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3. CAPÍTULO II


Fic: Licença para Seduzir


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Harry cronometrou sua chegada ao apartamento de Gina para sete e quinze: nem atrasado o bastante para ser indelicado, nem cedo demais para parecer ansioso.


Gina, por sua vez, encontrava-se em plena afobação. Um assunto de última hora prendera-a no escritório até à seis e meia. Enfrentara o tráfego congestionado e chegara ao apartamento dois minutos antes das sete, aliviada pelo fato de Harry ainda não ter chegado.


Quando a campainha tocou, às sete e quinze, ela praguejou. Se ao menos ele tivesse chegado atrasado! Apenas tivera tempo para colocar o vestido, mas ainda permanecia descalça e teria que arrumar os cabelos e fazer a maquiagem.


- Oi! Ainda não estou pronta - desculpou-se ao atendê-lo, um tanto distraída. - Surgiu um problema inesperado no escritório e tive que ficar até mais tarde. Sem mencionar o trânsito péssimo!


Tanto empenho para uma chegada estratégica, ele pensou, frustrado, e Gina nem sequer notava o horário.


- Sirva-se de alguma bebida, enquanto acabo de me arrumar - sugeriu ela, dirigindo-se ao banheiro.


Harry piscou várias vezes, um tanto desconcertado. As garotas com quem saía sempre o esperavam prontas e elas mesmas lhe serviam um drinque. Não o deixavam sozinho na sala de estar!


Olhando ao redor do ambiente decorado com bom gosto, refletiu que até então apenas namorara garotas que não tinham interesse por seus empregos e viviam em função do divertimento nos fins de semana. Além disso, para elas, a melhor parte do dia ou da semana era quando ele chegava para buscá-las.


Mas Gina levava a carreira a sério. Sabia que, se havia ficado até mais tarde no escritório, era porque sua atenção não estivera concentrada nele, mas apenas no trabalho. Não era à toa que sempre evitava mulheres executivas, pensou, sentindo-se negligenciado.


Harry entrou na pequena cozinha e abriu a geladeira. Ela lhe oferecera algo para beber e teria que se arranjar sozinho! Decepcionado, notou suas alternativas: leite, suco de maçã e refrigerante diet. Nada de cerveja importada, vinho ou uísque! Bela maneira de começar uma noite... lamentou, servindo-se de um pouco de suco.


A seguir, retirou do bolso do casaco um leãozinho de pelúcia que trouxera para Gina, colocando-o sobre a mesa da cozinha, a fim de fazer-lhe uma pequena surpresa.


Porém, ao final, a surpresa foi sua quando um enorme gato siamês surgiu de nada e pulou sobre a mesa, pegando o leãozinho com a boca.


- Ei! - sussurrou Harry. - Devolva isso! - Procurou manter a voz baixa, pois considerava uma gafe e tanto brigar com o bichinho de estimação da garota com quem iria sair.


Mas Erol, o gato, não se deixou intimidar. Como um relâmpago, correu até a sala e se escondeu sob o sofá, sempre carregando sua pequena presa de pelúcia. Uma vez lá, começou a miar desesperado. Por causa do convidado intruso, a dona esquecera de sua comida.


Como os miados prosseguissem cada vez mais estridentes, Gina saiu do banheiro, ainda descalça, procurando o gato:


- Erol? O que foi? Onde você está?


- Embaixo do sofá - informou Harry, um tanto seco. Sabia que ainda não era o centro das atenções naquele apartamento.


Antes que pudesse avisá-la sobre o leãozinho, Harry ficou quase sem fôlego. Apoiando-se nas mãos, Gina ajoelhara-se diante do sofá, para convencer o gato a sair.


Os olhos verde fixaram-se, admirados, na figura feminina. Pela primeira vez nessa noite, tinha a chance de vê-la direito. Gina usava um vestido de veludo stretch preto, de comprimento um pouco acima do joelho e mangas compridas. O tecido era bordado com diminutos canutilhos que, devido à luz, apresentavam um brilho multicolorido.


Harry notou as pernas bem-feitas, emolduradas por meias de seda negras e o contorno perfeito dos quadris e coxas, acentuado pela posição e pelo veludo stretch.


Ele sorriu. De repente sua chegada, o drinque, o gato e o leãozinho que virou presa não tinham mais a menor importância. A visão de Gina nesse vestido era a promessa de uma noite memorável, concluiu, readquirindo o bom-humor.


- Saia daí, Erol - pediu ela, usando sua voz mais persuasiva. - Ora, parece que ele está mastigando algo! Pobre Erol, deve estar imaginando que esqueci a comida dele - acrescentou, levantando-se.


- Seu gato está mastigando um leãozinho de pelúcia que eu trouxe para você. Que, aliás, agora deve ter sido reduzido a um amontoado de pêlos artificiais.


Harry ainda sorria. Ela estava mesmo estonteante! O vestido realçava as curvas perfeitas. O cabelo ruivo e brilhante cascateando pelos ombros apresentava um efeito ainda mais sexy, em contraste com o tecido negro.


- Oh, céus! - Por um momento Gina pareceu aflita, mas logo a seguir, começou a rir.


Ele continuou a fitá-la, impressionado. Como era linda! O riso encantador iluminava-lhe os olhos de incrível azul. Nunca a vira rindo dessa forma.


- Bem, obrigada pela intenção. Tenho certeza que Erol também ficou grato pelo presente - afirmou Gina, dirigindo-se à cozinha. - Vou colocar ração para ele num instante e, depois, pegarei os sapatos, a bolsa e o casaco, e poderemos sair.


Em menos de um minuto, ela voltou à sala, usando sapatos de salto alto, em veludo negro e um casaco na mesma cor, de corte impecável e sofisticado.


- Percebi que não fui uma boa anfitriã! Espero que me desculpe pela correria. - Gina notou que dera mais atenção ao gato do que a Harry. E talvez não devesse ter rido da proeza de Erol! O mais sensato seria tentar consertar a situação: - Foi muita gentileza sua em ter trazido um...


- ...presente para o gato? - Os olhos verdes cintilaram, divertidos. - Da próxima vez, vou trazer algo para você. E não há razão para pedir desculpas. Valeu a pena esperar - Harry acrescentou, com um galanteio. - Você está linda.


- Obrigada - ela murmurou, lisonjeada com o brilho de admiração que via nos olhos dele.


Harry continuou a fitá-la e sentiu-se dominado por uma poderosa onda de desejo. Seguindo um impulso, colocou as mãos nos ombros delicados e, aspirando o inebriante perfume de Gina, beijou-lhe os lábios rosados.


Ela estremeceu com a suave carícia, sem conseguir se lembrar da última vez em que se sentira tão feminina e desejada. Talvez nunca. Mas embora inexperiente, sabia que Harry a queria. E em vez de deixá-la apreensiva, a constatação causou-lhe um profundo entusiasmo.


Momentos depois, o beijo foi interrompido e ambos permaneceram imóveis, quase sem ação. Os olhos verde-escuros cintilavam com as chamas da paixão, percorrendo-lhe cada detalhe do corpo. Era o olhar de um homem experiente e confiante, que sabia como agradar e satisfazer uma mulher.


"Talvez experiente e atraente demais!", pensou ela, fazendo com que a realidade quebrasse o encanto que a dominara. Era uma mulher prática e sensata e não poderia deixar-se envolver dessa forma.


- Não acho que nós... - começou ela, afastando-se do abraço.


- É claro. Eu entendo - afirmou Harry, de imediato. Franziu o cenho, confuso. Tocara-a e estivera prestes a perder a cabeça. Um mau começo. Gostava de manter o autocontrole; fazia questão disso. "Não aja como um adolescente!", recriminou-se. "Salve a situação!". - Hã... sei o quanto as mulheres detestam estragar a maquiagem, em especial, no começo da noite. Espero que aceite minhas desculpas.


- Maquiagem? Acha que é por isso que eu... - Gina fez uma pausa, sentindo-se um tanto ofendida. - Minha maquiagem não tem nada a ver com a questão. Mesmo que não estivesse usando nenhuma, eu teria parado... Afinal, acabei de conhecê-lo e... não costumo beijar homens que mal conheço.


- E quanto aos homens que você conhece?


- O quê?


- Nada. Foi apenas uma brincadeirinha - respondeu Harry. - Mas quanto ao beijo, foi breve e suave demais.


- Mas teria acontecido outro se eu não tivesse... - Gina ruborizou.


- Talvez sim, talvez não. Eu também poderia ter parado - argumentou ele.


- Para não estragar a minha maquiagem - ela revidou, um tanto ríspida.


- Desculpe-me pelo insulto. - Harry sorriu, num tom apaziguador.


- De fato foi um insulto. Mas você o disse com tamanha ingenuidade que achei que não tinha se dado conta de que havia me insultado.


- Bem, srta. Weasley, esse é mais um dos meus talentos. Aposto que está se perguntando se vale mesmo a pena sair para jantar comigo. Eu quase me fiz essa pergunta quando cheguei aqui e você não se atirou aos meus pés, cobrindo-me de atenções - acrescentou Harry, para provocá-la.


- Não vai me dizer que é assim que as garotas com quem sai o recebem! - exclamou Gina, boquiaberta.


- Bem... digamos que sim.


- Oh. - A sinceridade dele desarmou-a. Lembrou-se de como o recebera distraída. Mas, afinal, o que poderia dizer agora? Logicamente que não iria pedir desculpas por não ter se atirado nos pés dele! - Talvez, de fato, esta não seja uma boa idéia - declarou Gina, num tom sério. - É evidente que ambos tínhamos expectativas diferentes a respeito desta noite e...


- Gina, concluí que valeria a pena sair com você. - Os olhos verde-escuros cintilaram.


- Apesar do meu lapso lamentável de não me atirar aos seus pés e cobri-lo de atenções? - ela perguntou, risonha.


Harry soltou uma gargalhada:


- Bem, talvez seja hora de algumas mudanças na minha vida.


Por que aquele sorriso angelical o cativava tanto?, indagou-se, observando-a. Por que se sentia intrigado com a relutância de Gina em sucumbir ao seu charme? Não era do tipo que perdia tempo conquistando mulheres difíceis. Que mal haveria nisso?, sempre se perguntara. Afinal, trabalhava tanto no escritório. Era evidente que não desejava empenhar esforços extras em conquistas complicadas!


- Vamos jantar, conforme planejamos? - sugeriu ele, pegando-a pelo braço, com gentileza.


Gina sentiu um arrepio percorrendo-lhe a espinha. O mais leve toque daquele homem causava-lhe um efeito devastador. Teria que ter cautela com ele. Ainda assim, assentiu com um gesto de cabeça, permitindo que a conduzisse. Havia tomado sua decisão. Sempre se perguntara se encontraria um homem que a entusiasmasse e interessasse tanto quanto sua carreira. Harry Potter era esse homem.


 


O maître do Alfred's Victorian conhecia Harry e, com grande deferência, conduziu-os a uma mesa no segundo andar. Predominantemente romântico, o ambiente constituía-se de cortinas em renda, com enormes laços de seda, elegantes candelabros, luzes de velas, flores e, ao fundo, uma música suave.


Talvez tudo fosse perfeito demais, refletiu Gina, quando Harry pegou sua mão. Sob o pretexto de ajeitar o guardanapo no colo, ela retirou a mão com suavidade. Seria muito fácil deixar-se envolver pela atmosfera romântica e ela não podia se arriscar a perder a cabeça.


Por outro lado, isso não significava que não poderia saborear a comida divina e aproveitar a companhia agradável de Harry. Ao contrário, ela já começava a se divertir bastante.


- Adoro os frutos do mar que servem aqui - declarou Gina, inalando o delicioso e tentador aroma que inundava o ambiente.


- Hum... Eu também - concordou Harry. - E minha avó deu sua enfática aprovação aos pratos italianos do Alfred's. Trouxe-a aqui para jantar quando veio visitar a mim e a minha prima Lilá.


- Ela nasceu na Itália? - perguntou Gina, apreciando-lhe o sorriso afetuoso ao falar da avó.


- Sim. Em San Vito. Depois, aos dois anos de idade, emigrou com a família para os Estados Unidos. Vovó jura que ainda tem lembranças daquele tempo.


- Não duvido. Também tenho algumas lembranças de quando tinha dois anos, apesar de bastante vagas. - Uma sombra de tristeza passou pelos olhos azuis. - Foi nessa época que meus pais se divorciaram.


- O divórcio é um tormento para as crianças - comentou Harry, franzindo o cenho. - Meus dois sobrinhos sofreram muito quando a mãe, minha irmã Kate, divorciou-se do marido. Mas não foi culpa de Kate - acrescentou lealmente. - O marido, Marcus Flint, cansou do casamento e quis a separação. Kate e as crianças foram morar com vovó e nossos pais. No fundo acho que foi melhor assim. Marcus era um marido relapso e um pai indiferente. Na verdade, ele não nasceu para o casamento.


- Muito conveniente para ele - comentou Gina. - Bem mais fácil do que tentar amadurecer e ter a coragem de salvar o casamento, para ficar ao lado da mulher e dos filhos que, no fundo, provavelmente amava.


O comentário deixou-o pouco à vontade. Embora não gostasse do ex-cunhado por ter magoado a irmã, Harry tinha a desagradável sensação de que ele próprio não teria melhor êxito como pai ou marido. Porém, considerava-se um indivíduo que prezava a liberdade e independência, não um tipo imaturo e covarde.


- Acabei de me lembrar por que nunca discuto assuntos sérios, como o divórcio, nos meus encontros. A discussão fica emocional e controvertida demais.


- E na certa impediria que as mulheres caíssem a seus pés e o cobrissem de atenções - afirmou ela.


Harry ficou perplexo. Jamais era alfinetado pelas garotas com quem saía. Se bem que raramente... ou nunca... saíra com alguém tão inteligente quanto Gina.


Em resposta, ele apenas sorriu. De certa forma, até que gostava das alfinetadas dela.


- Mas você tem razão - prosseguiu Gina. - Há certos assuntos que devem ser evitados durante o jantar. Lembranças traumáticas da infância, por exemplo. - O tom era bem-humorado, mas encobria um certo desconforto. - Aliás, nem deveria tê-lo aborrecido com as minhas - acrescentou, embaraçada. A seguir procurou mudar logo o assunto: - Olhe, está começando a nevar!


Harry olhou de relance para uma das janelas, sabendo que era hora de surgir com algum comentário espirituoso acerca das previsões do tempo que nem sempre dão certo. Gina exibia um largo sorriso, na tentativa de conversar sobre amenidades e manter um ambiente descontraído e impessoal. Então, por que ele sentia uma vontade perversa de voltar ao assunto anterior? Para que um envolvimento emocional e pessoal?


- Por que seus pais se divorciaram?


- Pensei que havíamos combinado em falar sobre outras coisas - declarou Gina, um tanto perplexa. - Ora, não há razão para você mostrar um falso interesse por um passado tão remoto, a título de delicadeza.


- Não é delicadeza ou falso interesse. Gostaria mesmo de saber. Seu pai descobriu que não tinha nascido para o casamento, assim como o ex-marido de Kate?


- Oh, não. Na verdade, dois anos após o divórcio, papai casou com uma viúva com três filhos. É um homem que preza muito os valores da família. Foi sua carreira que causou a separação de minha mãe. Papai era um alto oficial do Exército e mamãe odiava as constantes mudanças de posto para posto. Ela exigiu que papai deixasse a carreira, mas ele não cedeu. Havia entrado no Exército quando rapaz e adorava o serviço.


- Hum... Situação bem difícil. Não me imagino abandonando minha carreira por nada ou ninguém.


- Nem eu. Nunca culpei meu pai por ter escolhido o Exército, mas mamãe nunca o perdoou. Até hoje ainda tem algum ressentimento, muito embora tenha um casamento feliz, há vinte anos, com outro homem maravilhoso. Creio que agora chega de falar da minha família. Que tal me contar um pouco sobre os Potter?


- Bem, não há muito a dizer. Meus pais nasceram e vivem até hoje em Godryc Hollow. Conheceram-se e apaixonaram-se na escola. Vovó, Kate e seus dois filhos moram com eles. Minha irmã Hermione mora a menos de vinte minutos da casa deles, com o marido e o bebê. - Harry deu de ombros. - São felizes assim. Mas toda aquela proximidade me causa claustrofobia. Desde que entrei na faculdade, saí de casa para ampliar os horizontes, entende?


- Não. - Gina sacudiu a cabeça. - Esse é meu ideal de vida. Uma família intacta e estável, situada no mesmo lugar, sempre a sua espera, quando você precisa. Minha família está e sempre esteve espalhada por todo o país.


Então, ela sonhava em recriar aquilo que perdera muito tempo atrás?, perguntou-se Harry, engolindo em seco. Talvez devesse mesmo ter dito alguma piada a respeito da previsão do tempo. Em vez disso, contou-lhe uma sobre o Capitólio, e Gina riu a valer.


A seguir, a conversa, por si só, tomou um rumo menos pessoal e ambos falaram sobre os últimos acontecimentos no cenário político da cidade. Acabaram descobrindo que possuíam vários amigos em comum.


- É surpreendente que não tenhamos nos conhecido antes - comentou Harry, enquanto o garçom servia-lhes o prato principal, constituído de lagosta.


- Não costumo sair muito - confessou Gina. - Meu trabalho consome a maior parte do tempo e das minhas energias.


- Grande parte do meu trabalho envolve atividades sociais, como almoços, festas, jantares beneficentes, exposições, etc. O representante de lobby tem que estar sempre nos lugares freqüentados pelos legisladores.


- Parece um tanto exaustivo. Você nunca se cansa?


- De me divertir? Nunca! Adoro sair. Jamais passo uma noite sozinho no meu apartamento. E quando quero variar um pouco de Hogsmeade, vou para Filadélfia, Ottery St. Catchpole ou York para festas, shows e para assistir jogos. Tenho amigos lá e...


- Sua vida social abrange quatro cidades? - perguntou Gina, atônita. - E sai com mulheres em todas elas? - Ela mal podia acreditar. De fato, agira com sensatez em não se deixar envolver pela atmosfera romântica. Agora se dava conta de que essa precisava ser a primeira e última vez que saía com Harry Potter.


- Eu disse que tenho amigos nessas cidades... - Harry fitou-a e notou-lhe o semblante fechado. - Mas... bem, isso não significa que a maioria é composta de mulheres com quem eu saio.


Era evidente que sim e ambos sabiam disso. Fora uma tremenda falta de tato revelar a extensão de sua vida social, recriminou-se ele. Gina não se mostrava impressionada como as outras garotas. Na verdade, parecia chocada.


A expressão e o tom de voz eram idênticos aos de Hermione. Até conhecer Gina, a sua intransigente irmã parecia a única pessoa no mundo a condená-lo por suas aventuras amorosas. Agora Hermione ganhava uma aliada, constatou, frustrado.


Não entendia por que, mas secretamente sempre desejara a aprovação da irmã. Mais inexplicável ainda era a sensação que o dominava agora. Também queria a aprovação de Gina! Precisava ver nos belos olhos azuis a mesma luminosidade do começo da noite, quando ele mencionara a avó.


Na esperança de fazê-la sorrir, Harry voltou a abordar o assunto da avó, contando algumas histórias de sua infância. Gina ouvia com polidez, mas continuava retraída e distante.


Era necessário um esforço sobre-humano para resistir ao encanto de Harry, pensou ela, observando como ele se empenhava para agradá-la. E, mais tarde, ao deixarem a mesa, sentia-se exausta com suas tentativas bem-sucedidas de permanecer impassível às histórias hilárias, ao sorriso devastador, ao brilho nos olhos verdes e ao inegável magnetismo daquele homem. Para não sucumbir, ela lembrava-se a todo momento de que Harry tinha mulheres a sua espera, em quatro cidades diferentes.


Nevava intensamente, ao saírem. Surpresos, perceberam o incrível acumulo de neve na rua, durante as duas horas e meia que haviam permanecido no interior do restaurante.


- Acho que essa tempestade repentina pegou a todos de surpresa - comentou Harry, notando um carro que passava derrapando. - Pelo que vejo, ainda não houve remoção da neve.


- Está com pneus especiais ou correntes?


- No meu carro? - ele perguntou, espantado. - Não.


- Vai ser suicídio dirigir com este tempo! - exclamou Gina, irritada com o desdém de Harry pela segurança.


- Não se preocupe. Meu carro tem mais afinidade com a neve do que um trenó - ele garantiu, começando a caminhar até o estacionamento do restaurante.


Gina seguia-o, fechando os botões de seu casaco. Sentia-se quase congelada. Não era uma peça muito adequada a baixas temperaturas. Servia mais como um enfeite sofisticado. Uma terrível rajada de vento gelado fez com que lamentasse por não estar usando um de seus grossos sobretudos, agora pendurados no armário. E tudo porque decidira ficar bonita para Harry naquele casaco fino, no que seria seu último e primeiro encontro!, repetiu para si mesma, com um suspiro.


Gina observava-o deslizando na calçada escorregadia. Por sua vez, ela mal conseguia segui-lo, com seus sapatos altos de veludo. Logo estariam arruinados, pensou, olhando para os pés, enquanto pisava numa das pegadas deixadas por Harry.


Ele parou e, notando-lhe a dificuldade, pegou-a no colo. Ela protestou, mas Harry voltou a caminhar com Gina nos braços.


- Não quero que me culpe por estragar seus sapatos, da forma como estraguei sua noite - declarou, categórico. - Você começou a agir como um autômato, apenas esperando que o jantar terminasse logo. Não tente negar.


- Está bem, não vou negar - confirmou ela, ao chegarem ao Jaguar preto de Harry.


Ele abriu a porta e colocou-a no assento. A seguir, removeu um pouco de neve do veículo, mal se importando com o frio cortante. Então ela admitia que tivera uma péssima noite! Estivera quase esperando que Gina lhe garantisse que o jantar fora maravilhoso, mas, infelizmente, acabara de constatar que não se enganara.


Ambos permaneciam em silêncio, enquanto Harry manobrava o carro até a rua. A neve caía com tanta intensidade que o movimento dos limpadores não era o suficiente para manter o pára-brisa limpo.


- A visibilidade está péssima - murmurou Gina, receosa. - Não seria melhor pararmos um pouco e...


- Congelar aqui dentro até que a nevasca passe? Não, obrigado. Nunca tive acidentes dirigindo com neve. E não pretendo ter nenhum agora.  


Endossando as palavras, Harry dirigia com extrema cautela. Porém, não conseguiu evitar que o carro derrapasse. Gina soltou um grito horrorizado ao perceber que iam bater de encontro a um poste.


n/a: muito, muito obrigada pelos comentários de vocês... Morro de rir com esse encontro dos dois e acreditidem Gina não vai se esquecer dessa vida social em 4 cidades, Harry e muito sem noção de falar isso pra ela... Bjus, até o proximo...  

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Comentários: 1

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Enviado por Luhna em 01/04/2013

Desde quando fazer lobby é carreira? Por Deus, em que mundo o Harry VIVE? Sei lá, acho que é a primeira fic sua que eu leio que, de início, não gosto nem um pouquinho dele... enfim.
MHUAHUAHUAHUAHUA! Esse encontro foi hilário, FATO! Louca para a Hermione aparecer e virar tipo a BFF da Gina. Não é à toa que parece que o Harry já gamou na Gina, né? Aliás, sou fã do Erol a partir de agora. :)
E por favor, não faça nenhum deles se machucar no que me pareceu um prenúncio de acidente. Seria bem triste.
E estou curiosa para saber como a Gina vai se deixar envolver pelo Harry! Aguardando cenas do próximo capítulo...   

Nota: 5

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