Sono, apenas sono. Não demorou muito tempo até Mona Lisa abrir os olhos. Mas o cansaço a impediu de saltar. Saltar, daí você pergunta, saltar da onde? Ora, do sonho. Ainda não era Lily, ainda era Mona Lisa, estava calçando os belos pares de sapato dados por Leonardo da Vinci enquanto caminhava pelas belas ruas de alguma cidade italiana qualquer, abraçada no seu xale, sem esperar nada além dos aromas de tinta fresca e cortina velha. Era maravilhoso demais. Maravilhoso demais. Mas o maravilhoso nunca dura o bastante, nunca, e não demorou muito até alguém jogar um balde de água fria na excêntrica cama.
- Acorde, sua estúpida – alguém, obviamente, não polido e que nunca teve vontade de ficar ao menos alguns minutos a mais admirando o que sonhou disse essas tristes palavras. - Caso você não se lembre, hoje não é a porra de um fim de semana e eu não vou te esperar se você ficar um minuto a mais nessa maldita espelunca colorida que você chama de cama – PSKDPWDKFPSDKFPKSPK espelunca que chama de cama, certamente cara colega – Nem o balde tinha sido colocado no chão quando Mona Lisa (não era Lily agora) levantou-se num salto. Tudo bem, sempre agüentava desaforos, sempre soube que não fora alguém exatamente bem vindo. Afinal, não é muito fácil ter que agüentar uma criatura tão excessamente trouxa como ela. Mesmo tendo sido escolhida para a Grifinória. Trouxa acima dos limites até mesmo para alguém que tem pais trouxas. Até mesmo para os grifinórios. E certamente o trouxa também tem duplo sentido.
Caminhar rapidamente, vestir-se rapidamente não era o seu forte. Passando batendo pelo dormitório feminino inteiro da Grifinória, foi para seu armário. Velho, sujo, nojento e bagunçado armário.
Já vestida, Mona Lisa desceu a escada para o salão tão devagar quanto vestiu-se. Tão devagar que nem percebeu alguém a cutucando por trás.
- Ei – Não é um humano, é apenas um vulto – Ei, tudo bem? – O vulto de óculos olhava preocupado, seu olho caminhava por toda Mona Lisa e tentava, em vão, segurar nos seus ombros. – Tudo bem? – o vulto repetiu, ainda tentando segura-la pelos ombros. Não conseguia. Ela evitava. Ela empurrava. – Tão tolo, tão estúpido, tão idiota, tão –
Não houve término de pensamentos. Mona Lisa caiu no chão. O mundo não existia mais.
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BAP. Barulho de chão sendo pisado. BAP. BAP. BAP. FFFVIF. – papel? – Pensou, ainda de olhos fechados – FFFVFI – Não, não é papel. Não pode ser papel – FFFFV
- Não vai acordar senhorita Evans? Tem visita. – Madame Pomfrey disse, estava aparentemente entusiasmada.
- Quem poderia ser, Madame Pomfrey? – Abriu os olhos. Um soco. Um chute. Um susto.
O que diabos está o Potter fazendo aqui?
- O que andou fazendo tanto para estar tão cansada, senhorita Evans? Você desmaiou.
Olhar irritadamente seria pouco para dizer como a velha enfermeira de Hogwarts a olhou, certamente seria pouco.
- Ahn, alguns experimentos, Madame Pomfrey. - Mona Lisa, rosada, disse.
- Alguns experimentos é? Porque você continua trazendo essas tecnologias trouxas para a escola se sabe que não funcionam? Dumbledore vai te expulsar um dia desses e você não vai poder reclamar.
- Eu só tinha que ter absoluta certeza se filmes podem ser tocados em Hogwarts, Madame Pomfrey, nada perigoso. Eu apenas tive que tentar trazer um pouco de radiação e inventar uns novos feitiços que tirem um pouco do bloqueio trouxa na escola. Nada realmente perigoso. – Tão cínica, tão inocente.
- Certamente que acredito senhorita Evans, certamente, agora dê atenção ao seu convidado. Não quero mais ouvir suas desculpas. – Estava irritada quando Madame Pomfrey Saiu. Não agüentaria mais esses experimentos. Não estava sequer agüentando mais a tão comentada Lily Evans. Merlin!
Mona Lisa estava absorta em pensamentos quando o convidado a chamou.
- Não leve Madame Pomfrey a sério, ela só está brava porque você está trazendo mais gente que o normal para ela cuidar.
- Ahn? Não entendo, porque eu traria mais gente que o normal? São só uns experimentos, o fato de algumas poucas pessoas acabarem caindo neles não é importante.
Risos.
- Claro.
Saindo, está finalmente saindo.
- De qualquer modo, tenho aula. Vou tentar trazer algumas matérias que você perdeu, já que nesse tempo todo deu pra perceber que seus únicos amigos são os livros e algumas coisas estranhas na sua mochila.
- VOCÊ OLHOU A MINHA MOCHILA? – Mona Lisa não era mais Mona Lisa.
- Olhei. Afinal, eu a trouxe aqui e fiquei nessa cadeira fodida ao seu lado por, vejamos, umas 12 horas? Sim eu olhei. Tenho esse direito não?
- Não, você não tem. É minha mochila e o que tem dentro é de meu exclusivo interesse. - Não era mais Lily também. Era um personagem de anime com orgulho ferido. Com ânsia de vingança e de morte. (o exagero faz parte).
- Enfim, boa sorte com seu novo experimento. – o garoto saiu rindo corredor abaixo – E coloque também um cadeado na sua mochilinha estúpida.
Vingança. VINGANÇA. vInGaNçA. V/i/n/g/a/n/ç/a. V-I-N-G-A-N-Ç-A.
Vingança`111111111111111!