camila de sousa, Hermione.Potter e Talita Lima: é ótimo saber que vcs continuam lendo msm com a minha demora pra postar... o Elvis realmente surpreendeu... mas as outras peguntas o post responde...
Desculpe a demora pra postar... tô fazendo trabalho de conclusão e naum tenho tido muito tempo... tô postando mais essa do que as outras fics, pq essa eu jagh tinha terminado de adaptar...
mas até fim de semana tem post de novo... em todas as fics...
Bjus...
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Hermione ficou inibida em conversar com Harry, com a presença de Hassan no carro. Cruzou as mãos no colo e assim permaneceu, impassível. Estava consciente do ou¬tro veículo que os seguia. Compreendeu que o Serviço Secreto dos Estados Unidos também considerava Kurt Brauer uma ameaça, ou eles não se dariam a todo esse tra¬balho para proteger seu marido. Isso não contribuiu para acalmá-la.
Chegaram à fazenda dez minutos mais tarde; Harry deixou seus guarda-costas na varanda, junto com dois ame¬ricanos, enquanto os outros foram vigiar o exterior. Hassan permaneceu com eles.
Tonks saiu da cozinha limpando o avental e deparou com Harry.
— Tonks, este é... meu marido — apresentou Hermione, hesitante. — Harry, esta é Tonks. Ela e o marido cuidam da fazenda quando Marc e eu não estamos.
As sobrancelhas dele se ergueram e ela deduziu que fa¬zia alguns cálculos mentais, por causa da história que con¬tara sobre o capataz. Antes que mencionasse algo, Hermione achou melhor retirar a caseira dali.
— Tonks, você faria um pouco de chá gelado para levar até a varanda? Temos seis homens no total, incluindo três do Serviço Secreto.
— Serviço Secreto... — repetiu a caseira, alarmada.
— Está tudo certo, Tonks. Eles sempre andam perto de Harry para protegê-lo enquanto está em nosso país.
Tonks olhou preocupada para Harry, depois para Hermione.
— Ele sabe?
— Ele sabe — confirmou o próprio Harry, consciente de que ela se referia à gravidez.
Permaneceu olhando para Tonks, até que ela se retirou para a cozinha.
— Podemos conversar aqui — disse Hermione, entrando num pequeno estúdio e fechando a porta atrás deles.
O aposento tinha uma mobília sólida e acolhedora, além de estantes repletas de livros e manuais, e a escrivaninha onde Marc trabalhava, com vista para a janela. À distância, o gado típico do Texas, com seus chifres compridos, pasta¬va tranquilamente.
Harry reparou logo no armário com as armas e os troféus de tiro, assim como nos dispositivos eletrônicos que Marc utilizava no trabalho de tempos em tempos.
— Impressionante.
— É — concordou Hermione sem entusiasmo, acomodan¬do-se numa das cadeiras.
Harry caminhou até a escrivaninha, sentou-se sobre o tampo, cruzou os braços e olhou diretamente para ela.
— Quando Hassan me telefonou, mal pude acreditar no que ele me contou. Você, naturalmente, consultou um médico.
Hermione não se deu ao trabalho de responder. Depois de algum tempo ele continuou:
— Como sabe, é cedo demais para que um teste seja acurado...
— Estou grávida há oito semanas.
Um silêncio carregado seguiu-se. Por fim, ele resmungou em árabe.
— Por que isso o surpreende? — quis saber ela.
— Parece que tem dificuldade com os números, madame. Só está de volta ao seu país há quatro semanas.
— Exato. E faz oito semanas que estou grávida — repe¬tiu ela, aguardando com impaciência.
— Se você estivesse grávida há oito semanas, a criança seria minha. E isso é impossível. Não pode ser! Você está mentindo!
— Mentindo? — Hermione ergueu-se da cadeira, furiosa. — Está insinuando que fiquei grávida aqui? E posso per¬guntar como isso teria acontecido?
— Você disse que sentiu alguma coisa pelo seu capataz... — murmurou ele, ríspido.
— É verdade, e caso não tenha reparado, Tonks tem cinqüenta e cinco anos, e o marido dela, Remus, cinqüenta e sete! Tive uma paixão por ele quando eu estava com seis anos de idade!
O olhar dele dava a impressão de que iria perfurá-la a qualquer instante; perdia terreno.
— E daí? Você recebeu uma visita, um amigo de seu irmão...
— Maldito seja!
Hermione cerrou os punhos e chegou a imaginar qual se¬ria a reação dos homens do Serviço Secreto se ela abrisse a cabeça de Harry com uma cadeira.
Ele parecia cada vez mais confuso. Os médicos, os espe¬cialistas haviam confirmado ser impossível. Ela sabia. Que coragem, acusá-lo de ser o pai da criança!
— Não posso ter filhos. Você sabe muito bem.
— E também não pode fazer sexo — lembrou ela, com ironia. — Não podemos esquecer essa parte.
Ele proferiu uma série de palavrões em árabe que teriam deixado seu pai orgulhoso.
— Só porque erraram uma vez não é motivo para supor que os prognósticos de três especialistas sejam falsos.
— Pode acreditar no que quiser, Harry — disse ela, a ponto de chorar.
— Não vou acreditar num conto de fadas!
Aquilo foi à gota que transbordou o copo. Hermione co¬meçou a desfiar pragas em árabe arcaico, com mais entu¬siasmo que ele. Quando esgotou o vocabulário aprendido com o velho sheik, caminhou até a estante, apanhou o volu¬me mais pesado e atirou-o na direção dele com toda a for¬ça. O ruído do impacto foi satisfatório, deixando-o abalado.
— Que diabo está fazendo?
— Estou mostrando minha biblioteca para você. Machu¬cou muito? Quer chamar seus amigos do Serviço Secreto para protegê-lo?
Atirou outro livro, com mais força, porém Harry con¬seguiu se desviar. O terceiro projétil literário, porém, atin¬giu-o próximo ao ombro. Ela procurava outro mais pesado, quando ele a agarrou pelo braço.
Hermione lutou furiosamente e conseguiu aplicar um pontapé nele. Harry reprimiu um grito e segurou a per¬na machucada; ela aproveitou a vulnerabilidade para chu¬tar a outra canela. Dessa vez ele gritou. Segundos mais tar¬de a porta abriu-se e dois dos agentes entraram, com as armas em punho; dois outros permaneceram à porta, cobrin¬do os primeiros com armas automáticas.
— Vão embora! — gritaram Harry e Hermione, ao mes¬mo tempo.
Os homens imediatamente se retiraram, fechando a por¬ta atrás de si.
Harry olhou para ela, raivoso, e de repente explodiu numa gargalhada.
— Não é de estranhar que os criados pareçam estar num velório desde que você foi embora — disse ele com um sus¬piro. Abraçou-a quando ela se dispôs a chutá-lo outra vez. — Muito bem. Retiro todas as minhas acusações ofensivas. Devo confessar que a idéia de ver você com outro homem me deixa fora de controle. Mas senti saudade e fiquei com raiva quando Hassan me contou sobre seu visitante.
— Você não me procurou...
Harry acariciou-lhe o rosto.
— Eu estava com vergonha. Comportei-me mal com você e só pedi desculpas uma vez, em toda a minha vida. Até agora. Brianne é minha amiga, Hermione. Nunca foi mais do que isso. Nem poderia.
Ela começava a fraquejar e não queria que isso aconte¬cesse. A verdade, contudo, era que fazia muito tempo que não era abraçada por ele, e ficara sozinha e assustada nesse período.
— Simas é amigo de Marc. Desde a infância. Ele e eu cres¬cemos juntos, é como se fosse meu irmão, também.
— Eu me desculpo de todo o coração por minhas suspei¬tas. Quero fazer as pazes — afirmou ele, acariciando-a.
— Quer mesmo? Passe-me outro livro que eu mostro — respondeu ela, belicosa.
Ele riu outra vez e sua boca procurou a de Hermione. A resistência durou poucos segundos. O corpo, desejoso de receber carinhos e beijos, abriu-se para ele da forma que uma flor acolhe as primeiras gotas de chuva. Hermione gemeu, abraçando-o e puxando-o contra si. Imediatamente excitado, Harry correspondeu com mais ardor e colou o corpo ao dela. Hermione inclinou-se sobre o tampo da escrivaninha.
— Isso é loucura — murmurou ele.
Apesar disso, suas mãos procuravam os fechos das rou¬pas dela, quase descontrolado depois de tantas semanas de abstinência. Quando Hermione percebeu a intenção dele, afastou-se um pouco.
— Harry, não! Não podemos...
Mas era tarde. Ele conseguira erguer-lhe a saia e prensa¬va Hermione contra o tampo de madeira, o corpo começan¬do a invadir o dela, apesar dos protestos. Os olhos castanhos de Hermione diziam o que não era mencionado em palavras, e ela enxergou a força do desejo nos olhos dele.
— Não grite... — pediu Harry, com voz entrecortada.
— Eu não me atreveria.
Hermione mordia o lábio inferior para controlar-se, à medida que a pressão e o ritmo provocavam sensações fa¬miliares e esquecidas.
— Hermione... eu te amo — afirmou ele, impulsionando o corpo para a frente.
O calor e a potência do desejo dele a levaram ao clímax com rapidez incomum. Hermione sentiu o próprio corpo enrijecer e arregalou os olhos de surpresa, encontrando os dele, que também não se controlava mais. Foi a sensação mais íntima de toda a sua vida. Soluçou, certa de que mor¬reria com a intensidade do momento.
As unhas se cravaram nos quadris de Harry, enquan¬to os dois se apertavam num espasmo final de êxtase. Hermione sentiu, pouco depois, que o corpo dele também relaxava sobre o seu.
Ela suspirou, consciente de que sua saia estava enrolada na cintura e a calça de Harry encontrava-se no chão. Os dois se fitaram.
Hermione corou.
— Está vendo o que consegue atirando livros em mim? — comentou ele.
— Acho que vou mandar comprar mais alguns, bem gros¬sos, para levarmos ao Quawi.
— E eu pensei que teria de amarrar e amordaçar você para levá-la de volta comigo...
Antes de responder, Hermione observou os corpos de ambos, ainda unidos.
— Acho que não vai precisar. Amo você — disse ela, movendo os quadris contra ele. — Gosta disso, não gosta? Também adoro.
Inesperadamente, explosões de prazer toldaram o olhar de Harry, como se o chão lhe faltasse. Pensou que não saberia mais viver sem aquele prazer intenso, e recordou as semanas que ficara sozinho. Quando deu por si, reparou que a pequena feiticeira morena em seus braços o encarava com um sorriso. Manifestando sua alegria, ela mordeu-lhe o ombro numa demonstração de prazer, enquanto ria entrecortadamente.
— Sua bruxinha!
— Se eu conseguir manter você satisfeito, não vai mais me mandar embora — argumentou ela, com um suspiro de satisfação. — Amo você, Harry, mas esta posição está muito ruim.
Ele se afastou devagar, sem deixar de fitá-la. Beijou-a, antes de permitir que se levantasse.
Hermione riu enquanto arrumava suas roupas, partilhan¬do com ele aquele momento.
— Acho que nunca mais vou encarar uma escrivaninha do mesmo jeito — afirmou Harry. — E acho que terei histórias interessantes para contar aos nossos filhos, quan¬do tiverem idade suficiente para poder ouvir.
— Nossos filhos... — repetiu ela. — Você não parecia ter essa idéia na cabeça quando veio. Nem acreditava que o filho fosse seu.
Harry ergueu a cabeça para encará-la.
— Se quer saber a verdade, eu tinha medo de acreditar. Mas depois disso... — declarou ele, olhando para a escriva¬ninha —, é impossível acreditar que outro homem tenha tocado você. Parecia carente.
— Você também.
— Claro. Não toquei em mulher nenhuma desde que você foi embora.
— E Brianne Hutton?
— Ela nunca teve o poder de me excitar, Hermione. Não que soubesse que eu pensava nisso... Por um dia ou dois, tentei retornar a um passado em que éramos os dois soltei¬ros, um passado onde eu não estava encantado por uma mulher que me despertou e me enfraqueceu tanto que sen¬tia vontade dela noite e dia. Porém meu corpo continuava morto, quando Brianne estava perto de mim. Claro, não ajudou nada o fato dela falar o tempo todo sobre o mari¬do e sua briga com ele — confessou Harry. — Ou que eu só conseguia pensar em você, especialmente depois que foi embora.
— Ela não excitava você? — indagou Hermione, curiosa. — Mas você a amava...
— Será? Essa foi uma pergunta que me fiz várias vezes. Brianne foi boa para mim, numa época em que eu precisa¬va muito de carinho. Mas você acendeu uma espécie de fogo dentro do meu corpo. Eu me sinto vivo com você, como nunca tinha me sentido, mesmo antes do acidente. Agora sei que faz parte da minha vida. Preciso ficar com você, ou nunca conseguirei ser feliz.
— Tem certeza?
— Tenho — respondeu ele, baixando a mão até o ventre de Hermione. — Certeza absoluta. Um dos especialistas que me examinaram mora em Paris. Acho que seria boa idéia convidá-lo para o batizado de nosso filho.
— Um convite bem bonito — concordou ela, sorrindo.
— Confesso que pensei que voltaria para casa sozinho e incompleto. Acho que aqueles pequenos milagres sobre os quais comentamos às vezes... acontecem de verdade.
— Sempre acreditei nisso.
Os dois voltaram juntos para a sala de estar, desalinha¬dos, provocando o girar de várias cabeças.
— Está pronto para sair, senhor? — perguntou Russell.
— Só amanhã. Imagino que minha esposa tenha alguns assuntos para resolver antes de sairmos outra vez do país — disse Harry. — Com certeza o fato de passar uma noite numa fazenda do Texas não vai perturbar vocês, vai?
— Sou do Bronx — disse um dos homens. — Odeio gado.
— Eu sou de Los Angeles — afirmou outro. — Tenho medo de cavalos.
— Maricas — comentou Russell.
— Ah, é? — respondeu o agente de Nova York. — Pois eu não vi você correndo para o touro que partiu para cima do premiê soviético, na fazenda do presidente em Fort Worth, Russell.
— Era um boi, seu idiota — corrigiu o agente da Geórgia. — Se aquele Patrulheiro do Texas não tivesse interferi¬do, estaríamos agora na Terceira Guerra Mundial.
— E também não era um boi. Era uma vaca leiteira. Só estava brincando com ele, não foi um ataque de verdade.
— Pode ser, mas a brincadeira ficou em dez pontos e o presidente precisou comprar uma calça nova para ele — ob¬servou o terceiro agente. — Ouvimos dizer, no dia seguin¬te, que você foi designado para fazer a segurança das férias do vice-presidente.
— Fui eu quem pedi! Gosto de pântanos.
— Claro, claro...
— Vocês todos podem dormir no celeiro — disse Hermione.
— Não podemos, senhora. Precisamos estar onde Sua Alteza estiver.
— No quarto? — perguntou ela, horrorizada.
— Madame! Não somos desse tipo de agência — respon¬deu ele, chocado.
Harry riu.
— Ele quis dizer que precisa ficar a uma distância de onde eu possa chamá-lo com um grito. Podemos estender col¬chões na sala para eles, não podemos?
— Claro — disse ela.
— Meus guarda-costas dormirão em frente à porta, com Hassan. Acho que ficaremos bastante seguros.
— Fale por você mesmo — disse ela. — Todos estão ar¬mados.
— Tudo certo, madame, eles dão uma bala para cada um, e temos de mantê-la longe das armas.
— Eles nunca seriam tolos a ponto para dar uma bala a você — comentou o outro agente. — Vamos examinar a área.
Saíram, e Harry fez um gesto para que os próprios guarda-costas o imitassem. Apenas Elvis ficou.
— Você nunca disse uma palavra sobre saber falar inglês — reclamou ela.
— A senhora nunca perguntou — disse ele, com uma mesura perfeita.
Em seguida, saiu. Harry abraçou a esposa.
— Finalmente a sós.
Eles se beijavam com entusiasmo quando o ruído de um carro chegando provocou uma comoção do lado de fora. Os dois se separaram atentos. Em seguida Hermione escutou uma voz familiar:
— Quem está pensando que é?
Hermione correu para a varanda, a tempo de ver um agen¬te do Serviço Secreto lutando para derrubar seu irmão. Ele dava trabalho de tal forma que lutava contra os três.
— Marc!
Ele ergueu a cabeça, distraindo-se por tempo suficiente para que lhe algemassem as mãos para trás. Marc começou a praguejar e todos recuaram.
Hermione desceu os degraus à frente de Harry, indo na direção de Russell.
— Não pode fazer isso! Este é meu irmão. Ele mora aqui!
— Acabamos de fazer — respondeu o agente do Bronx, passando a mão no rosto, onde havia um corte. — E ele irá à presença do juiz, por agressão a um agente federal.
— Você vai estar ao meu lado, seu idiota. Sou do FBI — disse Marc, entre os dentes.
— Não... — gemeu Russell, começando a fazer uma co¬nexão em sua mente. — Não pode ser esse Granger!
Os olhos de Marc se estreitaram, e seus cabelos castanhos brilhavam ao sol, enquanto a memória rangia as engrenagens.
— Uma ova que não pode! Sou eu mesmo, e desta vez você vai se dar mal de verdade, Russell — ameaçou Marc, sacudindo as algemas. — Quer tirar logo isto de mim?
— É melhor tirar — disse Russell ao outro agente. — Ele é relacionado com o promotor-geral, dois senadores e com o vice-presidente.
— Como é que eu ia saber? Ele nem sequer se apresen¬tou — reclamou o agente do Bronx, procurando nos bolsos a chave das algemas.
— Como assim, me apresentar? — esbravejou Marc, es¬fregando os punhos. — Você me derrubou na hora em que eu saí do carro.
— Ele foi Patrulheiro do Texas por dez anos — disse Russell, sem graça. — O último agente que o algemou foi acompanhar o acampamento do vice-presidente.
— Por falar nisso, como foi à viagem, Russell? — quis saber Marc, com um sorriso sádico.
— Foi excelente, senhor — disse Russell, com uma care¬ta. — Eu nunca tinha comido carne de cobra preparada em fogueira de acampamento. É muito bom. Se encontrar o vice-presidente, pode dizer a ele.
Hermione riu de alegria e correu para abraçar o irmão. Ele a ergueu nos braços e deu-lhe um beijo estalado no rosto.
— Como vai, menina? E por que não está no Quawi fa¬zendo seu trabalho? — perguntou ele, olhando para o es¬trangeiro alto que os observava com um sorriso.
— Ela está grávida — anunciou Harry, sem pestanejar.
— Grávida? — estranhou Marc, voltando-se para Hermione. — Vou ser tio?
— Definitivamente. Vai ser uma criança milagrosa — con¬firmou ela.
— Como assim?
Harry estendeu os braços para ela e olhou para o cu¬nhado por sobre os cabelos castanhos da esposa.
— Entre outras coisas, os médicos disseram que eu era estéril. Hermione mudou minha vida. Eu a adoro.
— Quem é você? O chefe dela?
— Sou o marido — corrigiu Harry.
— Sua Alteza é o sheik do Quawi — informou Russell. Marc arqueou as sobrancelhas, depois o olhou para Hermione.
— Vocês se casaram?
— Claro — respondeu ela, indignada. — De que outra forma poderia estar grávida, mano?
A expressão dele era enigmática ao estudar o outro homem.
— Você não apareceu no noticiário há alguns anos? Se não me engano, seu país foi invadido...
— Invadido e dominado, para dizer a verdade. Alguns amigos influentes me ajudaram a expulsar os mercenários de lá. Mas o chefe deles ainda está à solta, e causando pro¬blemas.
— Brauer — disse Marc, olhando em volta. — Agora es¬tou entendendo a segurança ao seu redor. Vocês acham que ele tentaria alguma coisa em solo americano?
— Não temos garantias — respondeu o agente de Nova York. — Por isso estamos aqui.
— Não conseguiu apanhá-lo? — indagou Marc a Harry.
— Ele está perto da fronteira de meu país, em Salid. Te¬mos uma força de elite tentando contê-lo, no momento... — informou Harry. — Mas agora precisa haver uma ceri¬mônia de Estado. Hermione carrega o herdeiro de meu tro¬no. Uma cerimônia simples, como a que tivemos algumas semanas atrás, não teve repercussão suficiente para estabi¬lizar a região. Precisamos voltar amanhã e providenciar tudo. Seria bom se viesse conosco.
— Vou pedir uma licença — disse Marc.
— Eu peço para você. Considerando a extensão das nos¬sas reservas de petróleo e a nossa posição favorável com o governo de vocês, espero ter um bom apoio político, no momento. Também convidei alguns amigos que tenho, com experiência em lidar com terroristas internacionais.
— Micah Steele?
— Na verdade ele parece estar numa outra missão, no momento. Estava pensando em Montana e mais alguns da turma dele — disse Harry.
— Sua Alteza, lembro que não pode contratar mercená¬rios para países estrangeiros — começou a dizer Russell.
— Mercenários, não. Convidados para o casamento. Ci¬dadãos comuns — acrescentou Harry, com um sorriso.
— Sempre posso ligar para o vice-presidente, se você ti¬ver algum problema com isso — lembrou Marc.
— Eu? Não, senhor. Problema nenhum. E vocês, rapazes? Um coro de negativas respondeu à pergunta do agente Russell.
Marc avançou para a varanda.
— Nesse caso, é melhor pedir a Tonks para fazer comida. Estou morrendo de fome!
Ficaram conversando até tarde. Na manhã seguinte, os vaqueiros estavam reunidos no curral para examinar o novo garanhão que Marc comprara em Austin, onde fora se candidatar ao trabalho na Patrulha outra vez.
— Belo animal, não? — comentou Marc com Harry e Hermione, que chegavam para juntar-se a ele.
O árabe envergava roupas do cunhado, que tinha apro¬ximadamente o mesmo tamanho.
— Muito bonito — comentou ele.
— Bravo, não? — comentou um dos vaqueiros, olhando de soslaio para a pose de Harry. — Acho que o marido da dona Hermione não teria coragem de montá-lo.
— Espere um pouco — intrometeu-se Russell, atrás do casal.
— Eu gostaria muito — disse Harry, com um sorriso.
Saltou a cerca e aproximou-se do animal, sob os olhares estupefatos dos agentes.
— Tudo bem, pessoal — garantiu Hermione, olhando para Marc. — Tudo bem.
— Ele pode pular um pouco, moço, e você acaba caindo. Acha que consegue? — perguntou o vaqueiro que segura¬va as rédeas do garanhão.
— Vou tentar.
Harry tomou as rédeas, acariciou o animal e falou bai¬xo, próximo da orelha dele, sentindo-lhe o medo. Voltou o rosto do cavalo para o sol matinal e de repente saltou para o lombo. O garanhão, ao sentir o peso, corcoveou como um animal selvagem, mas Harry parecia colado à sela. Ria alto, divertindo-se, enquanto os saltos redobravam e o garanhão dava a volta na cerca várias vezes, antes de apre¬sentar sinais de cansaço. Quando o ritmo diminuiu, o cava¬leiro falou com ele, acalmando-o. Depois de mais alguns poucos saltos, o cavalo começou a trotar, depois andou a passo ao longo da cerca. Só então Harry desmontou e entregou as rédeas ao rapaz boquiaberto.
— Crio cavalos árabes — explicou ele. — Eu mesmo gos¬to de domá-los. Este é um bom cavalo, mas falta-lhe ener¬gia. Se quiser ficar com ele, isso deve ser levado em conta.
Marc riu.
— Eu devia saber. Mas ontem ele parecia mesmo um molenga da cidade.
— Foi o que sua irmã pensou, antes de me ver cavalgar — estendeu um braço e Hermione juntou-se a ele. — Um dia vou contar a história de como ela foi sozinha a cavalo para me salvar, com uma Colt45 na mão.
— Eu não ficaria surpreso. Ela é uma garota e tanto — disse Marc, orgulhoso.
— Sou um homem de sorte.
Voaram para o Quawi naquele mesmo dia, embarcados pelo Serviço Secreto e depois protegidos pelos guarda-costas de Harry, no jato particular, chefiados por Bojo e ou¬tros três homens mais velhos que Hermione nunca vira. Marc aparentemente os conhecia, pois conversaram durante a via¬gem, em voz baixa. Hermione ficou sabendo que Draco Malfoy não recuperara a visão e que sua amiga Ginny ainda estava com ele, tentando ajudá-lo a recompor sua vida. Mais do que isso, ninguém disse. Mas ela tinha certeza de que o assunto entre os homens era Kurt Brauer.
Estava receosa com a cerimônia oficial que Harry anunciara, mas ele a acalmou e prometeu que as coisas correriam bem. Devia deixar as preocupações para ele e os guarda-costas.
Hermione sabia que estavam seguros, porém preocupa¬va-se com Harry. Brauer estava enlouquecido pelo desejo de vingança. A cerimônia de casamento seria transmitida pela televisão. Era a oportunidade perfeita para um ataque terrorista.
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Continua...
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