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9. Venenosa


Fic: Uma Semana Com Meu Melhor Amigo


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Hanson - Save Me






Capítulo 9: Venenosa




Amo você como eu nunca amei ninguém antes, preciso de você para abrir a porta. Se implorar a você pudesse, de algum modo, mudar a maré, então me diga, eu tenho de tirar isto da minha cabeça...
Eu nunca pensei que estaria pronunciando estas palavras, eu nunca pensei que precisaria dizer, outro dia solitário é mais do que posso suportar....
Você não vai me salvar? pois a salvação é o que eu preciso. Eu apenas quero estar ao seu lado... Você não vai me salvar? eu não quero ficar apenas vagando através desse mar da vida...
Preste atenção, por favor, não saia pela porta, estou de joelhos, você é o motivo pelo qual eu estou vivendo...
Subitamente o céu está desabando, poderia ser tarde demais para mim? Se eu nunca disse "desculpa", então eu estou errado, sim eu estou errado. Então eu escuto meu espírito chamando, imaginando se ela está ansiando por mim. Então eu entendo que não consigo viver sem ela...
Você não vai me salvar? Você não vai me salvar? Você não vai me salvar?




Hermione chorou quase a noite toda. Estava fazendo tudo errado.
Tinha o melhor homem do mundo aos seus pés e não conseguia se entregar a ele. Tinha perdido completamente toda a sua razão e inteligência, porque quando se tratava de amor, não havia livros ou fórmulas que a ensinassem sobre isso. Simplesmente porque esses não existem. O amor é algo que se aprende por si só, e ela aos 27 anos, ainda não tinha aprendido.

No quarto ao lado Harry não conseguiu adormecer. Estava cansado e machucado demais para dormir ou para fazer qualquer outra coisa. Era como se tivessem apagado as luzes de sua vida, tudo estava escuro, frio e vazio. A única coisa que ainda o fazia sentir-se vivo era a raiva e o amor que inevitavelmente ainda nutria.

Logo que o Sol surgiu, ele se pos de pé. Não passaria o dia a sós com ela naquela casa, inventaria qualquer coisa, mas não ficaria ali. Arrumou-se e saiu do quarto caminhando o mais silenciosamente possível. Hermione, que há algumas horas já estava acordada, ouviu seus passos sutilmente ecoarem pelo corredor, e o coração por um instante parou. A única coisa que ela conseguiu imaginar era que ele a estava deixando. Partindo como há oito anos atrás fizera, mas dessa vez, para sempre.
Saiu impetuosa do quarto alçando-o no corredor. Sua respiração estava falha e seus olhos ainda vermelhos pela noite mal passada.

- Harry! _ chamou num sussurro desesperado.

O coração dele deu sinal de vida, mostrando-o o quanto ainda a amava e queria. Ele virou-se para encará-la e a visão dela lhe assustou.

Hermione tinha os olhos vermelhos de choro, o rosto pálido e uma expressão triste. Harry não pôde evitar sentir-se um monstro perto dela.
“O que eu estou fazendo com você?”

- Aonde vai?

Ele sentia-se incapaz de tirar os olhos dela, o coração tomado de culpa e amor, muito amor. Mas uma voz dentro de sua cabeça o fez lembrar de tudo pelo o que ela já o tinha feito passar, e mesmo tendo um desejo louco de abraçá-la, ele endureceu as feições ao responder:

- Isso não é da sua conta. _ e virou-se para ir embora.

- Você não pode falar assim comigo! _esbravejou enquanto o alcançava.

Harry virou-se abruptamente e de tal forma que quase encostou seu rosto ao dela.

- Sim eu posso!

Hermione assustou-se ao deparar-se com o amigo tão próximo, mas não se afastou, porque mesmo ele estando tremendamente enraivecido era perto dele que ela se sentia segura.

- Vai embora de novo não é?

- E seu eu for? Você se importaria?!

Harry estava frio, talvez até cruel, e aquilo não estava machucando apenas ela, doía nele também tratá-la assim. Mas ele não suportaria mais ser ferido de novo, ela sempre o machucava, e ele já não poderia mais com isso. Afastou-se dela, porque tanta proximidade já o estava perturbando.

- É isso mesmo que você pensa?

- É isso o que você me faz pensar.

E virou-se novamente para ir.

- Eu estou falando com você! _ ela agora o segurava pelo braço.

Harry olhou as mãos dela envoltas em seu braço e depois passou a encará-la diretamente.

- Mas eu não tenho mais nada a falar.

- É a tal Chang de novo não é?!

A expressão tornou-se ainda mais dura e ele soltou-se das mãos dela.

- Já que está tão curiosa para saber, não tem nada a ver com a Cho _ a declaração de tal intimidade fez com que ela estremecesse de raiva. _ tem a ver com você e o fato de que eu não quero passar o dia ao seu lado. Você se tornou venenosa demais para mim Hermione. E só para te atualizar um pouco, Cho Chang é noiva de Mathew Johnson, aquele da noite passada e que você tão friamente tratou.

Hermione estava perplexa. Tinha errado novamente, quando afinal ela deixaria de cometer tantos erros?

Harry encarou um pouco o transtorno e a vergonha expostos no rosto da morena e virou-se para finalmente sair. Porém um pouco antes de alcançar as escadas parou e lançou um ultimo olhar a ela.

- E, por favor, não fique andando nesses trajes quando eu estiver aqui! Não é de fato
agradável. _ e saiu

Hermione que ainda estava atônita diante das ultimas informações, ficou rubra de vergonha. Não tinha se dado conta de que saíra apenas de camisola. Pior do que isso, era ele lhe dizendo que a visão de seu corpo não era agradável. Se ela o havia machucado, agora ele também a machucava demais.

Era sempre assim, um ferindo o outro, um amor que nunca se saciava. E ela não pôde evitar as novas lágrimas que se formaram. Porque Harry em quatro dias havia abalado completamente seu mundo, destruído suas bases. Ele tinha feito o que nenhum homem jamais fez. Tinha colocado Hermione na linha de frente da vida, a batalha mais difícil que alguém pode encarar.

Ela voltou para seu quarto e afundou-se entre os travesseiros. Não tinha forças para nada, sequer queria alguma coisa. Chorava para tentar diminuir a dor em seu peito, chorava para que dessa forma pudesse se sentir viva novamente.


Horas mais tarde, e depois de muitas lágrimas derramadas, ela tomou uma decisão: Se ele se recusava a ficar com ela naquela casa, ela também se recusaria a permanecer ali sozinha.
Arrumou-se, pegou novamente o Guia de Turismo em Paris, e saiu porta à fora deixando à Harry um pequeno bilhete informando exatamente onde estaria. Se ele queria que as coisas fossem dessa maneira, assim seria.

**

Hermione estava sentada no chão coberto de folhas secas, os braços envoltos no joelho, e os olhos perdidos na imensidão à frente. As águas claras e tranqüilas pareciam irresistivelmente convidativas.
Ela já não fazia mais idéia de há quanto tempo estava parada ali. Saiu tão descontrolada daquela casa, que sequer lembrara de comer alguma coisa. Mas nesse momento nada importava. Porque finalmente depois de dias tensos e pesados, ali, na beira daquele lago, ela encontrou a pequena porção de paz que há tanto procurava. Até mesmo a lembrança das brigas com Harry pareciam ter se dissipado. Ela lembrou da infância, dos sonhos perdidos, de velhos amigos, de bons momentos... E era perceptível a qualquer um, que a mulher sentada à beira do lago, estava em paz.
Hermione fechou os olhos, respirando fundo o suave cheiro das plantas ao redor, e ainda de olhos fechados, sentiu a chegada dele. Era inevitável não sentir o perfume, a respiração densa, o corpo quente...

- Você demorou.

Harry que chegara a pouco em casa, e encontrou o bilhete dela, estava irado. Primeiro, pelo simples fato de amá-la. Segundo, porque aquele era o lugar mais inapropriado para ela, visto que não sabia nadar. E terceiro, porque ele sabia que tudo isso era apenas para provocá-lo.

Não houve resposta para a frase dela.
Hermione se levantou. Olhou por um instante para Harry, os olhos dele brilhavam de raiva, e ela tentou imaginar quando afinal ele começou a amá-la e quando ela começou a perdê-lo. Talvez tudo isso tenha acontecido ao mesmo tempo.
Mas ela estava determinada a mudar essa situação. Não podia perder a amizade de Harry, mas também não sabia o que realmente estava sentindo. Apenas não queria iludi-lo. Tudo era confuso e difícil demais.

- Não vai falar comigo é? _ perguntou displicente.

Harry soltou um longo suspiro e estreitou os olhos, olhando-a com mais severidade.

- Então ta! Vamos ver até você onde agüenta! _ falando isso ela começou a caminhar para dentro do lago, em passos lentos e queixando-se pelo frio da água.

Harry arregalou os olhos ao ver tal cena.
“O que afinal ela pensa que está fazendo”.
Ele aproximou-se da margem do lago. Hermione continuava a ir cada vez mais longe.

- O que pensa que está fazendo? _ perguntou enraivecido

Ela apenas virou-se para ele sorrindo, e continuou a caminhar, agora de costas para o lago e de frente para ele.

- Quer fazer o favor de voltar! _ bradou ainda mais forte pela raiva causada, e pela distancia acrescida.

- Quero ver até onde posso ir! _ gritou em resposta sorridente. – Eu sabia que você não ficaria muito tempo sem falar comigo.

Harry bufou de raiva.

- Hermione, volte agora! Eu estou mandando!


Ela limitou-se a soltar uma gostosa gargalhada e continuou andando. A água agora já batia na altura de seu pescoço, e ela já encontrava dificuldades para tocar os pés no fundo.

- Está maluca? Você não sabe nadar! _ gritou já desesperado, vendo o quão longe ela estava.
- Então venha me salvar Harry!!!

Sem alternativa, e temendo a segurança dela, Harry tirou a camisa que vestia, e entrou na água. Bufou em resposta ao frio sentido, mas começou a nadar rapidamente na direção da amiga.
Parou há alguns centímetros dela, que com dificuldade se mantinha em pé. Ele por ser mais alto, ainda se mantinha firme ao chão. Puxou-a pela cintura com força, mantendo seus corpos próximos. Hermione soltou um pequeno suspiro diante da aproximação.

- Meu herói. _ brincou ela falando docemente e depositando um beijo no rosto dele.

Harry a olhou com desprezo, mas ela preferiu fingir não ter notado.

- Por que fez isso? _ perguntou ele severamente.

- Desejo! _ respondeu ela provocando-o.

- Gosta tanto assim de me provocar?

Hermione o olhou profundamente. Não estava se importante com a raiva dele, nem com nenhuma outra coisa. Estava mesmo concentrada, no peitoral dele despido, no corpo próximo ao seu, nas mãos firmes em sua cintura. Os olhos dela ardiam de desejo. E Harry viu isso. Viu o quanto o corpo dela estava estremecido pelo contato com ele, viu o desejo e a malicia brincarem nos olhos dela... Viu uma infinidade de idéias perpassarem em sua mente, mas em momento algum, ele viu amor!

Hermione o envolveu com suas pernas, e provocante, começou a roçar os lábios nos dele. Sentiu a respiração de Harry tornar-se pesada, e vibrou a perceber o quanto ainda o afetava. Ela às vezes era venenosamente... Cruel!

Harry que ainda estava surpreso demais ao notar o quanto a amiga o desejava, deixou-se envolver por ela. Mas ao olhar novamente em seus olhos, e não encontrar nenhum sinal de amor nele, ele se afastou.

- Vamos Mione! Hora de parar com a brincadeira.

Hermione sentiu-se momentaneamente contrariada, ao ser tão facilmente dispensada, e lembrou-se da ocasião mais cedo, quando ele disse sentir-se desconfortável com a visão do corpo dela.
Num silencio pesado e significativo, os dois começaram a caminhar para fora das águas límpidas do lago.

Já as margens, secaram-se com magia, e Hermione voltou a sentar no chão, enquanto Harry vestia-se novamente.
Ela não entendia porque quando em fim ela decidia entregar-se ele a rejeitava. E ela tinha que concordar, a dor da rejeição não era nada agradável. Lembrou-se então das tantas vezes que ela fizera o mesmo com ele... Sentiu-se culpada, e deu razão a toda a raiva que ele estava sentindo.

- Harry? _ chamou hesitante, quebrando o silêncio.

- Sim.

- Você ainda está com raiva de mim?

Houve silêncio por um instante.

- Não... Mas você ainda tem contas a pagar comigo!

Pouco depois disso, aparatam de volta à casa do Ministério. Cada um rumou para seu quarto, na desculpa de tomar um banho para aquecer-se.
Quando voltaram a se encontrar na hora do jantar, Hermione tinha o nariz vermelho e a voz rouca. Harry sorriu do estado da amiga.

- Oh, alguém aqui esqueceu dos conceitos básicos da medi-bruxaria!

Hermione fez uma careta em resposta e sentou-se a mesa.

O jantar transcorreu tranqüilo e silencioso. Embora a doente fosse Hermione, Harry pouco mexeu na comida. Estava perdido demais em seus pensamentos.
Hermione passara toda a sua adolescência apaixonada por Rony, sem, no entanto nunca falar isso a ele, e sem saber que também era correspondida. Rony morreu, e ela nunca soube afinal o quanto era amada por ele, e o quanto era bom viver seu primeiro amor. Harry passara a adolescência apaixonada por ela, e consciente do amor mutuo que havia entre Hermione e Rony.
Ambos não mais se apaixonaram, e agora, aos 27 anos, quando em fim tentavam descobrir o amor juntos, perceberam que certas coisas, quando adiadas, tornam-se ainda mais complicadas. Não havia como cobrar algo deles, porque ambos jamais tiveram um romance saudável. Tudo sempre era complicado demais para o grande Harry Potter e para a brilhante Hermione Granger.

Ele sabia que ela o desejava. E sabia que se ela realmente o quisesse ter, ele não conseguiria resistir... Mas não era isso que queria, ele queria amor... Acima de tudo, amor!

Ao fim do jantar, ele resolveu se retirar e ir dormir, mesmo sabendo que não conseguiria tendo-a tão perto e tão distante ao mesmo tempo.
Porém, antes que pudesse se afastar da mesa, Hermione segurou sua mão fazendo-o parar.
Ele a encarou por um instante, esperando que ela falasse o que estava a afligindo, porque ele sabia que havia algo que a perturbava.
Após alguns segundos em silêncio, Hermione finalmente pronunciou-se:

- Não me acha atraente? _ perguntou direta.

Harry não escondeu a surpresa pela pergunta, e sentou-se novamente, a mão ainda entrelaçada a dela.

- Você é uma das mulheres mais atraentes que já conheci. _ respondeu ele sinceramente.

- Por que então disse hoje cedo, que não achava a visão do meu corpo agradável?

Harry esboçou um sorriso doce.

- Eu não quis dizer isso. Referia-me ao fato de ter uma mulher tão linda ao meu lado, andando naqueles trajes tão sensuais, e não poder tocá-la.

Hermione corou um pouco em razão da resposta, mas prosseguiu:

- Mas não me quis hoje lá no lago...

- Eu quero muito mais do que seu corpo!

Hermione abaixou a cabeça por um instante. Pegou a mão de Harry entrelaçada a sua, e levou-a até seu peito, de forma que ele pudesse sentir seu coração.

- Você acha que se eu não sentisse nada por você, ele bateria desse jeito?

Harry a encarava com os olhos brilhantes. O coração dela batia num ritmo tão acelerado quanto o seu, e ele não pôde evitar o sorriso que formou em seu rosto.

- Não é tão fácil para eu dizer o que sinto, ainda mais porque eu nem mesmo sei direito o que é. Mas acredite Harry, eu não sou indiferente aos seus sentimentos. Eu sei que não é nada fácil para você, mas também não está sendo para mim. Você mudou o meu mundo... Apenas, tenha um pouco mais de paciência. Estou descobrindo por você algo que nunca senti antes.

Hermione estava se desabafando. Não sabia de onde tirara tanta coragem para dizer estas coisas, mas ela sentia que ele precisava ouvir isso.
Embora a mente dela se recusasse a aceitar, seu coração já estava irremediavelmente conquistado. Era só uma questão de tempo...

Hermione era venenosa demais para Harry, e ele, real demais para ela. Estavam descobrindo o poder avassalador do amor, ainda que tardiamente.
Mas o mais difícil já tinha sido feito, ele a salvara do mundo irreal e frio no qual ela vivia.




Continua...

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