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5. Inverno 5


Fic: Stations


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               Rose não se continha de tanta felicidade. Eu conseguia ver no brilho dos olhos dela a emoção de estar na sua primeira aula de patinação. Realmente ela levava jeito, como se tivesse nascido para isso.


- Ela está adorando! – Iara comentou. Estávamos sentados em uma mesa na lanchonete de onde dava para ver a aula.


- Está mesmo. Há algum tempo não a via tão feliz.


               Eu olhei para Iara, e ela parecia ter o mesmo brilho nos olhos.


- Sente falta de patinar?


- Todos os dias. – Ela disse suspirando. – Conheci o meu ex-namorado no ringue. Querendo ou não eu sinto falta daquele tempo. Nós terminamos assim que eu perdi o bebê.


               Eu fiquei em silencio, apenas ouvindo o que ela tinha para falar.


- Mas eu sempre acreditei que as coisas que acontecem com a gente tem um propósito. Então eu não fico tão chateada assim.


               Eu olhei para ela, e ela realmente não parecia se importar. Queria aprender com ela a ser assim.


- Admiro pessoas fortes como você. – Falei de imediato.


- Eu não sei se sou realmente forte... Mas eu tento ser.


- Eu também.


- Mas você é. Rony... Muitos homens não conseguem cuidar de uma filha pequena sozinho, administrar uma loja e ainda esconder os sentimentos.


- Eu não... Escondo...


- Me desculpe se estou sendo muito sincera, mas você esconde. Esconde o fato de estar sentindo falta da sua esposa. Esconde o fato de ter medo de superar.


- Você está enganada... – Eu disse ficando irritado.


- Nós sabemos que não estou. Rony... Demonstrar os seus sentimentos não é fraqueza, muito pelo contrário.


               Fiquei calado. Eu estava ficando irritado, mas sabia que no fundo ela tinha razão.


- Me desculpe... Eu... Acho melhor eu ir embora. – Ela se levantou, mas eu a segurei pelo braço.


- Não... Fique. É que... Bem... Eu não estou acostumado com as pessoas me dizendo essas coisas. Normalmente elas têm medo de conversar sobre isso comigo, por eu ser... Fechado.


               Depois de Hermione, Iara foi a primeira pessoa que conseguiu ser sincera comigo sem medo de começar uma discussão, eu definitivamente não poderia deixá-la ir embora.


- Tudo bem... – Ela sentou-se do meu lado. – Se quiser... Pode falar comigo sobre tudo isso. Imagino que deve estar guardando por muito tempo.


               Abaixei minha cabeça envergonhado e transtornado. Eu a conhecia há pouco tempo, não poderia simplesmente sair por aí contando todos os meus sentimentos. Mas por outro lado, ela me transmitia confiança e calma... Assim como Hermione.


- É um pouco difícil lidar com isso. Conhecia Hermione desde os onze anos de idade. Éramos melhores amigos no colégio. Eu, ela e Harry éramos um trio. Eu e ela discutíamos muito sabe. – Ela sorriu para mim. – Mas na maioria das vezes essas discussões eram por não conseguirmos dizer ao outro que nos amávamos. Eu descobri que gostava dela quando tinha treze anos. Algumas vezes eu sentia muita raiva dela, por ela saber demais das coisas, querer mostrar que era inteligente, mas esse era o jeito dela, e ironicamente hoje é a qualidade que eu mais gosto nela. – Eu dei uma risada sem graça. – É... Demoramos muito tempo para finalmente deixar o orgulho de lado e assumir que gostávamos um do outro. Foi na noite do baile de formatura. Demos o nosso primeiro beijo e eu a pedi em namoro. Desde então fomos inseparáveis. Paramos de brigar por coisas bobas, ela era a única pessoa que me entendia e conseguia me acalmar. – Eu suspirei. – Na verdade ela tinha um lindo jeito de me deixar calmo... – Eu olhei para o nada, me perdendo nos meus pensamentos, como se estivesse conversando comigo mesmo. – Muitas vezes eu chegava estressado do trabalho, e só de ouvi-la dizer para mim que tudo ia ficar bem, eu já me acalmava. Ela tinha uma voz doce, serena... Acho que não existe nenhuma pessoa no mundo que não gostasse dela. – Eu sorri abobado. – Isso me fazia sentir muito ciúmes. Ela trabalhava em uma livraria... O chefe dela a adorava porque ela atraía clientes. Ela era realmente um anjo...


               Senti que meus olhos estavam ficando pesados. Decidi tomar fôlego e engolir aquela vontade de chorar. Olhei sorrindo para Iara e os olhos dela estavam molhados.


- Você a amava muito não é?


- Mais do que você possa imaginar. – Disse sincero. – Era... É... Uma coisa incontrolável. Eu queria ficar ao lado dela o tempo todo, queria protegê-la de tudo... – Uma ponta de culpa bateu em mim. – Infelizmente não pude protegê-la de tudo.


- Não se sinta culpado Rony. – Ela se inclinou sobre a mesa para que eu olhasse para ela. – Você não poderia ter previsto isso. Nem ela. Apenas... Aconteceu.


- É que... Eu sinto... Que deveria ter insistido mais para que ela não fosse trabalhar. Deveria ter batido o pé e falado que não era para ela ir e ponto final. Mas eu não conseguia ganhar dela. Ela me olhava tão docilmente... Que eu simplesmente permiti que ela saísse naquela tempestade.


- Mas você não poderia ter feito nada. Não fique se machucando por isso. Eu entendo que esteja sendo difícil pra você... Ela realmente parecia ser uma pessoa maravilhosa, e eu adoraria tê-la conhecido. Realmente. Mas pelo que você me falou dela, ela não gostaria que você ficasse assim. Existem outros meios para você guardá-la Rony...


- Como?


- Guarde apenas as lembranças boas... As lembranças que você acabou de me dizer. Que ela era linda, que ela era doce, serena. Isso é o que importa. Não fique pensando que deveria ter impedido o acidente... Isso só vai te fazer mal.


               Pela primeira vez olhei nos olhos dela. Tinha o mesmo brilho do que os olhos de Hermione quando ela me dava algum conselho. Por um instante eu me imaginei conversando com ela. Imaginei que depois daquela conversa eu ia abraçá-la, íamos dar as mãos e levar Rose para o parque. Não sei se foi imaginando isso que tudo aconteceu. Quando dei por mim, estava beijando Iara.


               Eu rapidamente me afastei, olhando assustado para ela. Ela tinha a mesma expressão. Não saberia dizer quem beijou primeiro, mas alguma coisa me deixou extremamente arrependido.


- Eu... Eu... – Eu tentei dizer alguma coisa, mas não saberia o que.


- Não diga nada... – Ela disse envergonhada, colocando o cabelo atrás da orelha. – Foi... Foi um momento de fraqueza de ambas as partes... Podemos esquecer isso.


               Ficamos em silencio por longos minutos. Foi difícil conseguir dizer alguma coisa depois daquilo. Eu me sentia arrependido. Me sentia culpado por ter feito aquilo. Imaginei Hermione me olhando com lágrimas nos olhos por eu ter beijado outra mulher.


- É melhor eu ir. – Ela se levantou. Eu também me levantei, mas dessa vez não a segurei. – Nos... Nos vemos outra hora. – Ela sorriu envergonhada e saiu, praticamente correndo.


- Onde ela foi papai? – Rose apareceu atrás de mim. Eu não a vi saindo da pista.


- Ela foi embora princesa. Tinha... Coisas para fazer.


- Você viu só como eu patinei papai? Viu só como eu fui?


- Eu vi sim! – Eu a peguei no colo sorrindo. – Você estava maravilhosa!


- Posso voltar mais vezes papai? Ah por favor, diz que sim!


- Mas é claro que pode! Agora que tal irmos pra casa, pra você tomar um banho e descansar na cama do papai?


- Sim!


               Durante o tempo que fomos embora eu não conseguia parar de pensar naquele maldito beijo. Estava culpado por ele ter acontecido, e estava magoado por ter imaginado Hermione naquele momento. Não era a coisa certa a se fazer com Iara. Não é certo beijar uma pessoa imaginando outra.


                                                                          **


 


 


 


 


               Rose estava dormindo tranquilamente ao meu lado. Tinha sido um dia cheio para ela, e ela estava realmente cansada. Eu estava exausto, mas não fisicamente. Não conseguia dormir. Peguei a foto de Hermione que estava ao lado da cama e a olhei. Como eu sentia saudades daquele sorriso... Daqueles carinhos... Daquele olhar reconfortante. A pior tortura era ter que viver diariamente com a saudade. Quando estamos longe de quem amamos, sentimos saudade sabendo que um dia reencontraremos a pessoa. Mas a pior saudade é de quando sabemos que nunca mais iremos nos encontrar.


               Aquilo estava me matando por dentro. Estava queimando como um fogo. Eu estava sentindo que não tinha mais forças para segurar. Olhei para Rose dormindo e minha culpa aumentou ainda mais. Eu não poderia arrumar uma mãe substituta para ela. Simplesmente não poderia.


               Me levantei e fui até o banheiro molhar o rosto. Olhei para o espelho, e o resto da força que eu tinha foi embora. Não aguentei. Comecei a chorar. Chorei como nos primeiros dias que fiquei sem Hermione. Chorei como quando soube do acidente. Chorei como se não fosse capaz de guardar tudo aquilo para mim. E não era. Nem o mais forte dos homens seria capaz de carregar uma dor tão grande. Me sentei no chão sem forças para ficar em pé. Encostei na parede e deixei minhas lágrimas rolarem pelo meu rosto. Era inacreditável. Simplesmente inacreditável que tudo aquilo estava acontecendo. Ela não poderia ter me deixado. Não era justo.


 


 


                                                           **


 


 


               Quase dez minutos depois eu finalmente consegui me recuperar. Me levantei do chão e lavei o meu rosto que estava completamente vermelho. Não adiantou muita coisa, qualquer um que me visse saberia que eu fiquei chorando. Mas eu não importava. Rose estava dormindo, e eu precisava de uma boa noite de sono. Saí do banheiro e fui para a cama. Me cobri e ajeitei a coberta de Rose.


- Papai?


- Hum? – Eu me virei para olhá-la.


- Você gosta da tia Iara?


               Pronto. Era só o que me faltava. Será que ela tinha visto o beijo?


- Gosto como amiga.


- Mas você chamaria ela para morar com a gente?


               Senti o meu corpo ficar frio.


- Não filha. Ela tem a casa dela, e nós temos a nossa.


- Mas você acha que ela gosta da gente também?


- Acho que sim.


- Você escolheria ela para ser a minha nova mamãe?


               Senti a minha garganta queimando.


- Rose... – Eu passei a mão nos cabelos dela. – Ninguém vai ser sua nova mamãe. Você tem apenas uma mãe. Ninguém vai substituir ela. Seremos só nós dois de agora em diante... E mais ninguém.


- Eu gosto da tia Iara... – Ela disse sonolenta. – Mas gosto mais da mamãe.


               Fiquei em silencio.


- Você também gosta mais da mamãe não é papai?


- Claro que sim filha... Muito mais.


- Mas a tia Iara pode ser nossa amiga não é?


- Pode sim.


- Que bom. Ela é muito legal. – Ela bocejou. – Boa noite papai. – Ela se virou para o meu lado se aninhando em meu braço.


- Boa noite princesa. 

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Comentários: 1

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Enviado por lumos weasley em 03/07/2013

Será que o Ron vai conseguir se recuperar ....
Ótimo capítulo!
 

Nota: 5

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