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13. Capítulo XIII


Fic: The Devils bride - Epilogo postado


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Oi, oi povo!!! Preparados para descobrir o grande segredo desse loiro saradão?


 


MRC: Nossa, acho que essa é a primeira que alguém faz esse tipo de análise em uma fic minha. Desse confessar, adorei, me identifiquei muito com você por essa questão, pois faço o mesmo.
Não vou comentar nada sobre a história, deixarei você confirmar se suas teoria fez ou não sentido. Boa sorte!


Carla Cascão: Flor, não quer mudar de lugar comigo? Eu vou aí ficar no frio e você vem pra cá, nesse calorzão todo??? Topa? Diz que sim? Rsrsrs
Sobre a fic, é como disse pra MRC: leia confirme se sua teoria faz ou não sentido.


 


Lembre-se, comentar nunca é demais!


 


Bjs, uma boa leitura!


 


 




*****






 


Hermione acordou devagar, uma sensação de calor e bem-estar inundando-a por inteiro.


Numa reação instintiva, esfregou o rosto de encontro ao peito largo, absorvendo o cheiro delicioso da pele do marido. Seria um sonho ou estavam juntos mesmo? O pensamento destroçou os vestígios de sono, trazendo-a de volta à realidade, pois sabia que devia estar sozinha.


Será que já havia amanhecido? Um início de pânico ameaçou dominá-la ao se lembrar dos acontecimentos da noite anterior. Talvez, apesar de todos os seus cuidados, tivesse dado uma dose grande de sonífero a Draco. Grande o suficiente para fazê-lo passar a noite inteira no seu quarto. Agora não havia como fingir que nada tinha acontecido. Nada poderia continuar a ser como antes...


Pela primeira vez, a castanha se permitiu pensar no acontecido e enfrentar a única conclusão possível. O homem ao seu lado era perfeito e, com exceção da cor dos olhos, vira cada detalhe do corpo de Malfoy. Não existia coisa alguma que o obrigasse a viver nas trevas, exceto um pacto com o diabo.


Uma batida à porta assustou-a.


― Minha lady? ― Molly chamou-a, entrando no quarto ― Você está se sentindo bem? Já passou da hora de se levantar.


Hermione engoliu em seco.


― Sim, estou bem, porém gostaria de ficar na cama um pouco mais. Pode ir cuidar das suas outras tarefas e me deixar sozinha.


Apesar da dispensa, a criada não deu mostras de mover do lugar.


― Tem mesmo certeza de que está se sentindo bem


― Já disse que sim. Estou com meu marido. Deixe-nos a sós!


Nada teria feito a criada se afastar com maior rapidez do que a menção do Cavaleiro Vermelho. A castanha sorriu ao ouvir a porta do quarto sendo fechada com força, contudo o sorriso desapareceu de seus lábios diante do som pastoso da voz do marido.


― Já é de manhã?


― Sim. Hoje é véspera de Natal e você está na minha cama.


Aparentando mais calma do que sentia, abriu as cortinas da cama e ficou de pé. Por um instante a coragem lhe faltou. Será que o encontraria transformado numa fera horrenda ao amanhecer? Quaisquer que fossem as consequências, sabia que precisava olhar. Com a respiração suspensa, voltou-se para fitar o marido.


Apesar de seus mais loucos medos, Draco não tinha se transformado numa criatura de chifres ao ser banhado pela luz da manhã. Ontem chegara a suspeitar que a luz da vela aumentara os charmes masculinos, porém se enganara inteiramente. Malfoy era maravilhoso, da cabeça aos pés.


Tratava-se de um homem enorme, mas bem proporcionado. Peito largo, estômago firme, quadris estreitos, mal cobertos pelos lençóis. Os músculos dos braços sobressaíam sob a leve camada de pelos louros e cabelos da mesma cor se espalhavam pelo travesseiro, brilhantes e macios. Deitado de costas, Draco tinha um dos braços apoiados sobre os olhos e as sobrancelhas pareciam contraídas, um sinal evidente de angústia. Era como se ele quisesse negar a presença da esposa. O queixo forte e os lábios generosos a atraíam como um imã.


― Você é lindo, meu marido ― ela murmurou cheia de carinho, admirando os contornos perfeitos. Ansiava tocá-lo, como se apenas o contato direto pudesse tomar essa visão de beleza real. Entretanto o loiro virou-se para o lado oposto e sentou-se, puxando as cortinas com raiva.


― Me deixe sozinho! ― ele falou entre os dentes, apoiando a cabeça nas mãos. ― Vá chamar Filch e me deixe só, sua mulher estúpida!


Atordoada pelas palavras ásperas, Hermione vestiu um robe, porém, em vez de chamar o servo, aproximou-se do marido, sentindo um peso sufocante no peito, um peso que quase a impedia de respirar e lhe trazia lágrimas aos olhos.


Entretanto, não se tratava de medo, mesmo sabendo que Draco podia fazê-la parar do outro lado do quarto com um simples empurrão. Ela conhecia a intensidade daquela ira e sabia o quão assustador podia ser no auge de sua raiva. Ainda assim, não conseguia se afastar. Preferia se expor a quaisquer riscos a deixá-lo. Procurando manter a calma, ajoelhou-se diante do marido e tocou-o de leve, fazendo-o baixar as mãos que lhe cobriam o rosto.


― Não me mande embora ― pediu num murmúrio.


Com um gemido rouco, Malfoy ergueu a cabeça e mais uma vez Hermione sentiu um choque profundo diante de tão grande beleza. Cabelos louros e pele dourada faziam sobressair ainda mais os olhos mais lindos que jamais vira. Profundos e azuis acinzentados como uma tempestade. Subjugada por uma emoção tão forte que ameaçava sufocá-la, engoliu em seco, incapaz de desviar a atenção daqueles olhos. Olhos maravilhosos, de um cinza intenso e que ainda assim...


Não podiam vê-la.


A força da revelação foi como uma punhalada e de repente tudo ficou claro, as peças do quebra-cabeça se encaixando sem esforço. A escuridão, o isolamento, a presença constante dos servos. O Cavaleiro não era nenhum feiticeiro e nem se escondia nas sombras por causa de algum traço que o desfigurava.


O Cavaleiro Vermelho era cego.


Draco permaneceu imóvel, cada linha do rosto contraído como se preparasse para um ataque. Era uma visão arrepiante, uma visão que teria feito muita gente de coração frágil correr. Porém ela era forte e não se moveu.


― Quando? ― perguntou simplesmente.


Apesar de atenta, não estava preparada para o movimento repentino do marido. Num acesso de raiva Draco levantou-se da cama e empurrou-a para o lado fazendo-a perder o equilíbrio enquanto praguejava violentamente. A castanha ficou de pé, o coração batendo descompassado no peito, os olhos fixos no animal desvairados e enfurecido que varria o quarto num ímpeto de destruição. Ao esbarrar na cômoda, o loiro pegou-a e jogou-a de encontro à parede, partindo a madeira pesada em dezenas de pedaços. Assustada, Hermione se encolheu de encontro a cama.


Estava apavorada sim, mais apavorada do que jamais estivera durante toda a sua vida. Seu temor de feitiçaria, de encantamentos ou das trevas não era nada comparado ao terror que a enregelava até aos ossos. Porque à sua frente estava um estranho, um estranho enorme, feroz e imprevisível, um estranho capaz de qualquer coisa. E não havia como tentar chamá-lo à razão. Tampando os ouvidos com as mãos para não ouvir os urros irados, fechou os olhos tentando não enxergar a demonstração de raiva crua e desprovida de qualquer controle.


O silêncio inesperado a fez abrir os olhos outra vez. Draco estava imóvel agora, ofegante, as feições bonitas transformadas numa máscara de ódio.


― Eu devia matá-la ― ele murmurou baixinho.


As palavras tiveram o efeito de um golpe e por um instante ela desejou ter sido agredida fisicamente. Talvez a dor fosse menor. Então significava tão pouco assim para o marido? Toda a ternura, todo o carinho, toda a paixão que existira entre os dois... Fora tudo em vão? De repente o medo desapareceu como por encanto, deixando apenas o vazio, uma calma estranha, como se estivesse morta por dentro.


Hermione ergueu a cabeça esforçando-se para conter as lágrimas inúteis. Deus sabia o quanto já chorara na noite anterior, e de que valera tanta emoção se hoje de manhã o marido a queria morta?


― Não fale comigo neste tom, nem que seja movido pela raiva. Perguntei-lhe quando aconteceu e estou esperando uma resposta.


Draco estendeu o braço para frente, procurando a parede. Então encostou-se e virou a cabeça para o outro lado, a fúria aparentemente extinta. Ele continuava nu e a castanha precisou se esforçar para ignorar os músculos das costas, as nádegas firmes, as pernas longas e atléticas. Aquele corpo, próprio de um deus, a maravilhava...


― Meses atrás.


― Como?


― Durante uma batalha. Eu não estava usando elmo, apenas um barrete, o que deixava meus olhos sem proteção. Quando um galês me jogou ao chão e se preparou para desferir um golpe mortal em meu rosto, Blaise conseguiu acertá-lo por trás. O machado do inimigo bateu numa rocha próxima à minha cabeça. Fiquei coberto de sangue e estilhaços de pedra. Desde então só me restou a dor e a escuridão.


Cheia de angústia, Hermione queria abraçar o marido, oferecer conforto e curá-lo. Mas temendo provocar um novo acesso de raiva, permaneceu imóvel.


― Conheço um pouco da arte da cura. Talvez eu possa ajudá-lo.


― Você acha que já não tentei de tudo? ― gritou caminhando pelo quarto como uma fera enjaulada ― Mandei buscar cada feiticeiro e curandeiro do reino. Mas nada pôde ser feito!


― Não sei nada a respeito desses feiticeiros e curandeiros, porém tenho um bom conhecimento da arte da cura. Pelo menos deixe-me tentar.


― Por quê? ― perguntou num tom irônico cruel. ― Porque você quer ter um verdadeiro homem como marido? Um cavaleiro que seja capaz de protege as suas propriedades e não um tolo idiota de quem se pode arrancar qualquer coisa em questão de segundos?


― Você não é indefeso. Você tem homens e Blaise para os liderar em caso de...


Malfoy cortou-a no meio da frase.


― Um bom show, entretanto de pouco servirá quando a verdade vier a tona. Essa desculpa da magia negra não nos protegerá para sempre. Será apenas uma questão de tempo até que alguém decida colocar a lenda à prova e me desafiar ou desafiar o meu direito à posse daquilo que você me trouxe através do casamento.


― Mas com certeza o rei...


O riso amargurado de Draco cortava como aço.


― Você acha que Dumbledore precisa de um vassalo cego para cuidar dos interesses da coroa? Para participar de batalhas e proteger as fronteiras do reino? Pois eu acho que não! Ele sabe que estou inválido e me deixa em paz, entretanto não poderá me proteger. Cedo ou tarde o mito que criaram sobre mim cairá por terra. E então o que será de você?


― Então faremos o que deve ser feito ― a castanha respondeu muito calma.


― Qual a sua opinião sobre a sua sábia escolha agora, minha lady? Está muito arrependida?


― Não! ― ela gritou determinada. ― Não me arrependo de nada e você não será capaz de me fazer mudar de ideia usando essas palavras odiosas.


De repente Draco estava ao seu lado, abraçando-a. Trêmula de emoção, Hermione pressionou o rosto de encontro ao peito largo, sabendo que a única coisa que realmente a magoara havia sido a explosão do marido.


Entretanto tinha certeza de que Malfoy falara apenas da boca para fora porque não a queria morta e muito menos que o rejeitasse como marido. Ele apenas expusera seu estado de dor e vulnerabilidade atroz. Ali estava um grande guerreiro acostumado à vida ao ar livre, um verdadeiro líder, forte e inteligente, um homem especial que de repente vira-se obrigado a esconder-se dos olhos do mundo... Primeiro em Dunmurrow e então, quando uma noiva lhe fora imposta, exilado no próprio quarto, cego e só.


Ao se lembrar do absurdo das suas suspeitas iniciais, não conseguiu controlar a vontade de rir.


― E eu que pensei que você fosse uma criatura do mal, condenado a viver nas trevas por causa de algum pacto com o demônio. Todas aquelas histórias horríveis que Molly me contou a seu respeito... Eu jurava não acreditar em nenhuma delas, porém em que mais podia acreditar? Pois vou lhe dizer uma coisa, Draco Malfoy. Prefiro estar apaixonada por um cego do que por um demônio.


― O que foi que você disse? ― perguntou, os sentidos imediatamente alertas.


― Agradeço a Deus que você não seja o homem que os rumores insistem em transformá-lo. Porque quer fosse uma intenção, quer não, eu... eu tinha medo que os boatos possuíssem um fundo de verdade.


Draco tocou a face da mulher com as pontas dos dedos, como se quisesse reter a beleza e a doçura de cada traço, O rosto viril, transtornado pela emoção, deixava evidente a força dos sentimentos que o abalavam. Mas ainda assim, ele mantinha um controle de ferro.


― E? ― indagou baixinho, a voz rouca e ansiosa.


― E eu te amo ― ela respondeu com simplicidade. De repente velhos medos caíram por terra e foram substituídos pela insegurança dos que se sabem irremediavelmente apaixonados. Porém preferia enfrentar os sobressaltos da paixão do que suportar uma vida longa vazia sem amor.


Embora achasse que o marido iria beijá-la, ele apenas abraçou-a com tanta força que quase a impediu de respirar.


― Hermione... ― murmurou cheio de ternura. Porém, apesar do clima romântico e propício a confissões, ele não disse mais nada e manteve as rédeas das emoções sob controle.


Finalmente a castanha rompeu o silêncio.


― Venha, sente-se perto do fogo e pelo menos me deixe dar uma boa olhada em você.


Tomando-o pela mão, ela o conduziu até a lareira e o fez sentar-se no sofá. Então fitou os olhos acinzentados com atenção.


Eram tão lindos e brilhantes que tornava difícil acreditar que para nada serviam.


― Seus olhos doem?


Draco apenas resmungou algo incompreensível. Com certeza o desconforto era bem maior do que ele deixava transparecer.


― Pelo que você me contou, creio que fragmentos de rocha ou metal penetraram em seus olhos. Você os lavou depois do acidente com bálsamos apropriados?


― Sim, mas de nada adiantou.


Hermione tentava raciocinar depressa e encontrar possíveis soluções. Em geral estilhaços costumavam ser expulsos numa reação do próprio organismo, contudo havia uma possibilidade dos fragmentos terem ferido a retina de tal maneira que o loiro jamais voltaria a ver. Não, não podia aceitar que se tratava de uma condição permanente.


― Em Belvry, aprendi muitas coisas com uma mulher dedicada ao estudo das ervas antes de morrer.


― Já bebi misturas nojentas na tentativa de me curar e a última poção quase me matou. Passei vários dias sofrendo de terríveis dores de estomago. Não quero mais saber desse tipo de cura.


― Mas você já conversou com um medico?


― Sim, procurei muitos deles, embora jamais tivesse me apresentado com meu verdadeiro nome. O último, um cirurgião, queria retirar um de meus olhos para que eu pudesse voltar a enxergar com o outro.


Horrorizada, passou a mão pelo rosto do marido possessivamente, como se quisesse protegê-lo de qualquer ameaça futura.


― Há uma fonte perto de Woolpit que dizem ser de águas medicinais, ótimas para doenças dos olhos.


― Não! Não acredito nestas tolices.


― Então vou lhe preparar uma beberagem que servirá para aliviar a dor.


― Não, obrigado. Já tomei minha cota de poções estranhas e estou farto.


― Vou lhe preparar uma beberagem sim ― repetiu decidida. ― E você vai tomá-la porque sou sua esposa e não temo a ira do Cavaleiro Vermelho.


De repente ela se deu conta de que o marido estava nu ao seu lado e um desejo de tocá-lo por inteiro suprimiu todos os outros pensamentos.


― Você é lindo ― sussurrou apaixonada. ― Agora fique quieto até que eu termine meus cuidados.


Lentamente, Hermione começou a beijá-lo nas faces, no queixo, no pescoço forte. Depois deslizou a língua pelo peito largo até atingir um dos mamilos. Então tomou-o na boca e sugou-o com força.


Draco estremeceu e deixou escapar um gemido alto, os músculos tensos dos braços traindo o estado crescente de excitação. A castanha sentiu-se dominada por uma onda avassaladora de paixão. Ali estava seu marido em toda a glória viril: amante carinhoso, guerreiro feroz e homem vulnerável. Percebendo que ele tentava se levantar para tomá-la nos braços, empurrou-o de volta para o sofá.


― Me deixe fazer isso... ― pediu num murmúrio rouco. ― Me deixe olhar cada pedacinho de você... Você é tão, tão lindo.


Com o coração aos pulos, ela ajoelhou-se diante do marido e beijou a parte interna das coxas musculosas, o pênis, duro e ereto, parecendo ainda maior sob a luz. Então, bem devagar, tomou o membro intumescido na boca.


Por um instante Draco ficou rígido. Depois mãos fortes a seguraram pelos cabelos puxando-a de encontro a si com avidez. Excitada pela reação do marido, redobrou as carícias, ouvindo-o gemer de prazer até que, estremecendo violentamente, Malfoy gritou seu êxtase para o infinito.


― Como é que você conseguiu esconder tanta beleza do mundo? ― ela perguntou, traçando círculos com as pontas dos dedos sobre o peito largo.


O loiro cruzou os braços atrás da cabeça, as veias e tendões parecendo querer saltar. Fascinada, Hermione não conseguia desviar o olhar daquele corpo perfeito.


― Odeio desapontá-la, esposa, mas raramente alguma mulher se encantou com minha beleza antes.


― Ha! Não acredito numa só palavra, Draco Malfoy! Uma mulher teria que ser...


― Cega? ― completou.


― Desculpe-me, mas é isso mesmo. Uma mulher teria que ser cega ou então estar quase morta para não se atirar aos seus pés.


Draco riu com prazer, o som vibrante fazendo-a arrepiar inteirinha, o coração cheio de orgulho e amor pelo marido.


― As únicas mulheres que se atiraram aos meus pés eram aquelas em cujas terras eu marchava com meus homens.


― Mas com certeza na corte... ― enciumada, mal podia pensar nas damas da corte flertando com seu marido e ostentando os decotes exagerados em que metade dos seios ficavam de fora.


― Raramente tive oportunidade de frequentar a corte. O que, por sinal, pouca falta me fez. Passei a maior parte da minha vida nos campos de batalha e depois que adquiri essa reputação bizarra, poucas mulheres tinham coragem de se aproximar de mim.


O instinto lhe dizia que Malfoy estava lhe escondendo alguma coisa, como alguém que omite certas partes da história e vai direto ao final.


― Não acredito em você, marido. Aposto que desde o berço as mulheres disputavam a sua atenção e não lhe davam sossego.


― Não é bem assim. Quando eu era rapaz, na Normandia, até que tive minha cota de conquistas. Porém assim que me aliei a Dumbledore, logo alguém metido a engraçadinho começou a me chamar de o "belo vassalo" do rei, num sentido pejorativo, é claro. Como se minha aparência fosse um empecilho à excelência nas artes da guerra. Talvez eu tenha tentado me livrar do apelido nos campos de batalha, lutando com uma ferocidade incomum e fazendo com que os comentários fossem canalizados numa outra direção.


― Quer dizer que você gostou quando o rei o apelidou de Cavaleiro Vermelho?


― Claro. É muito melhor do que ser chamado de "belo vassalo" ― respondeu desgostoso.


― Só não consigo entender como é que você não se casou mais cedo. As mulheres deviam tentar agradá-lo de todas as maneiras possíveis.


― Estava ocupado demais fazendo guerra para pensar em outros assuntos. Além de tudo, jamais amei alguém de verdade.


― Também devia estar ocupado demais criando uma lenda em torno de seu nome como aquele que fizera um pacto com o demônio e se tornara uma criatura das trevas, sedenta de sangue ― Hermione o provocou.


― Acertou. Enquanto procurava melhorar minha sorte e ser respeitado pelo meu valor pessoal, tive pouco tempo para me dedicar às mulheres e depois, ao adquirir esta reputação apavorante, tornou-se difícil atraí-las. Com uma única e notável exceção, diga-se de passagem. ― Draco estendeu a mão e acariciou os cabelos macios da esposa, num gesto cheio de carinho.


― Fico feliz que sua beleza seja o segredo mais bem guardado do reino porque não tenho a menor vontade de dividi-lo com ninguém. Agora, depois de casada, descobri que sou muito possessiva em relação ao que é meu. Não toleraria concorrência.


― Será que é impressão minha ou eu já disse algo semelhante?


O sorriso luminoso do marido, de dentes brancos perfeitos, quase a fez perder o fôlego.


― Acho que você disse sim... na primeira noite em que veio ao meu quarto e me tornou sua mulher de fato.


― Ótimo. Fico feliz que concordemos em algo ou será que não preciso lembrá-la de que você é minha, esposa? ― as palavras sugestivas foram acompanhadas de carinhos deliciosos ao redor de seus seios.


― Sim, por favor... ― murmurou, erguendo os lábios para receber um beijo longo e apaixonado.


 


 


 


― Bom dia, marido. ― satisfeita consigo mesma, ela levantou-se da cama e abriu as cortinas do quarto enorme, deixando a luz daquela manhã de Natal penetrar nos aposentos escuros do Cavaleiro Vermelho e iluminar a figura adormecida.


Não se cansava de admirá-lo e a emoção era sempre forte e inevitável. Fora privada durante tanto tempo de vê-lo que agora não se fartava de observar cada detalhe do corpo musculoso e atlético. Os mistérios que o envolviam nem de longe chegavam perto dos fatos e tinha vontade de gritar ao mundo a verdade. Era duro manter em segredo o que fazia sua alma transbordar de felicidade.


Cabelos louros platinados serviam de moldura para o rosto de um verdadeiro deus, o deus da guerra. A cicatriz numa das têmporas e uma outra, menor, na face esquerda, proclamavam a todos a sua profissão. Entretanto em nada diminuíam o impacto da beleza viril: queixo forte, nariz reto, lábios firmes e sensuais. Draco Malfoy era o homem mais bonito que jamais vira em toda a sua vida. E vira muitos em Belvry e na corte do rei Dumbledore.


― Você abriu as cortinas.


As palavras pegaram-na de surpresa porque achara que o marido continuava adormecido. Porém, antes de tudo, Malfoy era um cavaleiro altamente treinado, o que o impedia de dormir profundamente quando à mercê de terceiros.


― Como é que você sabe?


― Posso sentir a corrente de ar. Por acaso estava me admirando outra vez, esposa? Não se cansa de me olhar? ― quando Malfoy abriu os olhos, Hermione inspirou fundo, atordoada pela intensidade do azul acinzentado. Não conseguia aceitar que olhos tão belos estivessem mortos para a vida.


― Não ― ela respondeu com fervor. ― Juro que você é o homem mais belo que jamais vi. Oh, Draco, seu sorriso é tão lindo!


De repente um braço forte puxou-a para cama enquanto lábios ardentes procuravam os seus com sofreguidão, envolvendo-a numa paixão que desconhecia limites.


A magia daquele homem penetrava seus sentidos de uma maneira avassaladora, ameaçando, como sempre, fazê-la perder a noção de tempo e espaço. Entretanto, apesar de atordoada, ela resistiu e não sucumbiu ao desejo desta vez.


― Preciso me apressar ou vou perder a missa ― avisou, procurando se desvencilhar dos braços musculosos que se esforçavam para mantê-la na cama.


― Missa? Como? Com que sacerdote? ― perguntou um pouco chateado ao perceber que seu prazer teria que ser adiado já que a esposa não retribuía as carícias.


― É por isso que não posso me atrasar! Serei eu o sacerdote.


― Que história é essa? Quer dizer que você resolveu vestir o hábito, agora? ― ele sentou-se na cama exibindo o torso nu ao olhar apaixonado da mulher.


― Oh, querido, você é tão lindo! Quisera poder ficar aqui e amá-lo vezes sem conta, vendo seu corpo banhado pela luz do dia. Mas tenho que ir embora.


― Primeiro me fale sobre essa sua nova vocação. Preciso temer uma promoção iminente ao bispado?


A castanha riu, colocando o vestido às pressas e passando as mãos pelos cabelos rebeldes num gesto rápido e preciso.


― Não. Embora eu tenha requisitado a presença de um capelão para Dunmurrow semanas atrás. Temos necessidade de um padre para atender aos aldeões e a nós do castelo também. Só que ainda é muito cedo para uma resposta da Igreja. Essas coisas levam algum tempo. Você não se importa, não é mesmo, querido?


A resposta de Draco foi uma mistura de gemido e risada.


― Que diferença faria se eu me importasse?


― Se eles mandarem alguém, você não irá assustar o sacerdote, não é? Ou então aborrecê-lo tanto a ponto de ser excomungado? ― apreensiva, fitou o marido. Porém ele sorria e tinha uma expressão tranquila no rosto.


― Obrigada, querido! ― satisfeita, ela terminou de abotoar o vestido e calçou as sapatilhas. ― Enquanto isso ― prosseguiu explicando ― Na falta de um sacerdote, eu mesma conduzirei as orações de Natal na capela, antes da festa.


― Ah, que alívio. É bom saber que você não está pretendendo tomar o hábito em caráter permanente porque eu não seria capaz de respeitar seus votos de celibato, esposa.


― Pare de falar assim ― o repreendeu rindo, o olhar fixo no guerreiro glorioso que tomara por marido.


― Na minha opinião seu apelido foi um engano, meu lorde. Na verdade, Cavaleiro Dourado seria muito mais adequado. Basta reparar no tom da sua pele e nos pelos macios que o cobrem.


― Pare de me provocar, minha lady, a menos que esteja disposta a tirar as roupas e voltar para a cama imediatamente. Aliás, livrá-la das roupas é um detalhe que eu mesmo posso resolver em questão de segundos.


― Tem razão, melhor não provocá-lo. Preciso ir agora, não apenas para as orações na capela como também para vistoriar os últimos preparativos da festa. Vamos abrir as portas do castelo para todos os aldeões e estamos plenamente preparados para alimentar cada um deles. Claro que não poderemos servir carne de javali, porque não há ninguém para cuidar da caça, porém temos carne de vaca e de veado, além de peixe e tortas de pombo. É uma abundância tão grande de pratos que fará jus ao tamanho de seu apetite, meu lorde.


― Por favor, você sabe que eu não poderei comparecer à sua celebração. É impossível me expor dessa maneira.


Ela ficou em silêncio alguns instantes, desapontada demais para falar, apesar, de no íntimo não ter dúvidas que o marido estava certo. Ambos sabiam muito bem que tão logo a cegueira do senhor de Dunmurrow fosse descoberta, algum outro cavaleiro ambicioso e sem escrúpulos, tentaria colocar as mãos gananciosas nas terras do barão Malfoy.


― Eu sei ― murmurou afinal. ― Virei cear na sua companhia mais tarde. Porém faço questão de lhe pedir um presente neste dia de Natal, querido.


― E o que é? ― o tom desconfiado do marido não lhe passou despercebido.


― Venha dar um passeio comigo ao ar livre ― ela pediu, colocando um dedo sobre os lábios masculinos para impedi-lo de responder com um sonoro não. Precisava dar um jeito de convencê-lo. ― Seria apenas nós dois. Você poderia usar um elmo e cavalgaríamos não muito longe do castelo. Eu... eu quero que você venha comigo procurar pelo veado branco.


― Veado branco? ― Draco estava perplexo.


― Sim, isso mesmo. Se alguém avistar um veado branco no dia de Natal poderá ter certeza de que a boa sorte está a caminho.


― Nunca ouvi esta lenda antes.


― Talvez porque seja uma lenda celta. Molly me contou quando eu era pequena e desde então, todos os Natais saio à procura do veado branco.


Apesar de Draco não ser capaz de ver, pouca coisa lhe passava despercebida. Como agora, por exemplo, quando enxergava exatamente o que se passava no coração da mulher.


― Por acaso você está dizendo, minha castelã eficiente e organizada, minha lady racional e objetiva, que no fundo da alma não passa de uma romântica?


― Não é bem assim... ― corou da cabeça aos pés, totalmente embaraçada. ― Eu apenas... É apenas uma tradição.


Draco riu com vontade, o som cristalino fazendo-a estremecer de prazer.


― Não é nenhum crime, querida, ter um coração de mulher.


Ela abriu a boca para retrucar, porém ele a impediu, tocando-a de leve no peito, como se quisesse provar o que acabara de dizer.


― Agora, quanto ao pedido... Não há nenhuma outra coisa que eu possa lhe dar de Natal em vez de um passeio ao ar livre?


― Sim, há outras coisas que você pode me dar. Entretanto nenhuma delas eu desejo tanto quanto passear ao seu lado em plena luz do dia.


― É perigoso demais. Um risco que poderia me custar caro e cujas consequências acabariam provocando a queda de Dunmurrow.


― Então mande Filch nos seguir, a uma distância discreta, é claro ― sugeriu esperançosa, não querendo abrir mão do sonho.


Malfoy não parecia nem um pouco convencido, mas ainda assim ela insistiu, tomando as mãos fortes entre as suas num gesto de súplica e amor.


― Por favor, querido.


Ele praguejou baixinho, as feições bonitas repentinamente transformadas numa visão de dor e raiva. Era fácil perceber por que o Cavaleiro Vermelho havia adquirido aquela reputação terrível. Entretanto Hermione não se deixou abalar e permaneceu firme, as mãos postas sobre as do marido.


― Mais tarde então, quando os seus convidados já tiverem bebido o suficiente para mantê-los quietos nos lugares.


― Oh, obrigada, querido. Tenho certeza de que você não vai se arrepender. Sei que vamos nos divertir muito e apreciar o ar puro. Talvez este ano sejamos capazes de vê-lo!


― Ver quem?


― O veado branco, ora! ― inclinou-se e beijou nos lábios antes de sair. ― Agora preciso ir. Devo separar suas roupas?


― Não. ― apesar de controlada, ainda havia uma certa aspereza na voz de Draco, como se ele estivesse fazendo um esforço sobre-humano para atender ao pedido da esposa, um esforço que poderia lhe custar o futuro. ― Chame Filch. E, por Deus, feche essas cortinas!


 


 

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Comentários: 3

Páginas:[1]
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Enviado por Carla Balsinha em 09/12/2013

alô querida!pode enviar um bocadinho do seu calor,que eu envio um pedaço do nosso frio!

Os dias têm estado soalheiros,mas de manhã cedo e á noite é só bater o dente!^^

Já fiz a árvore,o meu pai montou-a e disse-me para eu a fazer.....fazê-la é que não dá.....

Ena,afinal era a cegueira! A MCR tinha razão!Ainda bem,que tudo acabou na paz para eles....mas a hermione não vai desistir de o curar!E,até quando a farsa irá durar?E,quais serão as consequências?!

Como irá ser a relação deles,apartir daqui?

Beijinhos grandes.

Carla Cascão

Nota: 1

Páginas:[1]
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Enviado por M R C em 05/12/2013

acerteeeiiiiii ! nem acreditooooo ! háááá! geralmente eu erro tudo !! oba oba!!
adoreiiiiiiiiiiiiiiii a forma como ela "amansou" a fera na cena em que ele se vê vulnerável com a descoberta dela. 

mas acredito que o fato dela saber do segredo vai ajudá-lo de alguma forma. Afinal será mais uma pessoa que poderá protege-lo , sei lá....ela é poderosa do jeito dela...então mais uma aliada.

e ela é bem safadinha né...só ficou abusando do corpitcho do maridão...hahahahahaha


será que ele vai sair com ela ? espero que sim, seria bom pro relacionamento deles... fazer algo diferente...
pq desde que casaram só conviveram com intimidade na cama, e sabemos que nenhum relacionamento se sustenta só com sexo né ?? mesmo sendo o draco lindoooo malfoy...        

sinceramente não acredito que ela vá conseguir curá-lo da cegueira...
mas se conseguir, também estou louca pra ver a reação dele ao enxergar a figura da esposa.


querida vc tem facebook? faço parte de um grupo fechado de frequentadores aqui da FeB e eu gostaria de adicioná-la.
ou se quiser, me adicione.
me chamo Mariana Castellani! sou do rio de janeiro
pode me procurar! tenho cabelo preto liso e na foto atual do perfi eu to com o olho bem pintado de preto e com uma blusa de oncinha prata.           


aguardo mtoo o próximo capitulo.
mas isso nao é novidade né ?

beijo     

Nota: 5

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Enviado por RiemiSam em 05/12/2013

Oi, o site não me avisou quevc tinha atualizado e fiquei sem ler. Ah, finalmente Hermione descobriu o segredo de Draco esse casal é lindo e quente. A Herms ta se aproveitando do corpitcho do amado (EU TBM FARIA ISSO!)..  rs Realmente um guerreiro cego seria um problema e tanto e ele teme por não poder protegê-la. Adoro essa Fic e nunca deixaria de ler e comentar. Uma pena que aqui não se dá uma boa visualização das  histórias. Um gde abraço.

Nota: 5

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