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5. Momentos


Fic: Máscaras NC18


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Os quatro amigos reuniram-se no quarto de Ron para trocar os presentes. Harry trouxera ao ruivo uma linda camisa que comprara em uma loja trouxa de Londres, de cor cinza-grafite, mangas compridas e alguns botões próximos à gola. Ron simplesmente adorou-a.


- Obrigado, cara. Ei... – ele estendeu a Harry um pequeno embrulho amassado. – Este é o seu. É claro que não é uma camisa como esta ou qualquer outra coisa de qualidade parecida, mas, bem... Ainda assim é um presente.


Harry riu e abraçou o amigo antes mesmo de abrir o embrulho.


- Nem precisa ser, Rony. Você sabe melhor do que ninguém que é a intenção que vale.


Harry abriu o presente com cuidado e viu que ganhara um porta-retratos com uma foto dos dois há alguns anos atrás, abraçados em frente à porta da Toca.


- Merlin, Rony... Isso foi perfeito, cara.


- É, eu sei... Imaginei que com os treinos para Auror e tudo mais, você fosse acabar achando um apartamento para morar sozinho, certo? Então você pode leva-lo para enfeitar o lugar e assim, de alguma maneira, eu estarei ali com você.


Harry abraçou-o novamente.


- Obrigado, cara, de verdade. Mas não pense que você não irá me visitar sempre. Eu não vou simplesmente me mudar e deixar você em paz.


Ron riu.


- E... Para você. – continuou Harry, olhando para Hermione. – Trouxe algo que espero que goste.


Hermione sorriu, levantando-se da cama de Ron onde se sentara e caminhando até Harry. Ele tirou uma caixinha de dentro da mochila e entregou-a com cuidado nas mãos de Hermione. Gina e Ron observavam tudo em silêncio.


A morena desembrulhou o presente e retirou de dentro da caixinha uma bela caneta tinteiro. Hermione simplesmente ficou de boca aberta.


- Harry! É linda... – e sem mais delongas, pulou pela segunda vez aquele dia no pescoço do amigo. Ela era toda elogios, ficara extremamente emocionada com o presente. Ron chegou a se sentir mal ao perceber quão grande foi a satisfação da amiga ao ter recebido o presente de Harry. O ruivo não tinha comprado um presente para a morena, afinal de contas, não soube a tempo de que ela já tinha voltado de sua viagem e muito menos de que passaria o Natal na Toca. Ele fechou os olhos quando sentiu o estômago revirar.


Foi então a vez de Hermione dar um lindo relógio de pulso para Harry, sobre o qual ele ficou algum tempo repetindo a Hermione quanto a ter gasto tanto com um presente.


- Deixa de ser bobo, Harry. Eu fiz porque tive condições e porque você é especial pra mim.


- Certo... – ele respondeu, ainda olhando o relógio já colocado sobre um dos pulsos.


- Ok! – exclamou Gina. – Minha vez?


- Ora... – Harry riu. – O que te faz ter tanta certeza de que eu realmente te comprei um presente?


- ‘’Ora’’ Harry Potter, pois saiba que esta ruiva aqui conhece o senhor bem o suficiente pra saber que você não se atreveria a levar umas boas surras dela a troco de não lhe trazer presente algum.


Todos no quarto riram, com exceção de Ron que, desde que Hermione abrira o presente de Harry, não parecia estar prestando muita atenção à conversa dos outros três. De toda forma, Harry entregou seu presente à ruiva , assim como Ron e Hermione, que, por sua vez, também foram presentados por ela. Assim, sem mais delongas, Gina segurou na mão do moreno e puxou-o para fora do cômodo para entregar-lhe seu presente com privacidade.


Ron e Hermione, então, ficaram sozinhos no quarto do rapaz, o silêncio pairando desconfortavelmente sobre os dois.


- Mione...


- Sim?


- Eu não sabia que você já havia voltado de viagem e que vinha passar o Natal com a gente.


- Ah... Me desculp... – ele a interrompeu.


- Tudo bem, Mione, eu quem devo me desculpar. Afinal, não lhe comprei presente algum...


- Ah... Por Merlin, Ron, você sabe que eu não me incomodo nem um pouco com isso.


O ruivo de repente se aproximou mais de Hermione.


- Mas eu sim, Hermione. Sempre te dei presentes de Natal, assim como você também sempre me presentou. Aliás, assim como Harry te presenteou...


- Ron, não seja bobo...


- Não estou sendo bobo, Mione. Eu vi o quanto você gostou do presente dele. E eu deveria, no mínimo, ter te comprado um.


- Não. Escute. – ela disse, agora em um tom mais firme, fazendo com que Ron se calasse e olhasse fixamente nos olhos da morena. Por alguns segundos, ela teve a impressão de que lhe faltara o ar. Suspirou e voltou a falar – De forma alguma eu me chateio por você não me ter presentado, Ron. A minha maior satisfação no Natal, a principal delas, é a de presentar aqueles que eu considero especiais na minha vida. Muito mais do que receber os presentes dos outros. Olhe... – ela se virou e pegou sobre a cama um pequeno embrulho. – Este é o seu.


- Hermione...


- Ron, aceite. Não seja estúpido. – ela disse com firmeza, fazendo o amigo se calar mais uma vez. Caminhou em sua direção para entregar-lhe o presente, fazendo com que a distância entre os dois diminuísse mais ainda. Ron, de repente, não conseguia mais tirar os olhos dos dela, e a morena, também olhando nos dele, percebeu isso.


- Tome. – ela disse, estendendo o presente para Ron e tirando-o do “transe”.


Desajeitadamente, ele desembrulhou o presente e abriu a pequena caixa. De dentro, retirou com cuidado uma fina e brilhante correntinha de prata, com um pingente extremamente delicado. Ele colocou a corrente mais perto dos olhos e observou o pequeno pingente. Tinha, quase imperceptivelmente, as suas iniciais gravadas, também a prata, em alto relevo.


- Hermione... – ela sorriu ao perceber que Ron gostara. – Puxa...


- Que bom que você gostou. – ela disse, observando o amigo ainda olhar estático para o pequeno pingente.


Em um segundo, Hermione estava nos braços de Ron. Fora muito rápido, como se o ruivo não tivesse pensado antes de apertar a correntinha em uma das mãos e puxar Hermione para um abraço. A morena sentia um dos braços do amigo fortemente preso em torno de sua cintura e o outro sobre suas costas, apertando-a contra o seu corpo. Por alguns segundos, ela ficou estática. Mas a quentura do corpo do amigo e a sua respiração quente e ritmada sobre um de seus ombros, fez com que, sem perceber, ela fechasse os olhos e envolvesse a cintura do rapaz com os braços, ajeitando-se no corpo do amigo. Eles ficaram não se sabe quanto tempo daquele jeito, mas ao se separarem, ambos tinham as orelhas e bochechas rosadas.


- Obrigado. – ele disse sorrindo, com a cabeça baixa, enquanto guardava a correntinha dentro da caixa.


Hermione apenas sorriu e olhou o chão involuntariamente.


- Certo. Bem... Acho que mamãe precisa de ajuda. – ele disse, após guardar o presente dentro de seu armário.


- Sim, vamos. – ela respondeu. E os dois foram juntos, calados, mas ambos com um pequeno sorriso escapando dos lábios, de encontro à Senhora Weasley. 










Gina entrou em seu quarto arrastando Harry pelas mãos, fechou a porta atrás de si e ficou ainda alguns segundos sorrindo para o moreno. Ele, então, ficou observando-a, parado no meio do quarto, esperando alguma reação e sem entender muita coisa.


 


- E então? – ele questionou, vagarosamente.


 


Foi quando, de repente, a ruiva se precipitou para os braços do moreno e enrolou os próprios braços ao redor de seu pescoço. No mesmo momento, porém, quase que num gesto espontâneo, Harry pressionou as duas mãos contra os ombros de Gina e forçou-a a se afastar. Ela ficou alguns segundos ainda com os braços no mesmo lugar, estática. Harry, então, colocou as mãos sobre cada um dos braços da ruiva e retirou-os com cautela de si, olhando nos olhos de Gina atentamente. Ela não expressava uma só reação se não a de perplexidade. Ele, então, deu alguns passos para trás, ficando ainda mais afastado de Gina, e abaixou a cabeça, fitando os próprios pés.


 


- O quê, Harry? - ela questionou, adotando uma expressão, agora, dura no rosto. O moreno continuou fitando o chão, sem responder. - Me diz!

O moreno, enfim, se mexeu e sentou-se sobre a cama da ruiva, finalmente olhando em seus olhos, porém, ainda sem arriscar dizer uma só palavra.

- Não... Não é possível que até hoje você esteja com essa besteira na cabeça... - ela continou. - Você não tá. Tá? - ela perguntou, com a voz ainda mais alterada, quase que num tom de desafio. Ele continuava a olhando nos olhos, em silêncio. - Tá?!

- Gina...

- Ok. - ela respondeu, de repente, interrompendo Harry. Ele voltou, então, a fitar o chão, esperando o que vinha. - Eu vou te poupar do repetir o mesmo papinho furado que eu fui obrigada a escutar antes. Eu já entendi, Harry. E eu já cansei dessa sua covardia. Simplesmente cansei.

E antes que a ruiva pudesse mal terminar a frase, Harry pode escutar o barulho forte da porta do quarto batendo e se ver, então, sozinho no lugar.



 





 


Finalmente anoitecera. Naquela noite, a Toca recebia muitos convidados. Entre eles estavam o pequeno Teddy, sua vó Andrômeda, Luna, Neville, Gui, Fleur, a pequena Victorie, o Sr. e a Sra. Granger, o então Ministro da Magia Kingsley e Hagrid, além de Hermione, Harry e o restante dos Weasley, com exceção de Carlinhos que não poderia estar presente em função de mais uma viagem para pesquisas.


 


 


 


Todos conversavam espalhados pelo andar térreo da casa e também pelos jardins, que haviam sido lindamente decorados mais cedo aquele dia. Havia também duas grandes mesas, uma na cozinha e outra nos jardins, onde foram colocados variados pratos de comidas deliciosas. Hagrid passava por elas tantas vezes que mal parecia estar em outro lugar se não parado o tempo todo ali.


 


 


 


Ron e Harry conversavam em pé, em um canto mais afastado dos jardins, ambos com um copo de bebida nas mãos, Ron com um wisque de fogo.


 


- Ei, cara. Tem certeza que não tá exagerando muito nisso ai não? - perguntou Harry, referindo-se à bebida na mão de Ron.


 


- Ah. Isso? Magina, cara. Tô tranquilo. - o ruivo respondeu, bebendo um grande gole. - Aliás, porque você não faz o mesmo? Me acompanha, vem, eu te pego um.


 


- Não, não. Eu não quero, obrigado.


 


- Mas, ué. Por quê?


 


Harry olhou ao redor e avistou Gina no canto oposto do jardim, conversando com Luna em uma das mesas.


 


- Sei lá. Eu acho melhor ir conversar com ela...


 


- Quem? Gina? - Ron assobiou baixo e tomou mais um grande gole. - É. Eu percebi que vocês ficaram meio estranhos essa tarde. Mas o que aconteceu?


 


Harry não respondeu. Estava distraido, prestando atenção em Gina do outro lado do jardim. Ron olhou o amigo, suspirou e tomou mais um gole, finalmente terminando a bebida no copo.


 


- Quer saber? Minha irmã é louca, cara. Simples. Deixe que daqui a pouco, seja qual tenha sido o motivo do desentendimento de vocês, ela volta ao normal. - dizendo isso e dando um tapinha amigável nas costas do moreno, Ron saiu em direção à mais uma taça de wisque.


 


Harry permaneceu parado e observando Gina. Mal havia notado que o amigo havia saido dali, muito menos ouvira o que ele havia dito. Alguns segundos depois, simplesmente largou o copo em uma das mesas próximas e foi ao encontro da ruiva.


 


Gina percebeu Harry se aproximando somente quando o moreno estava há apenas alguns passos de sua mesa. Olhava fixamente para os olhos dele, que faziam o mesmo olhando os seus. Ele sorriu para Luna ao seu lado que parou de falar e sorriu de volta.
- Eu vou buscar mais um prato de doces. Fiquem à vontade. - dizendo isso, a loira levantou-se da mesa e afastou-se dali. Gina não desgrudou os olhos de Harry, esperando que o moreno dissesse algo. Aquele olhar forte e decidido de certa forma intimidou-o.
- Não vamos ficar aqui. - ele disse, quase em um sussurro.
- Onde quer ir? - ela perguntou.
Harry olhou em volta e então apontou para um canto mais afastado do jardim, onde não havia mesas ou convidados e onde eles não poderiam ser vistos, pois a casa e a sombra da noite os cobriria. Gina então levantou-se e caminhou até ali com Harry em seu encalço.
Quando finalmente encontraram-se em total privacidade, Gina virou-se para Harry, cruzando os braços e voltando a sustentar o mesmo olhar intimidador ao moreno. Harry teve vontade de sorrir ao pensar no quanto aquela ruiva era forte. Mudara tanto desde que haviam se conhecido e ela ainda era apenas a inocente e insegura irmã mais nova de seu melhor amigo. Ela tornara-se uma verdadeira mulher.
- Me desculpe. - ele disse, simplesmente. Gina ficou alguns segundos esperando uma continuação que não existiu.
- Só isso?
- Sim.
- ''Me desculpe''?
- Me desculpe.
- Ok.
Harry dessa vez não pôde conter o sorriso no canto dos lábios.
- O quê? - ela questionou, cruzando os braços sobre o peito com ainda mais força.
- Nada. - ele respondeu rapidamente, mas sem deixar de sorrir. - Me desculpe. - ele repitiu.
- Eu disse ''Ok''.
- Me desculpe.
- Eu já desculpei, Harry. - ela respondeu duramente e Harry deu um passo à frente, aproximando-se ainda mais da ruiva. Gina então suspirou e levou uma das mãos aos cabelos. Harry achou aquele gesto extremamente fascinante. - Ok. Não é tão facil perdoar assim. Não é a primeira vez que isso acontece, Harry, por Merlin...
- Eu sei que não. Mas é o máximo que eu posso fazer, certo? Pedir perdão. Não posso voltar no tempo e desfazer as minhas inseguranças. Só posso dizer que eu me arrependo e que me sinto mais confiante. - o moreno respondeu com simplicidade. Ela mordeu os lábios e depois voltou a cruzar os braços.Ele, então, precisou continuar. - Ok, olhe. Só eu sei o quanto eu me senti mal por ter causado tanto mal à tanta gente que eu amo... - Gina fez menção de interrompê-lo, mas ele não deixou, aumentando o pouco o seu tom de voz. - Não me importa o quanto achem que eu não fui responsável por esse mal! É como eu me sinto... E ver alguém sendo machucado mais uma vez por minha causa seria ainda mais doloroso... Eu tenho medo de que você ainda seja algum tipo de alvo pra alguém, ou que...
- Alguém quem, Harry? - ela o interrompeu. - Quem? Pare com isso. Isso é um trauma. Não há mais com o que se preocupar, Harry, tudo acabou... - o moreno continuou em silêncio, observando-a. Foi quando ela pareceu se lembrar de que estava chateada e apertou ainda mais sobre o peito os braços cruzado. - Mas, ainda assim, pra eu perdoar requer tempo. Eu sou orgulhosa, rancorosa e tudo o mais, você sabe.

Harry sorriu abertamente.
- Sim. Uma manhosa de primeira.
- Não é manha! - ela disparou, alterada. Harry riu e se aproximou ainda mais, chegando a encostar seu corpo no dela.
- Ok, então. Não é manha.
- E não é mesmo... - ela respondeu, permanecendo parada e ainda com os braços cruzados, mesmo depois da aproximação de Harry.


 


O rapaz então segurou gentilmente nos braços de Gina, descruzando-os, e em seguida levou uma das mãos aos cabelos da ruiva, entrelaçando os próprios dedos com cuidado por entre os fios ruivos e macios. Aquilo fez com que Gina fechasse os olhos e aguardasse imóvel. O moreno então aproximou o rosto do dela e os lábios se encontraram tímidos. Timidez essa, porém, que em poucos segundos se esvaiu. Logo Gina tinha as mãos segurando firmes na cintura de Harry que, por sua vez, agarrava-se aos cabelos de Gina, de forma que trazia o rosto da garota para ainda mais perto e fazia com que a boca da ruiva se apertasse contra a sua. O beijo começara lento, mas intenso; porém, antes que as línguas mal pudessem se encontrar, algo fez com que os dois se sobressaltassem.


 


- Ora. São vocês. – disse Ron, que aparecia de repente a alguns passos do casal.


 


Harry e Gina rapidamente se separaram. Ron olhou para os dois com especial cuidado e uma expressão ligeiramente desconfiada. Ele tinha mais um copo de wísque de fogo nas mãos.


 


- O que estão fazendo aqui?


 


Gina respirou aliviada por perceber que o irmão estava bêbado demais pra ter percebido o que ela e Harry faziam ali, ao mesmo tempo em que se irritou.


 


- Ron, você tá completamente bêbado.


 


- Não é verdade. – o ruivo respondeu rapidamente, tomando um grande gole do copo. – Não estou com a voz embargada, não estou cambaleando, não estou... Bom, não estou bêbado.


 


- Ah, não? Não está com um bafo horrível de wísque? – ela se aproximou e fez menção de tirar o copo das mãos do irmão, mas o ruivo recuou.


 


- Ei!


 


- Ron, quantos copos de wísque de fogo você tomou? – foi a vez de Harry interferir.


 


- Ora. Uns... Ora, eu não sei. Vocês vão ficar me regulando agora? Eu sou um adulto!


 


- Ah, é. Um adulto que bebe como criança. – disse Gina. – Escuta aqui, Rony. Eu sei muito bem o porquê disso, ouviu bem? Eu acho melhor você largar de infantilidade e enfrentar os seus problemas sóbrio.


 


- Fica quieta, Gina, isso não tem absolutamente nada a ver com o que você tá pensando.


 


- Ah, não? Pois eu não me lembro de ver o senhor bêbado por ai em todo esse tempo que Hermione esteve fora.


 


- Ei, Gi... – Harry se aproximou da ruiva e segurou seu braço gentilmente – Não vale a pena discutir com seu irmão assim...


 


Ron continuou olhando os dois com as sobrancelhas franzidas, numa expressão aborrecida. Gina então, um pouco contrariada, recuou alguns passos. O ruivo tomou mais um grande gole do copo na frente dos dois, sem desviar o olhar irritado.


 


- Tudo bem. – ele disse, após alguns segundos os encarando e, sem mais nem menos, virou-se de costas para ambos e caminhou de volta em direção aos jardins.


 


Harry e Gina se entreolharam preocupados e apenas com um olhar concordaram que era melhor voltarem à festa.


 


 




 


 


 


 


Ron caminhava pelos jardins sem olhar em volta, com sua atenção apenas na mesa onde serviam mais wísque. Ele se aproximou e encheu mais uma vez o seu copo, em seguida dando mais um grande gole. Virou-se de costas pra mesa e aí então observou todo o jardim. Não fazia ideia de que horas eram, mas alguns convidados já haviam ido embora. Sentia a visão um pouco deturpada e já era difícil raciocinar com precisão, mas não daria o braço à torcer à irmã. Tomou um segundo gole e largou o copo sobre a mesa. Iria à cozinha comer alguma coisa.


 


Ao entrar na casa, viu os pais de Hermione conversando com o Sr. e a Sra Weasley na sala. Não se importou em escutar o assunto e foi direto em direção à cozinha. Ao entrar no cômodo, trombou em alguém.


 


- Ron! – Hermione exclamou assustada.


 


- Ah. Ahm... Me desculpe. – ele disse, coçando a nuca com uma das mãos e passando direto pela amiga em direção à mesa. Hermione estranhou a atitude.


 


- Ah, não tem problema... – ela disse, virando-se para observar o amigo desconfiada. Ron pegou nas mãos alguns doces que estavam sobre a mesa e ia saindo da cozinha quando Hermione segurou em seu braço.


 


- Ei!


 


- O quê?


 


- O que foi?


 


Ron não entendia.


 


- “O que foi” o quê, Hermione?


 


- Espera aí, por que tá sendo grosso comigo? – a garota agora estava irritada.


 


- Eu não estou sendo grosso. Só não sei o que você quer.


 


- Ora, você tá estranho.


 


- Não estou estranho... – o ruivo tentou se desvencilhar da amiga e sair dali, mas Hermione se colocou em sua frente, impedindo a passagem. Ron suspirou. – Por que você acha que eu estou?


 


- Não sei, entrou com pressa na cozinha e mal me olhou nos olhos quando pediu desculpas. Agora quer sair correndo. O que foi?


 


Ron ficou alguns segundos olhando a garota. Suspirou mais uma vez.


 


- Não é nada... – ele disse, e tentou mais uma vez escapar dali, sendo impedido de novo.


 


- Por que não quer me dizer? Você... Ron? – ela ergueu uma das sobrancelhas. – Você tá bêbado?


 


- Não. – dizendo isso, o ruivo afastou-a o mais gentil que pôde e saiu de dentro da casa. Hermione seguiu irritada.


 


- Ron, para. – ela disse, puxando sua camisa. Ron se virou rapidamente, alterado.


 


- E se eu estiver, Hermione?! O que você tem a ver com isso?


 


Hermione ficou com a boca entre-aberta sem conseguir pronunciar palavra alguma e piscou os olhos algumas vezes. O ruivo então se virou, indo em direção à casa novamente, resmungando. Hermione demorou alguns segundos para reagir e então continuou a segui-lo. Entrando na casa, viu que o ruivo subia as escadas a caminho de seu quarto. Não hesitou, então, um só segundo para ir atrás dele. Chegando ao topo das escadas, viu que ele havia entrado no banheiro – a porta estava entre-aberta. Empurrou, então, vagarosamente a porta do cômodo e viu Ron apoiado pelos braços na pia, com a cabeça arriada sob a torneira ligada.


 


- Ei! - ela se precipitou em sua direção e rapidamente retirou a cabeça de Ron dali. - Por Merlin, Ron! O quê você tá fazendo?


 


O ruivo parecia ter acabado de acordar – sentia-se agora extremamente tonto, como se tivesse cochilado por alguns segundos ali, com a cabeça enterrada na pia. Ele não respondeu a pergunta de Hermione então esta colocou um dos braços do ruivo sobre si e abraçou-o na lateral de sua cintura, numa tentativa de carrega-lo para fora dali.


 


- Pra onde você quer que eu vá, Hermione? - ele questionou, com a voz um pouco embargada.
- Pro seu quarto, vamos! - ela fazia um tremendo esforço, dado o peso do ruivo ser muito maior do que ela de fato poderia aguentar.
- Eu posso andar sozinho... - ele disse, desvincelando-se da morena e equilibrando-se de pé por alguns segundos. Hermione ficou olhando-o e esperando que se movimentasse. Ele, então, sacudiu a cabeça em negação, num estranho gesto infantil, e voltou a apoiar um dos braços sobre os ombros da morena. Hermione então o rodeou novamente com os braços e, com dificuldades, arrastou-o para dentro de seu quarto.

No cômodo, Hermione colocou Ron sentado sobre a cama e logo o ruivo despencou, deitando-se sobre ela. A morena então fechou a porta do quarto e foi em direção ao armário, abrindo algumas gavetas e procurando algo.


 


- O quê você quer? - Ron perguntou, deitado na cama, com a voz rouca e os olhos entre-abertos.
- Uma camisa seca. Você tá todo molhado. - e dizendo isso, Hermione sacou de uma das gavetas um camiseta limpa. Caminhou até a cama e sentou-se ao lado de Ron. - Você precisa se levantar para eu conseguir te vestir, Ron...
O ruivo ficou alguns segundos quieto, pensando se teria forças para levantar sozinho, e então, apoiando-se nos próprios cotovelos, ele se ergueu, soltando alguns baixos gemidos. A morena retirou cuidadosamente a camisa molhada do corpo do amigo e a colocou dobrada sobre a cômoda ao lado. Pegou a camisa seca e começou a vesti-lo. Ela observava o rosto e o corpo do amigo enquanto este tentava, com alguma dificuldade, passar a cabeça e os braços pelos buracos corretos da roupa. Os fios ruivos do cabelo, molhado, caindo sobre o rosto salpicado sutilmente de sardas, cobrindo os seus olhos tão azuis, que pareciam brilhar, em conjunto com o peito nu, agora bastante definido, tão perto da seu, fizeram Hermione soltar um longo e pesado suspiro.


 


- Pronto? - ela perguntou, baixinho, quando o ruivo estava finalmente devidamente trocado. Ele apenas balançou a cabeça, em sinal de afirmação, e ao fazê-lo, soltou um longo gemido de dor. - Ei, ei... Procura não mexer a cabeça...
- Tá doendo... - ele resmundou, voltando a se deitar na cama, com uma das mãos sobre a cabeça.

Eles ficaram ali alguns minutos. Ron deitado sobre a cama, de olhos fechados e Hermione sentada ao seu lado, observando-o. Quando a morena resolveu se levantar dali e sair do quarto, Ron de repente segurou em sua mão, surpreendendo-a.
- Não vai. - ele pediu, aos sussurros. Hermione sentiu um calafrio e não respondeu. - Fica... - Ron continuou, entrelaçando os dedos nos de Hermione.
A morena ficou alguns segundos olhando para as duas mãos, juntas, e então, se sentou sobre a cama novamente. Sem avisos, Ron fechou os olhos e passou um dos braços ao redor da cintura de Hermione, pressionando-a contra seu corpo e puxando-a para si. Hermione, ainda sem saber exatamente o que fazia, inclinou-se na direção em que o ruivo puxava e então, deitou-se ao seu lado. O ruivo, ainda de olhos fechados, ajeitou-se na cama e virou para ficar de frente para Hermione; seu braço ainda ao redor do corpo da morena. Ela continuou observando-o, um sorriso querendo escapar de seus lábios, e somente algum tempo depois fechou os olhos lentamente, pegando no sono ali, deitada ao lado do ruivo. 



n/a: capitulo terminado! vou demorar um pouquinho pra postar o próximo, mas prometo fazer isso o mais rapido possivel! valeu por quem tá lendo, gente! espero que estejam gostando. qualquer critica, é só comentar! beijos! 

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