as ondas mentais mais fortes, como a pouco você estava com o pensamento muito firme captei, desculpe. – disse envergonhada, era um de seus dons, útil algumas vezes, mas quase sempre ela sentia uma invasora, só que não conseguia bloquear principalmente com algumas pessoas.

- É bom saber assim tomo cuidado com o que penso perto de você. – disse Harry divertido.

- Também não é assim Harry, só quando você pensa com muita força em algo é que consigo captar. – esclareceu. – o que no trabalho é muito útil, tanto como auror como curandeira. – estavam quase a porta da frente d'A Toca ela estava deixando eles a sua frente, respirou fundo – ele não esta aqui. – disse quase num sussurro enquanto Harry batia a porta, ela sabia que Carlinhos não estava lá, pois não havia sentindo a presença dele.

- Harry! – gritou Gina se jogando nos braços do moreno e o beijando com carinho. – que saudade amor. – disse com a voz suave assim que se separaram notou que ele estava corado, então olhou para trás dele e viu Sirius e Sarah admirando com muito interesse uma roseira que produzia roas multicoloridas, também ficou vermelha, - Oi vocês dois - disse chamando a atenção dos adultos, Harry entrou e Sirius veio logo atrás.

- Como vai minha norinha favorita? – falou brincando com ela enquanto beijou suas faces equilibrando as duas caixas onde estavam os doces.

- Eu estou ótima, mas o que tem nestas caixas? – perguntou curiosa.

- Uma torta e um bolo que a Sarah fez para a sobremesa. – disse Harry divertido - dei uma espiada quanto vínhamos e estão com uma aparência deliciosa.

- Humm! Se foi a Sarah quem fez esta uma delicia mesmo. – disse Gina carinhosa enquanto abraçava a loira e discretamente acariciava o ventre dela – Estão quase todos na cozinha. – disse enquanto dava a mão a Harry o impedindo de ir, assim que se viu sozinha com ele o abraçou forte precisava senti-lo ele percebendo como ela estava carente retribuiu o abraço com a mesma intensidade e começo a beijá-la a guinado até a parede, o beijo era forte e cheio de saudade, logo se separaram e Harry acariciava seu rosto, ela respirou fundo e falou – depois temos que conversar.

- Pode falar Gi. – disse ficando preocupado, tudo estava tão perfeito.

- Agora não meu amor. – viu as feições interrogativas dele e falou – Depois querido, não é nada muito grave, agora eu quero ver a cara da mamãe quando descobrir que vai vovó. – disse divertida.

- Mas a Sarah não vai contar para ninguém antes de falar com o teu irmão.

- Mas a mamãe vai descobrir assim que olhar para ela. – disse tranqüila, mas vendo a cara de Harry esclareceu – instinto de bruxa. – disse baixinho, pois já estavam próximos a porta da cozinha. – a mamãe esta na horta, quero esta num local privilegiado quando ela entrar e ver a Sarah – disse sapeca, deu um selinho em Harry e o puxando para a cozinha.

Harry foi recebido com carinho e entusiasmo pelos gêmeos, Percy e Arthur, viu que Sarah estava em pé próximo ao pilar da cozinha, que estava muito diferente, estava mais ampla e com móveis e utensílios novos e modernos, desde quinta que ele não vinha até ali, e a mudança havia sido enorme.

- Foi idéia do Carlinhos darmos esse presente para mamãe – falou Percy que entendeu perfeitamente as feições de Harry.

- Ficou muito bom mesmo. – disse admirado, ele cada mais amava magia. – Mas cadê o Carlinhos? – perguntou curioso ainda não tinha visto o ruivo, já tinha um carinho enorme pelo casal, e torcia para que eles ficassem juntos.

- Ele foi resolver umas coisas da reversa – disse Fred olhando diretamente para Sarah, assim não viu que Harry olhou para ela também, pois a ouvira falar que ele não estava antes de entrarem, ela apenas sorriu.

- Ele vai se arrepender de perder o almoço em família. – falou Jorge . – principalmente a sobremesa.

- Realmente essa costumava ser a favorita dele. – disse Sarah, sabia que Jorge não estava se referindo a torta, mas ela conhecia bem os gêmeos, sabia que era melhor entrar na deles, assim eles perdiam o interesse. – mas lógico que a Molly ira guardar um pedaço para ele. – antes que falassem mais algo a porta da cozinha foi aberta e o tão esperado encontro aconteceu.

- Sarah minha filha querida – disse Molly enquanto largava a cesta com verduras e algumas ervas em cima da pia. Se voltou novamente para a afilhada a olhou com atenção, e lágrimas vieram aos seus olhos ela cruzou a distância que as separava a abraçou com força e carinho, enquanto lágrimas corriam dos olhos das duas e sussurrou em seu ouvido – obrigada minha filha, você esta me dando o melhor presente do mundo. – ela compreendeu muita coisa, entendeu o por que da loira a evitar, a noticia que Gina disse que Sarah daria a Carlinhos e também que provavelmente o filho não sabia. – minha filha o Carlinhos já sabe?

- Não madrinha. – disse muito emocionada ela e Gina haviam sido as únicas pessoas da família que aceitaram bem a criança quando souberam, sabia que todos ali seriam assim. Mas e Carlinhos? – é isso que vou fazer hoje. – nem que para isso eu tenha que dormir na porta d'A Toca pensou decidida.

- Ótimo minha filha, faça isso mesmo. – disse ainda baixo. Os outros Weasley olhavam a cena, mas somente Gina sabia o real motivo da emoção, aos outro parecia apenas saudade. – minha filha vá se sentar. – disse carinhosa.

Ela obedeceu e começou a conversar com os gêmeos sobre algumas coisas que descobrira e seriam úteis na loja, Molly a todo o momento a olhava com carinho e ternura. Sirius conversava com Arthur e Percy e Gina chamou Harry para um passeio no pomar.

Assim que chegaram no laguinho que ficava no fundo do pomar eles sentaram na grama sob uma frondosa árvore, Harry com as costas encostadas no tronco com as pernas abertas, de forma que Gina se sentou com as costas encostadas nele, ele sentiu que ela estava anormalmente quieta, e assim que ela pousou a cabeça em seu peito ela começou a chorar.

- O que foi Gi? – perguntou muito assustado, era raro vê-la assim, ele acariciava os cabelos vermelhos com muito carinho.

- Eu recebi uma carta de Hogwarts hoje pela manhã – disse assim que se aclamou. – e tenho que voltar para escola dia 1º de junho para aulas de revisão e no final do mês prestar os NOM’s.

- E isso não bom querida? – perguntou, afinal ela havia reclamado de ainda não ter feitos as provas.

- Não Harry! – disse exasperada – vou ficar um mês em Hogwarts!

- Um mês longe de mim? – perguntou entendendo o motivo das lágrimas. – Não Gi, isso só pode ser brincadeira, devo ter colado chicletes na barba de Merlim em outra encarnação. – disse frustrado.

- Eu não vou! Esta decidido. – disse num tom firme.

- Você tem que ir Gi. – falou mais calmo – é o teu futuro que esta em jogo, estudos sempre em primeiro lugar.

- Olhe quem fala, você abandonou a escola para salvar o mundo bruxo. – disse desafiadora.

- São coisas diferentes. – disse calmo, tinha que convencê-la a ir, mesmo doendo em seu coração.

- Vou sentir muito a tua falta – falou melosa

- Eu também amor, mas darei um jeito de ir te ver, e um mês passa rápido.

- Você promete?

- Prometo. – disse a puxando para perto de si com força.

Ficaram sentados abraçados por um tempo cada um sofrendo por antecipação a saudade que sentiriam, Gina se levantou e deu a mão a Harry ela precisava sentir os lábios dele nos seus, sentir o calor da boca dele na sua, e sentir o desejo despertar nos dois, o levou até o caramanchão que ficava ali perto, fez Harry se sentar e sentou no colo dele e pôs-se a beijá-lo com desejo e amor, as línguas se acariciavam, sentiam o calor e a umidade das bocas, o abraço era apertado ele a pressionava contra seu corpo, enquanto ela movimentava os quadris, ele estava quase no auge quando ouviram Molly os chamar para almoçar, foi o mesmo efeito de uma ducha fria, se separaram respirando ofegantes, e foram de mãos dadas de volta a Toca, combinando intimamente que aproveitariam ao máximo os dias que ainda restavam para ficarem juntos, pararam algumas vezes para trocar alguns beijos e caricias.

O almoço foi tranqüilo, muito alegre, Molly não parava de colocar vegetais, carne e ovos no prato de Sarah, o que não passou despercebido a Arthur, que começou a juntar algumas lembranças dos dias que trabalharam juntos no ministério, até que entendeu o que se passava olhou para Molly, ela confirmou com a cabeça e ele colocou um sorriso enorme nos lábios, foi assim que ele soube que seria vovô.

Na hora da sobremesa, Sarah com um aceno da varinha trouxe a torta, os pratinhos e os talheres, quando tirou a trota da embalagem um aroma doce invadiu o ambiente. Ela serviu a todos com generosidade, teve o cuidado de tirar um bom pedaço para Carlinhos, Molly a olhou carinhosa achava lindo o cuidado da moça para com seu filho. Quando todos começaram a comer ele colocou um sorriso no rosto, pois sabia que os elogios viriam.

- Sarah o que você colocou nesta torta? – perguntou Fred. – Que delicia.

- Se o Carlinhos não casar com você pode deixar que eu caso. – disse Jorge. – esta incrível, nunca comi nada assim.

- Quem vai casar com ela sou! – falou Fred – você está cozinhado cada vez melhor.

- Para não dar briga você casaria com os dois – falaram juntos, todos a mesa riram.

- Mas vocês querem uma esposa ou uma cozinheira – perguntou Sarah divertida.

- Realmente filha nunca comi uma torta tão saborosa. – falou Arthur antes que os filhos falassem algo constrangedor.

- Acabei de mudar a minha torta favorita. – disse Harry se servindo de mais um pedaço, e também servindo um a Gina.

- Sarah depois você me ensina? – pediu Gina meiga – tenho que começar a aprender essas coisas.

- Eu também quero a receita. – falou Molly carinhosa. – Foi bom você ter tirado um pedaço para o Carlinhos pelo visto não vai sobrar nada. – disse também servindo de mais um pedaço a ela e a Arthur.

- Dou a receita a vocês sim. – falou feliz, ali ela se sentia em família. – Eu deixei para ele por ser a favorita dele.

Ficaram na mesa mais algum tempo, depois foram para sala, logo os meninos foram visitar as namoradas, não sem antes implorar a mãe para deixar bolo para eles, assim restou apenas Sirius, Molly, Arthur, Harry, Gina e Sarah. Sirius levou o jovem casal para um passeio até Londres, ele precisava comprar algumas coisas para a casa, e Sarah ficou sozinha com os padrinhos, ela iria esperar por Carlinhos e queria conversar com eles também, eles teriam que entender a sua decisão.

O clima na sala estava pesado, o único som que se ouvia era o tic-tac do relógio, os quadros observam os três sentados na sala, Molly e Arthur num sofá Sarah numa poltrona na frente deles, ela estava de cabeça baixa, sentia-se com vergonha, falar com os padrinhos seria difícil, Arthur sempre foi como um pai, principalmente depois que perdeu o seu ainda menina, ele assumiu o papel com louvor, Molly ela era mais sua mãe, do que a própria, havia sido que cuidou dela para mãe trabalhar, Molly que a consolou quando perdeu o pai, e ela sabia que mesmo ainda viva ela perdera a mãe também, depois que o pai e o irmão sofreram o ataque, as duas nunca mais foram próximas, e era em Molly que ela tinha o amor e o carinho que lhe eram negados. A mãe indiretamente a culpava, ela havia insistido para mãe ir n'A Toca naquela manhã, a mãe que já estava divida, pois teria que deixar um filho adoentado sozinho com o pai, mas a amiga precisava dela, Ártemis pediu a Sarah para ficar em casa, mas ela usou todo poder de argumentação e chantagem, havia combinado um passeio secreto com Carlinhos, ela tinha apenas oito anos e já amava aquele ruivo, naquele dia eles trocaram o primeiro beijo, um beijo inocente, um leve encostar de lábios, que foi o suficiente para ela ouvir sinos e sentir o chão fugir dos pés, e ter a certeza que iriam ficar juntos. Ela ficou o resto do dia com um sorriso nos lábios assim como Carlinhos, depois ao chegar em casa o sorriso morreu, a marca negra sobre a casa, a mãe gritando e chorando enquanto corria para casa, o pai caído na sala e o seu irmãozinho, apenas um bebe imóvel no cercado, mal respirava. Após isso as lembranças são estranhas, pareciam um sonho: o funeral, a descoberta que o irmão não seria como antes, a mãe cada vez mais distante e fechada recusava até o menor contato físico da filha, e a mais difícil de todas a mudança para a Alemanha, que a afastou de todos que ela amava.

- Filha! – ela ouviu Arthur a chamar quando o olhou percebeu que ele devia estar a chamando há algum tempo limpou uma lagrima com a costa da mão e olhou para o padrinho. – Você esta bem?

- Estou. – falou colocando um leve sorriso.

- Eu não irei te perguntar como isso aconteceu, somos todos adultos e sabemos bem como os bebes são feitos. – disse Arthur num tom brincalhão para quebrar o clima da sala. – Não vou disser que foi uma total surpresa, já que sabíamos que vocês dois viviam uma vida praticamente de casados. – a olhou firme – Nós desaprovávamos, vocês se amavam o certo seria casarem logo, mas aceitávamos, pois sabíamos que o amor de vocês é algo especial e vocês estavam felizes. – as lágrimas corriam soltas nos olhos de Sarah - Isso agora não importa mais o que eu quero saber é há quanto tempo meu netinho já existe?

- Catorze semanas. – falou calma.

- Tudo isso! – exclamou Molly, triste imaginando tudo o que a menina passou sozinha.

- O Carlinhos ainda não sabe? – perguntou Arthur, ele estava numa posição difícil, tinha a menina como uma filha, queria estuporar o homem que a abandonou grávida, o problema era que o homem em questão era seu filho.

- Não padrinho, aconteceram muitas coisas depois que descobri que a nossa semente brotou. – deu um sorriso pelo nariz – E eu não pude contar.

- Ele contou sobre você e o Sirius. – disse Molly ela queria entender toda a história antes de tomar partido.

- Realmente eu... eu beijei o Sirius na boca. – disse mordendo o lábio inferior, não havia como negar, fora um beijo.

- Sarah! – disse Molly espantada, enquanto Arthur a olhava sério.

- Mas eu juro, pela minha vida que foi um acidente, e nem foi um beijo, foi um roçar de lábios, eu estava feliz, soube que finalmente teria a chance de casar com o Carlinhos e descobri que estava grávida, quando dei a noticia a Sirius fui beijar o rosto dele e na empolgação encostei o lábio no dele.

- E bem nesta hora o Carlinhos viu. – disse Molly, conhecendo o gênio do filho se admirou dele não ter lançando uma maldição em Sirius. Carlinhos não agiria assim, virar as costas, e ir embora.

- Viu só que só soube deste fato quarta, quando a Gina me contou. – olhou para madrinha e disse – ela sabe de tudo, mas eu a fiz prometer que não contaria a ninguém até que eu falasse com vocês. – esclareceu e continuou - Como eu não sabia de nada, fui para Romênia no outro dia feliz da vida, iria dar noticias maravilhosas a Carlinhos, mas quando cheguei, ele me olhou com desprezo, estranhei, mas continuei indo até ele, então ele pegou a Jully pela cintura a escorou na parede e beijou, um beijo nojento – falou a se lembrar da cena – vulgar, na frente de todos, e vocês sabem como é a reserva aos sábados.

- E ele não te procurou mais? – perguntou Arthur estranhando a atitude do filho, tinha mais alguma coisa nesta história ele iria descobrir o que era.

- Não padrinho, no meio do mês passado fui até o apartamento dele. – Sarah se calou lembrando do que viu naquele dia, e isso a fez quase perder a criança, mas os padrinhos não precisavam saber disso. – Ele estava ocupado e acompanhado, então sai de lá antes mesmo dele me ver. Depois o reencontrei em Hogwarts domingo passado, e creio que naquela ocasião não seria apropriado dar uma noticia dessas.

- Mas e terça no ministério? – disse lembrando dos dois agindo como antes. – Vocês estavam bem, inclusive ficaram sozinho um bom tempo na sala de reunião, porque você não contou?

- Teria sido um bom dia. – disse olhando para o chão, envergonhada de lembrar o que eles haviam feito na sala de reunião. – Mas naquele dia, estávamos decidindo a batalha, o senhor sabe. E se vocês soubessem da minha situação não permitiriam que eu lutasse.

- Não mesmo, não acredito que o Sirius permitiu tal atitude sua. – falo realmente bravo.

- Digamos que a briga entre nos foi bem feia. – falou, lembrando da discussão que teve com o moreno na manhã daquele dia. – Enfim vou contar a ele hoje. – disse decidida.

- É melhor mesmo, assim vocês se acertam de uma vez. – falou Arthur com a calma tradicional.

- Em quinze dias nós conseguimos preparar o casamento. – disse Molly – com um bom modelo de vestido ninguém notara que você está grávida.

- Mas eu não vou me casar. – disse decidida.

- Mas filha, você esta grávida! - Molly estava admirada.

- Eu sei, mas já decidi, não me casarei por isso, não forçarei o Carlinhos a nada. – disse triste – se um dia nos casarmos será por amor e não por obrigação.

- Filha você tem certeza? – disse Molly preocupada – Passar por tudo sozinha não será fácil.

- Eu sempre fui sozinha. – disse Sarah, Molly se calou sabia que era verdade. – E estou morando aqui perto, assim vocês podem participar da vida do neném sempre, assim como o Carlinhos.

- Ela esta certa Molly – disse Arthur vendo que Molly iria se manifestar. – será melhor assim, e ela estará aqui perto de nós. Você ira poder cuidar da criança para ela trabalhar e tudo mais, um casamento forçado, não seria bom para ninguém.

- Você tem razão Arthur, te apoiamos em tudo minha filha. Estamos felizes e emocionados com esse neto. – disse Molly contrariada, mas Carlinhos iria sofrer um bocado em suas mãos, ele estava agindo de forma irresponsável. – filha esta tudo bem? – Perguntou Molly percebendo a palidez de Sarah.

- Estou um pouco tonta madrinha. – disse assustada ela estava angustiada, sentia um aperto no peito, seu estomago deu uma cambalhota.

- Arthur a leve para o quarto de Carlinhos. – disse Molly se levantando e indo para cozinha – você tem que descansar, essas emoções fortes mexem com a gente quando estamos neste estado, já subo com um chá para te ajudar a se acalmar, afinal a pior conversa ainda esta por vir.

Arthur a ajudou a subir, com cuidado e carinho, quando estavam a porta ele falou.

- Filha sempre tivemos orgulho de você, mesmo não tendo nosso sangue você sempre foi nossa filha mais velha. – disse acariciando o rosto dela. – Conte sempre conosco, agora você não esta mais sozinha. – disse a abraçando com ternura.

- Eu sei padrinho, por isso vim para cá, eu até pensei em sumir, esconder a criança de todos, ir para onde ninguém me conhece falar que perdi meu marido na guerra, seria tão fácil, mas se fizesse isso seria um monstro, e a vida sempre revela a verdade. – falou séria. – É melhor enfrentar tudo agora, depois seria mil vezes pior, não seria justo afetar toda a família por um erro do Carlinhos.

- Você esta certa querida, se fizesse isso depois você enfrentaria a fúria da família Weasley. Tenho certeza que todos aceitaram bem a noticia. – deu um beijo em sua testa e desceu.

Sarah abriu a porta e prendeu a respiração, sentiu as lágrimas voltarem aos seus olhos e o coração perder uma batida, não estava preparada para ver isso, não assim e não agora.

O quarto era uma replica exata do quarto que ele tinha na Romênia, o quarto que eles decoraram juntos, a cama era a mesma onde dormiram varias noites, onde fizeram planos, onde ela foi amada e onde concebeu seu filho, passeou pelo quarto, tantas lembranças, a única diferença era a falta da chez lounge de couro branco que era dela, as lágrimas caíram com força quando lembrou a cena onde a viu pela última vez, afastou esse pensamento foi até a saleta, era idêntica aquele tapete fora testemunha de varias noites e dias frios em que ficavam sentados nele, vendo um filme, se amando ou apenas juntos, voltou ao quarto, num impulso abriu o guarda roupas, o perfume dele a invadiu, ela pegou uma camiseta dele e cheirou profundamente, era a camiseta favorita dele, azul clara com a estampa de um dragão, ela havia comprado para ele logo que começaram a namorar, ele a fez crescer com magia, para que sempre pudesse usar, fechou a porta, deixou a camiseta sobre a cama e foi ao banheiro, reparou que o Azzaro dele estava acabando, pensou, tenho que comprar outro ele sempre esquece, foi à escrivaninha dele sentiu um cheiro ruim, vinha de uma caixa que estava sobre a mesa ela não mexeu, mas o cheiro a deixou com dor de cabeça, voltou para o quarto, tinha uma bandeja com uma xícara na cama, ela sorriu tomou o chá e deitou-se na cama no lugar onde ele sempre dormiu, abraçada com a camiseta dele, as lágrimas ainda corriam ficou pensando tudo estava tão lindo, certo e perfeito, eles se amavam isso era obvio, por que tudo tinha que terminar assim imaginava como ele estava sofrendo também e com esses pensamentos adormeceu.

Sirius havia enfeitiçado o carro, ele também voava, só que um BMW era muito mais veloz do que o antigo Ford do Srº Weasley, pousaram numa estrada próximo a Londres, seguiu para o centro comercial, foram a varias lojas trouxas de decoração, ainda bem Gina estava com eles, pois o gosto dos dois para isso era um pouco duvidoso. Com os móveis e utensílios comprados, estavam saindo do shopping quando passaram por uma loja de artigos para bebê, Harry se lembrou que não comprara nada para o afilhado e nem para o filho de Dobby.

- Sirius, você me empresta um pouco de dinheiro trouxa?

- Claro filho. – disse puxando a carteira, lhe entregou o valor e disse baixinho – Não se esqueça de comprar algo para Gina. – piscou o olho – Bem por que vocês não dão uma volta sozinhos? Acho que consigo comprar toalhas de banho sozinho. – falou brincando e se afastou.

- Gi, você me ajuda a escolher um presente para o Teddy? – pediu, carinhoso, a cabeça a mil, o que comprar para Gina? Do que ela gosta?

- Claro amor vamos. – ao irem para a loja ele viu que ela suspirou ao ver na vitrine de uma loja uma linda pulseira cheia de corações num tom rosa claro.

A loja de bebes tinha de tudo, Harry comprou algumas roupas, para o filho de Dobby e um chocalho, ele se encantou com a seção de bichos de pelúcia, viu que não foi o único, Gina acariciava um enorme urso marrom claro, ele escolheu um cachorrinho e um patinho de pelúcia para Teddy, comprou o urso, mas não falou que era para ela, uma vendedora veio os auxiliar os encaminhou ao caixa, os olhava com curiosidade e quando estavam lá perguntou.

- Tão jovens e já serão papais?

- Não senhora, são presentes para o nosso afilhado. – disse Harry controlando o riso.

- Oh! Desculpe-me – falou a moça sem graça.

- Você pode embrulhar para presente. – perguntou enquanto pagava a conta e bolava um jeito de sair sem a Gina.

- Sim, claro – falou a moça prestativa, olhando Harry com muita atenção. – você é o Potter?

- Como? – perguntou embaraçado.

- Eu sou bruxa. – ela falou baixo, pois outros clientes entraram na fila, ela ficou quieta, mas olhava embevecida para Harry, despertando o ciúmes da Gina.

- Harry meu amor. – disse melosa dando um selinho nele - esquecemos de comprar algo para o NOSSO sobrinho.

- O neném da Sarah? – disse depois de um minuto olhando para Gina. – Mas ele ou ela ainda nem nasceu.

- Amor é nessa época que começamos a dar os presentes. – disse carinhosa até demais, pensou Harry. – vamos buscar mais algumas coisas, enquanto você faz os embrulhos para presente. – disse para moça, pegou a mão do moreno e se afastou.

- Tudo isso é ciúmes? – perguntou assim que se afastaram o olhavam uns macacões de inverno.

- Não apenas deixando claro que você é meu. – disse dando um beijo apaixonado nele. – Vamos levar esses dois – enquanto pegava um macacão verde água bem grosso e felpudo com o bordado de um leão e outro lilás do mesmo modelo, mas com uma FADINHA bordada.

- Gina ser for menino não vai estranho o moleque usando uma roupinha lilás de FADINHA? – perguntou preocupado.

- Se for menino a Sarah guarda para quando a menina vier. – disse sapeca enquanto iam para de volta para o caixa e Gina reassumia a postura melosa – Amorzinho estou com tanta sede, você podia buscar algo para mim enquanto espero os embrulhos?

- Vou sim Gi – deu um beijo nela, saiu da loja rindo, pensando o ciúme Weasley é incrível. Antes de ir buscar o refrigerante para ela entrou na joalheria comprou a pulseira, na saída encontrou Sirius, carregando três copos, ele foi para junto do padrinho esperar por Gina, não se atreveria a voltar na loja se a moça olhasse para ele novamente ela seria estuporada, no mínimo pediu a Sirius para ir no lugar dele e foi comprar um buquê de rosas.

Sirius e Gina saíram da loja rindo para valer Harry havia feito um feitiço redutor e um de proteção para ele ficar perfeito e escondeu o buquê numa das sacolas de Sirius, Gina estava linda sorrindo daquela maneira seu coração perdeu uma batida, ele a amava e isso era fato, não queria se afastar dela nem mais um dia, sentiu uma dor no coração ao se lembrar que ela passaria um mês longe dele.

- Harry, amor você perdeu a cara que a talzinha da loja fez quando viu o Sirius – disse ao se aproximar da mesinha onde Harry estava escorado.

- Ela pensou estar vendo um fantasma – disse Sirius divertido. – ela olhou apavorada quando cheguei perto da Gina e falou “você é .. é ” daí eu falei Black, Sirius Black - piscou um olho e fez cara de sedutor. – ela não sabia se corria, chamava os aurores, ou atendia a gente.

- Me lembrem de sempre ser amigo de vocês – disse Harry divertido. - Mas vocês demoraram, o que houve a moça desmaiou?

- Não aproveitei que estava lá e comprei umas coisinhas também. – esclareceu – achei uma coisa que a Sarah vai amar. – disse orgulhoso.

- O que? – perguntou Harry curioso, mas resolveu brincar – Um certo Weasley em miniatura eu sei que não foi.

- Não! Mas quase isso. – respondeu Gina sorrindo deixando Harry ainda mais curioso.

- Um dragão de pelúcia. – a voz de Sirius era divertida – ela falou que se for menino o quarto será com esse tema, estava procurando feito doida um bichinho assim, e eu acho numa loja trouxa. – disse vitorioso.

- Acontece! – disse Gina divertida. - Harry o que tem nestes copos? Estou com muita sede mesmo.

- Refrigerante, como vocês estavam demorando usei um feitiço para mantê-los gelados – falou enquanto entregava um copo a ela e outro a Sirius. – Você nunca experimentou não é?

- Não! - disse levando o copo com a bebida escura aos lábios tomou um pequeno gole, sentiu bolhas estourando em sua língua, fazendo um pouco de cócegas – É diferente essa bebida trouxa, mas gostosa.

- Vocês já foram num cinema? – pergunto Sirius já adivinhando a resposta, ambos balançaram a cabeça negativamente. – Não são duas e meia ainda, a gente podia ir ver um filme e depois tenho que pegar umas coisas no Beco Diagonal antes de voltarmos para a Toca.

Após guardar as compras no carro, eles foram ao local onde ficavam as salas de cinema, escolheram A Cidade dos Anjos, quando entraram na sala praticamente vazia, Sirius indicou para se sentarem na penúltima fileira, deixou-os passar a sua frente e foi para uma fileira mais à frente.

- Você não vai sentar com gente? – perguntou Harry.

- Não quero queimar a mão – disse Sirius maroto, o que fez os jovens rirem, logo que se sentaram, Harry compreendeu por que o pardinho disse aquilo, as luzes se apagaram tudo ficou escuro.

Ele se aproximou de Gina e colocou o braço em seus ombros, ela deitou a cabeça em peito, ele roçou a mão no seio dela, que gemeu baixinho, levando para longe toda a sanidade de Harry, ele a abraçou com força e começou a beijá-la com desejo, Gina correspondia ao beijo com o mesmo desejo e ardor, mordia o lábio inferior dele, as línguas dançavam em sincronismo, as mãos passeavam pelas costas e cabelos um do outro, Harry separou o beijo, estavam ofegantes, começou a dar pequenos beijinhos, nos lábios dela, as vezes os acariciava com a língua, se afastou um pouco, indo para a curva do pescoço dela, dando beijinhos delicados, que a faziam ficar arrepiada, as mãos passeavam por outras partes do corpo dela, agradeceu em pensamento por ela ter vindo de calça, quando sentiu o toque dela em sua intimidade, gemeu, voltou a beijá-la com volúpia um beijo forte, que era mesclado com beijos leves e pontuado por caricias. Minutos após se separarem as luzes se acenderam, Sirius veio em direção deles com um sorriso maroto nos lábios.

- Gostaram do filme? – tinha certeza que eles não viram nada do filme e sim passaram o tempo fazendo coisas mais divertidas.

- Muito! - respondeu Gina vermelha como os cabelos.

- O final foi como todos os filmes de romance, eles ficam juntos. – disse Harry se fazendo de entendido.

- To vendo que vocês viram o filme sim. – disse Sirius cada vez mais divertido. – Vamos? Eu quero estar n'A Toca quando a Sarah falar com o Carlinhos.

Sirius estava preocupado com duas coisas, isso o fez ficar calado enquanto dirigia, não queria expor Harry ao mundo bruxo, pois sabia que o assedio seria imenso, ele merecia descansar um pouco, mas precisava ir ao beco, também tinha pressa em voltar, algo lhe dizia que Carlinhos não iria aceitar bem a gravidez da Sarah. Estacionou na frente do Caldeirão Furado, entraram e numa das mesas viram Carlinhos sentado, rindo e conversando com duas moças e cinco rapazes, ele não os viu, foram direto para o muro de acesso ao beco, Sirius comprou alguns ingredientes para poções, uma coruja nova e alguns livros, voltaram ao Caldeirão Furado, se sentaram numa mesa para tomar umas cervejas amanteigadas. Observavam Carlinhos furtivamente, quando ele se inclinou, para falar no ouvido de uma moça muito loira que começou a dar risadinhas, Gina que já estava indignada com o irmão se levantou indo até a mesa onde eles estavam, tocou no ombro dele que se assustou ao vê-la ali, quando olhou para o local de onde ela veio, viu com quem ela estava acenou displicente aos rapazes.

- Você não esqueceu de nada? – perguntou Gina num tom ameaçador, que fez todos na mesa se calarem.

- Eu não! – disse Carlinhos despreocupado. – Que eu me lembre não marquei nada com ninguém para hoje. Essa é a equipe que vai trabalhar comigo na reserva. – disse indicando os presentes. – pessoal essa é a minha irmãzinha. – todos a cumprimentaram. - Estou relaxando um pouco depois do trabalho, que eu saiba não há problema nenhum em fazer isso.

- Não tem mesmo, mas quando se tem alguém em casa esperando pela gente, isso passa e ser descaso. – falou dura, ele a olhou ficou vermelho.

- A Sarah! Eu marquei com ela hoje. – que droga que esta acontecendo comigo, pensou preocupado, mas aconteceu algo que ninguém esperava, o despertou do devaneio e assustou a todos do Pub. Um sonoro e inconfundível som de tapa foi ouvido seguido por uma voz feminina que falava num tom alto e indignado.

- Como você se atreve a esquecer disso Carlinhos – falou aos gritos e muito irritada a moça loira com quem ele falava a pouco, o que deixou Gina espantada, pois pensou se tratar de alguma oferecida. – Você não respeita mais a única mulher que te ama de verdade?

- Pôxa Milla essa doeu! – disse passando a mão no local onde ela acertara o tapa. Os outros colegas evitavam olhar a cena, mas sorrisos de lado eram vistos em todas as faces.

- Você conhece a Sarah? – Gina perguntou espantada, a moça lhe era familiar, parecia muito com a Luna numa versão mais velha.

- Claro, todos aqui a conhecemos, ela é minha amiga, - disse num tom sonhador. – esse idiota aqui só pode estar enfeitiçado para perder uma mulher como ela. Qualquer um deles – disse apontando os rapazes da mesa – faria qualquer coisa para ficar com ela, inclusive o Leopoldo é apaixonado pela Sarah. – Gina viu um rapaz forte de cabelos e olhos escuros se encolher e evitar o olhar mortal que Carlinhos lhe lançava.

- Fique sabendo que ela esta n'A Toca desde o almoço, quando você puder lembre-se que vocês têm muito a conversar, fazer uma moça esperar é feio, não assim que a mamãe te educou. – falou Gina decidida. Virou-se para Milla – você conhece a Luna Lovegood?

- Sim a mãe da Luna era minha tia. – Gina compreendeu de onde vinha à espontaneidade da moça, sorriu – Mas saiba que eu não sou uma oferecida, - disse tão naturalmente que deixou Gina desconcertada – o Carlinhos é só um amigo nada mais.

- Percebi. – Gina estava muito desconcertada, se despediu e voltou para junto de Harry e Sirius, assim que terminaram as cervejas voltaram para A Toca.

Sarah foi acordada de uma forma que há muito tempo não era, carinhosamente, com caricias na face, uma voz suave a chamando baixinho, tendo cuidado para não assustá-la. Ela despertou sorrindo, vendo aquele rosto tão querido.

- Filha desculpe te chamar assim. – disse Molly carinhosa.

- Ele já chegou. – perguntou a loira muito ansiosa.

- Não! Ainda não. – disse Molly com pesar, lhe cortava o coração ver a situação dos dois. – É que chegou uma carta para você, é do Gui. – disse lhe estendendo o pergaminho.

Sarah pegou a carta, leu seu conteúdo e a sua feição ficou pesada, se levantou chegou na escrivaninha, novamente aquele cheiro lhe fez mal, mas agora ela sabia o que era.

- Madrinha o que o Carlinhos guarda nesta caixa?

- Não sei ao certo filha acho que são cartas daquela moça, mas tem um cheiro ruim não é?

- Cheire de perto e me fale o que senhora acha que é. – disse abrindo a caixa e pegando uma das cartas e entregando a Molly que cheirou e a olhou admirada.

- Isso é ilegal – falou brava – agora eu sei o por que das atitudes dele. Como não pensei nisso?

- Eu mesma só fui lembrar disso em Paris. – disse derrotada, apesar de saber o motivo, a realidade era que perdera Carlinhos provavelmente para sempre. – quanto pensei que fosse esse feitiço mandei uma carta ao Gui, descrevendo as mudanças de comportamento dele, ele respondeu afirmando que só pode ser Fragrance Dominion.

- Minha filha e agora? – perguntou Molly realmente preocupada.

- Agora a conversa será pior do que eu imaginei. – disse amargurada. – Mas tenho que falar com ele hoje. – escreveu uma carta rápida, conjurou um saquinho plástico e colou ali dentro todas as cartas que estavam na caixa, lacrou e pediu a Molly para mandar a Gui.



Ficou ali sentada olhando para o vazio tendo lembranças de dias felizes, até Molly voltar e a ver daquele jeito.

- Filha! - Disse Molly abraçando a afilhada que se aninhou em seu colo e chorou muito. O que de um lado era alivio, de outro era medo, pois no fundo tinha a esperança de Carlinhos a abraçar forte e cumprir a promessa, mas agora isso não aconteceria, a dor era sufocante, sentia-se roubada.

- Sabe do que eu sinto mais falta madrinha? – perguntou entre soluços. – eu sinto falta das coisas simples, de acordar ao lado dele, de vê-lo dormir, do sorriso, do cheiro, da maciez das mãos, do calor, da voz, do abraço, do fato de estarmos juntos, do que eu sentia quando estava com ele. Disso eu sinto falta.

- Eu sei filha. – disse carinhosa - Venha vamos tomar um chá. – falou assim que a moça se aclamou.

Elas desceram, já estavam na mesa com Arthur, Sarah brincava com o pedaço de bolo em seu prato quando a porta dos fundos se abriu.

Harry, Gina e Sirius entraram rindo e conversando animados quando viram o ambiente carregado, o sorriso morreu.

- O que aconteceu? – perguntou Gina preocupada.

- Descobrimos o que esta fazendo teu irmão agir assim. – disse Molly chateada.

- Não é só por ser um idiota? – perguntou Gina, o que fez Sirius soltar uma risada pelo nariz que ele disfarçou com uma tosse, enquanto eles se sentavam à mesa.

- Você já ouviu falar de Fragrance Dominion? – perguntou Sarah seria.

- Não! - respondeu Gina após pensar um pouco. Sirius alterou as feições, ficando muito sério e pensativo.

- Fragrance Dominion como o nome diz, é perfume da dominação, é uma maldição das trevas, foi muito usada pelos bruxos das trevas franceses, é um feitiço imperdoável. – explicou Sarah – há anos não temos um caso dela.

- O que ela faz? – perguntou Harry curioso.

- O Fragrance Dominion segue o padrão da maldição império, mas é um pouco mais especifica. Não torna a pessoa um marionete, só faz o dominado ver de forma acentuada e imaginar defeitos na pessoa que o mandante quer afastar, assim destruindo os pensamentos bons que a pessoa dominada possa ter com relação a alguém.

- Não entendi! - disse Harry confuso.

- No caso de Carlinhos o Fragrance Dominion foi usado para destruir a confiança que ele tem em mim. – falou triste. – Tudo que eu falar ele vai duvidar que seja verdade, o que a Jully falar contra mim ele ira acreditar cegamente, fica mais forte cada vez que for renovado até chegar num ponto que a pessoa não sabe mais reconhecer os sentimentos que tinha pela outra pessoa, terça ele estava tão bem por estar desde sábado sem a interferência deste feitiço e como o nosso amor é muito forte bloqueou um pouco os efeitos, ela deve ter desconfiado disso e voltou a atacar com mais força, a quantidade do perfume nas cartas está muito forte, o que é um perigo, pois pode enlouquecer o Carlinhos.

- O comportamento agressivo e irracional dele, o ciúmes descabido, as implicâncias, as mudanças de humor, tudo são um reflexo da batalha interna que ele esta vivendo. – falou Arthur arrasado. – pode ver que é só com relação à Sarah que ele está assim.

- UAU! - Foi o que os jovens exclamaram.

- Mas não tem um contra feitiço ou algo assim? - perguntou Gina entendendo a preocupação de todos.

- Só existe uma maneira. – disse pensativa – quase a mesma que é usada na maldição império, você tem que lutar contra, no caso do em questão, o Carlinhos tem que voltar a confiar em mim, a acreditar no amor que tenho por ele, o que não será fácil, pois para ser dominado ele teve que ter duvidas, lógico que ela fez muito bem a cabeça dele antes, ela deve ter usado o ciúmes do Carlinhos para plantar algumas duvidas e assim usar o feitiço, então agora cada vez que ele tem pensamentos bons, o feitiço entra e ação, substituindo por alguma lembrança até a mais inocente, mas que possa ser distorcida.

- Você devia ter falado para ele o verdadeiro motivo da minha mudança para tua casa. – disse Sirius sério

- Não! Se ele souber a verdade, conhecendo ele como conheço jamais se perdoaria. – falou seria a lembrança do fato ainda era forte.

- Mas ele não teria o ciúmes. – falou Sirius taxativo.

- Ele teria um sentimento de culpa, o que para o feitiço seria ainda mais forte. – sorriu, estreitou os olhos e continuou – você acha mesmo que ele não teria ciúmes? - ninguém respondeu, pois o ciúmes de um Weasley é lendário.

- Eu posso saber o real motivo? - perguntou Molly.

- Claro madrinha, só peço que não contem nada a ele.

- O dia que ele me perguntar eu falo. – disse Sirius decidido

- Sirius! – exclamou Sarah indignada.

- Ah! Sarah chega de tratar o Carlinhos feito um bebê, a coisa está assim de tanto você proteger o cara. – a voz de Sirius estava irritada.

- Não vou discutir com você Sirius – se voltou aos demais e narrou tudo o que acabou levou a decisão de Sirius morar com ela. – mas o Carlinhos soube antes dele mudar, aceitou a idéia e achou boa, mas a Jully colocou coisas na cabeça dele, no inicio deve ter sido sutil e com o tempo ficou mais declarada.

- Que mulherzinha essa. – disse Gina aborrecida, mas se dando conta de algo ainda maior. – Então quer dizer que provavelmente eles ficaram juntos?

- Pior que não Gina – disse Sarah dando um sorriso triste. – ela até pode ter alguma coisa com ele, mas nada definitivo ou duradouro, por que ele não a ama e provavelmente ela também não o ame.

- Então por que ela fez isso? – disse Gina raivosa.

- Foi só para nos separar. – disse Sarah num fio de voz, respirou fundo. – Eu sempre vi como ela nos olhava quando estávamos na reserva ela tinha inveja, desdenhava a maneira carinhosa com que nos tratávamos, se insinuava para ele, que sempre a rejeitou. Talvez nem ela saiba que mesmo tendo alguma coisa com ele após a separação, jamais terá relacionamento como tínhamos.

- Mas isso não tem alguma punição? – perguntou Harry curioso.

- Ela é punida com pena em Azkaban, 6 meses a 9 anos, como os estragos são mais sentimentais, a pena é branda. - Respondeu o Srº Weasley, se levantando – O mais importante é que descobrimos, poderemos cuidar melhor da situação, talvez a dominação não esteja tão forte e logo teremos o velho Carlinhos de volta. - falou carinhoso colocando as mãos nos ombros de Sarah - Vou falar com Shacklebolt para procurar essa moça.

Arthur se dirigiu às escadas iria se arrumar para sair, Molly o acompanhou sabia que Carlinhos tinha algumas fotos da moça no quarto ela havia escondido para Sarah não ver e se magoar, Sirius e Sarah foram para a sala, Harry abraçou Gina, deu um beijo em sua testa, a confortou por alguns minutos, se afastou a beijou com carinho nos lábios.

- Anjo vou subir daqui a cinco minutos você sobe? – perguntou carinhoso assim que se separaram.

- Por que não posso subir com você? – perguntou curiosa.

- Surpresa! – disse misterioso, a beijou novamente, era incrível, mas ele poderia passar o resto da vida a beijando ele subiu foi para o quarto dela, conjurou o urso que havia comprado assim como o buquê de rosas, fez um feitiço e deixou ambos com o seu perfume, colocou o urso sobre a cama dela e arrumou as flores num vaso na mesa de cabeceira dela, foi rápido pois sabia que antes dos cinco minutos ela já estaria ali, o que realmente aconteceu, mal pôs as flores na água ouviu os passos dela na escada, foi para a porta e a puxou para dentro, quando ela entrou viu o urso sobre a cama e as flores, ficou emocionada, e se jogou nos braços dele, se beijaram com ardor, quando se separaram ele entregou o estojinho com a pulseira, e a reação dela foi beijá-lo, de uma forma deliciosa, Harry quase enlouqueceu de desejo, quando se separaram estavam ofegantes Harry, pediu licença e foi correndo para o banheiro, Gina abraçou o urso e sentiu o perfume de Harry, já sabia que a partir desta noite dormiria com o urso.

- Gina você deixou as visitas sozinhas? – rachou Molly ao entrar no quarto, minutos depois de Harry ter saído.

- Mamãe o Harry me chamou queria me dar isso. – mostrou os presentes à mãe agradecendo a Merlim por ela não ter chegado antes. – e depois a Sarah e o Sirius não são visitas não é?

- Mesmo assim filha você devia ter ficado lá! – disse no tom maternal de censura. - Vem vamos descer mocinha. - Ao saírem do quarto quase se chocaram com Harry.

- Senhora Weasley! – exclamou desconcertado.

- Você esta bem Harry querido?

- Estou, sim senhora. – disse sério – Fui ver se o meu livro de transfiguração não ficou aqui, mas não achei no quarto de Rony.

- Meu filho se eu achar eu mando para você. – disse carinhosa, agora venham vamos descer, daqui a pouco o Carlinhos chega da reserva, temos que dar apoio a Sarah, a conversa deles não será fácil.

- Mãe! O Carlinhos estava no Caldeirão Furado, bebendo e se divertindo com os amigos. – disse Gina num tom baixo enquanto desciam as escadas. – ele se esqueceu que a Sarah viria hoje.


- Tudo isso filha é efeito do feitiço. – falou Molly sentida. – Tenho medo de uma coisa, que espero que não aconteça, não quero nem imaginar as conseqüências se isso acontecer. - Falou triste e pensativa, mas Gina não pode perguntar o que era, pois já estavam chegando na sala.

Ficaram sentados, era obvio que todos fingiam uma calma e uma alegria longe de serem sentidas, passaram-se quase uma hora desde que Arthur havia saído, quando Sarah ficou com o corpo tenso e as feições preocupadas.

- Ele está chegando. – disse num fio de voz. Após alguns minutos ouviu-se o ronco distante de um motor, cada vez ia ficando mais próximo, até que se ouviu a freada, a porta sendo fechada, a porta dos fundo sendo aberta, passos firmes em direção a sala. Sarah estava com a respiração pressa, sentia seu coração bater cada vez mais forte e descompassado, uma onda de sensações a invadiram quando o viu, saudade, amor, carinho, desejo, magoa, medo, frustração tudo misturado. Ela sentia que o corpo inteiro tremia, as mãos estavam geladas, mas mesmo assim suavam, a garganta estava seca, os olhos marejados, era muita coisa que se passava pela mente dela, tanto que se assustou a ouvir a voz dele.

- Gostei do teu carro novo, a Mercedes trazia muitas lembranças nossas não é? – falou duro, sem ao menos cumprimentar ninguém.

- Não é meu, é do Sirius. – respondeu automaticamente, ela nunca deixaria de responder a ele, qualquer pergunta.

- Pelo visto vocês assumiram o romance. – disse indicando com o olhar as mãos deles, Sarah sem perceber pegou a mão de Sirius, a soltou tão rápido que parecia ter sido queimada. – eu não me importo mais. – disse com a voz rouca.

- Meu filho você esta sendo injusto. – disse Molly se intrometendo antes que a coisa piorasse. – a Sarah está te esperando desde a hora do almoço, vocês precisam conversar filho.

- Então vamos logo com isso. – falou sério – Mas não aqui.

- Onde você quer conversar Carlinhos – perguntou Sarah rapidamente e colocando a mão no braço de Sirius que ia se manifestar.

- No quintal! - disse já virando as costas e saindo. Sarah se levantou e foi atrás dele.

Eles foram para os fundos d'A Toca, Carlinhos na frente e Sarah mais atrás, ela tinha vontade de sumir, fugir seria tão fácil, a quem ela queria enganar? Fugir não seria fácil, seria doloroso, sofrido ela não tinha essa coragem, lembrou de uma amiga que fez isso, tanta magoa e sofrimento que viveu, um dia teve que voltar e enfrentar o passado, o que foi bem pior, pelo menos assim podia ao menos vê-lo, teria o apoio e o carinho dos padrinhos e seu filho cresceria com aquela família maravilhosa. Os culpados eram eles mais ninguém pagaria por isso. Mesmo que seu coração fosse quebrado, como ela sabia que seria, mesmo que perdesse parte de sua alma, por mais difícil que fosse ela não fugiria.

Carlinhos sentia o coração doer a cada passo sabia que estava mais perto do fim, seria o mesmo que morrer e continuar vivo, um nó se formara em sua garganta, os olhos ardiam, a sua vontade era esquecer de tudo colocá-la na camionete e fugir. Ambos erraram, ambos traíram, isso não anulava tudo? Ele chegou na camionete abriu a porta e se sentou de lado no banco esperou ela chegar, tão linda, tão delicada.

- Você se importa se eu colocar um cd? – pergunto Carlinhos a voz saiu mais dura do que ele queria.

- Não! Todos os nossos momentos tiveram trilha sonora nada mais justo que o fim também tenha. – a voz mais embargada do que ela queria, ficou o olhando se inclinar no banco e ligar o cd, a camiseta marcou os músculos do braço que tantas vezes a abraçara, que a faziam se sentir protegida, ele voltou à posição normal depois de um tempo longo demais para apenas apertar um botão, a olhou nos olhos.

- Você quer sentar? – perguntou indicando o banco ao seu lado.

- Não! – ali dentro ela não conseguiria, não num local onde foram tão felizes, então reconheceu a musica que tocava, seu coração pareceu encolher, ele colocou o cd que tinha praticamente todas as musicas importantes da vida dos dois, ele começava com uma antiga de quando começaram a namorar, How deep is your love do Bee Gees. – Eu prefiro ficar em pé, obrigada.

- Você é quem sabe. – disse também emocionado, era visível que a musica mexia com ele. – por onde você quer começar?

- Pelo beijo – falou triste – o beijo que você presenciou, meu e do Sirius.

- Foi a confirmação de que eu tive de que você me traia. – falou retesando o corpo a lembrança ainda era vivida demais.

- Eu jamais te trai. – falou o olhando nos olhos. – O beijo foi um acidente. Nem foi um beijo foi um roçar de lábios.

- Não foi o que eu vi Sarah! – falou tentando se lembrar direito do que realmente vira, se lembra que eles estavam abraçados que pareciam se beijar, mas a janela estava embaçada e ele distante, respira fundo, se lembra que ela morava com Sirius. – Beijos não acontecem por acidente.

- Eu juro Carlinhos, jamais te trairia. – disse suplicando – pode usar legimencia ou Veritaserum, jamais Carlinhos, você sempre foi o único.

- Como você é mentirosa, vil e traiçoeira. – disse enquanto pegava uma coisa no porta luvas, Sarah sentiu o perfume novamente, se sentiu impotente, nada do que falasse o faria acreditar nela. – me explica isso! – disse entregando uma revista francesa La Illusionisme, a ela dobrada nas paginas centrais, tinha uma grande foto dela almoçando com um homem jovem, deles sentados em um banco do parque da Torre Eiffel conversando, depois caminhando pelo parque e outra em que ela dançava com o mesmo homem.

- Eu te falei naquele dia, no ministério que ia a Paris a trabalho, quando estávamos na Austrália eu falei que tinha um almoço importante. – disse calma.

- E você negligenciou o meu irmão por causa do encontro que você tinha com esse homem? – perguntou num tom muito alto de voz.

- Opa! – disse também alterada – Caso você não se lembre se eu não tivesse ido na hora que fui avisada teu irmão tinha morrido, eu fui sem dormir para lá só para cuidar do Rony! Eu o salvei, só sai de lá quando ele já estava no hotel! São e salvo junto com a Mione. – disse baixando a voz – Você não reconheceu quem é esse homem? – ela perguntou triste a possessão que a Jully lançara estava muito forte.

- Como eu reconheceria se nunca vi teu novo namorado? – perguntou pegando a revista, com grosseria.

- Leia a matéria – ela falou tranqüila.

- O novo secretario sênior do Ministro Simon Vigueur, - ele parou e a olhou envergonhado – É o Simon que estudou com a gente? - ele ainda segurava a carta, impregnada com o feitiço, era visível como ele estava ficando irritado.

- Sim, o almoço foi para tratarmos a nova parceria entre o St Mungus e o Ange Gardien, o baile foi para levantar recursos para o hospital à única coisa que fizemos fora do protocolo foi ir a pé do restaurante ao hotel onde eu estava hospedada, digamos que servi de cupido para que o Simon pudesse se reaproximar do Thomaz.

- Você tem todas as desculpas decoradas. – desdenhou – A eterna sabe tudo que decora montanhas de livros e tem sempre a resposta para tudo.

- Tenho apenas os fatos e a verdade. – disse calma, ela tinha que mantê-lo calmo, pois nervoso não havia como ela falar do filho era o que importava no momento.

- Então vamos a verdade. – desfiou com ódio na voz. – Por que o Sirius mora com você?

- Ele é meu primo e ... – antes que concluísse ele explodiu.

- Não me venha com essa de primo. – falou tão alto que ela teve certeza que todos n'A Toca ouviram – Ele é NOSSO primo, Nós também somos primos, distantes, mas somos, e isso nunca foi motivo para você me rejeitar na cama.


- Você é diferente. – nisso ele tinha razão, o grau de distância deles era quase o mesmo dela com Sirius. – o Sirius não iria mais trabalhar na escola, então a mamãe pediu para ele sair e para que ele fosse morar lá em casa. – ele não podia saber o real motivo, se ele soubesse jamais se perdoaria, lógico que provavelmente tudo seria diferente, mas não o queria que ele ficasse com ela por culpa. - Na época você aceitou, eu pedi antes para você.

- Eu sei, deixei o cachorro dormir dentro de casa e ele acabou na tua cama. – disse seco.


- Eu e o Sirius jamais tivemos nada. – disse olhando nos olhos dele tentando colocar toda a verdade na voz.

- Mentir nunca foi o teu forte Sarah! – falou debochado. – E pensar que queria casar com você!

- É a verdade. - Disse num sussurro.

- Vejo que ele finalmente conseguiu fazer com que você parasse de usar aquelas roupas justas.

- Ele não tem nada a ver com isso. – ela não sabia como falar para ele, estava apavorada.

- Então a proeza foi de outro! – desdenhou.

- Foi, realmente foi.

- Queria conhecer o cara. Ele merece os parabéns. – disse olhando por nada. – Bem creio que não temos mais nada a falar. Você me traiu com o Sirius, eu não quero mais nada com você, agora é cada um por si, e que refaçamos a nossa vida. – disse duro e estúpido.

- Eu tenho uma coisa que preciso te falar. – disse, respirando fundo e juntando todas as forças.

- Pode falar, vamos ver que mentira vem agora.

- Você se lembra do dia dos namorados? – perguntou pedindo as todas as forças da natureza, para que a recordação o acalmasse, se pelo menos ele se afastasse da carta, ela devia ter trazido a varinha, como era burra.

- Lembro, vagamente. Por que?

- Por que – mordeu o lábio inferior, o olhou com amor e ternura, mesmo magoada. – a nossa semente brotou. – falou num sussurro, baixo.

- Do que você esta falando? - Ele não podia ter ouvido direito.

- Eu estou grávida, no dia dos namorados a nossa relação rendeu um fruto. – ela estava com lágrimas nos olhos.

- Você esta grávida? - Jully o alertara sobre isso, que ela tentaria dar o golpe da barriga nele, mas não a Sarah que ele conhecia e amava, ela não faria isso. Mas como falou Jully, quem garante que o pai era ele? Ela morava e dormia na mesma casa que Sirius, morava sozinha na Alemanha e tinha vários amigos.

- Estou! – disse nem imaginando o que se passava pela cabeça dele – Você sabe que poderá participar da vida da criança sempre, não vou exigir nem pedir nada, acho ridículo a tal da pensão, prefiro que você de amor e carinho a criança. – se calou ao ver a feição dele pensativa e com lágrimas nos olhos, esticou o braço para acariciar a face dele, quem sabe o feitiço havia sido quebrado com a noticia pensou esperançosa.

- Não ouse me tocar. – falou entre os dentes, ele pegou o braço dela com muita força, torceu e forma que se ela não virasse de costas ele teria quebrado, a puxou com brutalidade a fazendo cair sentada em seu colo.

- Me solta Carlinhos você esta me machucando. – ela suplicou, mas sentiu que esse pequeno contato físico de suas nádegas com o membro dele, foi o suficiente para ele dar sinal de vida.

- Você acha que eu irei assumir o filho de outro? – perguntou em seu ouvido, afrouxando o aperto, mas ainda a mantendo presa.

- Você é o pai Carlinhos – disse se tentando sair dali, nunca na vida havia sentido medo dele, era a primeira vez que viu o quanto ele era realmente forte, tentou pegar a carta para tirá-la dali, mas não conseguia, pois se ela se mexia ele a apertava ainda mais.

- Eu sou o pai? – disse passando a mão na barriga dela com grosseira, Sarah sentiu como se algo gelado fosse derramado dentro de sua barriga. – olhe o tamanho disso! Está enorme isso não é barriga de uma criança concebida em fevereiro.

- Mas foi Carlinhos. – falou num fio de voz, ele estava muito alterado, mas seu corpo, estava reagindo de outra forma ela sentia o desejo dele pulsando.

- Não é meu filho! – falou com ódio – sempre me cuidei ao ir para cama com você, a única vez que não, foi terça no ministério.

- Meu amor é nosso filho, acredite em mim. – ele precisava acreditar talvez falando assim ele se acalmasse, tentou mexer os quadris, quem sabe se ele pensasse com outra parte a soltasse. – Será ruivinho como todos os Weasley. – disse calma

- Essa criança pode ter meu sangue, mas jamais será meu filho. – o tom de voz dele a estava assustando.- Olhe meu estado só de você chegar perto de mim – disse a apertando contra seu corpo, e aspirando seu perfume na região do pescoço. – devia te jogar na carroceria e te possuir até me saciar, mas não irei fazer isso não quero me sujar indo para cama com você de novo. – disse a soltando de uma forma violenta, ela não esperava por isso e acabou caindo no chão, de lado e cortou o rosto em uma pedra, mas ela conseguiu pegar a carta quando ele estava cheirando o seu pescoço e assim que se viu no chão a jogou longe.

- Depois de tudo que eu fiz por você, é assim que você me trata? – ela se sentou no chão com dificuldade limpo o sangue de seu rosto e viu que tinha machucado o joelho e a mão, pois ela colocara o peso do corpo nestas partes para proteger a barriga, ela estava realmente magoada, com feitiço ou não, ela não queria mais nada com ele, as lembranças do que ela viu em abril vieram com tudo.

- Sarah me perdoa, eu não queria te derrubar. – disse dando a mão para agudá-la a se levantar, o que eu fiz? Pensava apavorado, acabara de jogar no chão uma mulher, que por pior que fosse estava grávida.

- Eu não devia ter te contado, devia ter sumido. A gente quer fazer a coisa certa e é isso que acontece. -Disse brava – Você é o pai, mas jamais verá essa criança, ela sempre será só minha. – a voz dela tinha magoa e rancor. – quando você levar teus filhos na estação para Hogwarts, e me ver com uma criança ruiva, por favor, nos ignore. Meu filho ira chamar o Sirius de pai, ele mesmo já assumiu esse papel, é ele que cuida de mim, como eu queria conseguir amá-lo. – ela estava muito magoada e ofendida, estava falando coisas para feri-lo.

- Esta vendo o filho é do Sirius. – disse num tom vitorioso. – Você quer é me dar o golpe. – ele gritava, Sarah imaginava quando Sirius apareceria. Ele esta parado bem onde ela jogou a carta, ele viu e a pegou do chão.

- Te dar o golpe? – falou não acreditando no que ouvia. – Logo em você? O que você tem Carlinhos? Quem você é? – disse também num tom elevado. – a única coisa que eu queria de você era amor. Por que eu te amo dês do dia em que nasci. Você foi o único homem que eu tive na vida, foi a você que entreguei a minha virgindade, foi com você que descobri as delicias e os prazeres do sexo, você que me levou ao céu todas as vezes que fizemos amor, só você e só com você eu fui para cama. – ela NÃO abaixou o tom, ou seja todos n'A Toca ouviram ela morreria de vergonha ao olhar Molly novamente,. – O filho é teu, ele tem o teu sangue. Não sei te falar o por que to tamanho da barriga, a gravidez é recente, só sei que você é o pai.


- Eu não sou pai! – gritou a plenos pulmões – Maldita hora em que eu me sujei indo para cama com você.

- Pelo menos, nunca me sujei indo para cama com outro. Eu vi vocês. – Sarah falou num sussurro, lágrimas corriam pela sua face, mas ela não se importava mais, queria sair dali e nunca mais olhar para cara dele. Seu corpo doía, mas seu coração estava esmigalhado ela se afastou mancando, mal enxergando o caminho a sua frente, tamanha era a quantidade de lágrimas.

Carlinhos a olhou com espanto, não entendendo nada, o que ela queria disser com isso? Ficou sentado na camionete com lágrimas caindo dos olhos, ouvindo ao fundo a musica que tocava, Because you loved me Celine Dion, a olhando se afastar e sentindo seu mundo acabar. A letra da musica era verdadeira ele não seria nada se não fosse o amor que Sarah havia dedicado a ele durante todos esses anos, mas por que ele não conseguia esquecer e acertar tudo? Sempre que ele pensava em revolver e ficarem juntos as lembranças ruins acordavam ou seria esse amor que sempre tinha que acordar, ele não sabia mais de nada, talvez devesse sumir, ele até já pensara nisso, desaparecer, talvez fosse o melhor, ele estava ficando maluco, e a culpa era da Sarah.

Sarah entrou na cozinha da toca, mal chegou além da porta sentiu uma pontada forte na barriga, tudo começou a girar e ficar negro, ela só conseguiu falar uma frase.

- Sirius me ajuda. - E já estava desacordada e caindo, Molly e Gina deram um grito de terror.

Sirius que já estava esperando algo assim pulou da cadeira tão rápido que a pegou antes que ela atingisse o chão, e já desaparatou para o St Mungus.

Carlinhos entrou apressado assustado com o grito, escorregou em algo quase caindo e viu que era sangue, olhou para a mãe com os olhos arregalados, um nó formado em sua garganta buscando uma resposta que ele tinha medo de ouvir.

- O que aconteceu? – a voz dele era angustiada – cadê a Sarah?

Como nem Molly nem Gina conseguiram falar Harry disse mesmo sem entender direito, tudo tinha acontecido tão rápido e a reação de Sirius foi tão eficiente:

- Eu não sei, ela entrou levou a mão na barriga ficou branca, chamou pelo Sirius e começou a cair, ele pulou da cadeira e sumiu com ela no colo, esse sangue deve ser dela.

- Então ela chamou pelo Sirius e sumiram. – a voz dele era de desprezo e pensou no mínimo isso faz parte do joguinho dela. – o show dela está quase perfeito, eu não reconheço mais a Sarah, garanto que esse sangue é falso. – falou isso passando os dedos na sustância vermelha e viscosa que estava no chão e levou ao nariz, e constatou que era verdadeiro.

Ele ficou assustado com a quantidade de sangue, mas antes que pudesse falar algo, Molly despertou de seu choque.

- Charles Fabian Weasley, eu estou muito decepcionada com você. – ela estava muito, mas muito brava, Harry nunca a tinha visto assim, nem no berrador que Rony recebera no seu segundo ano, ela estava vermelha, em pé com as mãos na cintura indo para cima de Carlinhos a diferença de altura parecia não existir, Molly esta parecendo uma leoa atando, e Carlinhos estava se encolhendo, ela pegou a carta que ele ainda tinha na mão e a jogou na lareira. – não gostei nada do eu ouvi, a minha vontade era ir lá fora e te dar uma lição, nunca imaginei que você um dia agiria desta forma, só me controlei por você estar sobre o efeito de um forte feitiço.

- Do que a senhora esta falando mamãe? – perguntou não entendendo nada, de que feitiço ela falava ele não sabia, mas Molly não ouviu, ela estava furiosa e continuou falando.

- O que não justifica o que você acabou de fazer, você tem noção das conseqüências das tuas palavras? – antes que ele respondesse Arthur, Percy e os gêmeos chegaram.

- O que está acontecendo aqui? – perguntou Arthur, estancando ao ver sangue no chão e o estado de nervos da esposa, uma onda de medo e fúria o assolou. Os irmãos não estavam entendendo nada, mas ficaram calados, pois os anos lhes ensinaram a não se manifestar quando a mãe estava assim. Harry e Gina estavam sentados na mesa olhando a cena estáticos.

- Ele rejeitou o filho. – Molly falou sem tirar os olhos de Carlinhos, os gêmeos se entreolharam, e rapidamente olharam para Gina, moveram a boca formando a palavra filho? Gina respondeu da mesma forma Sarah, eles arregalaram os olhos e se sentaram, o show seria interessante, mas não queriam estar na pele do irmão.

- Você não teve coragem de fazer isso? – Arthur estava muito nervoso e Harry jamais o vira assim.

- Teve, pior que teve e você não acredita nas coisas que ele disse. – Molly falou num tom mais baixo, mas ainda revoltado. – Tudo o que nós ouvimos daqui, foram coisas terríveis, imagino as outras que ele falou para ela, mas não ouvimos.

- O que eu falei foi a mais pura verdade, esse filho não é meu. – ele falou desafiadoramente.

- Não fale assim, filho – disse Arthur triste. – espero que sejam apenas palavras, e que não seja de teu coração.

- É de coração sim papai, essa criança pode ter meu sangue, mas jamais será meu filho.

- Você não sabe a magnitude destas palavras não é? – Arthur estava triste e a voz dele era dura.

- Nem me interessa, não quero nada que venha dela. – ele estava falando sério olhando firme para o pai, mas seu intimo estava num grande conflito.

- Você não sabe o que esta falando filho – disse triste – onde esta ela esta?

- Ela assim que entrou passou mal, e o Sirius ... – não terminou, pois Carlinhos a interrompeu.

- Sempre o Sirius! – disse com escárnio – Ele sempre tão atencioso e solicito, deve ser por que o filho é dele.

- Você quer saber por que ele é assim? – falou Gina se manifestando pela primeira vez, ela estava com lágrimas nos olhos, mas com a voz firme e dura contou como Sirius socorreu Sarah no mês anterior. – Carlinhos por que a Sarah estava suja e machucada quando entrou? – perguntou, o que fez Molly se lembrar disso estreitar os olhos, já imaginando a resposta.

- Ela caiu – ele falou num fio de voz, sem ter coragem de olhar para os pais.

- Como assim caiu? – perguntou Molly com um olhar assassino.

- Eu... eu a derrubei, não sei o que me deu, senti um ódio imenso quando ela falou que estava grávida, então ela foi me tocar, e sai de mim, torci o braço dela e quando soltei ela caiu. – agora que ele lembrava do que fez e fora muito mais que isso, sem contar o que ele havia pensado em fazer, não acreditava foi uma covardia sem tamanho, sentia-se um lixo humano, sabia que a reação dos pais não seria nada boa, com razão, dificilmente a Sarah o perdoaria, e ele também não se perdoaria.

- Eu não criei um filho para ser covarde desta forma – gritou Arthur furioso. – Me deixe sair daqui antes que eu faça uma besteira e depois me arrependa. – disse indo para sala.

- Mãe! O que esta acontecendo comigo? – perguntou com lágrimas rolando nas faces. – Eu não entendo mais nada, não consigo me controlar, não consigo pensar, sinto uma raiva e um ódio que me cegam e me sufocam quando ela esta perto, mas quando ela esta longe sinto saudade e amor, me ajuda mãe? - suplicou como um garotinho.

- Meu filho! – disse Molly o abraçando, como ficar com raiva? Ele parecia um menino perdido, amaldiçoou a responsável por isso, ela que não caísse em suas mãos. Ela e Carlinhos choravam, ele falava coisas desconexas como desculpa, por que fiz isso, dentre outras, quando se acalmaram se sentaram à mesa Molly com alguns acenos na varinha, limpou a cozinha com lágrimas caindo, ela temia perder o neto, fez um chá, serviu o bolo, fez questão de frisar quem havia feito, estavam comendo, Carlinhos sentiu o olhar de todos os irmãos sobre ele.

- Como será que está a Sarah? – perguntou Fred olhando para Carlinhos com magoa no olhar.

- É o Sirius esta demorando a dar noticias – falou Jorge com o mesmo olhar.

- A falta de noticias sempre é um bom sinal. – falou Molly cortando a onda dos gêmeos. Ao ver que Carlinhos ia pegar outro pedaço de bolo se lembrou de algo. – Carlinhos para você tem outra coisa. – com um movimento com a varinha trouxe o pedaço da torta. – Sarah separou para você seria uma desfeita não comer. – ele engoliu cada pedado com dificuldade, o nó em sua garganta era tão grande que a ação doía, dava a impressão que haviam milhares de caquinhos de vidro na torta, ele pensava enquanto comia, ela fez a minha favorita, como sempre pensando em mim e ainda guardou um pedaço para mim, eu sou um trasgo mesmo.

- Mãe eu vou subir e tomar um banho, se o Sirius aparecer me chame, se em uma hora ele não der noticias vou para o St Mungus, eles devem ter ido para lá. – disse se levantando e se dirigiu ao quarto, ao passar pelo quarto dos pais, viu seu pai sentado na beira da cama chorando, isso o abalou ainda mais.

- Agora vocês podem nos contar o que esta acontecendo aqui? – disse Percy que até então só estava observando a tudo calado.

- Que história é essa de filho? – perguntou Jorge.

- E o que esta acontecendo com o nosso irmão? – perguntou Fred – Eu juro que pensei que o papai fosse bater nele.

- Ele derrubou a Sarah? – os gêmeos perguntaram juntos – nós nos seguramos para não voar nele, isso é covardia olhe o tamanho e a força dele contra a fragilidade e a delicadeza dela, mas sabemos que a senhora vai contar tudinho não é mamãe? – eles fizeram uma carinha de anjo, olhando para Molly que não deixou de dar um sorriso, antes de narrar os fatos, contou sobre o feitiço, sobre o motivo da separação dos dois, que eles seriam titios, e reação de Carlinhos desde que chegou em casa, e tudo que eles ouviram da cozinha da toca até o assustador final. Os gêmeos e Percy estavam realmente atônitos, mas os gêmeos haviam decidido tornar a vida do irmão um pequeno inferno, e ai dele se algo acontecesse ao neném ou a Sarah, pois mesmo sob influencia do feitiço o que ele fez foi covardia, e eles o fariam ver isso.

Enquanto Molly contava tudo isso aos filhos, Carlinhos estava tomando uma ducha gelada,ele se sentia mal, se um lado dele sentia vergonha de tudo que fez, uma voz lhe dizia que fora o certo, como ele iria assumir o filho de outro? Olhou para a sua mão tão grande, lembrou da força que usou para agredir Sarah, dela caída no chão machucada, o vestido branco e imaculado sujo, pois onde ela caiu era cascalho, ele a machucara muito fisicamente, mas sabia que o estrago maior fora em seus sentimentos, mas o que ele estava pensado, uma voz gritou forte na cabeça dele, ela era suja, ia para cama com outros homens e ainda queria que ele assumisse o filho de outro, ela era apenas uma conhecida de infância, era assim que ele devia pensar nela a partir de agora, esqueceria que a amava, esqueceria de tudo, era o que a voz lhe dizia para fazer e assim o faria. Saiu do banho, vestiu uma jeans e uma camiseta, foi para o quarto, mas tinha alguém ali esperando por ele.

- Creio que precisamos ter uma conversa. – falou o homem com a voz firme e seria.

- Eu sei, estava me perguntando quando você viria. – disse se sentando na cama, assim que fez isso o perfume de Sarah tomou conta do ambiente, era como se ela estivesse ali.

- Você não imagina o quanto me dói tudo o fiquei sabendo que você fez hoje, meu filho. – disse Arthur com dor na voz – o que você fez, foi uma covardia sem tamanho, quero que você me conte exatamente tudo o que você falou e fez com a Sarah, e eu saberei quando você me ocultar alguma coisa ou se algo não for à verdade. – ele sabia que o filho sofreria, mas isso valeria mais do que a surra de varinha de marmelo, que ele queria dar. Ouviu ao relato calado, mas as lágrimas eram presentes nas faces de ambos, o filho não tinha noção do que acara de fazer, ele ter rejeitado o filho era ainda mais grave que a agressão.

Carlinhos contou ao pai coisas, além disso, contou como se sentia, dos pesadelos que tinha, da voz sempre presente em sua cabeça, que tinha vontade de machucar a Sarah cada vez que se encontravam, mas ele não entendia o por que disso, pois sabia que a amava demais, sentia falta dela, e quando estavam longe queria a tomar nos braços e ficar junto trocando caricias e conversando.

- Estou ficando louco não é papai?

- Não meu filho você esta dominado pelo Fragrance Dominion. – Arthur falou para ele toda história desde que Sarah desconfiou até a confirmação que tiveram naquele dia, mas lógico que a reação de Carlinhos foi à esperada.

- Isso é mentira da Sarah, a Jully jamais faria algo assim, a Jully é um anjo papai, o senhor tem que conhecê-la, ela um encanto de menina, sincera, meiga, delicada, gentil, completamente diferente da Sarah, ela é minha amiga por que faria algo assim? – apesar de fazer todo o sentido, ele não acreditava nisso. – ela sabe que jamais namoraria com ela, é muito jovem para mim. - E antes que falasse mais algo ouviram Molly os chamando.

Eles desceram depressa e assim que chegaram na cozinha viram Sirius, ele tomava um copo de whisky de fogo, estava com os olhos vermelhos, a roupa toda suja de sangue, assim como algumas partes de corpo, os cabelos desgrenhados, era assolado por tremores em todo o corpo, seu semblante era de pesar. Quando seus olhos cruzaram com os de Carlinhos, a dor foi substituída pela fúria, no mesmo instante os vidros da janela atrás de Sirius estouraram, e os quadros que estavam na parede perto de Carlinhos caíram. Sirius pegou a varinha, todos se assustaram, pois ele a mirou em Carlinhos que o encarava firme, com a raiva que eu estou de você seria tão fácil te atingir com um cruciatos agora, Sirius pensou, mas num feitiço não verbal arrumou o estrago que tinha feito, ele sabia que fora por se controlar para cumprir a promessa feita a Sarah, ao se lembrar dela lágrimas vieram com força aos seus olhos e ele as deixou cair, se voltou para Molly e deu as noticias que trazia.

- Molly – ele respirou fundo antes de continuar – eu não ficar com rodeios e vou direto aos fatos, - disse sério e firme, apesar da voz às vezes falhar - a hemorragia da Sarah foi muito forte, os curandeiros só conseguiram estancar agora, eu não sai de lá até ter certeza que não voltaria, mas ela perdeu muito sangue, esta em estado de coma, mal tem batimentos cardíacos e a pressão esta no nível mais baixo possível, a medibruxa responsável não sabe por quanto tempo ela resistira, - ele vez uma pausa,– ela sofreu uma queda, mas eu a peguei antes de cair, ela esta com algumas escoriações pelo corpo que foram curadas, assim como o corte profundo no rosto e no joelho, eu não sei, mas acho que a peguei com muita força quando aparatamos, ela estava com uma marca muito feia no pulso. – todos os que sabiam da verdade olharam para Carlinhos que estava calado, ouvindo tudo com atenção, Sirius entendeu na hora o que aconteceu.

- Fui eu quem a pegou pelo pulso e quando soltei, ela caiu no cascalho. – disse Carlinhos num fio de voz – foi isso que causou a hemorragia?

- Não a causa foi de fundo emocional, o que dificulta ainda mais o tratamento dela. – evitava olhar para a porta onde Carlinhos estava parado no batente, ele se arrependia da promessa que fez a Sarah.

- E o neném? – perguntou Gina entre os soluços, pois todos estavam chorando, até Harry.

- Os nenéns – Sirius sabia que teria uma grande repercussão as suas palavras, mas antes que continuasse foi interrompido.

- Nenéns? – perguntou Carlinhos com a voz embargada, isso explicaria o tamanho da barriga dela.

- Sim, a medibruxa fez um exame e constatou mais de um batimento fetal, - Molly teve que ser amparada por Arthur para não cair. – só que estão extremamente fracos, quando sai do St Mungus ela estava usando umas poções para tentar mantê-los vivos.

- Está feliz com o que você fez seu verme? – falou Fred se dirigindo a Carlinhos com fúria.

- Brigar não adianta nada agora. – falou Sirius muito sério – não temos tempo para isso, Molly eu vim aqui para além de dar noticias, pois sei que você estava preocupada, te falar que a Sarah logo que soube que estava grávida e se afastou dele – indicou Carlinhos com a cabeça - fez um documento no qual tornava você e o Arthur responsáveis legais por qualquer descendente dela, assim como responsáveis por ela caso ela fosse incapaz de o fazer sozinha, a medibruxa precisa de você no St Mungus, pois tem alguns exames e poções que só poder ser usadas se autorizadas, além disso, ela precisa de uma acompanhante e eu não quero falar com a McGonagall ainda.

- Claro que eu vou meu filho. – disse Molly se recuperando.

- A medibruxa pediu para levar algumas roupas, peças intimas e camisolas, será que a Gina podia pegar isso e levar para o hospital? Não sei onde a Sarah deixou a bolsa dela, mas a chave esta lá, ela usa um feitiço também, droga não me lembro qual é, eu sei, mas não lembro. – falou exasperado.

- Não precisa eu tenho isso aqui. – falou Carlinhos – já pego. – subiu até seu quarto abriu a cômoda onde estavam todas as roupas dela que ficaram em seu apartamento, tanto ele tinha roupas e objetos de higiene pessoal na casa dela como ela tinha na dele, o perfume dela voltou a ser sentindo, colocou as lingeries e camisolas que sabia serem as mais confortáveis e as preferidas dela em uma bolsa, pegou a Nécessaire, com os produtos de higiene e beleza dela, colocou também meias, pijamas, alguns vestidos e um chinelo de quarto, ele fazia tudo rápido e de forma automática, sentia seu rosto molhado pelas lágrimas, desceu e encontrou todos na sala, na frente da lareira. – iremos todos para o hospital? - ele perguntou, achava que iriam só ele, Sirius e a mãe.

- Você não vai! - Disse Sirius com fúria – teremos uma conversa de homem para homem, antes de você chegar perto da Sarah novamente, eu só estou esperando ela melhorar e eu me acalmar, por que não sei o que faria com você se te pegasse sozinho hoje. - falou sério – Não quero olhar para tua cara, só não parto para cima de você agora, por que prometi a ela, você não sabe o quanto isso esta me custando, mas não sei se me controlo caso tenha uma noticia ruim, então é melhor você ficar bem longe de mim no momento. – se virou e entrou na lareira.

- Meu filho é melhor mesmo que você não vá, seria muito doloroso para ela acordar e te ver, ela lembraria de tudo. – disse Molly pegando a bolsa – fique aqui, assim que tiver noticias eu mando meu patrono te avisar. – falou carinhosa. E seguiu o mesmo caminho de Sirius, sendo seguida por todos os outros membros da família que estavam ali.

Carlinhos subiu para seu quarto, mas ali as paredes o sufocavam, eram lembranças demais, culpa demais, aqueles móveis estavam impregnados de momentos felizes vividos por eles, sentiu falta do seu apartamento, lá ele teria a solidão necessária, sentaria na varanda da frente e deixaria os pensamentos correr, mas ali o único lugar que teria essa liberdade seria no bosque. Voltou para cozinha deixou um bilhete para a mãe, pegou algumas frutas, subiu pegou o seu travesseiro que estava com o perfume dela, a manta que estava sobre a cama e viu que ali estava a camiseta que ganhara dela à anos atrás, a pegou também, sua capa, a varinha e desaparatou para o bosque que ficava próximo A Toca. Procurou o seu lugar favorito, perto do lago formado pela cachoeira, o local estava cheio de lembranças felizes, de momentos vividos pelos dois, poderia ficar na cabana, mas lá as lembranças eram ainda maiores, ficaria deitado ali na grama, debaixo das árvores olhando as estrelas, tentando entender o que estava acontecendo na sua vida, seria mesmo um feitiço como pai lhe disse que Jully usara? Lembrou-se das coisas que Jully lhe falara, no beijo que viu Sarah e Sirius trocarem, será que fora um acidente mesmo? No carinho com que Jully o consolou, no beijo que trocaram no meio da reserva, a expressão de dor e decepção que viu em Sarah quando separou os lábios de Jully dos seus, quis morrer naquela hora, se arrependeu no mesmo instante, mas Jully falou que era melhor assim, dar o troco na mesma moeda, mas ele sabia que o dele fora mais alto, pois fora proposital e na frente de todos.

A única coisa que sentiu com aquele beijo foi nojo de si mesmo, tentou iniciar uma relação com Jully, mas fora impossível, no primeiro jantar deles ele viu que ela era vazia e fútil demais para ele, era tudo que ele detestava em uma mulher, jamais tornou a beijá-la ou ter algo com ela, mas era uma boa amiga inclusive ela o alertou para o golpe que Sarah acabou de tentar lhe dar. Ela queria mesmo era dar o golpe, o famoso golpe da barriga, então se lembrou das palavras dela, o que ele era? O que ele tinha? Realmente ele não era nada nem ninguém se comparado a ela, que era famosa, rica, brilhante, se formou a mais jovem medi-bruxa, e a mais jovem auror, além de ser mestra em poções, criara poções que jamais foram imaginadas, tinha uma capacidade de resolver os problemas insolúveis de forma simples e rápida, viajava o mundo, era requisitada para dar palestras e congressos, fizera diversos cursos de especialização tanto de auror como de medibruxa, e ele era apenas um tratador de dragões, mas ela mesmo podendo ter o homem que quisesse nunca o trocou por outro, até Sirius aparecer.

Recordou o carinho e a atenção que Sirius a tratava, Gina falou que era por ele ter salvado a vida dela, mas seria só isso mesmo? – observava duas fadinhas voarem na superfície do lago, brincando de pegar e lembrando-se da briga deles de pouco tempo atrás, ele fora sem duvidas covarde, um cretino, ela falou que a criança chamaria o Sirius de pai, e agora ele sabia que eram crianças, lembrou de todas as palavras duras que foram ditas por ambos, mas o que ela quis disser com se sujar indo para cama com outro? O numero de fadinhas aumentou e elas já voavam até ele olhando com atenção e curiosidade, ainda pensando nesta frase ele lembrou da conversa de Gina com Sirius, e da duvida que ficou, que ela havia ido atrás dele uma segunda vez, mas ele não a viu depois que ele beijara Jully, pegou uma maçã e com o canivete picou e colocou no gramado para as fadinhas que foram felizes comer, ele ficou observando a cena, uma fadinha linda com uma luz azul pegou um pedaço de maçã e sentou na frente dele olhando-o bem fundo nos olhos, nisso ele consegui juntar as coisas, ficou desesperado, sentiu o coração gelar, não, seria azar demais, mas e se ela viu? Ela tinha a chave do seu apartamento, ela poderia muito bem ter ido aquela noite lá, visto e tirado as suas conclusões assim como ele fez quando viu o beijo dela e de Sirius, uma lembrança veio devastadora, na manhã seguinte ao fato ele achou a caixinha com a aliança dela no local secreto, era uma caixa de prata ornamentada com dragões que tinha no apartamento ficava no alto da estante era protegida por feitiço só eles sabiam dela, ele olhava todos os dias pela manhã era um habito, escondiam pequenas surpresas ali, na manhã anterior estava vazia, ele teve certeza que ela viu tudo e explicar seria muito complicado. Foi arrancado dos seus pensamentos por uma voz melodiosa e delicada.
- Eu conheço você. – falou a fadinha azul sentada a frente dele. – só que agora você esta maior, muito maior.

- Também te conheço – olhando com atenção aquele pequeno ser, de cabelos castanhos escuro e olhos da mesma cor – você é a Lunara era a fada madrinha da Sarah.

- Eu mesma e a vermelhinha, a Íris ali era a tua. – apontou para uma fadinha loira que olhava para ele com desprezo.

- Então é para cá que vocês vêem depois que crescemos?

- Sim vamos para o lugar de importância para a infância da nossa criança afilhada e ficamos lá até que pessoa a qual cuidamos engravide. – explicou calma e paciente para ele – daí voltamos para junto de nossos afiliados, e cuidamos dos seus filhos, se o casal tiver mais de dois filhos novas fadas serão criadas, pois cada criança tem que ter a sua.

- Que interessante. – exclamou admirado, estudara tanto as criaturas mágicas, e nunca soube disso.

- Por que você esta triste? – perguntou ela sabia toda a história, mas tinha que fazê-lo entender, ficou o olhando tão firme em seus olhos que ele sentiu como se ela estivesse vasculhando seus pensamentos, então ela falou – O amor de vocês é tão lindo e puro, por que você deixou que envenenassem teu coração?


Como ele só a olhou de olhos arregalados ela continuou.

- Eu fui madrinha da Ártemis, e da mãe dela antes disso estou na família a gerações, todas são mulheres fortes, decididas, inteligentes e independentes, mas nunca vi uma com tanta obstinação como a Sarah, ela tem você como dono do coração dela desde que nasceu, Ártemis quase teve um ataque de raiva quando ela falou a primeira palavra, todos esperavam uma como, mama ou papa, mas a Sarah falou CAINHOS, o pai dela deu risada. E a certeza deste amor só aumentou com o passar dos anos, e era em vocês dois, por isso não entendo o por que do fim.

- As coisas mudam, a gente cresce e o amor acaba. – falou muito triste

- Não seria mais certo você falar, perdemos a capacidade de confiar por nos deixamos influenciar por pessoas erradas.

- Pode até ser, mas por que a Jully mentira para mim? – perguntou muito sério e pensativo. – E eu os vi se beijando abraçados.

- Refaço-te a pergunta e acrescento outras. Por que a Sarah mentiria para você? Há quanto tempo vocês se conhecem? Quantas coisas ela já enfrentou e perdoou em nome deste amor? – e acrescentou - Assim como você também fez muito por vocês. – ele tinha que ver que os dois tiveram papel importante no relacionamento, e continuou - Como era a vida juntos? Como ela sempre agiu com relação a outros homens? Essas são as perguntas que você deve buscar as respostas no fundo do teu coração e também fazê-las com relação a Jully.

- É você tem razão. – ele estava muito pensativo – vou fazer isso.

Ficaram em silêncio por mais de meia hora e ele já tinha todas as respostas, o que o fazia se sentir pior. A única duvida que ele ainda tinha, era se Sarah estava grávida dele ou do Sirius. Ouviam apenas o barulho da água, as risadas das diversas fadas e elfos que estavam por ali, ou alguns soluços de um choro sentido. Carlinhos procurou a origem e viu que a uma certa distância sentada de costas para ele estava Íris e o corpinho dela era sacudido por soluços olhou para Lunara e perguntou.

- Porque a Íris esta chorando?

- Por causa dos nenéns. Ela adora cuidar deles. – olhou triste para amiga e falou – eu falei para ela que logo, logo você terá outros filhos, mas ela falou que não serão com a mesma magia e intensidade do amor que eram esses, eu já me conformei com a situação. – a voz dela era de conformismo e tristeza.

Carlinhos sentiu como se tivesse sido atingido por um balaço no estomago, olhou apavorado, com lágrimas nos olhos para a fadinha a sua frente e falou num fio de voz.

- As crianças da Sarah mor... – não conseguindo completar a frase. A possibilidade era terrível demais. Mesmo não sendo dele e estar muito magoado, não queria isso, seria muito difícil e doloroso para ela.

- Ainda não, mas não chegaram às primeiras horas da manhã – falou triste – da primeira vez conseguimos salvá-las por que ainda havia esperança, para o amor de vocês, ou pelo menos para a tua aceitação como pai. Fizemos o Sirius ir para casa mais cedo, ele estava com uma moça, mas fomos até ele e mostramos o que o estava acontecendo, depois disso ele se sentiu culpado, e decidiu proteger a Sarah, que cuidaria dela sempre, assumiria o lugar que era da tua responsabilidade, já que vocês não estavam juntos.

- E por que agora é diferente? – a voz estava embargada como se ele tivesse um nó na garganta.

- Não há mais esperança e houve a rejeição. Ou seja, não há mais nada a ser feito.

- POR QUE? ELES SÃO INOCENTES, OS ERRADOS SOMOS NÓS. POR QUE ELES NÃO PODEM NASCER? – gritou com dor e fez tudo ao seu redor silenciar e prestar atenção nele, as lágrimas corriam grossas dos olhos.

- Porque nenhuma criança mágica, fruto de um amor tão puro pode nascer se não for para trazer união, amor e felicidade, infelizmente com esses não ocorreu isso, e com a rejeição não tem mais por que eles nascerem. – falou muito calma e serena.

- Não entendo por que a Sarah está rejeitando eles? – perguntou triste.

- A Sarah jamais os rejeitou. – a voz dela enérgica, mas tranqüila, como se explicasse algo muito difícil para uma criança. - Eles ainda estão vivos pela força do amor que Sarah tem por eles, apesar dela ainda não saber que são mais de um, mas ela esta lutando para mantê-los vivos, tanto que esta desacordada, para passar toda a emergia e magia dela para eles, pois ela esta dando a vida dela pelas dos nenéns, o que será em vão. – vendo a feição interrogativa dele ela falou com severidade. – Quem assinou a sentença de morte deles foi VOCÊ esta tarde, quando os rejeitou com teu coração.

- NÃO! – gritou desesperado e caiu desacordado, respirando com dificuldades, mas a sua mente estava ativa, ele via como num filme, e sentia novamente todas as emoções, da infância deles, o começo do namoro, a primeira briga, a separação, a reconciliação, as viagens, a vida gostosa que tinham juntos, o amor, o respeito e o carinho com que se tratavam, a cumplicidade que partilhavam, o prazer que sentiam quando seus corpos se conectavam, como se sentiam mais completos e mais fortes quando estavam juntos, enfim tudo foi mostrado com detalhes, mas com um acréscimo algo que antes ele não percebia, nas ultimas lembranças havia uma figura que olhava a tudo com inveja e escárnio, e fazia intrigas e comentários maldosos. Viu realmente como foi o beijo dela com Sirius, idêntico ao que Gina deu nele, como ela viveu todos os anos sozinha, as cantadas que recebera e como lidou com classe em todas, o quanto sofreu com a separação, o acidente que ela sofreu e como Sirius a salvou, a maneira que ela o protegia de todos, o carinho com que ela falava dele aos filhos ainda na barriga, tudo o que ela enfrentou esses poucos meses de gravidez sozinha, sentiu o amor o dominar de uma forma e com uma força, que ele sentiu todo o seu ser esquentar, ele confiava e acreditava nela, se sentiu leve e liberto como a muito tempo não se sentia. Quando voltou a si olhou para Lunara e implorou.

- Salva meus filhos e a Sarah. – falou com a voz angustiada e ansiosa, mas com tanto amor e sinceridade que fez Íris o encarar com um sorriso tímido. – salvem a minha família, eles são meus e eu os quero mais que tudo.

- Faremos o possível. – a voz dela era de pura alegria – Venha Íris, meninas vamos, juntas teremos mais força e temos que ser rápidas, não sei se já não é tarde demais. – antes de sumir perguntou a Carlinhos. - E você o que vai fazer?

- Eu vou em busca da verdade. – falou sério. - E depois que a conseguir, vou lutar para reconquistar o amor da minha vida e a minha família. – disse emocionado ao falar, e com a voz orgulha, ele viu as duas sumirem acompanhadas por mais seis fadas que ele reconheceu como sendo dos irmãos. Foi para casa fazer uma mala e deixar uma carta explicando tudo a mãe, a viagem seria longa, mas ele só voltaria quando soubesse de tudo, e fizesse a culpada pagar caro por isso.

Chegou n'A Toca foi direto para seu quarto, foi para a escrivaninha escreveu uma carta para a mãe, e traçou uma lista lugares aonde iria e de pessoas com quem ele teria que falar, o último nome da lista era o de Sarah, precedido pelo de Sirius.

Fez a mala, ele levaria a caminhonete, teria que ir a locais trouxas, mas a vantagem de ser bruxo é que com um simples feitiço a deixaria do tamanho de uma de brinquedo e levaria na mala, olhou o relógio, resolveu deitar um pouco, pois na Romênia era madrugada, ele queria estar descansado e com um plano pronto antes de ir, o sono custou a chegar, seu coração estava no St Mungus, preocupado com o que se passava ali, e se um dia teria Sarah de volta o que conhecendo a loira não seria tarefa fácil, acabou adormecendo por pura exaustão e de tanto chorar, foi acordado com o nascer do sol pelo patrono de sua mãe, que lhe disse algo inesperado, ele foi acometido por uma crise de choro, assim que se acalmou, se arrumou rapidamente, comeria alguma coisa quando senti-se fome algo que não sentia agora, ele estava insensível a tudo mais, criou uma chave de portal, depois se entenderia com o ministério, e foi atrás da verdade e da única culpada de tudo Jully.






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