Hogwarts! Estava cansado daquilo, era meu sexto e último ano, depois disso, eu iria servir ao Lorde das Trevas, não precisava aguentar essas bobagens de aulas, e professores, o que importava realmente, era o que ele iria me ensinar, o Lorde das Trevas.
— Merda! Estou atrasado. Crabbe! Goyle! Zabini! Vamos logo, querem tomar detenção? Temos aula com a velha da McGonagall.
— Relaxa Malfoy, por que você está preocupado? Você mesmo disse que é seu último ano, vai fazer diferença pra você?
— Que seja, só vamos logo pra assistir essa desgraça de aula.
Saímos das masmorras, e fomos para a sala da McGonagall, ótimo, aula com a Grifinória, era tudo o que eu não precisava. Ter que aguentar aquele Potter, e o Weasley, e pior ainda, a Granger. Como eles me deixam nervoso. Aquela bicha do Potter, sempre fazendo o que é certo, sempre defendendo os amigos, tudo bem, vamos ver se isso vai importar quando o Lorde das Trevas colocar essa escola abaixo e enterrar o Potter e seus amiguinhos junto com ela.
— Vocês estão atrasados Malfoy, Crabbe, Goyle, Zabini! Vou retirar 5 pontos da Sonserina pelo quinto atraso desse mês.
— Diga pra alguém que se importe – gritei, ultimamente qualquer coisa me deixa furioso, não é tão normal essa raiva, mas eu preciso redirecioná-la para alguém, ou então vou explodir, mas logo percebi que a McGonagall não foi uma boa escolha.
— Detenção Sr Malfoy! – ela gritou também, velha ordinária
— Ah! Que se foda – entrei para a sala de aula, sentei atrás do trio perfeito, e esperei a velha fazer alguma coisa.
— Vocês três, façam o favor de se sentarem – os três caminharam para a minha carteira, e se espremeram — Malfoy! Por favor, queira se retirar, vá esfriar a sua cabeça, a Srtª Granger irá acompanha-lo.
— O que? Você fumou? – gritei antes que o bom senso aclamasse alguma coisa, se bem que na ocasião, ele não serviria muito, olhe só o que ela está dizendo, para a sangue ruim me acompanhar! — Não obrigado, prefiro ficar sozinho.
— Modos Malfoy! Ela irá acompanha-lo sim, estou dando uma ordem, e também porque ela fará uma tarefa pra mim – ela disse num tom severo como só ela conseguia fazer.
— Que tarefa? – perguntei rapidamente, antes que ela fizesse mais alguma coisa
— Receio que não seja da sua conta, Malfoy – respondeu a garota, com o seu ar de superioridade, como se fosse uma bruxa com uma recém-descoberta nas mãos, sempre assim, era o jeito dela, isso me irritava.
— Receio que ninguém tenha falado com você, Granger – eu respondi, tentando imitá-la, o que provocou alguns risinhos dos meus colegas. E isso até melhorou o meu humor, tirar sarro com a cara da sangue ruim.
—Basta! Vocês estão tomando tempo da minha aula, por favor, saiam logo – interrompeu a velha
Eu deveria lançar uma maldição em todos eles, para que não pudessem falar, ou se mover, sim, seria bom, ter um pouco de paz.
— Malfoy, você deve ajudar a Srtª Granger na tarefa, ela precisará de um esforço masculino – a professora McGonagall tinha uma forma diferente nos lábios, parecia um sorriso
Velha desgraçada. Esforço masculino? Ora essa, quer que eu coma a sangue-ruim? Soltei uma gargalhada sem querer.
— Do que você está rindo? – a menina perguntou, num tom ríspido, dava pra entender que ela sentia nojo de mim. O que é uma ironia, pois, ela é que é a sangue-ruim aqui.
— Não é da sua conta. Não posso rir quando quero mais? Será que tudo tem que fazer sentido no seu mundo perfeitinho? – eu gritei com ela sem saber o porque, aliás, ela seria uma ótima pessoa para descontar a minha raiva
Antes de começar as aulas, o Lorde das Trevas me deu uma tarefa, da qual eu não poderia fugir, eu teria que matar Dumbledore, acham que eu sou burro, eles pensam que não sei o porque disso tudo, o Lorde das Trevas só quer descontar na minha família o fracasso do meu pai no ministério, puta que pariu, como isso me deixa com raiva, sinto vontade de quebrar qualquer objeto na minha frente, ele acha que eu não sou capaz, ele está me usando! E ela estava lá, no ministério da magia, ajudou o Potter, com os Weasleys, a menina esquisita e o garoto Longbottom, bando de palhaços, mas a Granger, esse jeito dela, isso me deixa com raiva, ela seria um ótima escolha para descontar a minha raiva. E foi o que eu fiz.
— Eu não te entendo Granger, você acha ótimo isso tudo – eu comecei.
— Isso tudo o que Malfoy, olha se vai começar a me insultar... – não deixei que continuasse
— Ser uma grande sabe tudo, não vê que é irritante? Eu acho que até sei por que você é assim, você se sente excluída e menosprezada, por ser nascida trouxa, por não ter sangue bruxo nas veias, você sabe que, há quem diga, que tipos como você, nem bruxos são, e você sabe muito bem disso – eu estava conseguindo, ela estava ficando vermelha, mas não de vergonha, de raiva – e é por isso, que você tenta compensar todo o fato de ser sangue ruim, estudando, se obrigando a saber cada detalhe da história dos bruxos, e de tudo que possa chegar ao seu alcance – era isso! Eu não poderia parar agora, tenho que continuar a irrita-la – mas saiba que você não passa de uma...
Ela me interrompeu com um soco na cara, filha da mãe, ela pegou a varinha, e estava me empurrando para uma porta, entramos em uma daquelas salas abandonadas do lado leste. Eu tinha pegado a minha varinha, e estava esperando alguma ação da garota, mas ela estava de costas, chorando. Ora essa, me dá um murro na cara e depois começa a chorar? Meninas... choram por tudo.
— Isso, chore mesmo, lamente o fato de ser assim, é só o que pode fazer, nada vai mudar isso, você sempre vai ser uma sangue ruim – fiz questão de pronunciar as últimas palavras bem devagar, mas irrita-la não me deixou tão satisfeito quanto pensei, na verdade, eu sentia algo que não me agradava, sentia lá no fundo, um pouco de pena. Não o suficiente para me desculpar, é claro, isso nunca, mas o suficiente para que eu pudesse dizer:
— Err, tudo bem? – perguntei, incerto da resposta ou do ato que ela faria em seguida
— Tudo bem? – ela gritou, os olhos vermelhos, bochechas arroxeadas, o rosto todo molhado, e mais lágrimas caindo — Você fala todas essas coisas horríveis pra mim, e depois pergunta se está tudo bem? Vai à merda garoto!
Ela gritou muito alto, e estou impressionado com o palavrão que ela pronunciou, será que ela sabe o significado? Penso que sabe, não é ela a grande sabe tudo?
— Olha só Malfoy – ela continuou apontando o dedo na minha cara, vadia! – sei muito bem como você é, sei que me odeia, sei que você não aceita que eu seja uma nascida trouxa, e sei que isso o deixa com raiva, mas o que você me disse – continuou com uma voz de choro, quase inaudível – não é coisa que se diga a ninguém! Você não pode ficar simplesmente no seu canto? E guardar suas opiniões pra você mesmo, ou para os seus coleguinhas? Você acha realmente necessário falar isso tudo na minha cara? Sem a menor sensibilidade. Lamento te informar Malfoy, sendo nascida trouxa ou não, eu tenho sentimentos! – ela gritou tão alto, um pássaro que estava na árvore do lado de fora da janela voou. E nesse momento em que eu me distraí olhando para fora, a garota saiu pela porta antes que eu pudesse dizer mais alguma coisa.
Eu saí logo atrás dela, e fui para o meu dormitório, tirei toda a minha roupa, e me lancei embaixo dos lençóis. Eu precisava dormir, mas não consegui, fiquei pensando naquela garota berrando, suas lágrimas escorrendo, sabe que, até que ela estava menos feia do que quando éramos mais novos, e ela tinha aqueles dentes gigantes, e o seu cabelo era muito mais descontrolado do que agora. O que ela dissemesmo? Que eu não tenho sentimentos! Mas que merda, é claro que eu tenho sentimentos, só não sou obrigado a usá-los com ela, Granger, sangue ruim, desde quando ela precisava da minha educação? Pelo que sei, ela sempre me odiou também. Foda-se tudo isso, eu quero dormir, e é o que farei. Durante o sono, tive sonhos, com o Lorde das Trevas matando minha família, com a Granger dizendo que eu era um idiota e depois me lançando uma maldição.
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Nota do autor: Pra você que leu o primeiro capítulo e gostou, peço que comente, postarei o próximo o mais rápido possível. Leiam a minha outra fic: Alvo Potter e o Retorno dos Marotos.