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19. Capítulo XIX


Fic: The Devils bride - Epilogo postado


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Oi, oi povo!!! Antes de qualquer coisa, obrigada pelas pessoas que me deram seu carinho num momento como esse, pelo qual passei. Foi muito importante, mesmo.


Bom, devido aos acontecimentos, meu cronograma atrasou e me esqueci de falar que estamos no final da fic. Esse será o último capítulo, mas teremos ainda um epílogo. Bora aproveitar os últimos momentos.


 


RiemiSam: Sim, eles agradaram muito nessa história.


Thalassa: Fico contente que goste da história, espero que o final agrade.


Carla Cascão: Estou bem, é triste a perda, é verdade. Mas tudo que pude fazer em vida, fiz. Estou com a consciência tranquila, chateada com algumas pessoas da família, mas tudo se resolve com o tempo. Obrigada pelo apoio, fico muito agradecida.


O problema McLaggen será resolvido nesse capítulo. Sim, o irmão da Mione merecida ouvir algumas verdades, mas será que isso resolveu alguma coisa?


MRC: Obrigada flor, isso significa muito.
Sim, o amor deles é lindo de se ver. Eu queria ter um marido desses pra mim, você tem o endereço de um aí? RS


Landa MS: Pois é... eu também queria um assim, hoje em dia está difícil de se encontrar metade disso, imagina um Draco completo?


 


 


Lembre-se, comentar nunca é demais!


 


Bjs, uma boa leitura!


 




*****





 


Durante o jantar, Draco congratulou a si mesmo, pois pelo visto aquela breve conversa com o cunhado havia sortido efeito. Heitor passou a refeição inteira conversando com a irmã. Talvez o rapaz não fosse de todo mau. Talvez tivesse apenas deixado o desejo de vingança passar à frente de coisas mais importantes e precisasse de alguém para lhe chamar a atenção sobre as prioridades da vida.


A noite transcorreu rápida e agradável e embora já estivesse muito tarde, o loiro sentia-se pesaroso de deixar o salão principal. O lugar estava cheio de pessoas que gostavam e admiravam sua mulher, desde aldeões celebrando a derrota de McLaggen até as servas mais antigas da família Granger. Vendo tantos pares de olhos fixos na ex-castelã de Belvry, Draco pediu-a para cantar, no que foi prontamente apoiado pelos presentes.


Todos pareciam familiarizados com os talentos de Hermione, pois tão logo a voz melodiosa soou, o loiro notou que um velho criado se acomodava melhor na cadeira e fechava os olhos, entregando-se à música. Entretanto ele mesmo não conseguia fechar os olhos à beleza à sua frente. Passara noites sem conta apenas ouvindo-a cantar, sem poder enxergá-la. Agora observava cada movimento da esposa com uma sofreguidão incontrolável. Ela continuava esguia e delgada, sendo difícil acreditar que aquele corpo perfeito abrigava o seu filho.


Ao terminar, a castanha foi inundada de elogios e aplausos. Até mesmo Heitor demonstrou admiração.


― Eu havia me esquecido como você canta bem ― ele falou, e Draco sentiu que o cunhado estava sendo sincero.


Percebendo que a esposa começava a se mostrar cansada, Malfoy decidiu que estava na hora de dar a noite por encerrada.


― Hermione ― Heitor a chamou. ― Quero me despedir de você agora, pois vou partir amanhã muito cedo.


― Desejo-lhe tudo de bom ― ela respondeu, o rosto impassível, destituído de emoção.


― É o que desejo a você também. Podem ficar em Belvry tanto tempo quanto quiserem, embora eu não saiba quando vou estar de volta. E... Obrigado por ter cuidado tão bem de nosso lar.


― De nada. ― sorriu docemente e lançou um olhar significativo na direção do marido, sabendo muito bem que fora ele o responsável pela mudança de atitude de seu irmão.


Assim que os dois estavam a sós no quarto, ela lhe deu uma cotovelada no estômago e começou a rir.


― Ei! Por que isso? ― indagou, fingindo-se ofendido.


― Você é uma vergonha, Cavaleiro Vermelho! Onde está aquela fera terrível e ameaçadora? Que tipo de feitiço você lançou em cima de meu irmão para obrigá-lo a me elogiar?


Draco bem que se esforçou para aparentar inocência, o que serviu para fazê-la rir ainda mais.


― Se você soubesse como atitudes assim são estranhas a Heitor, não tentaria negar sua participação no caso. Juro que em toda minha vida, jamais recebi um cumprimento de meu irmão. Sabe, estou até pensando em espalhar essa história por aí. Aposto que a lenda criada em torno do Cavaleiro Vermelho sofreria um baque com as notícias. Não sei se você já percebeu como os criados daqui de Belvry o evitam e tudo por causa de sua terrível reputação?


― Não sei por que você está reclamando. Sempre achei que o mito do Cavaleiro Vermelho a agradava bastante. Afinal não foi você quem disse que eu costumo comer o fígado dos inimigos?


― Fígado não, coração ― ela o corrigiu, dobrando-se de rir.


Depois de tirar a túnica e colocá-la sobre uma cadeira, o loiro olhou ao redor, reparando na suntuosidade do quarto enorme. Belvry era tão diferente de Dunmurrow. Construído mais recentemente, o lar dos Granger fora projetado tendo em mente o conforto. Os aposentos eram mais espaçosos e mais quentes, decorados com muitos móveis e tapeçarias. Não era à toa que Hermione estranhara Dunmurrow, sempre escuro e frio.


Inspirando fundo, Draco foi até a janela e olhou as estrelas, desejando, por um momento, poder dar toda a riqueza do mundo à esposa. Mas logo concluiu que esse tipo de pensamento era pura perda de energia. Sentia-se grato por ter recuperado a visão, pois assim ela tinha um homem completo por marido.


Lá fora os soldados se preparavam para dormir. Heitor partiria na manhã seguinte bem cedo. Quanto tempo será que Hermione iria querer ficar em Belvry? Não poderia culpá-la se ela decidisse passar o verão inteiro em seu antigo lar ou mesmo se resolvesse permanecer ali até o nascimento do bebê. Entretanto ele sentia falta do próprio castelo, de suas próprias terras. Seriam os homens mais possessivos do que as mulheres em relação essas coisas? Dunmurrow podia não ser muito, se comparado a Belvry, porém lhe pertencia por direito e lutara com bravura para conquistá-lo.


― Você é apenas um homem gentil e maravilhoso. E eu te amo ― a castanha murmurou sonolenta.


― Você quer que o bebê nasça aqui? ― ele indagou, preparando-se para ouvir o pior.


― Não. Quero que nosso filho nasça em nosso lar, Dunmurrow.


 


 


 


A jornada de volta para casa foi demorada e tranquila. Sabendo que com um bebê a caminho seria impossível empreender longas viagens tão cedo, Hermione quis parar em cada aldeia das terras do marido, fazendo questão de conversar com os residentes e arrebanhar aqueles que queriam morar no castelo.


Draco era sempre recebido com graus variáveis de medo, suspeita e boas-vindas por parte dos que conheciam apenas os rumores terríveis que cercavam o lorde de Dunmurrow. Entretanto logo os aldeões se surpreendiam ao descobrir que aquele homem louro e bonito era o Cavaleiro Vermelho em pessoa. Talvez o barão lhes continuasse parecendo feroz, porém era muito melhor ter visto alguém em carne e osso do que continuar ouvindo apenas histórias ameaçadoras.


A castanha sabia que sua presença facilitava a aceitação do Cavaleiro Vermelho, pois bastava as pessoas notarem o quanto ele se importava com o bem-estar da esposa para passarem a enxergá-lo sob um novo ângulo. E era isso o que desejava no fundo do coração, que Draco, o bebê e ela fossem aceitos por todos os que habitavam as terras de Malfoy.


Logo a notícia se espalhou e quando alcançaram Dunney, Hermione tinha certeza de que os aldeões os aguardavam. Só não conseguia imaginar como seriam recebidos, pois Dunney era o único lugar em que ele estivera antes de ir ao encontro de McLaggen. Além do mais ele sempre fora temido ali de uma maneira intensa e irracional.


Não foi preciso esperar muito para perceber o estado de espírito do vilarejo. Bastou cruzarem os primeiros casebres para que os aplausos e os vivas começassem.


― Cavaleiro Vermelho! Cavaleiro Vermelho! ― gritavam centenas de vozes, os aldeões de pé em cada um dos lados da estrada, os rostos felizes ao receberem de volta o lorde e a lady de Dunmurrow.


Por um momento, ao ver a surpresa estampada no rosto do marido, ela achou que ia chorar. Homens, mulheres, velhos e crianças os acompanhavam num cortejo até o centro da aldeia e de repente fez-se o silêncio. Ansiosos, centenas de pares de olhos fIxaram-se na figura do Cavaleiro Vermelho que por sua vez devolvia o olhar com igual intensidade, parecendo um pouquinho ameaçador talvez, Hermione pensou preparando-se para falar alguma coisa e romper o silêncio cheio de expectativa.


Porém Malfoy tomou a iniciativa.


― Obrigado pelas calorosas boas-vindas ― agradeceu com a mesma voz de guerreiro que costumava usar para comandar seus homens. Embora as palavras fossem gentis, ele parecia enorme, poderoso e quase feroz, montado num garanhão negro e maciço. Os aldeões pareciam intimidados, sem saber como reagir. Então, de repente, Draco abriu um sorriso radiante. ― É bom estar em casa...


Os aplausos foram ensurdecedores. Tentando disfarçar a emoção e engolir as lágrimas, a castanha procurava acenar para os rostos conhecidos, sabendo que o marido conquistara o coração de cada um dos presentes. Ao passarem diante de um dos últimos casebres da aldeia, lá estava a viúva Cassandra, sentada do lado de fora, balançando sorridente uma colher no ar e parecendo, mais do que nunca, uma bruxa feliz.


Fora uma jornada bastante agradável, porém Hermione estava satisfeita por estar de volta ao lar. Seria delicioso passar o verão confortavelmente em Dunmurrow, em seu próprio quarto e na sua própria cama.


As semanas foram se passando e aos poucos o loiro assumiu muitos dos deveres da esposa enquanto outros eram delegados a Filch, Molly ou Arthur, agora residente permanente do castelo. Pelo visto, a carreira de soldado de Arth havia terminado no dia em que ele se casara com Molly. Entretanto o homenzinho nunca parecera mais feliz, aliás, como todos em Dunmurrow. A atmosfera do castelo exalava paz.


 


 


Certo dia, ao caminhar na direção da cozinha para planejar o cardápio das refeições com Ginevra, notou que um sacerdote acabara de entrar. Imediatamente foi ao encontro do recém-chegado. Embora tivesse requisitado um capelão para Dunmurrow algum tempo atrás, ainda não recebera nenhuma resposta do bispo e acreditara atraso à má fama do Cavaleiro Vermelho. Talvez aquele padre viera lhe trazer alguma mensagem ou até mesmo ocupar a posição.


― Bom dia ― Hermione o cumprimentou, aproximando-se. Porém parou onde estava ao ver a expressão horrorizada de Ginevra que correu do salão principal. Será que a cozinheira não queria um sacerdote em Dunrnurrow.


― Bom dia para você também ― o padre respondeu, secamente.


Não lhe sobrou mais tempo para questionar o comportamento da ruiva, porque de repente o homem deu um passo para a frente e segurou-a pelo braço, ameaçando-a com uma faca junto à garganta.


― McLaggen! ― a castanha murmurou chocada. ― Você está louco?


― Talvez. E tudo por culpa daquele maldito do seu irmão. Ele tem me caçado como a um animal, me impedindo de escapar para onde quer que seja. Londres, o campo... não importa para onde eu vá, ele continua me seguindo, mesmo que eu não deixe rastros. Seu irmão é... inumano...


Hermione percebeu o desespero contido na voz completamente descontrolada de McLaggen. Ali estava um homem forçado para além de seus limites e à beira da insanidade. Um homem que já não tinha nada a perder, por isso ele lhe causava medo.


― Como foi que você conseguiu entrar aqui? ― ela indagou devagar, esforçando-se para acalmá-lo.


― Ouvi dizer na aldeia que você havia solicitado um sacerdote para Dunmurrow. Foi fácil conseguir um disfarce e passar pelos portões.


― Quer dizer que você veio sozinho? ― mesmo sabendo o estado de profundo nervosismo e agitação em que McLaggen se encontrava, estava impressionada pela ousadia do barão.


― Eu não tinha outra escolha. Não havia mais ninguém ao meu lado, ninguém para me ajudar. Seu irmão conseguiu perseguir cada um de meus homens até matá-los ou convencê-los a se afastar de mim. No final da história não havia dinheiro no mundo capaz de trazer meus soldados de volta ou de conseguir novas alianças.


Ele não agira como um homem corajoso ao entrar em Dunmurrow, mas sim como uma criatura amedrontada além do suportável. Pressionando a faca de encontro ao pescoço de Hermione, começou a caminhar na direção da porta, arrastando-a consigo.


― De nada lhe adiantará me levar com você ― ela protestou. ― Belvry jamais poderá lhe pertencer agora.


― Sim, eu sei, e que o diabo carregue aquele castelo maldito! Quero apenas alcançar um lugar seguro e você será meu salvo-conduto. Tendo-a em minhas mãos, seu irmão não ousará me encostar um dedo.


― Escondendo-se atrás da barra da saia de uma mulher, McLaggen?


A voz de Draco ecoou pelo salão, quase fazendo-a desmaiar de alívio. Logo atrás de seu lorde, Ginevra retorcia as mãos angustiada. Com certeza a cozinheira reconhecera McLaggen e correra à procura de Malfoy.


McLaggen não parecia reconhecer o perigo ou a gravidade da situação porque despejava veneno e ironia por todos os poros.


― Então voltamos a nos encontrar, Cavaleiro Vermelho. Mas você provou que a lenda criada em torno de seu nome não passa de uma mentira, você se mostrou destituído das habilidades e poderes que lhe são atribuídos. Se o maldito irmão de Hermione não tivesse vindo ao seu socorro, você já estaria morto a essas horas, destruído pelo meu exército!


Por um momento a castanha teve medo de que o marido perdesse a cabeça diante da provocação, porém ele permaneceu calmo e atento, um sorriso desdenhoso no rosto.


― Ah, só que você não acha que a chegada de Heitor foi uma simples coincidência, não é mesmo? Foi somente por sua causa que fiz meu cunhado ressuscitar dos mortos.


Hermione fitou o marido com respeito redobrado. Nunca o vira lançar mão do mito criado em torno de si mesmo antes. Agora ali estava, seguro, controlado, enorme e ameaçador. Sim, Draco parecia ter poderes que escapava a um mortal comum.


Apesar de ter sido afetado pelas palavras do Cavaleiro Vermelho, McLaggen riu, o som estridente demonstrando puro pavor.


― Um conto de fadas. Ótimo para alimentar o mito dos aldeões, que devem adorar esse tipo de história. Agora, vamos, mexa-se, saia do caminho ou vou cortar a garganta da sua mulher.


― Solte-a agora e eu o deixarei viver.


McLaggen cuspiu no chão.


― Faça o seu trabalho, Cavaleiro Vermelho. Chame os seus demônios e os deixe me destruírem.


― Está bem. ― Draco deu um assobio baixo e imediatamente duas formas negras e gigantescas pularam das sombras. Os cães avançaram sobre McLaggen e o jogaram no chão, sem que o barão tivesse chance de levantar um dedo para defender-se. Livre, Hermione caiu no chão de joelhos, esfregando o pescoço dolorido. Enquanto isso McLaggen urrava sob o ataque dos animais.


A um novo comando de seu dono, os cães se afastaram antes de, literalmente, arrancar pedaços da vítima.


― Minha vontade é matá-lo agora mesmo e resolver o assunto de uma vez por todas ― Malfoy falou num tom frio e mortal. ― Mas não quero irritar meu cunhado. Heitor quer ter o privilégio de destruí-lo com as próprias mãos.


― Não! ― ele tentou pegar a faca porém Draco foi mais rápido e McLaggen caiu no chão, o coração transpassado pela espada do Cavaleiro Vermelho.


Horrorizada diante da cena, a castanha cobriu o rosto com as mãos, ouvindo o marido dar ordens aos servos de retirarem o corpo do barão. Então sentiu que braços fortes a erguiam do chão e a protegiam num abraço terno e amoroso.


― Creio que seus problemas com os vizinhos estão terminados, esposa.


― Heitor vai ficar irritado ― ela falou, mencionando a primeira coisa que lhe veio à cabeça.


― Sim. Seu irmão vai ficar muito... frustrado ― concordou tomando-a no colo e levando-a para o quarto.


A última coisa que Hermione escutou antes de fechar a porta, foi a voz de Ginevra dizendo aos outros criados:


― Só não sei explicar como os cachorros apareceram no salão tão de repente. Eles não estavam lá quando saí para chamar meu lorde.


A castanha ficou pensativa. Realmente não vira nem Castor nem Pollux durante toda a cena com McLaggen e era impossível que animais daquele tamanho lhe passassem despercebidos, mesmo que estivessem deitados sob uma cadeira, por exemplo. Ao olhar para o marido, um ar especulativo no rosto, Draco apenas sorriu e respondeu a pergunta silenciosa sem hesitar.


― Castor e Pollux estavam no salão sim. Talvez você não os tenha notado.


Talvez sim, ela pensou, ou talvez não. Talvez houvesse um grão de verdade na lenda criada em torno do Cavaleiro Vermelho.


 


 


Heitor chegou no dia seguinte, provavelmente seguindo a pista de McLaggen. A frieza com que se dirigiu à irmã levou-a a imaginar que as notícias da morte do barão já o haviam alcançado.


A atmosfera estava tão tensa, que Hermione ficou aliviada quando Draco chegou. Heitor e ela nunca tinham sido muito unidos, porém desde o reencontro de ambos ele lhe parecia um verdadeiro estranho.


― É bom ver você outra vez, cunhado ― Malfoy o cumprimentou, sentando-se à mesa e fitando-o impassível.


― Segui a pista de McLaggen até aqui. Você o viu?


― Sim. O barão cruzou os portões de Dunmurrow ontem, junto com um grupo de aldeões. Estava disfarçado de sacerdote e tentou tomar minha esposa como refém.


O moreno ergueu as sobrancelhas como se estivesse questionando, silenciosamente, o relaxamento da segurança do castelo que falhara duas vezes quase consecutivas. Draco notou o insulto, porém enfrentou o olhar do cunhado com firmeza, seguro de si como sempre.


― Fui obrigado a matá-lo.


Uma palidez intensa se espalhou pelo rosto de Heitor. Ele parecia um homem que passara toda a sua vida perseguindo um objetivo apenas para, no último momento, alguém o impedir de alcançá-lo. Ao perceber o estado de desânimo do irmão, Hermione teve vontade de abraçá-lo, mas não o fez, sabendo que seu oferecimento de conforto não seria apreciado.


― Ele era meu ― Heitor falou afinal.


― Sim, eu sei. Porém o homem estava dentro do meu castelo, ameaçando minha mulher.


Ansiosa para aliviar a tensão reinante, a castanha tentou dar um tom leve à conversa.


― Então McLaggen o obrigou a caçá-lo numa roda-viva?


― Sim― o irmão respondeu, sem sequer fitá-la. ― Primeiro ele foi atrás de Dumbledore para advogar seu próprio caso, porém o rei preferiu não tomar partido e ainda lhe chamou a atenção por ter se metido em encrencas com os vizinhos. ― Heitor fez uma pausa e olhou o cunhado com um novo respeito. ― Aparentemente o rei o tem em alta conta.


Draco aceitou o cumprimento e a admiração com um dar de ombros.


― Servi Dumbledore durante muitos anos ― falou com simplicidade.


― Meu marido não pretendia matar McLaggen. Ele disse ao barão que o estava reservando para você, mas pelo visto nosso antigo vizinho o temia mais do que qualquer outra coisa e preferiu arriscar ser morto naquele mesmo instante do que enfrentar a sua ira.


― Sim, não tenho dúvidas de que seja verdade. Minhas desculpas, Draco, por ter reagido de maneira tão intempestiva às notícias. Você fez o que precisou fazer. Mas deve entender como é difícil para mim saber que nunca serei vingado.


― Agora está tudo acabado, cunhado. Já é tempo de você seguir em frente com a própria vida e enterrar o passado.


O olhar de assombro de Heitor era tão intenso que Hermione se perguntou que tipo de vida o irmão teria levado nos últimos cinco anos.


― Belvry agora lhe pertence ― ela falou suavemente, na esperança de que a menção de seu lar pudesse animá-lo. ― Embora Neville seja um bom administrador, ainda assim deverá receber orientação sua.


― Sim, você está certa, claro ― Heitor respondeu parecendo mais morto do que vivo. ― Acho melhor partir já.


― Não! Eu não pretendia dar a impressão de que você devia ir embora. Quero que fique conosco por algum tempo.


― Sim ― Draco apressou-se a dizer. ― Você passou estas últimas semanas na estrada. Vou mandar Filch lhe mostrar um quarto enquanto eu me encarregarei de alojar seus homens.


Como se estivesse vivendo um sonho, Heitor levantou-se e seguiu o criado como alguém que vai ao encontro de um destino do qual não pode se desviar.


― O que será de meu irmão? ― indagou, vendo-o se afastar.


― Seu irmão precisa de uma esposa. ― o loiro abraçou-a com força, aspirando o perfume dos cabelos longos e sedosos. ― Talvez Dumbledore possa ser persuadido a arranjar alguma coisa. Tenho a impressão de que, assim como a irmã, Heitor só se casará se for forçado a fazê-lo.


Hermione sorriu diante da provocação e balançou a cabeça de um lado para o outro.


― Não sei não. Embora ele seja meu irmão, tenho pena da mulher que se tomar sua esposa.


― Bobagem. Talvez neste exato momento uma mulher esteja planejando uma maneira de agarrar Heitor para marido.


― Eu não fiz plano nenhum para agarrar você! ― retrucou um tanto secamente, por causa da insinuação. Porém, ao fitar o marido, ele estava rindo, adorando vê-la com aquela expressão ofendida no rosto bonito.


― Então dou graças a Deus por seus planos terem uma tendência a dar errado.


― Discordo. ― beijou-o no rosto, sentindo o coração pulsar de tanto amor. ― Minha decisão de escolher o Cavaleiro Vermelho não foi uma decisão errada, mas certíssima.


 


 

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Comentários: 5

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Enviado por Landa MS em 26/02/2014

O Cavaleiro Vermelho vai dar uma de caamenteiro agora? Finalmente McLanggen sumiu do mapa. Tava incomodando pra caramba. Espero que no próximo o filho deles esteja correndo por aí.

Nota: 1

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Enviado por Carla Balsinha em 24/02/2014

alô querida!primeiro,quero pedir-lhe desculpas,por não ter lido mais cedo o capítulo,mas só hoje é que consegui ler...o site parece que resolveu fazer greve....também tem direito,convenhamos!^^

O sentido de humor destes dois é maravilhoso....^^o Draco tem toda a razão,o heitor precisa urgentemente de alguém....não há quem aguente aquele humor....^^

Estou plenamente de acordo contigo,amiga!As pessoas de quem nós amamos,devem ser mimadas em vida,não é depois de irem.....

Aqui,continua o frio....hoje está sol,mas já choveu imenso de madrugada e ontem á noite parecia um dilúvio....

Beijinhos grandes.

Fica bem.

Carla Cascão

 

Nota: 1

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Enviado por M R C em 17/02/2014

já estou com saudades desse casal.

essa fic foi uma prazerosa de se ler.

a história é intrigante, sensual e inteligente na medida certa .

to muito feliz pelos dois, hahahahahhahaha, sou dessas que torce muito pela felicidade dos personagens.

a familia deles está quase completa.

chega logo epílogo !

beijos

Nota: 5

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Enviado por RiemiSam em 16/02/2014

O humor desse casal é divino. Gosto da Hermione com o Draco, eles sao felizes e somente isso importa. Adorei cada capítulo e agradeço imensamente pelo seu lindo trabalho. Obrigada.

Nota: 5

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Enviado por Tha em 16/02/2014

Ah poxa, adorei! Esperando ansiosa pelo epílogo! <3 É uma das fics que mais gosto daqui, parabéns!

Nota: 5

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