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5. Reviravolta do Destino


Fic: Sonhos Roubados


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Draco estava retornando ao seu quarto após um estafante dia de trabalho. Seus alunos, naquele dia, estavam particularmente difíceis, não se esforçando nem um pouco para aprender sobre como se defender de magia negra. Por outro lado, davam tudo de si nas aulas de Artes das Trevas. Quando entrou em seu quarto numa das torres do castelo negro de Durmstrang, viu uma coruja parda sobre sua escrivaninha. Sem ter a mínima ideia sobre quem a teria mandado, ele franziu as sobrancelhas. A coisa mais rara era receber cartas, apenas sua mãe e os administradores de suas empresas e do orfanato mantinham correspondência com ele, mas isso apenas de vez em quando, e fazia pouco tempo que se comunicara com eles. Mordeu o lábio ao ver o remetente. Era uma carta de Hogwarts. O que a escola queria com ele? Nunca mais ele entrara em contato com ninguém de lá.


Quando passou a lê-la, seus olhos se arregalaram e sua boca se abriu. Quem diria?! O aluno que fora visto como problemático, apesar de sua classe social e dinheiro, era agora chamado para ser o novo professor de Defesa contra as Artes das Trevas da escola de magia mais famosa de toda a Europa. Parecia que o atual professor da disciplina sofrera um acidente e não poderia voltar a lecionar, e precisavam urgentemente arranjar um novo professor, uma vez que o ano letivo começara havia uns dois meses.


Hogwarts... Apenas lembrar aquele nome lhe trazia recordações agridoces. Apesar de tudo o que já dissera – e fizera – aquela escola fora realmente um segundo lar para ele. Na verdade, muito mais que isso, pois ele jamais tivera um lar feliz como o que toda criança espera e precisa. Ele preferia o castelo à própria casa. Mas também era doloroso pensar nos tempos em que vivera lá. Pois fora lá que ele... a conhecera. Ela. A única mulher a quem realmente amara, e que destroçara seu coração. A mulher do nome proibido.


 


*******


Apesar de dizer a si mesmo, durante os dias que se seguiram, que seria uma insensatez voltar a viver na Inglaterra, voltar a estar nos terrenos de Hogwarts, a ideia martelava constantemente na mente de Draco. Ele sentia saudades de seu país; apesar dos anos vivendo na Noruega, ele ainda se sentia um estrangeiro ali. Só sentia medo de retornar a um lugar onde tantas lembranças poderiam corroê-lo, um lugar em que, a qualquer momento, ele poderia se deparar com a mulher que o destruíra.


Apesar de todos os contras, ele pensou apenas nos prós. Sentia muita falta da Inglaterra. E, desde que se tornara um professor, sempre fora um sonho secreto seu lecionar na escola em que vivera por tantos anos. Seria bom recompensar o lugar depois da ajuda deplorável que ele dera para tentar destruí-lo – mesmo que, na época, não tivesse opção, era cumprir as ordens de Voldemort ou morrer e deixar seus pais serem mortos. A única coisa que ele não percebia, pois estava profundamente enterrado em seu inconsciente, era que havia mais um motivo para aquele desejo de voltar à terra natal: o desejo de encontrar Hermione e pôr tudo em pratos limpos. Aquela carta e suas ferinas palavras estavam entaladas em sua garganta. Ele precisava vê-la e entender de verdade o motivo de ela tê-lo dispensado daquela maneira tão cruel. E sua alma também precisava daquele encontro. Sua alma sofria, gritava para reencontrar sua alma gêmea. Nada daquilo o Draco consciente percebia, imerso na revolta, na dor e na humilhação como estava.


Ele não pôde, enfim, lutar contra aquelas demandas, tanto as conscientes quanto as inconscientes. Decidiu-se peremptoriamente. Voltaria para a Grã-Bretanha e se tornaria o mais novo professor da Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts.


 


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Narcissa Malfoy estava sentada à mesinha de café da manhã na varanda que dava para o pátio da piscina. Enquanto bebia chá com limão servido em um belo e caro conjunto de porcelana de Sévres, ela lia um dos relatórios de lucros das empresas Malfoy. Embora não gostasse nem um pouco de negócios, ela se preocupava muito com dinheiro, e gostava de sempre saber como iam as finanças. Finalmente tinham se recuperado de uma crise, e as empresas voltavam a dar bastante lucro novamente.


─ Bom dia, mãe.


Ao ouvir aquela voz profunda, Narcissa, incrédula, ergueu os olhos. Empalideceu. À sua frente, alto, atlético e elegante, seu filho lhe sorria. Draco estava mais velho, os anos apenas haviam lhe dado traços mais marcados e masculinos, ele não tinha mais nada de garoto em seu rosto. Era um homem completo, de traços angulosos e firmes, lisos cabelos louros e belos olhos prateados. Mas... o que ele estava fazendo em Londres?


─ O que faz aqui, Draco?


─ Ora, é essa sua maneira de receber seu filho que não vê há tantos anos?


Finalmente se recuperando do choque e sentindo todo o doentio amor que ela sentia por ele, a ponto de fazer qualquer coisa que julgasse necessário para sua felicidade, ela se levantou e se jogou nos braços do filho.


─ Draco... eu estava morrendo de saudades...


Ele a abraçou com força, beijando o alto de sua cabeça e roçando a face na sua.


─ Também senti, mãe...


─ Mas por que sequer me avisou que vinha me visitar? Eu queria preparar a casa para recebê-lo da forma como você merece!


─ Queria fazer uma surpresa, mamãe. Na verdade, nunca mais precisaremos ficar afastados.


Uma premonição sombria atingiu o peito de Narcissa.


─ Como assim, Draco? O que aconteceu?


O rapaz abriu um grande e lindo sorriso.


─ Eu vim para ficar, mãe. Voltarei a morar aqui, na Inglaterra. Recebi uma proposta irrecusável para lecionar em Hogwarts. Nunca mais ficaremos separados.


Narcissa teve que se esforçar para parecer feliz. Na verdade, ela sentia uma mistura de sentimentos: alegria, mal-estar, medo, insegurança. Apesar do amor por seu filho, preferia-o bem longe dali. Não queria que ele corresse o risco de se encontrar com... amaldita Sangue Ruim. Ele não podia nem sonhar com as coisas que ela, Narcissa, escondera dele. Sabia que, se um dia ele suspeitasse, odiá-la-ia e exigiria satisfações que ela não podia sequer pensar em dá-las.


Os dois se sentaram num banco largo, Draco meio que se estendeu no banco e pôs a cabeça no colo da mãe. Com uma explosão de amor em seu peito, Narcissa passou a acariciar os cabelos suaves de “seu bebê”. Ele parecia tão desamparado ali, tão perdido, tão... triste, que ela quase... se arrependeu do que já fizera pela felicidade dele. Quase. Não podia realmente se arrepender, mesmo que um dia ele não quisesse sequer olhar na cara dela, se soubesse. Por seu único filho ela era capaz de tudo. Inclusive matar.


 


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Hermione entrou no Caldeirão Furado. Sentou-se e ficou esperando seus melhores amigos. Harry e Ron, com suas esposas Ginny e Lavander, iriam se encontrar com ela para um jantar entre amigos. Harry tinha uma novidade para contar. Devia ser algo realmente bom, pois ele vinha havia dois dias rindo com cara de bobo, uma expressão de extrema felicidade em seu rosto. Ela esperava mesmo que algo bom tivesse acontecido, Harry mais do que ninguém merecia, depois de todo o sofrimento que já padecera em sua vida.


Os três tinham se despedido no Ministério, e Hermione preferira ir logo para o bar. Enquanto ela esperava, Harry e Ron tinha ido a suas casas buscar suas esposas. Ela pediu uma garrafa de cerveja amanteigada ao barman Tom e, enquanto bebia, curtia uma música romântica de As Esquisitonas.


Logo todos chegaram, e Hermione cumprimentou suas amigas com um sorriso. E pensar que já chegara a detestar Lavander! Eles se sentaram e fizeram seus pedidos. Mione se sentia deslocada ali, entre os dois casais. Apenas ela continuava solteira, e sentia como se estivesse, como diz a expressão, "segurando vela". Fora o sentimento levemente amargo que a acometia ao ver a felicidade e o amor dos dois casais. Não que ela os invejasse, longe disso. Ela estava feliz por eles. Mas ver o que eles tinham a faziam se lembrar do que ela não tinha. Ou ainda pior: do que ela quase achara que teria.


Em certo momento, Harry segurou a mão de Ginny e os dois se olharam com expectativa e amor. Em seguida ele olhou para os amigos e disse:


─ Bem, vou contar agora a grande novidade.


Entretanto, quando seus olhos se voltaram para Hermione, eles ficaram meio tristes e penalizados.


─ É algo que talvez vá te lembrar de momentos ruins, Mione. Mas eu sei que você se sentirá feliz por nós ─ acariciando a barriga de Ginny e voltando a sorrir, seus olhos verdes mais brilhantes que esmeraldas, ele continuou ─ Eu vou ser papai!


Hermione se sentiu meio que congelada. Não conseguia dizer nada, apenas olhar para a barriga de Ginny e a mão de Harry, meio possessiva e amorosa lá. Ela fechou os olhos e foi inundada por recordações.


 


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Flashback


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Hermione acordou num quarto de hospital. Sentia-se mal, zonza, mas o pior era uma sensação de vazio que ela não conseguia entender de onde vinha. O que acontecera?


Um Curandeiro entrou no quarto e sorriu.


 Finalmente está acordada! Ficamos preocupados, a senhorita não despertou nem mesmo com o Enervate. Seus amigos estão muito preocupados, lá fora, no corredor.


 Por que eu vim parar no St. Mungos?


 A senhorita não se lembra? Desmaiou. Parece que numa reunião na casa de um de seus amigos...


Apenas nesse momento Hermione passou a se lembrar. A Toca. A festa. A... carta. Draco.


Toda a dor e sofrimento a inundaram de novo de uma forma que ela se encolheu, como se tivesse levado um soco no estômago. Deitada de lado, embolada, ela passou a se mover para a frente e para trás. Várias vezes as cruéis palavras de Draco se repetiram em sua mente.


 Harry... Ron... Onde eles estão, doutor?  ela perguntou em voz rouca.


 Não prefere que eu a examine primeiro, para saber o que houve com você?


 No momento, eu preciso de meus amigos.


O Curandeiro deixou Harry e Ron entrarem. Com expressões de dor e pesar, pena e tristeza, seus melhores amigos entraram no quarto. Sentaram-se cada um a um lado dela, na beira da cama.


 Como está, minha amiga?  Harry sussurrou, tirando os cabelos da testa dela.


Ron segurou uma de suas mãos e a olhou preocupado.


 Péssima. Dolorida. Mas isto vai passar. Tudo passa. Por favor, eu não quero que vocês vão atrás de nenhuma represália. Deixe-o para lá. Malfoy será considerado parte de meu passado, uma parte que quero evitar me lembrar.


 Mas... Mione! Ele tem que pagar!  disse Ron, seus dentes cerrados.


 E ele vai pagar, Ron. A vida se encarregará de fazê-lo pagar. Todos nós, mais cedo ou mais tarde, pagamos pelo que fazemos de mal. Não pensem que ele não terá seu castigo. O tempo se encarregará dele. Me prometam, deixe-o para lá.


 Eu queria arrebentar os dentes dele, Mione  disse Harry.  Mas irei acatar seu desejo. Você é a única que tem o direito de opinar sobre isso.


 Bem, mas agora que você acordou, vamos chamar o Curandeiro. Ficamos muito preocupados, você não despertou sequer com um feitiço!  falou Ron.


 Não precisa, foi apenas o choque...


Harry a cortou:


 Nem pense em sair daqui sem ser vista pelo Curandeiro.


Hermione bufou, mas acatou o desejo dos amigos.


Quando o Curandeiro entrou no quarto, Harry e Ron saíram para lhes dar mais privacidade. O homem passou a fazer uma série de perguntas a Mione, e logo depois deu a ela uma poção que ela não reconheceu, de gosto bastante amargo.


 Essa é uma poção de teste, Srta. Granger. Um teste de gravidez.


Hermione quase se engasgou com o último gole da beberagem. Gravidez? Não podia ser... Não podia!


 O senhor só pode estar brincando... Não posso estar grávida!


 A senhorita tem certeza que não se descuidou? Que tomou de maneira certa a poção contraceptiva, ou ao menos utilizou os preservativos trouxas?


Hermione corou. Tinha vergonha de falar sobre aquilo, mesmo com um médico. Ela tentou se recordar. Realmente, tinha se esquecido de tomar a poção anticoncepcional, no dia em que se tornara, ou achara se tornar, noiva. De olhos baixos, ela disse:


 Eu... me esqueci de tomar a poção, doutor.


 Bem, vamos ver, o resultado vai sair agora pouco. Se a sua pele continuar igual daqui a mais uns três minutos, você não está grávida. Se ela ficar emitindo um leve brilho nacarado, com certeza está, e vou te encaminhar a um Curandeiro obstetra.


Hermione fechou os olhos enquanto aguardava. Jamais pensara que poderia engravidar. Tomava a poção, sim, mas pensava em gravidez como algo totalmente remoto, tanto que sequer se preocupara quando se esquecera de se prevenir.


 Abras os olhos, Srta. Granger.


Quando Hermione abriu os olhos, sua pele inteira brilhava suavemente, de uma forma linda que enchia os olhos. Uma emoção grandiosa, imensa, que ela jamais sentira antes, espalhou-se pelo seu ser. A sensação era como se ela fosse chocolate se fundindo. Hesitante, ela levou a mão ao ventre e o acariciou. Era mesmo verdade? Levava ali dentro um fruto do seu amor? Mesmo que fosse um amor unilateral?


 A Senhorita está grávida, e pelo brilho suave, foi há pouco tempo. Quanto mais brilho, mas avançada a gravidez está.


Quando deu por si, ela estava chorando. E rindo ao mesmo tempo. Aquilo era... perfeito. Era um grande consolo para ela. Podia não ter Draco, mas teria o filho dele, uma criança a quem daria todo o seu amor.


 Eu te amarei muito, meu bebê... Eu prometo!


 


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Fim do flashback


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Quando Hermione deu por si, Harry estava de pé ao seu lado, sacudindo levemente seu ombro. Todos a olhavam com uma expressão alarmada. Dando um sorriso amarelo, ela se desculpou:


─ Me desculpem! Eu apenas... me lembrei de algo.


Todos eles sabiam muito bem o que era aquele algo. Tinham estado ao lado de Hermione durante todo o sofrimento dessa. Por isso, Harry sentira um leve receio de contar sobre sua paternidade, mas de algum jeito ela ia ficar sabendo, e ele e Ginny achavam melhor que fosse por eles.


Hermione se levantou, rodeou a mesa e abraçou os ombros de Ginny, dando-lhe um beijo na testa. O lugar onde estavam dentro do Caldeirão era mais reservado, uma grande e bonita planta carnívora encobria quem estava sentado. Hermione foi até Harry, ainda de pé, e lhe deu um forte e demorado abraço.


─ Estou tão contente por você, meu amigo... Realmente, tão contente... ─ ela sussurrou ao ouvido dele, sorrindo. ─ Você e Ginny estavam esperando há tanto tempo!


Harry recostou sua face na face dela.


─ Sim, Mione. Acho que sou o homem mais feliz do mundo. E da mesma forma como você me chamou para ser padrinho de... de Hugh, eu te chamo, desde já, para ser madrinha de meu bebê. Eu e Ginny queremos que sejam você e Ron, mesmo que não sejam um casal. Apenas vocês poderiam ser os padrinhos de um filho meu.


Sorrindo com os olhos marejados, ela falou:


─ Muito obrigada...Vou ser a melhor e mais coruja madrinha do mundo! ─ ela estalou um beijo na testa de Harry.


De repente, Hermione olhou para a porta do bar e se assustou. Uma cabeça loira sobre um corpo alto e forte saia apressada do recinto. Por um momento ela pensou que fosse... ele. Admoestou-se mentalmente. Não era uma idiota para continuar vendo Draco Malfoy em todos os homens loiros e altos que avistava!


 


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Tremendo, uma sensação horrível de dor, ódio, ciúme e inveja no peito, Draco saiu apressado do Caldeirão Furado, quase tropeçando em sua ânsia de sair do sufocante lugar. Seus demônios internos o acossavam ainda mais que o normal. Ver a mulher que amava nos braços de outro homem era a sensação mais péssima que já sentira em sua vida. A ferida, que ele achava estar levemente cicatrizada, abrira-se novamente, sangrando com intensidade, causando uma sensação de ardor que o corroia por dentro.


Mas nada o abalou tanto que notar quem era o homem por quem Hermione o trocara... talvez até traíra. Harry Potter. O Santo Potter! Draco pensara que Harry tinha ficado seu amigo, não o melhor amigo, mas devido ao próprio jeito de ser de O Menino Que Sobreviveu, jamais pensara que ele trairia a nascente amizade daquele jeito. Mas, pelo visto, até os “heróis” podiam ser traidores e asquerosos.


─ Jamais poderia esperar isso de vocês, Hermione e Potter...


Quando voltou para casa, Draco maldisse seu azar. O Destino realmente queria fazê-lo pagar por tudo de ruim que já cometera, só podia ser aquilo. Tinha chegado naquele mesmo dia, pela manhã, e bastara sair à noite para rever lugares saudosos, como o Caldeirão Furado, para ter a visão mais dolorosa que poderia ter tido: Hermione nos braços de Potter. Passou a beber de uma garrafa do Firewhiskey mais forte que encontrou na adega que seu pai criara havia muitos anos, e logo estava completamente embriagado. Adormeceu e passou a sonhar. Um sonho que só lhe traria saudades e sofrimento.


 


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Sonho


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Draco andava por um lindo jardim todo florido, como se estivessem em plena primavera. O lugar era perfeito. O céu estava muito azul sobre sua cabeça, sem sombra de nuvens, um sol gostoso enviava seus dourados raios, que o aqueciam de maneira gostosa. Confortável, descalço, vestido apenas com uma calça e uma blusa soltas de linho branco, ele parava aqui e acolá para sentir o perfume das flores ou admirar alguma planta particularmente bonita.


 Draco?  disse uma voz que era a que ele mais amava.


Draco parou de chofre, invadido por várias sensações ao mesmo tempo. Amor, desejo, raiva, rejeição... ciúmes. Lentamente ele se virou.


Sua linda morena estava havia uns metros dele. Um solto vestido branco de fina seda descia até o meio de suas pernas, cabelos cheios, castanhos e brilhantes deslizavam sobre ombros brancos e lindos e seios cheios e delicados cobertos por fino e diáfano tecido.


Logo a conhecida sensação de ardor e desejo o percorreu. Vê-la era sempre uma prazerosa tortura. Ela estava linda, ali, de pé. E... lhe sorria. Como se não tivesse feito nada, como se não o tivesse trocado pelo Potter. Como se não tivesse destruído seus sonhos mais profundos através de uma reles carta.


 O que você está fazendo aqui, Granger? Já não basta o que fez?


Ela franziu as sobrancelhas, como se não tivesse entendido.


 Não sei do que está falando. E desde quando me chama de Granger? Pensei que isto tinha acabado...


Ele riu, olhando para o céu de forma incrédula.


 Você é muito cínica. Por acaso não se lembra da carta? Da cruel carta em que me dispensou e acabou com minha vida?


Olhando-o de forma preocupada, Hermione se aproximou.


 Querido, eu acho que você esteve sonhando. Ou tendo um horrível pesadelo, isso sim! Se não foi ontem que nos tornamos noivos!


Agora Draco estava confuso.


 Eu... eu não entendo. Já faz anos que moro na Noruega, lecionando Defesa contras as Artes das Trevas, desde que você me dispensou!


Hermione soltou uma gargalhada.


 Fala sério, Draco! Que pesadelo foi esse, hem? Estou feliz que tenha sido só isso: um maldito pesadelo. Jamais eu te dispensaria! Eu te amo mais que a tudo no mundo, meu amor!


Ela ergueu a mão, deixando-o ver o lindo anel de noivado.


 Desde ontem ele está aqui, comigo, e jamais irá sair de meu dedo. Tudo o que mais quero na vida é você. É ser sua esposa.


Logo um sorriso imenso tomou o rosto de Draco, acompanhado por uma sensação de alívio tão intensa, tão magnânima, que ele começou a chorar até o ponto de ter de se ajoelhar na grama.


Logo Hermione correu até ele, ajoelhou-se e o abraçou pelos ombros.


 Calma, meu amor... foi tudo apenas um pesadelo... Eu sou sua...


Draco sorriu em meio às lágrimas e olhou a face linda e tão próxima de sua amada. Quer dizer que todo aquele sofrimento tinha sido resultado de um reles pesadelo. Quem diria! Era como se um grande peso fosse retirado de seu coração.


O cheiro doce e picante de Hermione penetrou em suas narinas, que fremiram. Um desejo potente, resultado do tempo que ele achara que não a tivera nos braços – anos – por causa do pesadelo, acometeu-o. Seus olhos prateados, vidrados, percorreram cada porção do querido rosto de sua morena, logo deslizaram, famintos, pelo corpo que o vestido tão fino e diáfano revelava de maneira sensual e discreta. Então os olhos tornaram a se erguer para os de Hermione. Quentes piscinas de chocolate derretido o miravam com um amor tão profundo que o fez querer chorar novamente. Mas não, aquele não era momento para chorar. Era momento para celebrar o imenso amor que sentiam e professavam um ao outro.


Draco deslizou os dedos pela face de delicado marfim, para logo percorrer os lábios macios e rosados. Uma saudade imensa resultada do pesadelo o comia por dentro, e ele tinha que beijá-la. E tinha de amá-la. Só assim todas as dúvidas sairiam de sua mente. Só quando novamente a tivesse nua, quente e vibrante em seus braços, gemendo pelo prazer que apenas ele, de acordo com as palavras dela, podia lhe dar, ele acreditaria que aquilo tudo era real.


Levou seus lábios aos dela e os acariciou com eles, reaprendendo sua forma, textura e calor. Logo sua língua exigente passou a brincar com eles, até que ele tinha Hermione arfante e trêmula entre seus braços, abrindo seus lábios para ele, convidando-o a aprofundar o beijo. E ele não se fez de rogado. Mordeu o lábio inferior dela e logo depois lhe penetrou a doce e úmida boca com sua língua ávida. Draco bebeu dos lábios de Hermione como se eles fossem uma fonte e ele, um sequioso andarilho do deserto. Dentro dele mesmo ele sentia como se estivesse desabrochando, como se ele fosse uma planta que se revigorava com o néctar da água.


Seus lábios e nariz desceram pelo pescoço feminino, lambendo e cheirando, então a boca se apossou de um rígido mamilo sobre a seda mesmo. Hermione gemeu e agarrou-o pelos cabelos. Ele sentia a vibração do corpo feminino, que sempre tremia e se contraía levemente quando estava excitado. Hermione apertava uma coxa contra a outra, como se tentasse, daquela forma, aliviar a dor e pulsação que sentia ali.


 Não precisa disso...  ele grunhiu enquanto levemente ia abrindo as coxas dela. Você me tem aqui com você... Me dê o privilégio de acabar com sua dor, acalmar sua tensão e seu desejo...


Apoiando as mãos no chão, atrás de si, Hermione dobrou os joelhos, apoiando a planta dos pés no chão, e abriu as pernas o mais que pôde. O cheiro de sua excitação elevou a mente de Draco numa espiral de desejo. Erguendo o tecido pelas coxas dela até deixá-lo sobre a cintura, Draco a desnudou. Logo ofegou de desejo. Ela estava nua sob o vestido. A umidade do desejo que ela sentia por ele brilhava entre as macias dobras de seu sexo.


Lascivo, excitado até dizer “chega”, Draco se ajoelhou entre suas coxas e levou seus lábios e língua até o sexo dela. Lambia-o e o sugava, penetrava-o e recolhia toda a umidade doce/salgada que o enlouquecia. Sob suas carícias, Hermione corcoveava de prazer, só se mantendo na posição por causa das mãos dele, que seguravam firmemente seus quadris. Logo Hermione explodiu num êxtase fenomenal.


Triunfante, Draco sorriu ainda sobre sua sensível carne, então levou seus lábios aos dela, fazendo-a sentir o próprio sabor.


 Deliciosa... melhor que o néctar dos deuses...  ele sussurrou de uma maneira tão sexy que viu os olhos dela queimarem.


 Draco, vem... preciso de você...


Essas eram as palavras que ele mais queria ouvir. Portanto foi subindo lentamente o vestido até tirá-lo completamente do corpo dela e jogá-lo de lado. Levantou-se e passou a tirar suas roupas diante os olhos fascinados dela. Hermione literalmente o comia com os olhos, enquanto ele ia desnudando cada parte de seu corpo lentamente, expondo seus músculos, sua pele levemente dourada, e enfim, seu membro, que estava com a maior ereção que já tivera na vida.


Quando ele novamente se ajoelhou entre as coxas dela, Hermione se sentou, para agarrar o membro dele e acariciá-lo, seguindo todos os contornos, as pulsantes artérias, a fenda sob a ponta da qual já deslizava uma gota em forma de lágrima de líquido pré-seminal. Uma das mãos dela continuou o percurso até a pele suave dos testículos sob o membro, apertados de desejo, e a outra levou aquela gota até os próprios lábios, sua língua saindo e sensualmente lambendo o dedo.


Draco não pôde mais suportar. Sentou-se, trouxe-a sobre suas coxas, fazendo-a montá-lo e envolver suas pernas em torno de sua cintura, e penetrou-a com uma só investida firme. Hermione gritou de prazer e se apertou mais em torno dele, as mãos agarrando os cabelos dourados de Draco e puxando sua cabeça para seus seios. Draco apertou firme sua cintura e passou a movê-la com força e rapidez contra seu corpo, enquanto seus próprios quadris se impulsionavam para cima. Não conseguia se conter. Não podia ir devagar. Sentira tanto a falta dela, mesmo que fosse só por causa do pesadelo! Como ela queria, ele se fartou em seus seios usando seus lábios, dentes e língua. Logo em seguida não soube de mais nada, a não ser um prazer tão intenso, tão potente que o fez ficar com a vista escura. E pelo grito de Hermione e o apertão que os músculos internos dela lhe davam, ele soube que ela sentia o mesmo. Era o mais poderoso orgasmo da vida deles. Arfando, encostando a testa na dela, ele murmurou:


 Eu te amo...


 Eu também te amo, Draco...


Mas agora algo estranho acontecia. A voz dela parecia ficar mais distante, como também a sua forma e imagem iam se apagando, e ele tentou agarrá-la mais forte, mas era como se ela se desintegrasse em névoa em seus dedos.


 


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Fim do Sonho


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Draco acordou com a cabeça freneticamente virando para ambos os lados, procurando Hermione.


─ Hermione? Onde você está, meu amor?


Só quando viu onde estava, deitado num divã à beira da piscina, uma garrafa de Firewhiskey perto de uma das mãos, a outra em torno de seu membro agora flácido e úmido depois de uma provável masturbação, ele percebeu que tudo fora apenas um sonho. Um vazio ainda maior pareceu fazer um buraco no centro de seu peito, ele se sentiu frio, gelado, e a dor se tornou tão excruciante que ele gritou:


─ Não!! Hermioneeeeee!!!!


 


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Arfando, uma mão enterrada em seu sexo ardente, ainda sentindo as reminiscências de um profundo orgasmo, Hermione acordou em sua cama. Sonhara que Draco, em meio a um lindo jardim de primavera, lhe dizia que tudo pelo que passara fora apenas um pesadelo e depois ambos faziam amor intensamente.


Agora, vendo que tudo fora um sonho, ela encostou o rosto no travesseiro, encolheu-se e passou a chorar amargamente.

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