Cap. 18 Herdeiro de Grifinória
- Levanta molenga – disse Aluado sacudindo Harry.
-Ahnn, o quê, que foi? Ah e você, Aluado - disse Harry, esfregando os olhos sonolento.
- Anda Pontas, hoje é o grande dia e hoje que você começa em Hogwarts, então vamos tomar um café reforçado e nos apressar para você não perder o trem já, está quase na hora - disse Aluado se retirando.
- Certo, já já desço – Disse Harry se escondendo novamente debaixo do cobertor.
Remus já estava no umbral da porta quando viu que o garoto ia enrolar para se levantar.Deu um sorriso maroto e, com um movimento de sua varinha, uma onda de água foi em direção à cama de Harry, molhando-o todo.
- Que é isso? Ah essa vai ter troco Aludo - disse um Harry muito mal humorado, levantando de um pulo.
Não tendo mais como ficar na cama, foi tomar seu banho, que demorou bastante. Apenas para irritar o amigo ficou uma hora na enorme banheira de hidromassagem de seu quarto, depois colocou uma calça jeans e uma blusa branca simples com uma jaqueta marrom, onde guardou sua varinha e seguiu preguiçosamente para tomar café.
Quando chegou à sala onde estavam acostumados a fazer suas refeições, Remus estava em um sofá lendo um jornal com raiva e murmurando coisas que o garoto não escutou.
Harry estava pensando que era a melhor hora de retribuir o favor de mais cedo, pois ele estava distraído, e com um movimento de varinha disse baixinho – Aquosa – e um jorro de água saiu de sua varinha deixando um Aluado encharcado bufando mais ainda e um Harry gargalhando da cara do amigo.
- Muito engraçado, Pontas, eu mereço isso mesmo por ensinar um filhote de maroto “pouco insistente” a fazer alguns truques - Disse Aluado, e com um feitiço não verbal se secou, e ao jornal também.
- Não é para tanto, e pode tratar de me ensinar como se seca assim viu, pois esse feitiço, se você não se lembra, não foi você que me ensinou, eu aprendi sozinho de tanto você usar isso para me acordar – disse Harry se sentando ao lado de um pensativo Aluado.
- Sabe, Pontas, se eu te ensinar perde toda a graça, você nunca mais ficará com aquela cara furiosa, igual de cachorro molhado, e eu não ia querer isso – disse rindo da cara de eu te mato de Harry.
- Ai, ai que graça espere as férias pra você ver. Vou aprender uns truques novos na escola e vou testar em todo pulguento que passar em minha frente - disse Harry rindo.
- Isso é uma ameaça Pontas?- perguntou Remus entre risos.
- Claro que não, eu nunca te ameaçaria, você sabe disso – disse um Harry fingindo ter ficado ofendido.
- Ah bom, pois não se deve ameaçar um maroto e esperar se safar ileso - disse Aluado.
- Isso não é uma ameaça, é uma promessa - disse Harry tentando, de toda maneira, ficar sério, mas sem muito sucesso. Mas me conta o que você estava resmungando para o jornal, caso você não saiba ele não te responde – falou sarcástico.
-Veja você mesmo - disse Remus entregando-lhe o jornal.
Profeta diário
Herdeiro de Slytherin vai para Hogwarts.
Hoje, dia 10 de março, inicia-se o ano letivo em Hogwarts, e um novo aluno chama a atenção da sociedade bruxa, que está inquieta, pois se trata de Harry Potter (11), descendente de Salazar Slytherin, o mesmo garoto que, com 10 anos de idade, assassinou 11 bruxos e deixou mais 7 inconscientes, sem ao menos recorrer à magia. Venho nesta reportagem, alertar as autoridades para que acompanhem de perto esse garoto, pois sua família já deu muito trabalho ao mundo bruxo, e como cidadã bruxa, sou a favor de nunca ensinar magia ao garoto e cortar logo o mal pela raiz.
Rita Skeeter
- Mais uma dessa Rita. Será que ela não se cansa de me perseguir? Se não me engano, é a quinta reportagem sobre mim e porque ela colocou bruxos e não lobisomens descontrolados atacando os Weasley. – disse Harry amassando o jornal indignado.
- Você não pode deixar essa mulher nem ninguém te importunarem por suas origens, Pontas, eles também não davam folga para o seu pai, e foi o verdadeiro caos quando ele foi selecionado para a Grifinória, muitos o perseguiram no início até ver que ele era gente boa, mas uma coisa e certa: ele nunca abaixou a cabeça pra ninguém, e você eu tenho certeza que também não irá.
- Pode ficar tranqüilo, Aluado, isso ai não vai me fazer mal nenhum, pelo contrário, pois quem se aproximar ou se afastar de mim por causa do meu sangue não merece minha amizade. – disse Harry sério.
- Eu não canso de falar que você me surpreende a toda hora. Queria eu ter sua cabeça com sua idade, ia ser bem mais feliz e não teria me metido em tantas furadas. - disse Remus rindo. Agora tome seu café ou vamos nos atrasar.
- Harry Potter senhor, bom dia - disse Dobby.
- Mestre Harry Potter, bom dia - disse Wink
- Bom dia Dobby, Wink - disse Harry se sentando à mesa e ficando de frente para Remus no sofá.
- Nós vamos de quê Aluado? - perguntou Harry, enquanto era servido por Dobby.
- Você que sabe. - disse Remus se sentando à mesa e sendo servido por Wink.
- Vamos de moto, eu vou dirigindo - disse Harry animado.
- Pensei em ir de táxi - disse Remus tirando sarro da cara de Harry, pois depois que aprendeu a dirigir a moto de seu pai uma harley-davidson muito grande, para todo lugar que iam tinha que ser nela, e com Harry dirigindo.
- Então por que me perguntou? - disse Harry embirado.
- Ok, não tá aqui mais quem falou -disse rindo da cara de Harry - Mudando de assunto, Harry, tenho uma novidade para te contar, mas não sei se faço uma surpresa. – disse Lupin misterioso.
- Fala logo, será que é uma epidemia e todo mundo fala as coisas agora por enigmas? Pode ir parando, já basta o Dumbledore – disse Harry passando geléia na torrada .
- Ah eu bem que queria ver sua cara de espanto, mas eu to tão feliz que acho vou te contar.
- Ah vai, será que esse ano ainda?- debochou.
-Você hoje tá heim?
- Será que é por causa de um pulguento que me encharcou logo cedo e me fez acordar com os dois pés esquerdos? Não, imagina se é isso... – disse Harry sarcástico.
- Pois vai ficar curioso, porque não falo mais nada – disse Remus contrariado, pois estava doido pra contar a novidade.
- Fala a verdade Aluado, você não queria contar desde início – disse Harry com indiferença.
- Eu tô doido pra contar, não tá vendo?- disse Remus mais contrariado ainda.
- Então desembucha – disse Harry mordendo a torrada.
- Eu não devia, mas vou falar.
- Esse ano?- disse Harry rindo da cara de assassino do amigo.
- É esse ano. –nessa hora caiu a ficha de que o garoto tava enchendo ele e começou a rir mas antes catou sua varinha e disse – Aquosa.
- Pulguento safado, eu te pego - disse Harry catando a varinha e apontando para Remus, que ria de se acabar.
- Oora.. Pontas... você não queria que eu te ensinasse a se secar ?- perguntou Remus em meio a gargalhadas, de um Harry vermelho de raiva.
- Para se secar e só girar em meia-lua a varinha para a direita do alvo e falar - Evanesco Aquosa.
- Evanesco Aquosa – Harry conseguiu de primeira.
- Ótimo, Pontas, muito bom mesmo. Vejo que terei um bom ajudante na minha aula . – disse Lupin sorrindo.
- Aula, que aula Aluado? – disse Harry, feliz por não estar mais molhado e ter aprendido um truque muito útil, pelo fato do amigo adorar acordá-lo de maneira nada ortodoxa.
- Esta é a novidade. Parece que o professor de defesa contra as artes das trevas, um tal de Quirrel, pediu licença-prêmio e vai ficar três anos de férias. Sendo assim, Dumbledore me convidou para lecionar, não e ótimo ?- disse um Aluado muito feliz.
- Ótimo Aluado, você vai ser meu professor não podia ser melhor e meus parabéns! –disse Harry abraçando o amigo e sorrindo.
- Sabe, eu sempre quis ser professor, é um sonho que vou realizar – disse Aluado radiante .
- Como devo te chamar agora? – disse Harry com um sorriso maroto.- Hum... o que você acha de te chamar de Professor pulguento? – disse rindo da cara do amigo.
- Sabe, Harry, acabo de me lembrar da missão que o Pontas te deixou, e quero lhe lembrar que professores podem dar detenções, e como maroto conheço as piores – disse Aluado sério.
- Isso é uma ameaça prof. Pulguento ?
- Nunca, Pontas, é uma promessa – disse Aluado rindo.
- E me chame disso na frente de alguém que estará encrencado mocinho – disse Aluado, e com um movimento da sua varinha molhou Harry todo.
- Ora seu... – Aquosa – disse Harry, também molhando o amigo.
Dessa vez Harry não achou ruim de ser molhado, achou engraçado pois sabia como se secar sem problemas. Ficaram nessa guerra de água por um bom tempo sendo que sobrou até pra Dobby uns 2 jatos de água .
Chegaram à estação e deixaram a moto no estacionamento em frente, depois seguiram para a plataforma 9 3/4. Lá despacharam as malas e seguiram à procura de uma cabine .
- Pontas, eu tenho que ir para cabine dos professores. Procure uma cabine para você, tudo bem?
- Claro.
Harry achou uma cabine vazia já no final do trem. Sentou-se na janela e ficou vendo a correria dos bruxos atravessando a barreira e se despedindo dos filhos, e pensou como seria se seus pais estivessem vivos. Estava nesses pensamentos quando a porta e aberta pelos Weasley .
- Oi testa rachada – disse Fred rindo
- Oi filhote de trasgo – disse Jorge
- Oi Harry - disse Rony, seguido de Carlinhos e Guilherme.
- Oi para todos – disse Harry, sorrindo por rever os amigos.
- Harryzinho vai começar na escola...
- E Fred, ele tem que tomar muito cuidado...disse Jorge.
- Têm alunos que adoram pregar peças...
- E nós não podemos deixar que...
- Preguem peças no Harryzinho.
- Sei, mas podem ficar sossegados, eu já conheço os dois piores pestes do colégio, e se não me engano sobrevivi a eles não foi ?- disse Harry sério.
- Infelizmente, caro irmão - disse Jorge
- Realmente...
- Temos que concordar com ele.
Nisso todos riam das palhaçadas dos gêmeos.
- Em que ano todos estão? – perguntou Harry.
- Rony, como você, está entrando no primeiro, os dois pestes aí estão no segundo, Percy no terceiro, Carlinhos no quarto e eu no quinto – disse Gui.
- Gui, é verdade que vai ter vaga no time? perguntou Fred.
- Para batedores e apanhador esse ano?- pergunta Jorge.
- É verdade sim, os batedores e o apanhador se formaram ano passado. Por que, estão interessados?- perguntou Gui.
- Claro...- disse Fred.
- Que sim.-disse Jorge.
- Opa, sendo assim eu também quero, adoro quadribol. Claro, se eu entrar na Grifinória - disse Harry
- Vocês têm vassouras ?- perguntou Gui.
- Pior que não - disse Fred infeliz.
- E as nossas de casa nem se pode chamar de vassouras- disse Jorge desanimado.
- Eu tenho algumas excelentes, eu empresto na boa – disse Harry aos eufóricos ruivos, que na mesma hora começaram a cantarolar e fazer uma dança muito engraçada.
- Testa rachada... - disse Jorge.
- Filhote de trasgo... - disse Fred.
- Quatro olhos...
- Porco espinho...
- Mas ele é meu amigo...
- Não Jorge, ele é meu herói.
- Hahaha, que engraçado, me colocam esses apelidos e eu sou amigo, ainda. Se eu fosse inimigo, nem quero pensar - disse Harry fingindo assustado gerando mais gargalhadas de todos.
Foram a viagem toda conversando sobre quadribol. Harry garantiu que mandaria uma coruja na manhã seguinte, logo cedo, pedindo para Dobby enviar cinco vassouras para eles. Gui e Carlinhos já eram do time, mas suas vassouras não ajudavam muito, e como Harry tinha algumas melhores, tentou dá-las de presente, mas só aceitaram emprestadas.
Quando desceram do trem, uma figura se destacou na multidão, o grande amigo de seus pais, Hagrid, estava gritando e gesticulando com os braços:
- Alunos do primeiro ano, deste lado...
- Alunos do primeiro ano, aqui comigo ...
- Alunos do primeiro ano.
- Oi Hagrid – disse Harry chegando perto do amigo
- Oi Harry – disse o meio gigante dando um abraço quebra costelas no garoto.
- Hagrid.., pára...ai..quer me matar ?- disse Harry massageando as costelas.
- Ops, me desculpa Harry – disse Hagrid envergonhado.
- Hahaha eu tava brincando, dessa vez você pegou leve – disse rindo do enorme amigo todo corado.
- Ora seu pestinha.. HAhaha... você me enganou mas teve quem puxar- disse Hagrid rindo, bagunçando mais ainda os cabelos do garoto.
- Poxa Hagrid, eles já são bagunçados sem sua ajuda - disse Harry tentando domar os cabelos.
- Vamos deixa de ser fresco e entre naquele barco, vamos atravessar o lago - disse rindo do esforço inútil de Harry com os cabelos.
- Certo, mas por que os outros estão indo de carruagens - disse apontando para elas.
- Os alunos do primeiro ano chegam a Hogwarts pelo lago, é uma tradição muito antiga, mas fique sossegado, é bastante tranqüilo quando não está chovendo e você verá a melhor vista do castelo. - disse Hagrid entrando em um barco bem maior que os outros.
Harry estava maravilhado com a beleza do castelo. Estava comentando com Rony em um corredor que dava aceso ao salão principal, onde a Prof. Minerva explicou como seria a seleção, quando um garoto se intrometeu no assunto deles .
- Olá Potter, meu nome é Draco Malfoy - disse estendendo mão para ele.
- Todos da família Malfoy sempre ficaram na casa da Sonserina, casa da qual você é descendente e para a qual com certeza irá.
Harry, logo de cara, não gostara do garoto. Apertou a mão para não ser mal educado, mas quando o garoto disse que ele ia para Sonserina, tirou rapidamente a mão e fechou a cara .
- Você não vai demorar a descobrir que algumas famílias de bruxos são bem melhores que as outras. Você não vai querer fazer amizade com as ruins. E eu posso ajudá-lo nisso - Disse Draco com o nariz empinado.
- Malfoy ?- disse Rony rindo do garoto.
- Acha o meu nome engraçado, é? Nem preciso perguntar quem você é. Meu pai me contou que na família Weasley todos têm cabelos ruivos e sardas, e mais filhos do que podem sustentar. Disse com cara de nojo.
Rony já ia partir para a briga quando chegou Filth, o zelador, e mandou os garotos entrarem no salão e pararem no meio do corredor.
Muito contrariado seguiram Harry e Rony, pois se o zelador não chegasse Draco apanharia dos dois, já que Harry tomara as dores de Rony no mesmo instante, ainda mais com Malfoy fazendo cara de superior para eles.
- Quando eu chamar o nome de vocês, virão até aqui na frente e se sentarão nesse banco, onde serão selecionados – disse Profª. Minerva apontando para um banquinho ao seu lado.
- Zabini, Blás – Profª. Minerva
- Sonserina - Chapéu Seletor
Muitas palmas da Sonserina se fizeram ouvir
- Malfoy, Draco
- Sonserina.
Muitas palmas da Sonserina se fizeram ouvir, junto com alguns gritos.
- Thomas, Dino
- Grifinória.
Fora a vez da Grifinória aplaudir.
- Weasley, Rony
- Grifinória.
Grifinória fez uma festa sem tamanho para receber outro Weasley.
- Bulstrode, Emília
- Sonserina
Mais palmas da Sonserina.
- Granger, Hermione
- Grifinória
Mais palmas da Grifinória, palmas estas que, ao contrário das outras, parou na mesma hora em que a prof. Minerva falava.
- Potter,Harry
Harry seguiu o caminho ate o chapéu muito nervoso, pois todo o salão cochichava e apontava para ele. Quando finalmente chegou ao banco e colocou o chapéu em sua cabeça, o chapéu começou a falar com ele .
- Hum... difícil... muito... difícil mas não cabe a min escolher a sua casa, pois herdeiro de três dos quatro você é. Em qual casa irá você terá que escolher, apenas um aviso irei dar. Se Sonserina escolher, grande poderá ser. Se Corvinal escolher sábio poderá ser. Se Grifinória escolher, seguido poderá ser. Mas lembre-se, não é a casa que escolherá suas conquistas, mas as suas escolhas.
- Eu quero ir para a Grifinória - pensou Harry.
-Se é assim que deseja, assim será...
Muitos anos se passaram desde que fui criado pelos quatro grandes de uma época distante, e hoje pela primeira vez seleciono um herdeiro responsável pelos seus atos, sendo assim eu digo:
- Harry Potter, herdeiro de Grifinória !!!- gritou o chapéu seletor a uma platéia embasbacada .

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