FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout  
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout
 

(Pesquisar fics e autores/leitores)

 


 

ATENÇÃO: Esta fic pode conter linguagem e conteúdo inapropriados para menores de idade então o leitor está concordando com os termos descritos.

::Menu da Fic::

Primeiro Capítulo :: Próximo Capítulo :: Capítulo Anterior :: Último Capítulo


Capítulo muito poluído com formatação? Tente a versão clean aqui.


______________________________
Visualizando o capítulo:

16. CAPITULO DEZESSEIS


Fic: Plano B


Fonte: 10 12 14 16 18 20
______________________________

POR FAVOR, LEIAM AS NOTAS FINAIS, ESTAREI EXPLICANDO TODA A SITUAÇÃO LÁ E ME DESCULPEM PELOS ERROS DE ORTOGRAFIA, ESTAVA ANSIOSA PARA POSTAR O CAPITULO E ACABEI NEM RELENDO ELE.


Passaram dois dias depois daquela noite em que Carlinhos mudou de idéia quanto a dormir sozinho e como havia dito antes de dormir o ruivo acabou por acordar excitado durante a madrugada porque Helena se aconchegava cada vez mais em seu corpo e não sabia porque, mas ela em alguns momentos gemia durante a noite, até mesmo suspirava, mas deixara isso de lado já que ela confiara suas fotos intimas a ele e isso já era um grande progresso.


Era o dia da viagem e Helena por insistência do ruivo foi mais uma vez conversar com Astória e a medica aproveitou para passar o contato de uma amiga medica que trabalhava no Brasil, a morena sabendo que demoraria para voltar entregou os filmes que havia alugado e passara o dia anterior com seus pais, do mesmo jeito que Carlinhos fora mais uma vez no Ministério e nem mesmo havia dito o motivo e também passara um tempo com seus pais, se despedindo deles, como sempre os dois estavam quase atrasados e ainda estavam descendo para o térreo do prédio junto com as malas e mochilas que levavam.


— Eu não sei porque mulheres tem que exagerar tanto quanto a roupas. — Reclamou Carlinhos por ter que estar levando duas malas da morena, sendo que ele estava apenas levando uma mochila.


— Não é exagero e espero que ninguém no aeroporto veja que sua mochila esta transbordando magia. — Falou Helena para ele que apenas sorriu de lado.


— Não é a primeira vez que eu viajo de avião, eu disse que não costumo viajar de avião e não que nunca tinha viajado desse jeito, mas mudando de assunto, quantos sapatos você esta levando? Ou melhor, quantos tênis? — Perguntou Carlinhos.


— Estou levando todos os meus tênis e alguns saltos, sapatilhas e chinelo, a questão é que eu não vou poder usar salto por muito tempo, os tênis poderei usar enquanto meu pé esta do tamanho normal e a sapatilha do mesmo jeito, ou seja a minha ultima opção será o chinelo e você terá que agüentar isso, ao menos por enquanto que ficará comigo e também terá que agüentar o fato de que meu nariz vai ficar do tamanho do nariz de um porco. — Falou Helena para o ruivo que riu enquanto a acompanhava até o balcão onde ficava o porteiro, tinham pedido que ele chamasse um taxi e o moço havia avisado que demoraria poucos minutos e Carlinhos estando um pouco afastado do porteiro puxou Helena para perto de si e a abraçou pela cintura.


— Nariz? Seu nariz é o que menos me importa. — Falou Carlinhos com o rosto bem próximo do da morena que sorriu diante do elogio.


— E quanto eu começar a ter crises de humor? — Perguntou Helena.


— Mais do que você teve quando estávamos conversando? Se você chorar terei que fazer cócegas em você até que faça xixi nas calças. — Falou Carlinhos apertando a morena levemente na costela a fazendo dar um pulo de susto.


— Dizem que quando uma mulher esta grávida e tem crises de humor ela fica insuportável e cócegas não resolve isso. — Falou Helena.


— Desde que não me bata acho que consigo suportar você. — Falou Carlinhos sorrindo a beijando levemente nos lábios, a morena no mesmo instante olhou em volta para ter certeza de que ninguém havia visto — Olha, quando estivermos no Brasil não iremos precisar ficar nos escondendo não é?


— Porque acha isso? — Perguntou Helena.


— Vamos estar longe de toda a minha família e a sua e...


— Eu tenho família lá e eles estão sempre em contato com minha família, principalmente minha mãe. — Falou Helena.


— Vamos dormir na casa da mulher que criou você? — Perguntou Carlinhos indignado, agora que fora se lembrar nunca tinha conversado com Helena sobre onde iriam dormir e é claro que se fossem dormir na casa de alguém, que não poderia saber que estavam junto seria bem mais difícil estar com ela e percebeu que a morena não sabia onde iriam dormir já que ela direcionou a ele um sorriso amarelo.


— Você se importa? — Perguntou Helena envergonhada por não ter perguntado aquilo para o ruivo antes, não queria que aquela viagem fosse boa apenas para si mesma, mas boa pra ele também.


— Na verdade me importo sim.


— Mas eles são minha família e pessoas legais, tenho certeza que você vai se sentir em casa, eles vão te respeitar prometo isso. — Falou Helena com o olhar suplicante para o ruivo que suspirou.


— Não estou falando que eles possam ser pessoas ruins, mas é que vai ser difícil eu ter alguma coisa com você dormindo em quartos separados. — Falou Carlinhos como se fosse obvio.


— Porque acha que vamos dormir em quartos separados? — Perguntou Helena para o ruivo que suspirou como se a resposta fosse obvia.


— Helena, pensa um pouco mais, por favor, você vai deixar bem claro que nunca tivemos nada e que nunca vamos ter do mesmo jeito que fez no restaurante e acha mesmo que eles vão acreditar nisso quando dissermos que vamos dormir no mesmo quarto? A nossa única opção para continuar com esse teatrinho é aceitar que teremos que dormir em quartos separados e ai, nada de caricia na hora de acordar e muito menos na hora de dormir, sem contar que terá que tomar banho sozinha e ficar longe do meu corpo quente na hora de deitar. — Falou Carlinhos apenas para provocá-la, a morena como resposta gemeu e o abraçou deitando a cabeça em seu peito, mas logo ela teve que se recompor assim que ouviram o barulho da buzina do taxi, com a ajuda do porteiro e Carlinhos conseguiram colocar as malas no porta malas do carro, logo Helena tinha dito ao motorista para levá-los ao aeroporto e assim continuaram sua conversa no carro mesmo.


— Eu não devia ter dito aquilo a você. — Falou Helena se referindo ao fato de que em meio a hora em que estavam indo dormir ela dissera que gostava do faro do corpo de Carlinhos ter uma temperatura quente natural — Tive uma idéia, você pode ficar no meu quarto até a hora que eu conseguir dormir e depois você vai pro seu quarto.


— Acha mesmo que eu vou largar você se ficarmos abraçados por cinco minutos? — Perguntou Carlinhos irônico.


— Depois eu resolvo isso e com certeza nos primeiros dias vamos sair bastante então podemos ficar afastados um pouquinho, podemos demorar um pouco mais para chegar em casa. — Falou Helena sorrindo.


— Nós dois em festas? Me diga o que uma brasileira é capaz de fazer quando esta querendo um homem. — Pediu Carlinhos para a morena que ao ouvir suas palavras ficou confusa, mas logo em seguida começou a pensar em uma resposta.


— Bom, algumas são capaz de fazer tudo, até usar golpes baixos isso com pessoas solteiras ou casadas, tudo depende da mulher é claro então não sei responder você exatamente. — Falou Helena ainda confusa.


— Então me diga como iremos a uma festa estando separados e se uma mulher chegar em mim? — Perguntou Carlinhos vendo a morena gargalhar diante de sua pergunta.


— Carlinhos, você não é tudo isso. — Falou Helena.


— Tudo bem, eu vou esquecer esse comentário maldoso e iremos continuar com a nossa hipótese, você vai deixar claro que não estamos juntos e vai que alguém dê encima de mim, o que eu faço? — Perguntou Carlinhos curioso com a resposta da morena.


— Diga que não, se for preciso diga que é gay. — Falou Helena.


— Não fique pensando que eu direi isso porque não vai acontecer, e quanto a você, se acontecer com você? — Perguntou Carlinhos indignado por ela ter falado para ele dizer que era gay, dizer não a uma mulher até vai, mas dizer que era gay passava dos seus limites.


— Eu estou grávida e...


— Isso nunca impediu você de fazer algo comigo. — Constatou Carlinhos.


— São coisas completamente diferentes o fato de eu fazer algo com você comparado a fazer com outra pessoa e vamos deixar isso de lado, vou pensar no caso de termos algo publico. — Falou Helena colocando um fim na conversa antes que começassem a brigar.


Eles passaram o resto do tempo em silencio, quando Helena percebeu que estavam perto do aeroporto pediu para ele verificar se os documentos dele estavam tudo certinhos, na verdade deveria ter feito isso em casa, era cedo e provavelmente chegaria ao Brasil após o almoço, depois de passar por toda aquela chatice de ter que passar as malas no raio x e quando foram verificar as malas que continham magia os dois usaram um simples feitiço de confusão, pouco tempo depois já estavam sentados em suas poltronas.


Senhores passageiros, a aeronave já irá decolar, por favor, acionam seus cintos de segurança e desliguem seus aparelhos. — Falou uma das aeromoças no microfone e no instante seguinte Helena viu pessoas muitas vezes usando roupas formais demais desligando seus celulares e até mesmo notebook.


Rapidamente todas as pessoas no avião colocaram seus cintos.


Helena só percebeu que o avião já estava no ar quando olhou para a janela e viu a cidade ficar cada vez mais distante, conforme os minutos se passavam a aeronave ia subindo cada vez mais e os prédios iam sumindo de sua vista e logo já não podia se ver mais nada, apenas em meio a algumas nuvens podia ser visto os campos planos.


— O que acha de dormir um pouco? Eu percebi que você ficou um bom tempo acordada durante a madrugada. — Falou Carlinhos para a morena que assentiu depois de um tempo, sem dizer nada o ruivo desfez a tranca do cinto de segurança e sentou um pouco aconchegado na poltrona, abriu o cinto de Helena e a fez se deitar sobre seu peito.


— Acho que vai demorar um pouquinho pra dormir, posso ficar assim até conseguir? — Perguntou Helena e soube que a resposta era sim quando ele não disse nada, apenas passou o braço por sua cintura e a acariciou levemente naquela região — Sabe que 1995 foi praticamente o melhor ano da minha vida?


— É? E por quê? — Perguntou Carlinhos.


— Não sei, foi a melhor coisa da minha vida conhecer meus pais, conviver com eles e com os Weasley. — Falou Helena virando o rosto para cima para poder olhá-lo nos olhos, o ruivo não pode deixar de sorrir, já que quando ela mencionava Weasley também falava dele — Acredita que a Gina querendo a sua felicidade conversou comigo sobre a hipótese de eu me interessar por você?


— O que ela disse? — Perguntou Carlinhos não contendo um sorriso.


— Ela perguntou se eu me interessava por você ou algo parecido, era como se ela estivesse perguntando se algo poderia acontecer entre a gente naquela época. — Respondeu Helena.


— E o que você respondeu? Ela sabe que ficamos naquele baile? — Perguntou Carlinhos para Helena que negou com a cabeça.


— Depois de passar por um interrogatório quanto a você, eu perguntei a ela o que exatamente ela queria e ela me disse que apenas queria a sua felicidade então eu respondi que se a sua felicidade dependeria de mim demoraria para você ser feliz já que eu era apenas uma menina e sabia que você precisava de uma mulher e não de uma garota. — Respondeu Helena.


— Em minha opinião a única coisa que fazia você uma simples garota era o fato de ter 15 anos, porque você tinha um modo de pensar adulto e determinado, foi a primeira mulher a colocar um limite. — Falou Carlinhos se lembrando que no momento em que eles se beijaram Helena se afastou brevemente e disse que tinha um limite e após isso a única coisa que fizeram foi se beijarem e Carlinhos a acariciava, ele não precisara perguntar qual era seu limite e tinha o prazer em respeitá-la.


— Acho que naquela época muitas pessoas não concordariam em nós dois ter algo, ficar uma única vez até vai, mas fazer isso repetidamente já é outra coisa. — Falou Helena.


— Me diga qual é essa diferença. — Pediu Carlinhos.


— Um exemplo é que chegaria uma hora em que você iria querer ter algo mais e isso é claro eu não poderia dar, acho que já conversamos sobre isso, sem contar que você era um libertino de primeira categoria e acho que naquela época não estava pronta para ter algo com alguém que não amava. — Falou Helena.


— Diferente de hoje em dia. — Constatou Carlinhos.


— Exatamente, já hoje em dia eu me acho uma pessoa adulta o suficiente para ter algo com uma pessoa sem ficar tendo que planejar o futuro e depois acabar com o coração partido, sou grandinha o suficiente para conseguir aproveitar a vida sem ter que sofrer por amor. — Falou Helena — O que você pensa sobre o que faz com as mulheres que pega?


— É um pouco complicado, é como um vicio e as vezes eu me envergonho por isso, mas ai eu penso que se a mulher se valorasse mais eu não conseguiria o que quero tão facilmente, como você faz. — Respondeu Carlinhos.


— Então você acha que a culpa é inteiramente da mulher? — Perguntou Helena com os olhos estreitos, ele sabia que a morena estava apenas o testando, apenas querendo conhecê-lo melhor.


— É claro que não, a culpa é minha em partes, mas é um vicio que eu não consigo segurar. — Respondeu Carlinhos dando de ombros.


— Sente vergonha do que fez? — Perguntou Helena sentindo seu coração parar levemente, tinha medo do que ele responderia e que ele não estivesse gostando de seu “interrogatório”.


— No começo sim, mas o fato de meu desejo estar sendo saciado fazia com que eu me esquecesse da vergonha, mas vamos mudar de assunto, naquela noite em que peguei você e o Fred, foi o dia em que estavam ficando? — Perguntou Carlinhos podendo ouvir a morena suspirar diante de sua pergunta.


— Não, eu falei que tinha ficado com ele no Brasil, não se lembra? — Perguntou Helena tentando olhá-lo nos olhos, mas a única coisa que pode ver foi o olhar dele direcionado a sua nuca, como se estivesse digerindo sua resposta.


— Eu havia me esquecido, porque estavam falando sobre mim aquele dia? — Perguntou Carlinhos.


— Sua pergunta parece tão calma comparado ao dia em que tudo aconteceu, mas é que era algo do Fred e eu não sabia se podia falar pra você, sabia que iria se sentir mal mesmo não sendo um dos melhores homens do mundo comigo e...


— É sobre eu, Helena, tenho praticamente o direito de saber sobre o que estavam falando. — Contestou Carlinhos para ela que suspirou enquanto pensava se devia ou não falar.


— Bom, eu estava conversando normalmente com o seu irmão e ai começamos a falar sobre o fato de meninas poder entrar no quarto de meninos, mas não o contrario, eu disse a ele que não me importava de estar no quarto dele por saber que ele nunca faria nada comigo e...


— No caso você errou ao afirmar isso. — Falou Carlinhos bufando.


— Um assunto de cada vez, continuando sobre o que eu estava falando, então após eu dizer isso ele perguntou se eu teria coragem de entrar no seu quarto, sim Carlinhos, seu irmão também estava me jogando pra cima de você, ai então eu fiz o meu discurso de que não teria nada com você e que se tivesse não seria tão cedo, perguntei a ele do porque de querer que eu ficasse com você e ele me disse que sentia falta de ter a família reunida. — Falou Helena e a morena pode jurar que sentiu, em suas costas, o coração de Carlinhos parar por alguns instantes e os dedos dele que faziam um leve carinho paralisar sob o tecido de sua blusa.


— Eu não entendi. — Falou Carlinhos após alguns minutos de silencio, sua voz estava embargada e Helena pensou que se visse uma única lagrima sair dos olhos dele, com certeza se arrependeria de ter falado sobre aquilo.


— É simples, ele me explicou sobre você ir embora da escola após o Gui e a Tonks terminar a escola, ele disse que depois do dia em que você foi se despedir a família nunca mais esteve completamente reunida, acho que ele do mesmo jeito que a Gina achou que você precisasse de alguém que o prendesse na Inglaterra, ao menos um pouco mais perto da família, acho que sua mãe se preocupa demais com você, com a sua vida na Romênia e...


— A minha vida é perfeita na Romênia, Lena. — Falou Carlinhos a interrompendo, a morena depois de um longo suspiro virou seu corpo e ficou de frente para ele, uma de suas pernas estava dobrada no espaço entre seu corpo e o do ruivo enquanto a outra estava no pequeno espaço da poltrona dele.


— Carlinhos, não existe vida perfeita quando se esta sozinho, sentimos falta do que já sentimos antes e do que nunca sentimos. — Falou Helena o olhando nos olhos enquanto um minuto ou outro enrolava o dedo indicador em um cacho de seus cabelos e depois o soltava fazendo com que voltasse ao lugar.


— Como assim sentir falta de algo que nunca sentiu? — Perguntou Carlinhos.


— Nunca quis ser amado de verdade? Quer dizer, você nunca deu chance para alguém dar carinho pra você, eu sei disso, sabe o que é pra uma mãe saber que seu filho não tem uma mulher pra amar? Que não sabe o que é ter alguém definitivamente ao seu lado e não sabe o que é fazer algo com essa pessoa? Estou falando sobre fazer sexo com alguém que ama, a diferença entre fazer com alguém que ama e um desconhecido é enorme. — Perguntou Helena como se assim ele pudesse entender com as respostas que viriam a sua cabeça.


— Como você pode saber Helena? Perdeu a virgindade com o seu melhor amigo, você não o amava como homem, como pode saber o que é ter algo assim com alguém que ama de verdade. — Falou Carlinhos.


— Está bem, eu posso não ter feito nada com uma pessoa que amo, mas eu me senti amada quando fizemos, foi ótimo, algo que eu nunca senti antes e algo que eu gostaria que você pudesse sentir, é algo completamente diferente. — Falou Helena sorrindo enquanto confessava aquilo, era a mais pura verdade, ter feito amor com Carlinhos não foi a mesma coisa que ela fez com Diego, o amigo a respeitara e fora um pouco calmo demais com ela, talvez por medo de machucá-la, mas Carlinhos não, ele fora excitante e amoroso ao mesmo tempo, era como se ele tivesse juntado o amor e carinho junto da intensidade do sexo.


— Vou considerar isso como um elogio. — Falou Carlinhos sorrindo abertamente.


— Não muda de assunto, você sempre faz isso quando quer mudar de assunto, sempre quando esta contra a parede. — Reclamou Helena e o ruivo não pode deixar de rir, enquanto a morena estava de cara feia por seu riso, ele levou sua mão ao rosto de pele lisa e macia dela e acariciou ali.


— Confesso que senti falta de alguém se preocupando comigo, foi horrível os meus primeiros dias na Romênia, não sabia cozinhar, não tinha meus irmãos para me ajudar a passar o tempo, sentia falta de ver a Gina brigando com o Rony, eram crianças, mas já faziam isso com perfeição, foi horrível passar horas dentro de um lugar fechado e não poder ouvir a voz da minha mãe me mandando ir tomar banho, passei meses, quase um ano com a cabeça enterrada no curso e no trabalho, tinha que me esforçar porque não tinha terminado a escola, o sexo foi uma droga pra mim, um passa tempo, me deixava sonolento e eu dormia, quando não estava trabalhando estava fazendo sexo e logo em seguida dormindo e com esse método eu não sofria por pensar que estava tão longe da minha família, quando chegou a hora em que eu resolvi mandar noticias não sabia o que falar, chorava por horas por segurar palavras que devia ter escrito pra minha mãe. — Desabafou Carlinhos segurando as lagrimas ao sentir seus olhos queimarem, era como se mais uma vez estivesse sofrendo tendo que dizer aquelas palavras. Uma de suas mãos já não estava mais no rosto dela, a morena a segurava com uma delicadeza extrema, entre as duas mãos macias e cuidadas estavam as mãos másculas com pequenas cicatrizes e queimaduras, alguns calos que poderiam ter sido feitos por segurar a varinha com força ou algo do tipo. Ele já não conseguia dizer mais nada e por saber que ele estava se esforçando demais para falar passou a sua outra perna por volta da cintura dele e o abraçou, não se importando com as pessoas que tiravam os olhos de seus livros e revistas para olhar o casal que se abraçava, ela tentando ao máximo passar sua força para ele.


— Porque você não voltou? Se sentia tanta falta assim deles, deveria ter voltado. — Falou Helena sussurrando no ouvido dele, sentindo os cachos ruivos acariciar sua testa por estar com o queixo apoiado no ombro dele que tinha os braços por volta de seu corpo.


Quase todos os dias eu pensava nessa possibilidade, mas ai me lembrava do Gui e do meu pai, eles tiveram que sofrer para serem os homens que são hoje em dia e para terem seus sonhos realizados, meu pai foi amado, mesmo carregando o legado da família traidora, teve tantos filhos e os educou com perfeição, ou melhor, quase e sem muito dinheiro, Gui era o mais velho e estava sempre sendo o nosso exemplo, ele era do tipo que não abaixava a cabeça, continuava com seu sonho independente do que acontecesse, deixou a Toca para ir ao Egito e ficou lá, durante todo o tempo que eu estive sozinho em Hogwarts, ele mandava cartas dizendo de como estava sendo difícil, mas que não desistiria tão fácil, tentei ao meu máximo seguir os métodos dele, acho que consegui, não com uma perfeição plausível, afinal nunca que o Gui faria com mulheres o que eu faço. — Respondeu Carlinhos de olhos fechados enquanto sentia suas narinas serem invadidas pelo cheiro dela, sua voz estava difícil de ser ouvida por estar com o rosto quase que grudado na blusa da morena, mas mesmo assim ela pode escutar.


— O que você acha de deitar no meu colo? Acho que não vai prejudicar em nada a Elliz. — Falou Helena sorrindo enquanto se afastava e sentava com as costas apoiadas na pequena janela, ele sorriu brevemente e ao fazer isso fez surgir mais alegria em seu olhar, um brilho que a fez sorrir também enquanto o observava deitar com cuidado em seu peito e barriga, ele suspirou como se aquela tivesse sido a melhor coisa a ter feito naquela manhã.


— Você disse que quando fizemos amor sentiu algo diferente mesmo não tendo nenhum sentimento por mim, nunca sentiu essa mesma coisa com seus outros namorados? — Perguntou Carlinhos fechando os olhos enquanto sentia a morena fazer carinho em seus cabelos.


— Meus outros namorados eram diferentes, tínhamos um relacionamento bom, mas acho que não existiu amor, como eu disse antes, era sexo não adianta dizer que era amor, porque na minha opinião era sexo mesmo. — Respondeu Helena dando de ombros.


— Mas e quanto ao Olivio? Ele sempre foi cuidadoso com as meninas que ficava, você não fez amor com ele? Só sexo? — Perguntou Carlinhos esticando o pescoço e conseguindo olhar Helena nos olhos.


— Não chegamos a fazer sexo, foi apenas amizade com beijos, eu era nova e ainda virgem quando ficamos. — Falou Helena.


— Ainda estudava em Hogwarts? — Perguntou Carlinhos.


— Sim, ele ia bastante na escola e sendo amigo do Harry acabava conversando comigo também, falávamos sobre varias coisas até chegar ao fim do ano letivo e ele perguntar onde eu morava, dizendo que iria me fazer visitas, então ele me convidou pra dar uma volta por Londres e ficamos lá, continuamos amigos até hoje, falo com ele quando o vejo em Londres, já que como ele esta trabalhando com Quadribol fica pouco tempo por aqui. — Respondeu Helena enquanto voltava a fazer carinho.


— A ultima vez que o vi ele estava participando de um jogo na Romênia e como conseguiu vencer a partida fomos para um bar, ele quase me matou quando soube que eu tinha fugido da escola perto dos últimos jogos de Quadribol, já que eu era apanhador e claro fazia a diferença no campo. — Falou Carlinhos sorrindo — E você, joga Quadribol?


— São poucas as vezes que eu jogo, mas quando participo de algum sou batedora, o Diego era o outro batedor comigo. — Falou Helena.


— E aquele Rafael não joga? — Perguntou Carlinhos.


— Era algo muito raro de acontecer, mas quando ele jogava costumava ser artilheiro e gostava de mandar nos outros, acho que era por isso que apenas os primos dele o chamava para jogar. — Falou Helena rindo.


— Vamos trocar de posição? É você que esta grávida e precisa descansar e não eu. — Falou Carlinhos se levantando e a observando sentar afastada da janela e dando espaço para que ele sentasse onde estava antes, ela ao perceber que ele já estava sentado e esperando que se deitasse, deixou que suas costas se encaixassem no peito dele e logo em seguida os braços dele passar em volta de sua cintura e a puxar ainda mais — Sabia que eu nunca fiquei assim?


Assim como? — Perguntou Helena sorrindo ao ouvir a voz grossa dele sussurrar em seu ouvido.


— Estou pensando sobre o que você falou, quanto a sentir saudades de algo que nunca sentiu, eu nunca abracei uma mulher desse jeito, nunca fiz amor com nenhuma delas e muito menos já desabafei com alguém que tenho algo intimo assim, na verdade eu acho que nunca desabafei com uma mulher, nem mesmo com minha mãe. — Respondeu Carlinhos.


— Eu fico me perguntando de como você perdeu a virgindade. — Falou Helena olhando por cima de seu ombro para o ruivo que ficou em silencio, suas sobrancelhas estavam arqueadas deixando claro que ele estava confuso.


— Como assim? — Perguntou Carlinhos.


— Você nunca namorou, amou apenas uma mulher que não dá bola pra você, por acaso seduziu alguma virgem e a levou pra cama? — Perguntou Helena para ele que negou.


— Ela era mais velha que eu e já não era mais virgem, praticamente perdi a virgindade com uma pervertida de carteirinha que me arrastou pro dormitório dela quando estava no meio da aula e ai eu aproveitei ué, ela disse que não queria nenhum relacionamento comigo e ai vi que era a minha única oportunidade de perder a virgindade sem magoar ninguém. — Respondeu Carlinhos — Eu fui mais cuidadoso com você do que fui com ela, confesso que fiquei preocupado com ela, se não a tivesse feito sentir dor e tive que perguntar a ela, mas ela me disse que não sentiu dor alguma, apenas coisas comuns, que no caso é prazer.


— E sobre suas mulheres na Romênia, nenhuma delas nunca se apaixonou por você? Você nunca viu que sempre tem alguma que quer algo com você que não dure apenas uma única noite? — Perguntou Helena.


— Porque você esta sempre perguntando sobre mim? Não se incomoda por estar querendo saber sobre as outras mulheres que o cara que você tem de um modo intimo já tenha tido na vida? — Perguntou Carlinhos.


— Ué, você esta sempre me perguntando coisas estranhas e eu respondo, você diz que é porque quer me conhecer melhor, o motivo das minhas perguntas são os mesmos, quero conhecer você melhor, ainda mais seu lado galinha e pervertido. — Falou Helena percebendo que nas poltronas da frente não tinha ninguém sentado e por isso apoiou seus pés nela ao ficar de lado, entre as pernas dele e assim poder olhar nos olhos azuis e intensos que ele tinha, a cor fora herdado do pai, mas a forma intensa que a olhava era algo apenas dele, algo que nem mesmo o homem mais lindo do mundo conseguiria fazer — Então, não existe mulher alguma que tenta ter algo sério com você?


— Você se lembra das memórias do Harry não é? — Perguntou Carlinhos para ela que pensou um pouco, provavelmente se lembrando de todas as memórias que haviam visto aquele dia — Lembra da cena que mostrava o Harry em uma floresta, estávamos juntos e depois mostrava três pessoas chegando? Que no caso é o Simon, Martin e Susan?


— Ela é apaixonada por você? — Perguntou Helena.


— Eu não sei, mas ela esta sempre tentando se aproximar de mim cada vez mais, esta sempre junto com meus amigos e sempre a encontro nos bares que vou, ela tenta ter algo comigo, mas digo que é melhor não porque o pai dela é meu chefe e não seria bom ter algo com ela, já que ela provavelmente ficaria brava comigo depois que a dispensasse. — Respondeu Carlinhos.


— Mas foi de uma hora pra outra que ela ficou assim? — Perguntou Helena confusa.


— Não, eu tive apenas uma única noite com ela, tentei não magoá-la ao dizer que não teríamos um relacionamento, acho que ela entendeu ainda mais sabendo que eu sou galinha, mas ela não desiste, ao mesmo tempo ela não me manda carta dizendo que me ama ou algo assim que muitas vezes é coisa de adolescente, acho que ela quer ter algo comigo pra ter a chance de conversar comigo e me convencer a ter algo sério. — Explicou Carlinhos da melhor forma possível — Falamos sobre meu lado galinha, só que se formos falar sobre meu lado pervertido teremos que ir para um lugar fechado. — Falou Carlinhos sorrindo enquanto deslizava seu dedo indicador do pescoço dela, passando pela curva dos seios e indo mais abaixo, parando propositalmente no cós da calça da morena que sorriu enquanto colocava sua mão sob a dele para logo em seguida enlaçar seus dedos aos dele.


— Estou começando a pensar que terei que levar você a ilha. — Falou Helena sorrindo.


— Que ilha? Vai me aprisionar Srta. Black? Me transformar em seu escravo sexual? — Perguntou Carlinhos rindo ao vê-la ficar um pouco envergonhada com suas perguntas.


— Não, mas é que a família que me criou tem uma casa em uma ilha isolada de todo mundo, acho que será o único lugar onde teremos privacidade para fazer... Coisas. — Falou Helena sorrindo envergonhada.


E o que você quer fazer, Srta. Black? — Perguntou Carlinhos aproximando seus lábios da orelha da morena, prendeu o lóbulo da morena entre os lábios e deixou que sua língua passasse brevemente por aquela região, logo em seguida de ter soltado soprou o lugar fazendo ela se arrepiar em seus braços.


Eu quero tudo. — Respondeu Helena de olhos fechados apreciando o arrepio que passou por seu corpo ao sentir o sopro do ruivo em sua orelha, ela sentiu mais um sopro bater em sua bochecha quando ele sorriu diante de sua resposta e logo em seguida sentiu um dos braços dele passar por baixo de suas coxas e a outra por suas costas, com um movimento breve ele a colocou sob suas pernas e virou seu rosto para iniciar um beijo rápido e intenso.


No momento em que a língua de Carlinhos pediu passagem Helena levou sua mão ao pescoço dele e em meio ao enrolar de língua apertava a região com cuidado, o ruivo entendia aquilo como um pedido de quero mais e como resposta ele deixou sua mão direita na coxa dela e a outra em volta da cintura, não podia apertar a barriga da morena e como ela estava sentada o único lugar em que podia aproveitar eram suas coxas, não poderia nem mesmo sentir os seios dela na palma de sua mão para que ninguém visse a cena que seria intima demais, teriam que se beijar de uma forma que as pessoas pudessem ver e achassem que fosse apenas um casal de namorados, mas Helena não se lembrou que estavam na companhia de outros passageiros já que sua outra mão que antes estava livre foi para debaixo da camisa dele fazendo-o com que segurasse o gemido por ter as costas arranhadas.


Talvez fosse melhor parar. — Falou Carlinhos sussurrando após distanciar seus lábios, ela nem mesmo abriu os olhos, apenas direcionou o rosto para seu ombro e deitou sua cabeça, seus lábios estavam viradas para o lado de dentro de seu pescoço e não demorou muito para ela começar a distribuir beijos naquela região — Helena, é sério.


— Eu sei. — Falou Helena com a voz um pouco rouca, talvez por causa do beijo que também deixara seus lábios levemente inchados e vermelhos, ela sorriu quando o ouviu suspirar quando ela umedeceu os lábios e o beijou mais uma vez, antes que ele pudesse tentar grudar seus corpos, Helena prendeu seus lábios em um ponto do pescoço dele que ficaria a mostra para todos e sugou com voracidade.


Helena. — Chamou Carlinhos tentando olhar por cima da poltrona para ter certeza de que ninguém estava indo para onde estavam e também que ninguém os estivesse vendo, é claro que estava sendo horrível sentir ser chupado no pescoço e não poder gemer e suspirar a vontade, não poder jogá-la na poltrona e colocar pressão entre as pernas da morena que suspiraria e gemeria a vontade.


Já terminei. — Falou Helena após parar de sugar e deitar a cabeça no pescoço dele, ficando em silencio e mais uma vez podendo ouvir Carlinhos suspirar por não ter que sofrer com aquilo.


— Acha engraçado me torturar desse jeito? — Perguntou Carlinhos.


— O que foi? Eu estava com vontade. — Respondeu Helena rindo.


— O seu desejo de agora é eu por acaso? — Perguntou Carlinhos.


— Carlinhos, acho que a tentação foi feita especialmente pra você. — Falou Helena rindo enquanto saiu de cima das pernas dele e em pé separava os joelhos dele se sentando no espaço, logo em seguida ela deitou as costas no peito dele.


— O que aconteceu para você estar tão soltinha assim? — Perguntou Carlinhos rindo enquanto a via virar o rosto para que seus olhos se encontrassem.


— Acho que é a convivência com você. — Respondeu Helena mostrando a Carlinhos o sorriso mais lindo que ele já vira na vida, ela fechou os olhos como se para descansar, parecia uma bêbada que estava embriagada com alguma coisa e depois de ter desabafado e confessado varias coisas caíra em um sono sereno e gostoso. Ele sorriu e aproximou o rosto do dela para dar apenas um selinho carinhoso em seus lábios.


— Com licença, gostariam de um cobertor? — Perguntou uma aeromoça após pigarrear para chamar a atenção do casal que compartilhavam a paz que sentiam ao estar com os corpos e lábios colados um ao outro.


— Sim. — Respondeu Carlinhos brevemente enquanto Helena se sentava e pegava o cobertor, abrindo o mesmo e colocando sob seu próprio corpo por estar deitada entre as pernas do ruivo, tampou as penas dele e suas costas esquentava o resto do corpo definido dele — Agora vamos dormir mesmo.


— Esta com sono? — Perguntou Helena rindo.


— Só dormindo para conseguir resistir ao seu corpo, Helena. — Respondeu Carlinhos sorrindo enquanto se aconchegava melhor com a morena deitada sob si.


Ela não disse nada, apenas ficou em silencio com os olhos fechados esperando que o sono chegasse, logo estariam desligando as luzes da aeronave para que as pessoas dormissem a vontade e quando isso aconteceu o casal de bruxos dormiam tranquilamente, Helena com um sorriso lindo no rosto.


 


Carlinhos acordou com o comunicado de uma das aeromoças dizendo que o avião iria pousar e por isso teriam que colocar o cinto, ele se mexeu um pouco e começou a sussurrar no ouvido de Helena a chamando enquanto a aeromoça iria avisar aos outros passageiros, a morena deitada em seu peito se mexeu brevemente, deitando-se de lado e colocando as duas mãos que estavam juntas embaixo do rosto o que o fez pensar em um bebê usando as mãos como travesseiro enquanto dorme, ele não pode deixar de rir enquanto tentava mais uma vez, mas para dar certo a chacoalhou pelo ombro.


— O que foi Carlinhos? — Perguntou Helena ainda de olhos fechados.


— O avião vai pousar, senta e coloca o cinto porque estou perto de conhecer sua família, vai me apresentar como seu namorado? — Perguntou Carlinhos rindo enquanto a via se sentar e passar as mãos nos olhos.


— Ainda não. — Respondeu Helena.


— Ainda não? Planejava mesmo fazer isso? — Perguntou Carlinhos se endireitando na poltrona e colocando o cinto em volta da própria cintura, ela ainda parecia despertar e nem ter escutado o motivo de ter acordado.


— Eu estava pensando, antes de dormir em falar com eles, mais especificamente com Diego, Matheus, Adriana, Helen e Helen, acho que se eu conversar com eles certinho e pedir para que não digam nada aos meus pais e ninguém da Inglaterra, teremos paz para fazer o que quisermos. — Falou Helena sorrindo — Meu cabelo deve estar um horror já que provavelmente eu devo ter me mexido bastante enquanto dormia.


— Seu cabelo esta bagunçado sim, mas acho que você não se mexeu muito se não teríamos caído no chão, agora coloca logo o cinto. — Falou Carlinhos a vendo deitar a cabeça na poltrona da frente — Vou ter que jogar uma maldição Imperius em você?


— Já estou indo, chato. — Reclamou Helena se sentando de um jeito ereta enquanto colocava o cinto — Você não quer me levar no colo não?


— Eu nem sei para onde temos que ir. — Respondeu Carlinhos rindo.


— Pode deixar que eu dito o caminho. — Afirmou Helena rindo também.


— Deixa pra próxima, quando chegarmos a tal ilha quem sabe eu te carrego até o quarto ou sei lá. — Falou Carlinhos sorrindo para ela que fez o mesmo enquanto balançava a cabeça de um lado pro outro — Você esta bem? — Perguntou Carlinhos ao vê-la ficar com o corpo rígido com uma das mãos segurando com força a divisória que os separava do corredor e sua outra mão estava na beirada da poltrona, apertando com força o lugar, ela olhava para o nada.


— Só... Não estou me sentindo bem. — Falou Helena nem mesmo olhando em seus olhos, sequer virar o rosto em sua direção.


— Enjôo? — Perguntou Carlinhos.


— Um pouco, mas acho que agüento até o avião pousar, depois corro para aquele banheiro mesmo. — Falou Helena olhando por cima da poltrona e direto para o lugar que sabia existir um banheiro.


Ele suspirou enquanto levava uma de suas mãos até a da morena que apertava com força a poltrona, sem que ela percebesse ele tocou a mão dela e logo suas mãos estavam entrelaçadas, Helena apertou os dedos em volta da mão dele como se dissesse que aceitava de bom grado segurar sua mão.


No momento em que a aeronave curvou para baixo indicando que estavam perto do solo, Carlinhos olhou para Helena e percebeu que ela estava pálida e concentrada, parecia tentar segurar de todas as maneiras a vontade de vomitar ali mesmo. Passaram alguns minutos até que o avião parou completamente e a aeromoça comunicava que o avião já estava no chão e que poderiam descer sem pressa.


— Pode ir ao banheiro, eu pego sua bolsa. — Falou Carlinhos soltando a mão dela e rapidamente abrindo o cinto da morena que no instante em que levantou e saiu correndo pelo corredor desviando das pessoas que já se levantavam para pegar as mochilas e malas pequenas.


Carlinhos suspirou enquanto desfazia seu próprio cinto e se levantava para pegar as bolsas que haviam trazidos consigo, após já estar com as bolsas nas mãos se sentou esperando que Helena voltasse, em poucos minutos o avião estava quase vazio e a morena nem mesmo havia voltado, após decidir ir atrás dela se levantou e logo já estava perto da porta batendo na mesma com os punhos fechados.


— Você esta bem? — Perguntou Carlinhos esperando que ela respondesse.


— Preciso escovar os dentes. — Falou Helena abrindo a porta do banheiro e segurando os cabelos com a outra mão, ele rapidamente abriu a bolsa da morena e pegou o recipiente em que ela havia guardado as escovas de dentes e a pasta, colocou um pouco do creme dental na escova e entregou a morena que logo estava escovando os dentes — Vamos? — Perguntou Helena após molhar a boca varias vezes e tirar qualquer resquício de espuma da parte interna da boca.


— Você esta bem mesmo? — Perguntou Carlinhos novamente enquanto a morena pegava a bolsa de sua mão.


— Estou, agora vamos logo que o aeroporto do Brasil costuma ser bastante bagunçado, por sorte estamos descendo e não embarcando. — Falou Helena sorrindo enquanto seguia para a saída da aeronave.


Carlinhos no momento em que chegou ao Hall do aeroporto ficou espantado, em toda sua vida nunca vira um lugar tão cheio de pessoas e bagunçadas, tinha malas para tudo quanto é lado e os casais ficavam atentos a crianças que tinham ao lado. Passaram por um sufoco pra pegar as malas e ter certeza de que era deles, logo a morena ia para a saída do lugar e Carlinhos ao ver o lado de fora se sentiu ainda estar dentro por causa da quantidade de pessoas entrando e saindo de carros, os motoristas de carros amarelos colocavam e tiravam bagagens a toda hora.


— Se formos parar para ficar olhando nunca chegaremos à casa da Adriana. — Falou Helena rindo enquanto ia para perto da beirada da calçada e falar com diversos homens em Português, o ruivo não conseguiu entender nada, após vários minutos ela o chamou para entrar em um carro.


— É mesmo confiável pegar esse carro? — Perguntou Carlinhos que não estava acostumado a andar de carro sem estar ele mesmo dirigindo.


— Carlinhos, é um taxi e você é homem, qualquer coisa me protege enquanto corro. — Falou Helena rindo enquanto o carro saia do estacionamento do aeroporto.


Carlinhos ficou a observar a imagem da cidade passar pela janela, era um lugar muito bonito, a bagunça dos carros nas ruas o fazia se sentir em Londres mesmo a não ser pelo calor que o lugar tinha, nas ruas podia se ver homens sem camisa usando apenas bermudas e chinelo, as mulheres usavam diversos tipos de blusas, mas sempre usando shorts curtos e colados ao corpo, algumas ao invés de blusas usavam simples tops.


— Você já chegou a usar esse tipo de roupa? Na rua? — Perguntou Carlinhos apontando para uma moça que usava apenas um top e short, nos pés a mulher só usava um chinelo simples.


— Só quando vou a praia e para ir andando eu costumava colocar uma blusinha simples por cima. — Respondeu Helena brevemente.


— Acho que sei porque acontece tantos casos de traição aqui nessa cidade. — Falou Carlinhos para a morena que ficou confusa e o olhou pedindo que explicasse — Helena, é tentação demais ter que ficar vendo uma mulher andar na rua seminua.


— Agora sim eu vou desconfiar de você, se acontecer alguma coisa vou achar que esta me traindo, mesmo que não aja sentimento entre nós. — Falou Helena para o ruivo que bufou.


— Helena, não compensa trocar você por outra, seria exagero demais. — Falou Carlinhos.


— Eu não entendi. — Falou Helena.


— Você é proporcional quanto ao meu gosto, se fosse para trocar você por outra ela teria que ter seios maiores e as outras partes do corpo também e seria um exagero, acho melhor algo proporcional pra mim a algo exagerado, entende? — Perguntou Carlinhos — Um exemplo, se você esta procurando algum homem que tenha o tamanho do... Seja em altura ou em outra coisa, você irá procurar coisas que pra você seja o suficiente e não um exagero.


— Sei. — Falou Helena olhando para a janela do lado em que estava, aquela cena era um tanto nostálgica, estar pegando um taxi e voltando para casa observando a imagem das ruas e das pessoas em bicicletas ou até mesmo correndo com seus fones de ouvidos, ver a imagem de alguém sentado em um dos quiosques da praia tomando um suco ou qualquer outra bebida, passara tanto tempo em Londres que havia esquecido das pessoas que ao invés de fugirem do frio, tentavam fugir do calor vestindo roupas mais frescas, olhar para a praia e ver que mesmo em dia de trabalho muitas pessoas se divertiam na praia.


Olhar para cima e ver o Cristo Redentor e em sua volta a linda serra que deixava a paisagem ainda mais linda, o céu limpo e azul trazia paz as pessoas enquanto que em Londres o céu estava muitas vezes nublado deixando as pessoas preocupadas se iria chover ou não.


— É muito bonito mesmo. — Falou Carlinhos olhando para o mesmo lugar que ela.


— Quer ir lá? — Perguntou Helena.


— Não seria uma má idéia. — Respondeu Carlinhos dando de ombros.


— Ótimo, antes de voltarmos para Londres pode deixar que eu levo você ao Cristo Redentor. — Falou Helena sorrindo enquanto mais uma vez voltava a falar com o motorista no outro idioma, o homem que dirigia assentiu enquanto saia do que parecia ser uma avenida principal e seguia por uma rua um pouco menos movimentada.


— Estamos tão perto? Achei que você morasse mais longe do que isso. — Falou Carlinhos.


— Era por isso que eu estava sempre na praia, porque morava perto e ai meu pai deixava eu ir lá a vontade, mas quando recebi autorização para ir sozinha ele me mandava ficar em um lugar especifico, já que se fosse atrás de mim seria mais fácil de me achar. — Explicou Helena nem mesmo o olhando, ela ficou observando os prédios sumirem e assim ver mais casas de dois ou três andares, se lembrava perfeitamente do porque de lá não ter prédios, era um bairro de bruxos e preferiam todos terem sua própria casa e não morar em prédios e por isso imobiliária alguma conseguia comprar terrenos dos moradores para comprar e transformar em espaço para edifícios grandes.


— Um lugar um pouco diferente não acha? Bastante verde e casas simples comparadas aos prédios por onde passamos. — Falou Carlinhos — Parece ser um lugar bem calmo comparado aos outros lugares.


— Mas é mesmo, quase nunca acontece algum acidente aqui, sem contar que todo mundo se conhece, como se fossem uma única família. — Falou Helena sorrindo.


São todos bruxos? — Perguntou Carlinhos se aproximando dela para poder sussurrar em seu ouvido, não poderia falar sobre aquele assunto não sabendo se o motorista estava os entendendo ou não.


Nem todos, alguns são trouxas casados com bruxos. — Respondeu Helena também sussurrando e ao mesmo tempo sorrindo.


— Não achei que fosse possível isso aqui no Brasil, ainda mais no meio da cidade, achei que se um dia existisse fosse um pouco isolado. — Falou Carlinhos.


— É porque ai seria mais fácil de atacar a “comunidade” se ela fosse isolada dos trouxas, esse lugar é monitorado pelo Ministério daqui do Brasil, minha mãe disse que eles se reuniram aqui porque na época as pessoas trouxas desse lugar era muito atacado então é tipo uma proteção para todos, sendo mágicos ou não. — Respondeu Helena sorrindo enquanto usava as mesmas palavras que Adriana usara quando explicara a história do lugar.


— O Rafael e o Diego moram lá também? — Perguntou Carlinhos a ouvindo suspirar.


— Sim, mas o bairro é grande e pode haver chances de que o Rafael não nos veja se é isso que você quer saber, a Jessica também mora lá do mesmo jeito que minhas outras antigas amigas. — Respondeu Helena.


— Eu acho possível que ele apareça na casa da sua mãe de propósito, não sei se é pra importunar você ou apenas para ver se eu vou estar lá. — Falou Carlinhos dando de ombros.


— Porque ele se importaria com você? — Perguntou Helena confusa.


— Pelo simples fato de termos deixado a entender que estávamos juntos aquele dia, Helena nenhum homem gosta de ser trocado, pode passar anos e até mesmo décadas, mas ele nunca irá gostar de saber que você o deixou no Brasil para ir morar na Inglaterra, onde eu estava. — Falou Carlinhos.


— Carlinhos, eu não fui pra lá por sua causa. — Afirmou Helena.


— Eu sei o motivo por você ter ido pra lá, foi os seus pais, é um motivo plausível e tudo, mas um homem desconfia de uma mulher e um homem que se conhecem a tanto tempo e descobre que atualmente tem algo mais intimo, por exemplo, é bem capaz que no momento em que ele viu a gente já pensou que tivemos algo antes, o que é verdade mesmo. — Falou Carlinhos dando de ombros.


— Não dá pra você chegar na frente de  um casal e dizer se eles tiveram algo antes ou não, as chances de você errar são enormes. — Afirmou Helena.


— Todo mundo sabe disso e todos também sabe que a única opinião que importa é as nossas mesmas, não queremos saber se é verdade ou não, pode ser a mentira mais descarada do mundo, mas iremos acreditar nisso. — Constatou Carlinhos para a morena que entendeu o que ele estava querendo dizer, era o mesmo que não aceitarmos os conselhos das outras pessoas, apenas os nossos mesmos sendo esses bons ou ruins.


Chegamos. — Anunciou o taxista e Helena no mesmo instante olhou para a casa onde haviam parado, seus olhos arderam e logo em seguida uma lagrima desceu por seu rosto mostrando a saudade que tinha daquele lugar, em toda sua adolescência nunca apreciara a volta para casa e agora sabia o que perdera, o único lugar a não ser aquele onde se sentira realmente em casa, um lugar que trazia paz para seu coração foi a casa no campo que seu pai comprara, mesmo que ela não passasse muito tempo lá por sempre ir pra Toca.


— Tem que pagar o moço, Helena. — Avisou Carlinhos ao ver o motorista tirar as malas do porta malas um pouco zangado, a morena pareceu despertar e em sua bolsa pegou a quantia que vira ter custado a corrida, o homem deixou as malas ao lado de Carlinhos e logo em seguida seguia pela rua com o carro — Será que tem alguém ai?


— Helen provavelmente esta ai. — Falou Helena.


— Eu até ia perguntar, mas me esqueci, da outra vez que falou o nome Helen mencionou ele duas vezes, existe duas mulheres com o mesmo nome em uma única casa? — Perguntou Carlinhos com as sobrancelhas franzidas.


— Sim, isso é apenas uma amostra de como essa casa é maluca. — Falou Helena rindo enquanto o ajudava pegando a mala menor enquanto ele pegava o resto da bagagem, por sorte o caminho até a porta não era muito grande.


Helena ao chegar à porta deu três batidas na porta e quando ninguém apareceu apertou a campainha mais algumas vezes e mesmo lá de fora puderam ouvir o som vindo de lá de dentro.


O que quer uma hora... Helena? — Perguntou um homem que acabara de abrir a porta, vestia uma calça jeans e uma camisa de botões que no momento estava aberta mostrando o peito e a barriga nua.


Matheus? Não deveria estar na sua casa? — Perguntou Helena sorrindo maliciosamente para o homem de cabelos escuros que olhava para o nada como se procurasse uma resposta convincente.


— É que sai ontem e bebi um pouco além da conta e Adriana me encontrou e me chamou para dormir aqui, pra não acontecer nada de ruim comigo ou com outra pessoa. — Respondeu Matheus um pouco envergonhado por ter sido pego daquela maneira pela menina que criara, que considerava uma filha.


E por acaso os cuidados inclui uma chupada no pescoço e arranhões? — Perguntou Helena rindo indicando uma mancha arroxeada no pescoço do homem e seu peito que tinha alguns arranhões como se fossem enfeites.


Eu sou o mais velho aqui Srta. Helena, não tenho nada que levar sermão. — Reclamou Matheus cruzando os braços em frente aos arranhões e tentando levantar a gola da camisa para esconder a marca em seu pescoço — E afinal, eu senti sua falta. — Falou Matheus fazendo uma leve cara emburrada enquanto murmurava a ultima parte, como se não quisesse que ninguém visse que ele estava sendo sentimental, diferente do homem duro, corajoso e tão cheio de si que costumava ser.


Eu também senti sua falta. — Falou Helena deixando a bolsa no chão enquanto se aproximava de Matheus e enlaçava seu pescoço com os braços em um aperto forte.


E quem é esse? — Perguntou Matheus após o abraço ter fim e indicar Carlinhos que ficou confuso que aquele homem estivesse ali, se não se enganava Helena dissera que só havia mulheres no lugar — Namorado?


— Não, esse é o meu amigo Carlinhos, eles está me acompanhando e na hora que estiverem todos acordados eu explico o porque da minha visita e também o porque dele ter vindo. — Falou Helena sorrindo — Esse é o Matheus, ele é ex-marido e atual ficante da minha mãe.


Como é que é? Eu não disse nada sobre estar ficando com a Adriana. — Falou Matheus.


Com a irmã dela que não seria né, para de tentar mentir porque você faz isso muito mal, agora ajuda o Carlinhos com as malas, você estava dormindo até agora? — Perguntou Helena confusa enquanto entrava na casa, os moveis eram os mesmo desde quando fora embora o que a fazia se sentir na época da adolescência.


— É um prazer conhecer você, Carlinhos. — Falou Matheus apertando a mão de Carlinhos antes de pegar uma das malas enquanto o ruivo pegava a outra — Fica a vontade. Que horas são por acaso?


— Já passou do almoço, falando nisso estou morrendo de fome. — Falou Helena colocando a mão na barriga que roncou no instante em que ela falou a palavra almoço, Carlinhos só de ver a mão em sua barriga soube que ela estava com fome e ele do mesmo jeito.


Eu poderia muito bem fazer algo pra vocês, mas estou atrasado, vão comer alguma coisa na cozinha enquanto eu acordo a Adriana e vou embora antes que a Helen me veja aqui. — Falou Matheus subindo as escadas correndo enquanto dava as costas ao casal que ficou se olhando por alguns minutos, como se não soubesse o que iriam fazer.


— Se ficar me olhando assim vou agarrar você. — Avisou Carlinhos a morena que no mesmo instante deu as costas a ele e seguiu para outro cômodo, ele foi até a porta e após fechar a mesma seguiu para onde Helena tinha ido a encontrando em uma cozinha simples, só que mais espaçosa que a da Toca — Perdi alguma coisa da pequena conversa que teve com o seu pai?


— Não, ele só falou que iria acordar a Adriana antes que a Helen o visse, daqui a pouco ele passa aqui pra pegar uma bolacha ou alguma outra coisa pra comer. — Falou Helena dando de ombros, ela ficou observando Carlinhos se encostar no balcão e ficar com os braços cruzados por alguns minutos antes de pegar uma maça na fruteira da mesa e começar a comer — Já esta se sentindo em casa?


— Falaram que eu poderia ficar a vontade. — Falou Carlinhos dando de ombros.


— Nossa, você aceitou essas palavras de um homem que nem mesmo mora mais aqui, vendo assim até parece que o Matheus manda em alguma coisa nessa casa. — Falou Helena rindo.


— Então, quem são as Helen’s daqui? — Perguntou Carlinhos.


— Uma é a filha do Matheus e da Adriana e a outra é a irmã da Adriana, você vai ver a diferença pela aparência e pela idade é claro, a minha irmã aparenta ter a minha faixa de idade enquanto a outra é mais velha e mais... Madura. — Falou Helena da melhor forma possível.


— Elas tem namorado por acaso? — Perguntou Carlinhos.


— Acho que a mais nova tem, porque? — Perguntou Helena desconfiada.


— Porque se elas tem namorados não haverá a chance de você pensar que eu estou dando encima delas, não sou muito fã de pegar o que já é dos outros. — Falou Carlinhos.


— E se alguma delas estiver solteira? — Perguntou Helena se aproximando dele, ficando a um passo de distancia do corpo definido do ruivo que mordeu mais uma vez a maçã enquanto parecia pensar.


Você vai ter que dizer logo que estamos juntos. — Falou Carlinhos sussurrando enquanto a puxava pela cintura para mais perto de seu corpo, ele olhou para o lado e ao ver uma simples faca de serra a pegou e cortou um pedaço de sua maçã oferecendo a Helena que pegou a o pedaço e mordeu ao meio, mastigando logo em seguida enquanto era observada pelo ruivo e fazia o mesmo com ele — Não vai ficar brava se entender errado achando que eu estou dando encima de alguma delas não é?


— Porque se importa? — Perguntou Helena sussurrando enquanto colocava o outro pedaço da fruta na bancada dando total atenção ao ruivo que já terminara sua parte.


Porque não gosto de ser ignorado, ainda mais sem motivo. — Falou Carlinhos por fim se aproximando dela e juntando seus lábios por alguns instantes antes de se distanciar e beijar brevemente sua testa — Eles costumam fazer barulho quando estão vindo.


— Não, e isso é um problema pra gente, não é como na sua casa que qualquer barulhinho nos ajuda a distanciar. — Falou Helena se afastando dele.


— Os barulhos da minha casa não funcionaram quando sua mãe pegou a gente. — Falou Carlinhos dando de ombros a observando ir até a geladeira e pegar uma caixa de leite.


— Pegaram vocês fazendo o que? — Perguntou uma moça de cabelos castanhos e com as pontas claras ao chegar a cozinha e ouvir a ultima frase dita pelo ruivo, o que mais impressionou Carlinhos foi que ela falou em inglês.


— Minha mãe me pegou admirando as cicatrizes do Carlinhos, você sabe o quanto isso me chama a atenção e eu meio que ameacei ele a tirar a camisa pra eu poder ver direitinho, ela pensou que estávamos iniciando alguma coisa mais... — Helena não achou a palavra certa para completar aquela mentira, por isso deixou que a moça tirasse as próprias conclusões.


— Excitante? É eu sei o quanto você gosta de cicatrizes, gostava de ver o Rafael sem camisa apenas para ver a cicatriz dele na cintura, se bem que na minha opinião existia bem mais coisas pra olhar. — Falou a moça rindo enquanto meneava a cabeça brevemente para Carlinhos, como se fosse um cumprimento — Não fala nosso idioma?


— Não. — Respondeu Carlinhos pensando no talento de Helena quanto a mentir.


— Que pena, mas serei uma boa amiga e falarei usando o idioma que você entende, provavelmente a minha irmã e minha sobrinha farão o mesmo. — Falou ela indo até Helena e abraçando a morena que arregalou os olhos diante do aperto que ganhara, mas mesmo assim correspondeu ao abraço com um lindo sorriso no rosto.


— Você é a Helen não é? Quer dizer, a irmã da mãe da Helena. — Perguntou Carlinhos para a moça que foi até ele e apertou sua mão fortemente enquanto assentia.


— E você é? — Perguntou Helen (tia).


— Carlinhos Weasley. — Respondeu Carlinhos.


— Carlinhos? Isso é um apelido não é? — Perguntou Helen (tia).


— Pois é, meu nome é Carlos, mas não gosto de ser chamado assim. — Esclareceu Carlinhos e Helena ao ouvir aquilo se tocou que nem mesmo percebera que o nome dele, de batismo era Carlos e percebeu que nunca conseguiria chamar ele assim, seria como falar com um desconhecido.


— O diminutivo se aplica a tudo em você ou apenas ao nome? — Perguntou Helen (tia) fazendo com que ele arregalasse os olhos e olhasse brevemente para Helena como se achasse que tinha escutado errado — Não é uma pergunta que costuma fazer os homens pensar por muito tempo.


— Há desculpe, só se aplica ao nome mesmo, eu me sinto muito velho quando sou chamado de Carlos e é algo que ficou no passado, pense que eu mudei de nome. — Falou Carlinhos recuperando a compostura.


— Tudo bem, mas então, estão juntos há quanto tempo? — Perguntou Helen (tia) se sentando a mesa enquanto observava os dois se olharem.


— Não estamos juntos. — Respondeu Helena firmemente.


— Porque você ficou quieto? — Perguntou Helen (tia) com os olhos estreitos.


— Já estou acostumado a acharem que temos alguma coisa, por isso nem me importo desde que ela responda. — Falou Carlinhos dando de ombros.


— Estão sempre andando? Achou um substituto para o Diego? Saiba que ele ficará bastante chateado com isso, ele daria toda a própria atenção pra você mesmo com aquelas crianças. — Falou Helen (tia) sorrindo.


— Que crianças? — Perguntou Helena surpresa.


— Já faz um tempo que o Diego começou a ir a vários orfanatos, diz que ultimamente esta difícil encontrar alguém para casar e que quer construir a própria família, sem precisar perder tempo com mulheres e suas sacanagens e por isso resolveu começar a adotar crianças, já tem um par de gêmeos, me disseram que os dois meninos são lindos. — Falou Helen (tia) sorrindo enquanto a outra morena e o ruivo se olhavam como se pensassem a mesma coisa: Felipe e Fernando.


— E... Como eles são? Diego não me avisou nada sobre ter adotado crianças e muito menos sobre querer fazer isso. — Falou Helena sentindo um leve aperto no coração quanto a ter que ver Felipe e Fernando ser criado por Diego, ver os dois meninos serem filhos do melhor amigo, é claro que não poderia chegar nele e dizer que queria os meninos porque os conheceu no futuro e a mãe deles seria ela.


— Eu não sei, não os vi ainda, ele não mora mais aqui, ultimamente esta determinado a adotar crianças e disse que gostaria de vários, comprou uma mansão enorme e foi morar lá com eles, por enquanto só tem os dois meninos, não cheguei a ver eles já que ele esta morando longe. — Respondeu Helen (tia) dando de ombros — Mas porque a pergunta?


— Nada não, só achei confuso que ele esta determinado a fazer isso, mas não me disse nada. — Falou Helena olhando para a fruteira como se tivesse alguma coisa interessante nela — Preciso ligar pra ele avisando que cheguei.


— Ele deve estar trabalhando agora, na verdade era para todos estarem trabalhando, mas a noite foi muito boa então dormimos até do que devíamos. — Falou Helen (tia).


— E o Matheus? Já foi embora? — Perguntou Carlinhos.


— Meu pai estava aqui? Fazendo o que? — Perguntou outra mulher entrando na cozinha de surpresa, o ruivo começou a pensar se todo mundo daquele país falava inglês e se isso fosse verdade seus planos de falar com Helena achando que ninguém entenderia foi para o espaço.


— É claro que não, o Carlinhos confundiu o nome de alguém. — Falou Helena quase explodindo Carlinhos com um simples olhar, o ruivo apenas deu de ombros como se dissesse que a culpa não era dele.


— Alguém por acaso sabe com quem mamãe chegou ontem? Só ouvi ela dizer para não fazer muito barulho e ir para o quarto. — Falou Helen (sobrinha) enquanto sentava ao lado da tia que segurava o riso.


— Eu cheguei agora, nem sei quem estava ai e se estava foi embora a muito tempo. — Falou Helena dando de ombros e indo até a moça que tinha quase sua idade, deu um leve beijo na cabeça da menina como fazia quando estavam na escola e ela ficava chateada com alguma coisa — Porque fez isso no cabelo? Eles eram tão bonitos quando pretos.


— Me cansei de ter cabelos pretos e pintei-o de loiro ué. — Falou Helen (sobrinha) dando de ombros.


Ela começou a fazer luzes cada vez mais claras até pintar completamente de loiro, o Matheus quase a matou quando viu, mas depois de poucos dias se acostumou. — Falou Helen (tia).


— Eu já conheço você? Você me parece com alguém. — Falou Helen (sobrinha) olhando para Carlinhos que franziu as sobrancelhas e olhou para Helena que estava tão confusa quanto ele.


— Já ficou com algum homem ruivo, Helen? — Perguntou Helena e no instante que sua ultima palavra foi dita o ruivo olhou indignado para ela — Porque se já ficou é bem provável que seja ele, que coisa feia ficar jogando os seus talentos de galinhagem para cima de meninas inocentes, Carlinhos.


— Eu já falei que me lembro das pessoas que fico ou melhor, que levo pra cama. — Falou Carlinhos emburrado.


— Não Helena, eu nunca fiquei com ele, bom deve ter sido apenas um engano, já veio ao Rio de Janeiro? Só pra constar, porque como eu iria ficar com alguém que nunca veio pra cá? — Perguntou Helen (sobrinha) como se fosse obvio.


— Não, nunca vim ao Rio de Janeiro. — Respondeu Carlinhos ainda emburrado.


— Acho que me enganei então. — Falou Helen (sobrinha) dando de ombros, ela deixou o assunto de lado enquanto procurava alguma coisa para comer nos armários, parecia não querer comer bolacha nenhuma que estavam guardadas.


— Mas e então, como se conheceram? — Perguntou Helen (tia) sorrindo.


— A família dele é amiga da minha família e ele estava em Hogwarts quando eu fui pra lá, um tempo depois ele foi embora. — Falou Helena para a tia que franziu as sobrancelhas de confusão.


— Embora pra onde? — Perguntou Helen (tia).


— Eu trabalho na Romênia, tinha que voltar em alguma hora e não poderia correr o risco de perder aquele emprego, ou melhor, minha vida por lá. — Respondeu Carlinhos.


— Você trabalha com o que na Romênia? — Perguntou Helen (sobrinha).


— Dragões, faz um bom tempo que...


— Agora sei de onde conheço você, alguém me disse que você foi o ruivo mais atraente que já vira, nomeamos você de príncipe ruivo dos dragões. — Falou Helen (sobrinha) sorrindo largamente.


— Acho que não existe muitos ruivos que cuidam de dragões então é pouco provável que esteja falando de outra pessoa, mas eu não me lembro de você. — Falou Carlinhos confuso.


— Talvez se lembre da Helena. — Falou Helen (sobrinha) rindo.


— Alguém pode me explicar direitinho o que esta acontecendo aqui? Que história é essa de príncipe ruivo dos dragões? — Perguntou Helen (tia) confusa enquanto olhava para todos esperando uma resposta, mas não adiantava perguntar a Carlinhos já que seu rosto demonstrava tanta confusão quanto ela.


— Ele foi na nossa escola buscar um dragão e a Helena acertou uma bola nele, ela quase ficou babando na cicatriz que ele tem no braço e ai nomeamos ele de príncipe ruivo dos dragões, vai dizer que ele não é bonito? — Perguntou Helen (sobrinha) rindo.


— O meu ego agradece, mas porque inventaram esse apelido em Helena? — Perguntou Carlinhos para a morena que estava mais uma vez olhando para a janela como se tentasse fugir de seus olhos zombeteiros.


— Pra tirar com a minha cara, ficaram falando de você pra mim durante uma semana, imagine o quanto é ruim dizer que a cicatriz de um ruivo me seduziu e muito obrigado Helen, eu já tinha até me esquecido e também agradeço por ter inflado o ego desse galinha, sofrerei durante todo o resto das férias dele. — Falou Helena com os braços cruzados e fazendo bico.


— Talvez as minhas férias durem mais do que você imagina. — Falou Carlinhos rindo enquanto a morena franzia as sobrancelhas — E pode deixar que eu mesmo espalho pra família essa história, já pegam no nosso pé sem saber disso imagine se souberem.


— Pra que contar a eles? Já não basta achar que temos alguma coisa sem motivo algum? — Perguntou Helena gesticulando com as mãos.


— Eu não me importo e gosto de vê-la sofrer. — Falou Carlinhos.


— Engraçadinho. — Reclamou Helena rindo falsamente por breves segundos até ficar séria novamente — Sua mãe não vai levantar não? Já passou do almoço e ainda esta dormindo.


— A noite dela deve ter sido melhor que a minha. — Falou Helen (sobrinha) parecendo desanimada.


— O que aconteceu? — Perguntou Helen (tia).


— Eu estava me divertindo na casa do Lucas, estava ficando tudo bom na hora em que o pai dele apareceu e nos atrapalhou, depois daquilo tive que vir embora, o clima foi para o espaço, até que ele quis continuar, mas eu não conseguia. — Respondeu Helen (sobrinha) pegando um copo de suco e depois de beber uma boa quantidade ficou a mexer o copo enquanto o resto do liquido mexia.


— Mas porque o pai dele foi interromper vocês? — Perguntou Helena segurando a risada.


— Ele disse que tinha pegado as camisinhas do Lucas para usar e quando viu que tinha acabado comprou mais e foi entregar pra gente, sem contar que ele nunca se esquece de dizer tomem cuidados. — Falou Helen (sobrinha) fazendo uma careta enquanto afinava a voz.


— Eu nunca mais voltaria nessa casa. — Falou Helena rindo.


— Em uma casa que foi pega em flagrante? Isso nunca aconteceu com você? Imagina se acontece na Toca? Eu duvido que você conseguiria ficar uma semana sem voltar pra lá. — Falou Carlinhos rindo e Helena sabia exatamente que por dentro ele queria que ela se lembrasse do que aconteceu em seu quarto quando Marlene entrou de repente.


— O que é Toca? — Perguntou Helen (sobrinha) confusa.


— É a casa do Carlinhos e...


— Você vive na casa dele? E não tem absolutamente nada com ele? — Perguntou Helen (tia) indignada.


— Qual o problema de não ter nada com ele? — Perguntou Helena confusa.


— Há se eu pudesse ir a casa dele, acho que iria direto para o quarto o arrastando. — Falou Helen (tia) rindo enquanto olhava Carlinhos de cima a baixo e isso o deixou um pouco desconfortado, não seria legal ter que morar naquela casa com Helena e com Helen (tia) o olhando daquela maneira.


— A Toca é a casa dos pais dele e normalmente quando ele esta lá os outros cinco irmãos e a irmã dele também costuma estar, com seus filhos e esposas e o Harry que é marido da Gina. — Avisou Helena a Helen (tia) que arregalou os olhos diante da informação.


— Então eu não iria para o seu quarto não, nem pensar que eu faria alguma coisa com um homem com tanta gente na mesma casa. — Falou Helen (tia) negando com a cabeça varias e varias vezes.


— Sem contar que a casa é de madeira. — Falou Helena rindo.


— Não precisa falar assim, você sabe muito bem que todos os cômodos da casa tem um feitiço silenciador e por isso se alguém morrer dentro de um dos quartos, explodir ou fazer sexo, ninguém escutaria, sem contar que tenho os meus métodos para conseguir fazer a pessoa ficar em silencio. — Falou Carlinhos sorrindo maliciosamente enquanto olhava brevemente para Helena que mais uma vez ficou séria.


— Você gosta de masoquismo? — Perguntou Helen (sobrinha).


— É claro que não, são métodos bem mais delicados. — Afirmou Carlinhos indignado com a pergunta da mais nova que deu de ombros quanto a sua surpresa.


— Achei que fosse demorar mais, finalmente você chegou. — Falou Adriana chegando a cozinha e impressionando a todos, principalmente Helena que no mesmo instante deu a volta na mesa e abraçou a mãe com força e saudade, a mulher que diferente das outras duas tinha a face que aparentava ter muitas responsabilidades ficou surpresa pelo repentino abraço, mas mesmo assim sorriu serenamente e correspondeu ao abraço de uma forma tão protetora, forma essa que Carlinhos estava acostumado a ver em Molly e Gina.


— Porque você não foi me visitar? — Perguntou Helena e o ruivo se surpreendeu ainda mais ao ver os ombros da morena sacudir e ela falar com a voz chorosa e embargada.


— E quem iria cuidar das crianças daqui em? você sabe que elas sempre gostaram da farra e não são responsáveis o suficiente nem para dormir fora de casa, por isso ainda vivem debaixo do meu teto. — Falou Adriana sorrindo enquanto se separava de Helena e delicadamente limpava com os polegares as lagrimas que desciam pelo rosto da gestante.


— Pois é, ela cuida até do meu pai, isso que eles estão separados a mais de 10 anos. — Falou Helen (sobrinha) rindo.


— Mas então, quando será que o Matheus vai arrumar uma mulher pra cuidar dele? — Perguntou Helena aproveitando que estava de costas para as outras duas mulheres e sorrindo maliciosamente para Adriana que no mesmo instante ficou séria e um pouco desconfortável com a situação.


— Meninas porque não vão comprar o almoço? Eu preciso conversar com a Helena e vejo a fome estampada no rosto dela e do Carlinhos, vai logo, agora! — Mandou Adriana batendo a palma das mãos enquanto tentava apressar as duas que bufaram enquanto saiam do cômodo.


— O que você tem contra fazer comida em casa? Como sabia que estávamos vindo? E como ainda por cima sabe meu nome? — Perguntou Carlinhos fazendo a mais velha ficar surpresa diante de tantas perguntas ao mesmo tempo.


— Você ao menos poderia ser um pouco mais educado não acha? — Perguntou Helena para o ruivo que revirou os olhos.


— O que foi? Eu fiquei curioso ué. — Se justificou Carlinhos dando de ombros.


— Eu sabia que vocês viriam porque Sirius me ligou avisando, ele não disse do porque de sua visita, apenas disse que era algo importante e falou que você viria junto Carlinhos, mas não achei que viriam diretamente para cá. — Falou Adriana fazendo com que o casal se olhassem confusos.


— E para onde iríamos? — Perguntou Helena com as sobrancelhas franzidas.


— Seu pai não contou? Ele me ligou avisando que tinha depositado uma boa quantia no meu banco do Gringotes dizendo que era para eu alugar um apartamento para vocês ficarem, ontem eu falei com ele e mandei o endereço do apartamento para ele passar para você poder ir direto para lá quando chegasse. — Falou Adriana.


— Meu pai é fogo em, ele não me avisou nada, estávamos pensando em dormir aqui na sua casa, até fiquei um pouco receosa em vir direto pra cá porque não sabia se tinha lugar aqui pra mim e...


— Helena, é claro que tem lugar pra você, seu quarto esta desocupado e o único problema seria onde o Carlinhos iria dormir, mas isso daríamos um jeito, mas vamos mudar de assunto e me diga logo o porque de você ter vindo pra cá, esta diferente, parece um pouco... Feliz. — Falou Adriana analisando Helena brevemente que suspirou e revirou os olhos.


— Acha que eu não estava feliz onde estava morando? — Perguntou Helena.


— Não, eu quis dizer que você esta mais radiante, vamos arrumar a mesa para quando as meninas chegarem e ai você diz de uma vez só qual é a GRANDE novidade. — Falou Adriana indo até um armário e começando a pegar pratos e copos.


— Eu estava pensando o que acham de fazermos um jantar no tal apartamento que seu pai arrumou para nós e ai você dá a noticia lá. — Falou Carlinhos ajudando as duas morenas a arrumar a mesa.


— Não seria uma má idéia, eu sei que você senti saudade das noites em que saia com as meninas e com o Diego, depois da tal revelação vocês podem dar uma volta por ai, pra relembrar os velhos tempos. — Falou Adriana um pouco distraída, ela nem mesmo percebeu que o casal se olhou e Carlinhos soube que Helena estava pensando que não poderia ter noites divertidas como antes, já que estava grávida.


— Não sei se seria uma boa idéia, não tenho idade para isso mais mãe, no momento preciso ter mais responsabilidades. — Falou Helena nem mesmo se atrevendo a olhar para a mais velha que ao ouvir suas palavras estreitou os olhos e olhou para Carlinhos como se pedisse uma explicação, mas ele apenas virou as costas negando uma explicação a ela.


— Você também não tinha idade para ir as festas naquela época, tinha apenas 15 anos e mesmo assim não ligava, eu deixava você ir porque confiava em você e no Diego quando ele dizia que iria cuidar de você, quanto a você ter responsabilidades, eu não entendo, achei que viesse para passar algumas férias ou algo assim e que estaria ansiosa para se divertir. — Falou Adriana esperando que Helena a olhasse nos olhos.


— Não, não foi por isso que eu vim, mas você só vai saber mais tarde. — Falou Helena sorrindo levemente.


— Tudo bem, mas mesmo assim acho que você poderia muito ir para algum lugar com Diego e com as meninas, só para mudar um pouco as coisas ou sei lá, não precisa dançar ou beber, apenas ir. — Falou Adriana dando de ombros.


— Eu concordo com ela, não faria mal você sair para acompanhar seus amigos em algum lugar. — Falou Carlinhos olhando por cima dos ombros e podendo encontrar o olhar de Helena.


— Não começa você também, depois eu resolvo se vou ou não sair com o povo e nem sabemos se o Diego vai poder ir, a Helen disse que ele agora tem filhos e tudo. — Falou Helena.


— Sim, mas isso não o priva de ir para algum lugar se divertir um pouco, a mãe dele não se importou que ele tenha adotado, gosta muito das crianças, mas queria que ele tivesse uma esposa e que soubesse como é seguir a gestação de alguém que amamos e tenho certeza que ela não se importaria de cuidar dos meninos para ele poder sair e quem sabe conhecer alguém. — Falou Adriana sorrindo serenamente — E tenho certeza que Carlinhos esta ansioso para conhecer o Rio de Janeiro.


— Um pouco. — Falou Carlinhos sorrindo animado.


— Vou pegar o endereço do apartamento que consegui para você, seu pai disse que não sabia quanto tempo você ficaria por isso pagou a estadia de um mês inteiro, já volto. — Falou Adriana dando as costas ao casal e antes que algum dos dois pudesse dizer alguma coisa ela já não estava mais no cômodo, no instante em que não puderam mais ouvir o som dos passos da dona da casa Carlinhos saiu de onde estava e foi para perto de Helena colocando seu corpo de frente para o dela que estava encostada na beirada da mesa.


— Helena, você pode sim se divertir com os seus amigos, pode deixar que eu cuido de você e não a deixo beber nada que fará mal a Elliz. — Falou Carlinhos levando a ponta de seus dedos a lateral do corpo da morena e a acariciando levemente ali e naquele instante Helena percebeu que Carlinhos era único em sua vida, ela gostava de caricia e tudo mais, só que no momento ela queria a caricia dele e demais ninguém, apenas ele podia proporcioná-la tanta paz com um singelo carinho — Estou começando a pensar que seu pai quer que fiquemos sozinhos em lugares fechados, onde possamos fazer coisas inimagináveis. — Falou Carlinhos aproximando seus lábios da orelha da morena apenas para sussurrar a ultima palavra e apreciar o arrepio que percorreu o pescoço dela.


— Agora não Carlinhos. — Falou Helena no instante em que sua consciência voltou a funcionar corretamente, logo em seguida sentiu a leve sensação de cócegas em seu pescoço quando o ruivo soltou uma breve quantidade de ar ao suspirar.


— O que quer dizer que posso em outra hora. — Falou Carlinhos se aproximando de Helena e entregando-lhe um selinho nos lábios antes de sorrir de uma forma que faria qualquer mulher suspirar – mas Helena com seu jeito durão não mostrou a forma como amoleceu com o sorriso do ruivo – e simplesmente deu as costas a morena.


Instantes depois enquanto Helena ainda continuava em silencio após o gesto do ruivo, Adriana voltou com um pequeno caderno nas mãos, no momento em que chegou a cozinha estranhou o silencio e olhou para os dois que mais uma vez estavam afastados um do outro, achou aquilo estranho, mas tentaria descobrir algo depois.


— Aqui esta minha querida. — Falou Adriana após arrancar uma pequena folha do caderno e entregar a Helena que no momento em que leu o endereço no papel franziu as sobrancelhas.


— Mas isso aqui fica no centro do Rio de Janeiro, deve ter custado uma fortuna o apartamento naquele lugar, meu pai ficou louco? — Perguntou Helena mais para si mesma do que para Carlinhos e Adriana que estavam em volta.


— Seu pai sempre foi louco. — Afirmou Carlinhos sorrindo — Se bem que depois de um favor assim até mesmo eu deveria agradecer a ele, mas como sou chato não vou.


— Chegamos. — Falou as duas Helen chegando com varias sacolas nas mãos e as colocando logo em seguida sob a mesa.


— Ótimo porque eu estou morrendo de fome. — Falou Carlinhos abrindo as sacolas e tirando as pequenas marmitas que tinham dentro — Só uma coisinha, esse restaurante em que compraram é confiável?


— Sim, porque? — Perguntou Helen (tia) com as sobrancelhas franzidas de confusão.


— É que a medica da Helena me encheu o saco pra ficar de olho na comida que ela come, principalmente aquelas que vieram de restaurantes, que ela tem que comer alimentos muito bem limpos e blá blá blá. — Falou Carlinhos balançando a cabeça de um lado pro outro enquanto revirava os olhos.


— Nossa, e você cuida dela tanto assim? — Perguntou Helen (sobrinha).


— É só que pediram pra eu cuidar dela e é por isso que estou aqui, sem contar que como é a vida de uma criança não posso deixar passar nada. — Falou Carlinhos dando de ombros.


— Temos macarrão, salada, arroz, feijão, carne assada, cozida e não sei porque que a Helen trouxe salgadinhos fritos e assados. — Falou Helen (tia) abrindo as marmitas e as deixando no centro da mesa enquanto os outros se sentavam e seguravam seus pratos de porcelana inteiramente brancos a espera da oportunidade para se servirem.


— Existe coisa melhor que coxinha de frango? Sem contar que não tem hora especifica para se comer isso. — Falou Helen (sobrinha) pegando uma coxinha e comendo com gosto enquanto os outros pegavam as outras refeições.


— Filha, você acha que consegue falar com o Diego hoje? — Perguntou Adriana para a filha que ainda mastigava a coxinha, a moça franziu as sobrancelhas enquanto mastigava e parecia pensar.


— Acho que sim, porque? — Perguntou Helen (sobrinha).


— Vou fazer um jantar hoje e gostaria que você o chamasse pra mim, não precisa dizer que é pra ir ao meu apartamento, diga que é apenas um jantar na casa de um antigo amigo nosso. — Falou Helena servindo suco para si própria e para Carlinhos enquanto esperava que os talheres de pegar comida ficassem desocupados para ela poder finalmente se servir.


— Pode deixar que eu falo com ele, será um problema ele levar os filhos? — Perguntou Helen (sobrinha).


— É claro que não, só quero fazer uma surpresa pra ele então não diga que eu cheguei, se ele não tocar no meu nome você nem precisa dizer nada sobre mim, tente agir normalmente. — Falou Helena.


— Isso vai ser difícil já que a Helen não é normal. — Falou Helen (tia) rindo da mais nova que a olhou brava.


Logo todos estavam sentados e apreciando o maravilhoso almoço que as duas Helen’s haviam comprado, Carlinhos nunca entendeu do porque de dizerem que a comida brasileira era diferente, mas agora sabia que o sabor da refeição era bem mais concentrado em temperos diversos.


Mais tarde, depois de muito conversarem e após Carlinhos agradecer a todas por elas terem dito que por ele falariam em seu idioma para que ele pudesse entender, Helena e o ruivo seguiram para o tal apartamento e ele no momento em que viu que sua cama no quarto de visita afirmou que não dormiria na cama de solteiro, afirmando que até mesmo o sofá era maior do que a cama que estava em seu quarto. A morena não pode fazer nada a não ser rir da reação do ruivo, mas logo o chamou para comprar coisas em uma feirinha que ficava seguindo ao calçadão mais famoso do Rio de Janeiro.


Primeiramente quero afirmar que não abandonei a fic e quero agradecer aquelas pessoas que se preocuparam comigo, bom digamos que ultimamente esta acontecendo algumas mudanças comigo, nada preocupante, é só que estou sem muita vontade para escrever, não é falta de criatividade, é sem vontade mesmo, já que fico o dia inteiro sem fazer nada e as vezes nem abro o notebook, mas prometo a vocês que voltarei ao normal e com isso a fic continuara a prosseguir normalmente, só peço que tenham paciência.


Só peço mais uma coisa, no capitulo anterior aconteceu a GRANDE noite de Carlinhos e Helena, mas fiquei um pouco triste que ninguém comentou, eu gostaria de saber muito o que vocês acharam sobre aquilo, porque sabem, aquele tipo de texto não é meu forte e gostaria de saber se foi o suficiente para vocês, peço desculpas mais uma vez e espero que tenham gostado do capitulo, não esqueçam de comentar, talvez as palavras de vocês, incentivando ou não poderá me ajudar a voltar ao normal kkkk’.

Primeiro Capítulo :: Próximo Capítulo :: Capítulo Anterior :: Último Capítulo

Menu da Fic

Adicionar Fic aos Favoritos :: Adicionar Autor aos Favoritos

 

_____________________________________________


Comentários: 1

Páginas:[1]
:: Página [1] ::

Enviado por Lana Silva em 03/02/2014

Desculpa a demora pra comentar... Tive muita coisa esses dias , algumas não tão boas e outras péssimas, então me atrasei na leitura. Gostei do capitulo, assim que comecei a ler, nem tive como parar. Sobre o texto do capitulo passado, eu gostei, relaxe, a fanfic está ótima. Entendo, as férias deixam a gente assim. O capitulo estava muito bom... Quero ver como eles consiguirão esconder isso por muito tempo, acho dificil, Marlene desconfia, Fred sabe, Sirius provavelmente também suspeita e todo mundi ai também vai começar a desconfiar... Helen contando os podres de Helana kkkkkkk esse negocio de principe dos Dragões, vai mesmo fazer com que ele a perturbe por um bom tempo... Eu acho que Helena não vai aguentar muito bem. Bem eu gostei mesmo do capitulo.

Beijoos! 

Nota: 5

Páginas:[1]
:: Página [1] ::

_____________________________________________

______________________________


Potterish.com / FeB V.4.1 (Ano 22) - Copyright 2002-2026
Contato: clique aqui

Moderadores:



Created by: Júlio e Marcelo

Layout: Carmem Cardoso

Creative Commons Licence
Potterish Content by Marcelo Neves / Potterish.com is licensed under a Creative Commons
Attribution-NonCommercial-ShareAlike 3.0 Unported License.
Based on a work at potterish.com.