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2. Capítulo 2


Fic: Second Life. SS-HG. NC 18.


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Second Life
escrito por Lariope
Capítulo 2
N/A: Tudo o que você reconhecer pertence à JKR. Obrigada à minha beta maravilhosa, Shellsnapeluver.



Hermione Granger se sentou no Salão Principal, entre Harry e Ron, desfrutando um café da manhã de ovos e fatias de toucinho. Ela estava fazendo 17 anos. Harry já a tinha presenteado com um livro de Aritmancia desajeitadamente embrulhado, e Ron tinha se ruborizado e empurrado uma caixa de Chocolates da Dedos de Mel a ela. Ela estava se sentindo tranquila e amada, e esperando a chegada das corujas das torres que estariam lhe trazendo o pacote de aniversário dos pais dela.


"Merlin, Hermione. 17. Você já é maior de idade. Você pode aprender a aparatar!" Ron disse com a boca cheia de comida.


Ela enrugou os lábios em falsa desaprovação e respondeu, "eu não aprenderei antes que você. Você terá 17 ao final do próximo semestre, e é quando nós seremos treinados."


"E eu não aprenderei esse ano", Harry disse, carrancudo.


Ron cortou a linha de pensamento do Harry, fazendo uma lista mais inclusiva do que Hermione poderia desfrutar agora como uma bruxa completamente crescida. "Você pode votar. Você pode comprar firewhisky (uísque de fogo). Você pode se casar. Você pode entrar na Seção Restrita sem uma permissão - Ei! Você pode pedir coisas da parte secreta do catálogo da Floreios e Borrões - Hermione, se nós lhe déssemos um pouco de dinheiro…"


Hermione riu. "Não, Ron. Eu não comprarei livros sujos para você dois. Na realidade, exceto a votação, eu estou certa que não farei nada disso!"


Harry elevou uma sobrancelha. "Não visitará a Seção Restrita?"


"Bem, sim, mas não para -"


E então, as corujas das torres se arremeteram para dentro.


Três corujas chegaram à mesa da Grifinória, duas carregavam claramente um pacote entre elas e a outra era a do Diretor. Hermione levantou-se para desprender o pacote e alimentar com restos de toucinho as duas corujas que fizeram a entrega. Ela presumiu que a coruja de Dumbledore era para Harry. Mas olhando uma segunda vez, viu que a coruja do Diretor estava excitada por sua própria importância, e quando prestou-lhe atenção completa, ela esticou sua perna para que Hermione pudesse remover um pedaço enrolado de pergaminho.


"O que Dumbledore escreveu para você?" Ron perguntou.


"Eu não sei, pensei que era para o Harry," Hermione disse, abrindo o pergaminho, o presente de aniversário momentaneamente esquecido.


"Talvez seja pelo o aniversário dela", Harry disse.


"Sim, mas eu nunca recebi qualquer coisa dele no meu -"


"Querida Senhorita Granger", Hermione leu, "eu percebi que você se torna maior de idade hoje. Por favor, aceite meu 'Feliz Aniversário' e espero que você não passe muitas horas adicionais na Seção Restrita. Madame Pince já está alarmada. Se você fosse em meu escritório às sete e trinta, há uma questão que eu desejaria discutir com você. A senha é "Fizzing Whizbees*". Aproveite seu dia! Muito sinceramente, Albus Dumbledore".


"O que você acha que ele quer?" Harry perguntou.


"Eu não tenho a mínima idéia. Provavelmente é alguma coisa relacionada com a maioridade, ou com a monitoria," Hermione respondeu. Ela virou sua atenção ao pacote dos pais, quando Harry apanhou a nota de Dumbledore e leu novamente.


"Você acha que ele vai admiti-la na Ordem?" Ele perguntou, e ela pensou ver um tom de ciúme na voz dele.


" Eu ainda estando na escola? Não seja ridículo. Se fosse qualquer coisa importante, tenho certeza de que ele teria lhe perguntado, ao invés," ela disse, erguendo algum material da embalagem da caixa e desaparecendo com um aceno da varinha.


"Ooh! Eles creditaram minha conta na Floreios e Borrões!" Ela exclamou, "E penas novas, e – oh!" Hermione ergueu um jogo de vestes verdes pálidas da caixa.


O Ron assobiou e ela se ruborizou. Os roupões eram sedosos e simples, mas bem costurados, minuciosamente cortados e obviamente muito caros.


"Eles não deveriam ter se incomodado," ela murmurou e apanhou o cartão trouxa no fundo da caixa.


Minha querida Hermione,


Feliz aniversário! O papai e eu não estávamos seguros sobre qual a tradição dos bruxos para celebrar a maioridade, mas acreditamos toda jovem senhora (ou jovem bruxa?) deveria ter um vestido decente para usar. Talvez você tenha outro baile neste Natal? De qualquer maneira, eu espero que você goste. A Professora McGonagall nos ajudou com as compras este ano, assim é certo lhe agradecer. Nós estamos tão orgulhosos de você, querida, e pensando em você em seu dia especial.


Amor,
Mamãe


Hermione acariciou o tecido das vestes mais uma vez antes de devolvê-las à caixa. Lançou um feitiço redutor e comprimiu-a dentro da maleta escolar.


Harry e Ron estavam sentados em silêncio, claramente perdidos sobre o que dizer das novas roupas de uma amiga.


Hermione balançou a cabeça e sorriu. "Venha," ela disse. "Nós nos atrasaremos para Feitiços."


Por ter estado indiferente a Harry e Ron antes, Hermione sofreu com o nervosismo enquanto caminhava pelo corredor que conduzia ao escritório do Diretor. Ela nunca tinha sido convidada para visitar Dumbledore sozinha.


"Fizzing Whizbees", falou à gárgula, e ela girou para permitir entrada. Subindo a escadaria torcendo os próprios dedos, Hermione disse nitidamente a si mesma que não havia nada com que se preocupar. Não era que tivesse feito qualquer coisa errada. Mas uma parte minúscula da mente dela preocupou-se com as possibilidades como um gato com uma bola de linha. Ele tinha descoberto que ela roubara dos estoques de Snape no primeiro ano. O Ministério tinha descoberto que ela usara o Vira Tempo. Ela ia ser expulsa.


Ela obrigou sua mão a bater.


"Entre, Senhorita Granger!" A voz de Dumbledore soou por detrás da porta.


Hermione empurrou a porta e ficou pasmada ao ver o Professor Snape e OlhoTonto Moody dentro da sala. Ah, cara. O que eu fiz? O Professor Snape estava cuidadosamente não olhando para ela.


"Professor Dumbledore, Professor Snape… er, Professor Moody, senhores," ela disse.


"Nunca tive o prazer de ser seu professor, Senhorita Granger," Moody rosnou do assento dele a frente da escrivaninha.


"Bem-vinda, Hermione. Venha, se sente," Dumbledore disse, conjurando para ela para um assento entre os dois homens.


Hermione se sentou devagar, seu comportamento emparelhando a seus pensamentos, que eram completamente desequilibrados. Dumbledore a chamara de Hermione?


"Eu estou seguro que você está curiosa sobre por que eu a chamei aqui hoje," Dumbledore disse amavelmente.


"Sim, senhor."


"Bem, minha querida, parece que eu tenho um favor para pedir."


O alívio correu por ela. Não ia ser expulsa afinal de contas.


"Qualquer coisa, senhor," ela disse, a cor voltando ao seu rosto.


"Talvez você devesse reservar seu julgamento para depois que ouvir qual o favor?" o Professor Snape disse friamente. Ela pensou que o ouviu murmurar, "Grifinória," debaixo da respiração dele.


"Embora eu aprecie sua vontade de ajudar, o Professor Snape tem razão," Dumbledore disse. "Por favor, me ouça antes de você tomar uma decisão."


Hermione notou que Snape e Moody estavam fitando furiosamente o espaço. Ela não pôde determinar se a fúria deles era para ela ou Dumbledore. "Certamente, senhor", ela respondeu.


"Você e Harry ficaram muito íntimos durante esses anos."


"Sim?" Ela disse, confusão evidente no tom de voz. Isto era sobre Harry? Ele tinha feito algo? Eles pensaram que ela revelaria algo, para -


"Vocês são, quer dizer, há… alguma coisa além de amizade entre vocês?"


Um resmungo veio de Snape, mas Hermione estava de boca aberta pela pergunta, então desconsiderou isso.


"Entre eu e Harry? Não, senhor. Mas... se você não se importar com a minha pergunta... por quê?"


Hermione achou que Dumbledore a olhou aliviado por um instante, embora não pudesse encontrar nenhuma razão para ele perguntar, nem para ele estar aliviado pela resposta dela, não importa o tanto que refletisse sobre.


"Apenas porque eu sei o quanto Harry desconfia do Professor Snape."


Ah. Então era isto. Hermione quase tropeçou na própria língua quando correu para responder. "Você não deve pensar nada disto," ela disse. "Você sabe como o Harry é –emoção crua e reação. Ele confia implicitamente em você, Professor Dumbledore, e ele nunca faria qualquer coisa para trair Professor Snape ou -"


Dumbledore acenou com a cabeça, parecendo pensativo. "E você, Hermione? Você trairia o Professor Snape?"


"Não! Senhor, eu nunca – eu - há algo que eu fiz -?"


"Não. Não, claro que não, minha querida."


"Eu tenho nada mais que respeito pelo -" Novamente Snape xingou e Hermione virou-se para ele, "Professor Snape".


"Deixe-me lhe fazer um tipo diferente de pergunta, se eu puder." Dumbledore esperou até ela acenar com a cabeça e então continuou. "Você esconderia algo do Harry?"


Esconder algo do Harry? Por que ele quereria que ela escondesse algo do Harry? Dumbledore tinha dado ao Harry permissão para contar a ela e a Ron tudo o que eles discutiam, assim por que… a não ser que fosse sobre Snape - a menos que houvesse algo… pouco confiável?


"Senhor, dependeria do segredo," ela disse lentamente, "eu nunca faria qualquer coisa que causasse dano ao Harry, e eu nunca esconderia algo dele se isso pudesse feri-lo ou interferir nas chances dele contra… Voldemort."


Durante um segundo fugaz, Dumbledore parecia quase triunfante. "Mas se houvesse uma grande necessidade, algo que não prejudicaria o Harry, mas ajudaria outra pessoa?"


Ela oscilou por um momento e então respondeu, "Se houvesse uma boa razão e o Harry não ficasse desprotegido… então sim. Se você precisasse, eu faria."


De repente, Dumbledore redirecionou. "Hermione, como eu estou seguro que você sabe, o Professor Snape passou os últimos 16 anos como um agente duplo para nossa causa."


A cabeça de Hermione estava bobinando, mas ela acenou com a cabeça ao Diretor e elenco, esperando um olhar tranqüilizador de Snape, que simplesmente evitou os olhos dela e retornou sua visão à parede.


"Claro que os Comensais da Morte acreditam que ele está espiando para eles."


"Naturalmente," ela respondeu.


"Sim. Bem. O tempo em que o Professor Snape precisará parecer romper a ligação dele com a Ordem e voltar a Voldemort está se aproximando."


Hermione não ofegou, mas foi algo próximo a isso. Voltar a Voldemort… Entretanto ela não sentiu nenhuma compaixão pelo homem irônico e cínico ao seu lado, apenas uma profunda aflição, piedade, com a idéia de que ele seria forçado a viver entre os Comensais da Morte, obedecendo a ordens de um maníaco homicida. Ela olhou para ele em busca de algum sinal de como ele sentia sobre isso, mas não viu nada mais que a carranca habitual.


"Entendo."


"Ninguém mais deve saber que nós planejamos isso. Tem que parecer a todo o mundo que o Professor Snape nos traiu. Caso contrário o risco de Voldemort descobrir a verdadeira submissão dele é muito grande. Qualquer membro da Ordem que fosse capturado estaria arriscando a vida de Severus e nossa única ligação aos Comensais da Morte."


Hermione acenou com a cabeça. "Mas, senhor, por que me contou? Eu tenho a mesma probabilidade de ser capturada e torturada como qualquer -" Ela se sentou adiante de repente. "Eu acho que o senhor deve me obliviar."


Moody riu compreensivamente. "Nunca ouvi ninguém se oferecer para ser obliviado," ele disse. "Você tinha razão, Albus, ela é uma menina corajosa."


Hermione não lhe deu atenção. "Realmente, Professor, deve me obliviar. Eu não poderei agüentar se eu acidentalmente - E por que Professor Moody sabe?"


"Você está insinuando eu não posso manter minha boca fechada?" Moody perguntou. (N/T: ahahahahahaha)


"Alastor," Dumbledore disse preventivamente. "Hermione, se você se recordar, concordou em me ouvir antes de tomar qualquer decisão."


Hermione ruborizou-se e se sentou direito na cadeira. "Sim, senhor. Desculpe-me."


"Muito bem. Se você quiser ser obliviada ao término de nossa reunião será sua decisão. Porém, eu gostaria de explicar um pouco mais sobre o favor que pedirei a você."


"Por favor, continue," ela disse.


"Eu acredito que é muito improvável que eu sobreviva à guerra," Dumbledore disse uniformemente. "Já estou atento que Voldemort está montando um plano para me matar antes do ano terminar."


"Mas senhor, você está protegido aqui totalmente, e Voldemort sempre teve medo -"


Dumbledore sustentou a mão no ar. "Seja como for, sinto que meu tempo está acabando. Como já expliquei, Severus precisará parecer virar as costas para a Ordem e voltar aos serviços de Voldemort."


Compreensão fria perpassou o corpo de Hermione. Ela sentia uma cócega que começara nas bochechas e parecia atropelar o tórax antes de engolfar o coração. Se Dumbledore morresse, não haveria ninguém que soubesse que Snape não os tinha traído verdadeiramente. Ele seria um desertado, talvez morto, ou capturado como um Comensal da Morte e enviado à Azkaban. Ela não poderia ser obliviada. Ela teria que levar o segredo de Snape e estar preparada para defendê-lo assim que a guerra terminasse.


"Eu farei," Hermione disse.


Snape dirigiu-se lentamente a ela. "Fazer o que, eu pergunto?" Ele assobiou.


"Eu guardarei seu segredo. Começarei a trabalhar agora no caso de sua inocência para que ela possa ser reconhecida rapidamente."


"Você tem a essência, minha querida," Dumbledore disse. "Mas tenho medo de que o que eu estou pedindo é ligeiramente mais complicado que isso."


Hermione olhou interrogativamente para o velho feiticeiro.


"Você percebe que terá de haver alguma ação por parte do Professor Snape, algum tipo de partida que lhe proporcione segurança do outro lado?"


"Sim…?"


"Se você escolhesse proteger o Professor Snape e o segredo dele, eu precisaria acreditar que sua fé nele não seria quebrada, não importa o que ele tenha que fazer para deixar a Ordem. Eu teria que estar confiante que você entende perfeitamente que tudo o que o Professor Snape faz, ele faz para a Luz. Ele e eu fizemos esta escolha juntos porque nós acreditamos que ele poderá proteger o Harry mais efetivamente do outro lado."


Hermione se sentou quietamente por um momento. Se Snape estivesse continuando isso para proteger o Harry, tudo que ele teria que fazer não feriria muito Harry. "O que eu preciso para fazer para convencê-lo que eu agüentaria esse fardo de boa vontade e confiaria sinceramente no Professor Snape?"


"Eu lhe pediria que se casasse com ele."


Se casar! Se casar? De repente, Hermione poderia ver como Dumbledore nitidamente encaixotara-a junto com seus próprios sentimentos. Como sempre, ela tinha estado à frente, como eles devem ter esperado que faria… mas - se casar? Com seu professor? O homem que tinha passado os últimos 5 anos depreciando-a, reduzindo-a a lágrimas? Ele a odiava. Certamente ele não quereria…


Hermione estava chocada para falar. Ela não ofegou ou protestou, como Snape claramente esperou que fizesse, pelo modo que a estava encarando, mas ela não disse nada, e uma estranha vibração de tensão começou a encher o quarto. Pensamentos torciam-se e despencavam pela mente dela. Ron. Sempre pensou que se casaria com Ron. Não era dessa forma que deveria funcionar? Ela se casaria Ron e... os pensamentos dela vaguearam inadvertidamente àquele segredo, desejo do seu coração. Ela em um vestido marfim, Ron em azul marinho, o jardim d'A Toca vivo, com flores. Em sua mente, ela olhou para a face do bruxo amado e viu o semblante irônico de Severus Snape ao invés. Se casar? Impossível. Ninguém realmente poderia significar tanto para ela a ponto - mas pensou na primeira vez que o viu no Largo Grimmauld, em uma reunião da Ordem. As notícias que ele era um espião. Ela pensou em Sirius, o olhar morto saindo de seus olhos após uma temporada em Azkaban. Ela não podia consignar este homem - horrível ou não! - a um castigo que ele não merecia.


Foi Snape quem finalmente rompeu o silêncio. Enrolando o lábio superior em um rosnado, disse, "Onde está toda a coragem Grifinória agora, Senhorita Granger? Você estava agüentando sem restrição os fardos até um momento atrás." Ele virou e disse a Dumbledore, "Eu lhe falei ela não concordaria. Eles nunca são tão valentes quanto querem ser."


"Severus!" Dumbledore disse nitidamente.


Quando Hermione encontrou voz, falou quieta e deliberadamente. "Você não será um tirano aqui, Professor Snape. Se eu concordar, vigorarão minhas próprias condições. E você não tem nenhuma razão para duvidar da minha coragem. Você está me pedindo que abandone o resto da minha vida. Estou bem atenta ao fato de que casamentos bruxos não podem ser desfeitos."


"Suas condições, Senhorita Granger? E o quais poderiam ser?"


Hermione o ignorou e virou-se, ao invés, para Dumbledore. "Eu tenho perguntas," ela disse simplesmente.


"Prossiga minha querida."


"Mais cedo você me perguntou se eu manteria um segredo do Harry. Este seria o segredo? Eu esperaria que..." finalmente, os nervos dela pareceram se romper por um momento, mas ela pausou e se controlou " quer dizer, qualquer um poderia saber que se nós estivéssemos casados?"


"Ninguém exceto Alastor Moody," Dumbledore disse, inclinando a cabeça para o cicatrizado e resistente feiticeiro. "Ele testemunharia seu matrimônio. Ele também teria a responsabilidade de esconder isto do Ministério."


"Esconder do Ministério?"


" Certamente você percebe que todos os casamentos bruxos são registrados no Ministério, Senhorita Granger. Imagine as manchetes se alguém tropeçar por nossos registros: Escândalo em Hogwarts: Professor Permitiu-se Casar Com Monitora do 6º Ano". Ele esclareceu.


Ela acenou com a cabeça. "Entendo. Assim, nosso casamento seria um segredo até o fim da guerra,"


"Precisamente," Dumbledore disse.


"E então?"


"Perdão?" Snape disse.


"E então o quê?" Hermione estalou. "A guerra termina, e eu lanço sua defesa. Nós nos passamos por um casal devotado por um tempo…Harry e Ron provavelmente voltam a falar comigo de novo…meus pais desconhecem a situação…e então o quê? Eu gasto o resto de minha vida morando no castelo com você? O quê?"


"Eu dificilmente acredito que Hogwarts continuará me empregando depois que eu ficar estigmatizado como um Comensal da Morte," Snape demorou.


Se ela pudesse ter batido o pé, ela teria feito. "Você sabe o que eu quero dizer! Vamos continuar com essa farsa pelo o resto de nossas vidas ou -"


"Senhorita Granger," Snape disse lentamente, "Você acredita de fato que eu concordaria… em me casar com você… se eu achasse que fosse sobreviver a esta guerra?"


Ela encarou-o, relutante em desistir. "Se está convencido que não sobreviverá, por que até mesmo propôs este plano?"


"Eu a asseguro que não foi minha idéia."


Ela fechou os olhos brevemente. "Entendo".


"Você entende, agora?"


"Ainda," ela começou novamente, segura, "No caso de você sobreviver… Eu quero algumas garantia."


"Ah!", brigou Snape. "Agora você mostra sua verdadeira face. Uma quantia monetária, eu presumo? Quantos galeões, Senhorita Granger, custaria para comprar sua alma?"


"Isso é repugnante," Hermione disse quietamente. "Nem minha alma nem minha vida estão à venda. Se eu escolhesse me casar com você, Professor Snape, quero garantias que ambos permaneceriam meus."


"Como não tem nenhuma utilidade para mim, não vejo onde isso seria um problema."


"E você vai… você vai querer um herdeiro?"


Snape olhou para ela, descrença traçada pelo rosto dele. "Você me considera um estuprador? Eu a asseguro que tenho o mesmo pequeno interesse pelo seu corpo que tenho por sua alma."


"Assim nós não seríamos obrigados -"


"Absolutamente não."


"Severus," Dumbledore começou.


"O quê?" Ele estalou.


"Você sabe que para efetuar este matrimônio, prevenir anulação no caso de alguém descobrir -"


"Não, Albus. Não. Eu serei beijado por Dementadores."


Hermione se sentou quietamente, escutando. Talvez ela fosse salva afinal de contas. Havia mais de um tipo de honra neste jogo. Até quando algo dentro dela parecia se rebelar com a idéia, ela não deixou Snape sem recursos. Mas se ele escolhesse sair disso… então ninguém poderia culpá-la -


Mas isso não era verdade. A menos que eles aceitassem obliviá-la, ela saberia. Ela se culparia.


"Reconsidere, Professor Snape," ela disse.


Ele estalou por um momento. "Realmente, Senhorita Granger, eu - Certamente você não quereria -" Então ele pareceu se encontrar novamente. "O Sr. Weasley é insuficiente para as suas necessidades?"


Hermione se ruborizou em um ígneo vermelho e Moody ergueu-se do assento. "Snape! Não há nenhuma necessidade para impugnar -"


"Está bem, Professor Moody. Eu estou acostumada a isto," ela disse. Ela virou a Snape e disse docemente, "Porque, Professor, eu não sei por que você se interessaria pela minha vida pessoal, mas suas fontes estão incorretas. Não estou agora, nem alguma vez namorei um Weasley. E eu o asseguro que não tenho nenhum interesse maior por seu corpo do que o que sinto pela lula gigante. Simplesmente quis dizer que um único ato - porém horrível de se contemplar - não poderia ser uma razão para se declarar morte."


"Morte seria preferível," Snape disse frio.


Hermione irritou-se. "Nesse caso", disse ela, "Professor Dumbledore, se não houver nada mais?"


"Hermione, por favor, se sente. Severus, alguma restrição, se tiver? Eu não posso imaginar que não tenha percebido que esta é uma necessidade."


"Pelo contrário, Albus. Eu simplesmente pensei que sua consideração para com a Senhorita Granger lhe impediria de transformá-la em uma prostituta comum."


"Severus!" Dumbledore trovejou. Moody elevou ameaçadoramente a varinha.


"Uma esposa não é uma prostituta," Hermione disse uniformemente.


"Uma criança não é uma esposa," Snape replicou.


"Com todo devido respeito, professor Dumbledore, se Professor Snape é contra, não vejo qualquer razão para continuar esta discussão. Por favor, me oblivie de forma que eu possa voltar ao meu dormitório."


Dumbledore sustentou a mão no ar para que ela silenciasse.


"Severus, você aceitou este plano," Dumbledore disse ferozmente. "É imperativo que você tenha alguns meios por qual contatar Harry Potter. Eu preciso lembrá-lo que -"


Snape se sentou atrás na cadeira e cruzou suas pernas longas. A voz dele estava até mesmo tranqüila mas Hermione pensou ouvir ódio, puro e frio, nela. "Oh não, Albus. Não. Não há nenhuma necessidade de me fazer lembrar de qualquer coisa. De qualquer jeito, nos case agora se você desejar."


Hermione empalideceu. Agora? Aqui?


Dumbledore virou olhos pesados, cansados a Hermione. "Hermione?"


Ela olhou para o Professor Snape. Havia algo estranho do modo que ele estava se sentando, o olhar nos olhos dele. Ela sentia, entretanto não saberia explicar por que, que ele tinha se ferido há pouco.


"Professor?" Ela disse.


"Eu não a salvarei agora, se isso é o que está perguntando." Os olhos dele eram nulos.


"Não, eu - não". Ela subiu. "O que eu tenho que fazer?"


Snape se levantava ao lado dela. "Empurre suas mangas para trás," disse e ela começou a relaxar. Ela sabia obedecer às instruções dele, nada mais. Ele olhou para ela avaliativamente. "Você precisará da sua varinha."


Ela puxou a varinha do bolso e assistiu quando Snape desabotoou as mangas e as embolou. Ela olhou para ele interrogativamente.


"Aponte sua varinha para mim," ele disse, e ela o fez, vacilando ligeiramente quando a varinha dele apontou para ela.


"Eu não vou amaldiçoá-la, Senhorita Granger," ele disse, "pelo menos não no senso tradicional."


Os lábios dela viraram para cima um pouco, em um sorriso torto, e ela pensou que os olhos dele passaram de choque a diversão lânguida.


"Pegue minha mão," ele disse, embrulhando a mão esquerda dela na sua.


O Professor Moody se aproximou pela esquerda e o Professor Dumbledore pela direita.


"Preste atenção," ele disse. "Você precisará repetir a declaração." Ela acenou com a cabeça.


"Eu, Severus Snape, levo Hermione Granger a ser minha esposa. A partir deste dia meu sangue será seu sangue; minha casa, sua casa; minha vida, sua vida."


Hermione respirou profundamente e repetiu, "Eu, Hermione Granger, levo Severus Snape a ser meu marido. A partir deste dia meu sangue será seu sangue; minha casa, sua casa; minha vida, sua vida."


Os Professores Dumbledore e Moody tocaram as mãos unidas firmemente com as varinhas, e uma pressão morna viajou pelo braço dela do ponto onde os feitiços tinham se fundido. Ela sentia o elo preso à cabeça dela, então movendo-se pelo ombro esquerdo dela, abaixo no coração, e pelo braço direito, onde a varinha o encontrava e, ela presumiu, entrou em Snape. Ela poderia sentir o feitiço da varinha dele entrar nela, criando um círculo mágico. Ele inclinou-se e roçou superficialmente os lábios nos dela e o feitiço terminou.

"Que Deus tenha clemência da minha alma." ele disse.





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Comentários: 1

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Enviado por catia santana em 25/01/2013

amei essa fanf termine logo porfavor tem tantas fan desse site sem terminar como vanity amanhercer e dançando com bruxas q sao maravilhosa mais nao estar terminada

Nota: 1

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