NOTAS DO CAPITULO
Olá, mais um capitulo. Severus descobre algo que não sabia sobre Elizabeth e toma uma atitude acertada. Será que ele pedirá desculpas? Confira ;D
CAPITULO V
NOCTURNE
...
Passou-se dois dias que eles não se falavam. Ela não foi lhe ver nenhuma vez e ele sentia uma espécie de angustia. "Se você não fosse tão idiota" disse aquela voz. Era Link que vinha lhe dar poções e refazer seus curativos.
- Mestre Snape tem que tomar sua sopa. – disse o elfo.
- Não quero nada Link, vá embora. – disse rude.
- Não, meu senhor. Link tem que alimentá-lo meu senhor, Senão senhorita Elizabeth fica triste e Link não quer que a senhorita fique triste. – Severus se virou para o elfo.
- Como ela está Link? – disse aceitando o prato que o era oferecido.
- Mestra Elizabeth está bem triste. Link não gosta disso. – disse o elfo com os olhos cheios de lagrimas – Mestra está como quando perdeu seus pais. Link teve que consolará varias vezes.
Severus suspirou fundo, o elfo permaneceu no quarto até que ele tomasse toda a sopa. Assim que ele terminou Link pegou o prato e se retirou. Ele ficou pensando um pouco depois que o elfo saiu. Não queria causar nenhum mal a ela, mas ele ainda não sabia como lidar com isso.
Severus decidiu sair do quarto, precisava andar um pouco, tentar espairecer. Desceu à escada em direção a sala de jantar, já havia conhecido essa parte da casa. Caminhou por um corredor com três portas, uma delas dava a um salão de festas, que era grande e rodeado de janelas; e em outra, uma sala com varias caixas empilhadas; caminhando ao fim do corredor ele pode ouvir uma musica, parecia que alguém estava tocando piano. Devagar ele foi em direção daquela porta.
[...] [...] [...]
Elizabeth sentia-se uma idiota. Como foi tola de tentar lhe oferecer sua amizade, por que não ficou de boca fechada. Ela remoia isso em sua cabeça varias e varias vezes. Estava cansada de mentir para sim mesma, estava gostando dele, ou melhor, sempre gostou dele.
Na época da escola pensou que era só uma paixonite de adolescente, paixonite de uma aluna por um professor. Pensou que fosse superar tudo isso, mas não pode. Estava li chorando como fazia na época de escola, chorando por ele.
Sentia-se uma imbecil. Quem iria gostar dela. Uma sabe-tudo, que muitos diziam que era insuportável; e o seu poder que poucos aceitaram, e os que fingiam que aceitavam só queriam usar ao seu favor. Foi assim com o ultimo cara com quem se relacionou. Quando ela se sentiu segura para contar lhe sobre seu poder ele quis usar suas habilidades como negocio. Queria cobrar das pessoas que ela curaria. Na época se sentiu ultrajada, e teve que apagar sua memória. Foi bem difícil superar isso.
Agora vivia tudo aquilo que viveu na adolescência. Sentia-se impotente, sem saber o que fazer, mas já havia decidido que guardaria isso para si e que não revelaria para ninguém o que sentia por Severus.
[...] [...] [...]
Severus abriu a porta devagar sem fazer nenhum ruído, como tinha constado tinha alguém tocando piano e esse alguém era ela. Aquela era um sala de musica. Havia uma lareira com poltronas em volta; algumas estantes à esquerda e o pino à direita.
Ele se sentou numa poltrona, e ficou quieto apreciando a musica. Fechou os olhos e com os dedos acompanhava os movimentos dela, tinha também um sorriso imperceptível em sua face. Em poucos mais de quatro minutos a musica cessou e ele abriu seus olhos esperando algum movimento dela. Ela soltou um longo suspiro e se virou.
- Professor! – disse quando o viu ali sentando – O senhor me assustou. – ela se levantou meio atordoada.
- Não foi minha intenção assustá-la. Não sabia que tocava? – disse tentando ser cordial.
- Não é tão bom assim. Só o faço para distrair-me, desculpe-me se o incomodei. – disse de cabeça baixa.
- A senhorita está errada, toca muito bem sim. E eu não me incomodo. – disse fazendo uma pausa – Então era isso que fazia quando sumia em Hogwarts e nenhum dos seus amigos lhe achava. Pensei que ficava na biblioteca.
- Na maioria das vezes eu estava sim na biblioteca, mas teve uma vez, entretanto, que encontrei uma sala com um piano. Descobrir depois que foi Dumbledore que o pôs ali e para mim. – disse querendo prolongar a conversa.
- Dumbledore sempre com suas artimanhas. Então foi assim que seu dom para musica começou, senhorita?
- Não, meu pai me ensinou a tocar. – disse calma.
Ele a olhava fixamente. "Como se quisesse entrar em minha mente" ela pensou.
- NÃO TENTE USAR LEGILIMÊNCIA EM MIM. COMO OUSA. – disse brava – SE QUER SABER ALGO SOBRE MIM E SÓ PERGUNTAR-ME. – disse aproximando da porta para se retirar do ressinto mais sendo puxada por ele em seguida.
- Mesmo que eu quisesse entrar em sua mente vejo que é uma boa oclumente. – ela olhou-o mortificada.
"Aquilo era um elogio?" ela pensou.
- Então valeu a pena as aulas de Dumbledore. – disse em deboche.
Ele precisava conserta as coisas, mas como o faria? Teria que se rebaixar e pedi-lhe desculpa? Ele não tinha saída. Respirou profundamente. Ela estava apoiada na parede com os olhos fechados e seu semblante não era um dos melhores, ele constatou.
- Senhorita? – chamou-a.
- Não precisa dizer nada. – disse-lhe rude.
- Não. Preciso dizer-lhe. – disse respirando tomando coragem – Não foi minha intenção entrar em sua mente. – fez uma pausa – Tudo está sendo difícil para mim. Não pensei em sobreviver, isso nunca esteve em meus planos. Estou... – ele não sabia o que dizer.
- Sei como você se sente. – ela disse, tentando ser cordial.
- Não, a senhorita não imagina como me sinto. – disse amargo – Estou me acostumando a está vivo. Estou me acostumando a está aqui nessa casa com... – não conseguiu dizer o nome dela.
Elizabeth não disse nada, mas podia sentir a angustia dele. Às vezes sua alta sensibilidade era algo bem incomodo. Sabia muito bem que seu professor de poções não se abriria com ela facilmente.
- Sempre admirei o senhor. Um homem forte, determinado e que não se abala com nada, ou pelo menos não demonstra. O bom e velho mestre de poções. – disse sorrindo – Mas você é sempre o mestre de poções. – disse em amargura.
- Não é agora que eu irei mudar, não é? – disse debochado.
Ele já estava enrolando demais para pedir desculpa a ela. Tinha que fazer isso agora não podia esperar mais.
- Minha atitude há dois dias foi deplorável. Não tive intenção de magoar-lhe. – fez uma pausa – Tentei entrar em sua mente para tentar saber o que estava sentindo. – ela o interrompeu.
- Por que não me perguntou? – disse aflita – O senhor achou mesmo que esse era jeito mais fácil de saber o que eu estava sentindo. Aprendi com o meu pai a não demonstrar meus sentimentos, isso só faz estragos. O senhor o faz muito bem também, mas posso sentir alguns nuances em seus modos. Sei muito bem que esse é o seu jeito.
- Dumbledore disse-me de sua alta sensibilidade. – respirou fundo – Senhorita Graham, perdoe-me.
Elizabeth o olhou buscando sentir algo. Queria ver se esse perdão era sincero.
- Sim, o perdoo. Posso sentir que o que falas é sincero. – disse sorrindo.
Severus sentiu algo estranho em seu peito, como se seu coração de gelo tivesse descongelado um pouquinho.
- Quero que eu o senhor tenhamos uma boa relação. Também poderá contar comigo se quiser. É muito bom ter alguém para conversar.
Ele sabia como ela se sentia sozinha assim como ele também. E para ele também era bom conversar com alguém.
- Tenho certeza que teremos uma boa relação. – disse em meio sorriso.
- Se o senhor se comportar, não é? – disse em tom de zombaria.
- Serei o mesmo mestre de poções de sempre, mas agora saberei medir as palavras em sua presença senhorita.
Ela só o sorriu e não disse mais nada. Sabia que ele estava sendo sincero com ela. E ela se sentia muito bem com isso.
Passaram a tarde inteira conversando amenidades, não viram à hora passar. Era se tudo que havia acontecido estava no passado e que eles estavam recomeçando. Eles sabiam que sempre haveria sinceridade na relação deles que por agora não era bem definida ainda. Link teve que trazer-lhes uma bandeja de suco com tortinhas e mais tarde o jantar também. Quando já se passava das dez da noite subiram para seus quartos e se despediram.
[...] [...] [...]
Ao entrar em seu quarto Severus suspirou. Entrou no banheiro e molhou seu rosto. Olhou para imagem refletida no espelho e viu que não estava mais pálido. Foi até o armário e pegou um pijama limpo e o vestiu, e seguiu para cama.
Precisava desancar seu corpo e sua mente estava uma loucura. Passar essas horas conversando com ela foi um pouco estranho. Sentia que o tempo perto dela passava rápido, mas ele queria passar ainda mais tempo com ela.
Pode conhecer ela um pouco, mas ela ainda era uma incógnita. Como ela mesma havia dito sabia muito bem esconder o que sentia. Era como ele se escondia. Seus olhos não mentiam, eles o hipnotizavam. Não sabia o que poderia acontecer dali para frente, mas sabia que queria que ela estivesse ali perto dele.
NOTAS FINAIS
Olá! O que achavam do Severus pedindo desculpa para Elizabeth?
A musica que ela toca no piano é essa: Chopin "Nocturne Op.9 No.2 in e flat major".
Sou apaixonada por musica clássica e a fic terá algumas musicas que eu gosto, aguardem. ;D
PRÓXIMO CAPITULO
Livros e Musica. Desenterrando livros velhos.
Sabe o que deixaria essa autora feliz? Comentários :D
E ai? Você acabou de ler esse capitulo não é? Comentar não doí nada ;D
Se tiverem sugestões, criticas ou elogios podem mandar.
Aguardando reviews. Beijos :D