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29. O desespero da saudade


Fic: A decisão de Hermione Granger


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Olá, desculpem a demora em postar, mas estou aqui trazendo um capítulo novinho para vocês.... espero que gostem, estamos rumando para o fim da fic....

Thaiana: Pois é, agora você vai se emocionar novamente com essa reta final, pois Snape está desvairado...... vamos ver o que acontecerá.... bjussss

Grabriela Malfoy...... sorry, não posso te contar o que irá acontecer, mas digo que será bem legal....

bjussss


Capítulo 29 – O desespero da saudade


 


A lua cheia brilhava no céu naquele começo de noite quando Hermione entrou no ST’Mungus. Seu semblante era leve, pois finalmente havia parado de chorar e resolvido encarar a vida que escolhera, a vida solitária e afastada de tudo. A dor fora afastada para o fundo de sua alma e sua atenção agora se focava em sua filha.


- Boa noite – Cumprimentou uma enfermeira na recepção.


- Boa noite.


Hermione seguiu cantarolando baixinho pelas escadas, tinha esperança de conseguir não pensar nele, ela iria conseguir. Aos poucos ela começou a cantarolar a música que sempre cantava para Dayra quando ela estava doente. Dayra. Apenas mais alguns dias e poderia ir para casa com ela, só mais um pouco. Nada poderia atrapalhar sua felicidade, o pensamento de voltar para casa com ela, voltar a ter sua vida normal como antes, esquecer tudo que passou esses dias, tudo. Mas sempre havia algo que impedia sua completa felicidade, uma pedra ou barreira que se colocava em seu caminho. Nesse caso, nada fora colocado e sim tirado.


- Dayra? – Chamou ao entrar no quarto da menina e ver a cama vazia – Dayra amor, você está no banheiro?


Hermione colocou a pequena mala com as roupinhas de Dayra na comoda e foi até o banheiro. Ela abriu a porta na esperança de vê-la sentada no vaso sanitário balançando as perninhas. Mas o banheiro estava vazio, não havia nem mesmo indícios de que a menina estivera ali. Quando o desespero começava a avançar em seu peito ela se aproximou da cama e alisou os lençóis, estavam frios, Dayra saiu daquela cama havia horas.


Ela não estava no quarto e nem nos corredores próximos ou dentro dos outros quartos.


- Com licença? - Chamou Hermione quando viu uma curandeira passar pelo corredor.


- Sim?


- Pode, por favor, me dizer onde está a paciente do quarto 305?


- Só um momento – Disse enquanto virava alguns papeis na prancheta que levava – Estranho, ela deveria estar no quarto, não agendamos nenhum exame para hoje.


- Mas ela não está no quarto, onde minha filha está?


- Não sei senhora, não sei como explicar, a porta fica trancada por feitiços que somente o medibruxo responsável ou um familiar pode abrir.


- E onde está o medibruxo?


- Também não sei.


- Você nunca sabe de nada! – Gritou Hermione – Desculpe, eu... tente entender, minha filha sumiu do quarto dela.


- Tudo bem, eu vou tentar achar o medibruxo.


Hermione andou de um lado para o outro passando a mão no rosto de tão preocupada que estava. Por que sempre era assim? Ela nunca podia virar as costas que algo sempre acontecia.


- Senhora, infelizmente não achei o medibruxo. O senhor Laine não apareceu desde essa tarde.


Parecia que todo o mundo havia parado, congelado. Os olhos de Hermione se arregalaram e seu coração disparou. Não, com certeza fora apenas um engano de seu cérebro, ela não ouviu aquele nome, não podia ouvir. Ele estava morto, sumira de sua vida há dez anos deixando-a sozinha com Dayra, para sua própria sorte. A mulher balançou a cabeça esfregando as mãos no rosto. Foi um engano de sua mente cansada.


- Desculpe, quem você foi procurar? – Perguntou franzindo a testa e torcendo que suas suspeitas estivessem certas, que fora somente um engano.


- O doutor Laine – Disse a enfermeira com naturalidade.


- Não, deve haver um engano – Hermione sentia seu peito arder - Eu pedi para chamar o doutor Aidan Evan.


- Sim. Doutor Aidan Evan Laine – Respondeu a enfermeira olhando a prancheta - É o medibruxo que cuida de sua filha.


- Meu Deus.


Hermione levou a mão à testa e encostou-se na parede deixando seu corpo escorregar até o chão. Os enfermeiros se aproximaram e a chamaram tentando levantá-la, mas Hermione não ouvia nem via nenhum deles, seus ouvidos só conseguiam ouvir o nome dele e seus olhos deixavam-na ver os flashs de momentos que tanto demorou para tirar de sua vida.


Laine.


As mãos dele em seu corpo, seu hálito em seu pescoço, a força contra sua vontade.


Laine.


O maldito nome a perseguia.


Laine.


Não podia ser ele, estava morto, ela o viu morrer para salvá-la, mas era Laine.


Laine.


Laine.


Laine.


- Laine... ele está com minha filha – Sussurrou parecendo finalmente recobrar a consciência e entender o que se passava a sua volta, porém tudo estava muito mais nítido que antes, pois agora ela precisava perceber cada ação de todos, ela precisava pensar com rapidez, agir com força.


- Senhora se acalme. Nós vamos ajudá-la.


- Tire as mãos de mim – Gritou Hermione empunhando a varinha e apontando para a curandeira que recuou assutada.


- Por favor, não faça nada que vá se arrepender depois senhora.


- Eu não sou simplesmente uma senhora – Disse Hermione estreitando os olhos raivoso e brilhantes de ira. Ela nunca havia se sentido assim, nem mesmo na grande guerra, mas era bom, sentir a fúria nas pontas de seus dedos dando-lhe a sensação de que era capaz de qualquer coisa - Eu sou Hermione Granger, uma das salvadoras do mundo bruxo. Eu vou atrás da minha filha e é melhor que não fique no meu caminho.


- Mas não pode ir atrás da menina sozinha, nós podemos ajudá-la, deixe-nos chamar os aurores.


- Não! Somente uma pessoa pode ajudar minha filha agora.


Hermione desaparatou do hospital e quando abriu os olhos estava em frente a botica de esquina. Ela se aproximou da porta e girou a maçaneta, estava trancada. Respirando fundo e tentando se controlar, bateu na porta três vezes e esperou, ninguém atendeu. Bateu de novo, mais forte, nada. Sentindo raiva ela deu diversos murros na porta machucando sua mão até que viu um pequeno recado na parede ao lado.


“Fechado para convenção.“


Logo embaixo da frase havia uma foto e um endereço, Hermione o memorizou e foi para lá, não era longe. Ela desaparatou em uma viela escura que sabia existir, pois já havia passado por aquelas ruas diversas vezes. Rapidamente ela transfigurou sua roupa para algo mais elegante e se dirigiu ao prédio bonito e espelhado que ficava na outra esquina, um hotel muito chique e muito caro. Aquele prédio era um contraste com a antiga Londres, e era belo. Pelos espelhos que formavam a parede Hermione pode olhar para sua roupa mais detalhadamente. Um vestido preto discreto, cachos soltos sobre as alcinhas do vestido, uma sandália de salto baixo, estava simples e bonita, esperava conseguir o que queria, encontrá-lo.


Claro que não seria nada fácil se a pessoa que estava tentando entrar de penetra em uma festa de gala fosse um trouxa qualquer, mas Hermione poderia ir a quase qualquer lugar do mundo trouxa, caso quisesse. Rapidamente ela entrou em uma fila que se formava na entrada do hotel, ela olhou de relance para o convite que uma mulher estendia para o segurança e, disfarçadamente, transformou um pedaço de papel em um convite igual ao visto. O segurança não teve dúvidas ao ver o papel entregue, lhe abriu um sorriso e deu espaço para que Hermione entrasse.


Na entrada havia uma mesa com algumas taças de champagne, ela pegou uma e tomou de um gole, precisava daquilo para controlar seus nervos. Um poster estava postado ao lado da mesa e ela pôde ler que o evento era sobre os melhores fabricantes de produtos naturais da Europa. Realmente estava cheio de estrangeiros naquele lugar e Hermione só não se sentiu tonta, pois prendeu sua atenção no nome do palestrante principal.


Leon Accer.


Respirando fundo ela tentou controlar o nervosismo e não olhar para o relógio enquanto se sentava em uma mesa no final do salão de festa. Era agonizante esperar que aquela festa idiota começasse enquanto sua filha estava por ai com um louco homicida, mas ela precisava dele, somente ele poderia ajudá-la e ela sabia disso. Alguns desesperados minutos se passaram esperando ele aparecer. E somente depois que as lágrimas ameaçavam cair que foi ouvido o anúncio de que ele faria o discurso de abertura da festa.


Ela suspirou fundo e olhou esperançosa para o palco, ele estava se levantando de uma mesa próxima e andando entre as outras pessoas enquanto era aplaudido, Hermione nem ao menos ouvia os aplausos, só olhava para o homem que ia em direção ao microfone. Era ele. Snape.


Claro que estava disfarçado, com cabelos curtos e mais claros, olhos azuis e uma aparência jovem e forte, mas era ele, o conhecia bem demais para errar, seu caminhar, seu olhar, seu jeito, tudo naquele homem era Severus Snape.


Ele tirou um papel do bolso enquanto esperava as pessoas sentarem-se e se calarem, ele iria fazer um discurso enquanto Dayra corria perigo, Hermione não tinha mais tempo. Tomando uma coragem que antes ela não teria, a eterna grifinória andou por entre as mesas até estar no meio do salão e esperou todos se calarem para finalmente gritar


- Severus!


O senhor Accer parou de chofre ao ouvir a mulher gritar aquele nome, mas endireitou-se rapidamente e sorriu ao vê-la chegar mais perto e segurar seu braço olhando-o firmemente. Ele sorriu para o público e tapou o microfone com a mão antes de se virar educadamente para ela.


- Me desculpe senhora, mas acho que me confundiu com alguém.


- Não confundi, sabe que não. Severus, por favor me dá cinco minutos, é a Dyara. Preciso da sua ajuda, me dá cinco minutos, por favor.


- Senhor, algum problema? – Perguntou um segurança.


- Não – Respondeu o palestrante olhando para Hermione – Essa senhora necessita falar comigo urgentemente, avise que vou demorar alguns minutos. Obrigado. Senhora, por favor, me acompanhe.


Eles se encaminharam para uma sala com o nome Leon Accer na porta. Ela passou a mão pelas letras e riu antes de fechar a porta.


- Alguma coisa errada com meu nome?


- Não, eu só não imaginaria que Severus Snape se tornaria Leon Accer.


- Por que teima em me chamar assim?


- Porque eu sei que é você. Olha, eu entendo que você quer uma nova vida, eu não o condeno por isso, pois sei que seu eu estivesse no seu lugar também iria querer. Você tem todo o direito de querer esquecer tudo o que já aconteceu com você, se afastar daquele mundo que só lhe trouxe desgraça – Hermione falava rápido e tentava segurar as lágrimas que deixavam seus olhos brilhando enquanto se aproximava – Principalmente afastar-se de tudo o que lhe faz mal, como eu. Eu entendo e te apoio, mas mesmo dessa forma – Ela passou a mão pelo rosto dele – Eu jamais deixaria de te reconhecer porque eu não consigo te esquecer e eu tentei, eu juro que tentei te tirar da minha mente durante todos esses desde o dia em que nos amamos, mas não é possível. Você está encravado em mim – Ele sentiu ele tremer levemente, porém foi apenas por um segundo - Da mesma forma que você sempre será Severus Snape, por mais que tente mudar e se disfarçar, eu sempre amarei o meu Severus. Eu deveria ter dito isso naquele dia, mas eu sou burra. Por favor me escuta – Pediu colocando um dedo nos lábios do homem que queria dizer algo – Eu sou burra, talvez a pessoa mais burra do mundo porque eu deixei você por um motivo ridículo, porque eu tinha medo.


- É tudo muito lindo senhora, mas o que lhe faz ter tanta certeza de que sou esse homem?


Ela sorriu de canto e se aproximou mais encostando a cabeça no peito dele ouvindo seu coração acelerado, inspirou seu cheiro de ervas e olhou em seus olhos.


- Seus olhos podem estar azuis agora, mas ainda são os mesmo olhos profundos que conheci quando entrei em Hogwarts, vazios e intensos esperando um motivo para brilharem de calor. Seu rosto é outro, mas são as mesmas expressões de desdém, de sarcasmo que eu tanto odiei até que comecei a amar. Sua voz também mudou, seu corpo, suas roupas, seus cabelos, mas ainda é o homem que me deu esse sobretudo – Ela mostrou o sobretudo guardado na mínima bolsa - Para me aquecer quando o frio da tristeza me assolava.


Hermione atingira um ponto que ele não esperava e o viu abrir os lábios ao ver o sobretudo antigo nas mãos da mulher, ele iria dizer algo, mas Hermione novamente postou o dedo em seus lábios o impedindo.


- Porém, mesmo que eu tenha absoluta certeza de que você é o homem que um dia me disse que me ama e eu idiotamente abandonei, deixei-o escapar e sofri por isso, eu só tenho um único jeito de ter uma confirmação.


Os olhos azuis se fecharam quando os lábios dela, tão macios quanto pétalas de rosas beijaram os seus. Um gosto doce de saudade. A língua dela traçava as linhas dos lábios dele, suas mãos puxavam as mãos dele para mais perto, seu corpo colava-se ao dele.


Ele respirava difícil, suas mãos apertavam a cintura dela, sua boca se abriu e sua língua procurou a dela com pressa, com fúria, com saudade, com amor.


O feitiço se desfez e ali estava ele, com seus cabelos negros, sua pele macilenta e suas vestes negras, como ela sempre se lembrava.


Hermione se afastou um pouco e olhou em seus negros olhos vendo ali a surpresa e o desejo subjugados pelo amor que pulsava em suas retinas. Ele ergueu a mão e passou pelo rosto dela sentindo a pele da mulher que estava em seus braços, Hermione tinha o rosto quase igual ao da última vez que a viu, pouca coisa mudou e ainda assim só a fez ficar mais bela.


- Não sabe quanto tempo esperei para senti-la em minhas mãos.


Ele atacou seus lábios novamente enquanto a empurrava em direção ao sofá onde a deitou enquanto ele mesmo se deitava em cima dela sentindo a proximidade cada vez maior de seus corpos. Os lábios do mestre de poções atacavam o lóbulo da orelha dela e descia pelo colo exposto pelas mãos desesperadas que exploravam o corpo macio de pele de pêssego.


- Severus – Ofegou Hermione puxando seus cabelos.


- Por que Hermione? Por que só agora? – Perguntou olhando nos olhos cheios de lágrimas da mulher – Por que depois de todo esse tempo?


- Porque somos dois idiotas. Não há outra explicação – Disse Hermione vendo um leve sorriso nascer no rosto dele


- E agora? – Ele perguntou beijando-lhe a ponta do nariz.


- Agora faremos o que sabemos que somos destinados a fazer – Ele limpava suas lágrimas com beijos doces – Não posso viver sem você Severus. Sem você eu vivo no fundo do poço. Preciso de você para viver.


- Eu também preciso – Confessou – Não sabe como é ruim tentar ser outra pessoa para esquecer de quem eu era. Tentar esquecer as coisas que fiz para poder convencer a mim mesmo de que posso ser a pessoa ideal para você.


- Eu não quero a pessoa ideal para mim, eu quero você. Somente você e eu, preciso de você agora, muito mais do que jamais precisei.


- Dayra?


Hermione apenas afirmou com a cabeça.


- O que houve?


- Lai...Laine. É o Laine.


- Laine? Robert Laine?


- Eu não sei como, eu o vi morrer, mas ele está aqui Severus, esteve o tempo todo disfarçado como médico da Dayra, ele teve acesso a ela todos esses dias. Eu não sei por qual motivo ele fez isso, mas ele está com ela, ele a raptou, roubou nossa filha.


- Nossa?


- Eu sei que ela não tem seu sangue, mas jamais a considerei como filha do Robert, eu sempre imaginei em minha mente que ela havia sido gerada a partir daquele noite, da nossa última e única noite juntos, eu queria tanto Severus, tanto que ela fosse sua filha. Dez anos se passaram e eu nunca me arrependi de dar seu nome à ela. Dayra Prince.


- Dayra Prince – Sussurrou Snape enquanto afastava um cacho que caia no rosto da mulher.


- E agora ela sumiu. Pegaram minha filha, nossa filha. Eu preciso dela Severus, me ajuda a ter minha filha de volta.


Snape a levantou e ambos ficaram em pé novamente, ele a abraçava forte enquanto acariciava seus cabelos volumosos. Como sentira saudades de seu perfume de morango, de sua pele de pêssego e de seus olhos intensos.


- Senhorita Granger?


- Sim.


- Alguma vez, desde que a vi no primeiro ano de Hogwarts, a senhorita me viu deixar de cumprir alguma promessa que fiz.


Hermione não pensou nem um segundo antes de responder.


- Não.


- Então eu prometo que irei trazer sua filha de volta. Confia em mim?


- Sempre.


- Snape sorriu de canto antes de beijá-la novamente devorando seus lábios com o desespero e o medo que a assolavam, ele queria que ela sentisse, que soubesse que ele não a abandonaria, não novamente.


- Sua sabe tudo irritante.


- Seu morcego velho.


Os dois sorriram fraco e se abraçaram, Snape sentia seu coração bater forte dentro do peito enquanto Hermione apertava a cintura dele trazendo-o mais para perto, como era bom estar perto dessa forma. Mas suas mentes não poderiam se ocupar somente por seus desejos, eles tinham que pensar e imaginar para onde Robert teria levado a menina. Enquanto conversavam e pensavam em ideias mirabolantes a televisão mostrava uma reportagem de emergência que chamou a atenção de Hermione. Ela se aproximou e ajoelhou-se na frente da televisão olhando a repórter dar a notícia para o país.


“Olá, sou Rene do canal principal, estou aqui na frente desse prédio abandonado onde um homem acabou de entrar com uma menina desacordada, pelas informações que conseguimos em nossa central, a menina se chama Dayra Prince Granger que estava internada no hospital local. Ela se recuperava de um acidente com produtos químicos quando o homem chamado Aidan Evan Laine, a raptou de seu leito e a trouxe para cá. Quem fez a denúncia foi uma enfermeira que voltava de sua janta e viu o sujeito carregar a menina, ela tentou pará-lo com um pedaço de pau, mas não foi possível, ainda não se sabe como, mas o sequestrador a feriu gravemente, ainda não temos informação de como ele conseguiu causar um estrago tão grande, mas a enfermeira foi levada pelos paramédicos com muitas erupções pelo corpo e em estado grave. Pessoas que estavam próximas viram todo o acontecimento e chamaram a polícia que chegou em pouco minutos e cercou o prédio. Desde então os policiais estão tentando uma negociação com o sequestrador, porém não conseguem ter contato com ele que está dentro do prédio com a menina. Esperamos que o desenrolar da história seja favorável à criança. Avisaremos quando tivermos maiores notícias. Redação”


Hermione sentia o coração parar em seu peito, Dayra estava nas mãos de Robert em um prédio abandonado cercado de policiais trouxas. Nem mesmo a enfermeira conseguira pará-lo, a coitada fora para o hospital e sua varinha estava agora nas mãos da repórter. Ela nem ao menos reparara, mas já estava soluçando quando Snape a pegou delicadamente pelos braços e a levantou apertando-a contra o corpo sentindo-a tremer.


- Vai ficar tudo bem Hermione


- Estou com tanto medo Severus, minha Dayra, eu quero minha filha de volta.


- Eu vou trazê-la Hermione, mas sabe o que eu preciso fazer para poder enfrentar Robert. Sabe em quem....


- Eu fui uma tola antes Severus, te neguei. Mas eu te aceito como você é, eu aceito o seu todo. Eu o amo e entendo que você precisa dessa parte sua e eu a aceito também.


- Eu trarei sua filha de volta, confia em mim


Snape beijou Hermione uma última vez e desaparatou. Hermione sentou-se novamente no sofá e ficou olhando para a televisão que agora mostrava a noticia sobre uma nova lei implantada no país, ela mal ouvia as batidas fortes na porta e só deu atenção ao que acontecia quando um policial armado arrebentou a porta e entrou apontando um revólver para si.


- Senhor Accer? – Chamou o policial enquanto outros dois faziam sua cobertura, lá fora o público tentava ver por cima dos ombros um do outro – Senhorita? Onde está o senhor Accer?


Hermione assustou-se quando a voz do policial aumentou ao ponto de gritar com ela. Ela olhou para ele e ainda não conseguia raciocinar direito sobre a arma apontada ou as perguntas feitas. Ela só sabia que precisava ir atrás de Dayra. Ali não era o local onde deveria estar, aqueles homens não poderiam ajudá-la, eles eram meros trouxas.


- Sinto muito senhor – Disse sacando a varinha – Accio revolver.


O revólver saiu da mão do guarda para a sua. O homem estava de olhos arregalados e os outros dois estavam com os dedos no gatilho prontos para atirar assim que seu capitão mandasse, mas o capitão era um homem sábio e conhecia muito bem as pessoas que tinham uma arma na mão, sabia o que elas fariam e por mais que Hermione estivesse em posse de seu revolver, ela não faria mal a eles.


- O que vai fazer senhorita?


- Vou salvar minha filha.

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Comentários: 1

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Enviado por Thaiana Tolkki Snape em 03/03/2013

Ain, que lindos esses dois. Finalmente venceram o obstáculo da separação, chorei aqui com suas descrições perfeitas <3

Agora vem outro obstáculo, recuperar a Dayra das garras desse vadio do Robert. Quero mais, Aninha *-*

Nota: 5

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