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ATENÇÃO: Esta fic pode conter linguagem e conteúdo inapropriados para menores de idade então o leitor está concordando com os termos descritos.

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15. Capítulo XV


Fic: The Devils bride - Epilogo postado


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Oi, oi povo!!! Queria desejar a todos um belo natal cheio de paz e repleto de alegrias e um excelente 2014. Muitas realizações a todos nós.
Bora ler mais um capítulo?


 


MRC: Sim, o Draco vem sendo uma agradável surpresa. É delicioso ver a evolução dos personagens e de seus sentimentos.
O final desse capítulo será bacana. ^^


Carla Cascão: Flor, que saudades das nossas conversas pelo face. Ah eu entendo bem essa teimosia dos velhinhos, tenho um aqui em casa de 92 anos que deixa todo mundo maluco viu.
Pode mandar mais frio, que fico agradecida!rsrs
O Draco terá uma surpresa muito agradável no final desse capítulo, confira! ^^


RiemiSam: Relaxa, tem chão ainda. Está realmente se aproximando do fim, mas vai demorar um pouco.
Um grande beijo Flor. ^^


 


Lembre-se, comentar nunca é demais!


 


Bjs, uma boa leitura!


 




*****






Hermione estava no salão principal quando chegou um mensageiro de Belvry.


― É um rapaz chamado Colin Creevey, minha lady ― o guarda a avisou.


― Deixe-o entrar! ― ela exclamou, deliciada com a ideia de receber notícias de seu antigo lar. Conhecia Colin há anos e o vira galgar cada degrau de responsabilidade até tornar-se assistente do administrador.


― Molly, traga cerveja e comida para o nosso convidado. ― a castanha olhou ao redor e encontrou tudo na mais perfeita ordem. Embora Dunmurrow não fosse tão bonito quanto Belvry, sob os seus cuidados o castelo transformara-se num ambiente agradável e aconchegante, sem nada da atmosfera lúgubre inicial. Sentia-se satisfeita em receber o rapaz.


― Colin, como é bom voltar a vê-lo! ― com ambas as mãos estendidas, ela deu as boas-vindas ao viajante, porém o ar abatido do jovem preocupou-a imediatamente.


Será que havia alguma coisa errada em casa?


― Sua aparência está ótima, minha lady.


Talvez a expressão estranha de Creevey não estivesse relacionada a possíveis problemas em Belvry e sim ao próprio castelo de Dunmurrow. Naqueles dias maravilhosos que se seguiram ao Natal, acabara se esquecendo dos rumores terríveis que cercavam o Cavaleiro Vermelho e aqueles que viviam em seus domínios.


― Quanta gentileza a sua. Estou bem sim, obrigada. Por favor, sente-se. Você precisa descansar depois da longa jornada.


O rapaz pareceu relaxar assim que uma caneca de cerveja e um prato de carne assada foram colocados à sua frente. Também contribuiu para estabelecer um clima de tranquilidade a presença de Molly, sempre atarefada ou então chamando a atenção de Arthur.


Ou talvez o jovem estivesse apenas faminto, tal o fervor com que atacou a comida enquanto Hermione contava-lhe sobre as melhoras feitas em Dunmurrow e perguntava-lhe notícias dos amigos deixados em Belvry. Somente depois de terminar a refeição é que as feições de Creevey voltaram a ficar sombrias. Ela concluiu que não era Dunmurrow que o afligia. Alguma coisa estava errada. Alguma coisa séria, porque Neville Longbottom preferiu mandar um mensageiro a escrever uma carta.


― O que está acontecendo? Por que você veio até aqui?


― Minha lady... Sinto dizer-lhe, mas vim lhe trazer más notícias. Lorde McLaggen tem se tornado inquieto na sua ausência. Neville acha que muito breve, provavelmente quando o tempo melhorar, ele atacará Belvry.


― Há algo mais? ― ela indagou, a voz apertada na garganta, os olhos arregalados numa expressão de profundo horror.


O rapaz pigarreou e fitou as próprias mãos, sabendo que precisava ir até o fim, por mais desagradáveis, fossem as novidades.


― McLaggen clama que seu casamento com o senhor de Dunmurrow não é válido porque seu pai a prometeu a ele...


Furiosa, Hermione o interrompeu no meio da frase.


― Aquele maldito mentiroso!


― Sim, minha lady. McLaggen diz que você lhe pertence por direito, assim como Belvry.


Cheia de ira, ela apertou os punhos, num gesto de impotência e frustração.


― Aquele cretino! O próprio Dumbledore arranjou meu casamento! Como McLaggen tem a ousadia de desafiar e pôr em dúvida um decreto do rei? Temos que procurar Dumbledore e contar o que está acontecendo...


De repente, ao perceber a maneira estranha como Creevey a fitava, a castanha se deu conta do que acabara de dizer. Com certeza o jovem devia estar se perguntando por que alguém iria incomodar Dumbledore quando tinha como marido o cavaleiro mais temido de todo o reino?


Hermione abaixou o olhar, sentindo na boca o gosto da derrota. Seu marido cego não poderia ajudá-la. E quem o faria então? Claro que havia a alternativa de mandar uma mensagem para o rei, colocando-o a par da situação. O problema é que Dumbledore viajava bastante e além de tudo não se interessava de modo especial por Belvry. O rei e ela nunca haviam sido muito íntimos e com certeza esse relacionamento se tornara ainda mais frio depois que tentara enganá-lo na escolha de um marido.


Embora McLaggen não gozasse de uma simpatia especial junto a Dumbledore, tampouco ela podia se dar a esse luxo. Por outro lado McLaggen, como cavaleiro, tinha um exército a colocar a serviço do rei, enquanto ela... O que poderia oferecer? Nada. E Draco? Os dias de guerreiro de seu marido haviam terminado e Dunmurrow não era uma propriedade tão rica assim para comprar um favor real. Quanto será que triunfos passados do Cavaleiro Vermelho pesariam na balança? A castanha engoliu em seco, sentindo-se à beira do desespero. Sabia-se num beco sem saída e o futuro se apresentava sombrio e incerto.


Era impensável que aquele seu vizinho arrogante e inescrupuloso viesse a tomar-lhe Belvry. Era impensável, porém bastante provável: levantou-se decidida. Por mais que a situação lhe parecesse sem esperanças, não iria se entregar sem lutar.


― Venha comigo, Colin. Quero que você conte tudo ao meu marido, o barão Malfoy.


O alívio estampado no rosto do rapaz era tão palpável a fez rir. Mas não espere auxílio do terrível Cavaleiro Vermelho, ela pensou sem amargura. Amava o marido acima de tudo e ficaria ao lado dele em qualquer circunstância, mesmo que isso significasse perder tudo aquilo que um dia lhe fora caro.


As sombras dos aposentos principais não deixaram de intimidar Creevey. Hermione sorriu, tentando se lembrar dos dias em que aquela escuridão a tinham assombra ou de quando Draco, sentado no meio das trevas e ladeado pelos dois cães, lhe parecera ameaçador. Contudo as lembranças perdiam-se num passado recente. Tudo o que conseguia ver era um quarto tão cheio de amor e calor humano que impedia o aparecimento das sombras.


― Meu lorde. Este é Colin de Belvry, assistente de meu administrador. Ele nos trouxe algumas notícias que eu gostaria de colocá-lo a par.


― Sente-se ― Draco ordenou. A castanha levou o rapaz até o sofá junto a lareira. Depois, ignorada pelos cães enormes, deu um passo para dentro da escuridão e ficou de pé, atrás do marido. Ao apoiar as mãos nos ombros maciços, sentiu os dedos masculinos cobrirem os seus num gesto tão reconfortante que lhe trouxe lágrimas aos olhos.


― Fale, Colin. ― Malfoy ouviu as novidades com atenção, a voz nervosa do jovem ecoando pelo ambiente.


― E o que esse tal de McLaggen diz de mim? ― Draco indagou.


Um silêncio pesado se estendeu por vários segundos.


― Vamos, Colin ― Hermione o tranquilizou. ― Você pode falar livremente aqui. Não há o que temer.


Ela tentava imaginar qual seria a nova calúnia que McLaggen teria inventado a respeito do Cavaleiro Vermelho. Devia ser algo terrível, já que o rapaz parecia apavorado. Finalmente Colin concordou em responder, como se soubesse não ser possível fugir ao próprio destino.


― McLaggen diz que o Cavaleiro Vermelho já deve estar morto há tempos e que Hermione vive escondida aqui, atrás de uma sombra. Porém, por mais que tente se esconder, ela não irá lhe escapar.


A castanha sentiu a tensão e a raiva se espalhar pelo corpo de Draco e por um momento temeu que o marido se entregasse a um daqueles acessos de fúria. Entretanto Malfoy permaneceu sentado, mantendo um controle de ferro.


― Não é uma notícia interessante? ― quando Creevey, que dava a impressão de padecer de um desconforto supremo nada respondeu, Draco continuou. ― Nosso inimigo pretende atacar Belvry ou Dunmurrow?


A jovem demorou um pouco até perceber onde o marido queria chegar.


― Entendo o seu ponto de vista, meu lorde. Talvez aquele verme covarde esteja planejando atraí-lo para fora daqui com a intenção de tomar Dunmurrow na sua ausência. Um plano assim é bem de acordo com a personalidade de McLaggen ― ela comentou.


― O que você acha que o homem deseja mais, Belvry ou Hermione? ― Malfoy perguntou ao rapaz.


Creevey não respondeu de imediato. Levou alguns segundos pesando a pergunta e procurando respondê-la da forma mais objetiva possível.


― McLaggen deseja minha lady, sim, pode estar certo disso. Mas ele sempre ambicionou possuir Belvry, pois as terras dos Granger são muito mais prósperas, além do número de empregados para trabalhar no plantio ser maior também. Ele já se apossou de uma das mansões da propriedade e, em minha opinião, não sossegará até se apossar de todas.


 


 


 


Hermione acompanhou Colin até os estábulos para se despedir. O rapaz parecia mais tranquilo agora, depois de receber instruções de Draco sobre a maneira como o administrador de Belvry devia agir no que dizia respeito às ameaças de McLaggen. Era difícil não ter fé no CavaleiroVermelho, a castanha pensou vendo o jovem se afastar, o sorriso de encorajamento desaparecendo tão logo se viu sozinha. Como gostaria de adiar o momento de voltar para o lado do marido.


Se ela chorasse sobre a perda do lar iria apenas deixar Draco ainda mais frustrado e atingido na sua virilidade pela incapacidade de protegê-la. Lembrava-se muito bem daquela noite em que Malfoy se julgara menos do que um homem e, fora de si, fora para o pátio no meio da noite e extravasara toda a ira e revolta que o consumia.


Finalmente o anoitecer obrigou-a a entrar. Chamando-se de covarde, resolveu enfrentar a fúria do marido. Surpresa, descobriu que os aposentos principais estavam iluminados por vários castiçais e Filch servia o jantar, como sempre.


― Mandei chamar Blaise ― Draco falou sem preâmbulos ― Preciso consultar meu vassalo antes, mas acho que terei que dividir minhas forças. Talvez Blaise deva levar a maioria dos homens para Belvry. Uma demonstração de poderio provavelmente fará McLaggen hesitar antes de cometer alguma tolice.


Hermione inspirou fundo, os olhos fixos no marido. Ele estava sentado à mesa, o corpo enorme e musculoso parecendo dominar o ambiente inteiro, o rosto sério e inteligente fazendo jus à lenda que se criara em torno do Cavaleiro Vermelho.


― Por acaso você está pretendendo desafiar McLaggen?


― Não, mas tampouco pretendo deixar que aquele covarde se apodere de Belvry. ― Draco olhou na direção da mulher, como se a avaliasse. ― Você pensou que eu não faria nada? Que não tomaria nenhuma atitude?


― Não! Claro que não! ― ela mentiu, enrubescendo até a raiz dos cabelos. Deus sabia como preferia não enfurecê-lo. ― Mas você tem homens suficientes?


― Uma vez que Colin não foi capaz de me dar informações detalhadas sobre as forças de McLaggen, não posso lhe responder já. Certamente não tenho tantos homens quanto gostaria, porém Dunmurrow jamais esteve sob qualquer tipo de ameaça antes. Creio que será possível enfrentar o desafio.


Um profundo sentimento de culpa percorreu-a de alto a baixo. Embora Draco não a acusasse de nada, ela sabia muito bem que a culpa era sua. Se não fosse por causa dela, Dunmurrow não estaria em perigo. Se não fosse por causa dela, Malfoy teria sido deixado em paz... Angustiada, levantou-se e caminhou na direção da lareira.


― Talvez deveríamos permitir que ele fique com tudo ― a castanha falou com delicadeza.


― O quê? ― assombrado com o que acabara de ouvir, Draco concluiu que não escutara bem.


― Talvez deveríamos deixar que McLaggen se apodere de Belvry ― ela repetiu, fitando-o. A fúria estampada no rosto do barão assustou-a. ― Belvry não significa nada para mim agora. Minha vida é aqui em Dunmurrow. Ao seu lado.


A raiva desapareceu do rosto de loiro.


― Hermione... minha esposa.


Obedecendo ao chamado implícito, ela se entregou aos braços fortes e aconchegou-se ao peito largo, procurando proteção e conforto. Toda a fortaleza que se vira obrigada a representar durante o dia ameaçou ruir na doçura daquele abraço. Tinha vontade de chorar pelo antigo lar, pela culpa em relação ao marido e pela alegria que a nova vida lhe dera. Uma alegria que acabara de ser posta a prêmio.


― Se eu não fizer nada será ainda pior ― Draco murmurou apertando-a de encontro ao coração. ― Mas se eu mostrar que não aceitaremos provocações, talvez o verme se encolha outra vez dentro da própria toca.


A castanha sorriu, notando que o marido já havia entendido a personalidade covarde e sem escrúpulos de McLaggen.


― Não tenha medo, querida. Só porque meus homens não estão aquartelados aqui isso não significa que não tenha um número suficiente de soldados. Eles seguem Blaise agora. ― havia uma nota de amargura no comentário. ― E Blaise vai aonde eu o mandar. Meu vassalo levará adiante a lenda do Cavaleiro Vermelho, mantendo-a viva e atual. Talvez isso seja o bastante para desencorajar nossos inimigos.


 


 


 


Zabini chegou alguns dias depois liderando o exército do barão Malfoy. Ao ver tantos e tantos homens acampados do lado de fora do castelo, Hermione experimentou, pela primeira vez desde as notícias sobre ameaças de McLaggen, uma sensação de segurança e tranquilidade. Com certeza esse número expressivo de soldados seria suficiente para fazer seu vizinho mudar de ideia porque, apesar das bravatas, McLaggen não passa de um covarde.


Draco e seu vassalo passaram a tarde inteira conversando e traçando estratégias para um possível ataque. Enquanto isso, a castanha cuidou para que todos os soldados tivessem onde dormir e o que comer. Tanto serviço a fez perder a noção de tempo e quando Filch veio chamá-la para jantar, a refeição já havia sido servida.


― Boa noite, meu lorde ― Hermione falou, apreciando a claridade e o calor vindo dos castiçais. Era tão bom poder enxergar a própria comida! Lá estava o vassalo, parecendo exausto depois da longa jornada. ― Blaise, é um prazer vê-lo outra vez.


― Minha lady. ― dando dois passos na direção da castanha, ele tomou as mãos delicadas entre as suas. ― É quase impossível, mas tenho a impressão que você se tornou ainda mais bela durante a minha ausência.


― Obrigada. ― apesar do sorriso gentil, imediatamente retirou as mãos. ― E você se tornou ainda mais eloquente.


Hermione riu e aproximou-se do marido, temendo despertar ciúmes desnecessários. No mesmo instante Draco passou um braço ao redor da cintura delicada, num gesto obviamente possessivo.


Blaise não ficou nem um pouco surpreso com o comportamento do barão. Apenas sorriu de maneira conspiratória.


― Presumo que vocês dois tenham ajeitado as coisas de maneira satisfatória para ambas as partes. Está tudo as claras agora?


― O quê? ― Draco parecia não compreender as insinuações do vassalo.


― Estou falando sobre o casamento de vocês. Todo mundo percebia que se tratava de um casamento de amor. Por que aquela encenação antes? Quase caí na risada quando vocês dois tentaram me convencer de que não se conheciam e que o casamento fora arranjado por Dumbledore. Qual o motivo do segredo? ― quando o casal o fitaram aparentando nada entender, Blaise balançou a cabeça como se estivesse enfrentando pessoas teimosas. ― Algum dia, quando eu conseguir descobrir toda a história, aposto que terá algo a ver com o asqueroso desse McLaggen.


Sorrindo, o moreno concluiu:


― Vocês não podiam me enganar por mais que tentassem, porque eu sabia que nenhuma mulher em seu juízo perfeito iria escolher um homem com a reputação de Malfoy, a menos que o conhecesse bem.


Hermione fitou o vassalo por alguns instantes e depois começou a rir, incontrolavelmente, enquanto o som das risadas de Draco enchiam o quarto também.


 


 


 


No dia seguinte, a castanha estava separando suprimentos para o exército do Cavaleiro Vermelho quando Molly veio procurá-la, o rosto redondo da serva cheio de preocupação. Acostumada a ver a criada sempre feliz nos últimos tempos, concluiu que o problema só podia ser sério.


― O que foi, Molly?


― Oh, minha lady, é Arth. Ele foi convocado para se juntar às forças de Blaise.


― Mas ele é um soldado...


A ruiva interrompeu-a no meio da frase.


― Eu sei. Só que Arth não é mais nenhum rapaz, minha lady!


― Sim, porém trata-se da vida que ele escolheu ― retrucou, colocando um ponto final nos argumentos da serva. Então parou para imaginar como se sentiria se fosse Draco quem estivesse liderando os homens e não seu vassalo.


Claro que experimentaria uma pontada de orgulho. Mas esse orgulho não duraria nada diante da ideia de seu marido empenhado numa batalha, correndo o risco de nunca mais voltar.


― Talvez possamos persuadir Blaise a deixar Arthur como guarda no castelo ― sugeriu, sabendo que Draco planejava dividir suas forças para que Dunmurrow não ficasse desprotegido.


― Não, minha lady. Arth não aceitará isso. O tolo teimoso quer ir lutar!


Sem saber o que dizer, Hermione fitou a criada procurando uma solução para o impasse. O que faria caso Draco estivesse determinado a partir?


― Talvez se você dissesse a Arthur como se sente, o quanto está preocupada. Quem sabe não deveria lhe pedir para ficar, implorar até...


― Nunca implorei coisa alguma a homem nenhum ― Molly falou orgulhosa, o rosto corado de indignação ― E não pretendo começar agora. ― segurando a ponta da saia com a mão, ela saiu quase correndo, resmungando baixinho.


Aparentemente Molly mudou de ideia porque horas depois tornou a procurar a castelã, desta vez sorrindo e trazendo um Arthur nervoso e acanhado a tiracolo.


― Nós dois queremos nos casar, minha lady ― a serva anunciou.


― Molly! Que notícia maravilhosa. ― o sorriso de contentamento desapareceu tão logo se lembrou de que não havia sacerdote para realizar a cerimônia. ― Mas como?


Depois de levar o assunto ao conhecimento de Draco, ficou decidido que a senhora viajaria com os soldados até Belvry, onde o capelão celebraria o matrimônio. Durante a jornada ela seria escoltada não apenas por Arthur, mas por toda a guarnição. Assim estaria bem protegida.


Nem a possibilidade de virem a se encontrar com o exército de McLaggen no meio do caminho serviu para diminuir a animação de Molly, tão ansiosa estava para se casar. Hermione sorriu surpresa com o desenrolar dos acontecimentos. A mesma mulher que chorara de medo do Cavaleiro Vermelho agora se preparava para enfrentar uma possível batalha sem pensar duas vezes. A vida tem caminhos estranhos...


As duas só voltaram a se encontrar quando a criada veio atendê-la, antes do jantar.


― Você quer que eu trance os seus cabelos, minha lady? ― ela perguntou inibida e a castanha sabia que esse constrangimento era devido ao fato de estarem, para se dizer adeus. Blaise iria partir no dia seguinte.


― Não, obrigada. ― acostumara-se a usar os cabelos soltos porque Draco gostava deles assim. ― Mas você pode escová-los para mim.


Satisfeita por ter algo para fazer com as mãos, a serva atirou-se à tarefa com empenho, desembaraçando e escovando os fios cacheados e sedosos até deixá-los brilhantes.


― Eu queria lhe agradecer, minha lady, por ter feito todos os arranjos necessários para a minha ida a Belvry.


― De nada. Fico feliz por tê-la ajudado. Caso você e Arth desejarem permanecer em Belvry, tenho certeza que Neville poderá encontrar algo para mantê-los ocupados lá.


― Oh, não, minha lady. Eu nunca seria capaz de abandoná-la aqui. ― por um momento a velha senhora pareceu tão horrorizada quanto nos primeiros dias da chegada a Dunmurrow.


― Pois lhe asseguro que serei capaz de me sair muito bem ― respondeu rindo. ― Estamos adquirindo, novos servos a cada dia que passa. Tenho certeza de que encontrarei alguém para trabalhar como minha criada pessoal.


Molly não pareceu muito satisfeita com a possibilidade.


― Nós voltaremos e mais, trarei gente nossa comigo.


― Somente aqueles que desejem se mudar. Não quero ver ninguém infeliz aqui.


A criada teve a delicadeza de reconhecer a própria culpa, abaixando a cabeça por alguns segundos. Depois retomou a tarefa.


― Minha lady, eu... eu temo ter lhe dado uma informação errada, embora a culpa não tenha sido exatamente minha. ― a vermelhidão do rosto da pobre coitada deixou-a intrigada. O que seria desta vez?


― Quando você... ― a senhora inspirou fundo tomando, coragem e continuou. ― Na sua noite de núpcias, minha lady, eu lhe disse algumas coisas... Desde então descobri que essas coisas nem sempre são verdadeiras.


― Oh? O que foi mesmo que você me disse? ― Hermione indagou, tentando disfarçar o sorriso e se manter séria.


― Foi sobre o ato de consumação do casamento, minha lady. Eu lhe disse que era breve e doloroso, quando necessariamente não é nenhum dos dois. Na verdade... pode ser bastante agradável e... demorado.


A castanha precisou apertar os maxilares com força para não rir. Quando enfim se sentiu capaz de controlar o riso, respondeu:


― Está certo Molly, pois foi o que descobri por mim mesma.


― Verdade, minha lady? ― a criada perguntou surpresa, a escova suspensa no ar. ― Você está querendo dizer que o Cavaleiro Vermelho...


― Estou querendo dizer que a reputação do Cavaleiro Vermelho não é nada em comparação às habilidades dele... na cama.


 


 


 


Quando Draco acordou a escuridão lhe deu as boas -vindas e por um momento sentiu-se lançado de volta ao inferno negro em que vivera durante tantos meses. Então lembrou-se de que era o cortinado da cama que mantinha o mundo lá fora e que sua visão melhorava a cada dia. Ainda continuava recusando-se a admitir, mesmo para si mesmo, que estava vivendo o processo de recuperação da visão porque não suportaria enfrentar a realidade caso suas esperanças dessem em nada.


A cada amanhecer, o loiro não esperava nada além do que tivera no dia anterior. Só pedia a Deus que a escuridão total jamais retomasse, pois apesar de ter Hermione ao seu lado, não sabia se seria capaz de descer ao inferno outra vez.


Hermione. Ao senti-la mover-se ao seu lado, ele tomou uma mecha de cabelos entre os dedos, apreciando a maciez dos fios. Diziam que os cabelos de sua esposa tinha o brilho do cobre. Bem que tentava imaginar aquele tom de castanho, refletindo-se à luz do Sol, porém não conseguia. Embora estivesse enxergando cores agora, a tonalidade dos cabelos dela lhe escapava e quanto tentava vê-la, tampouco obtinha sucesso porque a imagem querida recusava-se a tomar forma.


― Hum... Bom dia, marido.


Como é que aquela mulher podia ficar inteiramente desperta tão depressa quando sua mente continuava envolta em névoas?


Escorregando o corpo depressa pelo de Draco, e deixando-o enrijecido no processo, a castanha pulou para fora da cama.


― Volte aqui, mulher ― ele pediu, porém o cortinado já estava sendo aberto. Draco fechou os olhos saboreando o momento, sem nenhuma pressa de deixar o calor da cama. Como era bom acordar ao lado da esposa e partilhar aqueles primeiros instantes da manhã antes que as responsabilidades do dia se intrometessem. Então via-se obrigado a enfrentar as longas horas de isolamento e frustração enquanto a mulher se ocupava das várias obrigações.


― Está um belo dia, querido! ― como se obedecendo à atração exercida pela voz musical, Draco abriu os olhos. Por um momento pensou que seu coração iria explodir no peito, tal a força das batidas. Diante da janela, inundada de luz, estava uma visão maravilhosa.


Aquela era sua esposa. Não uma sombra, nem uma mistura indistinta de cor, mas Hermione... A primeira visão a ser captada há tanto tempo. E não podia acreditar no que estava diante de seus olhos.


Sempre soubera que se tratava de uma mulher adorável. Ouvira outras pessoas elogiarem a beleza e o charme da castelã de Dunmurrow, mas ainda assim estava literalmente sem fala. Nenhum de seus mais loucos sonhos chegara perto da realidade. Ela era tão bela que lhe tirava o fôlego.


A luz matinal iluminava feições delicadas e cheias da vida. Os cabelos, tão cacheados e tão brilhantes que davam a impressão de refletir a luz do sol em diversas matizes, caíam sobre as costas até a cintura.


Ela estava nua. Atônito, Draco mal notara esse detalhe, mas agora se maravilhava diante de tão grande perfeição.


A pele macia como veludo tinha um brilho dourado, os seios pequenos e empinados, lançavam os mamilos enrijecidos, por causa do frio, para o alto. Cintura estreita, pernas esguias e bem torneadas. Só de admirá-la ficava excitado de uma maneira quase dolorosa. Contudo, por mais que a desejasse, temia quebrar o encantamento fazendo qualquer movimento brusco. Não suportaria vê-la desaparecer numa mistura de cores e jamais voltar a enxergá-la com nitidez.


Com a atenção voltada outra vez para o rosto angelical, Draco concluiu que jamais vira tanta beleza. Por um longo instante permaneceu imóvel, quase sem respirar, bebendo na imagem da esposa como um homem sedento. Mesmo se vivesse cem anos, nunca mais se esqueceria daquele momento.


Hermione, Hermione, Hermione, ele queria gritar. E de repente era como se todos os sentimentos guardados dentro do peito quisessem explodir. Tudo aquilo que tentara ignorar por causa da cegueira agora ameaçava vir à tona descontroladamente. Era como um dique arrebentando, a água antes represada atravessando as barreiras e tornando-o impotente para controlar a força da emoção.


Ele deve ter deixado escapar algum som, porque a castanha virou-se para fitá-lo. Os olhos grandes e dourados tinham o brilho do mel. E aqueles lábios... os mais suaves e rosados, capazes de deixá-lo em fogo com um simples roçar.


― Draco? ― ela indagou. ― O que foi?


Incapaz de falar, ele deixou escapar um gemido abafado. No mesmo instante Hermione estava ao lado do marido, fitando-o atentamente. Malfoy permaneceu imóvel, mergulhado nos olhos castanhos da esposa, tão inteligentes, tão amorosos... Deus, era possível enxergar a alma da sua mulher estampada no rosto adorável. Enxergar...


― Draco! ― então ela começou a chorar ao se dar conta de que um milagre acabara de acontecer. ― Draco! ― repetiu, tentando fazê-lo falar alguma coisa, sacudindo-o no meio dás lágrimas.


― Psiu. Não há motivo para chorar, mas para se alegrar, esposa. ― temendo não conseguir controlar a forte emoção interior, Malfoy evitava tocá-la.


Durante toda a sua vida lutara para manter os sentimentos sob um controle de ferro e o fizera muito bem, até que ficara cego. Daí em diante tornara-se vítima do próprio temperamento, entregando-se aos momentos de raiva com uma fúria que beirava o desatino. Entretanto a castanha soubera como aplacar aquela ira bestial, despertando sentimentos que jamais julgara existir dentro de seu coração. E esses sentimentos eram tão fortes agora que já não podia contê-los...


― Hermione... Hermione... ― ele gemeu, tocando o rosto delicado com as pontas dos dedos.


De repente alguma coisa explodiu em seu interior, uma comoção que gritava o nome da esposa. De maneira rápida e imprevisível, Draco puxou-a para a cama beijou-a com uma sofreguidão assustadora, a língua ardente vasculhando o interior da boca quente e úmida enquanto mãos fortes percorriam o corpo delgado com uma possessividade incomum. A castanha não hesitou um segundo, e retribuiu as carícias do marido com o mesmo ímpeto, entregando-se à paixão que os consumia.


Louco de desejo, ele tomou os seios na boca e sugo os mamilos rígidos quase com desespero. Ouvindo-a gemer baixinho, sabia que não estava sendo muito gentil, porém não conseguia parar nem diminuir a intensidade dos carinhos. Num gesto rápido, separou as pernas esguias, expondo o centro da feminilidade.


― Hermione, Hermione... ― tornou a murmurar, como se pedisse desculpas pelo comportamento descontrolado.


Como única resposta, ela arqueou as costas e ergueu os quadris, ansiosa para receber o membro rígido e pulsante. Segurando-a firme pelas nádegas, Draco enterrou -se até o fundo, até que já não sabiam onde terminava um e começava o outro.


Então fitou a esposa demoradamente, apreciando os cabelos cacheados espalhados sobre o travesseiro, o rosto afogueado, os olhos fechados, os lábios entreabertos. A visão mais perfeita do mundo. Apoderando-se outra vez da boca sensual num beijo áspero e exigente, ele aumentou o ritmo das investidas até se tornarem frenéticas, vagamente consciente de que a esposa mordia seu ombro e enterrava as unhas nas suas costas largas.


Ao ouvi-la gritar o seu nome, no auge do prazer, o loiro cravou os dedos na pele macia até que uma investida final libertou-o da tensão insuportável.


― Hermione! ― ele gritou, o corpo inteiro estremecendo com a violência do orgasmo.


 


Quando pôde pensar com clareza outra vez, abraçou-a com ternura, deslizando os dedos pelas costas delicadas como se quisesse suavizar as marcas que ali deixara. Depois beijou-a na testa e fitou os olhos maravilhosos, cheios de amor e lágrimas de alegria.


― Sempre temi que sua paixão, uma vez liberada, pudesse me subjugar ― ela sussurrou feliz.


― E? ― Malfoy indagou tenso, temendo ouvir a resposta.


― E, como todos os meus outros temores em relação a você, não passava de um receio infundado. Quando foi que a sua visão retornou?


― Foi um processo gradual. ― carinhoso, Draco acariciava os cabelos da esposa, incapaz de desviar o olhar do rosto querido.


― Por que não me contou?


― Eu não queria alimentar esperanças. Nem as suas, nem as minhas ― ele respondeu sincero. ― Eu tinha medo que não fosse durar, que qualquer dia voltasse a acordar para a escuridão eterna.


― O quê? O Cavaleiro Vermelho com medo de alguma coisa? ― ela sorriu, provocando-o. ― Não posso acreditar.


Pois pode acreditar, Draco pensou. Mais uma vez, olhou bem dentro dos olhos castanhos, molhados de lágrimas, e então puxou-a de encontro ao peito, incapaz de fitá-la mais um segundo sequer. Temia que se continuasse a fazê-lo, iria começar a chorar como uma criança, tão grande a emoção que o consumia.


 

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Comentários: 7

Páginas:[1]
:: Página [1] ::

Enviado por Anne Lizzy Bastos em 30/01/2014

Finalmente ele a viu. Demais!! Me emocionei. Ficou otimo esse capitulo. Maravilhoso.
bjsAnne
 

Nota: 1

Páginas:[1]
:: Página [1] ::

Enviado por Landa MS em 09/01/2014

 

 

 

Finalmente o segredo é revelado. Eu tinha alguma desconfiança, mas não chegava a tanto. Imaginava outra coisa. Parabéns o cap ficou ótimo.

Nota: 1

Páginas:[1]
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Enviado por Carla Balsinha em 31/12/2013

alô querida!espero que tenha tido um natal extraordinário e muitos presentes no sapatinho,que o novo ano lhe traga tudo o que mais quer e deseja....

peço desculpas por não ter comentado antes,pois não passei o natal aqui,passei-o no alentejo com muito frio em compensação,tinha a lareira acesa....^^

amei o capítulo!a emoção da hermione quando percebeu que o marido estava a recuperar a visão,foi maravilhoso.....

ainda vai haver confusão com pretendente da hermione?!se for o draco a dar-lhe uma lição,eu ajudo!^^

Beijinhos grandes!

Bombástico 2014!

Carla Cascão

Nota: 1

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Enviado por Janaína Ferreira em 29/12/2013

Que coisa maravilhosa! Faz tempo que uma fic não me encantava.

Posta o próximo capítulo, vai! ^^

Beijos e uma ótima passagem de ano.

Nota: 5

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Enviado por M R C em 28/12/2013

ooooww que fofo ele conseguindo enxergar de uma vez por todas a esposa =]

e agora que surgiu essa ameaça, o Cavalheiro Vermelho está de volta a sua boa forma...quero verrrr quem vai vencer! ahhahahahhahhahaha

essa cena final foi tão linda que li 2 vezes !

espero que tenha passado um feliz natal e que seu ano novo seja maravilhoso !!

nao conseguiu me achar no facebook?

beijos

Nota: 5

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Enviado por Tha em 25/12/2013

Que capítulo de tirar o fôlego! Faz tempo que não lia uma fic tao boa e bem escrita por aqui! Li em uma noite e quero mais! Feliz Natal! 

Nota: 5

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Enviado por RiemiSam em 24/12/2013

Meu coração deu pulinhos de alegria.Capítulo maravilhoso e excelente presente de natal. Obrigada FELIZNATAL! 

Nota: 5

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