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26. Traição.


Fic: Aventura no Brasil - Pós Horwarts... Ação e Mistério!


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CAP-17 – O Mapinguari







CAP-26 – Traição.





Xingu,





 



Harry e Rony rapidamente desviaram sua atenção de Malfoi para o Curupira idoso parado à entrada da cabana. Com um aceno de cabeça ele os convidou para fora.



Eles saíram, Miranda ficou na porta vigiando junto aos guardas enquanto os outros quatro acompanhavam o Curupira até um pouco mais à frente.



- Me foi dito que gostariam de levar uma Ekoporanga Iuka junto com vocês para fora da floresta. – Disse a criatura.



Rony e Harry concordaram esperançosos.



- Vocês sabem que, pelas leis do seu povo, essa planta está proibida de ser cultivada, comercializada ou adquirida de qualquer outra forma.



Nosso povo tem um acordo não oficial e muito antigo com os bruxos, deixe explica-los melhor:



Tem muito tempo que seu povo perdeu o conhecimento dessa e de outras plantas mágicas... É um conhecimento perigoso, que somente os pajés mais antigos ainda possuem. Na verdade talvez só duas ordens de Pajés ainda transmitam esse conhecimento... Essas duas ordens sempre viveram em conflito nessas terras, por suas filosofias distintas... Mesmo antes dos trouxas europeus chegarem, eles já disputavam a hegemonia sobre vários territórios.



Esses eram a Ordem dos Tuiasu e a ordem dos Iaguara...



Nesse instante Lina interrompeu o curupira – Iaguara? – Disse ela, confusa e surpresa.



Sim Iaguara... O último deles causou grandes transtornos aos povos mágicos dessa região, Um aldeia de curupiras inteira foi devastada, mais ao sul. Os Iaguara sempre foram sedentos por poder, por séculos se achou que eles tinham desaparecido. Até surgirem de novo à vinte anos atrás. Os Tuiasu são mais sábios e gostam da harmonia, acham que a magia deve manter as coisas equilibradas. Mas também são misteriosos, eu diria.



O que importa é que os Iaguara cometeram muitos atos hediondos, mesmo em tempos de paz. Os Tuiasu, após derrota-los decidiram manter certos conhecimentos escondidos e destruir outros que consideravam perigosos. Nós temos muito mais conhecimento do que qualquer ordem de pajés, especialmente no que se refere a flora e a fauna mágicas. Mas concordamos em não passar esse conhecimento a outros bruxos. Vinte anos Alguns de nós esqueceram dessa promessa e pagaram caro.



Por tanto mesmo que uma planta dessas tenha sido retirada daqui e obviamente ter sido utilizada para fazer mal à alguém. Eu preciso consultar um conselho de curupiras para decidir se dou a vocês outra planta ou não.



- Você pode apenas nos dizer onde encontra-la – Quase suplicou Rony.



O curupira mais uma vez não entendeu o idioma do rapaz e Emílio teve que traduzir.



- Os humanos que vieram antes encontraram... Não é difícil encontra-la de novo, basta ter o conhecimento. Mas se vocês tentarem retira-la sem a devida autorização, serão severamente castigados. Peço que aguardem minha resposta.



Ele olhou para os lados como se procurasse algo, depois deu uma espécie de assobio, e num minuto seu porco do mato saiu da floresta em frente ele montou e sumiu galopando para longe.



- Droga, Harry! – disse Rony – Não saio daqui sem a flor!



- Eles estão nos enrolando – disse Harry também perdendo a calma.



- Vocês tem que ficar calmos e não fazer nenhuma besteira – Disse Emílio – Vamos esperar a resposta deles.



Os três mergulharam numa discussão, enquanto Lina permanecia calada e pensativa. Ela analisava as palavras do Curupira: Então Iaguara também era uma ordem de Pajés que foi considerada extinta... E ainda eram inimigos da Ordem Tuiasu da qual o Vice Ministro era o último membro. O Bruxo das trevas que se auto intitulou Iaguara provavelmente pertence a essa tal ordem.



Seus pensamentos foram interrompidos, pois uma animal muito veloz saltou do mato. Bem em frente ao guardas curupiras e Miranda.



Era uma imensa onça, os quatro ficaram paralisados pela surpresa. mas logo depois ergueram as varinhas. Os curupiras ergueram suas lanças em protesto e um deles tentou se comunicar com a onça. Ela se aproximou suavemente dele como se fosse uma animal doméstico, o curupira sorriu com ternura e estendeu a mão para acaricia-la. A onça se ergueu surpreendendo o guarda, ela mordeu violentamente seu pescoço e o arremessou sobre o outro guarda. Depois mudou de forma, tudo foi muito rápido em segundos uma silhueta de sombras em forma humana estava parada na porta da cabana com uma varinha erguida na mão direita.



Quando a chuva de feitiços disparada pelos quatro aurores chegou até o Iaguara já era tarde ele havia empurrado Miranda para dentro da cabana e feito os baús entrarem também, deixando o último bloqueando a porta e repelindo os feitiços.



Logo um grupo de curupiras veio correndo na direção deles ao vê-los usando as varinhas. Enquanto o guarda empurrava o corpo ensangüentado de seu companheiro para o lado e tentava se levantar.



Passou-se apenas por volta de um minuto e um turbilhão negro explodiu o baú que bloqueava porta e passou pelos quatro bruxos, subindo aos céus. Era um enxame de criaturas estranhas, emitiam um zumbido agudo. Pareciam com morcegos enormes, os olhos vermelhos em contraste ao corpo extremamente negro, quase todo seu corpo consistia apenas nas asas a cabeça era mínima, sem pescoço, presa diretamente ao pequeno corpo e não possuía pernas nem patas.



Os curupiras fugiam para mata ao vê-los dominado o céu, o grupo próximo se jogou ao chão e logo foi envolvido pela nuvem negra.



O guarda que permaneceu consciente, foi envolvido também e caiu desmaiado enquanto suas forças eram sugadas misteriosamente pelas criaturas.



Harry sentiu um leve cansaço, percebeu logo que era influencia das criaturas e viu que os curupiras sofriam muito mais com elas do que ele.



- Expecto Patronum – Disse Harry que conjurou seu patrono, e ele galopou pelo céu expulsando as criaturas que foram para a floresta atrás dos curupiras. O grupo que havia caído no chão se levantou e todos olharam para Harry, depois correram para o mata em auxilio ao resto do seu povo.



O Iaguara saiu da cabana disparando muitos feitiços, os quatro se protegeram. E dispararam de volta. O bruxo das trevas saltou para a mata em forma de onça novamente.



Os quatro se voltaram para a floresta, nesse momento a caixa com as varinhas foi convocada pelo Iaguara, saindo das mãos de Emílio e sumindo no mato.



O Iaguara ressurgiu metros adiante, disparando uma nova chuva de feitiços eles recuaram se aproximando da cabana.



O bruxo das trevas fez um grande numero de pedras voarem na direção deles. Eles as desviaram. Harry consegui fazer algumas voltarem na direção dele.



Ele gargalhou com sua voz metálica. Emílio foi estuporado por trás e caiu metros a frente quase aos pés do Iaguara. Quando eles se viraram para ver quem o tinha atingido, viram Malfoi sorridente erguendo sua varinha.



Quando atirou as pedras na direção deles o Iaguara também fez a caixa com as varinhas flutuar por cima de suas cabeças indo até a cabana sem que percebessem.



Agora Rony duelava com Malfoi, enquanto Harry e Lina encaravam o Iaguara.



Mas Houve uma outra intervenção, Miranda saiu da cabana e estuporou Rony enquanto ele estava distraído com Malfoi. Lina se virou para olhar e foi desarmada por Miranda.



Harry olhou furioso para ela, pensava em como foi enganado por aquela garota.



O Iaguara convocou a varinha de Lina que havia caído metros a frente. E quando ela foi parar em sua mão ele gargalhou novamente.



- Finalmente! – Exclamou ele com sua voz metálica.



Malfoi e Miranda avançavam sobre Harry e Lina desarmada, cercado Harry Resistiu bravamente repelindo os feitiços de ambos os lados e ainda protegendo Lina, mas acabou estuporado.



- Você é uma guarapaka, sua vaca traidora! – Disse Lina com ódio para Miranda.



Malfoi e Miranda riram alto, o Iaguara permaneceu calado analisando a varinha que havia tomado de Lina.



- A brilhante auror só percebeu agora que está obvio? - Caçoou Miranda – Quem você acha que contou à Malfoi sobre essa expedição e sobre a Ekoporanga Iuka?



Calem-se e prendam eles, os curupiras estarão ocupados por algumas horas. A aldeia é nossa. – Disse o Iaguara ainda analisando a varinha.





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