FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout  
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout
 

(Pesquisar fics e autores/leitores)

 


 

ATENÇÃO: Esta fic pode conter linguagem e conteúdo inapropriados para menores de idade então o leitor está concordando com os termos descritos.

::Menu da Fic::

Primeiro Capítulo :: Próximo Capítulo :: Capítulo Anterior :: Último Capítulo


Capítulo muito poluído com formatação? Tente a versão clean aqui.


______________________________
Visualizando o capítulo:

19. A música do piano


Fic: A decisão de Hermione Granger


Fonte: 10 12 14 16 18 20
______________________________

Oieeeeeee....... quero agradecer meus visitantes e leitores em especial a Thaiana pelos constantes comentários que me inspiram sempre a posta mais e mais.... bjussssss


Capítulo 19 – A música do piano


 


Quando seus olhos castanhos abriram-se, sua visão demorou para focalizar o quarto estranho onde estava. Era grande demais para ser o seu de monitora chefe da grifinória e luxuoso demais para ser da ala hospitalar. Ela passou a mão pelo lençol de seda e sentiu a textura do cobertor a lhe cobrir. Respirando fundo e esticando o corpo ela sentou olhando com curiosidade ao redor. A cama onde estava tinha dosséis de mármore revestidos com cortinas pretas de bordas prateadas. Era muito bonito e a cama era enorme. Ela esticou os pés em direção ao chão e tocou o assoalho gelado. Sentia seu corpo fraco, mas não estava com dor nem tremores. Passou a mão pelos seus cabelos imaginando o quanto eles estariam bagunçados, mas para sua enorme surpresa eles estavam devidamente arrumados e presos, alguém cuidara dela o tempo que estivera  de cama e, por mais que não tivesse percebido antes devido o deslumbramento pelo quarto em que estava, aquele alguém segurava sua mão.


Ela levantou os olhos para a poltrona diante da cama e se surpreender ao vê-lo ali, sentado de uma forma nada confortável, com os olhos negros fechados com leveza enquanto segurava sua mão. Seu peito subia e descia devagar. Suas vestes bagunçadas denunciava o quanto ele havia se mexido enquanto dormia.


- Severus – Chamou baixinho balançando a mão dele – Severus, hã, quer dizer, professor Snape.


Em seus sonhos, Snape a ouvia chamar por seu nome. Sua voz era doce e o chamava pelo seu nome de um jeito amável. Era ela. Seu anjo de cachos castanhos, seu anjo de sorriso belo.


Seu anjo ainda o chamava. Mas tinha medo de abrir os olhos e descobrir que ela jamais esteve ali. Era dificil ter a coragem de responder ao chamado e acabar o sonho. Mas precisava tentar


- Professor


Os olhos negros abriram-se devagar focalizando não um anjo, mas a própria beleza que um dia a natureza poderia ter feito. Devagar ele arrumou-se na poltrona, passou a mão no cabelo e esfregou os olhos, tudo sem soltar a pequena e delicada mão. Tinha medo de a perder


- Senhorita Granger? – Piscou algumas vezes – Como se sente?


- Bem – Respondeu retirando a mão da dele devagar abaixando os olhos para as cobertas – Obrigada – A voz dela era angustiante e amargurada.


- Não precisa agradecer.


- Certo – Disse desconcertada - Onde estou?


- Na mansão Snape. Foi o único lugar onde poderia te trazer e cuidar de você.


- O que eu tive?


- A senhorita entrou em choque traumático, seu estado era muito grave, estava começando a entrar em coma, Papoula cogitava a hipótese de lhe levar à ST'Mungus, mas eu consegui reverter a situação, a senhorita não está completamente bem, mas vai melhor com mais um pouco de repouso.      


Hermione abriu a boca para falar algo, mas as palavras pareciam difíceis demais de sair e ela a fechou. Seus olhos piscaram tentando evitar as lágrimas que viriam de qualquer forma. Mas Snape já sabia o que ela queria perguntar.


- Teremos tempo para conversar sobre o que aconteceu. Enquanto isso é melhor se alimentar e descansar um pouco.


- Eu não...


Mas Snape já havia saído. Ela encostou-se novamente nos travesseiros e deixou que finalmente aquelas lágrimas saíssem. Se encolheu embaixo do cobertor e abraçou as pernas. Chorou e chorou, acabou dormindo de exaustão e quando acordou novamente o quarto estava escuro, deveria ser noite. Ela levantou-se da cama e encontrou um roupão e pantufas para ela. Olhou em volta se perguntando onde era o banheiro. Havia uma porta ao lado de um grande armário no fundo do quarto. Ela entrou e fechou a porta.


Respirando fundo ela olhou-se no espelho retirando o roupão, não estava com aparência ruim, provavelmente Snape cuidara para que ela não parecesse um zumbi quando acordasse. Alguns minutos depois ela saiu de lá de banho tomado e dentes escovados, para sua infelicidade Snape não havia separado roupas limpas para ela, por isso a única coisa que podia usar eram as roupas sujas ou as roupas de Snape. Sua varinha estava em cima de uma mesa perto da cama, ela pegou e acendeu as velas do quarto iluminando o suntuoso cômodo e se olhou no espelho, a camisa branca era tão grande que chegava no meio de suas coxas e o sobretudo de Snape servia para cobrir o restante das pernas.


Após aproximar o braço de seu rosto para sentir o perfume da roupa dele, ela olhou em volta. O quarto era grande, bem grande. No meio estava a cama, uma belíssima cama com um colchão grande que daria para dormir três pessoas tranquilamente. O cobertor que usara era de pelugem tão macia e quente. Os lençóis eram de cor vinho e os travesseiros eram pretos com um S prateado em forma de cobra.


- Bem sonserino – Sussurrou


 


Diga!


Quem você é?


Me diga!


Me fale sobre a sua estrada


Me conte sobre a sua vida...


 


Havia mais de uma porta naquele lugar. Havia três. Uma era o banheiro, a outra ela descobriu ser o closet do professor onde, e ela não se surpreendeu com isso, só tinha roupas pretas, sapatos pretos, tudo preto. Suas capas estavam devidamente penduradas em cabides no alto para que a barra não arrastasse. Mas a outra porta não abria, por mais que tentasse não conseguia abrir.


Respirou fundo decepcionando-se e dirigiu-se para a porta que dava acesso ao restante da mansão apertando o sobretudo em volta de seu corpo. Ela saiu em um corredor comprido com muitas portas. Abriu todas e cada uma delas. Eram quartos de hospedes, tão luxuosos quanto a de um hotel cinco estrelas. Uma das portas deu acesso ao escritório de Snape. Não havia vidros com bichos esquisitos dentro e poções borbulhando como em Hogwarts. Havia apenas uma mesa e envolta alguns livros que usava, tinha também uma poltrona, um divã. Nada demais.


Voltou pelo corredor até a escada de madeira e a desceu. A sala de estar era belíssima. Ampla com um átrio grande. Duas poltronas, um sofá grande e outro menor rodeavam a grande lareira decorada com formas de grandes lutas bruxas da antiguidades. Em cima dela estava uma tapeçaria com o brasão da família Snape. Prata com prateado. Não havia fotografias em nenhum lugar que tenha olhado. As janelas eram grandes com cortinas brancas e pretas. A sala era simplesmente magnífica. O tapete felpudo no chão era convidativo para uma noite em frente a lareira comendo doces. Também tinham quadros nas paredes, excêntricos, igual o dono e bem no canto estava um piano.


Uma bela peça na casa de uma figura como Snape, combinava. Extremamente bonito, mágico e magnífico em toda a sua essência, mas completamente difícil de se domar, de se entender, requer anos de experiência e paciência para errar e conseguir finalmente andar pelas notas certas. Continuou a explorar o local. A sala de jantar era linda com uma mesa enorme com muitas cadeiras. Hermione se perguntou se Snape não sentia-se solitário comendo em um lugar como esse. Em cima da mesa um lustre grande e bonito, feito de cristais.


E bem ali debaixo da escada estava a porta que a chamava, a porta que depois de entrar não iria querer sair.


A biblioteca.


Enorme, não tão grande quanto de Hogwarts, mas ainda assim grande o bastante para que ela se sentisse em casa. Passou a mão pela lombada deles e cheirou as paginas, era ali que se sentia bem, no meio dos livros que tanto gostava de ler, essa era sua vida. Sentou-se em um sofá rodeada com cinco livros tentando ler todos ao mesmo tempo. Sua leitura estava ótima e nem viu o tempo passar.


Mas de repente uma música lenta começava a soar vindo da sala de estar, as teclas do piano tocavam devagar extraindo lindas notas que pairavam no ar. A música era tão lenta e tocante. Como se fossem lágrimas que cantassem a cada descida dos olhos. Ela deixou os livros de lado e caminhou lentamente pelo corredor sentindo a música cada vez mais alta. Ao entrar na sala de estar ela o viu sentado com as mãos passeando pelas teclas brancas como se as conhecem como ninguém mais no mundo poderia. Estava lindo com apenas uma camisa branca aberta nos primeiros botões e com os cabelos emoldurando seu rosto. Em cima do piano tinha uma garrafa de wisky pela metade e um copo cheio. Ela andou devagar até ele e colocou sua mão em seu ombro.


A música cessou


Hermione permaneceu parada atrás dele que não se mexia, apenas continuava olhando para as teclas brancas parecendo não saber o que fazer. Hermione apertou mais ainda o ombro dele quando a pergunta queimou sua garganta.


- Como ela era?


Snape continuou com as mãos nas teclas sem se virar para vê-la enquanto se lembrava daquela noite. Como ela poderia perguntar isso? Não sabia que doía nele?


- Linda


Ele respirou fundo e seus dedos começaram a se movimentar novamente levando aos ouvidos de Hermione uma linda música que ela adoraria ouvir enquanto estivesse sentada no tapete felpudo e de frente para a lareira em uma noite de chuva.


Ela abaixou um pouco encostando a boca no ouvido dele, Snape sentiu um arrepio passar por seu corpo antes de ficar tenso ao ouvi-la sussurrar


- Samantha


O piano foi fechado com estrondo, Hermione se assustou, mas não tirou a mão do ombro dele que não olhou para ela.


- Era esse o nome dela não era?


Snape assentiu olhando para seu pulso onde repousava a pulseira prateada com o nome dela gravado em letras poéticas. Brilhava triste em meio a escuridão que ele era.


- Eu, não faço a menor idéia de como eu sei tudo isso Snape, estou ligada a você de alguma forma e isso me faz vê-lo em meus sonhos sendo ilusões ou realidades.


- Provavelmente ilusões.


- Seja lá o que for, eu consigo ver você, consigo sentir você. Eu sei de tudo.


- Você não sabe de nada.


A voz dele estava grave, carregada. Hermione sentiu o peso e afastou-se indo em direção à lareira acesa, ela parou por um momento e passou a mão em seu colo nú, o sobretudo negro ainda a cobria, seus pés descalços sentiam a textura do tapete. Ela fechou os olhos e falou um pouco mais alto para que ele realmente escutasse cada palavra que ela tinha para dizer.


- Eu sei – Alterou a voz para que ele ouvisse muito bem, mesmo sabendo que não era preciso – Que Voldemort voltou – Aproximou-se novamente a passos bem lentos – Eu sei que você voltou para ele, eu vi aquela festa que ele lhe deu e eu sei o que fez com Samantha, eu vi, eu senti, eu estava lá, nela, nos olhos dela. A mesma dor que ela sentiu eu senti também. Mas mesmo conseguindo lhe ver, não consigo saber o que sente ou pensa, então por isso não posso evitar perguntar – Colocou a mão no ombro dele virando-o devagar – Por quê?


- Por quê? Quer mesmo saber o porquê senhorita Granger?


Snape levantou-se lentamente, porém sua voz manteve-se tão baixa quanto sempre. Ele chegou bem perto a ponto de ter apenas um palmo de distância de seus rostos.


- Sim – Ela disse sem recuar – Eu quero saber.


- Eu faço isso, eu fiz isso, eu vivo isso, pois é o meu destino, meu martírio, minha sina. Porque preciso, porque necessito. E então senhorita chegamos finalmente à verdadeira questão que quer me perguntar, essa que está em seu olhar, mas que não tem coragem de sair. Você quer que eu fale, mas não tem coragem de perguntar, de saber a resposta.


Ele se aproximou devagar e retirou o sobretudo deixando-a apenas com sua camisa branca. Hermione respirava rápido, não sabia se estava sentindo medo pelo olhar dele ou excitação pelos dedos que acariciavam seu colo nú.


O olhar dele era muito diferente do Snape que tocava o piano a apenas alguns minutos. Não era Severus ali, pelo menos não o que queria ver. Não era aquele professor das masmorras, ali era aquele que violentara Samantha, aquele que não ligava para nada além de seu prazer.


- Você... – As lágrimas voltaram – Você...


- Pergunte – Disse segurando seu frágil rosto com suas mãos e aproximando o rosto do seu -  Quero ouvir sua voz tão doce perguntar.


- Você... – Hermione respirou fundo fechando os olhos sentindo os lábios dele beijarem suas bochechas e se aproximarem de seu ouvido esperando o momento de lhe dar a resposta que ela já sabia – Você gostou?


- Sim – Sussurrou Snape mordendo o lóbulo de sua orelha antes de se afastar um pouco e a olhar


Seus olhos antes tão vazios e tristes, agora eram quentes de loucura. Hermione se desvencilhou das mãos dele e tentou ir embora,mas ele a segurou firme pelos braços levando-a escada acima enquanto falava.


- Eu gosto, senhorita Granger, porque cada dia que sei que tenho que ver o Lord e fazer o que ele quer, fazer com que meninas como Samantha gritem embaixo de mim, eu sinto que um pedaço de mim, ou desse ser inóspito que um dia eu fui, um pedaço dele ia embora, sumia. E eu matarei, violentarei, farei o que for preciso até que nada sobre além desta carcaça velha, porque talvez depois disso eu possa finalmente ficar em paz, sem sentir o que tenho que sentir quando volto para casa.


Ele riu pegando sua varinha do bolso.


- Não acredito que você seja assim.


 


Tira!


A Máscara


Que cobre o seu rosto


Se mostre


E eu descubro se eu gosto


Do seu verdadeiro


Jeito de ser...


 


- Mas é senhorita Granger, é exatamente assim e sinto muito decepcioná-la, mas esse rosto velho e enrugado que está vendo não passa de uma máscara para esconder quem eu realmente sou. Quer me ver senhorita Granger, saber como é seu verdadeiro professor. Então veja.


A varinha passou pela frente do rosto de Snape tirando o feitiço que usava mostrando aquele rosto que viu em seus sonhos. Aquele rosto desfigurado com um corte do lábio até o lóbulo da orelha e o outro pegando seu olho e sua bochecha.


- Esse sou eu, senhorita Granger.


- NÃO – Gritou se soltando e encarando-o fortemente – Esse não é você. Essa é a sua verdadeira máscara. Não adianta usar feitiços, pois a pessoa que tenta ser se esconde embaixo dessas cicatrizes. O seu verdadeiro rosto, seu ser, sua pessoa é aquela que não consegue mostrar a ninguém, pois esta não lhe trás a dor que necessita para saber que ainda está vivo. Você pode estar desfigurado, mas Severus Snape não é esse homem que está aqui comigo e sim aquele homem que conheci depois da guerra, aquele homem por quem me apaixonei, e aquele homem a quem eu abandonei. Era esse homem que eu queria saber quem é de verdade


- Deseja mesmo saber?


- Sim


- Então venha, você saberá toda a verdade.


 

Primeiro Capítulo :: Próximo Capítulo :: Capítulo Anterior :: Último Capítulo

Menu da Fic

Adicionar Fic aos Favoritos :: Adicionar Autor aos Favoritos

 

_____________________________________________


Comentários: 2

Páginas:[1]
:: Página [1] ::

Enviado por GabriielaMalfoy em 19/11/2012

*oo* eh perfeita a sua fic, que maldade parar agora :( não demora para postar ok? Kk bjs

Nota: 5

Páginas:[1]
:: Página [1] ::

Enviado por Thaiana Tolkki Snape em 18/11/2012

Parar aí é muita sacanagem, Aninha ASHOAIUHSIUAHSIUAHISUHA

Eu gosto e não gosto desse Severus transtornado, dá pra entender? Agora é esperar pelo próximo cap. para ver o que ele tem a revelar. Li a fic há um tempo e não lembro detalhes /pensa

Nota: 5

Páginas:[1]
:: Página [1] ::

_____________________________________________

______________________________


Potterish.com / FeB V.4.1 (Ano 22) - Copyright 2002-2026
Contato: clique aqui

Moderadores:



Created by: Júlio e Marcelo

Layout: Carmem Cardoso

Creative Commons Licence
Potterish Content by Marcelo Neves / Potterish.com is licensed under a Creative Commons
Attribution-NonCommercial-ShareAlike 3.0 Unported License.
Based on a work at potterish.com.