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Visualizando o capítulo:

20. Os mais profundos segredos de


Fic: A decisão de Hermione Granger


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Gente, acho que terei que ficar minha vida inteira me desculpando com vcs pela demora em postar, é que fiquei atolada de coisas para fazer ai não deu.... mas ca estou com mais um capítulo, espero que gostem.... bjusssss

OBS: Thaiana e Gabriela Malfoy..... muito obrigada pelos comentários e prometo não demorar tanto.... bjussss


Capitulo 20 – Os mais profundos segredos de Snape


 


Eu fui matando os meus heróis aos poucos


Como se já não tivesse


Nenhuma lição pra aprender


 


Eu sou uma contradição


E foge da minha mão


Fazer com que tudo que eu digo


Faça algum sentido


 


Eu quis me perder por aí


Fingindo muito bem que eu nunca precisei


De um lugar só meu


 


Memórias


Não são só memórias


São fantasmas que me sopram aos ouvidos


Coisas que eu...


 


Eu dou sempre o melhor de mim


E sei que só assim é que talvez


Se mova alguma coisa ao meu redor


Eu vou despedaçar você


Todas as vezes que eu lembrar


Por onde você já andou sem mim


 


Memórias


Não são só memórias


São fantasmas que me sopram aos ouvidos


Coisas que eu nem quero saber!


 


Eu sou uma contradição


E foge da minha mão


Fazer com que tudo que eu digo


Faça algum sentido


 


Eu quis me perder por aí


Fingindo muito bem que eu nunca precisei


De um lugar só meu


 


Memórias


Não são só memórias


São fantasmas que me sopram aos ouvidos


Coisas que eu nem quero saber!


Nem quero saber!


 


Dessa vez Snape foi mais cuidadoso e pegou na mão de Hermione entrelaçando os dedos aos dela enquanto a levava de volta para o quarto onde estivera dormindo até aquela manhã. Dessa vez Hermione não tentou se desvencilhar da mão dele, afinal ele a conduzia com mãos de seda até o quarto que já estava arrumado, provavelmente pelos elfos e mais iluminado que antes já que o lustre estava aceso e as janelas abertas. Snape soltou a mão de Hermione e foi até seu armário. Hermione ficou a contemplar os quarto, ela não havia reparado antes, pois estava muito escuro, mas o teto era arredondado com afrescos belíssimos. Havia anjos voando de um lado para o outro, mas ao contrário dos anjos loirinhos, de olhos azuis e asinhas brancas que conhecemos normalmente, esses eram iguais ao menino que posava no quadro pendurado sobre a lareira que não havia visto antes. Os anjinhos tinham cabelos negros até o ombro, eram magrinhos e tinham a pele pálida, seus olhos eram negros como carvão e suas asas eram cinza e caídas. Eles voavam em volta de uma luz intensa e rezavam pedindo algo, tentando chegar a essa luz, mas fracassando e chorando. Era uma pintura bela e triste


- Eu mesmo pintei – Disse Snape atrás dela – Há muitos anos.


- São lindos – Disse Hermione vendo-o encobrir o rosto com um capuz, pois esquecera a varinha na sala do piano – Até quando se esconderá embaixo de capuz e feitiços?


- Até quando for necessário – Ele respondeu sem retirar a mão que Hermione estendeu tocando em seu rosto - Senhorita – Disse após alguns segundos segurando a mão dela e colocando algo em sua palma – Hermione, você me pediu a verdade, toda a minha vida está nesse quarto, não há mentiras ali.


  Hermione abriu a mão e viu uma pequena chave dourada em sua palma. Fechou-a novamente e trouxe a chave até o peito, estava carregando algo muito valioso.


- Divirta-se – Disse Snape saindo do quarto e fechando a porta


Hermione contemplou a chave e a porta correspondente, era uma porta normal como qualquer outra, mas era possível sentir que ela guardava segredos importantes a qual ela teria todo o acesso. Entraria ali? Essa pergunta martelava em sua cabeça, pois depois que atravessasse o batente da porta, estaria com a vida de Severus Snape em suas mãos, descobriria, não tudo, mas grande parte de seus segredos mais profundos, aqueles que ele jamais contaria. Ela seria a única a saber seus temores e desejos. A cabeça de Hermione girava com a noção de que ele confiava nela plenamente. Naquele momento Hermione estava com muitas dúvidas e sua mente lutava entre a curiosidade e o senso de privacidade. Mas ela não seria Hermione Granger se não tivesse uma curiosidade acima do normal. Decidida, ela colocou a chave na maçaneta e a virou destrancando a porta e entrando em quarto pequeno, mais ou menos do tamanho do seu de monitora. Havia uma pequena cama ao canto com lençóis vermelhos e um criado mudo com um porta-retratos, não era possível ver quem estava na foto daquela distancia. Após fechar a porta Hermione viu que haviam algumas prateleiras com diversos objetos espalhados.


Adiantando-se devagar ela olhou a primeira prateleira. Os objetos que ali estavam eram nada mais nada menos que utensílios usados no dia a dia. Havia por exemplo um pente, uma presilha, um lenço. Todos objetos de baixo ou nenhum valor, mas após olhar novamente, ela percebeu que abaixo desses objetos haviam pequenos pedaços de pergaminhos já cobertos pelo pó. Assoprando o pó de cima de um desses pergaminhos ela pode ler seu rótulo e conseguiu entender o motivo de Snape guardar aquilo naquele quarto. Ela pegou um pente velho e gasto, nada mais que um pente que ela jogaria fora por não prestar mais para os seus cabelos. Abaixo dele estava um pergaminho escrito


“Pente que Lily me deu no segundo ano quando perdi o meu”


Hermione passou para o próximo item, e para o outro, e para o próximo. Todos com alguma frase escrita


“Pergaminho com lição de feitiços que Lily esqueceu comigo”


“Mecha de cabelos de Lily que peguei escondido”


“Um sapato quebrado que Lily jogou fora”


“O papel de bala que Lily me deu na nossa primeira viagem no expresso de Hogwarts”


“Carta que Lily escreveu para mim nas férias do segundo ano”


Esse Hermione teve que pegar e ler, sua curiosidade era grande demais para que a deixasse ali pegando pó. Ela abriu o envelope e dentro estava uma folha de pergaminho conservada, o conteúdo foi escrito com uma letrinha bonita e nitidamente de uma criança.


 


Querido Sev,


 


Faz tempo que não nos falamos. Desde que terminamos a escola não o vejo mais.


Estou com saudades de você. Apesar de saber o porquê que não nos falamos, queria muito te ver.


Ainda lembro dos momentos que passamos juntos na escola, quando nos deitávamos no jardim, pois eu pedia já que você jamais gostou de sol, ou mesmo das horas passadas na biblioteca, quando eu ficava com frio daquele lugar e você me abraçava.


Sev...Sev... saudades daquele menino lindo e gracioso que você era.


Quem é você agora Sev?


Ainda mantêm aquele espírito doce que conheci ou mudou tanto que não te reconheceria se te visse?


Saudades.


Espero que ainda possamos nos ver.


Com carinho muito grande


Sua eterna amiga


Lily”


 


Hermione fechou a carta e a colocou de volta no lugar. Era linda demais para continuar em suas mãos. Ela continuou vendo os itens que tinha nas prateleiras, todas tinham haver com a mãe de Harry. Ela ficava imaginando por quanto tempo Snape ainda amaria Lillian Evans. Ela sabia do amor dele pela grifinória, pois Harry contou. As lembranças passadas para inocentá-lo foram modificadas tirando essa parte para que ninguém soubesse desse amor secreto, era particular demais para ser exposta ao mundo bruxo. Mas ela sabia apesar de nunca ter visto tal lembrança.


E qualquer coisa naquele quarto evidenciava esse amor que ele guardava há tanto tempo. Nas prateleiras, coisas que ela usava, coisas que ela deu a ele, que ele pegou sem ela saber sabendo que se pedisse ela não daria. Aquele quarto também era de certa forma relacionado à Lillian Evans, Hermione não sabia como, mas era. O quarto era de um tom rosa bem claro e era mais iluminado que qualquer outro cômodo da casa. Hermione se aproximou de uma parede cheia de quadros e viu a mesma pessoa em todas as fotos.


Cabelos vermelhos. Olhos verdes chamativos. Pele branquinha refletindo a luz do sol. Sorriso encantador. Eram todas as fotos tiradas em Hogwarts, todas incluindo somente ela e apenas duas onde Snape estava também. Em uma delas estavam os dois no jardim de Hogwarts, eram apenas estudantes, tão jovens quanto ela, Harry e Rony já foram. Na foto Lillian estava no jardim embaixo de uma árvore, deveria estar no terceiro ano e tentava fazer um relutante Snape sorrir para tirar a foto, coisa que ele não fazia, porém ficava vermelho após ela lhe dar um beijo casto na bochecha.


A outra foto era uma surpresa para Hermione, afinal, jamais imaginou ver um Snape adulto com uma Lillian adulta na cama do quarto rosa, sorrindo enquanto estavam deitados envoltos a lençóis brancos. Ele a abraçava por trás e beijava sua orelha, ela sorria com as caricias de Snape. Hermione sentia-se confusa. Entendia que eles fossem amigos quando criança, mas jamais soube ou imaginou que eles pudessem ter algo quando adulto. Principalmente porque Lillian era casada com James, então Snape não poderia estar na sua vida assim tão intimamente a não ser que...


- Oh meu Deus, ela traiu James.


Seu pensamento foi concluído ao ler a legenda que dizia “O dia mais feliz da minha vida”. Era obvio o que havia acontecido com os dois no dia que a foto fora tirada e Hermione sentiu-se perplexa ao saber, no fundo ela desejava que isso jamais tivesse acontecido, afinal ela o queria para si, mas era tolice achar que Snape jamais saíra com outra pessoa, nem que não tinha se deitado com outras mulheres. Tentando afastar esses pensamentos de sua mente ela devolveu a foto ao lugar dela em uma escrivaninha abaixo de um quadro pintado a mão. Lillian Evans mais uma vez. Hermione começava a sentir um desconforto em seu estomago.


O que realmente acontecera com eles? Qual era a verdadeira história que aconteceu depois que os dois terminaram Hogwarts?


As perguntas fervilhavam na mente de Hermione e como resposta, um compartimento no meio do chão se abriu e por ele subiu uma bacia de pedra com um liquido brilhante em cima de uma mesa cheia de frasquinhos coloridos, cada um rotulado com um número e um título.


Hermione pegou o frasquinho com o numero um.


 


“Eillen Prince – Memórias de Nárcio”


 


Hermione hesitou novamente um pouco antes de abrir o frasquinho e depositar o liquido na penseira.


A poção brilhou intensamente contrastando com o líquido da bacia. Giravam até que viraram um único líquido azul bem claro. Hermione chegou mais perto e olhou lá dentro. O que aquelas lembranças mostrariam afinal? A curiosidade mais uma vez falou mais forte e Hermione mergulhou de uma única vez sentindo que estava caindo, caindo e caindo. O liquido subia por suas veias dando-lhe arrepios. Até que finalmente parou. Hermione estava em um quarto escuro e grande. Tinha uma belíssima cama que ela já conhecia.


Era o quarto de Snape, mas estava diferente, não tinha seus livros espalhados nas poltronas e nem os lençóis com um belo S bordado. O quarto era todo preto com detalhes em dourado.


Hermione quase pulou de susto quando entrou uma mulher batendo a porta ao passar. Ela era simplesmente linda, ao seu ver. Seus cabelos eram extremamente pretos iguais aos de Snape, escorridos até sua cintura. Ela poderia dizer que aquela mulher deu seus olhos à Snape devido a serem tão iguais. Mas ela não tinha traços que lhe lembrassem seu querido e detestável professor. Ela mexia em seu armário procurando uma roupa diferente. Vestiu um lindo vestido preto com detalhes verdes.


Estava bela.


Hermione ficou parada no canto do quarto quando viu a mulher abrir a porta do quarto com rispidez.


- O que está fazendo aqui Nárcio? – Perguntou à um menino que a olhava pelo buraco da fechadura.


- Nada – Ele cruzou os braços em frente ao corpo – Você vai se encontrar com ele novamente não vai?


- Não interessa


- Interessa sim, vai nos expor, vai nos colocar em perigo.


- Ele não é perigoso. Agora saia da minha frente.


- Eillen, não fala isso.


- Já fiz Nárcio.


Eillen saiu do quarto e fechou a porta, no mesmo instante Hermione sentiu-se ser puxada pelo umbigo e todas as imagens se retorceram e sumiram até que finalmente tudo voltou ao normal e ela se viu em uma rua escura e suja. Um rio passava ao lado. Não havia iluminação, não havia uma única alma naquele lugar. Ela olhou para o lado e lá estava Nárcio com seus belos cabelos pretos até o ombro espionando Eillen que andava rápido pelas ruas escuras. Ela virou em uma esquina e Nárcio a seguiu tentando não ser visto.


Rua da Fiação dizia a placa pendurada em um poste. Uma vila trouxa. Eillen usava um manto com capuz impedindo que qualquer um visse quem ela era. A mulher parou na frente de uma casa com a frente feia e acabada. Havia uma luz acesa lá dentro e alguém que caminhava no que parecia ser uma pequena sala. Lá dentro Hermione viu Eillen beijando apaixonadamente um jovem com cabelos castanhos. Quando se separaram Hermione se surpreendeu com a semelhança dele com Snape. O mesmo nariz, o mesmo formato de rosto. Somente os cabelos e os olhos eram diferentes. Agora entendia o porquê de Eillen se apaixonar por Thobias Snape.


Mais uma vez tudo mudou e em seguida ela estava novamente naquela casa acabada, mas desta vez não havia beijo apaixonado, nem mesmo um olhar de carinho.


- Como você pôde?


- Acha que fiz isso sozinha?


- Você é uma bruxa Eillen. Deveria ter impedido isso.


- Eu sou uma bruxa sim, mas não tenho como impedir uma gravidez Thobias. Aconteceu e você também teve culpa nisso.


- Não me culpe por nada Eillen, tive menos culpa que você que tinha que ter se cuidado, mas como você mesma disse, agora já está feito.


- Exatamente por isso que vim até aqui. Meu pai mandou lhe entregar isso.


Ela estendeu um pergaminho que Thobias pegou relutante. Ele leu em poucos momentos e pareceu furioso com isso.


- Teremos que nos casar?


- Sim


- Mas eu não quero, não quero casar com você, não quero ter esse filho.


- Mas será preciso, caso o contrário minha família te caçara e você será condenado a morte. Está no pergaminho.


- Eu sei, eu li. Mas isso não tira o fato de que eu não quero ser seu marido e não quero essa criança. Ele não é meu filho e você não é minha esposa.


As lágrimas começaram a descer pelo rosto de Eillen e um rosnado saiu da garganta de Nárcio, mais uma vez escondido bisbilhotando a irmã, o menino fechou os olhos e tudo sumiu.


Hermione voltou para o quarto na mansão de Snape. A penseira estava ali, parada, seu líquido transparente como água. Ela respirava forte e segurava o frasquinho que acabara de ver. O colocou no devido lugar e pegou o segundo.


“Meus primeiros anos – meu sofrimento”




 

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Comentários: 2

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Enviado por Ninah em 14/12/2012
Nossa ta muito legal ! A lílian traiu o James? Que descarada essa lílian. espero ansiosa pelo próximo capítulo.
Nota: 5

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Enviado por Thaiana Tolkki Snape em 14/12/2012

Acredita que eu fiquei com raiva da Lily ao ler essa parte do quarto? Peguei um abuso tão grande dela que fico nauseante só de pensar nela com meu Sevie, sejam como crianças ou como adultos. Posso até tentar evitar isso, mas é mais forte que eu. É o mesmo que sinto com algumas POs, não engulo qualquer uma com ele. São poucas as mulheres dignas do meu Morcego /falomesmo

Quero mais memórias pra ver, então atualize, Aninha *O*

Nota: 5

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