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Anos atrás...
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Hermione e Draco sempre tinha sentido uma paixão proibida um pelo outro. Mesmo durante os anos em que ele a chamara de "Sangue Ruim", mesmo durante a Guerra contra Voldemort, essa paixão não se acabara. A grande razão das desavenças entre eles não era por questão de pureza ou não de sangue, nem por inclusão ou não entre os Comensais da Morte. A razão que perpassava todas as ações de ódio um contra o outro era a paixão não resolvida, negada e detestada. Uma atração potente que deixava seus corpos trêmulos de desejo e suas almas carentes de amor.
Esse amor e paixão fora percebido em primeiro lugar por Draco Malfoy. Durante anos ele sempre afirmara para si mesmo que a razão de seu corpo se excitar, principalmente sua ereção surgir, violenta, quando ficava perto de Hermione, era pela expectativa de irritar, menosprezar e humilhar uma Sangue-ruim. Sim, uma desculpa cheia de falhas e muito fraca, mas a única que ele podia usar consigo mesmo para suportar o desejo premente que sentia por uma garota do tipo que seus pais sempre tinham inculcado em sua cabeça que não prestava. Entretanto ele teve que aceitar a verdade no dia em que ela, juntamente com Harry Potter e Ron Weasley, tinham sido capturados por Fenrir Grayback e sua corja. Ele tentara até ajudá-los da única maneira que podia sem correr o risco de ser apontado como cúmplice e traidor, pois com o tempo fora percebendo que estava do lado errado. Mas o pior momento de sua vida acontecera quando ele vira Hermione ser torturada por sua tia Bellatrix. Sentira um desejo louco de interferir naquilo, interromper aqueles momentos de dor que a "garota Sangue-ruim" estava passando, mas sabia que, caso fizesse o que seu coração mandava, ambos morreriam naquele momento e lugar, pois nem ele nem a garota eram importantes; apenas Harry Potter importava de verdade para o Lord.
Naquele momento foi quando ele percebeu que algo mais acontecia dentro dele quando estava perto de Hermione Granger. Não era desejo de humilhá-la, expectativa de causar tristeza ou sofrimento. Era amor. Só podia ser amor aquele sentimento de terrível dor pela impotência de ajudá-la num momento tão necessário. Ele a amava, sempre a desejara. E fora naquele momento que decidira ajudar, mesmo por baixo dos panos e de maneiras talvez não tão heróicas como as de Harry Potter e companhia. Fora o que fizera na Sala Precisa, no momento em que Harry e seus amigos tinham ido lá enquanto a guerra acontecia por toda Hogwarts. Quisera recuperar o objeto procurado por Potter para dá-lo a ele, e não para levá-lo ao Lord. E também não deixara um de seus "amigos" trogloditas matar Harry, não para levá-lo ele mesmo a Voldemort e recuperar seu prestígio, mas para evitar sua morte.
Após a Última Guerra, por ter, de certa forma, ajudado Harry e os demais, Draco e Narcissa, sua mãe, num julgamento em que Harry Potter servira como testemunha, foram perdoados por terem se ligado de certa maneira ao Lord das Trevas. Apenas Lucius recebera o castigo total, pena perpétua no presídio de Azkaban. Inclusive Draco fora perdoado pelas tentativas de matar Alvo Dumbledore, tivera apenas que pagar a construção de um orfanato para as crianças bruxas que tinham ficado órfãs durante a guerra, e fora intimado a trabalhar lá durante um ano após a construção. Pela impossibilidade do pai, ele ficara sendo o líder da família, e todo o dinheiro e propriedades da família tinham passado para seu controle. O trabalho no orfanato fora um divisor de águas em sua vida. O contato com as sofridas crianças, a ajuda que, forçosamente, a princípio, ele tivera de oferecer, mudara suas concepções de mundo, valores e juízos. Ele se tornara menos esnobe, mais altruísta, e a inclinação para o mal, se em algum momento fora de verdade algo presente em seu interior, parecia ter sido totalmente abolida.
Foi nesse orfanato que ele tornou a encontrar Hermione, dois anos após o término da guerra. E foi aí que ela finalmente percebeu o que realmente sentia por ele.
***
Quando a guerra acabou, Hermione, Ron e Harry fizeram finalmente o sétimo e último ano na Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts. Hermione se dedicara a conseguir os NIEMs que a fariam uma advogada em defesa dos elfos domésticos e outros seres e criaturas mágicas menosprezados pela sociedade. Harry e Ron se dedicaram a conseguir os difíceis NIEMs para conseguir se formarem como aurores. Draco Malfoy não tinha feito seu último ano em Hogwarts, mas em Durmstrang. Ele soubera que, caso desse as caras em Hogwarts, não teria sido particularmente bem recebido. Durante todo o ano de estudos, Hermione sentira falta de alguma coisa, mas que não conseguia perceber o que era. Só bem depois de terminada a escola, já estudando na Escola de Advogados Bruxos, ela soubera o que a fizera sentir falta.
Durante o ano em que estudara em Durmstrang, Draco mandara o dinheiro para a construção e supervisão do orfanato que ele fora obrigado a construir. Quando chegara o momento, ele se mudara para Londres de novo e passara a frequentar e trabalhar nesse orfanato, cuidando, junto a algumas outras pessoas, da ala das crianças menores, algumas com apenas quatorze meses de vida.
Em seu curso de Advocacia Mágica, como coleta de dados para uma pesquisa da situação dos elfos domésticos no pós-guerra, Hermione visitara algumas instituições que empregavam elfos domésticos. E o Orfanato Lar dos Anjos Magos fora uma das escolhidas por causa da situação de instituição nova, quase saída do forno. O encontro entre Draco e Hermione fora realmente chocante... principalmente para ela.
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Vestida com um conjunto elegante de saia e blazer bem ao estilo executivo trouxa, Hermione começara a entrar nos cômodos do orfanato, bloco de papéis para anotações e caneta em mãos, verificando como os elfos estavam trabalhando e lhes fazendo perguntas. Para sua surpresa, até o momento, ela não verificara tratamento algum deplorável, na verdade os elfos do orfanato estavam trabalhando sob condições que ela achava bastante decentes. Quando ela entrou num dos quartos, em silêncio, pois sabia que havia bebês nele, quase deixou seu bloco de anotações cair. Era a cena mais tocante a que tinha diante seus olhos. Sentado numa poltrona, relaxado, Draco Malfoy, o desprezível sonserino, tinha dois bebês em seu colo. Um deles estava aparentemente dormindo, apoiado em seu ombro, enquanto o outro, deitado em seus braços, era alimentado com uma pequena mamadeira. Os traços de Draco estavam relaxados e ternos, não havia neles aquele constante ar de desdém e arrogância do passado. Olhava para os bebês com carinho.
Aparentemente a porta rangera ao ser aberta, pois os olhos cinzentos de Draco se levantaram das crianças em seus braços e se cravaram em Hermione. Arregalaram-se levemente, como se se impressionando com a presença dela ali. Agora, sem a arrogância e desprezo constantes, os olhos dele eram ainda mais lindos. Não tinha a escura cor de chumbo, estavam quase prateados, como água banhada pelos raios de sol.
Impactada pela cena, ela se apoiou na parede e não conseguiu tirar os olhos de Draco, que por sua vez também ficou admirando-a. Era como um momento mágico. Eles encaravam um ao outro, sentimentos antigos e novos parecendo dardejar dos olhos castanhos para os cinzentos e vice-e-versa. O clima foi cortado apenas quando um dos bebês começou a chorar. Ambos olharam para as crianças, e Hermione foi até ele rapidamente, vendo que ele estava com dificuldade de lidar com as duas crianças acordadas ao mesmo tempo. Ela pegou uma delas ainda em silêncio, ninando-a até que adormecesse novamente. Só então novamente olhou para Draco, que ainda a fixava com seu penetrante olhar.
– O que está fazendo aqui? - finalmente ele perguntou, baixinho.
Aquela voz arrastada que sempre aquecera o sangue de Hermione parece penetrar não apenas por seus ouvidos, mas por todos os poros, pois ela ficou inteiramente arrepiada ao ouvi-la.
– Creio que essa pergunta está dirigida à pessoa errada. O fato de logo "você" se encontrar aqui é ainda mais impressionante. O que faz o grande Malfoy num orfanato, cuidando de crianças?
O ar desdenhoso e arrogante voltou às feições de Draco, e foi então que Hermione percebeu algo que ninguém jamais percebera: aquilo era uma máscara. Aquele não era o verdadeiro Malfoy. O Malfoy que ela vislumbrara antes, quando o flagrara sem que ele soubesse, era o verdadeiro.
– Acho que você, Sang... Srta. Granger, deve se lembrar muito bem de qual foi minha sentença judicial naquele desprezível julgamento.
Só então Hermione se lembrou que a sentença dele fora construir um orfanato para os órfãos bruxos da guerra e cuidar das crianças por um tempo. Logo ela percebeu que aquilo fora algo extremamente benéfico para Draco. O contato com as crianças parecia ter tocado o coração do rapaz de alguma maneira, suavizando-o, deixando-o mais humano.
– Bem, creio que você, sendo o dono do orfanato, deve ter conhecimento da pesquisa que estou fazendo aqui, sobre as condições de vida de seus elfos.
Ele franziu as sobrancelhas por um momento, para logo arregalar os olhos.
– Sim, é mesmo! Eu mesmo dei a autorização, só não imaginava que fosse você a pesquisadora. Mas foi burrice minha. Eu devia ter percebido. Afinal, você era a defensora dos elfos domésticos em Hogwarts. Bem, está tudo indo bem?
– Por incrível que pareça, sim. Seu modo de tratar os elfos que trabalham para você deveria ser um padrão para as outras instituições. Com certeza isso estará presente em meu relatório e minha pesquisa de análise de dados.
– Você está com febre? Só pode ser, ou então aconteceu um milagre. Hermione Granger me elogiando em algum momento da vida...
– Bem, elogio quem merece, e o passado, quando redimido, para mim é totalmente esquecido.
Os olhos de Draco brilharam com essas palavras dela.
– Quer dizer que não liga que eu seja o dono do orfanato e que você terá de me ver direto? Olha que isso pode acabar me deixando alegre demais... Pode reativar certas esperanças, certos desejos antigos guardados a sete chaves...
Aquilo foi como um baque no coração de Hermione. Ele praticamente confessara que, em algum momento do passado, sentira algo por ela. Excitada, nervosa, pois aquilo era bem parecido com o que ela sentira sempre, Hermione umedeceu seus lábios subitamente secos com sua língua rosada. Os olhos prateados de Draco se fixaram em sua boca com um ar felino tão sensual e predatório que um calor escaldante e sensual percorreu o corpo dela inteiro, seu rosto ficando logo total e lindamente corado.
– Eu... eu... - ela gaguejou, subitamente esquecida de como falar. Era como se toda sua inteligência e capacidade de expressão tivessem evaporado.
Draco se levantou, ainda segurando o bebê, que, alimentado, adormecera. Cuidadosamente o pôs em um dos berços, e, num andar sensual e felino, caminhou até Hermione, que tremia, fazendo esforço para não derrubar o bebê de seus braços repentinamente trêmulos. A mão grande de dedos magros e elegantes de Draco se levantou e, num gesto meio hesitante, ele deslizou seu dorso pela face quente dela. Hermione precisou abrir mais os lábios para poder respirar. Sua respiração saia meio arfante do peito.
– Agora que a guerra acabou, que eu sou outro homem, que... você mesma disse, o passado está morto e enterrado... será que agora... - ele parecia inseguro, como se toda a segurança que apresentara até o momento tivesse sido fachada. - Será que agora eu tenho uma chance com você, Hermione?
Ela estava abismada. Jamais imaginara que Draco Malfoy quisesse alguma coisa com ela, uma "Sangue-ruim". Será que em todos aqueles anos em que ela nutrira uma paixão secreta e desesperançada por ele fora correspondida?
Seu olhar de choque foi corretamente interpretado por Draco, que sorriu, olhando-a com ternura.
– Sim, Hermione... - pela primeira vez ela o ouviu dizer seu nome. - Eu sempre desejei você, por mais que, naquela época equivocada, quis não ter desejado. Sempre foi você que povoou meus sonhos de noite. Foi seu nome que eu gritava quando me aliviava com outras garotas. Aliviava, note bem essa palavra. Pois as outras garotas serviam apenas para isso: me aliviavam quando eu te queria tanto que sentia dor. Dor física e espiritual. E estou totalmente enganado e fora de meu juízo perfeito ao ter a esperança de que você não seja nem nunca me tenha sido indiferente?
Ela se sentia perdida. Da mesma forma que ele se aliviava com outras garotas, ela se prendera por anos apenas a livros. Quando lia, conseguia esquecer por um mero momento que fosse o desejo de estar junto dele, o desejo de prazer físico com ele. E quando os livros não tinham sido mais suficientes, ela procurara namorar o Ron, para ver se, saindo com outro garoto, conseguia esquecer o "bad boy" louro da Sonserina. O namoro com seu velho amigo só durara quatro meses. Ele logo percebera que ela não queria estar realmente com ele, e como queria amor e paixão de verdade em sua vida, o ruivo terminara, embora meio desiludido, o namoro dos dois. O fim do namoro fora um alívio para Hermione, na verdade, pois ela só queria sentir uma só pele contra sua pele.
Sorrindo suavemente, seus olhos prateados como uma lua cheia, Draco, tendo cuidado para não encostar no bebê que ela levava nos braços para não acordá-lo, aproximou seus lábios dos dela. Hermione,agora, respirava arfantemente. Não conseguia ter reação alguma. Era como se seu corpo e cérebro tivessem entrado em pane. Quando a maciez dos lábios masculinos que, sem a expressão amarga de desdém eram cheios, e não finos e apertados, encostou nos lábios trêmulos de Hermione, ela gemeu baixinho, encantada com as sensações que a percorriam. Sensações essas que jamais sentira antes. Entreabriu mais os lábios, querendo sentir mais do gosto dos lábios masculinos, e Draco não se fez de rogado. Enfiando uma das mãos entre os fofos cabelos da morena, segurando sua nuca suavemente e a fazendo inclinar levemente a cabeça, Draco deslizou eroticamente sua língua pelos lábios sedosos, de modo que Hermione, enlouquecida para sentir o sabor dele, chegasse seu rosto mais para perto e abrisse ainda mais os lábios, fazendo com que finalmente aquela masculina, flexível e quente língua penetrasse entre seus lábios. O sabor doce e viril de Draco era como uma explosão em sua boca, tão delicioso que fazia seu corpo inteiro reagir: seus seios estavam pesados de desejo, seus mamilos, rijos e eretos, doloridos contra o tecido apertado de seu sutiã, seu ventre pulsava e, entre suas pernas, uma quente umidade deslizava, mostrando todo seu desejo.
Uma risadinha sensual e satisfeita de Draco a fez bruscamente voltar ao mundo real, arregalando os olhos - quando fora que os fechara mesmo? - e o olhando assustada.
– Vejo que sou correspondido. Vamos, por favor, fale a verdade. Seja, ao menos uma vez na vida, tão honesta consigo mesma como é nos outros aspectos de sua vida. Você não é feliz sem mim, verdade, Hermione? Porque eu confesso sem a menor dúvida: não posso, não sei ser feliz sem você. Apenas você tem o dom de me tornar uma pessoa melhor, de me fazer ter sonhos bons e reais, minha querida.
Ela segurou o bebê com mais cuidado nos braços, fechando os olhos. Não podia mais mentir. Nem para si mesma nem para ele.
– Sim, Draco, você está totalmente com a razão. Eu correspondo ao seu interesse. O desejo como jamais desejei alguém na vida. Na verdade, você é o único a quem desejei de verdade. Os outros, Krum, Ron... foram apenas pálidos substitutos. É você quem eu quero, mas acho que isso é impossível. Apesar do que eu disse sobre o passado, não é possível passar uma borracha sobre tudo, é?
– Para mim, é sim. Mas eu não a forçarei a nada. Peço apenas uma coisa, Hermione: não se afaste de mim. Não me condene mais do que eu já sou condenado por todos. Seja ao menos minha amiga, embora isso não seja absolutamente o que apenas quero de você. Conviva comigo, veja como eu mudei de verdade. Se ainda assim você não quiser mais nada comigo, eu entenderei, juro. Mesmo que continue sofrendo, me afastarei de você. Mas me dê uma chance. Dê uma chance a nós dois.
Foi um verdadeiro dilema para Hermione. Ela tinha medo do que seus amigos, principalmente Harry e Ron, diriam. Não queria perder sua amizade. Ron não a queria mais, estava, agora, profundamente apaixonado por Lavander, e isso era um alívio para ela, mas Hermione sabia que ele e Harry jamais perdoariam Draco pelos fatos do passado. Entretanto, ela sabia que sua felicidade jamais estaria completa sem aquele louro em sua vida. Era a mais absoluta verdade, precisava dele para ser inteira. Mesmo correndo riscos, ela tentaria uma aproximação. Afinal, o que era a vida sem arriscar? Abrindo os olhos subitamente, ela olhou Draco nos olhos e falou com segurança:
– Sim, Draco, eu vou te dar uma chance, embora apenas uma. Não me decepcione, pois não haverá volta, caso isso ocorra. Vamos começar como amigos e ver o que acontece.
Com essas palavras, a coisa mais impressionante aconteceu, para Hermione. Inesperadamente os olhos de Draco tinham se inundado de lágrimas que, embora não tivessem escorrido, tinham deixado os olhos dele brilhantes como prata polida. Para espanto ainda maior, o rapaz se ajoelhara aos pés dela e, sorrindo emocionado, dissera:
– Não vai se arrepender, carinho. Juro que não vai. Eu vou dar a minha vida se for preciso para provar que sou digno de você, de seu amor. E isso, Hermione, é uma promessa.
E assim começou o namoro dos dois. A princípio foi apenas uma amizade, embora ambos ardessem para ter um ao outro. Mas gradualmente a amizade foi evoluindo. Primeiro, com os beijos, cada vez mais ardentes, que Draco dava em Hermione quando ele a levava para casa, após seus passeios com ele. Em seguida, esses beijos pareciam que não eram mais suficientes, e eles, às vezes, quando saiam para dançar ou algum outro programa, ficavam a noite inteira. Nesses encontros, onde ambos aos poucos iam incrementando a frequência e ardor de seus beijos e carícias, ambos saiam frustrados, pois o que realmente desejavam era unir seus corpos de verdade. Mas esse adiamento só aumentava a expectativa. Esse adiamento também servira para que gradualmente Hermione fizesse Draco interagir com Ron e Harry, de forma tal que os três tinham acabado conseguindo, se não se tornar grandes amigos, ao menos se respeitarem e conviverem, o que era perfeito para ela.
O namoro entre Hermione e Draco se iniciara realmente quando não conseguiram mais conter as chamas que ardiam entre eles. Certo dia, após o baile de formatura de Hermione como Advogada Bruxa, Draco foi levá-la em casa, como geralmente acontecia. Durante o baile, onde ambos tinham bebido algumas cervejas amanteigadas e Firewhiskey, eles tinham se soltado mais. Dançaram bastante, aproveitando toda oportunidade de roçarem seus corpos um contra o outra, flertando e seduzindo bastante. Agora, contra o lado de fora da porta do apartamento de Hermione, que resolvera morar sozinha, após um beijo simples e amoroso, Draco se afastou dela. Pelo brilho dos olhos dele, estava claro que não era apenas aquilo que ele queria.
– Entra um pouco, Draco... - Hermione sussurrou, provocante, deixando-o ainda mais excitado e desconfortável.
– Não, Hermione. Agora eu irei para casa.
– Mas... mas... Você... mal me beijou! Não me quer mais?
Pacientemente, ele a olhou.
– Você é única que não pode duvidar disso, uma vez que teve meus quadris colados nos seus a noite inteira, durante as danças. Mas não pode querer me atiçar ainda mais essa noite, como é seu maldito costume. Hoje eu já cheguei ao meu limite, e caso você não queira que eu cometa um desatino que fará com que você se arrependa de manhã, é melhor eu ir embora sem dar nossos costumeiros "amassos", que é só o que você parece pretender me dar.
Sensualmente, ela se aproximou mais dele, deslizando sua mão por seu peito amplo e bem delineado pela constante prática de quadribol desde a infância.
– E quem disse que pretendo te dar apenas isso?
Os lábios dela deslizaram eroticamente pelo pescoço de Draco, que gemeu, sentindo seu corpo muito tenso. De olhos fechados e respiração arfante, ele sussurrou:
– Por favor, tenha piedade... me deixe ir agora, pois estou sofrendo uma tortura pior que a de Procusto*...
De repente séria, Hermione segurou o rosto dele e o olhou nos olhos.
– Não, Draco, querido, não te deixarei ir. Estou falando sério quando digo que hoje não será como nossas costumeiras noites. Eu também cheguei ao meu limite, Draco, e à conclusão de que já é hora que nossa relação evolua. Eu estou pronta para pertencer a você. Não é efeito de bebida, pois não estou bêbada. Eu já tinha decidido isso há alguns dias.
Draco estava aturdido.
– Mas... Por que não me falou antes? Eu... eu podia tornar essa noite realmente especial... Queria que nossa primeira noite fosse diferente, queria mostrar a você todas as minhas qualidades de bruxo romântico... jantar especial, velas mágicas, chuva mágica de pétalas de rosa sobre a cama...
Ela lhe sorriu com ternura.
– Eu não preciso disso, Draco. Eu preciso apenas de você, e minha noite será perfeita.
Ele sorriu, comovido, e a beijou suavemente, para logo encostar sua testa na dela.
– Você tem certeza? - sussurrou contra a pele da têmpora dela.
– A mais absoluta.
Subitamente excitado demais, Draco percebeu que, aquela, noite, não conseguiria ser tão romântico e gentil como queria. Estava excitado ao máximo, e precisava tê-la logo. Segurando com leve pressão os cabelos de Hermione, ele a pressionou contra a porta do apartamento, movendo insistentemente seus quadris contra os dela. Sentindo o membro rijo e pulsante dele pressionando seu ventre, ela amoleceu, sentindo o desejo tomar conta de seu corpo.
– Vamos para dentro, Draco... - conseguiu sussurrar.
Ela se virou de costas para ele para abrir a porta, mas nem mesmo assim ele a soltou. Abraçou-a por trás, curvando levemente os joelhos para poder impulsionar seus quadris contra as nádegas macias dela, suas mãos subindo por seu ventre plano até englobar os seios fartos sobre a roupa. Hermione gemeu e levou vários segundos para conseguir se lembrar do feitiço certo, mas finalmente conseguiu dizer:
– Alorromora...
Dentro do apartamento, morrendo de desejo, Hermione não conseguiu agir com os modos sedutores calculados que tinha imaginado durante horas. Sentia-se excitada e ardente demais para agir calculadamente. Abraçou Draco com força, puxando seus cabelos louros, levando sua boca ávida até a dele e o devorando num beijo faminto que deixou a ambos sem fôlego. Abrindo seus lábios, ambos se deliciavam com as serpenteantes e úmidas línguas, com mordidas que só incrementavam o desejo.
Ela, de um salto, enleou as pernas longas em torno dele, começando a cavalgá-lo. A cada movimento de seu corpo, os olhos de Draco se abriam mais e suas narinas fremiam, como um animal perto de uma fêmea excitada. Ele, cambaleando pelo desejo que o deixava com os sentidos e reflexos apenas ligados a ela, começou a se aproximar do sofá.
– Eu... não posso esperar chegar ao quarto, Mione...
– Eu sei, Draco... - ela sussurrou. - Eu também não...
Draco arriou no sofá, com Hermione sentada em seu colo, um joelho de cada lado. Centrado apenas nela, ele começou a tirar as vestes dela de maneira agitada, sem nenhuma delicadeza. Mas Hermione estava gostando daquele Draco raramente fora de controle, como parecia estar naquele momento. Ajudou-o o máximo que podia, e quando se viu com os seios excitados desnudos, ofereceu-os sensualmente a ele, arqueando as costas de maneira felina e lenta. Com olhos vidrados, Draco sustentou o peso dos seios em suas mãos, sentindo como, com seu toque, eles pareciam ficar ainda mais rijos. E atacou-os, levando seu rosto a eles, abocanhando os mamilos rijos e os sugando e mordiscando com selvageria, mas delicadeza, para não machucá-la. Hermione gritou, segurando os cabelos dele e trazendo seu rosto para mais perto de tal forma que deveria ter causado dor. Mas Draco estava tão excitado que não sentiu. Com suas mãos fortes, não querendo esperar mais, ele tirou o resto da longa veste de seda e a peça íntima de Hermione da maneira mais rápida que encontrou: rasgando. Ao ver o suave triângulo de pelos úmidos pelo desejo por ele, Draco grunhiu feito um animal. O cheiro feminino e picante de desejo o levava às alturas. Levou seus dedos ao sexo pulsante e úmido de Hermione, percebendo o quanto ela estava preparada para tê-lo dentro dela. Enquanto seu polegar roçava o ereto clitóris, ele introduziu primeiro um dedo longo dentro dela, depois outro. Hermione, que não era mais virgem - tinha perdido sua virgindade com Ron - não sentiu dor, apenas o mais profundo prazer. Montou a mão de Draco, os olhos fechados, de maneira abandonada ao prazer. Mas subitamente abriu os olhos.
– Agora é minha vez, Draco.
Ele a olhou com a testa levemente franzida, sem entender. Sorrindo de maneira maliciosa, nua, ela se levantou, deixando-o com os olhos vidrados em seu corpo como se ela fosse uma deusa pagã linda e sensual se oferecendo. Então, lentamente ela começou a despi-lo. A cada porção de pele quente e cada músculo rijo e definido que aparecia, ela acariciava e beijava de maneira lenta e sensual, com o fim de torturá-lo, o que realmente era o que acontecia. Para evitar agarrá-la, Draco apertava tensamente o encosto do sofá, sua respiração arfante. Hermione deslizava sua língua por todo seu corpo, mordiscava, chupava sua pele quente, arrepiando-o inteiro. Quando finalmente o teve totalmente nu, ela se ajoelhou entre as coxas dele e tomou seu membro rijo, grande e grosso entre suas mãos. Ele ardia e pulsava, e ela adorou sentir aquela sensação. Então baixou sua cabeça e lambeu-o eroticamente, para logo em seguida recebê-lo no veludo úmido e morno que era sua boca. Draco teve que sufocar um grito enquanto seus quadris corcoveavam no sofá, impulsionando-se contra a boca maravilhosa de Hermione, que fazia coisas que ele não conseguia suportar de tão deliciosas que eram.
De repente, de tão excitado que estava, como um animal no cio, Draco se separou de Hermione e a derrubou no chão, sobre o tapete, seu corpo tenso, molhado de suor, contra o dela. Os dentes dele estavam apertados e a respiração, arfante. Entre dentes, ele falou, numa voz rouca e irreconhecível como normal nele:
– Você está tentando me enlouquecer?
– Percebeu? - ela perguntou, ousada, sorrindo, ofegando.
– Pois conseguiu. Hermione, me desculpe... - ele disse, abrindo espaço entre as coxas dela com selvageria, depositando todo seu peso sobre ela. - Mas... eu não consigo mais me controlar... Eu... Droga! - ele disse quando seu membro, quase contra a vontade dele, se roçava instintivamente no sexo úmido dela. - Não vou conseguir ser gentil!
– Eu não te quero gentil! - ela disse petulante, subitamente se movendo para a frente. Sem conseguir se controlar, grunhindo de maneira animal, Draco a penetrou num impulso violento, de uma só vez se enterrando até a base dentro dela. Os músculos internos dela, apertados, agarraram-no com força, uma algema de veludo úmido. Hermione gritou, uma mistura intensa de prazer e leve dor que era estimulante, e envolveu freneticamente suas pernas em torno dos quadris dele, que começou a se mover descontrolada e intensamente dentro dela. Ela o acompanhou nos movimentos, erguendo seus quadris, e os movimentos foram se tornando cada vez mais selvagens e rápidos. Draco levantou os braços de Hermione acima da cabeça dela, entrelaçando as mãos de ambos, e enterrou seu rosto no pescoço feminino, arfando descontroladamente enquanto acelerava cada vez mais seu ritmo louco e intenso.
Uma sensação fenomenal começou a irromper no corpo de Hermione. Quando fizera amor com Ron, jamais conseguira alcançar um orgasmo, e ela sabia que estava na iminência de ter um com a força de um terremoto. Conseguiu liberar suas mãos, e elas desceram pelas costas fortes de Draco até agarrarem os tensos músculos de suas nádegas. Novamente inquietas, subiram às costas e ombros dele. De repente, então, o prazer mais intenso, que era como uma explosão nuclear, atingiu os dois corpos frenéticos ao mesmo tempo. Enrijecendo seu corpo e cravando suas unhas na pele suada dele, arranhando-o a ponto de tirar sangue, ela gritou:
– Draco! Meu amor...
Consciente do orgasmo incrível que a atravessava, ele se deixou levar. Seu corpo, apoiado nos antebraços e cotovelos, se inclinou para trás, num perfeito e tenso arco, seus cabelos louros gotejando suor sobre a testa, e um orgasmo o atingiu com a força de um Armageddon. Ele paralisou, os olhos apertados, gritando:
– Hermione! - para logo em seguida dar uma última investida, sentindo todo o prazer e alívio ao se sentir esvair em fogo líquido dentro dela. Desabou sobre seu corpo, o rosto se enfiando entre os cabelos dela, murmurando ao seu ouvido, baixinho e cansado:
– Eu te amo...
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* Procusto é um ser da mitologia grega muito cruel que gostava de torturar as pessoas. Ele tinha uma espécie de cama que não era do tamanho exato de ninguém. Amarrava as pessoas desavisadas que passavam perto do "Leito de Procusto" e as "adequava" ao tamanho da cama, ou cortando seus membros ou os esticando, dependendo se a pessoa era grande ou pequena demais.
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Cometem, pessoal! Adooorrrroooo reviews!
Bjs da Ana