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2. MerlinMeValha!


Fic: Conspiração: Desta Vez, Não Tens Como Fugir Do Scorp, Rose


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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N/a: Está escrito sob o ponto de vista da Rose como planeado. Boa leitura e por favor comentem!^^


Cap:Merlin Me Valha!

Sábado. Madrugada. Algures em Hogwarts...


Ponto de Vista de Rose Weasley


Oh não...

Não... isto não me está a acontecer...Ah Merlin... Não...

Aquelas traidoras!! Quando sair daqui vou esfolá-las vivas e servi-las de aperitivo à Lula Gigante!! Ah se vou!... Não importa que uma seja a minha própria prima e as outras duas as minhas melhores amigas.

Espera. Risca isso.

Elas eram as minhas melhores amigas... Até me terem metido nesta cilada.

De qualquer forma vamos tentar concentrar-nos no presente... E é melhor que eu me tente acalmar.

Hammmmm...concentra-te Rose.

Inspira... Expira... uf... Inspira... Expira... uf...

AH PORCARIA DE YOGA!!
Quem foi o desgraçado que me convenceu a ter aulas disto?! Porque é que eu não tive aulas de piano em vez desta coisa?!

Ah claro. A minha suposta melhor amiga, Ludivine Sacamander disse-me que algum dia eu ia precisar de me sentir zen e uma vez que ela também estava a ter aulas, porque não acompanhá-la?

Ora porque isto não serve de nada sua anta!! EU CONTINUO STRESSADA!!

“SOCORRO! Está aí alguém?” - os meus punhos batem desesperadamente na porta de carvalho. E grito pelo que me parece a enésima vez nos últimos quinze minutos. - “Abram a porta!” - grito novamente com todo o ar que me resta nos pulmões.

Ok... acalma-te . Não é nada do outro mundo... tu estás fechada num armário de vassouras com aquele 'ser' a três passos de ti.

“Pára de bater na porta... não adianta... eu já tentei...” - disse a voz grave e profunda da 'criatura' atrás de mim.

Oh. Já me esquecia que ele estava aqui comigo... Só para tornar isto ainda melhor.

Okay. Talvez não tenha esquecido e talvez essa fosse a razão pela qual estava a gritar anteriormente; não tanto estar fechada num sinistro armário de vassouras e caldeirões nas masmorras, claro. - “Estás apenas a gastar energia desnecessária... Se fosses simpática fazias-me era uma massagem... os meus ombros estão a matar-me!”

Viro-me para ele e reduzo os meus olhos a fendas, encarando-o com irritação.

A audácia daquele idiota!

Levanto o meu queixo para encará-lo e tudo o que consigo ver é o seu rosto.

Por causa da luz fraca da Lua que incide sobre aquela cabeça loira e oca, distingo-lhe o brilho dos olhos e o branco dos dentes que se mostram no seu sorriso trocista de marca. O luar é a única iluminação ali existente e entra pela única janela daquele cubículo... que deve ter aproximadamente dois palmos de altura e três de largura e está uns dois metros e meio acima do chão.

“Além disso.” Ele continuou com a sua voz grave e baixa. “São três da manhã, Weasley. Toda a gente já deve estar a dormir por isso ninguém te vai ouvir! Inclusive o Filch. Assim sendo, podias parar de gritar já que isso não faz diferença nenhuma... a não ser nos meus ouvidos... Acho que mais um bocadinho e vou sair daqui surdo!”

Examino a sala mais uma vez, preferindo ignorar os comentários despropositados de Malfoy. Não sem antes lhe dar um dos olhares que roubei da minha tia Ginny quando ela quer intimidar os homens da família (isso incluindo o meu pai, o meu tio Harry, os meus dois primos, James e Albus e todos os Weasley do sexo masculino excepto o meu avô. Ora que cambada de homens corajosos, hein?)...

Olhares esses que aparentemente só não surtem efeito com este retardado.

O sorriso dele aumenta precisamente quando penso isso e dou por mim a imaginar se este 'ser' não saberá Legilimência.
Mas depressa mudo o rumo dos meus pensamentos de volta à examinação da sala.

Existem inúmeras prateleiras nas paredes, cheias de ingredientes para poções e caldeirões. Algumas vassouras velhas empilhadas a um canto e por fim algo que me faz arregalar os olhos.

Na parede do fundo são visíveis algumas correntes ferrugentas que pendem da parede e que têm um ar um tanto ou quanto... arrepiante. Um pensamento súbito ecoa pela minha mente: Será que costumavam usar estas salas para torturar alunos quando estes atingiam os limites do bom-comportamento em séculos anteriores? Afinal, estamos algures no meio das masmorras...

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Sinto um calafrio subir-me pela coluna e fico com pele de galinha. Acho que o Malfoy o viu porque me está a dar um olhar confuso adorável... digo, adorável para um ogre, claro.

Lá se vai a minha teoria da Legilimência... ele tem é Demência Aguda!

As correntes voltam ao meu campo de visão e um novo arrepio assola o meu corpo. Tento afastar o tipo de pensamentos absurdos que tivera antes com um abano de cabeça.Rose, sinceramente... que raio de pensamentos!

Sendo honesta, poderia dizer que em parte já estava com pele de galinha anteriormente devido à baixa temperatura aqui, nesta zona das masmorras. E isso deve-se principalmente ao facto de que esta sala é feita de pedra (como tudo neste castelo, olha que novidade...) e de que a minha roupa pouco ou nada ajuda a suavizar o contacto do chão gélido contra o meu corpo. Estou com uma t-shirt larga e uns calções curtinhos e as minhas meias são finas demais para que o frio não consiga entrar através da fibra.
Para ajudar ainda mais, estamos em finais de Novembro, princípio de Dezembro, o que significa que está um frio de rachar e sendo que eu sou uma rapariga friorenta estou a tremer como uma vara verde.

Malfoy ainda está a olhar para mim com uma expressão confusa e expectante (ensonada também a descreveria bem)... que de momento está a dar lugar a uma outra, novamente cheia de si.
Do que é estávamos a falar mesmo? Ou melhor, sobre o que é que o imbecil do Malfoy estava a monologar?

Oh. Certo. Não respondi à provocaçãozinha dele. Por isso é que está a ficar convencido. Acha que eu não vou dizer mais nada... Pois engana-se!

Mas antes mesmo que eu pudesse dizer alguma coisa, Malfoy apercebeu-se de que eu estava a esfregar os meus braços com as mãos para me aquecer e tirou a camisola de algodão quente que tinha vestida. Passou-ma ficando em tronco nu. Eu fiquei com cara de lerda a olhar ora para ele ora para a camisola, sem perceber nada, até que ele finalmente disse:

“Estás com frio não estás? Então veste.” - diz ele de forma simples. Irrita-me o facto de que aquilo soou como uma ordem, mas na minha situação corrente, não me posso dar ao luxo de reclamar ou então vou continuar com frio. E tinha de admitir que o que ele fez foi simpático (fofo até).

“Sim, obrigada... mas e tu? Não vais ficar com frio assim?” gesticulo com as mãos em direcção do seu abdómen exposto -- e que abdómen ... -- penso, procurando não deter muito tempo o meu olhar aí e falhando miseravelmente.

Quando finalmente olho para cima ele tem um sorriso travesso como se soubesse exactamente para onde eu tinha estado a olhar até ali. Eu coro visivelmente.

“Weasley... eu pareço-te com frio?” Ele pergunta de forma sarcástica, erguendo a sobrancelha, ainda com o sorriso de lado. Eu olho para ele, novamente com a minha atenção presa na zona do seu tórax. A sua pele não apresenta qualquer tipo de pele de galinha; de facto, parece até que Malfoy emanava calor. De tal forma que respondi sem pensar:

“Não... até me pareces bastante quente...” paro abruptamente quando me dou conta do duplo sentido dessa frase que eu tenho a certeza que ele também percebeu e coro violentamente pela segunda vez em menos de três minutos.

Nem sequer olho para ele; sei qual o sorrisinho idiota que ele tem preso nos lábios e a malicia que existe no seu olhar.

Limito-me por isso a agradecer-lhe novamente pela camisola e a vesti-la sem mais demoras. Sinto-me instantaneamente melhor pois a camisola ainda contém o calor de Malfoy, para além de por dentro ser forrada por um material ainda mais quente e confortável que o algodão. Está-me larga, o que me permite proteger também um pouco as pernas. Entretanto, lembro-me que ele ainda espera uma resposta para a sua provocação.

- “Pelo menos eu estou a tentar tirar-nos daqui! Tu ainda não fizeste nada que ajudasse nisso!” - eu respondo num tom chateado.

- “Que eu me lembre quando a minha irmã, a tua prima e a Lune te trouxeram para aqui eu já cá estava, por isso eu sei que eu já tentei tudo, okay?”

- “Talvez o teu tudo não seja o suficiente! Talvez tenhamos que tentar mais afincadamente!..O que eu sei é que eu não vou passar o resto da noite aqui enfiada contigo!! Tenho frio e quero dormir!” - eu disse completamente frustrada mas totalmente desperta (ao contrário da coisa loira a alguns passos de mim, que parecia que ia cair a ressonar no chão a qualquer momento...), atirando os meus braços para cima numa maneira de fisicamente demonstrar a minha impaciência. Ele sorriu-me novamente de maneira travessa e depravada.

Eu nem quero saber o que vem aí...

“Ora porque é que não disseste logo que o teu problema era esse, Weasley? Eu já te dei a minha camisola, mas posso arranjar formas alternativas de te dar calor,” Insinua ele. Eu coro outra vez, se possível ainda mais do que das vezes anteriores. “E quanto ao dormir há aqui muito espaço no chão para nós os dois,” Ele ia aproximar-se se eu não fizesse nada agora e eu já sabia aonde isto ia parar.

“E-está quieto!” Eu disse numa espécie de pânico. Tentei mudar de assunto. “Eu e tu não somos os melhores alunos do sexto ano para nada, por isso vamos pensar. Porque eu duvido seriamente que tu queiras passar a noite neste chão imundo,” Malfoy volta ao seu ar entediado e revira os olhos. Eu começo a andar de um lado para o outro no espaço limitado que tenho. “Tem que haver uma solução!” Eu digo exasperada.

- “Weasley... por amor de Deus. Eu levantei-me às 6 horas da manhã para o treino de Quadribol de Slytherin. Eu estou a desfalecer com sono. Achas, sinceramente, que eu consigo racicionar? Eu quero é dormir!”

A voz dele vem de trás de mim. Eu giro os meus calcanhares até estar a encará-lo. Ele está com aquela expressão que me faz questionar se ele não é Adónis na sua forma humana...

Está encostado na parede oposta à porta, com os braços cruzados sobre o peito e o cabelo a cair-lhe nos olhos de uma forma que realça os seus olhos cinzentos. Apesar de estar com um ar cansado e de quem tinha sido arrancado da cama à coisa de uma ou duas horas, (por três lunáticas que eu considerava as minhas melhores amigas...) continua a ser um dos rapazes mais atraentes de Hogwarts.

Abano a cabeça e engulo um suspiro, voltando a concentrar-me em dar-lhe uma resposta.

- “Não...” - eu sorrio um meio sorriso sarcástico. - “Mas eu acho que tu não conseguias pensar mesmo que tivesses dormido o dia inteiro.”

- “Que simpático Weasley... isso vindo de ti. A rapariga que age mais sem pensar que eu conheço,” Replica ele num tom de quem não se deixou abalar pelo meu comentário anterior.

A minha fúria borbulha dentro de mim

Porque é que eu nunca conseguia irritá-lo?
Porque é que
por mais que eu fizesse, por mais que eu dissesse, eu nunca mas nunca mesmo conseguia fazê-lo reagir? Chatear-se como qualquer outro comum mortal?

Talvez a minha teoria sobre Adónis não esteja assim tão errada e ele seja apenas um deus grego com tendência para me infernizar a vida...

Entretanto, Malfoy continua o seu pequeno discurso.

“Tu nunca pensas antes de dizer alguma coisa. Ages por impulso. O que é completamente infantil da tua parte sabias? Já devias ter idade para saber controlar os teus pequenos 'surtos' de temperamentalidade. Especialmente durante os jogos de quadribol...”

Cerro os meus punhos com raiva. Como é que ele se atreveu a dizer tudo aquilo? Como?

- “...Tornas-te horrivelmente desagradável se eu ou qualquer outro artilheiro conseguimos marcar com a goles...”

Natural! Ninguém gosta de perder! Especialmente quando toda a equipa está a contar connosco para a vitória!

“...Para além de agires de forma pouco apropriada... chegando até a praguejar em campo. Eu não me importo, mas isso deixa uma má impressão tremenda noutras pessoas...”

Ele faz uma pausa para respirar. Eu fico indignada com isto! Então ele está a salientar que eu praguejo em campo... e daí? Pela maneira como ele o diz, até parece que eu sou a única a fazê-lo.

Hipócrita! Como se ele não o fizesse também!

“...Não consegues entender que é um jogo e que não há necessidade de o levares para o campo pessoal. Temos de admitir que tu não és a melhor pessoa para falar em 'pensar', Rose. Eu gosto de quadribol mas não é por isso que eu deixo de ser amigo do James, nem tão pouco o Al deixa de ser irmão dele no final de um dos jogos se Gryffindor tiver ganho! E tu às vezes deixas de usufruir da tua educação nas manhãs a seguir aos jogos e nem bom-dia dizes quando te cruzas com um membro da minha equipa se nós tivermos ganho!..”

Então agora ele estava a chamar-me mal-educada?!
Isso acontecera apenas duas vezes e foi porque eles tinham sido uns anormais de primeira, tendo ganho e vindo esfregar isso na nossa cara como se fossem os donos do mundo por nos ganharem uma escassa vez em todo o ano lectivo. Nós ganhámos-lhes muito mais jogos e nem por isso tínhamos perdido a nossa humildade! E se por uma vez ou duas eu não lhes falara era logo acusada de ser má perdedora!

“...Às vezes temos de pensar um pouco antes de agir, não podemos simplesmente dizer ou fazer algo porque nos apetece. Aposto que até nem nas tuas jogadas como goleira tu pensas. Tu não tens estratégia. Usas mais os teus instintos do que propriamente os teus conhecimentos sobre o jogo. É tudo uma questão de sorte; se os teus instintos falharem então tu também falhas como jogadora.”

Ah não! Agora ele abusara da sorte! Ele chamara-me uma má jogadora! E que tal talento, hein? E todas as noites que eu perdi ouvindo os conselhos do meu pai e de Oliver Wood e lendo livros sobre certas técnicas de defesa? E todo o suor e sangue que eu perdera ao treinar desalmadamente por horas a fio, sem sequer uma pausa para beber água?

Ele fala como se Gryffindor nunca tivesse ganho um jogo por minha causa. Como se em vez de eu ser essencial à equipa eu fosse uma noviça qualquer e inexperiente que podia ser substituída a qualquer momento.

Ele continua o seu monólogo sem notar o ódio que eu estou a sentir.

“Resumindo, eu acho que tu nunca agiste tendo pensado primeiro no que ias fazer ou dizer. De facto, eu desafio-te a fazeres algo para o qual tenhas tido a necessidade de pensar, para que me proves que estou errado.”

Parece que estamos no 'Vamos-Criticar-Rose-Weasley-Em-Todos-Os-Sentidos-Show' e eu estou sinceramente farta disso.
Eu já ouvi o suficiente.

Sem pensar avanço e chego a mão atrás, acertando-lhe com a minha mão na cara com uma força que eu não teria se não fosse tão grande a minha raiva neste momento. Ele abre os olhos espantado.

- “Hey para que é que foi isso, Weasley?!” pergunta ele irritado, mas sem saber como reagir.

Havia limites para tudo e Malfoy tinha-os ultrapassado há muito.Agora era a minha vez de criticar!

- “Para alguém que pensa tanto és bastante lento Malfoy! Estou apenas a pensar antes de agir! Ora vejamos: Primeiro insultas todos os aspectos da minha personalidade de que te consegues lembrar...”

- “Não, Rose eu não quis dizer isso assim, eu...” Ele tenta interromper-me mas eu ignoro-o e continuo a falar, não notando sequer que ele me tratara pelo primeiro nome.

- “Chamas-me impulsiva como se isso fosse a pior coisa à face do planeta. Pois eu digo-te que nunca agir por impulso, pensando em todos os pormenores antes de fazer qualquer coisa, como tu, é milhões de vezes pior!”

Os meus olhos faiscam numa raiva cega. Vejo-o retrair-se como se tivesse sido atingido por algo doloroso.

E ainda me tenta causar remorsos, o estúpido! Quer dizer... eu pude ouvir tudo e tive que me calar enquanto sua excelência dizia o que lhe dava na real gana e o filho da mãe fica logo ofendido com uma coisinha de nada... Ah não! Agora ouves-me até ao fim!

- “Entendeste-me mal, eu...” Corto-lhe novamente a palavra.

- “Chamas-me desagradável e infantil e esperas que eu fique aqui a sorrir como se de uma parede me tratasse? Eu tenho sentimentos, Malfoy! Eu não sou um objecto! É apenas natural que fique chateada quando oiço esse tipo de coisas, especialmente porque é perfeitamente normal que fique irritada quando vocês me marcam golos, afinal não só a minha equipa está a contar comigo, mas também toda a Gryffindor! E eu estou a despontá-los por cada defesa falhada! Tu podes dizer que eu não devo levar as coisas para o lado pessoal, mas o que esperas que faça quando vocês passam a vida a gabar-se por cada mísero jogo que ganham? Sim, porque para que Slytherin ganhe é preciso um milagre!”

A cada palavra que eu digo, Malfoy vai aparentando cada vez mais fragilidade, acumulando raiva enquanto me olha de maneira particularmente ressentida.

- “Para ti pode ser só um jogo mas para mim é muito mais que isso! É uma necessidade, uma fúria de viver que me está no sangue! Não podes simplesmente esperar que eu haja racionalmente e insensivelmente quando eu estou a jogar com o coração, Malfoy! Sim, porque eu tenho um... Eu posso não agir ponderadamente, mas pelo menos não sou fria e calculista como tu! Não vejo em todas as pessoas à minha volta um objectivo qualquer a ser cumprido!”

Os olhos do rapaz na minha frente apresentam cada vez mais uma raiva gélida e ele cerra agora os punhos, sendo visível que os nós dos seus dedos começam a ficar esbranquiçados com a força que ele está a fazer.

- “Por último, insultas as minhas capacidades como jogadora atribuindo-as à sorte. Fazendo com que tudo aquilo pelo que lutei ao longo dos últimos anos perdesse o valor. Como se fosse algo insignificante. Como se eu não tivesse trabalhado arduamente para o conseguir e fosse tudo um acaso do destino! Eu posso ser tudo isso que disseste Malfoy, mas eu ajo de acordo com o que acho correcto e mesmo sendo 'impulsiva' acho isso muito melhor do que ser uma hipócrita como tu,” Eu sorrio triunfalmente antes de dar o golpe final. “Eu aposto que tu nunca agiste sem pensar... e eu desafio-te a fazeres algo que prove o contrário!”

- “Queres ver-me agir sem pensar, Weasley?” Ele pergunta num tom de voz baixo mas carregado. O sorriso desaparece da minha face quando o vejo avançar para mim de forma tão rápida que mal tenho tempo de pensar mais alguma coisa que não seja: Ai Merlin, Morgana e todos os deuses que me valham!.. Ele vai-me matar!!
Ainda assim mantenho o ar zangado.

Ele agarra-me num braço e puxa-me para ele pela cintura de forma a que o meu corpo está praticamente colado ao dele e os nossos rostos a escassos centímetros.
Sinto-me ser encurralada contra a parede pela versão terrena de Adónis.
A minha respiração e os meus batimentos cardíacos aceleram de tal forma que posso jurar que ele os consegue ouvir.
Malfoy, contudo, não sorri, limitando-se a olhar-me em profundidade nos olhos, como se me pudesse ler os pensamentos. -- Ah deuses ele vai-me estrangular! -- Eu, por outro lado, perdi-me na tempestade cinza do seu olhar intenso, como acontece sempre que eu tenho oportunidade de o olhar frente a frente.
Ele perde um pouco a seriedade, relaxando enquanto ainda me agarra e dá um dos seus sorrisinhos de marca. O típico sorriso Malfoy: de lado, sarcástico, irritante para além da conta e estranhamente sexy.

- “Bem, Weasley, então aqui tens!”

É tudo tão rápido que nem sei exactamente como aconteceu.

Num momento eu estava ali, a olhar para ele desafiadoramente mesmo que o medo me assolasse cada partícula do corpo;

No outro ele tinha inclinado o rosto na minha direcção e... beijara-me.

Esbugalho os olhos de forma deveras perturbadora quando sinto os lábios suaves dele pressionados contra os meus de uma forma nada digna para dois arqui-inimigos como nós...

...Ou pelo menos éramos arqui-inimigos há um ano atrás.

Não que eu o odiasse realmente. Eu apenas detestava a influência que ele tinha em mim.

A maneira como um simples olhar era suficiente para me fazer perder o chão. Como ele conseguia fazer-me trepar as paredes com irritação e ainda assimeu não podia negar a atracção que sentia por ele. Como eu secretamente gostava quando ele se mantinha no mesmo sítio do que eu, mais do que o estritamente necessário e acabávamos por ter mais uma discussãozinha em que 'acidentalmente' ficávamos os dois demasiado próximos quando ninguém estava por perto.

Mas nunca tínhamos chegado a este ponto.
Ao ponto em que de facto havia uma parte de nós que estava indubitavelmente em contacto com a pele do outro.

Ele fecha os olhos e eu estou demasiado atónita para fazer qualquer outra coisa senão cooperar com o beijo idiota.

Idiota mas bom.

Deuses foi a melhor coisa que me aconteceu desde a invenção da pena-automática!

( Sim, a pena-automática é uma das melhores invenções de sempre! E não olhem para mim assim... já viram a quantidade de artrites que se poupam ao usar uma pena automática? É que eu sim!)

Deixo-me levar por algum tempo.

Afinal, qual é o problema de beijar o Malfoy se eu estou a gostar de o beijar?

Mas depois começo a pensar... Sinto-me gelar de raiva ao perceber o que ele estava a fazer até agora.

Ele só me estava a tentar calar. Ele não quer nada comigo.
E aqui a estúpida caiu no esquema dele.

Subitamente lembro-me porque comecei a detestá-lo em primeiro lugar.

Foi por causa de algo que ele me disse no primeiro ano acerca de eu ser uma sabe-tudo irritante. “O meu pai tinha razão. Tal mãe, tal filha.” dissera ele.

Mais tarde, a frequência com que mudava de namorada sem sequer pensar que elas podiam realmente gostar dele fez com que eu o etiquetasse como um idiota com necessidade de atenção compulsiva. Ele limitava-se a descartá-las como faria com um lenço depois de o usar...

Céus os homens são tão estúpidos e insensíveis! Eu odeio-os!...

Okay, talvez não, mas isso não é para aqui chamado. Continuam a ser estúpidos e insensíveis de qualquer forma sob o meu ponto de vista...

Bem... não que aquelas raparigas com quem ele saiu fossem santinhas ou algo do género; na verdade, a maior parte delas eram e ainda são bimbas que saem com todos os rapazes que lhes aparecem pela frente que sejam minimamente atraentes. Enfim... não se pode dizer que o Q.I. das pobres coitadas seja o melhor...

Mas o meu Q.I. é superior ao delas e eu não me vou deixar manipular por este idiota arrogante à minha frente. Vamos lá ver quem é que não pensa agora!

Antes de que eu conseguisse sequer registar o que estava a fazer o meu joelho já estava a caminho do seu destino. Atinjo-lhe uma área bastante sensível em criaturas do sexo masculino com alguma força o que faz com que ele me largue quase instantaneamente e se arraste um pouco para trás.

Sorrio enquanto ele se afasta um pouco de mim com uma mão no seu... uh... local atingido antes de me lançar um olhar determinantemente zangado.

“Para que raios foi isso, Weasley?” questiona num tom dorido.

“Ora Malfoy não é óbvio? Acho que o meu objectivo era simplesmente tirar-te de ao pé de mim e ao que parece consegui.” respondo sorrindo satisfeita ainda que com um leve ar de inocência.

“O que tu queres é acabar com as hipóteses de eu deixar descendência...” diz ele ainda com uma expressão de dor no rosto (reparo que mesmo assim continua giro) mais para ele do que para mim.

“Claro! Quanto menos criaturas oxigenadas que venham pelo nome Malfoy houverem no mundo melhor!” Replico prontamente.

“Não achas que é feio falares assim dos nossos futuros filhos, amor? E para além disso eles podem nascer com a tua cor de cabelo. E a julgar pela quantidade de parentes que tens sempre pensei que quisesses uma família grande...” Ele retruca sorrindo maldosamente. Eu sinto os meus olhos tornarem-se do tamanho de Goles antes de deixar cair o meu queixo incrédula.

“Tu... tu... estás a insinuar que eu e tu... eu e tu... vamos ter filhos?! Só nos teus sonhos! E eu não sou o teu amor Malfoy!!”

Ele sorri-me genuinamente de forma divertida.

“Vai demorar assim muito mais tempo para perceberes que somos almas gémeas, Rose? Hum?”

“Almas gémeas?! Deves de achar que eu sou uma daquelas garotas com Q.I. Negativo e uma obsessão por Adivinhação não?! Acho que me estás a confundir com a Lorraine Tyler ou coisa do tipo... quero dizer... eu e tu? Como é que podemos ser almas gémeas, explicas-me?”

“Não... não sei como fazê-lo. Simplesmente tenho a noção básica de que o somos.” Ele responde num tom sincero.

“Deixa-me rir... Se estás a pensar que eu vou cair na tua lábia então tira o cavalinho da chuva porque senão ele vai-se afogar! Achas sinceramente que uma rapariga minimamente inteligente acha que tu estás a falar a sério? HA! Quem não te conheça que te compre... A julgar pelo teu historial no departamento amoroso qualquer pessoa que tenha bom senso duvida de ti.” Eu digo de forma bastante resoluta. Ele olha para mim de forma frustrada.

“Será que és assim tão tapada? Tu não entendes nada... Merlin o Al tinha razão. Tu não vês as coisas nem que elas estejam à frente do teu nariz a acenar e a dizer 'olá'!” Malfoy continua exasperado.

“Eu não sou tapada! Tapada é a tua tetra-avó! E... o Al disse o quê!? Ai eu e ele vamos ter de ter uma conversinha...”

“Chega! O importante aqui não é isso Rose. O importante somos nós...” Ele dá alguns passos na minha direcção com um tom de súplica na voz.

“Não existe nenhum 'nós', Malfoy...” Eu digo secamente sem olhar para ele.

“Porque tu não queres! Será que é preciso eu fazer um desenho? Será que não dá para entenderes que tu sempre foste a única para mim?..”

“Oh cala-te Malfoy, aposto que dezenas de outras raparigas já ouviram essa lenga-lenga de ti! Isso tudo não muda nada!” Eu interrompo irritada.

“E se eu te disser que todas as raparigas com quem eu saí foram uma prova para mim mesmo de que tu és especial? Que não há mais ninguém que me faça sentir assim? De quem eu goste como eu gosto de ti?” Ele aproxima-se mais, ainda com aquela expressão frustrada no rosto. O ar fica-me preso na garganta e por momentos nem consigo falar. Mas ele está à espera de uma resposta e eu tenho de lha dar... mas não me ocorre nada para lhe dizer. Ele vira-me costas e dirige-se de volta para a parede oposta onde se senta no chão sem olhar para mim.

“Eu já vi que isto não vai levar a lado nenhum, por isso, se não te importas eu estou com sono e quero dormir. Não fales mais e dorme também.” Ele diz num tom autoritário. Isto irrita-me e acabo por falar involuntariamente.

“Ora essa falo se quiser! Estamos num país livre e eu faço o que quiser e bem entender.”

Um sorriso espalha-se lentamente pelo rosto dele. Levanta a cabeça para me encarar, toda a amargura e tensão dos momentos anteriores apagada do seu rosto.

“Tu não me resistes mesmo não é Weasley?” Questiona com um brilho de humor no olhar. Eu olho para ele de olhos semicerrados e digo.

“Não é uma questão de resistir, é uma questão de liberdade de expressão... e não és tu que me vais impedir de usufruir da minha!”

“Eu não teria tanta certeza...” Ele responde num tom de aviso. Eu não dou por isso.

“Mas eu tenho.” Retruco orgulhosamente.

“Pois eu posso assegurar-te do contrário se não te calares dentro de
dez segundos...” Ele diz, novamente no mesmo tom.

“Ha! E o que é que...”

Um...” Ele começa a contagem.

“...vais fazer?”

Dois...

“Deves pensar que eu vou...”

Três...” Ele levanta-se com uma expressão séria no rosto.

“...ceder por causa das tuas...”

Quatro...” Malfoy avança alguns passos na minha direcção.

“...fracas ameças.”

Cinco...” Continua a avançar e eu, por teimosia, continuo a falar.

“O que é que poderias fazer?”

Seis...

Beijar-me? HA! Grande...” Eu digo irónica.

Sete...” Mais uns cinco passos e eu estou feita.

“...estratégia! Pena que da última vez não tenha funcionado...”

Oito...” Ele chega ao pé de mim encarando-me com uma concentração de ferro.

“...e que eu quase te tenha tornado impossibilitado da função reprodutora...”

Nove...” Ele avisa colocando os braços do lado da minha cabeça na parede. Eu fico meio amedrontada mas não deixo transparecer e continuo a falar por despeito.

“... Tu não me metes medo.” Ele ergue uma sobrancelha na minha direcção e inclina o rosto na minha direcção até que só restam alguns escassos centímetros entre nós.

“Tens a certeza que queres ir por aí? A mim não me custa nada, adoraria calar-te, mas não quero fazer nada contra a tua vontade...”

“Não me parece que vás fazer nada...” Eu entro em pânico quando percebo que ele está a referir-se a beijar-me outra vez. O meu coração acelera com a possibilidade e em pânico eu tento dar-lhe uma joelhada outra vez.

Mas desta vez ele está preparado e prende o meu joelho com as suas pernas e as minhas mãos com as dele, diminuindo a distância ao mínimo humanamente possível, sem me beijar.

“Weasley...” Ele avisa.

Ficamos assim por uns cinco minutos, imóveis como estátuas, olhando-nos nos olhos e respirando pesada e aceleradamente.

Por fim, ele move-se para longe soltando-me definitivamente. As minhas pernas fraquejam e escorrego pela parede até ao chão.

Em vez de ir em frente até ficar no lado oposto, ele dá meia volta e vai inspeccionar as prateleiras. Passado um bocado, vejo algo aterrar ao meu lado.

“É uma manta; eu também tenho uma. Elas deviam ter isto planeado em avançado... mas falamos disso amanhã.” ele deita-se no chão do lado oposto.

“Obrigada.”

“De nada. Boa noite, love.” ele diz com um pequeno sorriso, já de olhos fechados.

“Boa noite... E eu já disse que não sou o teu amor, Malfoy!” eu protesto irritada sem tomar nenhuma acção que dê a entender que vou dormir. Ele abre um olho e o seu sorriso cresce.

“O que é que eu disse sobre falar? Não me faças levantar daqui e beijar-te, Weasley, porque de certeza que não saio daí tão cedo...vá, dorme.” ele volta a fechar os olhos.

Eu inspiro fundo e solto o ar com força, denotando a minha irritação.
Mas ao ver que Malfoy já respira profundamente, decido dormir também.
Apercebo-me de que estou cansada e o sono depressa toma conta de mim, mas antes de me deixar ir completamente, as palavras de Scorpius voltam a assaltar-me os pensamentos.

E se eu te disser que todas as raparigas com quem eu saí foram uma prova para mim mesmo de que tu és especial? Que não há mais ninguém que me faça sentir assim? De quem eu goste como eu gosto de ti?

Eu tenho de saber se isto é verdade. Eu tenho de saber o que significa.

E é com isso em mente que eu parto para a inconsciência dos sonhos...

* * * * * * * * * *

Acordo na manhã seguinte com uma séria dor de pescoço. A minha almofada parece dura debaixo da minha cabeça. Mexo-me ainda de olhos fechados e oiço um grunhido de protesto vindo da mesma. A sua mão afaga-me o cabelo de uma maneira que me atiça mais o sono...


Mas espera...


Algo está errado...


Almofada. Grunhido. Mão...


Eu abro os olhos e sento-me apressadamente em choque.


DESDE QUANDO ALMOFADAS EMITEM GRUNHIDOS E TÊM MÃOS!?


“Malfoy!?” Eu olho para o meu lado onde Malfoy ainda está de olhos fechados. Flashes da noite anterior vêm-me à mente e, se possível, os meus olhos arregalam-se ainda mais.

Mas Malfoy ainda está no sítio em que se deitou...

O que quer dizer que fui eu quem se deslocou até ele... e não o contrário. Ai meu Merlin... ele não me vai deixar sair ilesa desta. Vai gabar-se disto pela eternidade.

Maldito frio, maldito sonambulismo e sobretudo malditas amigas por me porem aqui em primeiro lugar!

Quando olho de novo para ele. Ele está a sorrir inocentemente de olhos abertos para mim.

* suspiro *

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Por todos os deuses gregos... será que ele sabe que é lindo de manhã?

“Bom-dia. Dormiste bem?” A voz dele retira-me dos meus pensamentos vergonhosos. Sinceramente! Parecia um membro do fan club dele...

“Nem por isso... e tu?” Repondo automaticamente.

“Isso é coisa que se pergunte? Achas que depois de dormir o resto da madrugada contigo encostada a mim eu dormi mal?” Ele diz com um sorriso provocador bastante... uh... Malfoy.

Eu reviro os olhos, mas antes que tenha oportunidade de responder, ouvimos vozes femininas no lado de fora da porta.

Eu olho depressa para Malfoy sabendo que ambos reconhecemos as vozes de Erin, Lune e Lily.

Uma palavra faísca entre os nossos olhos.

Vingança

Ambos nos deitamos rapidamente como tínhamos estado até então e fechamos os olhos.

Abre logo o raio da porta!” diz Lily apressadamente.

Cala-te Lils! Eu era a única que sabia fazer o feitiço por ser do sexto ano e também sou a única a saber desfazê-lo por isso não me pressiones!” replica Erin em tom de quem está sob pressão.

Calma. Não é preciso esfolarem-se vivas. Há tempo para tudo, okay? É sábado.” Lune intervém, mantendo a paz.

Pronto. Já está. Agora é contigo Lily. Tu é que tens a chave do cadeado.

Ouve-se um 'clic' e a porta desliza suavemente pelo pavimento de mármore já gasto.

Oh.meu.Deus.” vem a voz de Erin.

Eles dormiram juntos! Ai mãezinha...

Eu abro os meus olhos indignada.

A Lily acha mesmo que eu sou assim tão fácil?

Felizmente, estou virada para Scorpius e elas não puderam ver o meu gesto.
Quanto ao Slytherin, um sorrisinho de troça espalha-se lentamente pelos seus lábios mas as raparigas nem dão por isso.

“Lils! Deixa de ser depravada!” disseram Lune e Erin em uníssono com divertimento e incredulidade na voz.

...se calhar abusámos um bocadinho... se calhar deixá-los sozinhos uma noite inteira foi de mais... Talvez só três horas tivessem sido suficientes...

Lily Luna Potter! Achas mesmo que a Rose ia fazer isso?

Senti um súbito orgulho em Erin.

Ora... sei lá,” defende-se Lily miseravelmente.

As minhas ex-melhores amigas riem-se baixinho.

Isto foi a gota de água. Agora elas vão pagar!

“Agora,” Eu sussurro para Scorpius.

Em menos de três segundos estamos os dois de pé.
Só Lune pareceu notar isso e os olhos dela arregalam-se quando ela vê os sorrisinhos maldosos presentes no meu rosto e no do meu ''companheiro de cela''.
Ela cutuca Erin e Lily simultaneamente mas elas não lhe ligam nenhuma e então ela torna-se irritantemente insistente.

O QUE É?!” perguntam as outras duas.

Uh... acho melhor correrem...” Lune lança-se para fora do armário de vassouras enquanto Lily e Erin se viram uma para outra.

Hã?

Mas quando elas se voltam para a frente já é demasiado tarde para fugirem. Eu e Scorpius já chegámos ao pé delas e, enquanto eu me lanço em cima de Lily gritando 'Traidora!' e Scorpius se lança em cima da irmã com um 'Agora Vais Ver', os olhos delas arregalam-se fora das órbitas.

* * * * * * * * * *

Depois de termos atado ambas as raparigas, usando as varinhas delas e de as termos interrogado – Lily disse “Nunca vão arrancar nada de mim seus vândalos!” e Erin “Foi tudo ideia da Lily; Eu e a Lune só ajudámos um bocadinho... Mas também não vos digo mais nada!” -- e de não termos chegado a conclusão nenhuma, eu e Scorpius separámos caminhos.

Eu para a Torre de Gryffindor (para tomar um banho relaxante e ter o meu merecido descanso numa cama decente...) e ele para as Masmorras de Slytherin (para fazer o que quer que os rapazes fazem depois de serem sequestrados pelas irmãs e amigas das irmãs...).

O dia seguinte resumiu-se a ignorar os pedidos de desculpas das minhas ex-ex-melhores amigas (sim porque depois de quase dois dias na companhia dos meus primos Fred e James eu estava disposta a perdoá-las e ter as minhas amigas de volta...) , pensar sobre um certo loiro e dormir.

Hoje, depois de uma noite atribulada com sonhos e a necessidade urgente de perguntar a Scorpius porque é que eu sou especial, resolvi procurá-lo. Porque eu percebi que ele também é especial. Que não há ninguém que me faça sentir tão bem e tão irritada em momentos como ele. E agora eu sei o que isso é...

Acabei de correr a escola de uma ponta à outra sem parar e ainda não o achei.

Um pensamento repentino leva-me a parar bruscamente.

Eu ainda não fui ao campo de Quadribol...

Corro novamente até alcançar esse destino.

Quando chego, encontro o loiro de costas no meio do campo com o uniforme de quadribol verde-esmeralda e os cabelos platinados a esvoaçarem ao vento (ele tem o cabelo à surfista).

Sorrio cansada ao alcançá-lo finalmente.

“Porquê?” Disparo a pergunta de repente, ainda meio ofegante.

Ele vira-se para mim rapidamente e sorri quando me vê. O meu coração começa a bater descompassadamente e eu própria sorrio aparvalhadamente, pois os últimos dias fizeram-me perceber que as raparigas tinham razão.

Eu e o Scorpius temos muita tensão acumulada... e química também. Para além de que eu consigo falar com ele sobre imensos assuntos (isto quando ele não se arma em idiota) e gosto da companhia dele.

E dele também.

“Porquê o quê?” Ele questiona serenamente com um ligeiro ar de confusão no seu rosto enquanto se aproxima de mim.

Eu coro.

Claro sua estúpida! Querias que ele simplesmente soubesse do que estás a falar quando a conversa já foi a alguns dias?

“Porque é que eu sou especial? Porque é que eu sou diferente das outras raparigas com quem saíste?” Eu reformulo a pergunta num tom tão baixo que me pergunto se ele ouviu.

“Porque eu te amo.” Ele responde sem qualquer traço de dúvida e com uma firmeza que eu não me atrevo a questionar. -- Eu simplesmente sei que isto é sincero.

O meu coração volta a bater mais forte e eu sinto a garganta apertada. Ele aproxima-se e agora estamos frente a frente, a menos de quatro passos um do outro.

“Eu só te provoco para ter a tua atenção... para além de que quando estás zangada és adorável!” Ele ri uma gargalhada descontraída e eu não posso evitar de rir um pouco também enquanto a minha face volta a ficar vermelha.

“E eu só respondo à provocação porque adoro dar-te uma boa resposta e provocar-te de volta. Ter-te ao pé de mim e ver-te sorrir e... Eu... Scorpius eu...”

“Cala-te Weasley e deixa-me beijar-te logo!”

Ambos sorrimos enquanto os nossos rostos se aproximam novamente.
O braço dele envolve-me a cintura e o outro coloca-se na minha face, enquanto as minhas mãos procuram o cabelo dele acariciando as madeixas sedosas.

Este beijo é diferente do outro. Nele passam todas as palavras que nunca dissemos um ao outro. Todos os sentimentos reprimidos e a química mal explorada estão agora à flor da pele enquanto os lábios dele procuram os meus sofregamente, com toda a paixão de seis anos de convivência não-tão-pacífica mas certamente sentida.

Ele aprofunda o beijo e eu não me oponho.

Afinal, quem é que se importa com o surto que o meu pai vai ter quando descobrir?

Que se danem os discursos dele sobre casar com sangues-puros e o inevitável castigo que eu vou receber!

Pró inferno com as rivalidades de família e o facto de eu ir ser deserdada!

Malfoy tem muito dinheiro por si só!

E se se der o caso de ele também ser deserdado...

...bem podemos sempre viver debaixo da ponte.

Eu sorri com esse pensamento e correspondi ao beijo. Deixei o seu cabelo, envolvi os meus braços no seu pescoço e beijei-o de volta como se não houvesse amanhã.

Sinto-me confortável mesmo que as minhas pernas pareçam ter ganho a consistência da gelatina e que, sem os braços fortes de Scorpius a amparar-me, eu vá colapsar a qualquer momento no meio do chão...

Porque agora eu sei que o amo e que ele também sente o mesmo.
E não vou abrir mão disso tão cedo...




N/a: Tá aqui o cap finalmente. Desculpem pela demora e espero que tenham gostado ^^

Gostaram? Sim? Não?

Comentem de qualquer forma, please!

Obrigada a:

Nonozinha Malfoy – obrigada amiga por comentar e votar e principalmente por ler as ideias da sua amiga desvairada! Beijos. ^^

Dahi Blackfoy – a melhor madrinha do universo e arredores! Obrigada por comentar, votar, ler e ainda tirar tempo para me fazer a maravilhosa capa! Adoro-te milhões!

Pollitá – obrigadíssima pelo cometário, por votar e ler! Espero que também tenha gostado do cap e que volte a comentar! Beijos!

beijos ^^

*snow*

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Comentários: 2

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Enviado por tamires wesley em 04/08/2012

ai eu simplismente adorei..

perfeita..parabens..\0/

Nota: 5

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Enviado por Luana de Ameida. em 29/12/2011

Fic perfeiita!!! Aaah gente, que coisa mais linda..

eu quero um Scorpius para mim kk' s2

Nota: 5

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