Capítulo 33
Desaparatamos numa sala completamente escura com os móveis cobertos por lençóis. Alvo foi o primeiro a manifestar a varinha, acenando-a levemente. O que fez com que os lençois sumissem. Eu corri para a janela. Não reconheci a vegetação que se estendia pelo lado de fora, mas percebi que a propriedade era ampla. Eu não lembrava dos Dumbledore como donos de qualquer casa de campo que fosse; o que me fez pensar que provavelmente estávamos invadindo território alheio.
— Onde estamos? - perguntei de cara, enquanto ele acendia as luzes.
— No chalé de Nicolau e Perenelle. - ele respondeu de pronto.
— Eles vão se importar por não termos pedido permissão? - indaguei cruzando os braços em sinal de desaprovação.
— É claro que não, Amélia. Depois que eu explicar a situação, é claro que não. - assegurou Alvo, repreendendo meus braços cruzados com um olhar de desdém.
— E qual é essa situação? - quis saber sentindo minhas mãos comicharem. Ele fez sinal para que eu me sentasse numa das poltronas descobertas.
— O que Sirius fará com você assim que colocar seus pés dentro de casa? - perguntou ele apoiando o rosto nas costas das mãos.
— O que ele tentou fazer agora a pouco, não é? - desdenhei. - Mostrar quem está no comando e me lembrar qual nome é mais importante.
— Exatamente, então, você não irá voltar para casa esta noite… nem amanhã se depender de mim. - ponderou Alvo batendo a mão no joelho em sinal de decisão.
— Puxa, é oficialmente um sequestro. - brinquei nervosa. - Já posso mandar um bilhete de resgate?
— Não, agora você vai subir e se deitar. Pela manhã discutiremos tudo. - concluiu ele me tomando pela mão e me conduzindo escada acima. Um dos quartos pelo qual ele passou eu julguei pertencer a Nicolau e Perenelle, em seguida o meu. - Fique aqui e descanse, Mélia.
Naquela noite, foi como se eu tivesse voltado a Paris. Uma cama diferente, bem como o ambiente e a presença de um amigo para me reconfortar, ainda que a distância. Tudo isso mais as preocupações com o que estava acontecendo lá fora. Em Paris elas se baseavam no que Alvo poderia estar fazendo e o quanto da influência de Grindewald o mudara. Naquela noite, elas permaneceram apenas comigo. O que iria acontecer comigo? Afinal, eu não poderia ficar ali para sempre… Por fim, consegui dormir.
No primeiro vislumbrar do sol eu acordei e me olhei em volta, com medo de ter sido tudo um sonho. Estava tudo ali, os móveis cobertos e a cama amassada pelo meu sono intranquilo, o vestido azul do casamento de Linda e Elifas e o meu penteado se desfazendo sozinho. A varinha estava na minha bolsa de mão, mas eu não me lembrei de pegá-la… contudo, assim que mirei o monte branco na forma de um criado, vi a bolsinha e a peguei. Como ela chegara ali? Alvo tinha aprontado das suas, com certeza. De posse da minha amiga, transfigurei o vestido longo para algo mais esportivo e depois soltei os cabelos.
— Bom dia. - disse cumprimentando Alvo, que terminava de colocar comida na mesa. - De onde veio isso?
— Da despensa. - ele respondeu. Ainda usava o terno do casamento. - Bom dia. Coma.
Eu me servi apenas de uma xícara de chá, enquanto brincava com um dos ovos. Ele tinha cozinhado, é claro. Ovos não saíam mexidos de dentro das galinhas. Ao contrário de mim, Alvo estava muito confortável com toda a situação, o que não consegui tolerar por muito tempo.
— Então, vamos resolver os termos desse sequestro? - indaguei impaciente.
— Você melhorou muito sua transfiguração. - comentou ele me ignorando para reparar no vestido improvisado. - Peguei sua bolsa ontem à noite, depois que você se deitou voltei a casa de Linda e usei o feitiço da desilusão para pegá-la sem ser visto. Sabia que ia sentir falta dela…
— Alvo, não mude de assunto. - com o tempo ele passou a ser um excelente manipulador de conversas. Eu era a única que não me deixava levar. - Por quanto tempo vou ficar aqui?
— Mandei uma mensagem para Nicolau ontem também. Ele disse que podemos ficar pelo tempo que desejarmos, mas acho que seria abusar demais da boa vontade deles… afinal, essa casa significa muito para Perenelle. Enfim, cheguei à conclusão de que duas semanas é o melhor tempo para você recuperar suas forças…
— Duas semanas?! - exclamei batendo a xícara no pires. - Eu trabalho, Alvo Dumbledore! Como vou me ausentar por duas semanas?
— Escreva a alguém do seu departamento em quem confie e peça que lhe dê cobertura, Mélia. Você não pode se arriscar a voltar para casa ainda. - aconselhou Alvo.
— Não entende? Ele vai me torturar de qualquer maneira! Eu poderia ficar aqui por anos e quando voltasse ainda teria que pagar o preço de tê-lo humilhado publicamente. - respondi na defensiva, sentindo os olhos ardendo.
— Eu sei que se casou com um completo psicopata, Mélia, mas não deve aceitar isso, como Linda bem disse. - ele parou antes que aquilo se tornasse uma discussão sem rumo. - O fato é que ele já abusou tanto das suas forças que você se cansou de lutar e é esse espírito que você precisa recuperar. Talvez duas semanas não sejam suficientes para resgatar algo que se construiu a vida toda, mas, é um bom começo ficar afastada de qualquer um que a faça mudar de ideia.
— E você não vai me fazer mudar de ideia? - perguntei com um sorriso amargo.
— Não. - respondeu ele sério. Eu sorri, derrotada.
— Vou escrever para George Painswick e você garanta para que ele receba a carta. - disse por fim. - Ele vai ficar surpreso, mas nunca daria com a língua nos dentes. Ele é gentil, o George… principalmente para o chefe do departamento. Mas, acho que ambos estamos arriscando…
— Ah, não, eu não vou deixar Hogwarts. - disse ele calmamente, adivinhando o final da frase.
— Então… você não vai ficar? - perguntei mais decepcionada do que gostaria de estar.
— Bem, hoje é Sábado e posso me ausentar. Mas preciso estar de volta à escola amanhã pela manhã. Afinal, aulas não se preparam sozinhas…
— Prepare-as aqui. - retruquei. - Aparate para Hogsmeade amanhã para o banquete e…
— Mélia, pense. Precisamos fazer com que ninguém suspeite que está comigo. Se eu ficar sumindo de Hogsmeade a torto e a direito, as pessoas vão comentar e tudo vai por água abaixo. - ponderou Alvo bebendo um gole de chá.
— Não vou estar com você de qualquer jeito. - disse sem pensar. - Quer dizer, se vai me deixar sozinha o tempo todo…
— Eu nunca te deixei sozinha. - refletiu ele pensativo.
— Ah, claro que não… todo esse tempo foi tudo imaginação minha! - desdenhei tornando a cruzar os braços.
— Você se lembrava de mim, não é? Pensava em mim, mesmo que das piores formas. - brincou ele por fim, dando um tampinha no meu ombro. - Minhas orelhas chegavam a arder…
— Sim, mas…
— Então. - interrompeu ele sorrindo pela primeira vez. - Eu nunca vou te deixar sozinha, enquanto você tiver as suas lembranças a nosso respeito. Eu, Elifas, Linda, sempre estaremos com você. - ponderou ele por fim, me fazendo rir.
— Brilhante, senhor gênio. - retruquei dando um soquinho no braço dele.
Continuamos o nosso café de muito melhor humor. Combinamos que eu ficaria as duas semanas no chalé de Nicolau e Perenelle, escreveria para George avisando que estava dando uma escapada para recuperar meus ânimos… ele não diria nada, afinal, era esperto o bastante para reconhecer quando eu queria ficar longe da “gentalha do meu marido”... Alvo viria para o chalé quando conseguisse escapar das atividades na escola, dizendo que iria até o pub beber uma taça de hidromel - o que soou como um ato recorrente - e escreveria para Perenelle pedindo um elfo doméstico emprestado.
— Como se eu não tivesse aprendido alguns truques domésticos sozinha. - resmunguei ajudando-o a levar os pratos para a cozinha.
— Eu realmente não estou preocupado com você fazendo consertos pela casa. Mas me arrepio só de pensar em você metida a chef de cozinha. - brincou Alvo dando de ombros. Gesticulei quebrar um prato na cabeça dele e ri. - Quer dar uma caminhada lá fora antes do almoço?
— Claro. - concordei admirando a paisagem da cozinha, o dia estava lindo para um passeio. - E você já está pensando na próxima refeição? Usou alguma poção para se manter magro durante todos esses anos?
— Não precisa ficar com inveja gordinha…
— Gordinha?! Meu peso é exatamente o mesmo de quando estávamos em Hogwarts! - exclamei na defensiva, esguichando água no rosto dele.
Terminamos de arrumar e saímos em seguida. A propriedade era imensa e a construção do chalé adorável. Dois andares de madeira de carvalho com ornamentos em pedras, uma visão de contos de fadas e perto da costa do mar. Alvo e eu começamos a andar em silêncio, até que eu o quebrei.
— Você disse que esse lugar é especial para Perenelle, por quê? - perguntei brandamente para puxar conversa.
— Na verdade, é especial para os dois. - começou Alvo. - Eles passaram a lua de mel aqui e de vez em quando aparecem para reviver suas memórias antigas.
— Então foi por isso que você me trouxe aqui? - indaguei em tom de brincadeira. - Para que revivêssemos nossas antigas memórias?
Um silêncio estranho se instaurou e eu vi as bochechas de Alvo ficando vermelhas.
— Ah, bem… não exatamente… eu… - eu não consegui conter uma risada, pela primeira vez em anos, Alvo Dumbledore estava gaguejando. Isso fez com que ele se sentisse mais à vontade, pude perceber. - Então, está pronta para me contar como foi Paris?
— Acho que sim. - respondi com um ternura. - No nosso primeiro dia, visitamos o túmulo de mamãe em Marselha e em seguida partimos para a grande cidade. Alvo você não imagina como Paris é bonita durante a noite, é como um mundo completamente diferente. Cora, no entanto, não queria sair, mas eu fui para o Moulin Rouge assim mesmo e lá eu os conheci. Marius Depardieu e Rudolph Chevalier, os rapazes mais gentis em toda a França. Nos mostraram toda a cidade e nos entreteram durante todos aqueles meses… Museus, festas! Todo o tipo de pessoa misturado… E também conheci Cecile Tattou, uma fotógrafa genial que adorava mais as mulheres do que tia Sarah recomendaria.
— Eu consigo imaginar a reação de sua tia se estivesse lá. - comentou Alvo risonho. - E você conheceu algum dos artistas encubados de Paris?
— Marius se autodeclarou um poeta quando nos conhecemos, e eu acredito que seja mesmo. Tinha um jeito especial com as palavras. Rudy tentava, mas era mais o promotor de contatos. Depois eu conheci George Dufrenóy, o pintor… ele ajudou Cora, como eu disse numa das cartas para você… - eu fui parando ao lembrar do desfecho que aquelas cartas trouxeram.
— Sim, eu imagino que Cornélia deva ter ficado muito feliz em receber a ajuda de um pintor nato. - declarou Alvo, o que fez a tensão diminuir.
— Ficou, ainda que Georgie fosse um pouco rabugento. O mais divertido era vê-la tentar falar o francês correto. - comentei rindo da lembrança da primeira aula de Cora. - Ah, Cora…
— Ela está gostando de dar aulas em Beauxbaton? - perguntou ele.
— Está! Ela diz que é uma experiência fantástica dar aulas na mesma escola onde Nicolau Flamel aprendeu seus truques. - respondi de pronto, tomando o braço de Alvo nos meus num gesto involuntário. - Ela está mais feliz em ser professora do que eu imaginava. Quando Marius disse a ela que tinha cara de professora, ela quase surtou! - acrescentei rindo.
— Parece que ele era o seu favorito. - observou Alvo com um sorriso esperto e eu corei involuntariamente ao me lembrar do beijo. Soltei o braço de Alvo na hora e comecei a remexer nos dedos. - Mélia…?
— Ele sabia do meu noivado e ainda assim desconfiou que eu tinha alguém. - comentei em voz alta, sorrindo comigo mesma e fitando Alvo depois. - Ele me chamava de Mel porque dizia que meus olhos eram doces. - disse rindo. - E quando você escreveu aquela última carta… eu fiquei tão chateada que me fechei e ele percebeu. Então, ele me contou da sua própria desilusão amorosa e eu falei sobre nós para ele. Era muito bom falar com Marius, ainda que Rudy fosse o conselheiro sensato.
Alvo sorriu gentilmente e tornou a unir nossos braços para que nossa caminhada prosseguisse.
— Deve sentir falta de seu amigo. - ponderou ele brandamente.
— De todos eles. Cecile me ensinou muitas coisas sobre o que é ser uma mulher digna do título, Rudy se tornou um aliado precioso para fazer Cora corar e Marius um companheiro de taças de vinho… Georgie é insuperável como parceiro em jogos de cartas. Todos eles me faziam rir… as pessoas que me fazem rir são as de quem sinto mais falta… e eu sinto que não me despedi propriamente deles, principalmente de Marius; sim. - ponderei em voz alta.
— Saiu às pressas quando soube de Ariana. - deduziu Alvo com dor na voz.
— Saí, eu pensei que você fosse apreciar um ombro amigo. Contudo, quando cheguei lá…
— Eu disse que me arrependi no momento em que você partiu, Mélia.
— Eu sei e acredito, mas, mais tarde quando estava remoendo tudo aquilo, me senti péssima por não ter ficado alguns minutos para ao menos abraçar meus amigos e agradecer por terem feito minha estadia mais feliz. Além disso… a minha partida apressada pode ter dado a má impressão a Marius…
— Por quê?
— Eu não posso contar ou então você me desprezaria. - respondi calmamente.
— Agora você precisa me contar. Nada é pior do que a imaginação de alguém curioso. - rebateu Alvo nos parando de súbito, apertando levemente meu braço com a mão. - Mélia… somos amigos desde crianças. Se você conseguiu se abrir com alguém que mal conhecia…
— Eu beijei o Marius. - respondi sentindo os olhos ardendo e Alvo soltou meu braço, com a boca entreaberta incapaz de falar. - Estávamos numa festa e aconteceu… de fato, teríamos feito muito mais se…
— Se…? - incentivou Alvo.
— Se eu não tivesse me lembrado daquela noite no banheiro dos monitores. - respondi de uma vez deixando algumas lágrimas escorrerem. Ele fez menção a me abraçar, mas eu não deixei. - Eu estava furiosa com você por causa de Grindewald e acabei me deixando levar… mas nem trair você era possível para mim porque… porque eu ainda lembro. Como você disse, as lembranças não me deixam sozinha e depois que eu o beijei eu me martirizei por um longo tempo… quer dizer, você não me traiu com outra mulher, mas eu… ah, eu… eu vou entender se você for me desprezar agora. - disse limpando o rosto com as costas das mãos.
Eu pensei que ele fosse gritar ou sair andando, mas ele não o fez. Ao contrário, ele sorriu gentilmente para mim e me estendeu um lenço para que eu secasse meus olhos.
— Eu… eu nunca poderia desprezar você. - ele disse por fim. - Tudo o que posso dizer é que vivemos nossas vidas. Você parece ter dado a entender que por eu não ter te traído com outra mulher eu ainda estou menos impune do que você. Isso é ridículo, Mélia. Pelo contrário, eu deveria ser mais punido ainda. - ponderou.
— Mas… você preferiu colocar suas afeições em outro homem do que imaginar outra mulher melhor do que eu. Ao menos é no que Cora me fez acreditar. - rebati.
— Cora só estava querendo me deixar na pele de cordeiro. - sentenciou Alvo com pesar. - Eu plantei minhas afeições em uma pessoa desprezível, como você, Elifas e Abeforth tanto tentaram me alertar. Contudo, eu não fiz isso porque estava chateado ou de coração partido por perder você, Amélia. Eu fiz isso… no fundo, eu fiz isso porque estava com inveja de vocês. De você e do Elifas. Vocês estavam vivendo vidas maravilhosas e eu fiquei cego de inveja… de repente me apareceu um garoto oferecendo um futuro melhor do que o que vocês teriam. Seria como uma forma de vingança e no meio de tudo isso… acho que me apaixonei. Não porque estava magoado com você, mas para me vingar de você…
“Se eu tivesse lhe dado ouvidos… talvez Ariana ainda estivesse viva. Eu fui tão idiota, Amélia… tão cego como você, mais sábia e boa do que eu, disse que eu estava… Se tivesse reconhecido o tesouro que eu tinha. Mais de uma vez você tentou me alertar, desde a morte de minha mãe você percebeu a mudança no meu coração. Porque onde estiver o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração, você sugeriu essa citação com um bom motivo.
Ele falava com raiva de si mesmo, querendo de alguma forma poder apagar tudo aquilo e encontrar uma forma de se redimir.
— Eu é que deveria implorar pelo seu perdão e se há alguém que mereça desprezo aqui sou eu. - concluiu ele, incapaz de continuar a reviver tudo aquilo. Percebi que ele sentia vergonha de afirmar seus sentimentos por Grindewald na minha frente. Lendo suas cartas ninguém acreditaria no que ele dissera sobre a vingança. Ele sentia inveja de Elifas e de mim, sim, mas não a ponto de algo assim. Ele foi apenas uma vítima do amor obsessivo, como já vi tantas vezes ao longo da vida. Do amor obsessivo e cego, foi usado e jogado fora ao menor sinal de fraqueza - o amor pela irmã caçula -... eu sinto pena dele, mas jamais o desprezaria ou desprezo.
O abracei e sequei as lágrimas dele com o lenço que me fora cedido.
— Ambos reconhecemos nossas traições e, portanto, estamos quites. Nenhuma outra palavra será dita a respeito disso. - disse tomando as mãos dele nas minhas. - Você viveu a sua vida, eu vivi a minha. Agora vamos voltar a vivê-la juntos, como os melhores amigos que somos. - ponderei com confiança.
— Sinto sua força voltando, senhorita Preminger. - observou Alvo com o tom de professor. Eu sorri e pisquei para ele.
Continuamos nossa caminhada até a costa como se nada daquela última parte da conversa tivesse acontecido. Fazendo suposições sobre a primeira noite de Elifas e Linda, o que nos rendeu boas gargalhadas que ecoaram pelo mar. E depois voltamos para casa, onde os preparativos para o almoço e as duas semanas mais libertadoras da minha infeliz vida de casada começaram a ser tomados. Nicolau tinha uma vasta coleção de livros que Alvo e eu exploramos pela tarde, até o jantar. A carta que escrevi para Painswick consistia em apenas algumas linhas explicando que não poderia ir trabalhar devido à irritação com o meu marido. Ele acharia graça, tenho certeza, mas não cogitaria me despedir. Terminamos o dia com um suave boa noite e pela manhã, me despedi de Alvo, tentando viver somente com as lembranças até sua próxima visita.
_________________________________________________________________________________________________
Mais um capítulo para vocês. Espero que gostem!! Comentários sempre bem vindos...