Thaiana: Olá, obrigada pelo comentário... eu tb senti essa vontade, a de matar os dois.... o Robert por ser um cretino nojento e a Mione por ser uma idiota.... mas se eu matasse os dois a Fic acabaria.... e ai não seria legal, então aqui estão as consequencias dos atos de Mione... bjusss
Gabriiela Malfoy: Não tem nenhum problema o seu sumisso, fico contente que tenha lido a fic e que tenha vindo dar uma opinião....Me desculpe, mas se a Mione dispensa o Sev ele será todo meu, sou egoista....Não foi só você que se revoltou com ela.... parece até loucura, mas eu mesma fiquei dizendo " Você é uma idiota Mione, sua burra, inutil..." POis é. acontece.... rsrsrsrs.... mas vamos ver agora o que as ações dela causaram.... bjussss
Capítulo 24 – Revelações para uma morta
Parece que foi ontem quando vi seu rosto
Você me disse o quão estava orgulhoso, mas eu fui embora
Se apenas eu soubesse o que sei hoje...
Eu te seguraria em meus braços
Eu afastaria toda a dor
Agradeceria por tudo que você fez
Perdoaria todos os seus erros
Não há nada que eu não faria
Para ouvir sua voz de novo
As vezes eu quero te chamar
Mas eu sei que você não estará lá
Ooh, me desculpe por te culpar
Por tudo que eu não pude fazer
E eu feri a mim mesmo ao ferir você
Alguns dias eu me sinto destruída por dentro, mas não vou admitir
Às vezes, eu apenas quero me esconder, porque é de você que eu sinto falta
E é tão difícil dizer adeus quando chega a hora
Você me diria que eu estava errada?
Você me ajudaria a compreender?
Você está me olhando aí de cima?
Você está orgulhoso de quem eu sou?
Não há nada que eu não faria
Para ter apenas mais uma chance
De olhar em seus olhos
E ver você olhar de volta
Ooh, me desculpe por te culpar
Por tudo que eu não pude fazer
E eu feri a mim mesmo, ooh ooh
Se eu tivesse apenas mais um dia
Eu lhe diria o quanto sinto sua falta desde que você se foi,
Ooh ooh, é perigoso
É tão insensato tentar voltar no tempo...
Ohh, me desculpe por te culpar
Por tudo que eu não pude fazer
E eu feri a mim mesmo... ao ferir você
Por mais que fosse diferente, aquele espelho embaçado impedia o reflexo da mesma menina agachada no canto do banheiro. A água quente descia novamente pela pele dela. A esponja estava vermelha de sangue saído de seu corpo. O corpo que esfregou com força. O corpo que entregou a ele, que deu a ele para fazer o que quisesse.
O corpo que sangrava e ardia.
Hermione levantou a cabeça e deixou a água lhe lavar as lágrimas escorridas.
Há quanto tempo estava ali? Uma hora? Um dia? Uma semana?
A menina não sabia e nem se importava com o tempo, se o mesmo passava ou estava parado, sua mente era completamente desligada de tudo, ela não queria nem mesmo sair daquele banheiro.
A dor que sentia era tão grande que chegava a sentir no restante do corpo a consequência dessa dor. E sua alma, até mesmo sua alma doía, na verdade era a que mais sofria. Como era cruel lembrar-se daquelas palavras, da dificuldade que ele teve em dizê-las, a verdade com que foram pronunciadas.
Novamente ela chorou e tremeu com a raiva que sentia por fazer isso com ele, aos poucos a água já não era mais quente e seu corpo parara de tremer, pois agora sua visão começara a embaçar, escurecendo aos poucos como se alguém apagasse a luz, e apagaram. A luz de sua vida foi apagada por ela mesma. E se a luz já estava apagada, então por que não se deixar tomar pela escuridão que queria tanto devorá-la? Era só fechar os olhos, só isso. Não era difícil, fazia isso todas as noites, a diferença é que sempre os abria novamente quando era de manhã, desta vez eles jamais voltariam a se abrir, jamais voltariam a ver a luz novamente, jamais o veriam novamente.
- Hermione? Isso Mi, acorda. Pelas barbas brancas de Merlin, você nos deu um susto e tanto. Como você está?
Hermione abriu devagar os olhos, a sua visão estava embaçada, mas era possível ver que alguém estava sentado em sua cama, ao seu lado e segurava sua mão. Era difícil saber quem era, até mesmo a voz estava distante, mas se tornava mais alta e nítida com o passar dos minutos.
- Hermione?
- Onde estou? - Perguntou assustada lembrando-se do banheiro e da vontade de se entregar ao nada.
- Onde mais? Na ala hospitalar.
Rony. Aquela voz jamais seria confundida com nenhuma outra.
- Ron?
- Sim Mione, sou eu.
A mão dele apertou a dela e a fez sentir-se bem, confortável e quente. Um calor amigo que ela não sentia há muito tempo.
- Harry estava aqui, foi buscar Gina depois da aula dela.
Rony ajudou Hermione a tomar um copo d'água e a menina tentou se sentar na cama, teve que ser ajudada pelo amigo.
- Meus braços doem.
- Eu sei. – De repente os olhos tão vivos de Rony se entristeceram. – Mione. – Olhou carinhosamente sentando-se mais perto e pegando em sua mão de novo. – Por que fez aquilo?
- Aquilo o que? - Perguntou Hermione com a testa franzida não entendo o porquê do amigo estar tão triste.
- Com o seu braço e com todo o resto do seu corpo.
Hermione não entendia o que Rony estava falando. Com os olhos cheios de dúvidas ela largou a mão do menino e estendeu os braços em frente aos seus olhos. Ambos estavam enfaixados. Ela então afastou o lençol e descobriu que suas pernas também estavam enfaixadas, assim como quase seu corpo inteiro, por isso foi tão difícil se sentar.
- O que houve?
- Pensei que pudesse responder. Gina te encontrou desmaiada no banheiro feminino da monitoria, você estava toda vermelha e sangrando, sua pele estava em carne viva. Ao seu lado estava uma poção desinfetante poderosa e uma esponja... você... você esfregou seu corpo com aquela poção usando a esponja. Madame Pomfrey disse que logo logo você estará bem, mas que por enquanto precisa ficar com essa bandagem para poder criar outra pele.
Hermione olhou novamente para o braço e o deixou cair na cama voltando a se deitar, as imagens do que tinha acontecido nesses últimos dias voltavam à sua mente com um estrondo tremendo. Como uma bomba deixando uma cratera enorme no chão.
- Eu gostaria de ficar sozinha agora, Rony, se não se importa.
- Não, claro que não. Eu estarei na sala comunal, caso precise de mim pode pedir para me chamar que eu venho correndo.
Hermione apenas balançou a cabeça e sentiu os lábios dele encostarem em suas bochechas quentes, Hermione sentiu um tremor parecido com o que sentia quando pensava em Robert e lembrava do ocorrido da noite anterior. Rony a cobriu e fez carinho em sua cabeça. Ela esperou até que a porta fechasse para deixar as lágrimas descerem novamente.
Em nenhum momento Hermione se olhou no espelho, não queria olhar para o rosto de uma pessoa tão vil e cruel como ela. Todos tinham pena do que acontecera, mas ela merecia tudo aquilo. Sabia bem disso e não se arrependia de sentir dor, a dor dele devia ter sido bem mais forte e intensa. Demorou muito tempo para que conseguisse ficar com a pele boa novamente, Madame Pomfrey disse que não podia tratá-la com um feitiço e nem poção, pois eram ferimentos delicados e precisavam se curar por conta própria. Somente na terceira semana Hermione foi liberada pela enfermeira com a informação que deveria evitar tomar sol, não seria difícil, já que já era inverno. Assim que saiu da ala hospitalar, Hermione foi direto para seu dormitório. Em cima de sua cama estava seu sobretudo devidamente dobrado e uma flor azul em cima dele, um pequeno pergaminho encontrava-se no meio do sobretudo. Hermione pegou o pequeno papel e o desdobrou, não havia poema ou palavras bonitas como os outros, havia apenas uma simples frase, nada mais do que seis palavras, mas que fizeram Hermione se agarrar com força ao sobretudo e se encolher na cama sem sair o restante do dia. Ela era a pior pessoa do mundo e merecia mais do que a morte, merecia sofrer.
Após muito chorar ela adormeceu e deixou o pergaminho cair mostrando a letra fina e inclinada que lhe dizia simplesmente:
“Não se esqueça que é verdade”
E se eu desmoronar
Se não pudesse mais aguentar
O que você faria?
Dias se passaram e Hermione não falava uma única palavra, simplesmente respondia quando lhe perguntavam algo, caso contrário apenas se reservava a ficar olhando para o nada. Não levantava mais a mão quando o professor fazia uma pergunta, não dava broncas em Rony quando o mesmo brincava com artigos da loja dos irmãos e nem mesmo comia no salão principal.
Os amigos se preocuparam por um tempo, mas depois de algumas semanas apenas a acompanhavam sem tentar lhe fazer agir normalmente, acreditavam que ela estava passando por algum trauma pós guerra e que somente agora os sintomas deram sinal. Também não a forçavam a ir ver Madame Pomfrey, pois acreditavam que Robert a estava ajudando, pois com o estado dela, o jovem teve carta branca para visitá-la sempre que quisesse. Claro que ele não poderia morar no castelo, mas estava lá o máximo de dias que podia, umas três ou quatro vezes por semana, ficava sempre em seu quarto e, algumas vezes, passeava com ela pelo jardim após as aulas. Os professores e alunos achavam que ele era realmente um namorado exemplar e que Hermione o amava, pois sempre estava abraçada a ele, ou o beijando para completa inveja das alunas de Hogwarts.
Mas a realidade era que Hermione estava praticamente no modo automático, ela nem mesmo falava com Robert, mas o mesmo a dominava como sua propriedade, não queria saber se ela o amava, só que ela era dele e somente dele. A menina não lhe negava nada, o beijava quando ele pedia, o abraçava quando ele a puxava. O único indício de que estava viva eram as lágrimas que derramava quando o corpo pesado dele estava em cima do seu lhe penetrando com força. Mas ainda assim ela não reclamava das palavras, não reclamava dos tapas, não reclamava do sangue e da dor. Ela apenas fazia o que ele queria. Ela merecia passar por aquilo.
Semanas se passaram, o inverno deu lugar a primavera e Hermione continuava a mesma. Morta. A única coisa que dizia era uma frase repetida diversas vezes durante as noites longas e negras.
“Ele foi embora”
Na mesa dos professores uma das cadeiras estava ocupada por um novo professor de cabelos loiros.
Severus Snape não fazia mais parte do quadro de professores do castelo. Agora entrava Juliet Ambries como novo professor de poções. Harry foi informado que Snape simplesmente sumiu um dia após Hermione voltar. Foi embora e não disse nada a ninguém. Não fazia mais parte da Ordem, não deu satisfação nem mesmo para Dumbledore. Simplesmente desapareceu.
Em um dia de sol fraco McGonagall caminhou lentamente até aquele quarto. Apesar de não aparentar, ela estava cinco anos mais velha de preocupação. A menina que estava atrás daquela porta era a mais importante para ela e era a que ela lutava até o fim para conseguir salvar.
- Senhorita Granger? Posso entrar?
Ninguém respondeu, como McGonagall imaginou. Sem esperar a resposta ela abriu a porta devagar e entrou no quarto escuro. Hermione estava sentada na cama balançando os pés. Seu olhar parecia distante.
- Senhorita Granger, como está?
Como imaginou ela não respondeu. Hermione não falava nada há muito tempo. Fazia sempre todas as provas e trabalhos com perfeição, mas não era mais a menina que sempre alegrava suas aulas com as respostas certas dando pontos e mais pontos para a grifinória.
Não era mais a Hermione Granger que todos conheceram.
- Granger, a senhorita Weasley veio conversar comigo sobre você, mas sinceramente eu mesma já estava preocupada desde que aconteceu aquilo no banheiro. Granger, o que está acontecendo com você?
Nada, nem uma palavra, nem um olhar.
- Hermione – Falou a professora baixinho colocando a mão no ombro dela – Me importo com você. Nunca disse nada a ninguém, mas tive um caso amoroso com um menino quando eu era adolescente. Nós namoramos durante um tempo e quando eu tinha vinte e dois anos acabei engravidando – Contou McGonagall olhando para o perfil da menina que continuava sem falar nada apenas escutando o desabafo intimo – Ela nasceu com os cabelos castanhos escuros iguais os do pai e os olhos azuis como os meus, se chamava Helena. Ela cresceu, foi matriculada em uma escola na França, mas não era a Beauxbatons, e sim uma mais simples, eu não tinha condições de colocá-la em uma melhor. Todos os professores gostavam dela, era a primeira da sala, sempre tirava as maiores notas e tinha um sabor pela vida que jamais vi ninguém ter.
Algumas lágrimas começaram a descer dos olhos azuis de McGonagall e percorriam seu rosto triste e cheio de sombras do passado.
- Ela era tão linda – Continuou – Eu a amava e o pai era o mais coruja que eu já havia visto, nossa vida era maravilhosa, mas Deus achou que era felicidade demais para uma família só, então resolveu nos castigar por algo da maneira mais terrível que existe. Ele nos tirou nossa filha. Ela estava voltando para casa um dia, tinha ido a um restaurante comer com os amigos da escola, era época de Natal e as ruas estavam lotadas de pessoas. Ela resolveu pegar um atalho, pois estava passando uma turma de cantores natalinos que ela odiava ouvir. Ela foi pelo bosque e quando já estava chegando em casa, quando virava a esquina foi que ela percebeu que alguém a seguia. Tentou correr, mas já era tarde demais. Ele a pegou e a levou novamente para o bosque. Encontraram-na no dia seguinte, ele havia espancado ela com as próprias mãos e a matado logo depois.
- Eu vivi anos de minha vida somente me lamentando. O pai dela faleceu logo em seguida, não agüentou viver sem nossa menininha. Eu me mudei para a Inglaterra e vim dar aulas aqui em Hogwarts, queria esquecer tudo e durante um tempo eu esqueci, mas ai chegou você, Hermione. Nada parecida com minha menina, não tem os cabelos castanhos escuros nem os olhos azuis, por isso não percebi você quando sentou no banco do chapéu seletor, mas na nossa primeira aula tive que me segurar para não sair correndo de lá e ir chorar em meu quarto. Você tem a mesma fome de saber que ela, a mesma voz, a mesma vontade de conhecer. Eu vi Helena em você. Eu quis que Helena estivesse em você. Entende o que quero lhe dizer Hermione? Você é como minha filha, talvez a pessoa com quem eu mais me importe aqui nesse castelo, exatamente por isso quero que vá para a enfermaria novamente.
McGonagall a viu se mexer, mas tal movimento não passou da correria de ir ao banheiro vomitar, o que pelo depoimento de Gina, era freqüente, principalmente de manhã.
- Preciso saber o que está havendo com a senhorita....
Duas batidas na porta puderam ser ouvidas e a professora logo foi abrir.
- Senhor Laine, que bom vê-lo.
- Professora McGonagall, atrapalho? – Perguntou olhando para dentro do quarto da ex monitora chefe da Grifinória. A vice diretora de Hogwarts precisava que outras pessoas cuidassem das tarefas de Hermione após seu torpor começar.
- Não senhor Laine, acho difícil que tivesse atrapalhado alguma coisa. Será que posso conversar com o senhor um minuto?
- Claro. – Disse Robert sorrindo.
McGonagall e Laine caminharam lentamente pelos corredores da escola sem falar nada até que Laine, tomado pela curiosidade, tomou a iniciativa.
- Eu pensei que a senhorita tivesse dito que queria conversar comigo.
- Sim, quero. Desculpe. Senhor Laine, o senhor é a pessoa que mais tem contato com a senhorita Granger. Vem aqui quase todos os dias após as aulas e só vai embora muito tarde.
- Não entendo o porquê dessas confirmações obvias.
- Deve ter percebido como ela está mudada.
- Claro que percebi, por isso fico ao seu lado. Quero dar apoio a ela, quero estar sempre com ela, mostrar que pode contar comigo para o que precisar.
- Não sabe realmente o que aconteceu, senhor Laine?
Minerva olhava para ele com um tom de ameaça bailando em seus olhos. Robert estava cada dia mais frio perante os outros. Sabia que algo tinha acontecido à ela desde o dia do seu sumiço. Mas seu aparecimento repentino, vestindo somente aquele sobretudo, foi camuflado pelo prazer que aquela pequena menina lhe proporcionara naquele mesmo dia. Ele era insaciável e pedia sempre mais. Hermione não falava nada com ele, mas mesmo assim ele chegava todos os dias e lhe dava beijos ardentes na boca rosada que correspondia somente por ele mandar. Não sabia por que ela agia assim, mas fazia tudo que ele ordenava, tudo que mandava. Robert fazia carinho em seus cabelos e depois passava para seus braços, seguindo pela sua barriga e pernas subindo para seus seios. Ela não dizia nada e só agia quando ele mandava que fingisse estar sentindo prazer por mais que não sentisse. Robert sempre dizia a si mesmo que ela queria aquilo e o sangue em suas pernas eram conseqüências de ser pequena demais para ele, afinal, ela não reclamava nunca e aquele poder de dominação era pleno.
Dentro de sua mente, Robert sempre pensava e as vezes dizia à ela que a estava protegendo. Que estava sempre ali com ela. Por vezes ele se zangava e lhe dizia que protegia algo sem vida, algo morto, petrificado, algo que não reagia. Uma pedra. Mas depois voltava a lhe fazer carinho, pois ela era dele e somente dele.
Onde estaria aquela Hermione de antes? O que acontecera com ela?
Era exatamente o que Minerva se perguntava enquanto olhava para Robert, o belíssimo homem de cabelos negros e olhos dourados e hipnotizantes, um sorriso encantador, postura reta digna de um príncipe que ninguém sabia que ele não era.
- Está insinuando que fiz algo com Hermione?
- Claro que não, estou apenas preocupada. Ela não fala com ninguém e parece responder apenas ao senhor.
- Claro que responde somente a mim, sou o namorado dela e com sorte, futuro marido.
- Sendo assim, espero que cuide muito bem dela senhor Laine, ela é uma menina muito especial e todos a amamos, sabe que não queremos que nada aconteça à ela.
- Claro que sei, e não se preocupe, nada acontecerá, eu estou do lado dela. Agora se me dá licença, meu tempo com ela diminui a cada palavra desnecessária que a senhora me dirige.
Sem deixar a professora responder, lhe deu as costas e entrou no quarto de Hermione encontrando-a parada na janela. Após trancar a porta ele sorriu de canto e se aproximou devagar a abraçando por trás.
- Estava com saudades de você meu bem.
Devagar ele a levou para a cama e a puxou para seu colo abraçando-a. Ela se aninhou em seus braços.
- Adoro quando você está assim, carente. E eu sei qual é o motivo desse estado. É ele não é? - Ela não respondeu - Eu sabia que era. Mas como eu disse antes meu bem, eu sempre ganho, de um jeito ou de outro. Ele se foi, te deixou para mim e agora você é minha. – Mordeu o lóbulo da orelha. – Somente minha para fazer o que eu quiser. – A deitou na cama e se colocou em cima dela. Mas batidas na porta o impediram de continuar a tirar a blusa fina dela. – Maldição. Se vista e sente-se. Vou atender a porta.
Hermione o obedeceu e Robert alinhou a camisa antes de abrir a porta e dar de cara com Madame Pomfrey parada com sua maletinha em mãos esperando para poder entrar.
- Senhor Laine, estou aqui....
- Para ver Hermione, eu bem que imaginei. Entre, duvido que ela vá negar. – Virou-se para Hermione que estava novamente sentada na cama. – Já volto meu bem. Com licença.
Robert olhou com desgosto para Madame Pomfrey e saiu do quarto. A enfermeira adiantou-se e sentou-se ao lado de Hermione.
- Senhorita Granger, Minerva veio falar comigo a poucos minutos e me disse algumas coisas que nos preocupou bastante, por isso preciso fazer alguns exames na senhorita. Preciso que tire a roupa e deite-se na cama, tudo bem?
Hermione novamente não respondeu, apenas começou a tirar a roupa e se sentou mecanicamente, como se aquele pedido fosse um comando e ela fosse uma maquina respondendo ao comando feito. Madame Pomfrey suspirou profundamente e abriu sua maletinha pegando os instrumentos que precisava, qualquer aluno se assustaria, pois alguns instrumentos eram muito esquisitos, mas Hermione apenas permaneceu deitada na cama sem nada dizer, parecia que a enfermeira estava tratando de um defunto. Após algum tempo examinando o corpo da grifinória, a enfermeira pediu que ela tomasse algumas poções.
- Agora pode se vestir. – Disse com carinho ao fechar sua maletinha.
A enfermeira guardou seus instrumentos e poções e depois que Hermione estava vestida ela sentou-se ao seu lado e falou com uma voz baixa e macia, como que explicando algo complicado para uma criança.
- Senhorita Granger, eu fiz o exame na senhorita, fiz um exame geral. Não vi nada de errado no caso de doença, mas vi alguns machucados em seu corpo, em suas partes intimas. Alguns são bem recentes.
A enfermeira esperou alguns segundos para ver se Hermione reagiria a essa afirmação, mas a menina nem se mexia.
- Por um acaso - Continuou - o senhor Laine fez algo que a machucasse?
Silêncio.
- Não contarei a ninguém senhorita, mas preciso que entenda que se ele fez algo a força é um crime.
Silêncio.
- Tem mais um fator que torna isso importante, senhorita Granger. – Ela hesitou por um instante e pegou a mão da menina. – A senhorita está grávida.