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15. Capítulo 14


Fic: Mistakes Of The Love


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Olhei para o Pontas confuso. Ele também parecia não entender o que estava acontecendo. - Como assim ela te beijou? – perguntei. – A Lili te beijou? - O que? Que Lili? – questionou mais confuso ainda. - A Luna. – falei revirando os olhos. - Ah... – ele pareceu começar a entender. – Não! Por que eu beijaria a Luna? Principalmente agora que eu sei que ela é minha neta... - Sei lá, é que... Bom, esquece. Se não foi a Luna que você beijou, quem foi? - Eu não beijei ninguém! Foi a Rose quem me beijou! – gritou desesperado. Ele começou a andar de um lado para o outro. - Rose... A prima da Luna? - É! – ele gritou mais desesperado. Eu comecei a rir. – Não tem graça! E se... E se... E se a Evans descobrir e quiser terminar comigo?! – ele continuou se sentando no sofá e colocando as mãos na testa. - Você não está dizendo isso... – falei ainda rindo. - É sério, Almofadinhas! – ele olhou para mim ainda com o olhar desesperado. – A gente acabou de começar a sair, e se ela achar que eu estou traindo ela? Já era cara! – ele voltou a enterrar o rosto nas mãos. – Ela não vai me querer nunca mais, nem vai olhar mais na minha cara. Ele olhava fixamente para o chão e parecia que ia chorar. Fechei os olhos e coloquei uma mão na testa mexendo a cabeça em negativa. Não estava crendo no que eu estava ouvindo. Fui até ele e lhe dei um belo tapa na cabeça. - Hey! – exclamou colocando a mão onde eu bati. - Pode se controlar, por favor? - Mas a Evans... - Pontas! Presta atenção! – ele me olhou e pude perceber que a poção Polissuco estava parando de fazer efeito, por mais que não existisse tanta diferença entre ele e Alvo. – Primeiro, a Evans está no passado, não tem como ela descobrir nada; segundo, você não é o Tiago, você é o Alvo! E terceiro, deixa de ser veado, porque ela é mó gata! - É cervo. – me corrigiu meio irritado. Eu dei de ombros revirando os olhos. – Mas você tem razão. - Claro que tenho. - Eu me sinto um traidor! – ele se jogou no sofá. - Pelo uniforme de quadribol de Merlin! Esquece isso, por favor, Pontas! - Ok... – então ele se levantou do sofá com um salto, me assustando. – Acabei de me lembrar de uma coisa, Almofadinhas! - O que foi? - Descobri mais sobre o lance do Rabicho. Me sentei no sofá, apoiei meus braços na perna, segurei minhas próprias mão cruzadas e olhei para Pontas prestando atenção, - E então? - Bom... – ele se sentou na minha frente. – Estávamos conversando, e então Rose disse que... Que você vai para Azkaban. - O que?! Por quê?! – questionei. Como eu poderia se preso? Jamais seria um comensal da morte ou coisa parecida. Isso deve ser culpa daquela minha boa família. Devem ter me culpado por alguma coisa, tenho certeza. - Ela disse que Rabicho matou um monte de trouxas e cortou o próprio dedo para parecer que foi mutilado. E todos culparam você por isso, mas ela disse que depois de doze nos você consegue fugir. - Eu consigo fugir de Azkaban?! – perguntei surpreso. - Pelo que falaram... Sim. – ele respondeu. Eu sou foda, fugi de Azkaban. Não que eu achei legal ter ido para lá, mas enfim. - Hey... Espera um pouco - disse pensativo. - Que foi? - Lembra aquela menina que eu fiquei uma vez, Eliza Fletcher? - A que era meio doida e foi internada no St. Mungo’s? - Não precisa entrar em detalhes, mas é ela mesma. – confirmei, então fiz uma pequena pausa, pensativo. – E se talvez ela não fosse tão louca assim? - Como assim? – perguntou confuso. - Uma vez, ela me disse uma coisa parecida com isso. Que Rabicho ia nos trair e tal. Ela realmente deve prever o futuro. - Por essa eu não esperava... - Eu também não. - concordei. - Bom, agora já sabemos o que aconteceu. – ele falou. - E eu tenho a sensação de que não devíamos ter descoberto isso. – falei. Nisso ouvi a porta se abrir. Me levantei e me virei para trás. A ruiva entrou com um olhar que era meio confuso, meio assustado, meio bravo. Ela se aproximou de mim e ficou me olhando um pouco. Percebi que a poção estava perdendo o efeito para mim também. Pude ver lágrimas se formando nos seus olhos. - Sirius? – Perguntou. Eu assenti com a cabeça. Lili se virou de costas com as mãos na cintura e gritou: - Eu não acredito! – Ela se voltou para nós. – Como você pode fazer isso, Sirius?! Eu pedi para vocês irem com a Tia Mione! O que vocês têm na cabeça?! - Lili... – Comecei, mas ela me interrompeu gritando. - Não Sirius! Chega de tentar se explicar! Vocês não estão conseguindo entender o quão delicada é a situação! As pessoas estão ressurgindo das cinzas, meu irmão está aos poucos deixando de existir! E vocês continuam causando! Tentando dar um “jeitinho maroto”! Não podem colaborar um pouco?! – Eu e Pontas apenas olhávamos para ela em silêncio. - Desculpa, Lili, eu só queria ficar aqui com você. – Falei calmamente. - Chega disso Sirius! A gente nunca vai ficar juntos. Nunca! Eu queria que você fosse embora! Ou melhor, que não tivesse vindo! As coisas estariam bem melhores! – ela gritou. Nunca me senti tão mal antes. Me arrependo tanto de ter topado essa ideia do Pontas. Ela estava com um olhar irritado. Não tinha visto Lili brava assim. Ela se virou para ir embora, mas antes se voltou para nós. – Onde estão o Tiago e o Alvo verdadeiros? - Provavelmente na casa da sua tia. – Falou Pontas. - Certo. Se vocês conseguirem, não saiam daqui. Se bem que nem adianta falar, vocês vão ignorar mesmo. – Ela saiu pela porta que se fechou e desapareceu logo em seguida. Fiquei olhando para onde antes estava a Lili. Desejei não ter feito nada do que eu fiz até agora. Não devia ter vindo para o futuro. Por mais que eu conseguisse ver ela, fiz isso a magoando, estragando tudo. - Almofadinhas... – Começou Pontas. - Não quero falar sobre isso, ok? – Fui até o sofá e me joguei nele. Pontas se deitou na cama e ficou embaralhando cartas sem motivo. Eu não estava com clima para conversar. Pov’s Lilian Luna. Não vou nem comentar o quão brava eu estou. Não acredito que eles fizeram isso! Por que não podem simplesmente colaborar?! Estou muito chateada, com Sirius principalmente. Bom, agora vou tentar avisar a tia Mione o que aconteceu. Se bem que a essa altura a poção já perdeu o efeito e a tia Mione e o tio Rony já devem estar em casa e já devem ter descoberto o que aconteceu. Como será que o Tiago está? Oh, Merlin. Estou tão preocupada com ele. - Lili! – Chamou Rose vindo até mim. Então continuamos andando. - Oi, Rose. – Falei meio desanimada. - O que houve? – Perguntou segurando meu braço delicadamente. - Tiago e Sirius ainda estão aqui. – Respondi. - Tiago seu avô? - Sim. - Eu sabia. Não tinha como ele estar mandando aqueles bilhetinhos lá de casa. Mas como minha mãe não sentiu falta deles eu não sei. Ela é muito... - Eles deram poção polissuco para o Tiago e pro Alvo virarem eles e vice-versa. - Por isso eles estavam tão estranhos! E o Alvo... Quer dizer Tiago... Bom, você entendeu. Saiu correndo quando eu beijei ele. - Sim. – Rose me olhou como se me analisasse, provavelmente eu estava com uma cara horrível. - Você brigou com o Sirius, não é mesmo? – Olhei para ela, assenti e comecei chorar a abraçando apertado. - O que ele fez foi péssimo. – Falei. – Mas dói tanto brigar com ele. Por que Rose? Por que isso tá acontecendo comigo? – Respirei um pouco e continuei. – Por que fui me apaixonar pela pessoa mais impossível para eu conseguir ficar? - Por que o amor impossível é sempre o mais gostoso de amar, ruivinha. - É verdade. Essa é a pior parte. Ficamos ali por um tempo. Quando finalmente parei de chorar, Rose me segurou pelos ombros de frente para ela. – Só me prometa uma coisa, Lili. - O que? - Não use o Tyler para esquecer o Sirius. - O que? – Falei meio rindo. – Eu e Tyler somos só amigos. – Ela me olhou desconfiada. – É sério, essa quedinha que eu tinha por ele já se foi. - Certo. Mas enfim, não use ninguém para esquecer uma pessoa. – Eu assenti. – Agora vamos esperar. - Esperar o que? - Minha mãe chegar aqui procurando o Tiago seu vô e o Sirius. Que vai ser logo menos. – Dei um leve sorriso. – Quer ficar comigo lá na sala comunal da Grifinória? - Não precisa. - Tem certeza? - Tenho sim. – Ela me deu um abraço. – Boa noite linda. - Boa noite Rosita. Fui para a sala da Sonserina e Rose foi para o lado oposto, onde ficava a sala da Grifinória. Ao chegar encontrei o local razoavelmente cheio. Fui direto para o meu dormitório. Pude ouvir Scórpius me chamar, mas fingi não ter escutado, por mais que eu quisesse falar com ele, o momento não era agora. Entrei no quarto e ia começar a me trocar quando fui arremessada contra a parede. Soltei uma exclamação de dor. - O que você fez com o Scórpius, sua vaca?! – Falou Helena Zabini que agora se encontrava na minha frente apontando a varinha para mim. - Do que você está falando, Zabini? – Perguntei meio confusa, meio irritada. - Bom, você deve ter jogado um feitiço muito bom nele, para que ele tenha recusado sair comigo. - Você deve estar de brincadeira. – Ela colocou a varinha no meu pescoço. - Parece que eu estou brincando, Potter? - Não coloquei nenhum feitiço nele, nem dei nenhuma poção. O que acontece é só que ele tem um bom gosto. - Duvido muito, ele saia com você. - Mas recusou sair com você. – Ela suspirou com raiva. – Acho que você deveria parar de me culpar pelo Scórpius não querer sair com você e olhar para o seu próprio umbigo para descobrir por que ele não gosta de você. – Empurrei ela com as mão. Helena ficou me olhando por um tempo e depois foi para a cama dela. Voltei a me trocar. Coloquei o pijama e me deitei. Fiquei chorando abraçada ao travesseiro até que, enfim, adormeci. Sonhei com Sirius, com Tiago sumindo, com as pessoas que ressurgiram e tudo aquilo que estava me apavorando. Acordei assustada no meio da madrugada. E vi a silhueta de um cachorro sair correndo pela porta. Tomei um susto com a cena. Será que era Sirius? Como ele entrou aqui? Bom, não duvido que ele tenha o feito. Mas o que estava fazendo aqui? Talvez eu tivesse apenas vendo coisas. Me levantei, sai do quarto e desci para a sala comunal. A porta estava entreaberta. Fui até a fresta e olhei para o corredor, pude ver o cachorro virando o fim do mesmo. Não estava vendo miragens. Fechei a passagem da parede de pedras, me sentei em uma poltrona e fiquei olhando a chama verde crepitar. Não ia conseguir dormir mesmo. - Perdeu o sono? – Falou o garoto loiro se sentando na poltrona ao meu lado. Eu assenti. Ficamos um tempo em silêncio, apenas olhando a lareira. Então Scórpius continuou: - Eu queria te pedir desculpas. – Olhei para ele meio interrogativa. – Por ter te beijado. Acho que... Eu não deveria ter feito aquilo, mas... Sei lá... Eu gosto muito de você... - Tudo bem. Eu também não deveria ter saído correndo. – Falei dando um risinho. - Não quero que fique um clima estranho entre nós. E... Quero voltar a ser amigo de vocês. Não aguento mais a Helena Zabini em cima de mim. - Ela quase me matou hoje. - Por quê? - Por que ela me culpou por você não querer sair com ela. - Uou... Ela é um pouco... - Louca, estranha, psicótica? – falei, contando nos dedos. Ele riu. - Pode ser. – Encolhi minhas pernas de modo que elas ficaram em cima da poltrona e abracei-as. - Estou com tanto medo. - De a Zabini querer te matar? - Não. – Nós dois rimos. – De tudo o que está acontecendo, sabe... O Tiago está a dois passos de sumir, deixar de existir para sempre. - Tiago? Que Tiago? – ele perguntou confuso, franzindo as sobrancelhas. Olhei para ele intrigada. - Como assim “que Tiago?”. Meu irmão, ué. – falei dando um risinho nervoso. - Seu irmão se chama Alvo, não é? – Falou bem devagar, como quem fala com uma pessoa problemática. - Sim... Mas o meu outro irmão se chama Tiago. - Olha, até onde eu sei você só tem um irmão, Lili. – Senti o pânico se apoderar de mim. Ele não se lembra do Tiago. Isso não é bom. Um aviãozinho caiu no meu colo. Abri ele meio distraída, não estava com cabeça para os bilhetinhos do Sirius. Mas não era dele. “Lili, Vem agora para a sala comunal da Grifinória! - Alvo.” Alvo voltou. Ele esta aqui! Tiago também deve estar aqui! Mas... O Pontas e o Sirius devem ter ido embora... Bom... Agora tenho que ir para a sala comunal da Grifinória. Levantei e sai correndo para a porta. - Aonde você vai? – Pude ouvir Scórpius perguntar. Mas nem olhei para trás. Continuei correndo para a sala da Grifinória. Por sorte não havia nem um fantasma nos corredores. Ao chegar ao retrato da Mulher Gorda (que por sorte estava dormindo), vi que a porta estava entreaberta. Entrei na sala e vi Alvo, Rose, Roxanne e Hugo sentados ali, e pareciam muito sérios. - O que está havendo? – Perguntei me sentando em um sofá ao lado de Rox. - Bom. – Começou Alvo. – Como você já sabe, me deram poção polissuco. - Sim, já sei... – Confirmei. Estou sentindo falta de alguém aqui... - Então, tia Mione não percebeu quem eu era. E nada do que eu dizia convencia ela. Então decidi o efeito da poção passar para eu contar a ela e tio Rony, à noite, quando chegassem em casa. Mas então, quando fui o fazer, os dois pareciam ter se esquecido quem eu era. - O que?! – Perguntei surpresa. - Eles esqueceram que existimos. - Continuei olhando para Alvo que estava na minha frente. – Tentei explicar de todas as maneiras o que estava acontecendo, mas eles não se lembraram. Simplesmente me chamaram de louco e me colocaram para fora. - Como você conseguiu chegar aqui, então? – Questionei. - Nôtibus. - Então... Eles não se lembram nem de nós mais? – Perguntou Hugo que estava do outro lado de Roxanne. - Acredito que não. – Falou Alvo. - E isso significa, consecutivamente, que eles não vão nos ajudar a achar vira-tempo nenhum. – Falou Rose que estava do lado do Alvo. - Mas pelo menos ainda temos a McGonagall, certo? – Perguntou Roxanne. - Não sei, Rox, pode ser que ela tenha esquecido as coisas também. Principalmente agora que Dumbledore voltou. – Falou Rose. - Teremos que esperar até amanhã para falar com ela. – Falou Alvo. Foi então que percebi quem faltava ali naquela sala. - Gente... Cadê o Tiago? – Perguntei. Eles se entreolharam. – Cadê o Tiago?! – Perguntei um pouco mais preocupada por causa dos olhares deles. Ninguém respondeu. – Cadê. O. Tiago. – Falei pausadamente. Senti as lagrimas se formarem nos meus olhos - Lili... Ele... Ele sumiu. – Falou Rose. - Não. – Ele não sumiu, isso não pode ter acontecido. – Não... Não. - Lili... – Falou Rose me abraçando. Eu tirei os braços dela de volta de mim e me levantei. Comecei a chorar. Como nunca chorei antes. Sai da sala comunal totalmente desolada. Depois de caminhar um bom tempo, me joguei no chão. Senti a grama úmida do campo de quadribol. Apoiei minha cabeça nas mãos. Então alguém me abraçou. E reconheci aquele perfume. - Ele sumiu, Sirius. – Falei chorando. – Tiago... Meu irmão... Ele sumiu. Ele não falou nada. Nem precisava. Meu irmão tinha deixado de existir de uma hora para outra, nada ia me consolar.

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Comentários: 1

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Enviado por Lorienv em 12/11/2012

Olá, tem como vc arrumar o cap, é realmente ruim ler ele quando ele fica inteiro em um unico paragrafo, é difícil saber onde um termina de falar e o outro começa.
Obrigadinha. 

Nota: 1

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