FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout  
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout
 

(Pesquisar fics e autores/leitores)

 


 

::Menu da Fic::

Primeiro Capítulo :: Próximo Capítulo :: Capítulo Anterior :: Último Capítulo


Capítulo muito poluído com formatação? Tente a versão clean aqui.


______________________________
Visualizando o capítulo:

13. O Reino Encantado


Fic: PROMESSAS DE VERÃO HG ULTIMO CAP POSTADO


Fonte: 10 12 14 16 18 20
______________________________

O Reino Encantado


Na manhã seguinte, Harry apareceu exatamente às nove. Gina ainda estava procurando suas sandálias novas.

- Não acredito que ele tenha chegado na hora! disse apavorada à tia.

- Vou conversar com ele. Ande depressa! disse Marta.

Gina lançou uma última olhada no espelho. Gostava muito desse conjunto. Short cor caqui e camiseta cor de pêssego, com dez botoezinhos na frente.

"Na verdade o nome desta cor é camarão. É um dos estilos mais populares de nossa coleção safári", dissera a vendedora.

E era assim que Gina estava se sentindo hoje: como se estivesse indo num safári selvagem em lugares desconhecidos. Nunca mais teria esse tipo de liberdade. Quando voltasse ao Wisconsin, sabia que seus pais iriam regular tudo: maquiagem, namoro, roupas, horário para chegar em casa. Tinha de aproveitar agora, enquanto podia.

Desceu a escada com passos leves e cumprimentou Harry com confiança. Harry estava vestido da maneira informal de sempre: short de surfista e camiseta num amarelo bem vivo, com um logotipo comercial nas costas.

- Divirtam-se bastante! disse Marta, com um sorriso de aprovação.

- A que horas vocês voltam? perguntou Bob.

- A que horas o Sr. quer que a Gina esteja de volta? perguntou Harry.

- Aproveitem o dia, meninos! disse Bob. Nós só vamos começar a nos preocupar depois de meia-noite.

- Tchau, disseram os dois, enquanto caminhavam para a "KombiNada".

Gina parecia que ia estourar de contentamento e empolgação. Harry abriu a porta e lá estava Mione, sentada como uma pedra no banco da frente.

- Olá, cumprimentou-a Mione. Feliz aniversário! Gina descontrolou-se e ficou ali parada.


- É isso que você chama de surpresa? Achei que íamos só nós dois à Disneylândia, falou rispidamente.

- Calma. Só vou deixá-la no trabalho!

- Ah, desculpe, murmurou Gina, envergonhada.

- Tudo bem, disse Hermione com relutância, entregando-lhe um pacote em seguida. Aqui. Isto é para você. Feliz aniversário.

Harry dirigiu até a Sorveteria Hanson em silêncio. Gina estava se sentindo mal à bessa. Por que fora estragar o dia daquele jeito?

- Pode abrir quando quiser, disse Hermione ao descer da kombi. Sinto muito tê-la magoado. Eu não queria aborrecer você.

- Você não aborreceu, não, Hermione. Eu estava sendo chata. Me perdoe.

- Não se preocupe, respondeu Hermione, voltando a falar no tom alegre de sempre. Espero que vocês realmente tenham um dia ótimo! Pensem em mim enquanto eu trabalho como escrava com baldes e baldes de sorvete o dia inteiro.

Rodaram em silêncio por alguns quilômetros antes que Gina olhasse para Harry. Seus dentes estavam cerrados, o que fazia seu queixo parecer ainda mais másculo.

- Você está bem? perguntou timidamente.

- Na verdade não.

- É por causa do jeito como tratei a Hermione?

- Não. Isso é algo que vocês duas têm de resolver. A Mione não se importa de eu passar o dia com você. Por que você se importa de eu dar carona a ela até o trabalho?

- Não me importo. Acho que tenho inveja dela em algumas coisas.

- Não há razão para isso. Ela é uma das pessoas mais amáveis e atenciosas desse mundo.

Seu comentário lembrou-lhe do presente.

- Será que devo abrir o presente agora?

- Claro, pode abrir. Eu já sei o que é. Espero que goste. Gina leu o cartão escrito com a letra da Hermione:

Gina,
Esperamos que isto a ajude a entender tudo que lhe temos falado sobre o Senhor. Feliz aniversário!
Com amor,
Hermione e Harry


O presente é seu também? perguntou, rasgando o papel.

- É. Fui eu que escolhi, mas a Hermione fez a capa, o embrulho e tudo o mais.

Gina tirou o resto do papel e viu que era uma Bíblia. A capa era feita de um tecido almofadado cor-de-rosa, com florzinhas brancas e bordado inglês nas bordas. Havia duas fitas de cetim cor-de-rosa que funcionavam como marcadores.

- É linda, Harry. Obrigada!

No fundo ela desejava que tivesse sido algo mais pessoal. Uma Bíblia é o tipo de presente que se recebe de um professor de escola dominical.

- Ainda bem que você gostou, disse ele, com um sorriso.

Colocou uma fita da Debbie Stevens no toca-fitas, abaixou o vidro e aumentou o volume.

Gina também abaixou o vidro do seu lado, curtindo a brisa. Queria começar o dia todo de novo, concentrando-se em aproveitar bem o tempo que passaria com Harry. Não ia deixar que esse dia escapasse entre os dedos, como havia acontecido com o passeio de bicicleta dupla à ilha Balboa.

- Eu lhe disse que fui surfar hoje cedo? perguntou Harry.

- Hoje cedo? Não brinca! A que horas?

- Lá pelas seis e meia. Meu pai me acordou quando saiu para o trabalho.

- As ondas estavam boas?

- Não, só lambe-tornozelos. Fiquei lá um pouco com minha prancha, mas essa coisa toda com o Cedrico estava me arrasando. Nós costumávamos madrugar para surfar. Desde os oito, nove anos de idade.

- Mesmo? Eu nunca teria imaginado... Vocês são tão diferentes. Quer dizer, eram. Sei lá, o que deveria dizer?

- Tudo bem, eu sei o que você quer dizer.

Conversavam bem à vontade e, dentro de pouco tempo, estavam entrando no estacionamento da Disneylândia. Harry entregou uma nota de cinquenta dólares ao atendente do estacionamento.


- Não tem uma nota menor? perguntou o homem.

- Vou ver.

Gina ficou observando enquanto Harry abria uma carteira abarrotada de dinheiro, chegando finalmente a um bolo de notas de vinte dólares.

Onde ele arranjou tanto dinheiro? pensou. Talvez a Disneylândia seja mais cara do que eu imaginava.

- Pronta para entrar no Reino Encantado? perguntou Harry, trancando o veículo. Gina sorriu.

- Ótimo, disse, guardando as chaves no bolso. Ele é todo seu.

No portão de entrada, ele pagou os passes para o dia inteiro. Quando estavam entrando, Gina apontou o jardim de flores que formava um desenho do Mickey.

- Quando era pequena, vi isso na televisão e tentei convencer minha mãe a plantar nossas flores desse jeito. Harry riu.

- E ela plantou?

- Não. Eu tentei fazer sozinha com pedras e torrões de terra, mas não deu muito certo. Queria ter uma máquina pra tirar fotografias daqui.

- Nada disso! A gente não leva máquina para a Disney, senão fica parecendo turista, como aquelas pessoas ali.

Harry apontou para uma família. A mãe grandalhona e as três crianças gorduchas estavam diante de um barber shop quartet* montado numa bicicleta de quatro lugares. O pai se contorcia numa posição hilariante, tentando focalizar a comprida bicicleta.

*Quarteto masculino que costuma cantar músicas sentimentais, em estilo antigo e harmonia bem simples. (N.E.)

Harry e Gina olharam um para o outro, tentando abafar o riso.

- Devem ser do Meio-Oeste, brincou Harry.

- Ei! disse Gina, dando-lhe um tapa no braço, de brincadeira Cuidado! Eu sou do Meio-Oeste!

Harry olhou meio de lado. Suas covinhas apareciam ainda mais enquanto tentava reprimir o riso.

- Eu sei, disse ele, estendendo-lhe a mão. Vamos lá! Vamos dar uma volta em alguns brinquedos!

Gina deu a mão a ele e começou a sentir um calor nos dedos que foi subindo pelo braço e espalhou-se pelo corpo todo. Não solte! pensou. Não solte minha mão nunca mais!

Ficaram meia hora numa fila, conversando e rindo enquanto esperavam para andar de trenó. Harry entrou no trenó vermelho e sentou-se chegando bem para o cantinho e ficando com as pernas prensadas contra os lados.

- Entre, por favor, pedia o atendente, que estava usando uma bermuda verde e meias até o joelho. Parecia um pastor de ovelhas da Suíça.

- Onde é que eu sento? perguntou Gina.

- Aqui, disse Harry, indicando o pequeno espaço bem à sua frente.
Por um instante, Gina achou que jamais caberia ali. O atendente segurou seu braço e apressou-a. Ela entrou com cuidado e encaixou o corpo. Estava quase no colo do Harry!

- Estou amassando você?

De repente o trenó deu um solavanco e começou a subir o Matterhorn.

- Recoste-se em mim, disse Harry. Tá tudo bem. Você parece pronta pra pular!

- Estou pensando nessa possibilidade mesmo! admitiu Gina, recostando-se em seu peito.

Nesse momento ela pôde sentir seus músculos e seu calor. Queria tanto que ele a abraçasse!

O tilintar dos trilhos foi ficando mais devagar até quase parar na crista do Matterhorn. Gina só enxergava o céu à sua frente, e o medo ia só aumentando. Ela agarrou as barras de segurança do trenó, fechou os olhos e deu um grito de terror quando o carrinho desceu em disparada o outro lado da montanha. Que ficar juntinho que nada! Deixa o momento de ternura pra depois! O negócio agora era segurar com todas as forças!

Depois de várias viradas e descidas fortes, o trenó passou ainda pela água e parou com um solavanco. Outro atendente estendeu-lhe a mão para ajudá-la a sair.

- Você está bem? perguntou Harry , conduzindo-a para a saída.

- To.

Seu corpo todo tremia, e estava envergonhada por ter gritado.

- Pronta para a Montanha Espacial? perguntou Harry, com a empolgação de um menino.

- Que tal beber alguma coisa primeiro? Preciso de alguns minutos para me recuperar.

Ficaram o dia inteiro passeando, comendo e divertindo-se. Depois de provar algo em cada carrinho de lanche que encontraram, e de experimentar todas as atrações na Terra do Amanhã, foram para a Terra das Aventuras. Subiram na casa de árvore da família Robinson, e, lá de cima, avistaram todo o imenso parque de diversões. Harry falou de seu sonho de um dia viver numa ilha tropical.

- Vou surfar o dia todo, comer mamão e mangas e tomar água de coco, direto.

- Que exótico! E você vai morar numa casa em cima de uma árvore como essa?

- É isso aí. E vou dormir numa rede.

- E vai fazer o quê para ganhar dinheiro?

- Ah, vou trocar colares com os nativos e viver dos produtos da terra.

- Sabe, você teria dado um excelente hippie.

- Provavelmente sim. Meu pai foi hippie.

- Sério!

- Sim. Ele conheceu minha mãe em Berkeley, durante uma marcha de protesto e, na manhã seguinte, estavam morando juntos. Isto é, depois que saíram da cadeia.

- Não acredito!

- É verdade.

Depois da casa de árvore, esperaram na fila durante quase uma hora para fazer o passeio dos "piratas do Caribe". Quando voltaram, resolveram entrar na fila do restaurante Blue Bayou para jantar. Cerca de meia hora depois haviam conseguido um lugar para sentar.

Nenhum dos dois estava com muita fome, mas ficaram contentes por terem encontrado um lugar silencioso onde pudessem sentar. Sua mesa estava bem na beirada, a poucos passos do ponto em que os barcos dos piratas partiam. Gina ficara muito impressionada com o incessante piscar dos vaga-lumes artificiais.

- Não é relaxante? Sinto-me como que transportada para outro tempo e lugar. Esses vaga-lumes, então! São inacreditáveis! Eles são artificiais mesmo?

- Claro! respondeu Harry sorrindo. Parecem tão verdadeiros, não é? E aí, já sabe o que quer pedir?

O pânico que geralmente sentia nesse tipo de situação não apareceu.

- Acho que o frango é uma boa pedida, mas, pra dizer a verdade, não estou com fome.

Demoraram para comer e, quando o garçom trouxe a conta, Harry pagou com uma nota de cinquenta dólares. Gina pensou sobre o dia. Harry havia jogado dinheiro para todos os lados, como se fosse um jogo de Banco Imobiliário. Pagou tudo, inclusive um conjunto de moletom da Minnie, um adesivo com a palavra Disneyland e um ursinho Puff, de pelúcia.


Harry guardou o troco no bolso e disse:

- Bem, e agora, o que quer fazer?

- Vamos dar uma volta em mais alguns brinquedos. Depois quero comprar uma lembrança para o meu irmãozinho.

Harry ficou segurando sua mão na saída do Blue Bayou, enquanto caminhavam pela praça New Orleans. Ela queria tanto que suas mãos não estivessem suadas! Será que o Harry notaria? A mão dele parecia tão forte e segura. Era muito agradável sentir-se próxima a ele e segura, mesmo em meio à multidão.

- Ei, que tal um daqueles para o seu irmãozinho? disse Harry, apontando para uma pilha de chapéus de Mickey numa vitrine.

Eles entraram e experimentaram todos os chapéus, rindo bastante um do outro. Finalmente resolveram comprar um chapéu preto de pirata, com uma imensa pena azul.

- Charlie vai gostar muito deste! Espero conseguir levar para casa sem amassá-lo.

- Quando você vai voltar? perguntou Harry, quando estavam na fila para entrar no "Cruzeiro da Selva".

- Isso é uma coisa que eu precisava lhe falar, disse Gina, apertando um pouco mais a mão do Ted. Meus pais telefonaram ontem à noite e me disseram que tenho de voltar imediatamente. Vou embora no domingo.

- Domingo agora? Depois de amanhã?

- É.

- Mas por quê? perguntou Harry. As aulas só vão começar daqui a mais de um mês. Eu só vou pra casa da minha mãe no dia primeiro de setembro.

- Eu sei, mas acho que as coisas não estão lá muito legais, e meus pais querem que eu esteja em casa para passarmos juntos pela crise.

- Mas qual é o problema?

- Bem, só consigo imaginar que seja alguma dificuldade com a fazenda. Eu lhe falei que meu pai é fazendeiro, não falei? Sei que não é nada tão interessante quanto um hippie regenerado... Mas nos últimos três ou quatro anos não temos ido muito bem financeiramente, e meu pai já vendeu uma boa parte da nossa terra. Acho que deve ter acontecido alguma coisa depois que saí de lá, embora ainda não saiba exatamente o quê. Só sei que eles querem que eu volte imediatamente.

- É uma pena.

- Vou sentir sua falta, Harry. Gostaria que você me escrevesse ou que a gente mantivesse contato de alguma maneira.

- Sinceramente, não sou muito de escrever.

- Bem, Tallahassee não é tão longe do Wisconsin quanto a Califórnia! Estou certa? Harry riu de sua lógica.

- Não sei.

Haviam chegado ao princípio da fila e entraram no barco. O guia, com roupa de safári, recomendou aos passageiros que não colocassem as mãos para fora do barco quando estivesse em movimento, devido aos animais selvagens que encontrariam à frente.

Harry colocou braço no encosto do assento:

- Esse era o meu passeio predileto, quando era garoto.

Parecia um menino agora, curtindo todos os sons daquela selva artificial. Dava até pra imaginá-lo balançando-se em um cipó... Você Tarzan, eu Jane... sua mente vagava, criando um romance na selva.

- Logo à frente, disse o piloto ao microfone, estão os hipopótamos selvagens. Mas não tenham medo, minha gente. Eles só são perigosos quando mexem as orelhas!

Gina virou um pouco a cabeça para olhar para os hipopótamos selvagens que surgiam na água, alguns metros adiante. O maior abriu a boca e começou a mexer as orelhas.

- Oh, não! Minha gente, ele está mexendo as orelhas! O piloto pegou um revólver de espoleta e atirou rapidamente no animal. Assustada, Gina gritou e agarrou-se ao Harry.


O casal idoso, ao lado deles, começou a rir quando o netinho passou a mão em Gina e disse:

- Chora não, moça. Monstro foi embora!

Todo mundo no barco ficou olhando, enquanto Gina se afastava de Harry, que estava muito envergonhado. O piloto aproveitou a ocasião para dizer:

- Está tudo bem, minha gente. Na verdade, nós a contratamos para vir e acrescentar um pouco de empolgação à versão Disney do Barco do Amor.

Todos riram. Gina estava envergonhada, mas riu também. Harry colocou o braço em seu ombro e sorriu tranqüilo; um sorriso super significativo para Gina. Seus olhos pareciam dizer-lhe algo profundo... ou será que não?

Foi aí que Gina começou a pensar se ele iria beijá-la quando a deixasse em casa. Distraiu-se com esse pensamento e quase não conseguiu prestar atenção no que estavam fazendo o resto da noite. Nem escutava o que Harry estava dizendo. Retraiu-se preocupada com sua aparência; imaginando se iria bater o nariz no dele, quando se beijassem; em como deveria ficar com a boca... que tortura!
Lá pelas nove da noite, pararam perto da Terra dos Ursos, para ver a exposição de fogos de artifício. Harrycolocou o braço em sua cintura, e ela descansou a cabeça no seu ombro, sentindo as emoções explodirem, enquanto cada explosão de luz rompia no céu da noite. À distância, viam uma moça vestida de fada "Sininho". Presa por um cabo, ela "voava" de cima do Matterhorn, em volta do Reino Encantado, até a Terra da Fantasia.

Ao sair do parque, fizeram a última parada no Emporium, para ver um soprador de vidro fazer uma minúscula estátua da fada "Sininho". O vidro derretido parecia chiclete transparente, enquanto o artesão o puxava, apertava e retorcia, chegando-o à chama azul do maçarico.

- Que gracinha! disse Gina, quando o artesão terminou e lhe mostrou a estatueta.

- Você quer? perguntou Harry.

- Bem, não sei.

Gina hesitou. Toda vez que dizia gostar de alguma coisa, Harry tirava a carteira empanturrada de dinheiro e comprava para ela.

- Com licença, disse Harry à vendedora de vestido longo e avental branco. Podemos comprar a "Sininho" que ele acabou de fazer?

- Claro.

Ela pegou a estatueta de vidro e embrulhou em papel de seda, colocando-a numa caixa.

- Obrigada, Harry, disse Gina, apertando-lhe o braço. Acho muito legal o que você está fazendo, comprando todas essas coisas para mim. Obrigada.

- De nada. Quer comer alguma coisa?

- Acho que não vou conseguir comer mais nada durante uma semana!

Desceram a rua principal, e Gina notou as luzinhas piscando em todas as árvores. É realmente uma terra de conto de fadas, pensou.

Tentando equilibrar todas as sacolas de compras, ela se deu conta de que Harry também estava com as mãos cheias. Não havia percebido que fizera tantas compras, mas agora as sacolas pareciam pesadas e desajeitadas. Os pés doíam, a garganta doía e os braços doíam. Se ela fosse em mais algum brinquedo, nem conseguiria gritar, de tão cansada.

- Você quer ver mais alguma coisa?

- Só quero um bom lugar pra sentar.

- Que tal a "Kombi Nada"?

- Boa idéia.

Tomaram o trenzinho que rodava pelo estacionamento e sentaram-se tentando equilibrar todas as sacolas no colo. A maioria dos carros já tinha ido embora. O estacionamento era muito maior que o parque de sua cidade, lá no Wisconsin.

A viagem de volta para casa foi sossegada. Ambos estavam cansados demais para conversar. Provavelmente Gina teria caído no sono se não fossem as inquietantes suposições sobre o momento da despedida. Reprisava mentalmente a cena toda hora. Será que ele a beijaria? Como seria? Ela deveria fechar os olhos? E se estivesse com mau hálito? Quase não estava suportando o suspense.

Finalmente chegou o momento quando Harry foi com ela até a porta da frente. Era quase meia noite. Seu coração estava em disparada. Engoliu em seco.

- Obrigada Harry. Este foi o melhor aniversário da minha vida. Olhou para ele timidamente, esperando para ver qual seria sua reação.

Ele deu-lhe um abraço apertado.

- Boa noite, Gina, murmurou ele, afastando-se sem tentar beijá-la.

- Boa noite, respondeu ela, disfarçando o desapontamento.

Ele enfiou as mãos nos bolsos e foi para a kombi. De repente, como se tivesse esquecido alguma coisa, voltou. O coração de Gina gelou.

Ele está voltando! E agora? O que é que eu faço? Será que vai me beijar?

- Já ia me esquecendo. Toma aqui.

Ele tirou um bolo de dinheiro do bolso e entregou a Gina.

- O que é isso?

- É da sua tia. O que sobrou.

- Como? Não estou entendendo.

- É o dinheiro que sobrou do que ela me deu para levar você à Disneylândia. Nós não gastamos tudo, então acho que você deve devolver-lhe o resto. Gina empalideceu.

- Quer dizer que minha tia pediu que você me levasse, e ainda deu o dinheiro?!

- Ei, não esquenta não. Foi legal. Nós nos divertimos muito. Agora estou contente que ela tenha me convencido a ir.

- Ela teve de convencer você?!

Gina virou as costas e abriu a porta de sopetão, voando como uma bala escada acima. Entretanto no terceiro degrau tropeçou e a sandália soltou-se de seu pé. Com a ira de um guerreiro, agarrou a sandália, jogou-a em direção ao Harry e entrou no seu quarto. Que dia esse no Reino Encantado! E o que dizer do "felizes para sempre"? A tia "fada madrinha" na verdade era uma bruxa malvada, e o príncipe encantado acabara de se transformar num sapo!



Primeiro Capítulo :: Próximo Capítulo :: Capítulo Anterior :: Último Capítulo

Menu da Fic

Adicionar Fic aos Favoritos :: Adicionar Autor aos Favoritos

 

_____________________________________________


Comentários: 0

Nenhum comentário para este capítulo!

_____________________________________________

______________________________


Potterish.com / FeB V.4.1 (Ano 22) - Copyright 2002-2026
Contato: clique aqui

Moderadores:



Created by: Júlio e Marcelo

Layout: Carmem Cardoso

Creative Commons Licence
Potterish Content by Marcelo Neves / Potterish.com is licensed under a Creative Commons
Attribution-NonCommercial-ShareAlike 3.0 Unported License.
Based on a work at potterish.com.