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10. O fim e um princípio


Fic: Behind the Facts - RxHr - Capítulo 9, Bitches!


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Disclaimer: Então, Harry Potter e seus personagens não me pertencem e talz e talz. Como sempre, se a mim pertencessem, era um livro por ano, porque olha... faz uma falta danada! :(


Hogwarts.


 


Madrugada de 2 de maio de 1998.


 


Hermione estava sentada na escada que dava acesso ao primeiro andar. O grande salão da escola não lembrava mais o lugar de antes, cenário de lembranças que pareciam mais distantes do que realmente eram. Por toda parte havia pedaços de pedra e madeira. As mesas que sobreviveram ao primeiro combate estavam empilhadas nos dois lados, deixando o centro livre para o atendimento aos feridos e para que, num canto mais afastado, os mortos fossem propriamente acomodados e velados.


 


Aquele pensamento era estranho. Amigos estavam mortos; colegas de casa, de aulas estavam colocados lado a lado, alguns cobertos com lençóis brancos, outros a vista de todos que passavam. E à direita, estavam os Weasley. Moly, sentada no chão, acariciava o rosto pálido de Fred enquanto Arthur segurava uma das mãos do filho que os havia deixado. Ginny estava sentada em um dos bancos, olhar perdido e apagado. A seu lado, Charlie parecia ter diminuído de tamanho e Bill permanecia deitado no colo de Fleur, que afagava os cabelos do marido, mas parecia não prestar atenção no que fazia.


 


E, sobretudo, havia George. Ele olhava pela janela mais próxima; a escuridão escondendo os escombros e os inimigos. Hermione não conseguia compreender a expressão no rosto dele, mas sabia que todos os sentimentos possíveis e imagináveis o estavam assaltando no momento. Mas a imagem que insistia em surgir em sua memória demoraria muito tempo para, pelo menos, ser colocada em algum lugar distante; ela não conseguia esquecer os gritos desesperados de Percy, que não estava por perto, George e Ron.


 


Harry também se ajoelhou quando viu o corpo do amigo no chão, lágrimas embaçando os olhos cansados. E Hermione sabia que ele se sentia culpado, como sempre.


 


Após a trégua imposta por Voldemort, várias coisas aconteceram e no momento Hermione não fazia ideia do que acontecia com Harry na sala do diretor; não sabia onde Percy estava e se estava bem; e principalmente não conseguia tirar da cabeça a imagem de um Ron desesperado.


 


Nesse momento, o ruivo passou por ela, subindo as escadas apressado e sem olhar para trás. Era estranho que ele estivesse saindo do salão e deixando a família, ela pensou e resolveu segui-lo.


 


Quando chegou ao primeiro andar, Ron seguia para o lado esquerdo do corredor que dava para o segundo andar. Apressando o passo, ela conseguiu vê-lo virar à direita. Mas só existem salas fora de uso nesse lado. O que será que ele quer ali?


 


Hermione caminhou mais rápido e viu quando ele entrou na última sala no fim do corredor. Havia anos aquela sala era utilizada por professores de DCAT para prática de feitiços diversos, mas hoje aquela era apenas uma sala esquecida em meio a tantas em Hogwarts.


 


Girou a maçaneta e percebeu que ele não a havia trancado. Aliviada, abriu-a com cuidado. A sala estava escura, os móveis estavam espalhados por toda parte e mais da metade dos vidros das janelas estavam quebrados ou trincados. Mas apesar do dano aparente, a sala estava inteira se comparada com algumas no 4º e 5º andares.


 


Olhando ao redor, Hermione tentou ver onde Ron estava e foi com horror e um pesar maior ainda que ela o viu sentado no chão no canto mais distante e escuro, joelhos dobrados contra o peito. Ele soluçava, e Hermione sabia que não era o momento de deixá-lo sozinho, como ela sabia que ele queria estar.


 


- Ron? – Ele parou de repente.


- Hermione?


- Sim, sou eu.


- O que você quer?


- Por que veio para cá?


- Hermione, vá embora, por favor? Eu não quero... – Ela sabia que ele não queria que ela o visse no estado de fragilidade em que estava agora. Não, ela não o deixaria sozinho, não agora.


- Não vou embora, não vou deixar você sozinho aqui.


- Não quero que você me veja assim.


- Eu já te vi de várias maneiras, Ron, e não vai ser agora que eu vou te deixar.


- Você não precisa me ver assim.


- E do que eu preciso, Ron? Eu preciso te deixar aqui sozinho, tentando lidar com a morte do seu irmão? – ela o ouviu soluçar um pouco mais alto. – De que adianta ser a sua namorada se você não quer minha ajuda?


 


Ele ergueu o rosto e a encarou por um momento. Os lábios tremiam com o esforço de conter as lágrimas e o olhar era o mais dolorido que ela já havia visto nos olhos que sempre foram tão vibrantes e cheios de alegria.


 


Hermione sentou-se ao lado dele e encostou a cabeça no ombro do ruivo. O silêncio que se seguiu era uma mistura de conforto e desolação. Não era pesado, mas ao mesmo tempo preenchia o ambiente como a luz do dia.


 


- Quando eu tinha 4 anos, George e Fred transformaram o meu ursinho de pelúcia em uma aranha enorme.


- Eu sei, você já me contou.


- Desde então eu morro de medo de aranhas. É irracional, mas não consigo evitar.


- Tudo bem.


- No mesmo ano, eles tentaram me convencer de que era seguro andar em uma ‘cibicleta’ que o papai tinha conseguido.


- É bicicleta, Ron.


- Eu tentei andar, ou como o papai dizia pedalar naquela coisa, mas eu caí e bati a cabeça na quina da porta do galpão. – Hermione olhou para Ron, surpresa. Ele jamais havia contado aquele episódio para ela.


- Eu não sabia disso.


- Ninguém sabe.


- Ninguém?


- Papai e mamãe estavam fora nesse dia. Foram visitar tia Anastácia e nos deixaram sob a responsabilidade do Bill, que estava mais preocupado em ficar bonitão para as garotas da escola do que cuidar de nós.


- E o que houve?


- Eu apaguei. Eles me disseram depois que fiquei uns vinte minutos desmaiado. Tempo suficiente para eles entrarem em pânico, já que a mamãe os colocaria de castigo para sempre se soubesse do que aconteceu.


- Mas e o Bill? Ele não percebeu nada?


- Não, estava bem ocupado com uma das tantas namoradas dele. Nem percebeu quando George e Fred me levaram para o quarto.


- E o que aconteceu depois?


- Eu fiquei com um corte grande na cabeça. Sangrou um bocado, mas eles fizeram um curativo maluco, limparam e usaram algumas poções e ninguém percebeu. – ele pegou a mão dela e colocou no lugar do corte.


- Nossa, a cicatriz é enorme!


- Sim, passei dois dias me sentindo muito enjoado e com dor de cabeça. Mamãe não entendia porque eu estava tão mal, mas também não desconfiou de nada. E George e Fred ficaram apavorados com a possibilidade de eu contar tudo pra ela.


- Você deveria ter contado.


- Eu deveria, mas não podia fazer isso.


- Por que não?


- Porque eles são meus irmãos, e irmãos protegem uns aos outros. Eles cuidaram de mim, eu não podia dizer o que aconteceu.


- Mas Ron...


- Não! Entenda uma coisa: eu fiz o que fiz porque os meus irmãos precisaram de mim e eu não queria decepcioná-los. Eu sabia que não era a coisa certa a fazer, mas foi necessário.


- Mas você poderia ter morrido ou ter tido alguma sequela mais grave.


- Mas não morri nem houve sequela alguma. Os enjoos passaram e eu fiquei bem. A cicatriz está aqui, mas eu pouco me recordo dela. Eu só me lembro disso porque sabia que os gêmeos estariam encrencados se eu tivesse dito qualquer coisa. Preferi protegê-los do meu jeito.


- Ron, você era uma criança, não precisava ter feito isso.


- Talvez por não ter irmãos, você não entenda muito bem, mas eu jamais faria qualquer coisa que prejudicasse os meus irmãos, ainda que eu não entendesse bem o porquê de estar fazendo aquilo.


- E você entende agora?


- Sim, entendo.


- Por que os acobertou, então?


- Porque é isso que uma família faz, Hermione. Protegemos uns aos outros, sempre. Tenho o mesmo sentimento em relação a você e ao Harry. Eu jamais faria nada que deixasse vocês em apuros.


- Ron...


- Não, eu preciso terminar. Hoje eu percebi que eu não fiz aquilo só porque eu não queria que o papai desse um castigo para os eles, eu queria que eles continuassem comigo porque eram os meus únicos amigos antes de a Gin nascer. E depois de ela ter nascido, eu ainda queria que eles tivessem certeza que poderiam contar comigo. Eu não queria ficar sem os meus irmãos. Eu queria que eles sentissem que podiam contar comigo sempre. E mesmo sendo alvo constante das brincadeiras, eu estava ao lado deles, tendo um pouco da atenção deles e fazer parte do mundo deles era o suficiente pra mim.


- Eu não sei...


- E hoje eu sinto que falhei. Meu irmão está morto, estirado numa maca lá fora porque eu não consegui protegê-lo como fiz quando era uma criança. Não consegui evitar a morte dele, Hermione. Por que ele? Por quê?


E uma nova onda de lágrimas rompeu dos olhos de Ron que apoiou a cabeça no peito de Hermione que o abraçava, tentando conter as lágrimas e a tristeza. O ar ao redor deles continuava pesado.


- Por que o meu irmão, Mione? Por que não eu? Quem liga para um desajeitado como eu? Não consegui fazer muita coisa até aqui, quase estraguei tudo com o Harry e agora eu tenho que ver minha mãe chorar pelo Fred e...


- Não repete isso, nunca mais. – ela segurava a cabeça dele entre as mãos, os olhos marejados e o olhar intenso, magoado até. – Eu... eu não quero que você repita isso de novo.


- Mas...


- Não Ron, não existe ‘mas’. Você tem de parar com essa loucura de que não tem importância, de que não vale a atenção de pessoa alguma. Fred jamais aceitaria que você pensasse isso de si, porque eu tenho certeza de que ele tinha muito orgulho do irmão que estava ajudando o Harry a acabar com Voldemort. – Ele tremeu. – Se fosse você no lugar dele, você realmente acha que o seu irmão estaria sentindo menos? Aposto que ele estaria fazendo as mesmas perguntas, e sabe por quê? Porque vocês são uma família, e apesar de toda a implicância, Fred e George te amam muito, Ron. Você não sabe como eles ficaram quando te envenenaram.


- Hermione, eu...


- Não, agora sou eu quem vai falar. – Ela secou as lágrimas teimosas e prosseguiu. – Não tem um dia sequer desde que a gente aparatou naquela floresta em que eu não pense nos meus pais, nos seus pais, nos seus irmãos, nos nossos amigos aqui em Hogwarts. Há muito tempo eu não sei o que é dormir sem ter pelo menos uma sombra de um pesadelo me atormentando, imagens toscas com todos vocês mortos. Você sabe o que é ter que conviver com os próprios medos e ainda ter de tentar pensar friamente o tempo todo?


- Eu...


- Todos os dias eu acordava e olhava para o céu e tolamente pedia proteção para os meus pais e o Harry, mas principalmente para você, com essa cabeça quente. Passei dias  horríveis depois que você foi embora porque eu tinha certeza de que teria a pior das notícias, a que não queria ouvir. E sabe por quê? Porque eu tinha a sensação de ter falhado com você, de ter sido fraca e obtusa quando mais precisava ter sido direta. Eu não sei o que você está sentindo, mas tenho uma ideia. Não sei o que está se passando no seu coração, mas sei que tá doendo agora e que talvez você esteja cheio de uma culpa que não é sua, Ron. Os gêmeos entraram nessa porque essa é a natureza da sua família, vocês jamais deixaram uma batalha sem muita luta. E não dá pra se culpar pela coragem de querer um futuro melhor. O Fred não ia aceitar esse discurso.


- Você não sabe disso.


- Eu sei sim.


- Hermione, não é assim, eu...


- Olha, para com isso. Infelizmente foi o Fred, antes fosse ninguém. Mas não me faça ter que conviver com o fato de que você queria morrer e...


- Eu jamais quis e não quero, mas dói demais.


- Eu sei...


- Por que não fui eu?


- Porque você tinha de ficar aqui comigo, pra gente ajudar o Harry. Você tinha que ficar comigo, Ron. Não consigo imaginar minha vida sem você e...


 


Ele a beijou; o gosto salgado das lágrimas estava misturado a um sentimento pesado de urgência. Ron a segurava pela cintura, apertando-a contra si. Hermione escorregou os dedos pelos cabelos dele antes de abraça-lo mais forte que em qualquer outra ocasião. As mãos dele alcançaram as costas dela e passaram pela blusa suja e chamuscada, tocando a pele quente e em um impulso, colocou-a sobre seu colo.


 


Hermione arrepiou-se inteira. Olhou para Ron – que a encarava tão intensamente a ponto de fazê-la tremer – e, seguindo uma vontade descontrolada, começou a puxar-lhe a camisa e, antes que percebesse o que estava acontecendo, Ron a tirou, revelando a pele pálida, o pelo ralo espalhado pelo peito e pela barriga, as cicatrizes que ela havia esquecido. Esqueceu-se, por um momento, de que estavam no meio de uma guerra, prestes a morrer. Levantou o olhar e viu o ruivo com os olhos ainda vermelhos, mas determinados, se aproximar mais uma vez e varrer qualquer pensamento de sua mente.


 


Fosse em outra ocasião, Hermione jamais teria puxado a camisa dele, nem Ron teria largado beijos quentes do pescoço até os seios dela, muito menos os teria tocado, enquanto a olhava nos olhos,  sem a mínima ideia do que fazer. Fosse em outra ocasião, ambos estariam talvez apenas imaginando o que estava agora acontecendo. Ron sentia seu sangue correndo rápido, o coração disparado e o corpo reagindo fortemente à visão e ao fato de Hermione estar sobre seu colo, sem blusa e sem sutiã. Hermione, por sua vez, não ouvia mais nada a seu redor, a não ser o som da respiração descompassada do ruivo em seu ouvido antes que dissesse palavras que ela não conseguia entender, mas que sabia o que significavam.


 


Ouviram vozes do lado de fora, vozes que os despertaram do feitiço em que haviam se jogado. Hermione olhou ao redor e percebeu o caminho que estavam trilhando e, muito a contragosto, decidiu que não era a hora, embora quisesse se perder para sempre nos braços dele. E o estranho desse pensamento é que poderia não haver um “para sempre”, ambos poderiam estar mortos ao raiar do dia.


 


- Ron, eu...


- Desculpa, eu não...


- Não diz que não queria, por favor? – ela parecia aterrorizada com a resposta que ele daria.


- É exatamente o contrário, você não faz ideia de como eu sempre te quis e sempre vou querer, mas... – ele levantou uma sobrancelha, um sorriso de canto no lábios e uma calma encantadora no olhar fizeram Hermione pensar mais uma vez se deveriam sair dali logo.


- Eu sei. Com sorte, a gente vai ter bastante tempo mais tarde.


- E depois disso também.


- E além.


 


O momento até não podia ser perfeito ou até mesmo um pouco embaraçoso,  já que ambos ainda estavam, como disseram mais tarde, meio desarrumados, mas a certeza absoluta de que seriam um pelo outro até o fim, fosse qual fosse esse fim, se instaurou dentro de seus corações e renovou a esperança quase perdida de um mundo livre de Voldemort. Olharam-se uma última vez, Ron se aproximou dela selando aquela promessa com um beijo e deixaram a sala de mãos dadas. Mais que isso, de almas unidas, fortalecidos e certos de que nada os separaria dali em diante.


 


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E enfim o penúltimo capítulo. Espero não demorar tanto para o próximo. Vou fazer o melhor para publicá-lo o quanto antes.

Obrigada mais uma vez pela leitura e um comentário salva um ornitorrinco.

Até a próxima!

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Comentários: 3

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Enviado por Tia Carolis em 02/02/2013

Olha!

Me atualizei!!!!!!!! O que dizer? Não acredito que está acabando! Uma das melhores fics que jpa li <3

Ficou lindo esse capítulo e os outros também, Bety! Por favor não demore a publicar o último (heartbreak) capítulo... Tô imaginando o quanto está dolorido para você escrever esse final, na verdade, deve doer muito, pq é como se fics se tornassem filhas, não é?

Aguardo ansiosamente.

 

Beijo

 

Nota: 5

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Enviado por Andye em 27/01/2013

Tudo de bom...

Nota: 5

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Enviado por Victória Ribeiro Souza em 15/01/2013

Perfeito!!!!!!!!!!!!!!!!
 

Nota: 1

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