FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout  
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout
 

(Pesquisar fics e autores/leitores)

 


 

ATENÇÃO: Esta fic pode conter linguagem e conteúdo inapropriados para menores de idade então o leitor está concordando com os termos descritos.

::Menu da Fic::

Primeiro Capítulo :: Próximo Capítulo :: Capítulo Anterior :: Último Capítulo


Capítulo muito poluído com formatação? Tente a versão clean aqui.


______________________________
Visualizando o capítulo:

21. Depois Daquele Beijo


Fic: Desencontros


Fonte: 10 12 14 16 18 20
______________________________

Capítulo 21 - Depois daquele beijo

Harry ainda estava muito aborrecido com seu pai. Não bastara a detenção que recebera na escola, ele ainda tivera que aturar todo aquele sermão. Mas no fundo, o entendia. Devia ser complicado deixar a família e ir para o front sem saber ao certo se voltaria. Ter que se preocupar com as desavenças que ele poderia causar com seu temperamento impulsivo era, com certeza, um fardo a mais.

Levantou da cama e trocou de roupa, esperando não ter dormido demais e seu pai já ter partido. Com uma expressão de remorso, Harry desceu as escadas e se aproximou de James que já terminava de colocar sua bagagem junto à porta.

- Pai...

James levantou os olhos da mochila e encarou o filho. Ficaram olhando fixamente um para o outro por um momento, entendendo-se mesmo sem palavras. Com um movimento, James puxou Harry para um abraço e falou:

-Tudo bem, Harry. Tudo bem...

Lily olhou para os dois homens mais importantes da sua vida, com um sorriso enternecido. James e Harry eram tão parecidos por dentro, quanto eram por fora. Teimosos e impulsivos. Leais e companheiros. E enquanto os observava, desejou que não precisassem se afastar, que o futuro daquela família não fosse tão incerto.

- Está na hora. - James falou após consultar o relógio.

-x-x-

Lily não conseguiu afastar a apreensão que foi se formando em seu íntimo, ao ver o marido sendo levado para Londres naquele trem. Procurava pensar que esse sentimento se devia somente ao fato de que normalmente ele partia junto com Sirius, e este último sempre procurava deixar o ambiente descontraído nessas ocasiões. Então, tentou amenizar sua preocupação distraindo-se com Jéssica, que pernoitara em sua casa devido à súbita doença de Remus. A menina se entretia com uma borboleta que sobrevoava um dos canteiros da praça, fazendo com que Lily sorrisse mesmo sem querer. Com um suspiro resignado, Lily falou a Harry:

- Pode ir para casa, filho. Eu vou até a casa de Remus, para ver como ele está.

Lily bateu algumas vezes até Remus vir atender à porta. Mas, mesmo com a aparência derrotada de uma noite mal dormida, ele abriu um enorme sorriso para sua filha que rapidamente correu para ser enlaçada pelo pai. Remus a levantou em seus braços e beijou carinhosamente.

- Papai!

- Oi princesa, sentiu saudades?

- E então Remus, como está se sentindo? - Lily perguntou ao entrar na sala e fechar a porta atrás de si, observando a cena familiar.

- Um pouco melhor - Remus respondeu, fazendo um gesto para que a amiga sentasse no sofá. Ele ocupou a poltrona à sua frente, com Jéssica ainda em seu colo. - Obrigado Lily.

- Não precisa agradecer. Deixe-me ver como você está. A filha da Andromeda me disse que você estava com febre...

- Foi. Mas já estou melhor.

- Isso é o que vamos ver. - Como a eficiente enfermeira que era, Lílian Potter saiu de seu lugar e verificou a temperatura e os demais sintomas que seu amigo Remus apresentava. – É, parece ser apenas um forte resfriado. Porém, para ter certeza seria melhor que você fosse ver o Phillip.

- Se a febre voltar, eu irei.

- Está bem.

- James já foi? - Remus indagou quando Lily fez menção de ir embora.

- Já. Eu vim direto da estação para cá.

- Eu queria ter falado com ele... - ele murmurou. Após um curto silêncio, perguntou: - Tinha mais alguém embarcando?

- Só os filhos mais velhos dos Weasley.

- Sei... Então, a plataforma devia estar cheia, não é? Se todos foram se despedir...

- Até que não. Bom, o Arthur trabalha na estação, então é claro, estava lá. Mas Molly e as crianças devem ter ficado em casa. Só quem apareceu foi a jovem Fleur, aquela moça que namora o menino mais velho, Bill.

- Ah, tá...

As palavras aparentemente desinteressadas foram exatamente o que deixou Lily ainda mais intrigada. Remus não era uma pessoa que gostava de se inteirar sobre a vida das outras, a despeito de seu trabalho como jornalista. Por isso mesmo ele preferira o fotojornalismo, para não precisar saber mais do que o necessário. As fotos mostravam o momento e tudo o que importava para a reportagem, era o que sempre dizia. Perscrutou-o com o olhar semi-cerrado e perguntou:

- O que é Remus? Para que você quer saber tudo isso?

- Não é nada. Esqueça... - Remus respondeu olhando para a filha que, sentada em seu colo, brincava com os botões de sua camisa, incapaz de encarar a amiga. - Lily, eu pensei... Talvez você saiba de alguém para cuidar de Jéssica... aqui em casa.

- Por quê? O acordo com Andrômeda parecia estar funcionando tão bem! Ela e Nymphadora gostam tanto de Jéssica e vice-versa.

Lily voltou a sentar de frente para o amigo, com uma crescente suspeita de que James e Sirius tinham realmente alguma razão quando disseram que havia algo acontecendo entre Remus e Nymphadora.

- É, eu sei... Mas não está mais funcionando para mim. Uma outra pessoa, que ficasse aqui em casa com ela, seria melhor.

- Certo. Se você prefere, eu posso ver. Acho que a filha dos Jonhson acabou a escola em julho e está em casa, posso falar com eles por você.

- Eu ficaria grato.

---xxx---xxx---


Até que para início de outono aquela manhã estava bem quente. E cortar lenha usando uma camisa de mangas estava irremediavelmente fora de cogitação, por isso Ronald nem pensou duas vezes antes de arrancar a que usava pela cabeça e começar a cortar em pedaços, os troncos separados perto do machado. O rapaz aproveitava os movimentos repetitivos que fazia, junto com a força que precisava utilizar, para liberar ao menos um pouco da energia que vinha acumulando nos últimos tempos.

Seu trabalho já estava quase no final quando foi surpreendido pela chegada inesperada de Hermione. A garota estava encostada no lado da casa observando-o com um pequeno sorriso. Ron sentiu-se inflar e a energia, que tentara gastar, parecia completamente renovada. Enxugou o suor que escorria por sua face com a camiseta e jogou-a sobre a pilha de toras já arrumadas. Se aproximou da namorada com o sorriso torto que sempre a fazia corar, e delicadamente arrumou uma mecha dos cabelos castanhos por trás da orelha dela, na qual sussurrou:

- Como adivinhou que eu estava pensando em você?

- E-estava? - Hermione parecia ter seu olhar preso ao de Ron e isso permitiu ver fagulhas nos olhos azuis.

- Hum-hum. Você não?

- Claro. Você sabe que sim. - Ela murmurou, baixando o olhar. Contudo, a visão de Ron sem camisa e com o corpo suado quase colado ao seu, não ajudava em nada a sua resolução de não cair em tentação.

- Perfeito - Ron sussurrou de encontro aos lábios dela. - A gente pode aproveitar e matar um pouco das saudades, o que acha?

- E-eu? Não sei, Ron... Eu só vim pedir de volta um li-livro para Ginny.

- Você pega o livro depois, vem...

Ron puxou Hermione pelas mãos até o galpão ao lado, onde seu pai guardava o velho Ford, além das ferramentas e mais um monte de outras coisas. Fechou a porta com cuidado para não chamar a atenção de sua mãe ou Ginny e em seguida abraçou-a forte, enterrando o rosto em seu pescoço. Hermione tinha a respiração pesada e agarrou os ombros de Ron, puxando-o mais para perto. Para evitar que caíssem, ele apoiou-a com força na parede do galpão, provocando um baque surdo. Em seguida, Ron usou uma das mãos para segurar Hermione pela nuca enquanto a outra pousou firme em sua cintura. Roçou seus lábios nos dela até ouvi-la suspirar, e então beijou-a com uma fome que tentava há muito controlar.

Hermione ofegou, enquanto seu cérebro implorava para que liberasse seu corpo para agir como queria. Na verdade, mal se deu conta de que Ron, tendo arrumado uma brecha em sua roupa, tocava diretamente em sua pele. Sentiu os dedos dele queimarem, cada vez mais impetuosos, e procurou se afastar.

- Não, Ron. Pare.

- Ah, Mione... Qual é o problema hein? - murmurou lânguido, puxando-a novamente para si. - A gente já passou por isso...

- Eu sei... - Era difícil pensar com Ron segurando-a e beijando-a sem parar. - Mas...

- Só um pouquinho, Mione, eu juro.

- Ron, não... - Outro beijo voraz interrompeu-a.

Pensando em tentar empurrá-lo, Hermione colocou suas mãos sobre o peito de Ron, mas ao fazê-lo, de algum modo o deixou ainda mais próximo de si. Seus corpos grudados e o suor dele em contato com a sua pele. Ela sentia pura eletricidade mexer com seus sentidos e não sabia como conseguiria parar. Resistindo bravamente a deixar-se levar por inteiro, Hermione tentou novamente afastá-lo, quando sentiu-o alcançar uma de suas pernas, pedindo aflita:

- Não. Pare, por favor!


---xxx---

Harry correu o mais rápido que podia para chegar à Toca. A manhã já estava pelo meio e ele queria aproveitar ao máximo. Esse era o primeiro sábado de liberdade após a briga com Draco Malfoy. Os últimos dois foram dedicados ao cumprimento da detenção, onde ele e Ron, mais Draco e Dudley, tiveram que limpar e arrumar a biblioteca da escola sob a supervisão de Madame Pince, uma solteirona magra e mal-humorada que nunca era vista fora da biblioteca. Foi levemente sem fôlego que bateu na porta, esperando ser atendido.

- Olá Harry. Veio procurar o Ron?

- Não... Quero dizer, sim, senhora Weasley.

- Ron está lá fora, cortando lenha, e Ginny está no galinheiro pegando alguns ovos que pedi - Molly informou com um pequeno sorriso. - Você poderia ajudá-la, por favor, querido?

- Claro, senhora Weasley. Com todo prazer!

Harry seguiu para o galinheiro, procurando evitar o lado da casa onde ele sabia, ficava o local em que se cortava e armazenava a lenha. Depois conversaria com Ron. Tinha coisas mais importantes para fazer em mente, naquele momento. Abriu com cuidado a portinhola, mais para evitar ser descoberto do que para impedir a fuga de alguma das moradoras gorduchas. Ginny virou-se quase no mesmo instante e com um sorriso radiante foi ao encontro do namorado.

- O que você está fazendo aqui?

- Sua mãe perguntou se eu não podia ajudá-la a recolher os ovos - Harry respondeu com um erguer de sobrancelhas quando a abraçou.

- Minha mãe sempre sabe quando eu preciso de uma ajuda extra - Ginny gracejou.

- Você já terminou?

- Já, é claro.

- Ótimo - Harry murmurou, não perdendo mais nenhum instante antes de beijá-la.

Depois de alguns beijos e abraços apaixonados, Harry e Ginny concordaram que o cheiro das galinhas não dava mais para ser ignorado. Com sorrisos travessos eles saíram em direção aos fundos da Toca, caminhando de mãos dadas, até que ouviram um baque forte vindo galpão ao lado de onde Ron deveria estar cortando lenha. Mas o machado descansava sobre o tronco e o único sinal do amigo era a camisa jogada sobre a pilha de toras já arrumadas. Apertando a mão de Ginny na sua, Harry sussurrou, desconfiado:

- Entre, eu vou ver que barulho foi esse.

- Não, Harry. Pode ser perigoso.

Ignorando o apelo da garota, Harry rumou apreensivo até o local, apressando seus passos ainda mais ao ouvir o som de algumas caixas caindo. Empurrou com força a porta do galpão, que abriu com um estrondo, iluminando-o fracamente. O sangue correu mais veloz em suas veias quando de um canto ouviu uma voz pedir desesperada:

- Não. Pare, por favor!

- TIRE AS MÃOS DE CIMA DELA! - No instante seguinte Harry arrancava Ron de cima de Hermione, urrando enfurecido.

Tendo sido pego de surpresa, a princípio Ronald não reagiu. Porém, não demorou muito até que ele e Harry começassem a trocar socos e murros, enquanto berravam um com o outro, engalfinhados no chão de terra do galpão.

- VOCÊ ESTÁ LOUCO?

- PAREM VOCÊS DOIS! – berrou Hermione, levando-os a se separarem.

- Ele te machucou? - Harry aproximou-se da amiga, abraçando-a ao perguntar: - Você está bem?

Ron, não entendendo a atitude de Harry, afastou-o de Hermione com um forte puxão em seu ombro, ficando de frente para ele enquanto falava:

- É claro que não a machuquei imbecil, você acha que eu...

- Está tudo bem? Dá pra ouvir os gritos lá de fora... - Ginny perguntou, entrando apressada no galpão.

- Eu quero ouvir da Mione que está tudo bem.

Ignorando a entrada de Ginny, Harry mantinha-se entre Ron e Hermione numa atitude defensiva. Os olhos verdes estreitos na direção de Ron, pronto para brigar novamente se visse necessidade. Hermione, ainda assustada, colocou a mão sobre o ombro de Harry e respondeu:

- Está tudo bem sim, Harry.

- Harry, o que está acontecendo? Por que você está assim?

Ginny se aproximou do namorado que ainda encarava seu irmão com raiva. Não entendia o que poderia ter acontecido para que eles tivessem brigado, porque eles haviam brigado, ela tinha certeza.

- É mesmo Harry. O que deu em você? Parece que está com ciúmes - Ronald de repente pareceu aturdido e exclamou surpreso: - 'Pera aí! É isso não é? Você está com ciúmes?

- Eu, com ciúmes? Você realmente está louco!

- Não fui eu quem invadiu um lugar para separar um casal namorando.

- Namorando? Com ela pedindo para parar daquele jeito?

Antes que a discussão entre Ron e Harry atingisse níveis perigosos, Hermione resolveu intervir. Colocou-se entre o amigo e o namorado, e olhando para Harry, afirmou:

- Harry, está tudo bem! Acredite em mim.

- Você quer que eu te acompanhe até em casa?

- Você não vai levar a MINHA namorada a lugar nenhum entendeu? Você deveria era cuidar da sua vida. - Ron tentou avançar novamente para Harry, mas Hermione impediu com um aceno de mão.

- Não precisa Harry. E-eu estou bem.

- É claro que você está bem - Ron falou incrédulo.

- Vamos, Harry - Ginny segurou o braço de Harry, puxando-o em sua direção. Uma leve suspeita começava a tomar forma em seu cérebro.

- Cuidado, Ginny. Se eu fosse você começava a prestar mais atenção no seu namorado, parece que ele anda se preocupando demais com quem não devia.

- Cala a boca, Ron. - Ginny respondeu, saindo do galpão junto com um relutante Harry.

Quando ficaram novamente sozinhos, Ronald se aproximou novamente de Hermione que se afastou.

- Mione...

- Não Ron. - Sem conseguir olhar diretamente para ele, disse: - Eu vou para casa.

- Tudo bem. Eu te levo...

- Não. Eu vou sozinha.


---xxx---xxx---

Assim que chegaram perto do lago, longe o suficiente de Ron e Hermione, Ginny soltou o braço de Harry, que continuava irritado e começou a tacar pedrinhas na superfície da água. Deixou-o ficar sozinho, para se acalmar, e sentou-se encostada no tronco da faia que os abrigava na maioria das vezes. Depois de alguns minutos, pediu:

- Você poderia me explicar o que aconteceu afinal?

- Você não está com ciúmes de mim com a Mione também, está?

- Ciúmes de você com ela? Não... - diante do olhar pasmo dele, ela completou: - Eu sei que você não gosta dela assim... desse jeito.

- Como você...?

- Simples, - Ginny estendeu a mão para que ele se aproximasse, e só depois que ele se acomodou junto dela, foi que realmente respondeu: - Você não olha para as pernas dela do mesmo jeito que olha para as minhas.

- Ginny!

Harry sentiu seu rosto esquentar. Parecia um absurdo somente imaginar as pernas de Hermione, mas o pior era saber que Ginny havia percebido o modo como ele olhava para ela. Abraçou-a, fazendo com que se encostasse no seu peito, segurando as mãos dela nas suas.

- Me conte o que aconteceu lá no galpão.

- Seu irmão estava... agarrando a Mione.

- E?

- E ela não queria!

- Como... bem, como você sabe?

- Ela estava dizendo não, oras.

Incapaz de impedir, Ginny rolou os olhos antes de virar o rosto para encarar Harry e perguntar:

- E você sabe exatamente o porquê dela estar dizendo não? - Harry fez menção de responder, mas Ginny continuou: - Sabe, ela podia estar dizendo não para outra coisa...

- Ela disse: "pare, por favor"!

- Exatamente. Você ouviu ela pedindo socorro, ajuda, ou qualquer coisa do tipo?

- Não, mas...

- Mas eu acho que você acabou atrapalhando um momento mais... arrebatado dos dois. Não é de estranhar que o Ron estivesse com aquela cara - gracejou.

- Será? - Harry perguntou. O constrangimento começando a inundar sua mente.

- Hum-hum. O Rony tem aquele jeito dele, mas seria incapaz de fazer mal para a Mione - Ginny respondeu, voltando a olhar para o lago. - Pelo menos não de propósito.

----xxx---xxx---

A tarde já estava quase no fim quando a professora Elizabeth Granger bateu à porta do quarto de sua filha. A garota havia voltado do passeio pela manhã muito calada e assim que terminou de almoçar, refugiou-se em seu quarto. Após ouvir a resposta curta de Hermione, entrou no cômodo e sentou-se na ponta da cama onde a garota estava deitada, perguntando:

- Aconteceu alguma coisa, querida? Você me parece um pouco chateada.

- Não foi nada, mãe.

- Você e o Ronald brigaram novamente?

- Não - Hermione respondeu com um sorriso triste, evitando olhar para sua mãe.

- Certo... Bem, ele está lá embaixo querendo conversar com você. E pelo visto o "nada" que aconteceu com você, chateou ele também - Elizabeth falou, erguendo uma sobrancelha para a filha.

- Eu não...

- Ele mandou dizer que não vai embora antes de conversar com você, então acho que seria melhor acabar logo com isso de uma vez.

- Mas... - Hermione hesitou e com um suspiro derrotado assentiu. - Já vou descer mamãe.

-x-x-

Ronald se remexeu mais uma vez no sofá da sala da casa de Hermione. Quando ela entrou, levantou-se e se aproximou dela, que desviou do toque indo na direção da poltrona do outro lado.

- Mione! Por que você está me tratando assim?

- Por quê? Você sabe o porquê.

- Não sei não. A única coisa que eu sei é que estávamos muito bem até que o Harry fez aquele showzinho dele.

Hermione fechou os olhos, sentindo todo o constrangimento que sentira pela manhã retornar com força total.

- Eu não quero falar sobre isso.

- Então por que você está me tratando assim? - Ron perguntou novamente, exasperado.

- Fale baixo, por favor - Hermione pediu, vendo as orelhas do rapaz se tingirem de vermelho. - Vamos lá para fora.

Sem esperar por ele, Hermione rumou para o quintal e só parou quando chegou à sombra do carvalho, que ficava nos fundos. Virou-se para ele e cruzou os braços em frente ao corpo.

- Pode me dizer agora? - Ronald explodiu.

- Como você pode ser tão...

- Tão o que? O QUE É QUE EU FIZ DESSA VEZ?

- Shhhh - Hermione indicou, olhando na direção a casa para ver se tinham chamado a atenção de sua mãe.

- Shhh nada, Hermione! Eu tenho o direito de saber por que você está me tratando desse jeito se não fiz nada. - Ron argumentou, irritado.

- Nada, Ronald? Você e o Harry brigaram por nada?

- Que eu me lembre foi o Harry que surgiu do nada e começou a briga, eu só me defendi.

- E ele estava me defendendo - Hermione falou séria.

- Defendendo do que?!

- Pelo visto, de você.

- O QUE?!

Ron exclamou, esquecido de que tentavam não chamar a atenção da professora Granger, olhando pasmo para Hermione. Como alguém em sã consciência poderia imaginar que ele pudesse machucá-la?

- Quer falar baixo! E-eu acho que o Harry... Bem, ele parecia estar achando que você... não estava agindo muito bem...

- Eu? De onde ele tirou isso?

- Talvez do mesmo lugar que você, quando brigou com ele no Natal.

- Mas não tem nada a ver uma coisa com a outra. Eles não eram namorados!

- Eram sim.

- Mas ninguém sabia, e eu estava protegendo a Ginny. Ele não.

- Talvez o Harry tenha se sentido na obrigação de me proteger do mesmo jeito que você protegeu a sua irmã.

- Mas vocês não são irmãos.

- Não, não somos. Mas nos gostamos como se fôssemos. E depois de tudo que ele viu, nem sei se tenho coragem para encará-lo.

- O QUE?! COMO ASSIM?

- Se você não se controlar eu vou entrar - Hermione falou, colocando as mãos na cintura.

- Tá! Como assim? Eu... a gente não estava fazendo nada...

- Não?

- A gente só estava namorando um pouquinho, Mione. Qual é? Você estava lá!

- Exato. E você me ignorou.

- EU? - Quando Ron jogou as mãos para o alto, incrédulo, Hermione bufou e começou a se dirigir de volta a casa, mas ele a impediu, segurando-a pelo braço. - Ok, desculpa. Mas me diz, como assim eu te ignorei?

- Eu pedi para você parar, Ron.

- Não pediu não.

- Eu falei não... Várias vezes.

- Mas não foi um não assim... não. Foi assim... um... - Hermione se soltou bruscamente interrompendo-o.

- Não existem vários tipos de não, Ron. Não quer dizer não.

- Mas o Bill...

- O que tem a ver o Bill com essa história?

- Nada... quer dizer... Eu ouvi uma conversa do Bill com o Charlie... Você sabe, sem querer... Eles estavam falando sobre... garotas e então eu, bem, prestei atenção. E eles falaram isso.

- Isso o que?

- Que... - o rosto de Ronald era agora uma máscara vermelha de vergonha e ele continuou num murmúrio: - Que uma garota às vezes diz não quando na verdade quer dizer sim.

- E você pensou que era o caso.

- E-exato - Ronald deu um passo na direção dela, mas Hermione o evitou, virando de costas. - Mione, me desculpe, ok? Eu não tive a intenção de te magoar, nem nada assim. Eu realmente pensei...

- Pensou que eu estava fazendo um dos joguinhos da Lavander, não é?

- Não, é claro que não. É só que eu... Hermione, eu não consigo parar de pensar em você, mas você mal deixa eu chegar perto. - Ele passou as mãos pelos cabelos vermelhos, nervosamente.

- Eu pensei que você tivesse entendido os meus motivos, Ronald.

- Entendi, mas é que... Bem, às vezes é difícil me controlar.

- Você acha que é fácil para mim? - Hermione voltou a encará-lo, magoada. - Que tem vezes que eu também não quero me deixar levar?

- Quer?

- É CLARO! - Ela suspirou pesadamente e continuou com a voz fraca. - Só que a gente não pode, não é certo.

- Por que não? Eu te amo e você... Você me ama também, não é? - Ron a segurou pelos ombros, forçando-a a olhá-lo nos olhos.

- Amo Ron, mas isso não basta. A gente é muito jovem, ainda tem muito o que viver...

- Eu vou para a guerra ano que vem. Talvez não tenha assim tanto o que viver...

Foi como se um balde de água fria tivesse sido jogado sobre ela. Hermione se desvencilhou dos braços de Ronald mais uma vez e se afastou. Os olhos levemente arregalados, demonstrando visivelmente que não queria acreditar no que estava ouvindo.

- Por Deus! Então é isso? Você quer... saber como é, antes de ir para essa maldita guerra? Você não está nem um pouco preocupado comigo não é, com as conseqüências?

- Claro que estou! Mas... - Antes que ele concluísse, Hermione ergueu a mão, impedindo-o. E falou com raiva:

- Olhe só, se você quer tanto saber como é... estar com uma garota, vá procurar a Lavander. Aposto como ela ficaria muito feliz de te mostrar.

- Não é nada disso! - Ron implorou, segurando-a novamente pelo braço e não deixando que ela saísse dali. - Por favor, me deixe explicar. Você está chateada comigo, mas sabe que eu não tive a intenção...

- Esse é o problema, Ronald. Você nunca tem a intenção.

Hermione não precisou fazer nenhum movimento brusco para se soltar. Sua voz, repleta de mágoa, e a lágrima que ela não conseguiu impedir que caísse, pareceram ser o suficiente. Ronald afrouxou o aperto em seu braço e sem mais nenhuma palavra, Hermione deixou-o sozinho, parado em seu quintal.



##############

N/B Sônia: Certo. Na ordem em que eu senti: ternura com James e Harry, frustração com a cabeça de Tungstênio do Remus, falta de ar profunda e perigosa com o deus ruivo e suado semi-nú cortando lenha (meus sais!*me abanando*), piora dessa mesma falta de ar com o começo da cena no galpão, vontade de te dar uns beliscões por você terminar a cena ali, ternura pela Molly e sua desprendida e muito conveniente bondade maternal, surpresa por achar a idéia de se namorar em um galinheiro tão interessante, graça imaginando a cara de bobo do Harry quando percebesse o próprio fora, surpresa novamente quando me dei conta que a zanga dele e a mágoa de Hermione tinham razão de ser, orgulho da Ginny pela clarividência em meio às turbulências e... UM SUSTÃO! - Como assim, “ano que vem eu vou para a guerra”????? Ano que vem, já????? Não! Não! Não! Não! – Finalmente, a dúvida: Como o Sr. Ronald Bilius Weasley vai fazer para consertar o estrago e apagar a imagem de deus ruivo lenhador sedutor e suado, mas que anda pela vida com a sensibilidade de uma colher de chá e a delicadeza de um trasgo com as botas trocadas na casa de chá da Madame Puddifoot???? :O - Que é que eu posso dizer, mana?????? – UUUUUHUUUUUUUUUUUUUUU!!!! Capítulo abrasador, em vários sentidos! = D - Mesmo “seqüestrada” ;), você abalou geral! BOM PRA MAIS DE QUILOMETRO!!!!! - Beijos muitos! Até o próximo! Conversamos no decorrer do período! ;D – MUITO!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! =D

N/A: Esse até que nem demorou tanto, não é? O próximo está parcialmente encaminhado e não deverá demorar também. Um mega beijo para as minhas manas Pam e Paty que me ajudam de monte e para minhas beta-amigas Sônia Sag e Sally Owens, que aturaram meus surtos de insegurança. Amo vocês.
Um parabéns especial à Kelly que acertou novamente o quiz, na comunidade do Orkut. Prometo que vou dificular mais no próximo capítulo, kkkkkkkkk. Quem ainda não participou, vá até lá e arrisque um palpite.
Beijos para todos que leram, mesmo quem não comentou.

Kelly**: Ei, você não vai dar chance para mais ninguém ganhar???? kkkkkkkkkk Quanto ao seu último comentário, sim, Draco e Dudley ficaram bastante prejudicados, hihi. O rony ficou com um olho roxo (O Dudley tem uma direita poderosa) e o Harry um corte na ponte do nariz (ele brigou de óculos). Agumas marcas pelo corpo também, mas todas facilmente escondidas pelas roupas kkkkkkkk. Eu imagino que o James, se tivesse tido oportunidade, teria seus momentos responsáveis, principalmente se o assunto fosse o Harry. Bjks.

Gina W. Potter: Realmente, o Remus e a Dora vão ter que esperar até que ele deixe de besteria. Mas eu tenho uma suspeita de que não vai demorar tanto assim. Bjks

Pedro Henrique Freitas: É, o Charlie vai ser realmente um problema... Eu ainda não sei o que vai ser dele. Tenho minhas idéias, mas não sei se vão vingar. O Lupin tem complexo de inferioridade em qualquer universo huahauhaua. O Rony só perde pra ele. O quarteto é responsável, mas nem tanto. Eles têm os momentos deles, hihihihi. A Gina não ficou arrasada com o que o Harry falou. Esse tipo de atitude é esperada por parte dele, ela sabe disso. E em algum momento (não vou falar qual) ela vai dizer isso pra ele. A conversa James/Harry foi bem legal, né? Eu também gostei. Obrigada, bjks

Lua Potter: É, o Harry as vezes precisa de alguem pra baixar a bola dele, hauhauhau. Eu não vou comentar a parte do Draco sendo lindo e maravilhoso ¬¬`. A Dora saiu antes, mas não adiantou muito, o Remus é um cabeça-dura. Bjks

Sônia Sag: Beijou mas fugiu. Não me culpe, eu só escrevi o que ele mandou hahahaha. Pois é, eu não sei o que fazer com o Charlie (o que tinha pensado originalmente não sei se consigo). E ai, tá precisando de lenha ai???? Huahuahuahau. Beijos querida. Obrigada por tudo. Te amo.

Bernardo Cardoso: Be, você viu que no último capitulo o Draco começou a mostrar as asinhas nazistas dele? Foi você que me inspirou a isso, lembra??? Você tá pretendendo ficar rico? (coça a cabeça) Você sumiu!!!! To com saudades. Bjks

Naty L. Potter: Obrigada querida. Extras? kkkkkkkkk Só tu mesmo. O beijo foi tudibom, né? Mas esse casal tem uma quimica boa, que ajuda muito. O Harry não está malcriado, ele é adolescente. Com todas as crises que um adolescente da década de 40 em plena guerra, tem direito de ter. Bjks.

Jessica M. Adams: Hahaha, você acertou em cheio quanto ao Harry. Mas não quanto ao Remus. Ele não é alcoolatra. Ele anda meio triste, coitado. E apesar da Dora estar oferecendo um colo pra ele, ele tá fazendo jogo duro. Ele é meio depre... Bjks

Sô: Eu também quero mais beijo. Mas quando o casal quer, tem briga, e quando tem briga, não tem beijo. E tem casal que quer, mas mesmo assim não beija, por mais que eu tente faze-los se beijar! Hahahaha. Matar Remus e Tonks no livro foi muito duro... Sem comentários pra isso. Bjks

Patty Potter Hard: Eu também adoro o casal Remus/Tonks. Eu bem que tento atualizar mais rápido, mas escrever, traduzir, trabalhar, cuidar de casa, marido, filhos e site, não é mole não, hauhauhauahuahau. Bjks

Danda jabur: Hahaha, mas a Dora adorou pegar o resfriado, pode apostar. Menina, se você vai mal na prova, vão me culpar!!! (Meu lado professora está enchendo a minha paciência ¬¬'.) Bjks.

Livinha: Vamos combinar o Ron SEMPRE é *-*!!! Os seus amores são perfeitamente compreensíveis (eu já tive meu momento Charlie também hihihi) Obrigada querida, beijos.

Primeiro Capítulo :: Próximo Capítulo :: Capítulo Anterior :: Último Capítulo

Menu da Fic

Adicionar Fic aos Favoritos :: Adicionar Autor aos Favoritos

 

_____________________________________________


Comentários: 0

Nenhum comentário para este capítulo!

_____________________________________________

______________________________


Potterish.com / FeB V.4.1 (Ano 17) - Copyright 2002-2022
Contato: clique aqui

Moderadores:



Created by: Júlio e Marcelo

Layout: Carmem Cardoso

Creative Commons Licence
Potterish Content by Marcelo Neves / Potterish.com is licensed under a Creative Commons
Attribution-NonCommercial-ShareAlike 3.0 Unported License.
Based on a work at potterish.com.