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22. Et le ciel de Paris a son secr


Fic: Memórias sobre a Fênix


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Capítulo 22


            Eu posso estar sendo repetitiva ao falar das noites em Paris, mas é fato que elas me trouxeram mais lembranças. Aquela primeira, narrada anteriormente, em que conheci Marius e Rudy, por exemplo. Contudo, estaria mentindo dizendo que os dias também não me trouxeram experiências únicas. Cora tentou, até o dia de sua morte, me convencer de que esses dias foram mais importantes e mais significativos do que as noites. Em vão. Minha irmã nunca poderia ter se tornado uma criatura da boêmia, não se enquadrava. Ninguém que olhasse para Cornélia Preminger pensaria em relacioná-la com uma garrafa de Absinto ou um charuto barato de bar. Não. Minha irmã igualava-se aos belos dias frescos em Paris, aos passeios pelo Sena, às tardes nos jardins com os grandes artistas, como aquela que tivemos com nossos novos amigos devido àquele convite.


            Rudy estava certo de que só precisaríamos citar seu nome para o motorista do carro de praça, para que ele nos guia-se até a Place das Vogues. Cora estava chocada com a minha ingenuidade. Confiar em um par de estranhos que conseguem me pôr para dentro de um clube noturno. Eu chamei isso de acaso, destino e muita sorte. Como diria tia Olímpia, muitos encontros afortunados acontecem em Paris. Aquele fora um deles. Em todo o caso, depois de relatar a minha doce irmã mais nova sobre o que foi feito e dito na noite anterior, expliquei que precisávamos nos vestir para um encontro com os ditos cujos. A Place das Vogues era um dos lugares históricos que constavam em nosso itinerário à viagem de Paris, e portanto, Cora não teve tantas objeções... até porque eu a proibi de dizer qualquer palavra contra meus novos amigos. Trocamo-nos sem demora e saímos em direção a Place.


            Anos mais tarde, quando Coco Chanel apareceu em um baile com seu simples vestido preto, eu não consegui argumentar contra a sua política de que "menos era mais". Um desfile infindável de penas, chapéus, pérolas e pulseiras foi o que nos seguiu até o jardim. Por um momento, por mais ínfero que tenha sido, me senti pobre diante de toda aquela ostentação. Não que eu não adorasse a moda dos chapéus, ao contrário, usava com o maior orgulho o meu exemplar cor de rosa com pérolas e penas de pavão. Contudo, aquelas trouxas chegavam a fazer parecer ridículo. Saíam como se estivessem usando todo o seu arsenal de bijuterias. "Um escândalo", como diria tia Olímpia, mas, ainda assim, a moda vigente. Tanto que, quando chegamos ao local estipulado por Marius e Rudy, eles nos olharam como se estivesse faltando alguma coisa.


            __ Mas eu pensei que Delacour fosse um nome de brio. Vocês estão tão... - começou Marius tentando soar o mais polido possível.


            __ Avant-guardé. - respondi piscando para ele e oferecendo minha mão para que a beijasse. - Esta é a minha irmã, Cornélia.


            __ Ah, mademoiselle Delacour, é uma grande honra. - cumprimentou Marius partindo para cima de Cora com uma reverência profunda. - Marius Depardieu, partidor de corações e poeta assumido. E este rapaz ao meu lado que prima por esconder sua real natureza é Rudolph Chevalier. O que acha dela, Rudy?


            __ Encantada, é claro. - cumprimentou minha irmã, lançando um olhar de soslaio para mim enquanto murmurava "Delacour?". - Queiram desculpar a ingenuidade de minha irmã. Amélia tem o pendor para ver o melhor nas pessoas, um amigo de longa data influenciou isso nela.


            __ Ora, mas se o mundo tivesse mais pessoas assim, tenho certeza de que seria um lugar melhor. - comentou Marius em minha defesa. - Minha Mel é tão doce quanto o doce verdadeiro. E bastante autêntica também. Já a mademoiselle, vejo que obedece mais as regras da sociedade inglesa.


            __ Eu jamais me passaria por uma dama francesa, se é isso o que quer dizer. Eu puxei os traços de nossa mãe, naturalmente francesa, de Marselha, mas foi Amélia quem herdou seus trejeitos nada ortodoxos.


            __ Embora muitas vezes você pareça ter mais aptidão para pô-los em prática. - retruquei na defensiva. - Afinal, o que há de tão emocionante nesse lugar para terem sugerido logo ele? - indaguei antes que minha irmã resolvesse falar de todas as minhas gafes infantis.


            __ Ora, é o lugar mais antigo já planejado dentro da cidade. Nem mesmo o Arco do Triunfo é tão velho. - respondeu Rudy. - Mas, não é só por isso.


__ Por que mais, senhor Chevalier? – perguntou Cornélia, curiosa.


__ Ora, vamos fazer uma piquenique em Paris! Uma das tradições para os turistas


não é? Conhecer os jardins da capital francesa. – respondeu Rudy.


__ Ver as meninas flertando a torto e a direito, lembrar aos amigos que nos


 devem dinheiro. Ficará impressionada com a quantidade de personalidades que viveram lá e com quantas ainda vivem. – acrescentou Marius me tomando pelo braço.


__ E vamos conhecer essas casas antes do nosso piquenique? – perguntei


sorrindo.


__ Mas é claro, Mel. E vamos convidar um dos meus amigos que vive nessas casas


para nos acompanhar. – respondeu Marius tomando também os braços de Cora.


__ Está monopolizando todas as belas damas de Paris, meu amigo. – brincou


Rudy seguindo nossos passos.


__ Como sabe, meu caro Rudy, todas as belas coisas desse mundo me pertencem.


– enunciou Marius com uma piscadela matreira.


Seguimos caminhada pela Place e a todo momento meus amigos acenavam para


conhecidos. Cornélia, ainda que à contragosto, admitiu que eles eram realmente divertidos e que eu tivera sorte por encontra-los na noite anterior. Começou então a fazer perguntas variadas para Rudy, visto que Marius ainda estava muito ocupado flertando com todas as raparigas que passavam, ainda que estivesse de braços dados comigo. Chegamos finalmente no determinado apartamento onde falaríamos com o amigo de Marius. Este era ninguém menos do que George Dufrenóy, o famoso pintor impressionista.


__ Georgie! – cumprimentou Marius quando ele atendeu a porta. Um sujeito


baixinho e magricela, com um bigodinho terrível acima da boca, todo sujo de tinta. Nada muito convincente para um artista. – Mon Dieu! Até parece que voltou de uma guerra.


__ É bom vê-lo também, Marius. – respondeu Dufrenóy meio carrancudo. – Já


juntou seus rabos de saia? – indagou ao olhar para Cora e eu. – Oh, alô Rudy.


__ Alô, George. Essas são apenas amigas mesmo. Mademoiselle Amélia e


mademoiselle Cornélia Delacour.


__ Um prazer, mademoiselles. Digam-me, o que fazem com marmanjo como


Marius Depardieu? Com certeza não podem ser da cidade...


__ Somos de Londres. O senhor Depardieu e o senhor Chevalier tiveram a


bondade de me prestar uma ajuda ontem à noite e nos tornamos conhecidos desde então. – expliquei frisando a palavra conhecidos, para desgosto de Marius.


__ Mas que ousadia! Conhecidos?!


__ Perdão, Marius... bons amigos. – corrigi.


__ Assim é melhor, Mel. – disse ele piscando para mim. – E então, Georgie? Vai


nos acompanhar num piquenique familiar no seu... jardim particular? – brincou Marius, afinal, o jardim das casas da Place des Vogues era público.


__ Eu não tenho escolha, tenho? – retrucou George com ironia. – Me deem


alguns minutos.


__ Não vai querer lavar toda essa tinta? – perguntou Cora, inocente.


__ Apenas uma muda de terno, mademoiselle. – respondeu George antes de


fechar a porta. Anos mais tarde, Cora usaria aquele argumento para aprofundar seu argumento contra a higiene dos franceses.


Ficamos sentados bem ao centro da Place des Vogues, estava tudo ajustado à


moda francesa. Desde a comida, até a forma com que espalhávamos os copos pela toalha. Vários casais passavam com seus filhos, estes que brincavam com seus animaizinhos e com seus outros amigos. Por debaixo de uma árvore o outra, também havia pintores com seus cavaletes, pintando as jovens que se dispunham a posar. Uma visão digna de um quadro impressionista.


__ É sempre assim? – perguntei para Dufrenóy, mirando os pintores nos


cavaletes.


__ Bem, isso é Paris, mademoiselle Delacour. – respondeu ele. – Estamos na


época do ouro, como estamos gostando de chamar... nunca houve tanta paz. E é claro, pintores por toda parte, música e...


__ Dança? – indagou Cora animada.


__  É claro! Até agora não tivemos nenhuma oportunidade para dançar. –


acrescentei entendendo a ansiedade de minha irmã.


__ Ora, o baile de máscaras no Jardim das Tulheiras está chegando. E você


poderá posar para Toulouse e ainda conseguir dançar! – lembrou-me Marius.


__ Uma pena que o parceiro favorito dela não vai estar aqui. – comentou Cora


sorrindo sugestivamente para mim.


__ E quem seria esse, mademoiselle Cornélia? O noivo de sua irmã? – perguntou


Rudy.


__ Na verdade...


__ Sim! O meu noivo. – respondi de pronto.


__ Ontem à noite me pareceu que estava em Paris para aproveitar sua liberdade


antes de se casar com ele. Quero dizer, pareceu a mim que... não estava satisfeita com isso.


__ Não estava satisfeita por não poder ver Paris antes de me casar. Contudo, ele


foi muito compreensivo e me concedeu um tempo em liberdade. – respondi sem parecer muito convincente.


Marius e Rudy se entreolharam mas nada disseram, Cora também permaneceu em silêncio.


__ E eu achando que os costumes medievais já estavam ultrapassados. –


comentou George. – Bem, eu não gostaria de passar o resto da noite bêbado. Vou encontra-los no na Rua do Rivoli esta noite? – quis saber ao se levantar.


 __ É claro. – respondeu Rudy.


__ Então, Au Revoir, mis ami. – disse saindo de volta para sua casa.


__ O que me dizem de passearmos pelas galerias ali embaixo? – perguntou Rudy.


– A arquitetura desse lugar é realmente impressionante.


__ Eu gostaria de tirar uma foto... para mandar a um amigo que também está de


viagem. Prometi que o manteria informado. – comentei. Não queria tocar no assunto Alvo Dumbledore, não enquanto ainda não conhecesse melhor aqueles dois.


__ Deixe comigo. – disse Marius. – Ei, Cecile!


Seu nome era Cecile Tattou e assim como Chanel, foi uma moça bastante “avant-


gardé”. Lembro-me ainda hoje de sua primeira aparição. Quando Marius a chamou, ela estava focando seu daguerreotipo, como ainda era chamada na época a máquina fotográfica, em duas crianças que brincavam com um cão. Prestes a jogar o forro preto por cima de seu corpo, Cecile parou imediatamente após ouvir a voz de Marius. Usava calças que mostravam as canelas (um escândalo para a época), sapatos pretos e um lenço marrom no pescoço. Os cabelos eram negros também e os olhos muito verdes.


__ Marius! – exclamou fechando a câmera e trazendo-a, segurando-a pelo tripé. –


Espantoso encontra-lo aqui em plena luz do dia. – comentou dando-lhe um beijo em cada uma das bochechas. – E Rudy! – cumprimentou dando a ele a mesma atenção. – Enchantée mademoiselles, Cecile Tattou. – apresentou-se ela sem rodeios.


__ Amélia e Cornélia Delacour. – disse apontando para mim e minha irmã que


ainda não se acostumara a usar o sobrenome de mamãe.


__ Mademoiselle Amélia gostaria de tirar uma fotografia para mandar a um


amigo. – disse Rudy. – Você poderia...?


__ Mas claro! Será um prazer! Onde iremos posar? – perguntou Cecile.


__ Que tal na porta da casa de Georgie, hã? – sugeriu Marius. – Ele não se importa.


__ Excelente! – concordei me erguendo de um salto. – Segure meu chapéu, Cora! – pedi arremessando-o para que ela o pegasse no ar.


__ Fique à vontade. – disse Cecile. – Eu direi quando estiver pronta.


Apoiei uma das mãos na escadaria da soleira e outra na cintura, mas logo mudei.


Coloquei uma das mãos na cintura, me arqueei um pouco e fiz menção de mandar um beijo para a câmera.


__ Esse é um amigo de sorte. – comentou Marius.


__ Pronta? Diga X. – disse Cecile apertando o botãozinho. – Diga-me onde está


hospedada e assim que eu...


__ Não seja tola, Cecile! Irá encontra-la na Rua do Rivoli toda noite. – interveio


Marius. – Ela está com Marius e Rudy.


__ É claro que sim! – riu-se a jovem. – Como poderia me esquecer de que são os


maiores boêmios de Paris?


__ Vamos jantar esta noite? – quis saber Rudy. – Eu farei reservas no nosso


favorito na Champs-Elysees.


__ O que acha, Cora? – perguntei.


__ Acho uma ótima ideia. – respondeu minha irmã. – Então é melhor irmos nos


arrumar. Virá, mademoiselle Tattou?


__ É claro! – respondeu Cecile. – Mas, pode me chamar de Cecile, mademoiselle


Delacour.


__ E vocês me chamem de Cora. – pediu minha irmã bem humorada. – Vamos,


Mel?


__ Ei, ei, ei... esse aí é meu para uso pessoal. – interveio Marius.


__ Pardon, monsieur Marius. – respondeu Cora piscando para ele. – Vamos,


Mélia.


__ Você gostou deles, admita. – disse a minha irmã quando chegamos ao hotel.


__ São divertidos, sim. – concordou Cora. – Mas, não deveria ter mentido sobre


Sirius.


__ São divertidos, Cora, mas não me sinto à vontade falando de Alvo e meus


sentimentos assim tão diretamente. Em todo caso, logo Sirius será meu único parceiro de dança. – retruquei sentando-me à escrivaninha. – Vou escrever para Alvo e Elifas antes de entrar no banho.


__ Está bem, mas não se enrole em palavras. – respondeu minha irmã já dentro


do banheiro.


Não falei muito sobre Marius e Rudy para os dois, pois achei que ficariam com


ciúmes. Especialmente Alvo. Contudo, disse sim que havia encontrado os melhores guias turísticos que uma bruxa poderia querer e que eles sequer suspeitavam que, na verdade, eu era uma bruxa. Falei sobre Cecile e a apresentei a eles como uma amiga, o que, de fato, ela veio a se tornar. Comentei sobre o Moulin Rouge e como tentaram me barrar na porta, sabia que ambos ririam de mim ao tentar imaginar a cena. Por fim, disse que precisava me arrumar para um jantar e que estava morrendo de saudades. O que era verdade. Bien, c’est la vie.


__ Então o senhor Doge se enganou. – comentou Hermione. – Ela não estava


com dezenove anos quando ele recebeu a foto, mas ainda com dezoito.


__ Um erro à toa. – disse Harry. – E se essa foi a primeira carta dela para eles... as


de Dumbledore sobre Grindewald virão em seguida.


__ C’est la vie. – concordou Rony.


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 

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