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ATENÇÃO: Esta fic pode conter linguagem e conteúdo inapropriados para menores de idade então o leitor está concordando com os termos descritos.

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18. Capítulo XVIII


Fic: The Devils bride - Epilogo postado


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Oi, oi povo! Antes de qualquer coisa, gostaria de pedir desculpas pela demora. Tive alguns problemas de saúde na família e infelizmente perdi um ente querido. Bem, a vida continua.
Bora ler mais um capítulo.


 


RiemiSam: Pois é, o McLaggen é um idiota de marca maior. Mas ele terá o que merece...


Landa MS: Acredito que Heitor, mereceria um capítulo a parte, ou talvez até mesmo uma história só dele. Espero que goste desse capítulo.


MRC: Não se preocupe, nesse capítulo você descobrirá os motivos de Heitor. Agora, sobre a fama de Draco... Nunca se sabe, não é?


Carla Cascão: A história do irmão da Mione, será explicada nesse capítulo. Aguarde, será interessante.


Anne Lizzy: Seja muito bem vinda. Espero que goste do capítulo.


 


 


Lembre-se, comentar nunca é demais!


 


Bjs, uma boa leitura!





*****






Embora Draco soubesse que seus homens estavam lutando bravamente, McLaggen podia contar com reservas vindas do castelo e um número infinito de mercenários que os atacavam de todos os flancos.


Recuando um pouco para ter uma visão melhor da batalha, o loiro ergueu o elmo e limpou a testa, o suor escorrendo sobre os olhos e ensopando-lhe os cabelos. Ao perceber que Blaise se aproximava, um ar sombrio no rosto, teve certeza de que o vassalo trazia más notícias.


― Um enviado de McLaggen veio nos informar de que o barão deseja discutir os termos de um acordo.


― Termos de um acordo? Por que você se deu ao trabalho de me trazer essas notícias, quando sabe muito bem que nunca gasto tempo com palavras quando posso lutar?


Blaise parecia desconfortável, como se não soubesse o que dizer.


― Pensei que talvez... talvez o barão possa dizer alguma coisa sobre a sua lady ― o vassalo respondeu meio sem jeito.


À menção da esposa, Draco sentiu um aperto terrível no coração.


― Ele pediu um resgate?


― Não. Porém o emissário do barão não entrou em detalhes. Talvez os planos sejam lhe oferecer lady Malfoy em troca de Belvry.


Uma mulher em troca de uma das propriedades mais valiosas de todo o reino? Draco resmungou qualquer coisa, como se uma vida inteira de honra, orgulho e dedicação à carreira militar agora entrassem em conflito com o que realmente importava: sua esposa.


― Vamos ouvir o que o homem tem a nos dizer ― falou afinal.


 


 


Os dois se entreolharam um tanto desconfiados ao entrarem na tenda de McLaggen. O barão estava sentado numa cadeira enorme, um tapete estendido sob os pés. A própria imagem de um paxá ou de um rico mercador Italiano. Apesar de estar usando uma armadura, ficava claro, pela ausência de suor e sujeira, que sequer chegara perto de onde a luta estava sendo travada. Draco só conseguia sentir um profundo desprezo por um homem tão covarde e incapaz de liderar os próprios homens num campo de batalha.


― Então este é o terrível Cavaleiro Vermelho? ― indagou num tom irônico.


O sarcasmo não passou despercebido ao loiro, porém, diante do olhar de advertência de Blaise, decidiu manter a fúria sob controle. Pelo menos até que soubesse o motivo do encontro.


― Sim, meu lorde ― respondeu o emissário que os trouxera. Logo o mensageiro saía e os deixava a sós, na companhia dos guardas pessoais do barão. Embora uma tropa de seus próprios homens o aguardasse do lado de fora, Draco começou a se sentir inquieto. Sendo McLaggen tão acostumado à traição, poderia muito bem estar planejando atacá-los pelas costas em vez de conversar.


― Deve lhe parecer óbvio agora, Cavaleiro Vermelho ― começou depois de um longo silencio, em que analisou os recém-chegados da cabeça aos pés ― que o meu exército excede o seu em número. Se você se render eu talvez possa até poupar a sua vida e a de seus homens. Já houve suficiente derramamento de sangue hoje ― completou magnânimo.


Draco não respondeu e simplesmente continuou fitando o idiota arrogante e incompetente. Aquela discussão era inútil. Será que se dera ao trabalho de interromper a luta para escutar um monte de asneiras? E onde estava Hermione?


Demonstrando não se incomodar pela fixidez do olhar do loiro, o barão o interpelou:


― E então? Responda-me!


― E quanto à minha esposa? ― Malfoy indagou, os dedos fechando-se com força ao redor do punho espada. ― Onde está ela?


McLaggen parecia tão surpreso com a pergunta que um instante Draco imaginou se aquele verme realmente sequestrara a castanha.


― Sua esposa? Ah, você está querendo dizer Hermione Granger.


― Hermione Malfoy ― o loiro o corrigiu, a voz cortante como aço. ― O que você fez com ela?


― Eu? Nada, claro, exceto atá-la na minha cama e aproveitar ao máximo. ― McLaggen fazia questão de falar com tranquilidade, como se não desse a menor importância ao assunto. ― Temo que talvez a tenha possuído um tanto rudemente, já que ela acabou perdendo aquele bebê que trazia no ventre. Mas de qualquer forma não tem importância. Eu plantei sementes suficientes para gerar uma dúzia de filhos.


O urro de Draco fez estremecer a tenda. A espada foi desembainhada com tamanha rapidez e ira que McLaggen teve tempo apenas de sair da cadeira para não ser varado pela lâmina. Ainda assim teve o braço ferido e gritou de dor.


Imediatamente os dois guardas pessoais do barão avançaram, porém o loiro os matou em questão de segundos, os olhos fixos no seu principal objetivo. Destituído de honra como era, McLaggen fugiu da tenda sem tentar se defender. Enquanto isso os urros de Draco vibravam no ar como gritos de guerra.


 


 


Isadora sentia a impaciência crescer a medida que se aproximavam de Belvry. Estavam na estrada desde o amanhecer e um número enorme de mercenários seguiam Heitor em silêncio.


Era uma visão impressionante, cada um dos soldados parecendo mais feroz e perigoso do que o outro. A pele e os olhos escuros a faziam pensar onde será que o irmão fora buscá-los. Também a maneira como se moviam e obedeciam às ordens, sem palavras ou hesitações, lhe parecia inteiramente estranha. Ainda bem que não formavam o exército inimigo.


― Hermione! Afaste-se um pouco até vermos o que nos aguarda.


Ela abriu a boca para protestar. Depois do topo da colina, logo a frente, estava Belvry e talvez, Draco. Havia chegado tão longe e não queria ser deixada para trás. Porém antes que tivesse tempo de protestar, o silêncio ao redor foi quebrado por um rugido feroz, como se alguma fera estivesse à solta.


― Draco. ― o nome do marido escapou de seus lábios num murmúrio rouco e emocionado.


― Que diabo foi isso? ― Heitor perguntou.


― Draco ― ela respondeu com firmeza. ― Ele com certeza perdeu a paciência.


― Então esse ruído foi feito por um homem? Por seu marido?


― Sim! ― galopando na direção do topo da colina, Hermione olhou os campos ao redor de Belvry. Estavam apinhados de soldados e no meio deles erguia-se a forma inconfundível do marido. ― Eu sei que é ele! Oh, Heitor, talvez meu marido esteja com problemas.


― Recue agora, Hermione. ― virando-se para seus soldados, ordenou: ― Quero um homem perto de minha irmã o tempo inteiro. Quanto ao resto de vocês, estejam prontos para atacar ao meu sinal. Mas lembrem-se de uma coisa. Lembrem-se de que McLaggen é meu.


 


 


Quando Draco finalmente saiu da tenda tinha a armadura manchada pelo sangue de vários inimigos, o suficiente para fazer jus ao nome de Cavaleiro Vermelho. McLaggen não estava em lugar algum para ser visto, contudo ele, Blaise, e uma pequena tropa vinda de Dunmurrow, achavam-se rodeados por uma grande parte do exército do barão. Não podia ter muita certeza de que McLaggen planejara aquela armadilha, entretanto sabia que sua explosão de fúria os colocara numa situação bastante difícil.


Aproveitando-se da confusão inicial, conseguiam montar nos cavalos, contudo Draco não era capaz de enxergar uma rota de saída. Estavam ilhados num mar de soldados inimigos e a distância até um local seguro era impossível de ser percorrida com a rapidez necessária. Lutando pela própria vida, Malfoy tentou abrir caminho, porém ao olhar para a colina mais próxima deu-se conta de que mais soldados e mercenários marchavam diretamente na sua direção.


Estamos perdidos. Pela primeira vez, depois de tantas batalhas, aquelas palavras terríveis ocorreram, a Draco. Que ironia do destino pensar que apenas alguns meses atrás teria ido ao encontro da morte com orgulho, enquanto que agora... agora, por Deus, queria viver!


― Que diabo é aquilo? ― Blaise gritou aproximando-se. Surpresos, os dois observaram os cavaleiros que galopavam colina abaixo, guiados por um estandarte vermelho com a figura de um veado branco.


― Vi aquele brasão em Belvry ― o vassalo falou à beira do desespero. ― Estamos perdidos, pois o castelo já foi tomado.


― Não. ― Malfoy apanhou o estandarte que sua esposa lhe dera ao sair de Dunmurrow e mandou que Blaise o desfraldasse. Sobre o fundo em veludo verde, um veado idêntico aparecia. O vento se encarregou de erguer bem alto o símbolo da família, um aviso a todos os que os ameaçavam.


― Este é o estandarte dos Granger ― falou orgulhoso, sorrindo para o vassalo.


Logo tudo estava acabado. Os soldados de McLaggen, acossados pelos recém-chegados e sem um líder para guiá-los, bateram em retirada. Draco ordenou que a ponte levadiça de Belvry fosse abaixada para que os feridos recebessem os primeiros socorros e embora fizesse questão de ver seus homens alojados, não planejava demorar ali nem mais um segundo. Pretendia perseguir McLaggen e terminar o trabalho que começara na tenda do barão.


― O Cavaleiro Vermelho! O Cavaleiro Vermelho!


De dentro dos portões, os residentes de Belvry comemoravam a sua chegada e Malfoy percebeu que estava, realmente, coberto de sangue, apesar de não ter sido ferido. Como Dumbledore já dissera, costumava atrair o sangue dos inimigos. Se tivesse tempo até gostaria de trocar a túnica manchada por outra limpa, porém subestimara McLaggen uma vez e não pretendia repetir o erro. Não permitiria que o filho da mãe escapasse e, o mais importante de tudo, não deixaria que aquele verme levasse Hermione consigo.


Apoiado na sua disciplina de guerreiro, ele obrigou-se a não pensar em coisas que pudessem interferir na tarefa que o aguardava, especialmente visões da esposa amarrada à cama do barão. No momento precisava reunir os homens mais bem equipados para uma longa e dura caçada antes de ir atrás do covarde em seu próprio covil.


― Quem é o líder de nossos salvadores? ― Malfoy indagou a Blaise.


O vassalo balançou a cabeça de um lado para o outro.


― Os soldados e mercenários são de poucas falas. Dizem apenas que servem aos Granger.


― Mas qual Granger? ― o único Granger que Draco conhecia não podia estar liderando exército algum, pois encontrava-se prisioneira de McLaggen. Um bebê, o barão dissera. Seria verdade? Será que Hermione carregara filho no ventre apenas para perdê-lo depois de sofrer brutalidades? Draco tirou o elmo e limpou o suor que lhe cobria os olhos, decidido a bloquear qualquer sentimento. Se deixasse dominar pela emoção, perderia a cabeça ali mesmo, onde estava.


― Malfoy? ― uma voz baixa e profunda o fez virar-se para trás. Um cavaleiro o fitava atentamente,


― Sim. Sou Malfoy.


Os dois homens desceram dos cavalos e ficaram frente a frente. O desconhecido, embora não tão alto nem tão musculoso quanto o Cavaleiro Vermelho, movia-se com a elegância natural daqueles que pertencem a uma linhagem nobre.


O rosto, apesar de bonito, tinha a dureza associada a muitos anos passados em campos de batalha. Talvez por isso o julgasse levemente familiar, Draco decidiu. Então os olhos de ambos se encontraram e os olhos do desconhecido possuíam um tom raro e peculiar, um tom quase dourado...


― Sou Heitor Granger...


― Mas você está...


― Morto ― Heitor concluiu. ― Eu sei. É uma longa história e que será melhor contada quando estivermos descansados. No momento quero apenas lhe agradecer por ter guardado Belvry tão bem durante minha ausência. Minha irmã fala maravilhas a seu respeito...


Sem que pudesse conter o impulso, Draco agarrou o cunhado pelo braço, talvez até com uma força exagerada.


― Hermione! Ela está aqui? ― apesar de reconhecer o tom desesperado da própria voz, já não se importava com mais nada.


― Sim. ― Heitor olhou para a fileira de homens logo atrás de si. ― Ela...


Draco não esperou que o cunhado continuasse. Também não se interessou em discutir a batalha que haviam enfrentado ou aquelas que ainda teriam pela frente ou os planos para a caçada de McLaggen ou os assuntos ligados a Belvry. Deixando o orgulho e a honra militar de lado, correu ao encontro da esposa.


Hermione já estava desmontando e correndo na direção do marido. Os dois se encontraram diante das muralhas de Belvry. Sem se incomodar com a sujeira, o suor e o sangue que cobriam o homem amado, ela se atirou nos braços fortes, sorrindo e chorando ao mesmo tempo.


Draco beijou-a nos olhos, no rosto, na boca com sofreguidão, tentando apagar da memória as longas horas de angústia e sofrimento. Foi somente quando a colocou de volta no chão que se deu conta de que os homens ao redor aplaudiam a cena entusiasmados. Embora a situação o deixasse um tanto sem jeito, não conseguia desviar o olhar da esposa.


― Você está... bem?


― Sim ― a castanha respondeu feliz, o sorriso radiante iluminando o dia como um raio de Sol.


― McLaggen não a feriu, não lhe fez mal?


― Não. Na fuga de Dunmurrow aquele patife estava apavorado demais, temendo uma perseguição, para se engraçar comigo. Ele forçou a marcha ao máximo até alcançarmos os limites de Belvry. Então Heitor apareceu e tomou conta da situação.


Apesar de saber que a esposa estava sendo sincera, precisava ouvir as palavras para que seu tormento tivesse fim.


― Quer dizer que ele não a tocou?


― Não ― ela respondeu num murmúrio, os olhos fixos no marido. ― McLaggen nunca me encostou um dedo, embora tivesse se sentido tentado a fazê-lo muitas vezes.


A sensação de alívio era tão intensa, que Draco sentiu um aperto no peito. McLaggen mentira; aquele filho da mãe não a amarrara na cama coisa nenhuma. Não houvera estupro nem aborto. Graças a Deus, ele rezou em silencio. Se não acontecera um aborto, será que houvera mesmo um bebê?


― Você já esteve com meu irmão?


― Sim. ― Draco ergueu a cabeça, sabendo que aquela não era hora para maiores intimidades. Relutante, afastou-se alguns centímetros, embora mantivesse um braço firmemente ao redor dos ombros delicados. Juntos, caminharam até onde Heitor os aguardava.


― Meu irmão estava preocupado que pudesse haver uma disputa sobre a posse de Belvry ― Hermione falou no caminho ― mas deixei claro que você não tem interesse nas terras dos Granger.


― Quer dizer que você lhe deu, de mão beijada, uma das propriedades mais prósperas da região sem ao menos me consultar?


A castanha riu sem se deixar perturbar pela cara feia do marido.


― Será que agi errado? Lembro-me muito bem que em diversas ocasiões você gritou, em alto e bom som que não queria nada da minha riqueza, aliás, pelo contrário.


― Então lutei por aquilo que agora pertence ao meu cunhado? ― o loiro gemeu, fingindo-se ultrajado.


Ao ouvir o riso cristalino da esposa ele sentiu o coração: bater mais forte, cheio de amor. Se pudesse, a tomaria nos braços ali mesmo e a levaria para o quarto, onde mostraria o quanto sentira saudades... E que a caçada a McLaggen fosse para o inferno.


Infelizmente aqueles pensamentos agradáveis foram interrompidos pela chegada do irmão de Hermione.


― Barão Malfoy, minhas desculpas por partir tão depressa, mas não posso permitir que McLaggen escape.


― Claro que não. Vou chamar alguns de meus homens e irei com você. ― Draco ignorou a pressão da mão da esposa em seu braço, sabendo que ela queria impedi-lo de partir.


― Não será preciso ― Heitor falou decidido. ― Você já fez mais do que o suficiente por mim. Também quero lhe assegurar que minha irmã receberá um dote generoso como presente de casamento.


Draco ergueu a mão como se para dispensar aquelas palavras e o presente, porém as feições de Heitor tornaram-se ainda mais duras.


― Eu insisto, meu lorde. Sou-lhe grato, mas não pretendo ficar em débito com homem algum.


Temerosa de que o marido perdesse a calma, Hermione aumentou a pressão dos dedos no braço masculino, entretanto Draco já havia conhecido homens como Heitor antes e sabia como lidar com a situação.


― Naturalmente ficarei satisfeito em receber um pagamento de você. Perdi homens aqui e, claro, eles devem ser substituídos. Agora, quanto a McLaggen... ele me fez um desafio direto, e forçou a me afastar de Dunmurrow para me atacar pelas costas e sequestrar minha esposa quero vê-lo morto.


― Barão... ― Heitor hesitou, como se as palavras o deixassem desconfortável. ― Por favor, não tome como um insulto, mas Hermione está a salvo, não sofreu nenhum ferimento, enquanto eu... O que existe entre mim e McLaggen vai muito mais longe.


Malfoy tentou imaginar o que poderia ir mais longe do que sequestrar a esposa de outro homem, contudo achou melhor ficar calado. Heitor permaneceu imóvel aguardando uma resposta, os olhos dourados frios como aço. Levou apenas um minuto para Draco decidir mandar o orgulho para o inferno e outro minuto para imaginar uma maneira muito mais agradável de passar o tempo enquanto o cunhado preocupava-se em desmembrar o inimigo.


― Está bem. McLaggen é seu.


Heitor agradeceu com um breve aceno de cabeça, o olhar sério, o rosto rígido. Então montou em seu magnífico garanhão negro e, sem se voltar para trás, partiu a galope, os soldados o seguindo num silêncio que lhe era habitual. O moreno e seus homens iam atrás de McLaggen como verdadeiros predadores, sedentos para matar, porém Draco não os invejava nem partilhava aquela ansiedade. Estava cansado de guerras e mortes, saturado do cheiro acre de sangue e do gosto amargo que as batalhas deixavam na boca. Honra e orgulho tinham importância sim, mas agora preferia buscar a felicidade entre as pernas de sua bela esposa.


Como se pressentindo os pensamentos do marido, Hermione o puxou pelo braço.


― Venha. Você já viu Belvry?


Pela primeira vez Draco notou que o vestido da mulher estava sujo de sangue e sujeira.


― Acho que primeiro devemos pensar num banho, esposa.


― Obrigada, querido ― ela sussurrou abraçando-o.


― Obrigado por quê?


― Por não ter ido com Heitor. Eu sabia que você queria ir, só que eu não conseguiria suportar sua ausência, não agora, quando finalmente voltei a encontrá-lo e...


― Acredite-me, querida. Não foi um grande sacrifício da minha parte.


 


 


 


― Seus seios parecem maiores e mais pesados ― o loiro comentou acariciando o objeto de seu interesse. ― Por acaso os tem massageado com algum óleo especial? ― ele a provocou.


― Claro que não! ― Hermione retrucou ultrajada. Nunca em sua vida usara esse tipo de coisa, pois jamais tivera muito interesse no próprio corpo. Sabia muito bem por que seus seios estavam maiores e, de repente, teve a impressão de que o marido sabia também.


― Ótimo! Porque eu gosto deles exatamente como eram, pequenos e perfeitos para a minha boca. ― mordiscou os mamilos pontudos vagarosamente.


― Draco... ― como era possível que seu marido a excitasse com tanta facilidade assim? Julgara-se exausta saciada depois da paixão ardente que se seguira ao encontro de ambos. No entanto... Os lábios masculinos a estavam enlouquecendo, beijando-a ao redor do umbigo.


― Você tem alguma coisa para me dizer, esposa?


As palavras significativas a fizeram sentar-se na cama no mesmo instante.


― Você sabe! ― ela o acusou.


― Sei o quê? ― Malfoy perguntou inocentemente enquanto abria as pernas da esposa.


― Sobre o bebê!


― Que bebê?


A castanha acariciou os cabelos louros do marido, que agora se inclinava para beijá-la no interior das coxas.


― Nosso bebê!


― Então vamos ter um bebê? ― ele indagou provocando-a, aumentando a pressão dos lábios na pele macia até fazê-la estremecer incontrolavelmente.


― Sim...


― Que boas notícias... Será que devo mandar um beijo ao nosso bebê?


Ao sentir que o marido a tocava no centro da feminilidade com a ponta da língua, gemeu alto e perdeu a capacidade de raciocinar com clareza.


 


 


 


Ela estava faminta. Depois de devorar tudo o que estava em seu prato, começou a lambiscar a comida de Draco.


― Ei, espere aí. Quantos bebês você acha que está esperando?


Rindo feliz, Hermione recostou-se na cadeira, apreciando o quarto que fora de seus pais.


― O que você achou de meu irmão?


― Acho que você estava certa. Ele não é o tipo de fazer cócegas em ninguém. Mas você teve sorte, porque eu sou. ― sorrindo brincalhão, ele correu atrás da esposa até pegá-la no colo e jogá-la na cama. O peso do corpo musculoso quase partiu a madeira em duas.


― Pare! Pare com isso ou vou vomitar todo o jantar!


Imediatamente Draco sossegou, uma das mãos enormes pousadas sobre a cintura delgada, os olhos cinzas brilhantes e mais carinhosos do que nunca.


― Esta é a primeira vez que uma mulher me fala uma coisa dessas ― ele protestou.


A castanha riu e o acariciou de leve no rosto. Como podia amá-lo com tanta paixão?


― Você tem razão. Heitor não é o tipo que faz cócegas, tampouco é do tipo capaz de demonstrar afeto e muito menos amor. Tenho medo de que meu irmão esteja ainda mais endurecido do que quando partiu, cinco anos atrás.


Malfoy suspirou fundo e se recostou nos travesseiros.


― Frequentemente a guerra ou destrói o homem ou o transforma em algo que ele desejaria não ser.


― Você acha que com o tempo Heitor poderá se tornar mais afetuoso em relação a nós?


A maneira como seu irmão a fitara enquanto cavalgavam lado a lado, como se não passasse de uma estranha, ainda a incomodava. Nem por um instante ele demonstrara um interesse especial ou lhe perguntara se era feliz, se seu marido era um bom homem...


― Não sei ― o loiro respondeu baixinho, querendo não magoá-la.


― Sabe, é estranho, mas Heitor foi sempre tão bonito. As damas o consideravam um ótimo partido e ele tinha a reputação de ser honrado, gentil e justo.


― Tenho certeza de que seu irmão continua sendo tudo isto.


― Mas quando olho dentro daqueles olhos dourados é como se enxergasse apenas o frio e a escuridão. ― Hermione estremeceu e se aconchegou ao peito forte do marido. Heitor, herdeiro de Belvry, jovem e belo, era o tipo de cavaleiro com quem as mulheres sonhavam casar-se enquanto Draco não. Durante grande parte de sua vida, Malfoy não possuíra terras nem fortuna, portanto não se tornara um alvo fácil do interesse feminino. Para completar, aquela reputação terrível era suficiente para desanimar mesmo a mais corajosa das damas. Porém Draco sim, era um grande partido.


― Meu irmão é assustador. Mais assustador do que o Cavaleiro Vermelho jamais o foi.


― Mesmo quando estou de péssimo humor?


― Mesmo quando está de péssimo humor ― ela respondeu sorrindo. ― a propósito, devo lhe dizer que avisei McLaggen que você comeria o coração dele na hora do jantar.


― Oh, obrigado. ― gemeu de maneira teatral. ― Agora posso entender por que ele não a considerou especialmente sedutora. E fácil imaginá-la falando aos quatro ventos sobre os meus poderes diabólicos.


― Mas você tem poderes sim. ― sorrindo provocante, ela o acariciou pelo corpo inteiro, adorando sentir a textura dos músculos firmes e bem torneados.


― Você não vai vomitar o jantar, não é? ― Draco perguntou fingindo-se muito sério.


― Prometo que não.


― Bem, suponho que então eu possa enfeitiçá-la, esposa. ― e foi o que ele fez.


 


 


 


Heitor regressou alguns dias depois, seu estado de espírito ainda mais soturno do que quando partira. Ele entrou no salão principal como se fosse o senhor de tudo, aliás, o que de fato era, jogou o elmo sobre uma cadeira e passou as mãos pelos longos cabelos.


― McLaggen escapou ― foi logo dizendo.


Draco ergueu as sobrancelhas, surpreso não tanto pelas palavras, mas pelo tom usado. Por acaso o cunhado o estaria acusando de alguma coisa?


― Sinto muito.


Como se reconhecendo o engano, Heitor abaixou os olhos. O loiro sabia que o rapaz estava zangado e por isso descontava a frustração nas pessoas que estavam próximas. Só não iria admitir que o mau humor do cunhado atingisse Hermione.


Ela já estava de pé, ordenando aos servos que trouxessem comida e bebida para o irmão que acabara de chegar. Entretanto se a castanha esperava alguma palavras de agradecimento, podia esquecer. E essa falta de delicadeza o irritava profundamente. Não era à toa que a princípio sua esposa se comportara de maneira tão contida e desprovida de emoções. Pelo visto os Granger não haviam sido criados num ambiente onde se demonstrava afeição familiar.


― Vou encontrá-lo ― Heitor prometeu, a voz soando fria e ameaçadora. Ele sentou-se, os movimentos elegantes e controlados muito semelhantes aos de Hermione. Aquele Granger nunca parecia baixar a guarda e por um momento Draco teve pena do cunhado e do que quer que fosse que lhe acontecera para transformá-lo naquele poço de fel e amargura.


― Não se preocupe Malfoy, vou achar McLaggen. Ele é estúpido demais para ficar desaparecido por um longo tempo e quando o encontrar vou matá-lo.


― Me chame de Draco. E não estou nem um pouco preocupado. Se você quer um conselho, ― ele ofereceu, mesmo sabendo que o cunhado não estava nem um pouco interessado ― eu lhe diria para esquecer o barão. Encontre uma bela esposa, tenha filhos e desfrute esta bela propriedade em paz.


Heitor o fitou com tamanho desdém que o loiro ficou surpreso. Talvez o cunhado o considerasse um velho tolo.


Entretanto estava longe de sê-lo. Ao recuperar a visão voltara aos exercícios físicos de antes e estava agora no auge da força viril. Continuava sendo o Cavaleiro Vermelho, embora não partilhasse a sede de sangue do rapaz. Sabendo que poderia vencer o cunhado em qualquer briga com armas, Draco lançou um olhar ameaçador na direção de Heitor.


O jovem Granger entendeu imediatamente o recado e virou-se para o outro lado. Ao voltar a fitar o loiro, tentava sorrir.


― Não posso deixar McLaggen escapar. ― depois de alguns segundos de hesitação, resolveu continuar, apesar das palavras lhe custarem muito. ― Fui para a Terra Santa com o objetivo de lutar contra os infiéis sem saber que havia um verme traiçoeiro, escondido entre meus próprios pares, seria ainda mais perigoso do que as hordas pagãs. Fui ferido, mas não mortalmente, e esperei que um dos homens me encontrasse. Aconteceu que McLaggen me achou. ― Heitor pronunciava o nome do barão como uma maldição. ― Em vez de me ajudar, ele me arrastou para debaixo de um arbusto e me largou lá, para que eu sangrasse até a morte.


Draco notou que Hermione inspirava fundo e no mesmo instante tomou a mão delicada nas suas, como se quisesse lhe transmitir segurança enquanto o irmão continuava a história terrível.


― Eu teria mesmo morrido se não fosse por uma aldeã que ouviu os meus pedidos de socorro. Ela me levou para seu casebre e cuidou de mim com as próprias mãos. Sem saber o que McLaggen planejava, decidi adotar um nome falso. Quando recuperei as forças, saí à procura do covarde, porém aquele patife já havia desaparecido. Só então percebi que o barão ambicionava possuir Belvry.


Ele continuou


― Como nosso pai não era nenhum tolo, achei que não havia necessidade de voltar correndo para casa. Fiz minha própria fortuna e formei meu próprio exército, pensando que um dia poderia precisar de homens prontos para lutar ao meu lado. Fiquei sabendo da morte de nosso pai pouco tempo atrás. Então decidi que estava na hora de ressurgir do mundo dos mortos.


― McLaggen sabe que você está vivo? ― Draco perguntou.


― Não, acho que não. Meus homens juraram guardar silêncio. Tenho certeza de que a visão do estandarte dos Granger surpreendeu o barão, porém, a menos que tivesse lutado perto de mim, não poderia ,saber que continuo vivo.


― Duvido que aquele covarde tenha lutado. Quando o feri, na tenda, ele fugiu correndo e choramingando feito uma criança grande. Aposto que escapou para bem longe, assim que pôde.


― É, talvez. De qualquer maneira irei caçá-lo nem que seja no fim do mundo. E quando o encontrar, o matarei sem piedade.


Percebendo o ódio intenso no coração do rapaz, o loiro ficou imediatamente alerta.


― Não deixe que o desejo de vingança dite as regras da sua conduta ― falou. Contudo o olhar de Heitor o avisou de que era melhor não se meter naquele assunto em particular e Draco teve pena do rapaz. Já vira muitos homens como o cunhado, homens cujas vidas haviam sido envenenadas pelo rancor. E quando finalmente McLaggen fosse morto, o que sobraria no interior de Heitor Granger? Talvez nada, além de um terrível vazio.


― É possível que aquele patife tenha ido para a corte numa tentativa de despertar a simpatia de Dumbledore com a sua versão dos fatos ― Hermione sugeriu.


― Talvez ― o moreno concordou pensativo. ― De qualquer forma partirei amanhã mesmo para seguir as possíveis pistas deixadas nos arredores.


Ao perceber o desaponto toldar a beleza do rosto da esposa, Malfoy teve raiva daquele rapaz frio e insensível que depois de tantos anos de ausência era incapaz de demonstrar algum afeto e apreço pela irmã.


― Eu queria lhes explicar a situação antes de partir e também resolver o assunto relativo ao dote de Hermione.


Ah, então você a notou? Draco pensou irritado. Quem olhasse para os dois juntos, jamais iria imaginar que fossem parentes. A única coisa que ambos tinham em comum era a maneira como se comportavam, sempre elegantes e altivos.


― Hermione, será que você podia nos dar licença por alguns minutos? ― o loiro pediu, sorrindo com delicadeza. ― Eu gostaria de discutir o assunto do dote com seu irmão em particular.


Ela concordou com um aceno e saiu do salão, o andar gracioso, as costas eretas. Olhando-a, Draco teve vontade de envolvê-la com a força de seu amor e também de desfechar um soco no rosto impassível do cunhado.


Mas acostumado a intimidar as pessoas pela sua simples presença, apenas levantou-se e parou diante de Heitor.


― Seu dinheiro não me interessa a mínima ― falou num tom baixo e carregado de desprezo.


Quando o rapaz tentou se levantar, Malfoy o fitou de tal maneira que o obrigou a permanecer sentado.


― Eu também lutei na Terra Santa e estive nas batalhas mais sangrentas, ao lado de Dumbledore, durante anos. Não tendo nascido herdeiro de uma propriedade lucrativa, me tornei dono de terras pelo sangue derramado pela minha espada. Nestes últimos meses enfrentei uma provação que teria feito o seu breve encontro com a morte parecer brincadeira de criança. ― apesar de se esforçar para manter o controle, a voz de Draco vibrava de dor. ― Portanto você não é o único homem na face da terra cuja vida tomou caminhos diferentes do que gostaria. Me senti afortunado por poder lutar aqui e preservar a sua propriedade e as lembranças que minha mulher tem da casa paterna. Em troca, quero apenas uma coisa. Quero que você trate sua irmã como se ela realmente existisse.


Heitor não poderia parecer mais surpreso.


― Não me importa que você me amaldiçoe ou que desapareça nos confins da terra depois que partirmos de Belvry, mas enquanto estivermos aqui exijo que trate sua irmã como uma pessoa a quem você deve, no mínimo respeito. Pois foi ela quem cuidou da sua propriedade durante os anos em que você esteve fora.


Sem esperar resposta, Draco saiu do salão e foi ao encontro da mulher. Ainda bem que Hermione gosta de atiçar rumores sobre a sua reputação porque mais uma ou duas cenas como aquela e o mito do feroz Cavaleiro Vermelho cairia por terra.


 


 

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Comentários: 5

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Enviado por Landa MS em 07/02/2014

E reencontro foi tão lindo. Queria um marido assim.

Nota: 1

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Enviado por M R C em 05/02/2014

sinto muito pela sua perda =( que Deus a conforte nesse momento difícil.

então, eu AMEI a paixão de draco ao encontrar a esposa.

ele é um marido PERFEITO !! fico babando com as palavras carinhosas.

e a forma como os dois conversaram sobre a chegada do filho foi sensacional

beijos

Nota: 5

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Enviado por Carla Balsinha em 03/02/2014

alô querida!Como é que estás?Os meus sentimentos pela tua perda....

Será que a história Mclaggen vai ficar por aqui,ou irá aprontar mais?

Ora,assim é que é!O Draco,deu um raspanete ao irmão da Hermione!Eu,se fosse a ele dizia-lhe muito mais!

Beijinhos grandes.

Carla Cascão

Nota: 5

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Enviado por Tha em 03/02/2014

Amo demais essa fic! <3

Nota: 5

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Enviado por RiemiSam em 03/02/2014

O Draco e a Hermione são perfeitos. Sem comemtários.

Nota: 5

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