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27. Um acidente e um encontro imin


Fic: A decisão de Hermione Granger


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Gente, eu postei hoje o 25,26 e 27.... pois o 25 era na verdade o 26... eu pulei um capítulo todo, então sugiro que leiam o 25 primeiro, pq se não vocês ficarão perdidas..... desculpem mesmo, eu nem reparei....e obrigada pelos comentários.... você são fofas demais.... bjussss



Capítulo 27 – Um acidente e um encontro iminente


 


O tempo passava e cada vez mais Hermione se sentia solitária e angustiada, aquele dia de esperança inútil foi cruel para seus sentimentos. Vira e mexe era pega por sua filha chorando e tentava esconder os olhos vermelhos mentindo para a pequena, dizendo que era apenas uma sujeira que entrara em seus olhos irritando-os. Mas a pequena Dayra não era burra, ela sabia que a mãe chorava pelo homem da fotografia escondida embaixo de seu travesseiro. E aquele era um motivo muito melhor do que ter uma sujeira por dia entrando em seus olhos. Dayra ficava intrigada com aquele retrato, ali tinha um homem de cabelos negros parado na frente de um lago congelado, seus cabelos voavam e a menina sabia que aquela foto fora tirada sem o consentimento dele, pois em certo momento da foto o homem se vira em direção a quem tirou a foto e a pessoa se esconde atrás de uma árvore, mas naquele misero segundo Dayra pôde ver que os olhos dele eram tão negros e sombrios quanto seus piores pesadelos.


Mas, apesar da desconfiança que sentia ao olhar a foto, ela sabia que aquele homem estranho era uma pessoa muito importante para sua mãe, talvez mais importante que seu pai. Ah! O seu pai. Todo dia na escola Dayra se sentia menos que as outras crianças quando precisava fazer um desenho, já que os outros se desenhavam segurando em duas mãos, a mãe e o pai, ela segurava apenas uma, sua mãe. Mas Dayra sempre fora uma criança que aceitava as diferenças de sua vida com as outras, afinal ela era uma bruxa.


- Dayra – Chamou Hermione em um lindo dia a tarde – Vou visitar o tio Rony, quer ir junto com a mamãe?


- Não mamãe, prefiro ficar aqui, vai passar o desenho que eu gosto.


- Mas... ahh Dayra, não gosto de deixá-la sozinha.


- Mamãe, eu já sou grande o suficiente para isso, tenho dez anos e logo irei para a escola tem que se acostumar a me deixar sozinha. Sei que não devo mexer no fogão, pois posso me queimar. Não devo atender a porta, não devo falar com estranhos, não devo atender o telefone, sei de tudo isso. Ficarei no quarto assistindo televisão e logo você volta.


- Está bem, me convenceu. Sua mocinha persuasiva.


Dayra correu para o colo da mãe quando os braços de Hermione se abriram para acolhê-la em um abraço apertado.


- Se comporta. Eu volto logo.


- Está bem.


- E não saia de casa.


- Esta bem.


- Promete.


- Eu prometo.


Dayra sorriu e Hermione lançou o feitiço na lareira a liberando para utilizá-la como rede de flú. Há muito tempo a grifinória havia trancado sua lareira para que assim não pudesse ser encontrada por ninguém, se quisesse falar com alguém seria por coruja que conseguia lhe encontrar mesmo só com seu nome ou por patrono, caso contrário ela encontraria a pessoa. Não queria contato maior com o mundo bruxo, seu exílio era o precisava. Sorrindo para a filha ela entrou na lareira. Foi no momento em que as chamas verdes se dissiparam que Dayra descruzou os dedos e sorriu sapeca.


Após alguns minutos, quando teve certeza que a mãe não voltaria, a menina correu para seu quarto e colocou a roupa de frio que havia separado. Foi até o quarto de sua mãe e pegou a foto do homem para dar uma última olhada. Durante dias ela ficara com aquela dúvida em sua mente, sabia que já vira aqueles olhos em algum lugar, custou a se lembrar, mas finalmente apareceu uma luz em sua cabeça, ela sabia quem era aquele homem e tiraria de vez essa dúvida. Com um entusiasmo enorme no peito ela desceu as escadas pulando de dois em dois degraus e se atirou porta a fora. O vento gelado engolfou-a, mas não colocou medo nela, Dayra era extremamente parecida com sua mãe, quando metia uma coisa na cabeça, não havia quem a tirasse de lá e valia até mesmo desobedecer a regras diretas como não sair de casa e não falar com estranhos. Ela fechou a porta e o casaco verde, olhou para os dois lados da rua, tendo certeza de que não era vista por nenhum vizinho fofoqueiro e se dirigiu correndo até a botica nova.


Ao chegar perto ela desacelerou o passo e tentou olhar pela janela o que era impossível com aquela cortina vinho e pesada. Bufando baixinho ela se aproximou da entrada, a porta estava aberta, para sua própria sorte. Dayra colocou um pé no batente da porta e hesitou olhando para a rua, ela não iria desistir agora, por isso respirou fundo e entrou na botica fechando a porta atrás de si.


O local estava deserto, não havia nenhum sinal de que o dono estivesse ali. Ainda assim ela andou até atrás do balcão, mas quando ia em direção à porta nos fundos percebeu que não havia fechado a porta da frente direito e uma corrente de ar a abriu fazendo o sininho, que ela tivera tanto trabalho para não mexê-lo, tocar enlouquecido com a força do vento. Seu coração disparou quando ela ouviu passos vindos do fundo do corredor, rapidamente se escondeu embaixo de uma mesa coberta com uma toalha que chegava até o chão cobrindo-a por inteiro.


Dayra tentava respirar o mais devagar que seu coração acelerado deixava, temia ser descoberta, ela olhou pela fresta do pano e viu um homem loiro aproximar-se da porta e olhar para fora rapidamente antes de entrar e fechar a porta com estrondo.


- Droga de vento – Reclamou antes de sumir de vista voltando para a escada atrás do balcão.


A menina saiu de debaixo da mesa e caminhou-se lentamente para o corredor estreito e escuro que ficava atrás de uma pequena porta após o balcão. O corredor era frio, escuro e empoeirado, mas Dayra, impulsionada pelas histórias que sua mãe contava de sua época escolar, não tinha medo e sim curiosidade. Era emocionante poder viver sua própria aventura. Afinal, sua mãe a criara dentro de casa e sempre a impedia de fazer o que era mais divertido, se aventurar. Controlando a respiração ela andou por entre caixas de papelão pulando-as e algumas vezes movendo-as para poder passar. Ela continuou caminhando entre caixas e vidros de poções até chegar à outra porta que estava somente encostada. Devagar ela abriu a porta e viu uma escada que levava ao porão da botica, uma escada estreita e escura. Ela não tinha medo de escuro, mas naquele lugar ela temeu encontrar o que não devia, mas não parou, já havia chegado muito longe para parar. Ainda assim ela olhou para a porta da entrada, a dúvida batendo em sua pequena cabeça. Mas Dayra balançou a cabeça tirando as duvidas de sua mente.


Ora, ela era ou não era a filha de Hermione Granger, a princesa da Grifinória?


Finalmente sentiu nas pontas dos pés a porta que indicava o final do corredor. Sua mão tremeu, mas ainda assim abriu a porta que dava para uma grande sala, um grande porão cheio de caldeirões borbulhantes que soltavam fumaça na sala sem janelas. Ali era quente e abafado. Ela se esgueirou para trás de um balcão próximo e olhou para o homem que mexia um caldeirão com a varinha. Aquele não era o homem da foto, era bem diferente.


De repente a lareira próxima se esverdeou e o homem se aproximou autorizando o contato. Outro bruxo apareceu na lareira, na verdade somente a cabeça dele, os dois conversaram um pouco e depois a lareira voltou a ficar inerte enquanto o homem pegava uma concha pequena em um caldeirão próximo bebendo o liquido de um único gole.


Dayra arregalou os olhos com o que viu, já havia visto magia é claro, mas jamais viu uma pessoa se transformar em outra, muito menos que veria um homem baixo se transformar em um grande homem de cabelos negros.


Era excitante, emocionante. Mágica, magia bem diante dos seus olhos.


- Bem melhor – Disse o homem.


Ele devolveu a concha ao caldeirão e se dirigiu a uma porta no final da sala, quase escondida por uma grande estante cheia de livros. Dayra aproveitou para dar uma olhada no conteúdo dos caldeirões, estava extremamente curiosa e precisava ver o conteúdo daqueles caldeirões. Eram tão lindos e interessantes. Líquidos transparentes, verdes, vermelhos, azuis, marrom. Cheiros fortes e fracos. Tudo diferente. Tudo novo.


Ela olhou para a porta e não viu sinal de que o homem iria voltar, por isso subiu em um banquinho e olhou para dentro do maior caldeirão da sala. Um líquido rosa bem clarinho borbulhava ali dentro. Era belo e chamativo. Parecia chiclete de tutti frutti, tinha até mesmo cheiro de chiclete. Pegou uma concha ao lado e colocou dentro. O liquido derramou-se em sua roupa, mas ela só tinha olhos para o liquido que levava a boca.


Seus finos lábios se abriram para receber a poção que desceu rasgando em sua garganta.


- O que pensa que está fazendo?


Dayra só teve tempo de se virar e ver a silhueta do homem parado a porta, um vulto negro que se adiantava para ela, mas seu corpo já caia do banquinho enquanto sua garganta queimava.


- Droga de menina estúpida.


Ela ouviu de longe o chamado dele, mas suas forças só foram o suficiente para dizer uma palavra.


- Mamãe.


 


 


Sssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssss


 


O crepúsculo já havia ido embora quando as mãos de Hermione foram levadas ao seu peito e o copo largado caiu no chão espalhando seus cacos por todo o chão de madeira velha da pequena casa onde Rony vivia com sua noiva.


- Mione!?


Seus olhos se fecharam por um momento e a dor rasgou o peito quando ela sentiu o desespero lhe assolar.


- Dayra – Sussurrou já com as lágrimas rolando em seu rosto.


- Mione espera, não pode sair assim – Disse Rony segurando o braço da amiga quando esta ameaçou ir embora.


O leve teor de álcool em Rony o fez segurar o braço dela forte demais, machucando-a.


- Rony, eu preciso ir. Dayra precisa de mim.


- Mas, você nem sabe de nada, fica aqui mais um pouco.


- Rony, solte-a – Mandou sua noiva tentando soltar a mão de Rony do braço de Hermione – Desculpe Mione, Rony anda ficando nervoso demais depois que bebe um pouco.


- Tudo bem Rosa, mas preciso ir.


Hermione se desvencilhou das mãos de Rony e se dirigiu à lareira. Já estava com o pó de flu em suas mãos quando ouviu as palavras do amigo vindo da porta.


- Você não pode saber de tudo Hermione, já deveria ter entendido isso já que é tão inteligente.


- Eu sei o que esta acontecendo, Ronald Weasley, não por ser inteligente, mas por ser mãe.


As chamas verdes engoliram a imagem de Hermione e deixaram Rony parado como uma estatua a olhar o lugar onde antes estava sua amiga.


- Dayra! – Gritou Hermione subindo as escadas de casa – Dayra. Aparece filha – Pediu procurando no quartinho rosa da menina – Meu Deus! Dayra!


Ela não estava ali, as luzes estavam apagadas, não havia bilhete em nenhum lugar, não havia sequer o barulho de uma respiração, ou de uma criança dormindo. Hermione estava sozinha naquela casa. O desespero bateu em seu peito, não podia perder Dayra, não depois de perder tanta coisa na vida. Ela não conseguia se recuperar da perda de Snape, morreria se perdesse sua menina. Ela era sua vida.


Depois de tudo que havia vivido, depois do que passou com Robert, depois de ter que esquecer Snape, depois da guerra, das perdas e de se afastar, o que lhe restou foi Dayra e uma vida afastada em uma vila do interior de uma cidade trouxa, onde ninguém poderia encontrá-la, onde ela poderia começar tudo do zero, somente ela e Dayra. Seus amigos só a viam quando ela os visitava e nunca dizia onde morava. Ali era somente Dayra e ela, mas Dayra já não estava ali.


O quarto estava da mesma forma que o deixara, os lençóis não estavam mexidos e os ursinhos de pelúcia continuavam no mesmo lugar.


- Dayra.


Hermione agarrou-se ao ursinho preferido de sua filhinha e chorou deitada na cama dela. Pensava a todo momento na imagem da linda menina correndo para seus braços quando ia pegá-la na escola ou quando a levava para seu trabalho voluntário aos finais de semana na escolinha do bairro.


Linda.


Simplesmente linda.


Não sabia como podiam dizer que ela era igual à mãe, não era. Dayra era mil vezes mais bonita. Sua pele era branquinha feito os flocos de neve que caiam em uma noite fria e seus olhos eram dourados com um brilho inexistente, não existia uma única menina com aqueles olhos.


As lágrimas molhavam o lençol azul quando uma luz forte apareceu no meio do quarto, assustando Hermione que logo estava com a varinha apontada para o patrono que andava elegantemente em cima da cômoda de Dayra.


A lontra sentou-se e encarou Hermione como se esperasse que ela abaixasse a sua varinha, ela o fez. A boca da lontra abriu e por ela saiu uma voz conhecida, uma que há muito tempo não era ouvida. Uma melodia para seus ouvidos, uma saudade de seu coração, uma voz que a fez chorar mais ainda.


- Vá para o ST’Mungus.


Ela não esperou o patrono se dissipar no ar, pegou sua bolsa e aparatou direto na porta do hospital bruxo. Hermione era uma das pessoas que odiavam entrar em qualquer hospital. Ainda mais quando não havia ninguém no hospital, nem uma única alma viva para lhe dar uma luz, para lhe dizer o que estava acontecendo.


Ninguém.


Chamou, chamou, gritou e chamou novamente.


Ninguém.


Correu pelos corredores, mas não havia ninguém. Era tudo silencioso.


A noite estava alta lá fora quando uma enfermeira apareceu no final do corredor.


- Por favor, preciso saber se tem uma paciente aqui chamada Dayra. P. Granger?


- Só um momento.


A mulher loira foi até o balcão na entrada e olhou em um enorme livro, passou o dedo pelos pacientes que entraram naquele dia até parar no último nome enquanto Hermione tamborilava os dedos no balcão com impaciência.


- Sim. Teve uma menina, chegou há pouco tempo, é a senhorita Dayra Prince Granger?


- Isso mesmo, é minha filha, onde ela está?


- Quarto 305.


- O que houve com ela?


- Não tenho tanta informação, pois não estava aqui, mas pelo que vejo ela ingeriu uma poção fortíssima que machucou seu organismo por causa de sua acidez.


- Oh meu Deus.


- Mas já está tudo bem. Ela está dormindo. Precisará ficar aqui para observação por pelo menos mais dois dias


- Tudo bem – Disse Hermione aflita – Posso vê-la?


- Pode sim, eu vou acompanhá-la até o quarto.


- Obrigada.


A enfermeira que se chamava Lauri a levou para o terceiro andar, em um quarto no final do corredor.


- Obrigada – Disse Hermione novamente antes de entrar no quarto.


Ela respirou fundo e abriu a porta. Ali dentro estava a pequenina Dayra com seus cabelos volumosos e seu rostinho angelical. O quarto estava caído na eterna penumbra, mas Hermione não precisava de luz para ver sua filha, para achá-la e beijá-la na cabeça.


Minutos se passaram onde Hermione apenas ficou abraçada ao corpinho inerte, sentindo seu peito subir e descer bem devagar. Ela tinha ataduras em suas pernas e braços, onde, pelo que a enfermeira lhe informou, também fora derramado a poção.


- Desculpe, foi minha culpa, jamais deveria ter deixado você sozinha. Que péssima mãe eu sou. Desculpe.


Hermione sentou na cadeira ao lado da cama e pegou na mãozinha observando o pequeno anjo dormir. Sua mente estava concentrada na menina na cama, mas seu corpo estava completamente atento para as mudanças no quarto, como o frio que arrepiou a espinha de Hermione que fechou os olhos sentindo o perfume entrar em seu corpo e desenterrar desejos há muitos anos guardados. Ela separou os lábios e suspirou com aquela sensação que atacava as partes mais sensíveis de seu corpo, fazendo-a tremer com a sombra no canto mais escuro do quarto, com o olhar em sua nuca. Ela apertou mais os olhos e sentiu em si o gosto do primeiro beijo dado naqueles lábios, tão casto e tão rápido. E depois o desespero dos beijos de despedida, aqueles beijos tão reais em seus sonhos.


Ela abriu os olhos e soltou o ar que estava segurando, deu um fraco sorriso e sentiu a presença dele, ela o sentiu em seu corpo.


- Olá professor – Sussurrou para a escuridão sem se virar.


O frio se mexeu, saiu das sombras. Olhou para ela e lhe falou com a voz mais suave e hipnotizante que jamais falara.


- Dificilmente posso ser chamado de professor, Senhorita Granger. Há quanto tempo.


- Demais.


Ela não se virou, continuou segurando a mãozinha pequena de Dayra enquanto sentia aquele cheiro de ervas doce chegando cada vez mais perto. Tão perto que era insuportável agüentar. A lágrima desceu, escorreu lentamente pela sua face sendo impedida de cair em sua roupa pelo dedo frio da mão dele que limpava delicadamente o rastro molhado pela água cristalina que molhava seus belíssimos olhos castanhos. Ela juntou sua mão à dele entrelaçando seus dedos e beijando sua pele pálida sentindo seu cheiro característico e seu gosto doce.


- Onde esteve? – Perguntou Hermione levantando devagar e o puxando para ver seu rosto ainda belo mesmo dez anos mais velho – Onde esteve durante todo esse tempo?


- Longe – Disse Snape quase inaudivelmente enquanto contemplava a bela mulher à sua frente – Você está linda.


- Não mude de assunto, por favor – Disse sentando-se novamente sem largar a mão dele e olhando em seus olhos negros – Por que você se foi.


Snape olhou em seus olhos e desviou o olhar, ela não era mais uma menina e a dor que ela demonstrava com aquela simples pergunta era deveras profunda. Era cruel sentí-la. Devagar ele soltou sua mão da dela e foi até a janela, não havia uma paisagem interessante, apenas trouxas andando pelas ruas vazias àquela hora da noite com sua ridícula ignorância, mas era melhor do que encará-la.


- Eu precisei.


Hermione sabia que ele estava mentindo, ela sempre soube o motivo de sua fuga, fora ela que causara aquela dor nele, apenas ela. Mas não iria pressioná-lo, ele não merecia isso.


- Mas e depois? - Disse novamente segurando na mão de Dayra que continuava dormindo - Voldemort morreu logo em seguida. Por que não voltou?


- Por qual motivo eu voltaria? – Perguntou encarando-a de longe.


Hermione mexeu-se incomoda na cadeira ao se lembrar de quando Snape lhe disse as palavras difíceis de sair, lhe confessou seus sentimentos e ela os negou, pagando caro por isso, caro demais.


- Eu...eu não sei, seu trabalho por exemplo.


A risada dele foi baixa para não acordar a criança, mas foi cruel o suficiente para arrepiar os pelos de Hermione. Era grotesca como há muito tempo não ouvia.


- Fala como se algum dia meu trabalho fosse um grande feito para mim. Meu trabalho era apenas um modo de me fixar na escola para proteger o cabeça oca do Potter e poder passar de espião para o Lord das Trevas. Eu sempre desejei ir embora, nada me prendia aquele lugar a não ser a promessa que fiz à Lily, mas de repente, simplesmente me surgiu um forte motivo para não ir embora, para ficar e aguentar o que eu precisasse aguentar, sofrer e viver aquela vida cruel que eu vivia, eu tive esse motivo – Ele se aproximou e colocou suas mãos nos braços da cadeira dela, se aproximando devagar até que seu nariz quase se encostou ao dela, seu hálito quente embriagado de paixão, sua presença arrepiando sua nuca – Mas quando esse motivo me abandonou, me mandou embora, eu fui. Fui embora para nunca mais voltar, e não voltei. Não tinha motivos, não tinha razão, havia acabado. Para mim tinha apenas frio e solidão como sempre teve, como sempre me foi dado. Nada mais que frio e solidão.


O coração de Hermione jamais estivera tão pesado e quebrado, as palavras dele quando não eram ferinas, eram extremamente verdadeiras e muito mais cruéis exatamente por isso. Ela chorava, pois sentiu esse mesmo frio de que ele falava, mas ela tinha a Dayra, tinha alguém. E ele? Não havia ninguém para ele, ninguém.


- Me desc...


- Não!


Os dedos dele tapavam seus lábios impedindo-a de proferir as seguintes palavras.


- Não me diga isso. Não novamente – Dayra se mexeu na cama acordando devagar – Cuide de sua filha. Ela tomou uma poção forte, precisará de muita água e observação. Esqueça que me viu, esqueça que eu existo.


Hermione chegou a segurar sua mão para impedi-lo de ir, seus dedos eram as únicas coisas que o impediam, mas um único olhar a fez soltá-los e o deixar partir, sair de sua vida, distanciar-se dela.


Novamente


Deixando o frio lhe fazer companhia


Novamente


Deixando-a chorar


Novamente


Deixando-a sofrer


Novamente


Assim como ela o fez sentir isso tudo...


... Novamente.


 
 


 

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Comentários: 1

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Enviado por Thaiana Tolkki Snape em 10/02/2013

Tô com o coração mega apertado. Triste ver os dois se reencontrando, mas com tantas mágoas e pendências os impedindo de ficar juntos =/

Na espera por mais!

Nota: 5

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