FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout  
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout
 

(Pesquisar fics e autores/leitores)

 


 

ATENÇÃO: Esta fic pode conter linguagem e conteúdo inapropriados para menores de idade então o leitor está concordando com os termos descritos.

::Menu da Fic::

Primeiro Capítulo :: Próximo Capítulo :: Capítulo Anterior :: Último Capítulo


Capítulo muito poluído com formatação? Tente a versão clean aqui.


______________________________
Visualizando o capítulo:

6. O Namorado


Fic: Memórias sobre a Fênix


Fonte: 10 12 14 16 18 20
______________________________

Capítulo 6


Embora meu terceiro ano tenha sido aquele que me rendeu o início da minha fama dentro de Hogwarts, o quarto ano pode ser considerado a razão de eu estar sentada há essa hora escrevendo enquanto o resto da casa dorme. Os elfos domésticos, na verdade, pois não há mais ninguém aqui a não ser eu... para sempre presa em minha solidão, mas não infeliz, apenas saudosa. Vamos aos relatos, então.


Ele começou como qualquer outro ano. Calmo, comigo e meus amigos felizes por nos reencontrarmos, após o que pareciam ser eternas férias com trocas infindáveis de cartas comentando os acontecimentos do ano que passara. Principalmente sobre como Elifas começara a nos induzir ao alcoolismo. Ele se defendia, é claro, mas nossos argumentos, de Alvo e meu, eram bastante convincentes para que ele conseguisse se defender por muito tempo. O que notei daquela vez, era que estávamos mais próximos do que o normal... se durante três anos Alvo estivesse me fazendo passar por algum teste de confiança, senti que havia sido aprovada naquele ano.


Ele serviria como um divisor de águas que poderia nos ajudar a estreitar nossos laços ou destruí-los para sempre entre os amadurecimentos. E algo que guardo para mim desde então é: Um amigo que abandona seus companheiros pela chance de começar um possível novo relacionamento, é, no mínimo, um trasgo retardado... mesmo que não seja puramente por culpa desse amigo. Talvez, ele nunca tenha tido a oportunidade de se sentir desejado por outra pessoa, daí na primeira oportunidade se entrega completamente. Ciúmes dos outros amigos pode existir.


Eu sentia ciúme do meu primo com a namorada dele, porque na minha família, quando estava em casa, Colin era meu único cúmplice. Então era normal eu querer passar um tempo sozinha com ele sem que Lílian estivesse por perto. Com Alvo era a mesma coisa, pelo menos eu achava que era o mesmo caso. Somente depois eu pude ver que o fato de eu não gostar de dividir a atenção do senhor gênio com as outras garotas fingindo-se de desentendidas, era porque eu gostava dele. Elifas e Abeforth, o irmão do meio de Alvo que entrara em Hogwarts naquele ano, perceberam mais rápido essa mudança do que eu. Não conseguia esconder meu descontentamento muito bem.


Além de mim, outra pessoa também começou a sentir seu coração balançado naquele ano. Elifas topara com uma garota no trem aquela vez que mudaria sua vida para sempre. Linda Doyle. Garota bonita, bem gentil, Corvinal. E eu, sendo a boa amiga que sou, resolvi tentar ajudá-los a se entenderem antes do dia dos namorados. Outra lição que aprendi naquele ano: Se algum dia seu amigo desenvolver uma platônica paixão por alguém, não faça nada, pois pode perder um membro necessário.


Trocando em miúdos, foi assim. Pela grande necessidade que todos tinham de aprender com Alvo, a companhia dele começava a ficar bastante disputada. E como eu não queria parecer monopolizadora, passava meu tempo com Elifas e Abeforth, que apesar de ser um primeiranista, fazia sua própria reputação por resolver suas diferenças de forma mais física do que o irmão. Era impressionante o quanto podiam ser diferentes. Mas eu gostava do Abb, ele possuía uma forma simples de ver a vida que era encantadora.


Durante uma de nossas conversas, ele deixou escapar um comentário constrangedor, sobre como eu sempre mirava as garotas em volta do Alvo com raiva, ao passo que eu apenas ria e dizia que ele estava sendo ridículo.


“Posso estar errado, mas quando alguém ouvir de um homicídio na torre de astronomia, não diga que eu não avisei.” – ele rebateu me deixando para ir se reunir com os amigos.


Naquela mesma tarde, Elifas e eu ficamos na biblioteca pesquisando sobre agouros, quando de repente um grupo de corvinais entrou e se sentou próximo a nossa mesa. Dentre eles estava Linda Doyle e o irmão Arthur. Os irmãos Doyle eram bem famosos na Corvinal, a primeira por ser muito inteligente e o segundo por ser batedor no time de quadribol. O que eu disse sobre amigos e amores platônicos eu aprendi aqui. Elifas fitava sua amada descaradamente, dava até pena.


“Se quiser me deixar para ir falar com ela... fique a vontade.” – eu disse olhando por cima do livro.


“O quê? Não... não se chega numa garota assim do nada.” – ele respondeu voltando a encarar seu trabalho.


“Ah, qual é, ela não poderia pedir por um admirador melhor.” – rebati colocando o livro com violência sobre a mesa e a bibliotecária chamou minha atenção. “Desculpe.”


“Deixa para lá, eu falo com ela depois.”


“O seu depois muitas vezes quer dizer nunca.”


“Eu sou feliz assim, obrigado.” – ele disse cruzando os braços.


Eu apenas revirei os olhos e me levantei, indo em direção à mesa de Linda. Contudo, quando estava prestes a falar com ela, Elifas me agarrou pelo braço e saiu me puxando da biblioteca. Quando estávamos distantes o suficiente para não sermos ouvidos, ele me soltou.


“Qual é o seu problema?” – ele me perguntou.


“Qual é o seu?” – retruquei empurrando ele com violência. “Meus livros ficaram para trás!”


“Eu pego, se não você vai tentar de novo...”.


“Não seja burro! Eu quase perdi um braço agora, não vou tentar de ajudar nunca mais.” – falei antes de me virar e voltar para a biblioteca.


Uma pessoa não percebe que está diante de um problema, até que alguém de fora tenha a decência de esclarecer o assunto. Ao ver Arthur Doyle mexendo nos meus livros naquela ocasião eu não consegui enxergar o problema, o que vi foi simplesmente um garoto... muito bonito. Embora ele fosse do time da Corvinal e, portanto, um inimigo em potencial, e também possuísse uma lábia muito boa, capaz de convencer o mais durão dos professores de que ele estava com a razão, eu não consegui conter meus passos. Eu sabia, contudo, que estava correndo risco de começar a gostar dele. Era inteligente, charmoso... mas analisando depois, acho que me deixei envolver somente para poder ter uma oportunidade de acabar com os boatos sobre Alvo.


Então posso resumir aqui que a razão para eu ter descoberto o quanto amava o senhor gênio é ter me envolvido com Doyle... uma pena que já tenha falecido, poderia ter a oportunidade de me vingar...


“Posso pegar minhas coisas?” – perguntei passando as mãos pela capa de um livro ao lado do que ele estava vendo.


“É claro, na verdade eu vim pegá-los para você... o modo como seu amigo saiu correndo puxando-a pelo braço me assustou um pouco.” – respondeu entregando meu livro.


“E sou eu quem está sofrendo com a dor.” – gracejei colocando os dois livros dentro da bolsa. “Ele pode dizer depois que sou uma grande traidora, mas acho que todo o castelo já sabe disso, então não me sentirei culpada. O fato é que ele gosta da sua irmã, mas é tímido demais para dizer alguma coisa.” – murmurei recebendo toda a atenção de Arthur.


“Eu a considero imprudente por dizer isso. Sou um irmão bastante ciumento, poderia acabar com as chances de seu amigo.”


“Se realmente fosse capaz de fazê-lo, Arthur, não estaria me contando agora.” – retruquei.


“Bem pensado, vai usar esses?” – ele perguntou apontando para os livros de poções que não guardara.


“Não. Eli...fas estava usando esses, eu já havia terminado.” – eu me corrigi antes que também deixasse escapar o apelido de Elifas na frente dele. Aí sim ele jamais me perdoaria.


“Agora só precisa passar pelo meu corretor particular.” – acrescentei pegando alguns livros de Transfiguração para repor nas prateleiras.


“É assim que chama seu amigo Dumbledore?” – ele me jogou enquanto me seguia.


“Não, mas isso não interessa a você.”


“É claro, não precisa me dar detalhes da sua vida íntima com Alvo Dumbledore.” – ele me respondeu reprimindo um sorriso zombeteiro. “Mas, saiba que toda a escola fala sobre isso.”


“Incrível a capacidade que as pessoas possuem de inventarem histórias para divertirem suas vidas vazias.” – desdenhei colocando o último livro na prateleira.


“Então ele corrige a sua lição sem pedir nada em troca?”


“Por que tipo de pessoa você o toma? Alvo não espera nada em troca por seus conselhos. É uma pessoa extremamente generosa.” – disse tentando não alterar meu tom, do contrário seria expulsa dali. Embora a quantidade de vezes nas quais eu fui expulsa da biblioteca já fossem altas.


“Perdoe-me por manchar a honra de seu falso namorado. Mas, então, ele corrige a sua lição e é o seu corretor particular. Doge seria...?”


“Posso saber por que esse súbito interesse nas minhas relações com meus amigos? Estaria tentando conhecer o time inimigo?” – provoquei sem conter um sorriso malicioso.


“A única pessoa do time inimigo aqui é você, Amélia.” – ele retrucou galantemente. “E devo dizer que adoraria conhecer melhor o time inimigo.”


“Amélia.” – a voz de Alvo ecoou pelas minhas costas. Nunca cheguei a saber o quanto daquele conversa ele ouviu, mas posso dizer que seus olhos perfuravam Arthur Doyle como se estivessem azarando-o. “Elifas disse que estaria aqui.”


“Eu já estava indo.” – disse com um pequeno aceno de cabeça para Arthur para depois sair com Alvo.


“Como está o senhor apaixonado?” – perguntei quando nos afastamos.


“No pátio terminando a lição. Ele me disse que você tentou falar com a Linda.”


“Tentei, mas não tentarei novamente. Não depois de quase ter meu braço arrancado.” – resmunguei rearrumando a alça da bolsa em meu ombro.


“Elifas quase arrancou seu braço? Está ficando fraca, Mélia.” – brincou Alvo rindo.


“Eu fui pega de surpresa...”. – retruquei na defensiva.


“Claro...”.


“E você?” – indaguei mudando de assunto, tomando o braço dele contra o meu. “Onde esteve?


“Com meus braços inteiros, estava conversando com Aubrey sobre um esquema de poções. Acreditamos que algo está faltando.” – ele respondeu prontamente, como sempre fazia quando o assunto era acadêmico. “Sentiu minha falta?”


Talvez fosse porque tivesse sido pega de surpresa que corei. Aquela fora a primeira vez que Alvo falava comigo em um tom mais intimista, quase galante. Ele sabia dos boatos, mas não comentava sobre o assunto, então era óbvio que queria apenas brincar comigo e me provocar.


“Sabia que é por esses motivos que eles realmente acham que somos um casal?” – comentei tentando esconder meu rosto vermelho.


“Pela forma que está apertando meu braço também.” – acrescentou ele com ar brincalhão que me fez rir.


“De qualquer forma, somente perguntei por que não o vejo desde o almoço.”


“E sentiu minha falta desde então.”


“Está se achando muito Dumbledore.” – brinquei sorrindo de lado.


“São apenas fatos. Mudando de assunto, Elifas também disse que você anotou algumas coisas para me perguntar.”


“Essa é uma das vantagens de ser amiga de um gênio.” – brinquei apertando o braço dele, rindo da cara ofendida que ele fez.


“Então eu só sirvo para ser sua enciclopédia particular?”


“E para perder para mim no xadrez, que bom que deixamos isso claro.” – zombei.


“Pelos meus cálculos, esse número é bastante ínfero.” – zombou ele de volta.


“Mas não inexistente.” – argumentei.


“Veremos se hoje à noite você consegue aumentá-lo. Mas, se está perdendo o braço até mesmo para o Elifas...”


“Eu já disse que fui pega de surpresa...”


“É claro que foi.” – tornou a brincar me apertando contra seu corpo. “Quanto àquelas perguntas?”


“Bem...”


É indiscutível que para os alunos que passavam nós nos comportávamos como um casal. A exceção dos momentos em que Elifas estava presente, eu costumava me apoiar ao braço dele de maneira quase inconsciente, e foi a partir dali que os burburinhos começaram, sem parar, invisíveis aos nossos olhos. Na verdade, eu preferia ignorar as risadinhas da garotas que passavam pelo dormitório enquanto Alvo, Elifas e eu conversávamos e de repente, o primeiro deitava-se sobre minhas pernas e começava a discutir comigo diretamente. Por achar normal aquela intimidade, não saía tomando satisfações com cada um deles, sem notar o quanto ela se tornava perigosa.


Não conseguia entender o porquê de sentir tanta raiva ao ver uma garota flertar com ele e achar tão normal quando flertavam com Elifas, ora, ele era tão amigo meu quanto Alvo. Por que sentir mais ciúme de um do que do outro? Senhor Gênio também demonstrava sentir ciúme de mim, como soube de Abb, ao me defender dos espertos do time de Quadribol que achavam que sabiam demais... de verdade, sempre lamentei nunca ter visto uma cena assim ao vivo... a exceção de uma... Entretanto, além disso, também havia os incidentes na biblioteca. Alguns me consideravam uma safada, mas costumava ser aos fundos da biblioteca, entre a sessão reservada, que costumava me envolver com os garotos... E é claro, que ao descobrir o fato, Alvo adquiriu o hábito de aparecer uma vez ou outra para nos apartar. Mais boatos, é claro.


E aí veio o dia dos namorados...


“Você não pode... Elifas Doge! Consegue treinar Quadribol comigo, mas não consegue convidar uma garota para sair?!” -


“Ao contrário do que você pensa, eu tenho uma armadura contra suas boladas, mas não contra humilhação pública!” – ele gritou de dentro do dormitório.


“O que está acontecendo aqui?” – perguntou Alvo erguendo as sobrancelhas ao me observar parada do lado de fora do dormitório masculino. Ele nunca superou a minha visão discutindo com uma porta.


“Estou tentando enfiar juízo na cabeça do Eli.” – respondi apontando para a porta.


“Mas espera, nós não podemos chegar nem perto do dormitório feminino, mas vocês podem gritar com a nossa porta se quiserem?” – exasperou-se ele.


“Al não estamos discutindo a falha nas regras da escola, estamos discutindo a atitude do Eli.” – cortei antes que ele começasse a moralizar.


“Que atitude? É um país livre. Se eu não quiser chamá-la para sair eu não vou chamar.”


“Mas você quer chamar, só está se comportando como um idiota aí dentro!”


“Bem, o idiota aqui também é bastante cabeça dura, então se espera que essa cena histérica vá me convencer, esquece.”


“Diga a ele que não saio daqui até ele vir falar comigo pessoalmente!” – pedi ao Alvo.


“Gritar com a porta finalmente ficou estranho?”


“Alvo...”


“Tudo bem, tudo bem. Elifas...!”


“Eu ouvi o que ela disse e não sairei daqui.”


“Cara, é a Mélia. Se ela tá dizendo que não vai sair...”


“Não me interessa, é a minha cota de humilhações que está em jogo e vou te dizer, eu passei do meu limite.”


“Mesmo? Por que quem está gritando com uma porta aqui é ela...” – observou Alvo entrando no dormitório.


Foram exatas duas horas, mas finalmente ele saiu... mas não foi para falar comigo.


“Onde vai?” – indaguei indo atrás dele.


“Comer.”


“Elifas Doge vá agora procurar a Linda e enfrente isso como um homem.”


“Não!’ – insistiu ele passando pela porta do dormitório.


“Dá para acreditar nesse cara?” – resmunguei me sentando no sofá com Alvo.


“Eu não consigo acreditar em vocês dois. Quanto tempo mais esse assunto vai durar?”


“E ele vai almoçar? Era para estarmos indo para Hogsmeade agora.” – continuei resmungando enquanto tentava alcançar um livro sobre a mesa de centro.


Em cem anos, certas perguntas sobre o que aconteceu entre Alvo e eu nunca foram feitas e algumas sequer respondidas. Não é necessário questionar o porquê de qualquer ação espontânea tomada por um dos dois. Naquela época, naquele dia, eu poderia dizer que foi apenas um convite amigável, sem qualquer malícia enrustida... mas analisando agora, e se não foi? E se ele já estivesse desenvolvendo os sentimentos que nutria por mim desde aquela época e só por isso eu tenha entrado completamente em seu círculo de confiança ao terceiro ano. Nunca perguntei para saber, pois para Amélia Preminger aquele dia funcionou e sempre funcionará como o abrir de portas. Do contrário eu realmente não saberia dizer qual dia foi.


“Então vamos deixar o Elifas amuado para trás e vamos nos divertir em Hogsmeade.” – ele disse dando de ombros.


Lembro-me de ter abaixado o livro lentamente do meu rosto e olhado para ele com um misto de surpresa e terror. Fora a primeira vez que ele sugerira que fizéssemos algo sem chamar o Elifas, e nas circunstâncias de ter sido logo no Dia dos Namorados me deixou muito confusa.


“Ahn... certo. Alvo, eu não entendo muito desses assuntos. Geralmente os garotos simplesmente me atacam sem pedir antes... mas é claro que você sabe, quantas vezes já não presenciou isso e apartou no meio...”


“Para sua proteção!” – defendeu-se ele reprimindo o riso diante do meu visível embaraço.


“Certo, certo, mas, então... você está me chamando para sair com você no Dia dos Namorados?”


“Não estou dizendo que quando voltarmos eu vou te levar até a biblioteca. É que todo mundo está em Hogsmeade e eu realmente não quero passar o Sábado enfornado aqui. Encare como um convite amigável, só você e eu nos divertindo em um bar todo enfeitado com decorações cor de rosa.” – explicou ele com um sorriso malicioso.


“Parece tentador.” – zombei fechando o livro e tornando a colocá-lo sobre a mesa. “Passou pela sua cabeça, gênio, que isso pode aumentar os comentários alheios?”


“Passou, mas daí eu lembrei de que somos nós, Mélia, e pensei que ignorássemos isso. Os comentários não te impedem de permitir com que eu me deite no seu colo durante uma discussão, não vai nos impedir de dar um passeio em Hogsmeade.” – ponderou ele sabiamente, me fazendo corar.


“Então...?”


“Então, Mélia, quer ser minha namorada de mentira no Dia dos Namorados?” – ele perguntou brincalhão.


“Claro, vamos entrar nessa maluquice juntos.” – consenti, erguendo-me do sofá, subindo para apanhar um casaco.


“Vamos?” – ele chamou oferecendo o braço.


“Eu não acredito nisso.” – falei ao avistar Elifas saindo do castelo com Linda. “Eu aqui toda preocupada de não o chamarmos para ir com a gente, e o espertinho um passo a frente de nós dois. Pois bem, agora eu quero me divertir mais do que ele.”


“Um desafio, hein? E precisaremos do cenário perfeito. Que tal a Casa de Chá da Madame Puddifoot?” – sugeriu ele já conhecendo a minha reação.


“Somos um falso casal ou dois anencéfalos babões? Três Vassouras.” – retruquei prontamente.


Alvo riu e pegamos o caminho para o Três Vassouras. Os casais verdadeiros e as pessoas que nos avistavam trocavam cochichos entre si e risadinhas, mas ele não perdeu a compostura e pediu gentilmente por uma mesa para dois nos fundos do lugar, enquanto eu já começava a me perguntar se era realmente uma brincadeira o que estávamos fazendo. Todos os olhares recaíram sobre nós quando ele puxou minha cadeira para que me sentasse.


“O namoro deles é tão interessante que um gesto cortês é capaz de distraí-los.” – Alvo zombou ao sentar-se.


“Não foi o gesto cortês, fomos nós. Agora eles nunca irão nos deixar em paz.” – ponderei. “Mas, agora que paro para pensar, eles não deveriam achar estranho eu namorar você e ser vista na biblioteca aos beijos com outros garotos?”


“Só acham que somos um casal em negação.”


“Não mais.” – zombei rindo.


“Olhe, o Elifas!” – exclamou Alvo vendo nosso amigo passar pela janela em direção a Madame Puddifoot. “Ele se vendeu.” – brincou ele fingindo um ataque histérico, batendo os punhos na mesa.


“Calma, querido.” – brinquei dando palmadinhas no ombro dele. “Pode nos trazer duas cervejas amanteigadas, por favor?” – pedi ao homenzinho que atendia naquela época.


“É uma pena que Abeforth não possa vir ainda.” – comentou Alvo recuperando-se da cena.


“Realmente, ele se divertiria muito por aqui.” – concordei. “Impressionante o quanto vocês são diferentes, mas acho que é o natural entre irmãos.”


“Na sua família também?” – inquiriu Alvo pegando o dinheiro dentro do bolso para pagar as bebidas quando chegaram, advertindo-me com o olhar quando tentei me interpor para pagar a minha.


“Bem, Cornélia e eu nunca concordamos em praticamente nada, à exceção de que não se deve confiar em um Malfoy. Edmundo e eu temos mais em comum, mas isso não facilita na nossa aproximação, já que nossa guardiã, tia Sarah, me considera o erro da família Preminger.” – embora eu comentasse sempre sobre ela, não era comum falarmos sobre nossas famílias. Claro, as perguntas costumeiras sobre “como estão todos?” sempre eram feitas, mas se resumia a isso.


“O que você fez a ela? Digo, para tanto ódio?”


“Herdei o gênio de minha mãe, quando para ela, deveria ter herdado somente a aparência dela. Não tenho o dom para aparecer como a Cora. Enfim, eu não ligo. Não existe quem me supere com magia naquela casa.” – retruquei com um sorriso torto.


“Abeforth às vezes diz que eu passo mais tempo cuidando de assuntos da escola do que ajudando com a Ariana, mas para ele é difícil entender, quero dizer, sim sou inteligente e gosto muito disso, quantos garotos da minha idade você conhecesse que se correspondem com Nicolau Flamel ou Bathilda Bagshot? Mas isso não significa que eu me considero melhor do que as pessoas... eu só não quero viver uma rotina fatídica pelo resto da minha vida... estou sendo egoísta? Eu amo minha família, mas...”


“Hey, hey, é claro que não é egoísta por querer um futuro brilhante, senhor gênio. Do contrário, eu também estaria sendo egoísta por não querer nada do que minha família tem planejado para mim. Abb vai entender, mas você tem que ajudá-lo, não deve ser nada fácil viver a sombra de Alvo Dumbledore, seu irmão mais velho.”


“Obrigado, Mélia.” – ele agradeceu com um sorriso gentil, apertando minha mão.


“Quando quiser, mas espera,” – disse erguendo o copo. “Um brinde a nós e nossas famílias problemáticas.” – ele sorriu para mim em agradecimento pelo meu bom humor e eu retribuí o sorriso. Ficamos nos encarando assim por um bom tempo, não sei dizer quanto, mas foi o suficiente para que sentisse minhas bochechas formigando.


“Olá pessoal.” – Arthur Doyle vinha em direção a nossa mesa. “Amélia Preminger e Alvo Dumbledore.”


“Olá, Arthur.” – cumprimentou Alvo com frieza.


“Oi.” – cumprimentei polidamente.


“Você disse que não eram namorados, Amélia.”


“Bem...”


“E não somos.” – reconfirmei.


“Nesse caso... uns amigos meus vão em grupo até a Casa dos Gritos. Gostaria de vir comigo?”


Eu deveria ter dito “É claro que não. Estou com meu amigo, vá caçar outra garota para ir com você.” Contudo, a sonsa aqui respondeu:


“Você se importa, Alvo?”


“Não, não... pode ir.”


E eu fui, sem olhar para trás uma única vez, mas ouvindo minha consciência enquanto ela me julgava a maior idiota do mundo bruxo.


------


Desculpem pela demora... vida de cursinho não é fácil! Espero que gostem, e não esqueçam dos comentários, acho que a caixa não morde.

Primeiro Capítulo :: Próximo Capítulo :: Capítulo Anterior :: Último Capítulo

Menu da Fic

Adicionar Fic aos Favoritos :: Adicionar Autor aos Favoritos

 

_____________________________________________


Comentários: 0

Nenhum comentário para este capítulo!

_____________________________________________

______________________________


Potterish.com / FeB V.4.1 (Ano 22) - Copyright 2002-2026
Contato: clique aqui

Moderadores:



Created by: Júlio e Marcelo

Layout: Carmem Cardoso

Creative Commons Licence
Potterish Content by Marcelo Neves / Potterish.com is licensed under a Creative Commons
Attribution-NonCommercial-ShareAlike 3.0 Unported License.
Based on a work at potterish.com.