
Cap. 8: Doces momentos a dois
Mansão de Narcisa Malfoy
5 anos atrás.
Draco apoiou a cabeça nas mãos fechando os olhos. Era a décima vez que discutiam só naquela semana, mas era a primeira vez que ela realmente ficava chateada. Ele podia ouvi-la no quarto ao lado jogando as coisas dentro da mala. Ela vai embora era a única coisa que ele conseguia pensar. Ele tinha que impedi-la, mas sabia que ela estava magoada. Provavelmente ela estava chorando de raiva e de tristeza. Tudo o que ela não chorou na frente dele, por orgulho, ela deveria estar chorando agora. Ouviu-a abrindo a porta do quarto e descendo as escadas com pressa e com raiva. Ela vai embora... ele se levantou pensando não, eu não vou deixar!
Abriu a porta de seu próprio quarto e desceu as escadas atrás dela. Chegou à sala a tempo de vê-la correndo em direção a porta.
_Hermione! – ele a chamou da escada.
_Eu vou embora dessa casa, vou embora! – ela abriu a porta.
_ Hermione! – ele a chamou a segurando pelo braço – Espera!
_ O que você quer? – perguntou ainda de costas. Sua voz transparecia raiva e seu rosto estava marcado por lagrimas.
_ Desculpa... – ele sussurrou ressentido. Queria bater em si mesmo por tê-la feito chorar.
_ Desculpa? – virou-se brutamente livrando-se do braço dele – Você acha que pode falar tudo o que você falou e depois simplesmente ser perdoado por que pediu desculpa?? – ela praticamente cuspia as palavras
_ Mione... por favor... – ele se aproximou, mas ela se afastou.
_ Sai... – ela pediu – eu quero ir embora... – ela virou-se para a porta. Falava com raiva e tristeza – Eu vou embora e nunca mais vou voltar!
_ Não, não vai! – ele a segurou mais uma vez e a trouxe de encontro a seu corpo.
_ Solte-me! – ela esperneava em seus braços
_ Não! – ele a segurou firme não dando espaço para ela se mover.
_ O que você quer? – ela choramingou sentindo-se hipnotizada pelo olhar dele.
_ Eu? – ele a encarou mais intensamente – Eu quero você! – e a beijou de forma intensa e provocante – Diz que me perdoa... por favor...- ele pedia entre beijos a provocando.
_ Não, eu não te perdôo... – ela falou em um fôlego só.
_ Ah Mi... – ele suspirou ressentido – Desculpe-me... por favor... –a olhou nos olhos – você sabe que eu falei sem pensar... eu sou um idiota... – ele a soltou e fechou os punhos com raiva. Ela o encarou. Sabia que ele estava arrependido, mas ela ainda estava com raiva, não iria perdoá-lo tão fácil.
_ Você tem que aprender a pensar antes de falar, Draco! – sentenciou calma – Às vezes, você fala coisas que ferem fundo...
_ Mi... – ele a segurou pelos ombros e a encarou profundamente nos olhos – eu juro pra você... nunca mais vou te magoar, juro pela minha vida! Mas por favor, me perdoa...
_ Eu te perdôo, Draco... - Ele sorriu e a puxou pra cima fazendo-a enlaçar as pernas em volta da cintura dele. Beijava-a com urgência e luxúria. Ela podia sentir a excitação dele pulsando embaixo da calça jeans que ele usava e, aquilo, a excitava ainda mais. Ele começou a beijar seu pescoço enquanto acariciava suas coxas. Ela arrancou a camisa que ele usava e começou a arranhar-lhe a nuca e as costas.
_ Isso vai deixar marca... – ele falou em um sussurro rouco sobre os lábios dela.
_ É bom... – ela o provocou com os lábios – assim você fica com a MINHA marca... – ele riu a começou a subir as escadas carregando-a. Entrou no quarto dele e a deitou na cama, ficando por cima dela.
_ Eu te amo... – ele olhou profundamente nos olhos dela. – Te amo muito... e não importa o que aconteça, eu sempre vou te amar! – e a beijou intensamente distribuindo beijos entre seu pescoço, nuca e boca. Ela suspirava e gemia. Ele sabia como deixá-la louca, gostava de deixá-la assim. Gostava de provocá-la e fazê-la se contorcer de tesão. Sorriu quando ela chamou seu nome entre um gemido e outro. Tirou a sua blusa e a saia que ela usava e distribuiu beijos por toda a extensão do corpo dela. Ela contorcia-se e chamava por seu nome. Ele arrancou-lhe o sutiã e começou a beijar e mordiscar-lhe os seios. Ela enlaçou as pernas na cintura dele e o trouxe pra mais perto de si própria.
_ Calma, menina... – ele sorriu debochado inclinando a cabeça e ficando com os lábios colados na orelha dela – eu ainda vou te provocar muito, então não tenha pressa... – ele sussurrou fazendo-a se arrepiar. Ele riu rouco mordiscando a orelha dela e a puxando pela cintura.
_ Draco... – ela gemeu quando ele arrancou-lhe a calcinha e começou a massagear o seu clitóris. Desceu com a boca e começou a sugar e mordiscar o seu sexo. Ela puxava-lhe o cabelo e gemia alto. Ele a provocou até perceber que ela iria gozar. Então ele parou e subiu beijando-lhe a boca. Tirou a própria calça e a penetrou. Ela gemeu alto jogando a cabeça pra trás e cravando a unha nas costas dele. Ele iniciou com movimentos lentos e ritmados, mas logo aumentou a velocidade. Gozaram juntos com um gemido alto. Ele largou o corpo sobre o dela deitando a cabeça sobre os seus seios. Ela acariciou os cabelos e o rosto dele sonolentamente.
_ Draco... – chamou.
_ Hum... – a voz dele estava sonolenta e rouca.
_ Te amo... – ele levantou a cabeça para encará-la
_ Também te amo, Hermione Granger!
*********
Casa de Luke
Tempo atuais
Draco acordou suado naquela manhã fria de inverno. Sorriu ao lembrar-se do sonho que tivera. Aquela havia sido a primeira vez que ela dissera que o amava. Levantou-se da cama e caminhou lentamente até o banheiro já tirando a roupa. Tomou um banho rápido e gelado para acalmar os ânimos e desceu até a cozinha. Abriu a geladeira procurando algo pra comer. Como não encontrou nada que o agradasse foi até a sala e ligou a TV jogando-se no sofá. Olhava fixo para a TV embora não a enxergasse de verdade. Sua mente estava em outra época, em outros tempos. Sua mente estava em tempos há muito extintos em que ele se sentiu feliz e livre pela primeira vez. Tempos esses que ele sabia que não voltariam mais.
“Ela vestia uma de suas camisas sociais pretas que iam só ate o início de suas coxas. Seus cabelos estavam soltos e desalinhados. Ela preparava o café enquanto no rádio uma música alta e animada tocava e ela dançava no ritmo. Ele adorava vê-la assim. Tão solta, tão feliz e animada. Isso o deixava feliz e satisfeito. Faria de tudo por sua morena. Ela sabia disso. Era louco por ela e nada mudaria isso. Nada.
_ Bom dia, morena! – ele a abraçou por trás e sussurrou no seu ouvido provocando-lhe um arrepio.
_ Bom dia, amor! – ela virou-se nos braços dele e o beijou rapidamente – vamos tomar café da manhã logo? Eu ainda tenho que ir para o hospital hoje! – ela fugiu do abraço dele antes que ele a fizesse perder a cabeça. Ele sentou-se enquanto ela ia a cozinha pegar o que faltava na mesa. Terminou de arrumar a mesa e, quando foi sentar-se, Draco a puxou para o colo dele.
_ Hey, eu tenho que ir trabalhar, sabia? – ela informou enquanto ele a fazia sentar-se de frente pra ele e começava a acariciar suas coxas.
_ Você só tem que ir trabalhar daqui a duas horas por que ainda são cinco da manhã... – ele sussurrou no ouvido dela. Ela conteve um arrepio em um gemido quando ele começou a beijar-lhe a nuca e a abrir os botões da camisa.
_Dra-co... – ela gemia com a respiração entrecortada. Ele capturou um de seus seios sugando-o e levando-a à loucura..”
Ele despertou de seu devaneio com um choro de criança. Seguiu o som até o quarto de Tyler e o viu abraçado a um urso enquanto chorava baixinho olhando fixo para o guarda-roupa a sua frente.
_ Hey meninão, o que foi? – sentou-se no pé da cama dele
_Eu tô com medo... – ele choramingou. Draco se aproximou dele. Queria abraçá-lo. Mas, e se ele não gostasse? Tinha medo de Tyler rejeitá-lo. Gostava daquele garoto de graça e vê-lo chorando com medo dava-lhe um aperto no coração. Uma vontade de protegê-lo de seus medos e monstros. Mas não podia estar com ele todo o tempo. Teria que ensinar-lhe a se defender de seus medos.
_ O que foi? – perguntou depois de um tempo – Teve um pesadelo? – o menino confirmou com a cabeça. Seus olhos transpareciam o medo que ele sentia.
_Era o fantasma negro de novo... E ele queria pegar minha mãe... – Tyler contou – Ele me fez ver a minha mãe morta... E eu estava com tanto frio que não consegui correr até onde minha mãe estava.... – ele voltou a chorar compulsivamente. Dementadores...
_ Olha... Vamos fazer assim? – Draco começou o colocando em pé na cama – Você vai levantar dessa cama, tomar um banho e se acalmar enquanto eu preparo algo pra gente comer, depois eu te ensino a se defender de um fantasma desse e de qualquer outro que possa aparecer, ta legal?
_ Você vai me ensinar mesmo? – ele perguntou um pouco mais animado.
_ Vou sim, prometo, logo depois do café da manhã... –colocou o garoto no chão.
_ Que legal!! – Tyler se empolgou e começou a tagarelar – Sabe, o tio Harry me ensinou a fazer um feitiço que acabaria com eles, mas eu só posso usar nos sonhos, por que eu não tenho uma varinha...
_ Então eu vou te arrumar uma, ok? – prometeu – Agora vai tomar o banho!
Uma hora depois eles estavam no jardim brincando de caça ao fantasma. Draco havia comprado uma varinha de brinquedo para Tyler na Gemialidades Weasley enquanto ele tomava banho. A varinha produzia pequenos raios de luz quando ele a balançava e pronunciava o feitiço corretamente, o que ele adorou. Draco se vestira de dementador com um lençol preto e agora corria dos raios de luz de Tyler que se divertia correndo atrás dele e o chamando de “dementador bobão!”.
Brincaram e correram pelo jardim ate à hora do almoço. Luke se juntara a eles no meio da manhã se tornando o dementador e Draco o ajudante do “grande bruxo Tyler”. Entraram quando a fome aumentou. Tyler estava radiante e tagarelava empolgado.
_ ... Aí eu vou me tornar um Auror igual ao tio Harry e vou derrotar todos ou bruxos ruins que aparecerem! – tagarelava sentado no balcão da cozinha enquanto Luke preparava o almoço.
_ O Harry já te contou que ele derrotou o maior bruxo de todos os tempos? – Luke perguntou.
_ Já! Ele derrotou Voldmort! Ele, minha mãe e o tio Rony lutaram juntos para derrotar aquele bruxão malvado! Eles e a Ordem da Fênix!! Sabia, Tio Draco, que um dia eu vou fazer parte da Ordem da Fênix?
_ Ah é? – Draco sorriu pra ele do outro lado da cozinha. Tyler tinha seu peito inflado de orgulho.
_ É... Foi a tia Tonks que me disse... Ela falou que quando eu crescer eu vou ser um bruxo tão bom quanto o tio Harry, e que aí eu vou me tornar um membro da ordem da fênix, igual a ela, tio Remo, tio Rony, tio Harry e a minha mãe.
_ Você vai se tornar um bruxo melhor do que o Potter! Você vai ser o melhor bruxo de todos os tempos! Vai ser tão inteligente quanto sua mãe e melhor do que o Potter! – Draco falou se aproximando e o descendo do balcão. – Vem, vamos arrumar a mesa, por que já que o seu tio Luke dispensa os elfos de fazer comida e por a mesa, nós é que temos que fazer isso! – Tyler riu o acompanhando e o ajudando a por a mesa. Almoçaram conversando animadamente e continuaram à mesa por horas conversando e rindo. Draco gostava cada vez mais daquele menininho esperto e travesso.
************
Hermione acordou tarde naquela manhã. O plantão no hospital havia sido longo e cansativo. Agradecia internamente por Tyler não estar em casa, assim ela podia descansar um pouco mais.
Tomou o último gole de café da xícara e foi para o quarto tomar um banho e se arrumar para buscar Tyler.
Já passava das duas da tarde quando ela terminou de se arrumar. Olhou-se no espelho e riu. “Pareço uma morta, com esse monte de olheiras e essa cara de sono...” pensou indo até o guarda-roupa e procurando a sua caixa de maquiagem. Esbarrou sem querer em umas caixas empilhadas no canto de seu Guarda-roupa as jogando no chão.
_ Droga! – ela esbravejou enquanto abaixava-se pra pegar. Não se lembrava de quando as havia colocado ali. Reparou que a maioria estava vazia. “Então por que eu as coloquei aqui?” Começou a abrir de uma em uma pra verificar se realmente estavam vazias. Todas estavam vazias, exceto uma, a maior, que continha uma outra caixa dentro. Dentro dessa caixa existia outra e outra e outra e outra, até que ela se viu com uma caixinha muito pequena na mão. Lembrou-se de como ela havia parado ali. Ela pedira a Harry para escondê-la. Pra escondê-la bem longe dela, onde ela nunca pudesse achar. Abriu a caixa de papelão em suas mãos e viu uma caixinha de porcelana e um bilhete. Ela não precisava nem ler pra saber o que estava escrito.
“Espero que um dia você me desculpe...
Meu pequeno moinho de vento.”
Suas mãos começaram a tremer. Abriu a caixa de porcelana. O cordão. O cordão ainda estava ali. Lindo e radiante, como na primeira vez que o vira. O segurou pela primeira vez. O pingente em forma de moinho de vento era lindo. Olhou novamente, porém mais atentamente para o cordão. Percebeu que havia um pequeno botãozinho na parte de trás do pingente e embaixo uma mensagem gravada.
“Para quando você estiver pronta para me perdoar...”
Sentiu-se tentada em apertar, porém não estava certa de que aquilo iria ajudá-la e ela não queria mais sentir dor por causa dele. Guardou o cordão dentro da caixa novamente e o guardou na caixa de papelão. E a guardou dentro do armário como se aquilo fosse um animal violento prestes a morder a sua mão. Correu em direção ao portão parando somente para pegar um casaco antes de sair.
Draco ainda lhe causava muita dor, e ela sabia disso.
Não sabia o porquê, mas nunca fora capaz de amar Harry. Draco ainda era um fantasma que rondava a sua vida. Por isso ela odiava ficar sozinha. Por isso ela nunca tocava no assunto. Toda vez que ficava sozinha ela lembrava-se dele. De tudo o que passaram juntos. De todos os momentos felizes.
“_ Você ainda o ama, não ama? – Gina a olhou nos olhos.
_ Não, Gina, - ela desviou o olhar – Lógico que não!
_ Hermione, - Gina buscou o seu olhar e a encarou firme – não minta pra mim!
_ Eu... – ela fechou os olhos contendo uma lágrima que sempre caia quando lembrava dele – Eu...
_ Eu já sei... já sei.... – Gina falou abraçando a amiga.”
É, Gina já sabia e, provavelmente, Harry também. Não era segredo para eles. Não para eles que acompanharam tudo. Não para eles que a viram se agarrar ao filho como se ele fosse trazê-lo de volta. Draco nem sabia que o filho era dele. E nem ficaria sabendo. Não por ela.
“_ e como vai o Santo-Potter Jr.?
_ isso também não é da sua conta, sua doninha saltitante!! – ela rebateu com raiva.
[...]
_ Mamãe! Mãe, cadê você? – Hermione ouviu Tyler a chamando na hora que ela abriu a boca pra responder. Draco olhou dela para a casa e novamente para ela.
_ Vai lá!O filho do Potter está te chamando. Mas vai logo, por que ele pode achar que um bruxo super-poderoso do mal veio aqui e matou você e o Potter, e então ele vai querer vingança e viver em depressão... – ele riu sarcástico – “ninguém me ama, ninguém me quer...” – ele imitou uma voz chorosa e explodiu em gargalhadas depois.”
Ele havia-se tornado um homem grosso e insensível. “Havia-se tornado??”, não, ele sempre fora assim, sempre fora um MALFOY, só a havia enganado. Aproveitado da fraqueza dela. Havia aproveitado da tristeza que ela estava sentindo para seduzi-la, não havia? Não, não havia, e ela sabia disso. ELA havia ido até a casa dele no meio da noite. ELA que ficara chorando suas mágoas com ele. ELA era quem sempre dormia na casa dele. ELA o beijara primeiro. Ela praticamente se jogara nos braços dele, pedindo proteção e afeto. E ele só aceitou de bom grado o que ela oferecia. Por isso nunca quis ter um filho com ela. Por que ter um filho seria ter um elo para toda a vida. E ele não queria ter nenhum elo com ela . Não com ela , uma sabe tudo mandona. Não com ela, uma sangue-ruim. Não com ela , uma amiguinha do Potter. É... Ele só a havia usado, e depois descartou. Enganou-a por todo aquele tempo dizendo que a amava, enquanto na verdade ela não passava de um brinquedo. Um passatempo.
Aquele pensamento a feriu. As lágrimas já caiam de seu rosto de forma incontrolável. Pensar nele ainda a feria. Depois de cinco anos, ele ainda a feria.
Olhou ao redor e se viu no alto de uma colina. No alto de SUA colina. A colina que ela sempre ia quando queria ficar sozinha. Era pra lá que ia quando queria pensar e por a cabeça em ordem. Chegou lá sem nem ao menos perceber. Olhou ao redor e sentou-se embaixo de uma das várias árvores que existiam por lá. Fechou os olhos e respirou fundo tentando esvaziar a mente.
Ele a fizera acreditar que ele a amava. E ela realmente havia acreditado. Acreditara tanto que o amava ate hoje. É... nunca o esquecera.
Levantou-se com dificuldade e pôs-se a caminhar. Caminhava devagar enquanto sua mente levava-a para longe de todo aquele tormento, levava-a para momentos felizes ao lado de Harry e de seu filho. É, SEU filho! Por que ele não era e nunca seria filho de Draco.
*******
_ Hey, Tyler, já é hora de você ir pra casa, né? - Luke informou levantando-se do sofá
_ Já? – Tyler fez cara de manha, mas Draco o cortou.
_ Que horas sua mãe mandou você estar em casa?
_ Às três... que horas são?
_ 5:30!!! – Draco exclamou olhando o relógio – Sua mãe deve estar louca atrás de você!!!
_ Ta não, tio Draco! – Tyler rebateu calmamente – ela sabe que eu sempre saio daqui mais tarde do que o que ela manda... – explicou rindo
_ Ok, mas mesmo assim é melhor você ir... Não quero que a sua mãe fique preocupada...
_ Então ta! – Tyler pulou do sofá foi para o quarto colocar os sapatos.
_ Draco... – Luke o chamou em voz baixa – Geralmente quando o Tyler demora mais do que meia hora pra chegar em casa Hermione liga pra saber se está tudo bem... já se passaram duas horas e meia, você não acha estranho...? – Draco o olhou confuso passando a mão no cabelo em sinal de nervosismo.
_ Fica com o Ty aqui... – ele foi até a cozinha e pegou a varinha dele – Sua lareira tem ligação com a lareira dela? – Luke somente assentiu com a cabeça.
_ O que você vai fazer, Draco? – perguntou preocupado.
_ Verei o que aconteceu... – ele ficou em silêncio quando Tyler voltou pra sala arrumando alguma coisa na mochila. Draco olhou pra Luke que apenas assentiu com a cabeça.
_ Er... Tyler, eu liguei para tua mãe e ela disse que tudo bem você ficar aqui até o Harry chegar... – Luke mentiu pegando Tyler pela mão e o levando até o jardim para brincarem. Draco esperou que saíssem e correu para o quarto organizando uma mochila para levar e depois usou pó de flú para chegar até a casa de Hermione.
A casa estava um caos. Totalmente bagunçada. Havia várias coisas quebradas e espalhadas pelo chão. Ele saiu com cuidado da lareira e andou pelo local. Chamou pelo nome de Hermione várias vezes e não a encontrou ali. Subiu as escadas e achou o quarto dela. Estava totalmente revirado. Ele olhou ao redor procurando por alguma pista dela e encontrou a caixinha de porcelana que ele a havia dado há tantos anos caída no chão, espatifada, concertou-a com um floreio da varinha e procurou pelo cordão. Não o encontrou. Sentou-se na cama e passou a mão pelo cabelo. “O que teria acontecido?” várias possibilidades passavam por sua mente. Mas ele tentava procurar alguma coisa que denunciasse o que havia acontecido por ali. Sua mente vagava enquanto ele descia as escadas e inconscientemente ia até a cozinha. Mas o que ele viu ali fez seu sangue ferver em suas veias e seu coração apertar de medo.
Uma mensagem de sua “amada titia” pairava no ar escrita com sangue. O sangue de Hermione.
Draco,
É culpa sua eu ter que vir até esse lugar imundo e machucar essa sangue-ruim que você tanto ama. Mas, eu te dei um prazo e você o descumpriu!
Embora eu ache que você nunca esteve favorável a cumpri-lo.
Mas, agora eu te dou uma escolha:
Ou você me devolve tudo o que pertence a mim e a seu pai por direito,
ou eu mato a sua amada a fazendo sentir uma dor maior do que a que você sentiu quando tentou proteger sua mãe!!!!
Você tem uma semana, Draco!!!
E não se esqueça: por mais que você negue,
É o sangue Malfoy que corre em suas veias.
Você não tem como fugir disso!!
Draco chutou um abajur que estava caído ao seu lado. Esse se espatifou contra a parede. Ele pegou o celular e ligou para a casa de Luke.
_ Alô?
_ Luke, a Hermione foi seqüestrada pela minha tia!!!
_ Que merda, Draco!!! O que nós fazemos? – ele manteve a calma na voz pra não assustar Tyler.
_ Você vai ficar com Tyler e avisar ao Potter. Eu vou deixar a mensagem da minha tia aqui pra ele ver. Diz pra ele tomar conta do Tyler, por que é atrás do Tyler que eles estavam quando vieram aqui. Diz pra ele levar Tyler para o mais longe possível daqui!
_ Ok! E quanto a você?
_ Eu vou atrás da Hermione! E vou encontrá-la. Nem que eu tenha que ir até o inferno atrás deles! Eu já adiei essa vingança por muito tempo com medo de que a Hermione se machucasse e por causa da minha hesitação ela foi machucada. Mas agora eu termino com eles. Nem que seja a última coisa que eu faça em minha vida! – Draco desligou o celular e aparatou. Estava decidido. Mataria todos eles. Um por um.
N.B.: Ahhh não acredito que essa Bellatriz seqüestrou Hermione!!! Imagine o que ela deve estar sofrendo!!! Mas, Draco está lindo, não está pessoal??? COMENTEM que isso ajuda muito nossa escritora aqui!!! Beijos, Artemis!
N.A.: isso ae, ousam a voz da experiência de Artemis acima e comentem bastante!!! Pq eu jah estava a ponto de excluir essa fic quando vcs começaram a comentar tirando as teias de aranhas da minha mente. Lógico que tbm teve o empurrãozinho (leia: chute nas costa de cima de um penhasco...) de Artemis que veio como uma luz na escuridão iluminando minha mente com milhares de idéias e sugestões...(isso ficou poético!!! O.o)
Quero agradecer a todas as pessoas que comentam, comentaram e comentarão nessa fic...
Vcs não tem idéia do quanto o comentário de vcs, por mais simples que seja é importante pra mim...
Tipo, eu venho aki quase todo dia vr se tem comente novo e quando tem, meu dia fica até mais feliz!!!!
Brigadao mesmo!!!
Beijin e até o próximo cap!!!
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