FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout  
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout
 

(Pesquisar fics e autores/leitores)

 


 

::Menu da Fic::

Primeiro Capítulo :: Próximo Capítulo :: Capítulo Anterior :: Último Capítulo


Capítulo muito poluído com formatação? Tente a versão clean aqui.


______________________________
Visualizando o capítulo:

14. Capítulo XIII


Fic: Batalhas e Honras


Fonte: 10 12 14 16 18 20
______________________________

Capítulo XIII




Existem alguns momentos da vida onde o que impera são os instintos mais baixos e animais. Momentos em que apenas devemos saciar nossas necessidades biológicas e esquecer quem somos, e qualquer traço de humanidade e civilidade que permeie nossos pensamentos. Sequer devemos pensar, devemos agir.
Ginevra Bonnes encolhia-se num canto tentando se lembrar quem era e onde deveria estar, ao invés daquela torre escura e gelada.
Ela sempre fora uma mulher inteligente, uma mulher bonita, e tinha certeza que teria se casado com um príncipe ou um Lord. Há muitos anos, sua família havia combinado um casamento com o Capitão da Guarda Real, o Barão Thomas. Ela relutara em reconhecer o compromisso, ainda envolta nos sonhos de infância de amar e ser amada. Naquele momento, ela teria casado com o Barão Thomas de olhos fechados e teria lhe dado todos os filhos que ele quisesse.
Entretanto, ela não daria filho algum aquele monstro que a raptara de casa e a violentara em cima da mesa do salão, com todos seus soldados olhando. Ela não traria ao mundo outro ser demoníaco daqueles.
Gina conhecia as ervas que deveria ingerir para impedir aquela vida minúscula que se iniciava dentro dela. Pelos seus cálculos deveria ter engravidado na noite maldita, na noite em que seu corpo foi exibido para mais de quarenta soldados que se regozijavam enquanto ouviam seus gritos e súplicas. Aquilo era demais para qualquer mulher.
Ela só precisava que uma alma bondosa lhe permitisse sair ou lhe trouxesse as folhinhas mágicas.
Gina murmurava essas coisas consigo mesma, ela não notou que alguém a observava pela porta semi-aberta.
Belatriz quase sentiu pena da mulher ruiva. Era uma menina ainda, e ela lembrava bem de seus cabelos bem tratados e de sua pele branca como leite quando ela fora trazida mais de um mês antes. Agora, a pequena Lady Bonnes encontrava-se com os cabelos desgrenhados e sujos, a aparência de sua pele era macilenta e suas roupas rasgadas pareciam pertencer a um mendigo e não a uma rainha.
Isso não lhe importava, pensou Belatriz. Ela nunca se importava muito com a vida de quem tirava.
A primeira pessoa que matara fora seu pai, que abusava dela desde os cinco anos de idade. Assim que ela atingira os doze anos, e graças a sua convivência com a “bruxa” de sua aldeia, Belatriz descobriu o uso de muitas ervas, incluindo uma que, se ministrada corretamente por alguns meses, causava impotência e lentamente minava o coração de quem a ingeria até provocar uma parada cardíaca.
Depois disso, uma série de pequenos assassinatos serviu para que ela se mantivesse incógnita e segura. A primeira vez que ela sentiu ter de matar uma pessoa foi quando ela matou a ex-noiva do único homem que Belatriz realmente amara. A “preciosa” Jane.
Num primeiro momento, Belatriz resolvera fazer uma surpresa ao amado, lhe levando a cunhada e o sobrinho desconhecido. Até que encontrou os dois, ou melhor, as duas. Jane era muito bela, para o gosto da Marquesa, e a criança era magnífica. No entanto, a mulher estava prestes a morrer. Belatriz poderia tê-la salvo, mas apressou a morte dela, mentindo e afagando-lhe a mão até que a linda e adorável Jane deu seu último suspiro.
Belatriz sentiu uma satisfação imensurável em pensar que nenhuma mulher estaria mais entre ela e Sírius, seu príncipe. Mas o que fazer com a minúscula coisinha que berrava pela falta da mãe? Bem, primeiro ela pensou em matar o bebê, mas algo dentro dela a impediu, talvez um último rasgo de humanidade. O fato é que ela preferiu entregá-la a uma lavadeira, que estava de partida para outro reino mais ao norte, mentindo a respeito da origem do bebê e lhe dando uma gratificação para não matar o bebê.
Uma pena que, depois de todo esse esforço, Sírius acabou descobrindo tudo. Culpa do imbecil do soldado que sempre queria mais que moedas de ouro. E para manter Sírius e o segredo, ela fora capaz de tudo.
A morena continuou sua história, vagando de reino em reino, casando com um e outro e matando-os repetidamente, acumulando uma enorme fortuna. Graças a seus conhecimentos de ervas, ela se manteve jovem o suficiente para enganar o Marquês Lestrange e casar com ele, adquirindo, finalmente, um título de nobreza. Ser amante do rei mais poderoso da época foi apenas um bônus, e não ter que se livrar de Lestrange através dos métodos habituais, um alívio.
Só que isso em nada adiantaria no momento, ela queria apenas livrar-se da causadora de sua decadência no poder dentro do castelo. E ela conseguiria!
— É só uma erva. Eles irão me dar uma erva não irão? Se eles não conhecerem o que ela faz eles irão! Eu tenho certeza que irão — murmurava Gina enlouquecidamente.
— Que ver uma menina bonita como você iria querer? — Belatriz indagou com uma voz adocicada.
Gina levantou-se assustada e se encostou a parede olhando para todos os lados procurando uma saída.
— Uma erva, uma erva...
— Sim que erva você quer, minha menina?
— Uma erva boazinha. É isso, uma erva boazinha que vai me fazer ser pura de novo. Isso uma erva de purificação.
Belatriz estava intrigada com a confusão mental que a moça enfrentava, era óbvio que Voldemort conseguira penetrar em suas defesas e destruir o espírito fraco dela. Portanto, insistiu:
— E onde eu posso pegar essa erva para você?
— Onde? Onde, onde.. onde? Eu não sei... não sei. Mas eu preciso dela, preciso me livrar da minha impureza, eu não trarei um demônio à vida. Não, não, não...
— Eu trarei a erva — Belatriz disse percebendo qual era a erva que Gina queria. A imbecil estava grávida! Ela realmente não poderia deixar a menina viver. — Eu trarei, mas você deve me prometer que não vai contar a ninguém.
— Ninguém, ninguém — ela concordou com os olhos febris e cheios de gratidão.
Belatriz lhe deu um aceno e fazendo sinal para que ela ficasse calada, saiu do quarto. E voltou a trancá-lo com sua chave, que Goyle boboca havia lhe conseguido para que fugisse. Mas a marquesa não iria escapar antes de obter sua vingança e a primeira parte dela começava em eliminar a rainha maluca e maltrapilha. Agora, ela só precisava de um plano e do acesso a seu laboratório.
Noutra parte do castelo, rei Voldemort se rejubilava. O jovem Edmund Bonnes acabava de se juntar a ele, dizendo que sempre quisera servi-lo, e que era uma honra para sua família que Lady Gina tivesse sido escolhida como esposa de um rei tão poderoso.
Voldemort, é claro, não se impressionou muito com as palavras do jovem rapaz, mas ele o testara e verificou que aquele soldado frangote realmente lhe seria fiel e útil. A primeira coisa que Bonnes lhe contou foi que havia sido enviado ao reino de Atalaia para pedir por sua irmã. E depois lhe trouxe notícias interessantes de como o Rei andava se comportando e de como o Padre Snape o contatara para ficar como uma ponte entre ele e o rei Voldemort.
— Padre Snape é um homem de visão, Majestade. Eu sempre quis largar aquela vida provinciana, mas minha mãe jamais me deixaria. Levar este papelucho para o fraco Rei Ronald apena foi minha via de escape — continuou o adolescente. — Diga-me qual a minha missão, meu senhor, e lhe obedecerei.
— Tem certeza que Rei Ronald confia cegamente no padre?
— Sim, Majestade. O Padre o incentiva a fazer exercícios e a ter esperanças. Realmente é um tanto patético — Edmundo disse com tom de zombaria.
— É bom para nós que ele pense assim — disse Voldemort sorrindo de forma que as cicatrizes em seu rosto o transformaram numa verdadeira máscara satânica. — O que mais você trás de notícias daquele reino esquecido?
Encorajado, o jovem Bonnes permaneceu de joelhos, exatamente como o Padre Snape lhe indicara:
— Parece que eles pretendem invadir Atalaia. É claro que é impossível — ele acrescentou quando viu uma careta de desgosto deformar ainda mais aqueles traços tão aterrorizantes. — Depois, creio que em algumas semanas eles possam tentar algo contra Penedo. Mas tenho certeza que seus soldados irão dar cabo daqueles patifes.
— Rá! Eles tentam há anos tomar meus domínios, mas os imbecis estão longe de conseguir qualquer progresso. Eu dominarei por muitos anos ainda e os apanharei.
Edmundo manteve-se sério e concordou com um aceno. Ele estava exausto depois de ter apanhado por duas horas de cinco soldados veteranos. Era aquele o teste de Voldemort. Se o indivíduo passasse pelo teste, ou melhor, sobrevivesse a ele, era porque realmente dizia a verdade.
Ele havia sido alertado de tudo isso por Padre Snape, mas a realidade era muito pior do que sua imaginação havia pintado. A dor das costelas quebradas e dos dois dentes arrancados era algo atordoante.
— Pode ir descansar meu jovem pupilo. Amanhã retomaremos esta conversa— dispensou-o rei Voldemort com um ar de desprezo.
O rapaz ergueu-se e fez uma profunda reverência, então andou de costas até a porta, por onde fora empurrado com certa violência por um dos soldados. Apenas quando estava próximo dos estábulos é que se permitiu gemer levemente. A dor começava a tomar-lhe as forças e, seguindo a cartilha de Padre Snape, Voldemort voltaria a torturá-lo no dia seguinte.
Ele estava quase desmaiando quando uma mulher belíssima saiu a seu encontro.
— Fui informada de sua vinda, meu jovem. Deuses, não deveriam ter permitido que você viesse, é apenas um menino.
— Eu sou um soldado — ele conseguiu grunhir com certa dignidade.
Ela balançou a cabeça negativamente comprimindo os lábios com desaprovação, ao mesmo tempo em que o enlaçava pela cintura e o arrastava até um pequeno quarto junto ao depósito. Lá havia um catre forrado de peles, roupas limpas e alguns remédios.
— Venha, entre. Eu irei tratar seus ferimentos e depois você deve descansar. Aqui ninguém o incomodará. E, amanhã, estará mais recuperado para o que vier.
— Que é a senhora? Um anjo? Uma santa?
Ela sorriu com compaixão enquanto o ajudava a tirar a túnica.
— Meu nome é Lady Cho Diggory. Agora poupe suas forças, porque você irá precisar.
Ele gemeu quando ela passou uma pasta verde em seus machucados. E então se lembrou de algo.
— Milady, a senhora precisa saber... Ai...
— O que? O que eu preciso saber? — Ela indagou concentrada em enfaixar bem as costelas do rapaz.
— Eles estão vindo. Uma grande força. Todos que eles puderam congregar — ele sussurrou entre um gemido e outro.
— Eu não acredito — ela murmurou e, por um minuto, apertou demais a faixa.
— Aiii — ele gemeu sugando ar com força.
— Desculpe-me — ela disse afrouxando o aperto. — Quando?
— A qualquer momento. Eles estavam por atacar Atalaia quando eu vim, parti há uma semana, pela trilha mais longa.
— Não falaremos mais nisso, rapaz. Mas fique atento, se eu disser corra, eu quero que corra, entendido?
Ele pensou em discutir, mas então lembrou que ela era a espiã mais antiga em Penedo e ela deveria saber o que estava fazendo. Ele iria lutar era óbvio, mas isso não significava que ele ficaria sem armas no meio do tumulto. Ele era mais esperto que isso. Iria pegar a irmã e fugir.
— Certo.
— Muito bem, vamos ver se você conseguirá caminhar e respirar amanhã, meu rapaz — disse Lady Cho, voltando ao que fazia.
Mas ela não conseguia esquecer: eles estavam chegando! Harry estava chegando! Aquele pensamento lhe fazia tremer a mão enquanto costurava um corte nas costas do rapazola a sua frente.
Essa Era Negra tinha de terminar, os soldados eram cada vez mais jovens. Aquele ali tinha idade para ser seu filho. Seu filho perdido na juventude de um amor grande demais e de um rei perverso.
Isso também passaria, convenceu-se ela, concentrando-se no trabalho e em Harry. Ela esperava que ele chegasse logo para libertar a Rainha e a ela.


Estavam no meio de trilhas perigosas há mais de três dias. Graças ao tempo seco do verão, eles conseguiram avançar admiravelmente e invadir a gloriosa terra de Penedo, com seus rochedos e florestas verde esmeralda. Nenhum aviso dado a Voldemort. Nada. Eles estavam completamente incógnitos.
A cavalgada era dura e cruel. No entanto, nenhum daqueles bravos soldados tinha receio. Eles eram uma força de aproximadamente mil e quinhentos homens e sabiam que enfrentariam um grupo muito maior, dois ou três mil soldados treinados como carniceiros. Isso não os intimidava, apenas aumentava o desejo de que seus feitos fossem cantados por gerações junto às fogueiras dos acampamentos e junto aos fogões durante as festas. E eles seriam cantados, para o melhor ou pior.
O Príncipe Harry seguia a frente, conhecedor daqueles caminhos tortuosos, depois de anos em que buscava informações diretamente na fonte. A seu lado, Draco Malfoy ia imponente, com um olhar sombrio e negro. Ele enfrentaria o passado cara a cara e ainda desconhecia se estava preparado para aquilo.
Pansy e Hermione seguiam um pouco mais atrás, mantendo-se em silêncio, cada uma com suas dúvidas e preocupações quanto à segurança das crianças. Elas temiam que acontecesse qualquer coisa em sua ausência. Era mais uma espécie de pressentimento.
O exército fora dividido em cinco esquadrões, um grupo de trezentos soldados seria comandado por Harry os outros mil e duzentos foram repartidos entre Fred e George Weasley, Córmaco Mclaggen e Denis Creevey.
Simas Finnigan seria o comandante do grupo de Harry assim que ele conseguisse penetrar no castelo com cem homens.
O dia chegava ao fim quando eles viram contra o céu avermelhado os contornos do monstruoso castelo de Penedo. Na manhã seguinte, tudo o que agora significava calma e silêncio, seria perturbado pelos sons do combate armado e pelos gritos dos guerreiros.
Harry e Hermione não ficavam sozinhos desde a noite em Atalaia, e as lembranças ainda fazia a virilha de Harry arder, mesmo quando estavam cavalgando numa velocidade tão imperativa.

Início do flash back - cena N/C

A raiva e o medo, e principalmente a adrenalina da batalha eram um poderoso afrodisíaco, o que tanto o príncipe como a curandeira puderam perceber depois que ele a beijou com certa fúria, contra as paredes do quarto real.
Havia uma urgência nos dois, como se eles quisessem provar um ao outro que haviam sobrevivido e que isso era o que importava.
— Tira essa porcaria de vestido, ou eu mesmo tiro — resmungou Harry enquanto arrancava os laços da túnica com violência.
— Tira o maldito colete, então — ela retrucou, ocupada em soltar os laços das calças de Harry.
Ele gemeu quando ela tocou com seus dedos frios sua barriga e foi descendo-os até seu membro. Ele não poderia agüentar muito tempo.
Pressionou-a mais uma vez contra a parede e então se afastou ligeiramente para tirar as calças, apenas tirou os calções folgados dela e a abraçou ajudando-a a elevar as pernas e circundá-lo pela cintura.
Os seios da mulher pularam para fora da camisa, onde Harry conseguira abaixar a túnica, mas ela continuava vestida.
Hermione esfregou-se contra o membro dele que já estava ereto. De alguma forma, ela precisava sentir-se viva, e nada melhor do que ter o príncipe dentro de si para sentir o sangue pulsando em seu coração que estava tão amargurado.
— Hermione, se você continuar assim eu não vou conseguir esperar — ele gemeu enquanto a mordia pelo pescoço e a prensava contra a parede com força.
— Eu não quero que espere — ela gemeu. — Eu quero você dentro de mim, agora.
Com um rugido ele a atendeu, deslizando com energia para dentro de sua passagem estreita e fazendo-a gritar.
— Mione? Eu machuquei você? — Harry perguntou tremendo, tanto pelo esforço de se conter, quanto pela preocupação.
— Não. Não, não, não. Não pare — ela ofegou cravando as unhas nas costas do guerreiro, que ainda estavam cobertas pela camisa.
Ele suspirou de alívio enquanto voltava a invadi-la de vagar. Ele iria com calma, não a machucaria por nada no mundo.
Mas Hermione não parecia estar com paciência e com vontade de deixá-lo saboreá-la com lentidão. Ela beijava-o e o mordia no pescoço e no peito, dizendo coisas excitantes que a deixariam vermelha mais tarde.
Logo eles voltaram aos movimentos frenéticos e quando Harry estava na beirada do abismo de prazer, ele ouviu-a gritar seu nome e sentiu que os espasmos do orgasmo que a atravessou lhe apertavam, sugando-o ainda mais para dentro do corpo feminino.
Isso o levou além de qualquer coisa. Foi o sentimento mais devastador que já experimentara: estar assim, a mercê de uma mulher, que o levaria ao céu e ao inferno. Sua força e sua fraqueza. E o pior, para ele, era ter a consciência de que não poderia mais afastar-se dela. Por nada, nem por ninguém.
Hermione sentiu as ondas de quentura e de choque que a atravessaram. Foi muito melhor que das primeiras vezes. Como se estar com Harry sempre fosse estar além de tudo o que fosse terreno. Porque, o que quer que fosse, aquele prazer não poderia ser comum, era algo santificado, divino. Seu corpo ficou mole contra o dele, quando, finalmente, ela deixara de tremer.
A castanha estava tão saciada que nem chegou a perceber que Harry gritara seu nome, ou que ele a segurava contra si, como se ela fosse uma parte importante de seu corpo. Ela só tornou à consciência quando ele terminou de despir-se e juntou-se a ela na cama, onde já o aguardava nua.
Ele puxou-a bem perto de si, mantendo-a um pouco sobre o peito musculoso e recoberto de cicatrizes. Harry sentia um pouco a dor no ombro machucado por ter amparado-a durante toda a avalanche que fora a relação sexual, mas a dor que ele sentira ao pensar que tinha perdido-a para sempre era muito maior. E ele queria ter certeza que ela estava bem protegida e acalentada.
— Eu acho que não posso mais viver se você — ele sussurrou.
No entanto, Hermione ressonava tranqüilamente em seus braços. Abafando a decepção, o príncipe a segurou contra si e dormiu com seu nariz enfiado nos longos cabelos castanhos, sentindo seu aroma delicioso de hortelã, mesclado com camomila.

Fim do flash back – cena N/C

Hermione revisou suas flechas mais uma vez. Sentiu a consistência do arco e do fio de disparo, revisou as lâminas das adagas e da espada. Por fim, revisou sua aljava e os potes pequenos e resistentes de pastas e elixires que ela levaria junto de si. Depois, ela revisou seu saco, onde, cuidadosamente, estava seu suprimento particular para cuidar dos feridos mais tarde.
Suspirou satisfeita.
Vira Draco e Pansy se retirarem mais cedo, com um brilho estranho no olhar. Talvez fosse o medo da batalha, talvez fosse apenas o amor que sempre cintilava ao redor dos dois mesmo quando brigavam. Porém, nos últimos dias eles sequer discutiam, sempre próximos um do outro, apenas para sentir a respiração, ou a sensação dos corpos mornos, unidos.
Hermione recordava cada dia da vida com eles e com seus afilhados, e agradecia a vida que tivera até então. Foi naquele momento que ela resolveu olhar para a cabana do príncipe. Ele estava lá, encarando-a como se ela fosse o sol e ele uma terra fértil, apenas a sua espera.
Hermione sentiu-se tremer por dentro. Ela o amava. Deuses! Ela o amava tanto, que chegava a temer o que aconteceria se ele descobrisse o tamanho do sentimento que seu coração abrigava.
Os dois não haviam ficado juntos desde a manhã da saída de Atalaia. Tanto Harry, quanto Hermione havia mantido certa distância um do outro. Talvez fosse covardia. Entretanto, o medo de se entregar totalmente a outra pessoa os impedia de dar o primeiro passo em direção a um compromisso mais sério.
Hoje, aquele mesmo medo os impelia a ficar um com o outro, quando um amanhã incerto se anunciava de forma gritante e assustadora.
Harry não falou. Ele apenas estendeu a mão para Hermione, que, olhando diretamente nos olhos verdes e expressivos do príncipe, tomou-a. E juntos, eles seguiram até a tenda do príncipe, sob os olhares incertos dos soldados.
Simas sorriu para si. A curandeira havia penetrado na armadura do príncipe. E aquilo em si representava um milagre. Ele vira várias jovens atirando-se nos braços do homem, como frutas maduras que pendiam de galhos frágeis demais. E sua Alteza as rechaçava como um homem acostumado a banquetes. Agora, a águia de Atalaia olhava aquela pequena mulher como se ela fosse a água que um homem sedento necessitava para continuar vivendo.
Era um pensamento encorajador, pensava o soldado enquanto mastigava um pedaço de pão seco. Se o príncipe frio de Atalaia havia se rendido às garras do amor depois de tantos anos de solteirice, Penedo poderia cair sob o ataque de uma força minoritária, depois de tantos anos de tirania. Sim, era um pensamento muito alentador.

Cena N/C

Dentro da tenda, os dois despiram-se com vagar. Queriam aproveitar aquela última noite para gravar na memória cada um dos traços do ser amado. Os medos que os dominavam seriam abandonados do lado de fora das peles. Ali eles seriam apenas um homem e uma mulher.
Os soldados se preparando para dormir, a troca de guardas, os sons da noite, tudo era ouvido sem muita atenção. Depois que ambos estavam nus, eles deitaram nas peles que serviriam de cama e se cobriram com a manta que Harry sempre levava consigo, lembrança de seus tempos de soldado raso.
Eles ficaram deitados abraçados um ao outro por um longo tempo.
— Harry, amanhã, quando...
— Shihh! — Ele fez calando-a com um beijo. — Apenas me prometa que não se colocará no meio de um combate, como fez em Atalaia.
A lembrança daquele momento tão terrível, em que Longbottom caíra em batalha, ainda atormentava o príncipe. E também a curandeira.
— Prometo — ela suspirou contra o dedo dele que ainda lhe acariciava a boca.
— Quando chegarmos a Atalaia com Luna, eu quero conversar com você, curandeira — Harry disse muito sério, ao tempo em que acariciava o rosto feminino com seus dedos de guerreiro.
Ela fez que sim com a cabeça e ele lhe tomou a boca com delicadeza, beijando-a repetidas vezes no rosto, deslizando os lábios por sua mandíbula e seu pescoço.
Ele acariciou os braços femininos, firmes pelos repetidos exercícios de arquearia, e desceu seus beijos pelos ombros, braços e mãos. Ele sabia que ela dependeria deles para sobreviver no dia seguinte.
Harry beijou-lhe novamente ambos os pulsos e voltou a boca para os lábios rubros da mulher que ele amava, e aprofundou o beijo até que ela suspirasse. Mas, em minuto algum, ele soltou-lhe os braços. Aquela última noite, ele lhe proporcionaria tudo o que queria, ainda que fosse apenas para manter uma lembrança, caso um dos dois caísse em combate. Ele não pensaria naquilo, naquele momento.
Hermione suspirou e gemeu baixinho entre os beijos sufocantes e, por um instante tentou se libertar:
— Deixe-me tocá-lo — ela pediu num murmúrio.
— Ainda não, meu bem.
— Por favor.
— Logo.
Ele abafou o próximo protesto com mais um beijo esmagador. Acariciava-a com o corpo, deslizando-o contra a pele macia e dourada, criando uma necessidade cada vez mais urgente em ambos. O príncipe segurou ambos os pulsos de Hermione com apenas uma de suas grandes mãos. A outra ele usou para acariciá-la nos seios até que ela o mordesse na boca, com impaciência.
Hermione sentia o peso do corpo quente acima dela, as carícias mais sutis que ele já lhe prestara a deixaram queixosa, querendo aquilo que ele lhe oferecia, mas não dava.
Ela interrompeu o beijo quando ele escorregou a mão até seu sexo e passou a acariciá-la com delicadeza, acendendo ainda mais o calor que começava a espalhar-se pelo corpo dela a partir do abdômen.
Ela gemia com mais ansiedade agora, mesmo controlando-se o máximo possível, afinal os soldados estavam do lado de fora daquela fina cobertura. Logo, seus ruídos de satisfação foram reprimidos pela boca exigente do príncipe que a tomava novamente.
Ela estava galgando os degraus do clímax quando ele introduziu um dedo dentro dela. Aquilo fora o suficiente para lançá-la até as estrelas enquanto todo o seu corpo explodia num turbilhão de sentimentos.
E ele continuava acariciando-a e beijando-a, um pouco fora de si com aquela resposta tão espontânea e doce. Deuses, ele amava ouvi-la gemer em êxtase. Amava tudo nela.
Sentindo que não se conteria muito mais, ele liberou-lhe os braços, e prontamente sentiu as mãos escorregando por suas costas numa carícia suave e ainda mais eloqüente do que seria se ela tivesse lhe enterrando os dedos e as unhas na pele.
Hermione firmou um dos pés no chão e utilizou o impulso para fazer o corpo girar e colocar-se acima do príncipe, que se rendeu com presteza.
Ela deslizou as mãos pelos braços musculosos, pelo peito largo que se agitava embaixo dela, e acariciou os pequenos mamilos até que ele soltou um gemido rouco e eles endureceram sob suas mãos. Escorregou as mãos pelas costelas e pela barriga dura, constituída de músculos firmes. Então, retirou a boca dos lábios dele e friccionou-a contra a pele macia do pescoço do príncipe, descendo até os mamilos e sugando-os até ouvi-lo gemer mais alto.
Ela resolveu fazer com ele o mesmo que ele fizera com ele. Assim, esfregou o corpo macio e elástico nele, e colocou uma perna de cada lado do corpo masculino, para impedi-lo de se mexer. Voltou a beijá-lo com certa fúria, enquanto encontrava as mãos dele com as próprias. Agora ela encostava o próprio sexo umedecido contra o dele fazendo-o tremer de necessidade e sentindo a mesma necessidade crescendo dentro dela.
Ele arqueou os quadris e separou a boca o suficiente para dizer:
— Agora, Hermione.
Ela não precisou ouvir o comando duas vezes e desceu os quadris de forma a embainhá-lo até o punho, e deixando-o gemer profundamente, antes de voltar a beijá-lo e iniciar uma movimentação lenta e vigorosa que, ela descobriu, a deixava cada vez mais próxima da conclusão, mas a atrasava o suficiente para aumentar o gozo.
Cavalgando-o ela ergueu-se e aumentou o ritmo, e sentiu que ele se enrijecia abaixo dela.
Harry não suportaria muito mais, mas queria levá-la junto. Puxou-a contra si e aprofundou o beijo, ao mesmo tempo em que se ergueu, ficando sentado com ela sentada sobre ele. Nessa posição ele conseguia comandar um pouco mais e com algumas estocadas firmes ele a deixou mole e se estirando para trás. O príncipe aproveitou para sugar um rosado mamilo, enquanto ambos se mexiam em perfeito sincronismo.
Pela primeira vez, eles atingiram o clímax ao mesmo tempo.
Com as bocas secas pela satisfação destruidora, ficaram abraçados, braços e pernas enlaçados, enquanto sugavam todo o ar que podiam pelas bocas.
Harry continuou dentro dela enquanto a puxava par deitar, sobre ele. Então, com uma das mãos os cobriu. Ele a manteve bem apertada sobre ele enquanto deslizava para o mundo de Morpheus.
Hermione ficou mais alguns momentos acordada, sentindo-o retrair-se e deixar o seu corpo e ouvindo a respiração profunda e as batidas lentas do coração do guerreiro. Aqueles sons a acalmavam e a lhe traziam segurança.
— Eu acho que o amo, alteza — ela sussurrou certa de que ele dormia e, minutos depois, a castanha adormeceu.
Harry sentiu o exato momento em que ela adormecera, amolecendo em seus braços. Ele não dormia como ela presumira. E ainda estava saboreando a certeza de que os dois ficariam juntos. Se ela o amava, ele tinha um incentivo a mais para superar o ataque. Depois que tudo estivesse acabado, ele a pegaria para si, e, com toda certeza, esqueceria das amantes.
Ele havia pensado em manter Lady Cho até então, mas aquela declaração lhe devastara as forças finais e ele decidiu que seria e que queria apenas Hermione. Com a satisfação de descobrir-se dono do coração da mulher vibrante que dormia em seus braços, Harry adormeceu sorrindo.

Final da cena N/C

Recém o céu se tingia de amarelo e laranja quando, enfim, todos os soldados atalaianos haviam se posicionado para o ataque. Seria de surpresa, e ao contrário do que ocorreu anos antes, eles não iriam oferecer rendição.
— Pan, o que quer que aconteça, você foi o milagre de minha vida — sussurrou Draco à esposa antes de montar.
— E você o milagre da minha — ela murmurou impedindo que as lágrimas que lhe queimavam os olhos escorressem. Afinal, aquele era o dia pelo qual todos haviam esperado doze anos. O dia da derrota de Penedo.
— Se algo me acontecer...
Pansy o beijou com violência.
— Nada vai acontecer. Vamos ficar juntos o tempo todo, somos uma equipe, ok? Eu protejo suas costas, você protege as minhas, e logo estaremos com a Bella.
Draco suspirou e concordou, beijando a esposa mais uma vez antes de montar. Eles haviam feito amor até adormecerem de exaustão um nos braços do outro, e amaram-se novamente ao amanhecer. Seu coração estava pesado. Seus pecados surgiam como flashes em sua mente.
No entanto, ele não se abateria. Era o momento da verdade. De toda a verdade.
Todos esperavam o primeiro raio de sol da aurora. Seria quando a corneta dos Weasley soaria, quando o ataque se iniciaria.
As respirações estavam suspensas, até que finalmente o sol surgiu no oriente lançando uma faixa amarela sobre as sombras dos casebres e das lavouras que circundavam o castelo de pedras escuras e feroz.
Ouviu-se o som de uma águia e então o rugido de quatro cornetas.
O ataque se iniciava.
O tropel de cascos destruía os gramíneos, os gritos dos soldados eram um ribombar. Eles passaram reto pela vila, sem tocar em uma única palha dos casebres. Eles não estavam lá para devastar o povo. Eles estavam lá para arrasar apenas com o castelo, e todos os seguidores do rei Voldemort.
O castelo era circular, estando num nível elevado em relação à vila. Ele era cercado por três muralhas, em três diferentes níveis. A primeira, no nível dos casebres, a segunda afastada trinta metros da primeira estava num nível acima; e a terceira, separada por cinqüenta metros da segunda, no nível do castelo. O caminho calçado por pedras até o palácio era em espiral, os portões de cada muralha desencontrados, de forma a fornecer uma proteção adicional contra intrusos.
Nada disso reduzira a vontade dos mil e quinhentos soldados em invadir e assolar aquele amontoado de pedras, como se fossem gafanhotos sobre uma plantação de trigo.
A primeira muralha fora atravessada sem problemas. Havia quinhentos e doze soldados protegendo-a, mas eles mal tentavam dar o toque de aviso e eram alvejados pelos arqueiros mais experientes, mesclados entre atalaianos e membros do Bando do Dragão.
Harry guiou seu regimento pela entrada lateral que sempre utilizava e que passaria por dentro da primeira e da segunda muralha. Ele havia entrado por ali umas vinte vezes, mas a maioria de seus encontros acontecia num apêndice do castelo, onde Voldemort mantinha as mulheres que ele não desejava, mas que não libertaria. Aquela ala em especial, ficava fora da primeira muralha e perto de um bosque que se ligava adiante com a grande floresta que cobria parte de Atalaia, e ficara fora dos planos de dominação do exército invasor.
Eles abandonaram os cavalos e penetraram nas muralhas com atenção redobrada.
Os soldados que eram encontrados eram abatidos ou simplesmente colocados fora de combate. Eles queriam resgatar a Rainha e matar Voldemort, o resto era apenas meios que justificariam o fim.

Rei Voldemort estava dormindo solto. No dia anterior ele tivera a confirmação de que o jovem Bonnes era leal e o dispensara pra que se recuperasse das feridas. Dois ou três dias e o mais novo seguidor estaria treinando com seu exército e seria mais uma arma contra aqueles senhores de terras atalaianas que ainda não reconheciam sua autoridade suprema.
Ele também havia invadido a cela de sua esposa e usado-a mais uma vez para garantir seu herdeiro. Entretanto, ela não o atraía mais, estava começando a feder e seus trapos eram repugnantes. Talvez ele devesse mandar uma criada para limpá-la um pouco. Ele veria.
Foi um choque quando ouviu os sinos de alerta da segunda muralha. Ele saltou da cama, com uma agilidade que contrariava todos os seus sessenta e cinco anos, e vestiu-se rapidamente. Abrindo as cortinas que cobriam suas janelas ele viu a fumaça que saia das torres da primeira muralha e ouviu os estrondos típicos de batalha.
— MALDIÇÃO! O BASTARDO ME ENGANOU! — Voldemort berrou enfurecido.
Depois ele cuidaria do infeliz Edmund Bonnes, primeiro ele tinha um ataque de que se defender. Saiu pela porta pesada de madeira gritando ordens para seus subordinados:
MACNAIR! ROCKWOOD! EU QUERO QUE VOCÊS DESÇAM AGORA E SUFOQUEM ESTES ORDINÁRIOS! E QUERO PRA ONTEM!
Os dois condes concordaram enquanto lançavam-se pelas escadarias e pelos corredores que ligavam o castelo diretamente à terceira muralha.
GOYLE, CRABBE E ZAMBINE! BUSQUEM A MALDITA RAINHA DE ATALAIA EU QUERO MATÁ-LA NESSE INSTANTE!
Os três correram em direção à torre leste.
Os soldados de Voldemort haviam acordado finalmente e lançavam-se como abelhas contra os soldados que invadiam cada vez seus domínios.
Voldemort seguiu diretamente para a sala do trono. Ele comandaria tudo de lá, ou então fugiria pela passagem abaixo do sólio. Seu escudeiro terminava de prender-lhe a armadura, quando ele viu uma figura escondendo-se assustada. Era sua esposa!
Gina havia esperado todo o dia e todo o dia seguinte até que a mulher que lhe prometera a erva abortiva voltasse. Para sua satisfação, ela não só lhe trouxera a erva, mas também a poção pronta. Com avidez, a ruiva bebeu todo o cálice e escorou-se num canto esperando que ela fizesse efeito. Para seu completo desgosto, o monstro que dizia ser seu marido a usara mais uma vez, deixando-a machucada e enroscada num canto, esperando a morte de seu filho não nascido.
Ao contrário do que a jovem rainha pensava, a poção que Belatriz lhe dera não era abortiva, e sim um veneno que provocava alucinações terríveis e por fim uma morte dolorosa.
— O que está acontecendo? — A jovem rainha gemeu ao observar que soldados invadiam seu quarto. — Saiam daqui! Saiam!
Ela começou a gritar quando os sentiu puxando suas roupas e tentando usá-la como o marido a usava.
Gina acabou correndo para fora do quarto, cuja porta havia sido convenientemente deixada aberta pela Marquesa Lestrange Na noite anterior ela ficou esperando, ansiosa, num canto obscuro, até ver rei Voldemort sair do quarto com uma aparência enfadada. Belatriz sorrira ante isso e voltou, muito lépida, para seu cárcere. Voldemort estava perdido.
A ruiva, envenenada, não conseguia fugir dos risos os perseguidores que lhe gritavam coisas obscenas. Ela tinha que fugir. Então corria e corria, gritando e implorando para que a deixassem em paz.
Com o ataque, ninguém prestava muita atenção na mulher que gritava e corria desorientada pelo castelo. Os gritos dos oficiais eram muito mais importantes.
Gina estava tão atormentada com suas alucinações que não viu seu irmão mais novo gritando por ela e tentando segurá-la. Ela deu um golpe no já maltratado rapaz, que caiu contra uma parede e ficou lá tentando respirar enquanto observava a irmã sumindo entre a multidão de soldados que surgiam nos corredores.
Agora ela estava ali, escondida atrás de uma armadura, na sala de seu maior demônio. Ela não chegou a vê-lo, escondia-se dos soldados imaginários.
Voldemort estava intrigado e queria saber como a jovem conseguira escapar. Estava quase a alcançando, mas foi impedido pela chegada dos três soldados que mandara buscar a rainha chorona. Eles estavam de mãos vazias!
— Majestade, a prisioneira...
— Fugiu! — O rei rugiu completando a frase. — Como? Como ela conseguiu fugir depois de tantos anos? Alguém deve ter ajudado, mas quem?
Os três temeram por suas vidas ante a fúria gelada do rei. Ele queria um culpado, e poderia muito bem culpar qualquer um deles. O único que tinha verdadeira culpa era o jovem Goyle. Ele dera a sua ama e senhora o molho de chaves mestras do castelo. E ele sabia que apenas ela poderia ter soltado as outras duas prisioneiras sem deixar qualquer rastro.
— Encontrem-na e tragam-na para mim — o rei ordenou no tom mais furioso que conseguiu. — Eu a verei implorar pela morte.
Eles ficaram indecisos sem entender quem era para encontrar: a Rainha ou a pessoa que a ajudara.
— O QUE ESTÃO ESPERANDO?! VÃO LOGO SEUS INÚTEIS! VÃO! VÃO!
Eles saíram correndo e se perderam no mar de pessoas que transitava por lá.
Quando o Rei olhara para onde sua esposinha estava escondida, descobriu que ela escapara por entre seus dedos. Irritado ele deixou seu posto seguro, que era a sala do trono, e passou a transitar entre seus súditos procurando a sua reprodutora.

Ah, eu creio que vocês querem saber o que houve com a Rainha Luna e Lady Minerva, não é mesmo? Para isso temos que voltar para aquele momento que precede a aurora, quando a noite se faz mais escura, e quando as coisas realmente acontecem.
Pois bem, foi nesse momento que Luna e Minerva foram acordadas com o abrir de sua porta.
Elas piscaram surpresas ao perceber que uma figura feminina se recortava contra a iluminação que vinha de fora.
— Majestade, Lady Minerva, vamos, temos pouco tempo.
— Lady Cho? — A Rainha indagou.
— Sim, vamos logo. O ataque será hoje eu tenho que tirá-las daqui. Agora!
A urgência na voz tão tranqüila de Lady Cho fez a velha Lady Minerva saltar da cama com uma energia incomum. A Rainha Luna deixou para lá a observação que iria fazer e acompanhou a ama, seguindo Lady Cho pelas escadarias sombrias e estreitas.
Por um momento, a Rainha pensou ter ouvido um risinho debochado. Ela olhou ansiosamente a sua volta, no entanto não conseguia ver nada. Então esqueceu o detalhe e voltou a seguir a velha ama e a espiã de Atalaia.
As três mulheres esgueiraram-se por diversas passagens escuras até que, finalmente, alcançaram a ala renegada, que estava em contato direto com um pequeno bosque. Elas deveriam ficar ali, e, se as coisas saíssem do controle, deveriam seguir pela mata até encontrar os homens de Dom Sírius.
Tudo isso constava num rápido bilhete que a Lady recebera durante a noite, através de uma águia treinada. Harry estava lá e isso era o suficiente para deixá-la insone. Por um momento, Cho pensou que não seria capaz de retirar a Rainha da cela na torre, entretanto, com o estímulo correto ela conseguira uma cópia com o carcereiro real. É claro que tivera de tomar um longo banho de imersão depois, mas isso não interessava, não naquele momento em que ela estava a um passo da liberdade.
Depois que entraram, Lady Cho as escondeu em um nicho atrás de um roupeiro grande e pesado. Elas deveriam ficar ali, enquanto Lady Cho ficaria no quarto como na maioria dos dias.
Lady Cho caminhava de um lado para o outro quando viu o dia amanhecendo e quando ouviu as cornetas. Deus! E se algum dos soldados do príncipe o desobedecesse e invadisse aquela ala onde apenas mulheres desamparadas se encontravam? E se tudo desse errado?
Ela abriu as portas do roupeiro e falou para as mulheres:
— Está começando, Majestade.
— Fique calma, minha querida, Deus está conosco — a Rainha Luna a consolou. — Esperamos muito tempo, e este é o momento certo, eu sei, sinto isso em meu coração.
— Eu queria confiar como a senhora, Majestade — Lady Cho murmurou. —Tenho que fechar novamente e voltar para a cama. Por favor, o que quer que ouçam, não saiam daqui enquanto eu não as chamar.
— Eu nem conseguiria — Lady Minerva resmungou.
As duas prisioneiras estavam sentadas encolhidas contra as paredes de pedra. Ali elas oravam, pedindo uma vitória quase impossível e requerendo paciência para seus corações atormentados.
Elas ouviram Lady Cho deitar-se na cama, pelo rangido que a cama fizera, e então apenas sons longínquos dos cavalos marchando.
— Majestade, vamos conseguir — afirmou Lady Minerva, como se quisesse confortar a si mesma.
— É claro que sim, minha querida — a Rainha confirmou abraçando a velha senhora. — É claro que sim.
Na torre, nesse meio tempo, Belatriz achara muito interessante saber que a Rainha escapara. Ainda que ela detestasse aquela loira aguada de palavras sempre gentis, ela ficava feliz apenas em saber que Voldemort se roeria de raiva. Porque se realmente eles estavam sob um ataque, o rei mandaria buscar a prisioneira.
A marquesa não teve que esperar muito. Esperta demais para sair da cela antes do tempo, ela viu que três jagunços do rei de Penedo apareciam lá para buscar a Rainha e depois de verificar que a cela estava vazia eles foram ver se a antiga amante do rei também tinha escapado.
Usando toda a sua perícia como atriz ela gritou e berrou para que eles a deixassem sair. Eles foram embora assustados, mas satisfeitos de saber que ela ainda estava ali. Pelo menos dois deles satisfeitos, o terceiro estava apavorado que sua senhora não escapasse a tempo. No entanto, Lady Lestrange tinha tudo cronometrado.
Esperou dez minutos e então saiu calmamente de sua prisão, com um sorriso maléfico em seu rosto e com o destino de Voldemort em suas mãos. Ele se arrependeria de tê-la traído, e ela se vingaria, nem que fosse a última coisa que fizesse.
Ela esperaria o momento certo, e então atacaria. Ah, o doce prazer do sucesso!

Os Weasley encontraram-se num entrevero. Muitos dos soldados de Voldemort não tinham tido tempo de colocar as armaduras, assim, a carnificina era muito maior. Pernas e braços extirpados era o mais comum.
Quando os quatro irmãos sobreviventes encontraram-se ergueram seus machados num gesto mútuo de conhecimento enquanto gritaram:
SOMOS FORTES! SOMOS PODEROSOS! SOMOS O MACHADO DO CARRASCO! SOMOS WEASLEY!
Em seguida voltaram a luta.
— LEMBREM DOS DEDOS! — Guilherme gritou arrancando a cabeça de um inimigo com o seu machado. — PAPAI ESTÁ ESPERANDO POR ELES!
— É o que eu digo, George. Estamos casados, pelos deuses! Será que o Guilherme não vai parar de mandar em nós nunca? — Fred indagou enquanto lutava contra dois inimigos que lhe atacavam com mais força do que habilidade.
— Papai manda-o fazer isso, porque é mais velho e tal — retrucou George depois de enfiar a espada na barriga de um atacante afobado.
Fred deu os ombros enquanto derrubava outro atacante. Ele não estava com muita vontade de matar, mas alguns pediam por isso. Quando o oponente se deixava cair e desistia do combate ele o deixava viver.
— Eu não sei como Voldemort pode ficar tantos anos no poder com um exército tão meia tigela — resmungou Percival, próximo dos gêmeos.
— Ele tinha a Rainha como refém, Percy — disse George enquanto terminava de cortar mais um dedo e colocar num saquinho. — Eu sempre disse que estes molengas não valiam a farinha que comiam. Ai, a Katie não vai fazer um colar com os dedos, ela vai achar nojento.
— E você acha que Angel iria fazer? — Fred indagou com a sobrancelha arqueada enquanto defendia-se de um ataque triplo. — Vou ter que costurar eu mesmo. Ai, como será que está meu docinho?
— Fred, você é patético — resmungou Percy desviando-se de um golpe e desferindo outro com o machado e decepando metade do braço do soldado que caiu gritando. — Fica quieto infeliz, não vê que estou falando com meus irmãos?! Ai, estes soldados são uns maricas, pelos deuses.
Guilherme não comentou nada, mas concordou com a cabeça, guardando mais um dedo.
Os Weasley possuíam uma sala de troféus, onde milhares de dedos de inimigos estavam mumificados e eram apresentados como colares. Aquela era a amostra de que eram uma família de guerreiros temíveis, e poucos se atreveriam a atacá-los. Mesmo Voldemort não ousou invadir os domínios do barão.
Os soldados de Voldemort começaram a temer aqueles irmãos, sedentos de sangue e vingança. Pelo jeito nem mesmo eles foram capazes de esquecer que o quinto dos irmãos havia sido morto pelas costas. Hoje, eles pagariam por aquele erro.
Rabastan Lestrange, irmão mais jovem do Marquês que morrera na invasão a Atalaia resolveu que entregar-se ao exército invasor seria uma ofensa grande demais à memória de Rodolfo.
Mas ele queria enfrentar-se com o príncipe. Depois de uma rápida busca entre os soldados invasores que derrubavam hordas e hordas de guerreiros de Penedo, não parando diante de nada, ele não encontrou o objeto de sua vingança.
Ele retirou-se, e chamou o Conde Macnair para ir junto com ele.
— Conde, acho que temos alguém nos enganando.
— Como? — Ele indagou erguendo a pele onde deveriam estar suas sobrancelhas.
— O Príncipe não está aqui! E ele viria pessoalmente buscar a Rainha. Eu quero que venha comigo até o interior das muralhas, eles devem estar vindo por dentro.
— Pelo amor de Deus, Lestrange, como ele conheceria as passagens?
— Acredite em mim, Macnair. Ele está lá, eu sinto em meus ossos.
O conde suspirou e encarou a batalha abaixo dele por um segundo. Pode ser que o lorde estivesse certo afinal, pois tudo o que parecia representar uma segurança ao castelo estava despencando em favor dos invasores. Os arqueiros deles eram mais precisos, os guerreiros mais sanguinários.
— Está bem, Lestrange. Mas se Sua Majestade perguntar por que eu abandonei meu posto junto às ameias eu o culparei, sem duvidar um segundo.
— Ele agradecerá, Conde, confie em mim.
Os dois desceram rapidamente as escadas que os levariam até a entrada das passagens. Rockwood os encarou duvidoso, mas seguiu suas ordens e continuou instigando os soldados a atacar.
Ele mesmo havia escrito e enviado o pedido de auxilio ao castelo do súdito mais próximo, o Duque de Nott. Ele só esperava que aqueles soldados que estavam presos entre as muralhas, ainda que avançando perigosamente até a entrada da terceira muralha, fossem toda a força Atalaiana, porque então seria fácil de esmagá-los quando Nott chegasse.
A manhã ficava clara. O sol aquecia as peles e fazia os soldados suar. Era o verão que imperava em toda a sua força e violência. Os soldados de Atalaia estavam acostumados ao calor e às dificuldades, além disso, possuíam um incentivo maior que era a conquista de sua liberdade. Os arqueiros continuavam a disparar contra as muralhas, fazendo com que suas curvas flechas atingissem qualquer um que estivesse lá, disposto a disparar outras setas mortais, ou a derramar óleo fervente.
Logo, Macnair e Lestrange desapareciam sob as toneladas de pedra, em busca dos invasores invisíveis.
Eles seguiram apenas alguns metros até o ponto onde o túnel levava a uma entrada maior aos calabouços do castelo. E encontraram o que queriam.
Draco e Harry haviam acabado com os dois guardas que vigiavam aquela entrada e estavam prestes a entrar nos calabouços e por eles invadir o castelo, quando ouviram uma voz dizer:
— Não é que eu tinha razão, Macnair, temos ratos roendo as portas a fim de entrar em nossa moradia.
— Sim, Lorde Lestrange, pelo jeito é nosso dia de sorte, hum? Pegos na ratoeira.
Macnair e Lestrange viram apenas Draco e Harry e não haviam visto Pansy, ou Hermione, sequer os outros cem soldados que aguardavam um sinal para avançar contra os dois.
— Ora, ora, ora. A Serpente se encontra entre nós — comentou Macnair depois de reconhecer Draco Malfoy. — Eu pensei que você tinha virado um padre ou qualquer coisa do estilo. Sabe, eu sempre achei que era muito burro para ser um soldado tão elogiado em Atalaia. Quando eu forjei aquela ordem e o fiz matar aquela família no meio da noite, me senti tão superior. Ah, e a propósito, obrigado, Fez-me um imenso favor, a vagabunda maior era minha amante e queria que eu assumisse a paternidade daquela pirralha. Imagine? Quando você acabou com todos me poupou um grande trabalho.
Draco Malfoy rugiu e lançou-se a frente com violência.
— Draco, contenha-se, ele quer apenas provocá-lo. Não o deixe vencer — disse Harry segurando-o pelo braço. — Eu tenho um plano.
Draco conseguiu sufocar a ira um segundo, que foi mais do que suficiente para que Harry fizesse um sinal à Hermione. Ela sorriu e apontou uma flecha mais pesada contra uma viga rachada que estava logo acima dos dois chefes militares.
— Agora — o príncipe ordenou e Hermione disparou a flecha, que fez com que a viga terminasse de partir-se e iniciando um desmoronamento no túnel.
Harry e seus seguidores correram para dentro do calabouço, enquanto Macnair e Lestrange tiveram de voltar pelo caminho anterior. Eles correram pelo túnel, e por dentro da muralha.
— Mas que grande inferno! — Macnair exclamou. — Temos que entrar no castelo, o rei corre grave perigo. Sempre pensei que o Serpente havia morrido anos atrás!
— Temos que impedi-los — Lestrange concordou, lembrando-se do príncipe, e de sua vontade de cortá-lo em dois.
Os dois correram, chamando reforços. Mas por mais rápidos que fossem, não chegaram a tempo de impedir que Harry e sua legião invadissem o castelo, acabando com todos os soldados que encontravam perdidos pelos calabouços.
Quando os dois comandantes de Voldemort entraram no salão de refeições, encontraram-no abarrotado de soldados inimigos.
Era o momento da verdade para Draco. Ele relembrou a noite maldita de sua vida de soldado, a única coisa que gostaria realmente de mudar em toda a sua existência.

Início do flash back

Draco havia recém voltado de uma missão incursiva dentro dos limites de Penedo quando recebera uma nota assinada pelo Príncipe Harry, seu grande amigo, lhe dizendo que havia descoberto uma casa onde haviam apenas soldados de Voldemort.
A ordem era clara, deveria eliminar todos os que estivessem na casa. Uma ação rápida e limpa, digna do Serpente.
Draco Malfoy recebera este apelido porque era capaz de se movimentar silenciosamente e matar com rapidez. Tal como uma serpente.
Naquela noite, pouco antes do amanhecer ele invadiu a casa. Ele estranhou que houvesse tantos quartos, mas não se deteve. Foi de quarto em quarto matando todos com um golpe rápido na garganta.
Já havia concluído sua tarefa quando o sol surgira iluminando os corpos que ele abatera.
Para seu completo horror, havia um casal de idosos no primeiro quarto. Ele não podia acreditar e foi para o próximo, onde ele observou um ensangüentado casal de meia idade. Cada vez mais apavorado ele invadiu o outro quarto, onde três adolescentes estavam caídos sobre seu sangue.
Porém o pior de tudo, o quarto que afetaria seus pesadelos para sempre, era o próximo, onde uma jovem mulher estava abraçada ao corpo de um bebê recém nascido. Draco não chegara a assassinar o bebê, mas como a mãe estava deitada junto dele, quando ela morreu, seu corpo sufocou a criança.
Enojado consigo mesmo, Draco vomitou sem conseguir acreditar no que suas mãos e sua habilidade haviam feito.
Enlouquecido de pesar ele enterrou os corpos e depois queimou a casa. Em seguida, partiu ao encontro do castelo de Aires para tomar satisfações de seu suposto amigo. Ele nunca pensara que Harry seria capaz de matar uma família.
Ao chegar lá, descobriu que o príncipe sequer sabia de seu regresso de Penedo. Haviam lhe armado uma armadilha e ele caíra.
Vagando entre a embriaguez e a consciência, Draco permaneceu dias e dias num estado letárgico. Mesmo quando seu amigo anunciara que voltaria para o castelo de Atalaia pelo nascimento de seu sobrinho, Draco se manteve afastado, no limite de suas forças.
Foi quando ele resolvera fazer uma peregrinação à terra santa, numa tentativa de purgar seus pecados mais perversos e encontrar a paz. Foi quando ele recebeu o pedido urgente de Harry em escoltar o príncipe e seu guardião. Foi quando ele encontrou a mulher da vida dele.

Fim do flash back

Tudo isso passou pela mente do loiro enquanto encarava seu passado. Se ele sobrevivesse ele contaria a história completa para Pansy. Porém, naquele momento, ele apenas pensava em matar, lenta e dolorosamente, o causador de todo o seu sofrimento. Se de fato, Macnair havia lhe enviado o bilhete falso, ele iria pagar muito caro.
— E então Macnair, nos encontramos novamente — Draco começou com a voz controlada. Pansy manteve-se um passo atrás dele, pronta para defendê-lo se fosse necessário. — Eu sempre quis saber quem foi o responsável pela armadilha. Eu sempre quis ver como ele reagiria se estivesse espetado do outro lado de minha espada.
— É mesmo? Pois eu sempre quis acabar com o traidor de Penedo — ele retrucou.
Draco sorriu, mas seus olhos cinza mantiveram-se gelados.
— Harry, eu tenho umas coisas para fazer aqui, porque você não leva Hermione e os soldados para passear pelo castelo? Minha esposa ficará comigo é claro.
— É claro — concordou o príncipe fazendo um sinal para que os demais se espalhassem e dominassem a fortaleza.
Lestrange observava tudo abismado. Afinal, pensara que o príncipe era um homem poderoso e tirano, tal como Rei Voldemort. Entretanto, ele recebera uma ordem de um subordinado e a acatava com calma e tranqüilidade.
— Antes de partir, príncipe, terá que me enfrentar — o mais jovem Lestrange disse por fim.
Harry arqueou uma sobrancelha e disse à curandeira:
— Hermione isso não vai demorar muito, por que você não segue com os soldados até a sala do trono?
— É claro, Alteza. Homens, vamos. Temos um rei para caçar.
A curandeira deixara seus medos no dia anterior. Hoje eles conquistariam Penedo. E resgatariam sua amada amiga. Ela sentia isso nos ossos.
Ela e os soldados saíram serenamente do salão, e enfrentaram os quinze soldados que os dois lordes haviam conseguido arrebatar da batalha e levar consigo. Os atalaianos sequer suaram.
Harry esperou que Lestrange atacasse. Ele não precisou esperar muito. Rabastan o atacava com fúria e violência, mas deixava muito a desejar na competência. Depois de dois minutos, o príncipe já estava entediado.
— Por que mesmo estamos lutando, Lestrange?
— Você matou meu irmão, seu patife ordinário — grunhiu o outro que começava a perder as forças.
Harry levou alguns segundos para lembrar-se do Marquês que lhe agradecera pela morte honrada. Uma pena que o irmão menor fosse tão menos capaz, tanto na honra, quanto na habilidade.
Enquanto isso, Draco e Macnair cruzavam ferros uma, duas, três vezes. Macnair possuía toda a aptidão que Lestrange não tinha. Eles se afastaram e o Conde jogou a cabeça de um lado para o outro, a fim de espantar a tensão do pescoço.
— Você melhorou traidor.
— Você também — Draco concordou com meio sorriso enquanto girava a espada. Ele acabara de descobrir o ponto fraco do Conde.
—Uma pena que irá morrer — ele falou enquanto avançava em mais um ataque letal.
Mas ele calculara mal a distância e Draco jogou-se para o lado, caindo no chão de joelhos e girando o corpo para enfiar a espada na região pélvica do conde, entre as conexões da armadura. A força do golpe fora tão intensa que a espada atravessou o corpo de Macnair.
O homem caiu numa poça de sangue, e disse antes de falecer:
— Pelo menos eu tive uma morte honrada, diferente daqueles que você matou como uma cobra.
Draco sentiu uma agulhada no coração. Mesmo assim, não se permitiu sofrer e se entregar a loucura do pesar. Ele matara porque fora enganado por aquele cretino. Agora as mortes daqueles inocentes estavam vingadas. Enquanto retirava a espada do corpo, ele percebeu que Harry acabava de desacordar Rabastan e deixá-lo fora de combate com um grande ferimento nas costelas.
Pansy havia ficado apenas observando. Pela primeira vez em doze anos ela descobria outras faces do marido. Que outros segredos ele guardaria? O que mais esconderia aquelas palavras de Macnair para que Draco ficasse pálido ante a lembrança? Ela jurou-se exigir até a última informação, assim que eles voltassem para junto da filha.
— Acho melhor irmos. Hermione tem a tendência de se meter em confusões quando está só — a morena falou para os dois.
— Sim — concordou Harry apressadamente. — Vamos, eu mesmo quero cravar minha espada no coração negro de Voldemort.
Eles deixaram os corpos para trás, alguns vivos, outros nem tanto. Mas cientes de que a maior parte da batalha ainda estava por vir. Na sala do trono ou onde quer que Voldemort se encontrasse.
Antes de avançarem no corredor, Pansy puxou Draco para o lado e sussurrou:
— Quando tudo isso terminar, teremos uma conversa muito séria, Senhor Malfoy. E isso não é um pedido.
Ela saiu apressadamente pelo corredor deixando o loiro com um gosto amargo na boca. Ele sabia muito bem de onde sua filha herdara aquele timbre autoritário, e, de certa forma, ele não gostaria que o combate terminasse tão cedo.
Apressados, logo chegaram à porta da sala do trono. E, estarrecidos, viram a comoção que se instaurava naquele cômodo, e seus corações gelaram por um instante.
Uma jovem estava caída numa poça de sangue.



N/A Carla Ligia: Amorecos, nossa fic está a um passo do fim. Não chorem, eu estou feliz... Batalhas e Honras me surpreendeu terrivelmente com a aceitação e todos vocês, e foi maravilhosa em cada capítulo. Agora eu quero coisas novas.. hihihihihihihihihi. E lhes darei uma fic nova também... Sim, Carla Ligia vai encher o saco de vocês por mais um tempo..¬¬... kkkkkkkkkkkkkkkkkkkk. Mas não conto nada, vai ser tudo novidade...*-*... Passado este momento solene vamos ao comentário do capítulo. E aí??^^?? O que acharam... Ahhh, eu tenho certeza que tinham pensado que eu havia esquecido as N/Cs hum??~^?? É, para compensar o fato de que capítulo passado eu não coloquei N/C alguma, coloquei duas nesse..*-* .. Até ando me estranhando.oO Estou boazinha demais nesses últimos momentos de fic. To revelando tudo...*coitado do Draco, ele tava realmente mal quando foi chamado a ajudar a Hermione e o príncipe bebê..u.u...* E ainda coloco a Hermione se declarando para o Príncipe Harry safadão... Viram só??? Ele queria ficar com a Mione e com a Cho..¬¬... Mas já podei as asinhas dele... galã de rodoviária.. Aff.. hasuhasuhasuhasuhsuhuashushuhs. Até agora a batalha foi calma, e como eu havia prometido a meia centena de pessoas *euuu, exageradaaaa??? Maginaaaaaa, kkkkkkkkkkkkkkkkk*, parei de matar os mocinhos...u.u... Eu queria só uma mortezinha e a Jan diz : NÃO; a Jessy diz: NEM PENSAR, e o resto diz: EU VOU TE MATAR SE TU NÃO PARAR DE MATAR... Gente mais sem graça...¬¬... Então... Nada de mortinhas para os bonzinhos...¬¬... Maaaaas, por outro lado, me diverti bastante matando o Macnair *eu detesto ele.. ele sempre queria matar o Bicuço... e o Bicuço é um dos meus personagens favoritos*. Eu me diverti matando muita gente no final da fic, o que vocês verão só na próxima postagem. Má? Euzinha? Bem capaz, eu sou um poço de bondade, hasuhasuhaushushushush. E quem matará quem? Gente eu tenho certeza de que serão surpresas maravilhosamente surpreendentes... kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk. Ah, segredo draconiano um revelado, o motivo da vergonha dele. Temos o segredo número dois. Esse sim vai render comentários... hasuhsuhsuhsuhasuh. Então não esqueçam: comentem e votem porque nosso tempo está acabando. Eu espero todos vocês no capítulo final. Beijocas estreladas para meus comentaristas fabulosos que jamais me abandonam que serão sempre meus queridos do coração. Beijinhos aos meus mudinhos safados que sempre me deixam na mão. (*to rimando hoje*). E até loguinho.
PS: não esqueçam que a fic tem epílogo.

PS2: DESCULPEM A DEMORA!!!!!! Foram casos de força maior e de tristeza imensa...u.u... Forças ocultas conspiram contra BeH!! Mas venceremos... e postaremos os capítulos com ou sem demora!!!!!

Nick: É ele morreu... Eu relutei muito antes de matá-lo. Na verdade eu ia matar ele faz um tempinho já, kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk. Obrigada, tentei escrever uma batalha melhorzinha...*-*.. Dizem que nós melhoramos com a prática, espero que estes dois últimos capítulos sejam assim. Ai, quase desisti de matar o pobre Neville, mas a morte dele estava destinada a acontecer desde que eu criei o personagem... kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk. O Harry é um machão sim...*-*.. suspiros.. Ele tem que aprender a controlar a ira.. kkkkkkkkkkkkkkkkkkkk. Espero que este capítulo, ainda que demorado, tenha valido a pena. Beijocas estreladas flor.

Nuna: Quase lá.. ahsuhasuhaushaushuash. Mas já deu para perceber que eu vou matar a ruiva com estilo, não é???*-*??? Que bom que gostaste, este capítulo tem dezenove páginas...O_O.. O último tem ainda mais... kkkkkkkkkkkkkk. Beijocas estreladas.

Hermione:Eu parei.. Oh, como sou maligna... Em compensação coloquei duas N/Cs para vocês nesse capítulo...=D.. Sou ou não sou boazinha... kkkkkkkkkkkkkkk. E ta acabando sim..u.u... Mas é bom acabar... Existirão novas fics, tudo muda nessa vida. Eu fico tão feliz quando dizes que ama a fic e que gostaria que ela continuasse..* autora emocionada enxuga uma lágrima*.. Mas ela não vai acabar. O Voldinho vai morrer de morte matada sem herdeiros, este é o castigo dele. Eu vou fazer um epílogo lindo com um passar de anos. Não tem jeito mesmoooooooooo mesmooooooo, kkkkkkkkkkkkkkkkk. Eu não ia escrever outra fic. Na verdade esta fic surgiu de uma brincadeira... Calma, não me mata ainda, hihihihihi, decidi escrever outra fic. Totalmente diferente de BeH, mas espero-te lá, cheia de anseios de que a fic realmente seja tão boa quanto essa..*vocês já me convenceram que BeH é boa...* Eu fiquei triste em matar o Neville. Foi duro, mas foi uma morte bonita em minha opinião... Ah, mas a morte do Voldinho tem algo de poético..*suspira emocionada*... Estou matando a ruiva, tenha calma, que valerá a pena.. kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk. E não digo quem mata.. espere o próximo capítulo e descobrirás. E não ficará louca apenas com isso. Tomara que tenhas curtido tudo. Beijocas estreladas querida, nos vemos no próximo capítulo que terá, com certeza: a morte da Gina e a morte do Voldinho.

Paula: haushasuhaushaushaush. Isso mesmo, segue meu conselho.. kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk. Eu não sou má... Mas fico muito feliz que tenhas amado o capítulo... kkkkkkkkkkkkkkkkkk. Eu adoro parar nas melhores partes..*-*.. Tão emocionante...*-*... E não vais me processar coisa nenhuma, afinal queres saber o final da fic não é? Eu matei o Nevi, coitado...u.ú... Mas realmente a Creusa seria um problema gravíssimo... kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk.E não me perturbe..¬¬.. Pára com esta história, coitado do guri. A ruiva vai morrer, e podes ser ruim o quanto quiseres... kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk. Beijocas estrelas flor.

Teresa:SAUDADES TUAAASSSS..*momento autora emocionada*... Ainda bem que não és mudinha.. ufa... kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk. Eu fui má com vocês no final do capítulo XII eu sei, mas agora eu fui tãããoooo boa... ahsuhasuhasuhasu. Obrigada pelos elogios, são sempre bem vindos e sempre me deixam vermelha. Que bom que vistes o sangue *momento autora má*.. Eu fiquei com um pouquinho de pena do Neville, mas não o suficiente para não matá-lo, kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk. É a Hermione não é apenas uma curandeira lutadora, ela é uma mulher cheia de amor, coitada ela sofre, kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk. Obrigada novamente pelos elogios, hihihihi, eles me fazem muito feliz, e não fica triste não... Beijocas estreladas amada, e até a atualização.

Tuty: Sim capítulo novo..*-*.... Desta vez eu demorei né?? Mas além da minha amiga ter tido problemas pessoais, eu ando em um mês conturbado também... Eu fico feliz que compartilhemos os mesmos gostos... SANGUE.. MORTE... kkkkkkkkkkkkkkkkk. Eu me emociono ao pensar que minhas leitoras sentem a mesma adrenalina dos meus personagens, isso me faz sentir capaz. E podes gritar o quanto quiseres.. hasuhaushaushuashuashuashuas. Que pena.. meu níver foi meio das trevas este ano também..u.u... hasuhasuhaushuashuash. Mas pelo menos tu estavas no meio do burburinho, eu fiquei sozinha...u.u... kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk. Atualizei agora... e não falo nada quanto às mortes hasuhasuhasuhasuhaushas. Gininha vai morrer, não te preocupes.. Beijocas estreladas.

Mione03: Capaz flor, eu também demorei em postar desta vez.. ahsuhasuahsuah. Tu achas que ela falhou em mostrar quem é que manda???^^??? Eu acho que o príncipe rastejaria em brasas por ela... ahsuahsuashuashaush. O Rei e o Padre são ótimos mesmo. Eles tinham que mostrar a que vieram não é verdade?kkkkkkkkkkkk. Sim o Harry é doido pela Hermione... Eu adorei escrever o dito discurso...*-*.. Na verdade eu adorei escrever a morte dele também... É a Rainha vai aparecer... no último capítulo é claro... hasuahsuhasuashuashuash. O reencontro vai ser demais...*-*.. Acho que a Hermione vai reagir bem mesmo não vendo os afilhados todos os dias... ahsuhasuahsuahs, não falo mais nada... E o Dom Sírius não é mal... kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk. Ele tem um humor meio sombrio, só isso...*-*... Muito obrigada e beijocas estreladas.

Nanda: Flor, perdão pela demora.. estou super feliz que estejas amando os capítulos..*-*.. To postando ahsuhasuhasuhasuh, afinal antes tarde do que nunca, não é verdade???*-*??? Beijocas estreladas.

Binks: Estava realmente com saudades tuas.. muitos séculos mesmo.. ahsuahsuashuash. É claro que eu perdôo a falta de comentários, eu mesma não tenho ido com regularidade ao site da FeB.. Ando ocupadíssima...*suspiros*.. Que bom que gostaste dos capítulos e do Harry poderoso hasuhasuhasuhasuhauh. Ele a ama, só é meio toscão para demonstrar hasuhasuhasuhasuahsuashaush. Eu fico tão feliz em perceber que vocês gostam das minhas cenas de batalhas. E claro que terias condições de escrever uma fic nessa época... =).. Mas eu to toda emocionada pelo elogio, é bom saber que eu levo jeito pra coisa... ahsuahsuashuash. Bah... Quem matou o Voldinho? Não posso contar quem foi! Ahsuahsuashuashuashuash. Mas vai ser uma surpresa tri boa... ashuashuashusah. E as mulheres de BeH são muito fortes sim... e decididas... É.. a fic está no fim u.u, mas isso é bom o final feliz se aproxima não é verdade??=D?? Beijocas estreladas minha querida desaparecida e aproveite o penúltimo capítulo...

Doninha: Flor, eu sou conhecida pela minha maldade...*faz uma carinha sapeca*.. É só por isso que eu termino meus capítulos na Hora H ahsuhasuahsuahsuashuash. Desculpe a demora na atualização. Espero que curtas o capítulo, com duas Horas H’s hasuhasuhasuhaushasuh. Beijocas estreladas. PS: só por curiosidade, és portuguesa?


Primeiro Capítulo :: Próximo Capítulo :: Capítulo Anterior :: Último Capítulo

Menu da Fic

Adicionar Fic aos Favoritos :: Adicionar Autor aos Favoritos

 

_____________________________________________


Comentários: 0

Nenhum comentário para este capítulo!

_____________________________________________

______________________________


Potterish.com / FeB V.4.1 (Ano 22) - Copyright 2002-2026
Contato: clique aqui

Moderadores:



Created by: Júlio e Marcelo

Layout: Carmem Cardoso

Creative Commons Licence
Potterish Content by Marcelo Neves / Potterish.com is licensed under a Creative Commons
Attribution-NonCommercial-ShareAlike 3.0 Unported License.
Based on a work at potterish.com.