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5. Capitulo 5


Fic: Conde Camponês


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Capítulo V

Apesar da chuva, Harry caminhava por Charing Cross Road. Prometera ao amigo Neville fazer todo o possível para encontrar Parvati e ele não desistiria facilmente.

Poderia ter incumbido um dos criados, ou então ter escolhido um dia de sol para continuar a busca.

Para que enganar-se? Estava vagando pelas ruas debaixo de chuva porque não suportaria passar mais um dia procurando um pretexto para passar diante da porta da mansão de Gina.

Na semana anterior, havia cavalgado muitos quilômetros em Hyde Park, comparecera a todos os eventos sociais aos quais tinha sido convidado, e até arriscara-se a bater na porta da mansão ducal, para ser dispensado.

Em vão.

Não encontrara Gina em lugar nenhum.

Estava frustrado e extremamente preocupado.

Passando por uma alfaiataria, espiou pela porta entreaberta. O brilho de cabelos negros chamou-lhe a atenção.

De tão surpreso com a súbita aparição da mulher a quem estava procurando, não teve reação quando ela jogou a água de um balde diretamente nas botas dele.

— Parvati? Não acredito que a encontrei!

Erguendo a cabeça, a jovem arregalou os olhos e soltou o balde.

— Senhor... — Ela fez uma mesura. — Desculpe... milorde.

Harry fez um gesto com a mão.

— Pare com isso, Parvati. Seu pai foi meu cavalariço desde que eu nasci e ainda seria se ele não tivesse se aposentado.

Pálida e constrangida, a moça enxugou as mãos no avental.

— O que o senhor está fazendo aqui?

— Eu ia lhe fazer a mesma pergunta. Estamos todos preocupados com você, minha querida.

— Deixei uma carta para meu pai.

— Uma carta que não esclarece nada. Poderia ter escrito novamente para tranqüilizá-lo.

Parvati mordeu o lábio.

— Eu ando muito ocupada.

Harry notou as mãos calejadas e, distraidamente, olhou para o chão úmido.

— Entendo.

— É um trabalho honesto.



— Claro que é, mas você não veio a Londres para lavar chão, não é, Parvati?

— Não. Eu queria ser atriz. Peter prometeu tornar-me famosa em toda a Inglaterra. Tudo mentira, claro. Assim que conseguiu o que queria... — Ela fungou e enxugou o nariz com a manga do vestido. — Um cafajeste, isso que ele é.

— Assim que descobriu a verdade sobre Peter, por que você não voltou para casa?

— Nem pensar. Estou envergonhada.

— Você foi enganada, Parvati.

— Não, milorde. Estou arruinada. É melhor que todos pensem que morri.

Harry segurou a mão dela.

— Bobagem. Todos nós cometemos erros. Alguns mais do que outros. Mas, independentemente do que tenha acontecido, seu pai e, sobretudo, Neville estão desesperados para vê-la de volta.

— Como poderão me perdoar?

— Eles te amam, Parvati.

As lágrimas escorriam pelo rosto de Parvati. De repente, ela se atirou nos braços dele.

— Fui uma tola.

Sem muita experiência em consolar jovens desesperadas, Harry afagou-lhe as costas.

— Está na hora de voltar para a sua família, Parvati.

— Eu gostaria, mas... — Ela lançou um olhar para o interior da loja. — O sr. Caster foi muito gentil ao empregar-me quando todos me viraram as costas. Não posso abandoná-lo.

— Permita que eu fale com o sr. Caster. Ele será bem recompensado pela gentileza — Harry disse e levou-a até a uma carruagem de aluguel. Tirou um cartão de visita do bolso e escreveu algumas instruções no verso.

— Entregue este cartão ao meu mordomo. Ele providenciará uma refeição e um banho quente. Depois, cuidaremos da sua volta para casa.

— Obrigada, milorde. Eu...

Harry interrompeu os agradecimentos dela com um gesto de mão.

— Sua gratidão pertence a Neville, que não perdeu as esperanças de que, um dia, você voltaria.

— Eu não o mereço, milorde.

— Deixe que ele decida isso, Parvati. Cuide-se e seja feliz. Harry deu o endereço de sua casa ao cocheiro. Assim que a carruagem se afastou, ele entrou na alfaiataria para conversar com o sr. Caster. Depois de tudo acertado, saiu e encaminhou-se para o albergue onde estivera com Gina. Harry pedira para verificar o balancete quinzenal do albergue, antes de doar suas contribuições, e aquele parecia o momento ideal para realizar a tarefa.



Depois, voltaria para casa, tomaria um banho quente e se submeteria à tortura de vestir os trajes de gala para mais uma noite enfadonha de recepções na noite londrina.

Imerso em tais pensamentos, não reparou na carruagem preta estacionada em frente ao albergue. Mas viu uma figura feminina já familiar saindo do prédio e indo na direção do veículo.

Uma sensação de felicidade invadiu-o e, sem pestanejar, apressou o passo e parou diante dela.

— Gina, que surpresa agradável!

Ela sobressaltou-se.

— Oh, Harr... Lorde Harrington!

Ele não entendeu a razão do tratamento formal. Alguns dias antes, Gina estremecera de prazer nos braços dele. Ainda tinha as marcas nos braços onde ela havia enterrado as unhas no momento do êxtase.

E agora, tratava-o como se ele fosse um conhecido distante.

Com incrível rapidez, Harry a segurou pelo braço e colocou-a dentro da carruagem.

— Apenas uma palavra, Gina, se não se importar.

— O quê...

Ele entrou também e fechou a porta antes que o cavalariço fizesse um gesto para ajudar a patroa. Gina fitou-o com expressão irritada.

— Eu tenho seis irmãos, Harry. Se eles souberem que você me abordou na rua, nem sei o que poderá acontecer. A propósito, o que está fazendo aqui?

— Procurando a namorada de Neville.

— Você a encontrou?

— Encontrei. Por acaso. Ela estava lavando o chão de uma alfaiataria justamente quando eu passava por lá.

— Que boa notícia. Onde a moça está agora?

— Aos cuidados da minha governanta, até voltar para a casa dela.

Um pouco da irritação de Gina desapareceu com um sorriso.

— É bom saber que tudo acabou bem.

Harry sentiu a respiração presa na garganta. Céus, ela era tão bonita!

— É mesmo. Parvati é jovem e um pouco impulsiva, mas será uma boa esposa para Neville. — Ele cruzou os braços, contemplando-a com curiosidade. — Agora me diga o que a trouxe a estas paragens.

Gina alisou a saia.

— Digamos que estou tentando descobrir um modo de ajudar essas pessoas.

— E que meios seriam esses?

Ela ergueu o queixo, esperando que Harry menosprezasse seus esforços.



— Meu pai tem se queixado da falta de trabalhadores para as suas fazendas, depois que muitos homens foram para a guerra. Ao mesmo tempo, numerosos soldados desempregados lotam os albergues. Ocorreu-me que há dois problemas e uma única solução. Então, pedi ao secretário de meu pai para vir aqui e começar a entrevistar aqueles com condições para trabalhar.

Quase sem perceber, Harry foi se aproximando de Gina e segurou-lhe o rosto entre as mãos.

— Eu disse que você poderia mudar o mundo, se quisesse.

Os olhos dela brilharam satisfeitos com a óbvia admiração de Harry.

— Não acho que eu esteja mudando o mundo.

— Todas as revoluções têm um início.

Apenas por um instante, os olhos de ambos se encontraram. De repente, percebendo o clima de intimidade, Gina o empurrou.

— Preciso voltar para casa. Meu pai está me esperando para o chá.

De novo, parecia ansiosa para fugir dele. E sem explicação.

— É cedo ainda.

—Sim, mas...

Harry segurou as mãos dela, impedindo-a de afastar-se.

— Gina, por que está me evitando?

— É impressão sua. Por que eu o evitaria?

— Por favor, não se faça de desentendida, muirnin. Não combina com você.

— Se pretende me insultar, milorde, pode voltar para a chuva.

Harry ignorou a indignação da jovem. Sua paciência estava por um fio. Queria uma resposta. E queria naquele momento.

— Diga-me. Eu a ofendi? Assustei? Magoei?

— Não, claro que não.

— Você não me convence, Gina. Alguma coisa aconteceu. Será que não mereço, ao menos, uma explicação?

— Harry, por favor...

— O que você quer, Gina? Que eu finja ser um verdadeiro nobre, permitindo que você me ignore e zombe de mim, sem pedir explicações? Sinto muito, muirnin, mas não posso. Ainda não adquiri a capacidade de fingir a indiferença que não sinto. Não com você.

Inclinando-se, beijou-a com ardor. Harry precisava saber que a lembrança da reação apaixonada de Gina não era apenas um sonho. Que ela realmente desejava os carinhos dele.

Por um terrível momento, Gina permaneceu estática sob a força do beijo, e o coração de Harry quase parou. Depois, soltando um som abafado, ela rendeu-se.

Tudo o mais deixou de existir, exceto os beijos com que ele cobria-lhe o rosto. 

Harry esqueceu do fato de se encontrarem sentados numa carruagem. E que o pequeno exército de serviçais estava bem ao lado das cortinas cerradas. Esqueceu até mesmo o motivo principal de tê-la levado para a carruagem.

Nada tinha importância, a não ser a presença inebriante dela em seus braços.

— Gina...

O som da respiração da jovem ecoava pela cabine, mas no momento em que Harry pensava na melhor maneira de puxá-la para o seu colo, ela pousou as mãos em seu peito.

— Não... não devemos...

— Por quê? Porque sou o Conde Camponês? Você fica constrangida por saber que as pessoas pronunciam os nossos nomes na mesma conversa?

Gina reagiu com espanto:

— Não é nada disso!

— O que é, então?

Ela mordeu o lábio e desviou o olhar. Harry cerrou os punhos, esperando.

— Não é sem motivo que sou chamada de Princesa de Gelo — Gina confessou, por fim. — Nunca pensei em magoar ninguém, mas, mesmo assim, com freqüência me acusam de brincar com os sentimentos dos meus pretendentes. Alguns chegam a afirmar que os estimulei apenas para magoá-los. Não quero... não gostaria de magoá-lo, Harry.

Não era bem o que ele esperava, e se viu envolvido por um conflito de emoções.

— Você está me prevenindo de que jamais aprenderá a gostar de mim?

A pergunta foi objetiva demais e Gina prendeu a respiração.

— Ainda não sei.

— Está apaixonada por outro?

O coração de Harry virou uma pedra de gelo ao vê-la desviar o olhar e segurar o pingente da gargantilha. Não. Aquilo não. Suportaria tudo, menos pensar que o afeto de Gina já pertencia a outro.

— Não... não estou comprometida com ninguém. Mas isso não significa...

Harry segurou-lhe as mãos.

— A menos que você pretenda expulsar-me da sua vida, por que eu não poderia cortejá-la?

Gina o avaliou por um longo momento.

— É o que você está fazendo? Cortejando-me?

Ele sorriu.

— Bem, você disse que iríamos nos casar, lembra? Pois bem, penso que será melhor passarmos um tempo namorando da forma tradicional antes de caminharmos pela nave da igreja.

A tensão de Gina ainda não cedera.



— Harry?

Ele riu.

— Como poderei ser mais claro, muirnin? Admito que os meus conhecimentos para cortejar adequadamente ainda deixam muito a desejar, mas tenho procurado por você em todos os cantos de Londres. Só falta seqüestrá-la e mantê-la como minha refém.

— Você quer casar comigo?

Harry a beijou na têmpora.

— No momento, só quero conhecê-la melhor. Já sei que a desejo e que gosto demais da sua companhia. Quero muito saber se isso poderá transformar-se em alguma coisa maior. Não é tão terrível assim.

— Não.

— Então, você não passará mais seus dias tentando evitar-me?

Uma indefinível emoção brilhou nos olhos de Gina.

— Faria diferença eu tentar evitá-lo? Você parece ter o raro talento de aparecer onde quer que eu esteja.

Harry sorriu.

— Se você quer livrar-se da minha presença, Gina, basta dizer uma palavra. Asseguro-lhe que jamais me aproximaria de uma mulher que não deseja a minha companhia.

Surpreendentemente, ela o acariciou no rosto.

— Não quero livrar-me da sua presença, Harry. Acho mesmo que senti muito a sua falta.

Gina sentira falta dele?

Harry se perdeu na intensidade daqueles olhos.

Oh, céus, ele devia estar com cara de bobo!

Mas, no momento, não se importava com a própria aparência.

Não enquanto Gina sorria como se ele fosse o único homem no mundo!

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Não havia nada particularmente interessante no baile de lady Simmon. Entretanto Gina não podia negar um entusiasmo todo especial, uma ansiedade que lhe provocava arrepios.

Essa sensação começava a tornar-se familiar, e ela desconfiava estar diretamente ligada ao cavalheiro alto e simpático que, em pé do outro lado do salão, contemplava-a com um sorriso encantador.

— Ah, Gina, você está aqui! — Aproximando-se, seu primo Colin fez uma mesura e olhou, admirado, para o generoso decote do vestido prateado.



— Boa noite, Colin.

— Você caprichou na aparência, Gina. — Com as sobrancelhas erguidas, ele correu os olhos pelo salão. — Ah!

— O que foi?

— Esqueci que você está jogando a isca para aquele boi caipira. — Fitou-a com expressão divertida. — Sem dúvida, precisa de bastante munição.

— Não comece, Colin!

Apoiando-se na parede, ele cruzou os braços, indiferente aos ardentes olhares femininos em sua direção.

— Dizem que Harrington está criando um frisson na cidade.

Gina respirou fundo. Recusava-se a ouvir alusões à falta de sangue azul nas veias de Harry.

— Todos, menos você, Colin, por favor. Lorde Harrington é um perfeito cavalheiro que merece muito mais respeito do que muitos nobres que se gabam da linhagem impecável.

— Recolha suas garras, menina. Eu quis dizer que o seu fazendeiro está conseguindo agitar os membros mais indolentes da Câmara dos Lordes. Alguns até acreditam que ele está decidido a criar um novo Reino do Terror aqui na Inglaterra.

Gina sorriu. Bem, aquele era um assunto bem diferente.

— Ele é mesmo apaixonado pelo ideal de mudança. — Seu olhar pousou novamente em Harry.

Os olhares se encontraram e Gina sentiu um calor no corpo. Fazia quase uma semana do encontro na carruagem. Desde então, haviam se encontrado em vários eventos e uma vez no Hyde Park, mas sempre rodeados por uma multidão. E nessas ocasiões, mal trocavam cumprimentos rápidos.

Isso a deixara muito frustrada.

Queria tê-lo só para ela por alguns momentos. Para poderem conversar. Talvez beijar. E... bem, eram tantas as possibilidades!

Se pudessem ficar sozinhos...

— Uma paixão que parece tê-la inspirado, querida... — Colin quebrou-lhe as ardentes fantasias.

Gina enrubesceu. Seria possível o primo ler seus pensamentos?

— Como assim?

— A paixão por mudança. Soube que você assumiu as causas de Harrington. — Ele arqueou as sobrancelhas. — Não quer me contar?

Ela fulminou-o com um olhar irritado.

— Não há por aí nenhuma esposa negligenciada ansiando por suas atenções?

— Sempre há, minha querida, sempre há.

— Então, não quero monopolizá-lo mais.



Endireitando o corpo, Colin pousou a mão no ombro da prima.

— Gina?

— Sim.

— É sério o seu interesse pelo fazendeiro?

Seguiu-se um breve silêncio. Ela olhou para Harry, entretido numa conversa. Era difícil saber. Gostava dele. Certamente ansiava por seus carinhos.

Mas sempre sonhara com um futuro cheio de... do quê? De loucas aventuras? De emoções sem-fim? De excitantes perigos?

Não saberia dizer. A única certeza era que almejava alguma coisa mais do que ser uma esposa submissa, recolhida em uma pequena propriedade no campo.

— Não sei. Gosto muito do conde. E... —- Calou-se antes de falar demais.

Colin riu.

— Você se sente atraída por ele?

— Já que você foi tão direto, sim.

Colin brincou com um cacho que roçava o rosto dela.

— Poderia ser pior, querida. Ele parece um bom rapaz. Confiável. Leal. Talvez não elegante e vistoso como o seu amado Draco, mas acredite em mim quando digo que os libertinos nunca são os melhores maridos.

Distraidamente, Gina tocou o pingente de prata.

Colin estava certo. Porém, pela primeira vez na vida, ela pensava nas conseqüências de seus atos.

Já iludira Draco, humilhando-o diante de seu pai e da sociedade. Mesmo que involuntariamente.

Temia repetir o erro e causar um dano maior a Harry.

Sentindo aumentar a curiosidade do primo, Gina forçou um sorriso.

— Você está exagerando, Colin. Afinal, nem sabemos se lorde Harrington está interessado em mim.

— É evidente que está.

— Porque sou filha do duque?

— Porque ele olha para você do jeito que um homem olha para a mulher que deseja para amante ou para esposa. Se Harrington pretende sobreviver à temporada, será melhor que se case.

Gina engoliu em seco.

— Amante ou esposa?

— Não se finja de inocente, querida. Nem mesmo você deixou de notar aqueles olhares ardentes.

Ela arriscou outro olhar para Harry, que ainda a fitava com olhar faminto.

— Sem dúvida, esses olhares a levarão ao altar, minha querida.— com a ponta do dedo, Colin acariciou o nariz da prima.— Vou sair e alegrar a noite de 

alguma dama afortunada. E você, comporte-se.

Escondendo um sorriso, Gina abriu caminho entre a multidão. Mais de uma vez parou para trocar algumas palavras com amigos e conhecidos, mas com persistência conseguiu chegar ao terraço.

De lá, com passos firmes, dirigiu-se à fonte envolta em sombras.

Tinha certeza de que logo Harry se juntaria a ela. Afinal, ele era fascinado por jardins.

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Caminhando pelas laterais do salão, Harry ignorava os olhares enviesados dos convidados. Já estava resignado com a certeza de que sempre seria um estranho entre os nobres.

Balançando a cabeça, atravessou as portas francesas e parou para respirar o ar fresco e perfumado.

Permitiu-se apreciar por um momento a quietude da noite enluarada. Depois, retomou o seu caminho.

Olhou ao redor do jardim aparentemente deserto.

— Gina?

— Boa noite, Harry.

Intrigado, tentou seguir o som.

— Onde você está?

— No chalé.

Harry hesitou por alguns instantes antes de começar a vencer a longa distância até os limites do jardim. O chalé era retirado e protegido pela escuridão.

Subiu os degraus, ignorando uma voz interior que o alertava de não ser uma boa idéia.

Não, não era. Mas a vontade de estar com Gina sobrepujava a própria consciência.

Abriu a porta e entrou. Ela estava sentada numa ¹chaise-longue.

Harry prendeu a respiração. A imagem era deslumbrante.

Ao vê-la no salão, quase tivera um ataque. O generoso decote deixava à mostra os seios arredondados e firmes que ele tanto apreciava, mas que preferia distantes dos olhares de cobiça dos outros homens.

Agora que estavam sozinhos, teria a liberdade de apreciar plenamente a estonteante beleza de Gina.

Num momento de lucidez, ainda pensou que deveria voltar ao salão imediatamente.

— O que está fazendo aqui? — ele indagou, como se não soubesse a resposta.



— Esperando você.

Harry ergueu as sobrancelhas.

— Tinha certeza de que eu viria?

— Apenas esperança. — Afagou o lugar ao lado dela. — Não quer sentar-se?

Harry suspirou e olhou para fora.

— Não sei se seria conveniente.

— Por quê?

— Não é segredo que eu quero você, Gina. Desesperadamente. Por que acha que tenho me esforçado para encontrá-la sempre no meio de muita gente?

— Você me disse que desejava me conhecer melhor, Harry. Isso não é possível num salão de baile lotado.

Ele sentiu um tremor no corpo ao ouvir o convite feito com voz enrouquecida. Como um pobre homem poderia resistir à tentação?

— Gina, você é uma moça muito perigosa.

— Você vem sentar aqui?

Harry fechou a porta e aproximou-se.

— Não tenho o poder de resistir — admitiu, sentando-se.

De imediato, inalou o perfume que exalava do corpo de Gina. O mesmo perfume que o deixara quase louco por tantas noites.

— Meu Deus, você me deixa sem fôlego — ele murmurou.

— Harry...

Com mão trêmula, ele acariciou-lhe o ombro e a curva dos seios. A pele era seda quente e mel. E, rapidamente, Harry se excitou ao ponto de desesperação.

— Se você soubesse quanto eu a desejo...

Gina segurou o rosto dele entre as mãos.

— Não pode ser mais do que eu o desejo.

Os olhares se encontraram, ardentes e cheios de promessas. Não havia medo e nem hesitação nos olhos dela. Só uma intensa ansiedade que ecoava dentro de Harry.

— Perigosa — ele resmungou, inclinando a cabeça para capturar-lhe os lábios num beijo faminto.

Ela não ofereceu resistência. Arqueando o corpo, correspondeu ao beijo com a mesma paixão.

Era o que Harry havia sonhado noite após noite. Era o que desejava, mesmo quando se dedicava aos seus ideais nas visitas a diversos membros do Parlamento.

Com um gesto impaciente, puxou o decote do vestido de seda e, atônito, descobriu que Gina não se preocupara em vestir mais nada. O coração 

disparou quando suas mãos ansiosas ampararam os seios perfeitos.

Presente dos céus, pensou cobrindo-lhe o rosto de beijos antes de apossar-se de um dos mamilos enrijecidos.

Gina gemeu. O imperioso desejo manifestou-se sob os botões da calça de Harry. Ela era uma febre em seu sangue. E já não sabia se conseguiria viver sem ela.

Ele brincava com o mamilo, circulando-o, mordiscando, sugando com extremo carinho. Ah, passaria a noite inteira descobrindo cada curva, cada pedacinho daquele corpo delicioso.

Contorcendo-se, Gina agarrou-o pelos cabelos, induzindo-o a repetir as carícias no outro mamilo. Harry não se negou a atendê-la.

Puxando-a, fez com que ela sentisse a força de sua ereção.

— Senti o gosto do seu corpo nos meus sonhos — ele sussurrou. — Tão doce, tão quente.

Gina pousou as mãos em seu peito e começou a desabotoar-lhe a camisa.

— Quero tocar em você...

Por um segundo, Harry considerou que a situação estava fugindo de seu controle, mas as delicadas mãos já percorriam sensualmente os músculos do peito e do abdômen.

— Oh, Gina... se soubesse o que está fazendo...

— Você gosta?

— Meu corpo não está demonstrando quanto eu gosto dos seus carinhos?

— Você é tão quente...

— Estou ardendo. — Ele mordiscou-lhe o lóbulo da orelha. — Você me enlouquece, muirnin.

— Harry. — Ela começou a brincar com os mamilos de Harry. — Ensine-me a satisfazê-lo.

Ele pegou a mão de Gina e colocou-a na saliência de seu membro intumescido. Ela explorou avidamente o volume, para desespero de Harry.

Ele apertou os dentes e por um triz não a deitou sobre as almofadas para possuí-la ali mesmo.

O momento de loucura foi interrompido pelo som distante de risos quebrando o silêncio da noite.

Puxando pela respiração, Harry se esforçou para recuperar a sanidade.

Não, ele não faria amor com a mulher com quem pretendia se casar, num local onde, de repente, alguém poderia surpreendê-los. Gina merecia uma noite inesquecível de paixão e romance.

Talvez sem nem mesmo se dar conta da determinação de desposá-la, Harry se afastou e olhou-a com expressão séria.

— Gina, isto foi longe demais.



Ofegando, ela ajeitou o vestido.

— Você parece contrariado. Pensei que gostasse dos meus beijos.

O tom de mágoa contido na voz sensibilizou-o. Segurando-lhe o rosto entre as mãos, obrigou-a a encará-lo.

— Pelo amor de Deus, Gina, você sabe muito bem que adoro seus beijos. Mas o meu controle não é infalível, e ter você assim tão perto e não poder possuí-la está me levando à loucura.

Ela desviou o olhar.

— Você quer fazer amor comigo?

— Sim, eu quero fazer amor com você, muirnin. Mas não a tornarei minha enquanto não nos casarmos.

Ele sentiu o tremor que percorreu o corpo de Gina. Infelizmente, porém, não tinha idéia se era de entusiasmo ou medo.

— Parece que estamos sempre voltando ao mesmo assunto — ela resmungou.

Harry riu.

— Por motivos óbvios. Quando duas pessoas acabam uma nos braços da outra sempre que se encontram, elas devem casar-se, viver um caso ou evitar-se mutuamente.

Gina o fitou de novo.

— Um caso?

— Não, Gina. É casamento ou nada.

Os olhos dela se estreitaram.

— Isso soa como um ultimato.

— A intenção não é essa, porém não posso fingir que desejo apenas o seu corpo. — Harry fez uma pausa, mas agora que começara, não poderia mais esconder seus sentimentos. — Você está no meu coração, muirnin. Quero você ao meu lado, como amante e amiga. Quero que seja minha esposa.

Gina empalideceu, surpresa com a confissão.

— Harry, eu...

Forçando um sorriso, ele se levantou e ajeitou as roupas.

— Eu não pretendia assustá-la.

— Não é isso. É que... Bem, eu não sei o que dizer.

— Não diga nada por enquanto. Apenas me prometa que vai, pelo menos, pensar na minha proposta. — Harry a beijou ternamente na testa. — Juro que farei tudo que eu puder para que você seja feliz.

Ciente de que abusara de sua sorte, ele abriu a porta e saiu do chalé. Mais alguns minutos e, certamente, se ajoelharia diante de Gina suplicando seu amor.

Seria a maneira eficaz de provar-lhe que perdera o juízo.



Sorriu enquanto fazia o caminho de volta ao salão de baile.

Oh, céus, que bobagem ele cometera?

¹ Chaise-longue conjunto estofado composto por 2 lugares e meio.

Nota: Amo esse Harry... Gostoso...

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