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8. Capítulo VIII


Fic: The Devils bride - Epilogo postado


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Carla Cascão: Então, mas você também não ficaria super curiosa se tivesse se casado com alguém que nem consegue ver? Eu já teria feito alguma besteira, só pra tentar descobrir alguma coisa, rsrs


Carla, o site avisa sim quando tem capítulo novo. Talvez você não tenha marcado a fic, dê uma olhada no menu da fic, lá embaixo, depois da votação, tem um espaço Marcar fic como, é só selecionar a opção que mais te agradar, quando tiver atualização, o site avisa. ^^


 


Lembre-se, comentar nunca é demais!


Bjs, uma boa leitura!





 

*****










Draco estava furioso. Andando de um lado para o outro, tentava se concentrar no que Filch contava, mas era difícil. O servo lhe dizia coisas que preferiria não ouvir e cada palavra caía sobre sua raiva como uma chicotada em carne viva.


― E onde estão eles agora?


― Fui informado de que se dirigiram à aldeia, meu lorde.


― Depois de uma conversa informal, uma refeição gostosa e um passeio pela floresta ― Draco falou entre os dentes.


― Aparentemente sim, meu lorde. Embora eu deva deixar claro que na minha opinião nenhum dos dois seria capaz de se comportar de maneira imprópria às posições que ocupam.


― De maneira imprópria! ― a voz do Cavaleiro Vermelho ecoou cheia de ira pelos aposentos enquanto um murro possante sobre a mesa quase partia a madeira em duas. Imprópria era um termo delicado demais para descrever o que poderia estar acontecendo. Melhor usar a palavra certa: infidelidade, adultério, traição...


― Meu lorde, talvez fosse mais prudente se preocupar com o que Blaise possa estar revelando à sua esposa do que com as ações de ambos. Porque se ela souber a verdade a seu respeito, terá uma arma de poder mortífero nas mãos.


A razão lhe dizia que os argumentos de Filch eram sensatos, porém, o que fazia transbordar sua raiva era mesmo a ideia do que seu vassalo e sua mulher poderiam estar fazendo juntos. O ciúme sim, o levava à beira do descontrole total. Entretanto a fúria contida já se tornara parte da sua vida. De que adiantava esbravejar quando sequer podia tomar as rédeas do próprio destino?


Com muito esforço, Malfoy recuperou o controle das emoções e quando voltou a falar, sua voz soava calma e tranquila, apesar de cortante como o aço.


― Por favor, diga à minha esposa e ao meu vassalo que os espero para jantar comigo esta noite. ― ao perceber que o servo não se movera um centímetro do lugar, Draco irritou-se. ― Agora! Vamos! Quero que os encontre antes que saíam para qualquer outro lugar juntos!


Pelo sangue de Cristo, quer eu a possua ou não, Hermione é minha mulher... aos olhos de Dumbledore, aos olhos da igreja e aos olhos dos homens! Quero os dois na minha frente para que eu mesmo possa julgar... até que ponto andaram se comportando de maneira imprópria.


Assim que o servo saiu, Draco recomeçou a andar de um lado para o outro, diante da enorme cama de casal, fria e vazia. A ironia do fato não lhe passou despercebida.


 


 


 


Percebendo o adiantado da hora, a jovem tomou um banho rápido e deixou que Molly a ajudasse a vestir-se. Pelo menos desta vez a criada não contava as histórias de sempre sobre o terrível lorde de Dunmurrow. Parecia mais preocupada com o homem que Blaise enviara para lhe servir de guarda pessoal.


― O nome dele é Arthur, embora tenha me pedido para chamá-lo de Arth. Como se eu quisesse manter essas familiaridades. Quando eu lhe disse para me chamar de senhora Molly, você precisava ver como o danado sorriu! Pois vou lhe dizer uma coisa, minha lady. Aposto que me sentiria muito mais segura num ninho de cobras do que tendo um homem como aquele à minha porta.


― Se você tem medo do tal guarda, então peça a Blaise para substituí-lo por outro.


Ignorando o conselho, a senhora suspirou alto e continuou a resmungar.


― Duvido até que seja mesmo um soldado porque até é alto, mas é magro como uma vara de marmelo. Como é que pode garantir a proteção de alguém? Talvez seu belo vassalo o tenha mandado com o único propósito de debochar de mim.


― Ele não é meu vassalo e sim de meu marido ― Hermione falou com firmeza. ― Tenho certeza de que Blaise pouco se preocupou em escolher um homem cuja aparência pudesse ou não agradá-la.


― Bem, se esse Arth é um exemplo, então os soldados de Dunmurrow são tristes figuras. Isto é, caso Dunmurrow possua soldados de verdade. Porque se as criaturas forem semelhantes ao lorde do castelo, não devem passar de sombras.


― Por favor, certifique-se de que o guarda tenha uma boa refeição no jantar ― a castanha ordenou depressa, ansiosa para livrar-se do falatório da criada.


― É o que farei. Pelo menos se o coitado engordar um pouco terá mais substância e não sairá voando por aí, na primeira lufada de vento.


Tão logo Molly se ausentou do quarto, Hermione suspirou aliviada e continuou a pentear os cabelos. Como ainda estivessem úmidos, resolveu deixá-los soltos em vez de trançá-los e prendê-los no coque habitual. Felizmente a criada encontrara algo novo com o que se preocupar, pensou sorrindo. Com um pouco de sorte, o irreverente Arth manteria Molly ocupada o suficiente para deixar de lado o Cavaleiro Vermelho. Precisava agradecer Zabini por ter mandado o guarda.


Ao se lembrar de como a criada chamara-o de "seu" vassalo, parou de sorrir. Seria normal esperar que os aldeões, na ausência constante do verdadeiro lorde, começassem a ver o vassalo como o senhor de Dunmurrow. Isso não estava certo. O instinto lhe dizia que Draco não iria gostar nada... se soubesse. Daria tudo para que aquela noite já tivesse terminado.


O fato é que preferia não partilhar a refeição na companhia do marido e de Blaise. Ainda se sentia um tanto culpada por ter passado o dia inteiro ao ar livre, embora soubesse que nada fizera de errado. Simplesmente escapara à atmosfera pesada do castelo durante algumas horas. Então por que a sensação de que traíra o marido? Por que preferia a luz à escuridão?


Uma batida à porta arrancou-a dos pensamentos sombrios. No instante em que abriu e se deparou com o olhar de Filch, percebeu que alguma coisa estava errada. Não que o criado tivesse alterado a expressão impenetrável do rosto. Aliás não conseguia imaginá-lo rindo ou chorando. Sempre austero, jamais demonstrava a menor emoção em qualquer circunstância. Porém hoje... ele parecia diferente. Positivamente preocupado.


― Meu lorde mandou avisá-la de que a espera para o jantar.


Seria impressão sua ou ouvira uma leve hesitação na voz do servo?


― Sim, claro. Sempre janto com o barão. Filch, o que foi? Problemas sérios?


― Minha lady, sei que um homem da minha posição não deveria dizer nada... mas...


― Por favor, sinta-se à vontade para falar.


― Minha lady, o barão ficou furioso quando soube que você pareceu preferir a companhia do vassalo. Talvez ele tema que possa haver... falatórios.


― Falatórios? Falatórios? Como, se não mora ninguém neste castelo deserto?!


Todo o sentimento de culpa que viera experimentando por ter aproveitado o dia desapareceu num passe de mágica. Sentia apenas raiva.


― Qualquer coisa que se diga de mim jamais poderá ser comparada aos horrores que se contam do Cavaleiro Vermelho. Os aldeões, por exemplo, adoram a história de que durante o dia o barão oferece sacrifícios humanos e à noite come corações de crianças no jantar!


Diante da explosão de Hermione, o senhor se retraiu e voltou à atitude servil e impessoal de sempre.


― Sim, minha lady.


Os dois caminharam para os aposentos principais sem trocarem nem mais uma palavra.


Falatórios! Que ideia ultrajante, absurda! Como é que seu marido, uma pessoa que jamais a levara para um passeio ou se dignara a sair do quarto para jantar no salão, podia se ofender com o fato de que ela dera atenção ao vassalo, um homem bem-educado e de confiança? Um soldado que provavelmente jurara lealdade ao seu lorde até a morte?


Como é que Malfoy pudera julgá-la capaz de traí-lo com tanta facilidade? Por mais que apreciasse a companhia do vassalo, nunca lhe passara pela cabeça um outro tipo de relacionamento que não fosse amizade.


Zabini era bonito sim, porém não tinha nada de especial. Apenas simpático e de boa aparência, como muitos dos cavaleiros que conhecera e a quem não dera a menor importância ou por quem não tivera o mínimo interesse. Na verdade, o único detalhe que diferenciava Blaise dos outros é que a presença dele aliviara um pouco o peso da escuridão.


Em Belvry, sempre vivera rodeada de pessoas, podendo escolher com quem conversar. Mas aqui, em Dunmurrow, as opções eram praticamente inexistentes. Draco se dignava a lhe dirigir a palavra apenas durante as refeições. Restavam Molly, com suas histórias bizarras, o tocador de flauta, a cozinheira e a filha. Filch não contava por que se mantinha sempre calado. Zabini surgira como uma alternativa à atmosfera solitária do castelo. Até que o Cavaleiro Vermelho conseguira arruinar tudo. E era isso o que mais a enfurecia. A certeza de que o prazer de um dia passado ao ar livre fora perdido para sempre.


A castanha entrou no quarto de mau humor, os olhos buscando a silhueta alta do marido. Pretendia colocar a história toda em pratos limpos imediatamente, entretanto a presença de uma terceira pessoa a fez mudar de ideia.


― Minha lady ― cumprimentou-a Zabini.


Talvez Filch tivesse exagerado a seriedade da irritação de Draco, pensou. Talvez ela mesma se agitara tanto a troco de nada.


― Minha lady. ― o tom de voz de Malfoy soava calmo e controlado, deixando-a um pouco mais aliviada. Para sua surpresa, seu lugar à mesa fora colocado ao lado do vassalo. Uma espécie de armadilha, talvez?


― Draco, você se esqueceu de dizer que a beleza de sua esposa supera a da mais bela joia.


Ao ouvir o elogio do vassalo, Hermione quase se engasgou com o vinho. Será que aquele insensato não tinha noção do quanto era perigoso despertar a ira de Malfoy?


― Na aldeia as pessoas comentam que agora foi encontrado um anjo para o nosso Cavaleiro Vermelho. Mas eu não imaginava que os aldeões falavam de maneira tão literal.


Ela ficou tensa, aguardando a explosão do marido. Porém nada aconteceu.


― Sim, é o que dizem todos os que tiveram o privilégio de contemplar sua beleza.


Apesar das palavras gentis, ela sentiu-se desassossegada. Havia algo de ameaçador escondido sob o manto da delicadeza. Um perigo crescente emanava da figura escondida nas sombras. Será que Zabini não era capaz de perceber?


Aparentemente não, porque as palavras seguintes do vassalo não demonstravam qualquer tipo de cautela.


― Draco me contou que esse casamento foi arranjado por Dumbledore, minha lady. Você não ficou surpresa ao descobrir que seria esposa do Cavaleiro Vermelho? Muitas mulheres ficariam apavoradas com a perspectiva, considerando a reputação de Malfoy.


― Não, não fiquei nada surpresa, uma vez que a escolha foi minha. Eu o escolhi. ― e pelo jeito, foi um erro terrível, teve vontade de acrescentar.


― Você o escolheu? Não estou entendendo.


A castanha queria sumir da face da terra. Hoje pela manhã pensara haver colocado um ponto final na curiosidade do homem, mas pelo visto o vassalo estava ousando ainda mais nas perguntas. E bem na presença do Cavaleiro Vermelho!


― Dumbledore me permitiu escolher um marido dentre todos os cavaleiros da corte e me decidi pelo barão Malfoy. ― como Draco não demonstrasse qualquer objeção à conversa, esperava que o marido deixasse claro que o arranjo não fora do seu agrado. Entretanto ele continuou em silêncio. O que estaria pensando, calado dentro da escuridão? Se ao menos pudesse enxergá-lo...


― Verdade? ― Blaise continuou interessado. ― Mas você mesma me disse que nunca havia se encontrado com Draco antes. O que a levou a tomar uma decisão assim?


Será que aquele homem nunca ia parar com o interrogatório? Por que seu marido não interferia?


― A reputação do barão é impressionante.


― Ah! Quer dizer que você ouviu falar sobre o desempenho dele nas guerras?


― Sim. ― cansada de tantas perguntas, decidiu que acabaria contando a história inteira, com todos os detalhes, se Draco não interviesse. Diria que fizera aquela escolha insensata na esperança de ser recusada, que jamais passara pela sua cabeça tornar-se esposa do barão Malfoy.


Zabini sorriu para si mesmo. Com certeza havia mais nesta história do que o casal parecia disposto a contar.


E como adoraria saber os detalhes! Conhecendo Draco há anos, ouvira todos os rumores que envolviam a figura do Cavaleiro Vermelho, rumores que desencorajariam a mais determinada das donzelas. Ainda assim a bela herdeira de Belvry escolhera o lorde de Dunmurrow. Por quê?


Somente uma mulher, com inclinações para a feitiçaria, para a magia negra, buscaria a companhia de um homem de quem se contavam horrores. Porém poderia jurar que a nova castelã possuía um espírito puro, alguém que preferia a luz às trevas.


― Então você queria um guerreiro poderoso para proteger as suas propriedades?


De repente Hermione se deu conta de que não valia a pena tanta aflição. Se Zabini era vassalo de Draco, devia saber, melhor do que ninguém, como e o que o Cavaleiro Vermelho era. Qualquer pessoa do reino conhecia os boatos que cercavam o lorde de Dunmurrow.


― Eu o escolhi por causa da sua reputação ― ela falou aparentando tranquilidade. ― É claro que você já deve ter ouvido todas as histórias que se contam sobre o barão Malfoy, ou será que eu preciso colocá-lo a par dos rumores? Meu marido é chamado de Cavaleiro Vermelho devido à sua associação com o diabo. Também é um poderoso feiticeiro, capaz de trazer a Dunmurrow os bruxos do mundo todo a fim de aprender os seus segredos. Depois os descarta porque prefere conjurar sozinho. É também alquimista, astrólogo e o responsável direto por toda a sorte de malfeitos. Na verdade, pode-se culpá-lo de tudo que assola o reino, desde cerveja estragada até doenças e mortes. Com tantos poderes, ele deve ser o cavaleiro mais forte da terra, maior ainda do que o próprio Dumbledore. Você não acha, Blaise?


O vassalo parecia, pela primeira vez, completamente perdido e, ao responder, decidiu-se pela cautela.


― Talvez as histórias que cercam o lorde de Dunmurrow sejam um tanto exageradas. Todos sabem que os camponeses têm um gosto especial pelo sobrenatural.


A castanha sorriu, satisfeita pelo embaraço de Zabini. Pelo menos conseguira virar o jogo.


― Talvez, mas você devia ter cuidado em não irritar meu marido, ou ele pode transformá-lo num sapo. ― ou então mantê-lo, para sempre, dentro dessa escuridão, ela pensou amarga. Qual punição seria pior? Determinada a não responder outras perguntas, Hermione bebeu um pouco de vinho e procurou se concentrar no jantar.


― Não precisa se preocupar, minha lady. Tenho mais utilidade a Draco assim como sou. Um sapo encontraria muitas dificuldades para obter o respeito dos soldados. Ninguém entenderia meu coaxar. Para não mencionar o fato de que seria impossível achar uma montaria adequada, imagino.


A ideia de uma criatura parecida com um sapo montada num cavalo deu-lhe vontade de rir. Porém ao perceber que nenhum som vinha das sombras, o comentário espirituoso perdeu a graça. Draco não parecia partilhar o humor da piada. Talvez fosse melhor parar com aquela conversa já. Embora não acreditasse que seu marido pudesse transformar o vassalo num sapo, não tinha dúvidas que o barão saberia encontrar outras maneiras de demonstrar seu desagrado.


E com certeza Malfoy estava bastante irritado. O lorde de Dunmurrow permanecera imóvel, uma presença sombria e ameaçadora durante toda a refeição. Por um curto espaço de tempo os dois homens até chegaram a falar sobre a guerra travada contra os gauleses, porém quando o assunto foi abandonado, um silêncio pesado caiu sobre o ambiente. Mesmo o entusiasmo natural de Zabini perdeu o brilho e a graça.


Finalmente, quando a castanha falou sobre a tarde passada ao ar livre, Draco não demonstrou qualquer interesse sobre os aldeões ou sobre as condições em que suas terras se encontravam. Se alguma pergunta lhe era feita, respondia com monossílabos secos. Até quando ela aguentaria ficar ali, sentindo todo o peso do mundo sobre as costas? Daria tudo para estar em seu quarto agora. Sozinha.


― Devo admitir que fiquei surpreso com as mudanças que sua lady fez em Dunmurrow. Nunca pensei que o velho salão principal pudesse parecer tão aconchegante. E desta vez não vou nem queixar da comida.


― Minha esposa é bem qualificada para a posição que ocupa, não é, Blás? ― o Barão indagou num tom estranho.


― É sim, meu lorde. Você teve muita sorte.


Hermione corou e empurrou o prato para o lado. De alguma maneira não conseguia acreditar que o Cavaleiro Vermelho partilhasse a mesma opinião do vassalo. Porém as palavras do marido pegaram-na de surpresa.


― Sim... ― Draco concordou. ― Ela é meu presente de Natal, um prêmio que eu não procurei, mas ainda assim, muito valorizado.


Malfoy só devia estar concordando com Zabini por uma questão de cortesia, ela decidiu. Afinal o barão odiara a intervenção de Dumbledore. Oh, Deus, só queria ir para seu quarto. Não suportava mais aquele jogo de indiretas e sentimentos ocultos.


Entretanto tinha mesmo coragem de culpar Draco por tanta amargura? Afinal não fora ele quem procurara uma esposa. Ela sim, o obrigara a aceitar uma situação já definida.


De repente a castanha se deu conta de que a vida em Dunmurrow não passava de uma farsa. E o que mais doía, o que mais feria seu orgulho, era a rejeição e a indiferença do Cavaleiro Vermelho.


Não, aquele tipo de pensamento não servia para nada, apenas para lhe dar indigestão. Preocupar-se com o que seu marido dizia ou fazia era uma grande tolice. Afinal não fora ela mesma quem erguera uma barreira ao redor do coração anos atrás, para se proteger das palavras duras de seu pai e irmãos? Cerrando as mãos em punho, ela abriu a boca para pedir licença e se retirar. Porém não foi rápida o suficiente.


― Ouvi dizer que a sua voz é ainda mais bela do que a de um pássaro, minha lady. Será que poderíamos ser brindados com uma amostra de seu talento? ― Zabini pediu.


A última coisa que ela queria fazer no momento era cantar diante desses dois homens como um animalzinho ensinado. Na verdade sentia-se irritada e desgostosa com ambos... e com a espécie masculina em geral. Antes que pudesse formular uma desculpa educada, seu marido veio em seu auxílio.


― Não esta noite. Vou me retirar cedo ― Draco anunciou. ― Você deve estar cansado também, Blás. Foi um longo dia.


― Sim, é verdade. ― compreendendo a sutileza do comentário, o vassalo levantou-se imediatamente e se preparou para sair. A castanha quase fez o mesmo até perceber que não seria sensato deixar os aposentos do marido na companhia do outro. ― Foi um prazer, minha lady. E mais uma vez, dou-lhe os parabéns, meu lorde.


Draco murmurou qualquer coisa ininteligível em resposta. Embora notasse uma certa animosidade entre os homens, não conseguia entender o motivo e nem a maneira como ela própria poderia ter contribuído para isso.


Sabia apenas que precisava escapar da atmosfera sufocante daqueles aposentos. Contendo a ansiedade, continuou sentada e imóvel até ouvir a porta se fechar atrás de Zabini. Então levantou-se. A voz de seu marido, profunda e suave, surpreendeu-a.


― Hermione?


― Sim? ― não era possível que o barão pretendesse obrigá-la a ouvir um sermão sobre a tarde passada na companhia do vassalo! Apesar de ter a consciência tranquila, pois nada fizera de errado, sentia-se esgotada demais para discutir. Só queria que aquele dia terminasse.


Só queria dormir e esquecer.


― Não deixe nenhuma vela acesa em seu quarto e mantenha as cortinas da cama bem fechadas. Irei procurá-la esta noite, minha esposa.


 

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Comentários: 2

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Enviado por Carla Balsinha em 17/10/2013

alô querida!e,agora?noite núpcias ou não?!agora,fica aqui uma pessoa a "secar" á espera do próximo capítulo!

e o draco está roído de ciúmes!o que a hermione irá fazer?eu cá,deixava as velas acesas!

Fique bem.

beijinhos grandes.

Carla Cascão

Nota: 5

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Enviado por M R C em 16/10/2013

aiiiii naaooo!! naooo naooo naoo!!
o capitulo nao acabou AÍ !
e a curiosidade matando...o que eu faço com isso ??

autora vc nao tem noção da curiosidade que to pra saber se eles vao finalmente consumar o casamento ou nao.
to curiosa demaiiiisss
até pq eu tenho um palpite de que ele nao se esconde pq é "feio".... enfim vou ficar pra expor minha opiniao mais pra frente..

to amaaaando essa historia....
atualiza sempeeeee
nao deixa de atualizar sim ???

beijos            

Nota: 5

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