2 de julho
- Gina! Que bom ver você! - Exibindo um sorriso largo e aparentemente afetuoso, Harry Potter levantou-se da cadeira de seu escritório. - E como vão as coisas no gabinete do senador Diggory?
A afável acolhida era tão inesperada que pegou Gina Weasley de surpresa. Então era assim que ele iria agir? Como se fossem dois antigos colegas, veteranos no cenário político da Pensilvânia, discutindo amenidades! Como se da última vez em que haviam estado juntos não tivessem rompido o relacionamento amoroso através de uma briga acirrada.
"Como ele consegue?", perguntou-se, admirada. O sorriso parecia tão autêntico e ele até apresentava um brilho caloroso e sincero nos olhos verdes! Quaisquer que fossem os sentimentos de Harry, sempre permaneciam ocultos sob aquela máscara risonha. Ao menos, em público. Nos momentos de intimidade que haviam compartilhado, Gina enxergara o homem por trás da máscara e se apaixonara por ele. Porém, agora, mesmo a sós, era o impenetrável e impassível Harry que a ela se apresentava. A constatação causou-lhe uma onda de dor.
Ele saiu de detrás da mesa e cruzou o escritório, estendendo a mão para cumprimentá-la. A imagem que Harry Potter irradiava agradava a homens e mulheres: acessível, confiável, simpático e honesto. Consultor e representante de lobby, diferia dos demais profissionais que se dedicavam a essa atividade, geralmente vistos como frios, calculistas e um tanto agressivos. Harry, por sua vez, era charmoso e carismático, cativando a simpatia de todos que o conheciam. No complicado mundo da política, não possuía quaisquer inimigos; proeza de fato admirável, e prova incontestável de sua capacidade de persuasão.
Tratava-se do homem mais confiante, bonito e sofisticado que Gina já conhecera; um homem que sem dúvida manejava a própria aparência e carisma com a precisão de uma arma letal. Ela nunca soubera como resistir àquele charme, constatou, arrasada. Como fora ingênua em acreditar no contrário!
Gina ignorou-lhe a mão estendida, forçando-o a largá-la ao longo do corpo. Embora pequena, não deixava de ser uma vitória, pois não havia nada que Harry odiasse mais do que bancar o tolo; não que alguma vez ela tivesse presenciado fato semelhante. Harry Potter jamais perdera o controle de uma situação.
De repente, voltando a pensar no propósito de sua visita, Gina sentiu um nó na garganta. Será que tomara a decisão acertada? Passara horas travando uma batalha interna, remoendo o terrível dilema, tentando descobrir se deveria ou não contar a Harry...
- O que a traz aqui hoje? - a voz aveludada soou agradável, porém impessoal. O tom magoou-a, pois não havia muito tempo que essa mesma voz fora íntima, rouca e afetuosa.
Gina perguntou-se se haveria agora alguma outra mulher na vida dele, seduzida por sussurros doces e sensuais. Conhecendo bem a reputação de Harry, era provável que sim.
O pensamento causou-lhe um aperto no coração. Mas, sobrepujando a dor, seguiu-se uma onda de fúria. Ela fez um esforço sobre-humano para contê-la. Precisava agir com a mesma calma e frieza demonstradas por ele. Se lhe fosse possível, pensou, frustrada. Afinal, Harry Potter era a verdadeira personificação do auto controle.
- Não pretendo tomar muito do seu precioso tempo - declarou, um tanto tensa. - Bem... E... Estou aqui porque achei que você tem o... - Fazendo uma pausa, Gina engoliu em seco. A coragem e a determinação começavam a desaparecer rapidamente. Mas se não lhe contasse agora, jamais o faria. - ...direito de saber. - Ergueu a cabeça e seus olhos de um azul intenso fitaram os verdes, ao revelar: - Estou grávida.
As palavras atingiram-no como um golpe poderoso e certeiro. Harry deu meia-volta e, um tanto atordoado, bateu o corpo de encontro à mesa. Em seguida, recostou-se no móvel, aliviado por ter algo sólido em que se apoiar, pois a sala parecia girar numa incrível velocidade. Abriu a boca para falar, mas as palavras morreram-lhe na garganta.
Era a primeira vez na vida que o dom abençoado da fala lhe faltava. A respiração também ficou difícil e ele levou alguns momentos para se recuperar.
- O... O quê? - perguntou, perplexo. Embora a voz tivesse voltado, ainda se sentia como se tivesse sido atropelado por um caminhão.
A desagradável sensação era idêntica à que tivera uma vez no time de futebol americano da universidade, ao colidir com um atacante do time adversário, que pesava cerca de cem quilos. Naquele preciso instante concluíra que haveria uma forma mais fácil de conquistar o dinheiro e a posição com que tanto sonhara, sem ter que seguir uma carreira no futebol americano. Assim, deixara o time, esquecera os sonhos de tornar-se um jogador profissional e concentrara todas as suas energias para um futuro na política. E, com o tempo, descobrira que nascera para a vida estimulante, lucrativa e influente, proporcionada pela carreira no lobby legislativo.
De fato, alcançara invejável sucesso na profissão. Havia inúmeros desafios, mas nenhum que não pudesse vencer. E, então, conhecera Gina Weasley, assistente administrativa do senador pela Pensilvânia, Cedrico Diggory. Um desafio? Talvez. Mas nunca vacilara em sua autoconfiança. Podia lidar com Gina.
Ou assim pensara ele... Harry fitou-a, notando-lhe a palidez e o semblante contraído. Era incrível que alguém do tamanho dela tivesse conseguido a mesma façanha de nocauteá-lo do brutamontes do time de futebol americano da Universidade de Miami.
Gina possuía estatura média, cerca de um metro e sessenta e cinco, embora os saltos do sapatos dessem a ilusão de mais altura. Sua compleição era delicada e esguia, porém... curvilínea e sensual, lembrou Harry, observando-a. Ela vestia um conjunto azul sóbrio e uma blusa de seda creme abotoada até o pescoço que, apesar de ocultar o corpo perfeito, parecia de certa forma acentuar-lhe a exuberância.
Ou talvez fosse sua imaginação, pensou ele, recordando os seios bem-feitos e arredondados, a pele acetinada, os quadris e coxas macios. O pensamento reavivou-lhe uma onda de desejo. Gina era linda, de cabelos longos e ruivos, pele alva, maçãs do rosto salientes e boca rosada e tentadora. Sentira-se profundamente atraído desde a primeira vez que a vira, muito embora ela tivesse tentado resistir a essa atração.
Ele fora desafiado e, depois, vira-se em apuros. Nunca existira uma mulher que Harry Potter não pudesse conquistar. Porém, Gina não poderia ter sido uma de suas conquistas; deveria ter existido apenas uma relação de negócios. Sempre tivera consciência do perigo em misturar os dois assuntos. Mas naquele caso acreditara ser capaz de lidar com a situação.
- Como? - Harry passou a mão pelos cabelos negros, recuperando-se, aos poucos, do choque.
- Você sabe como - sussurrou Gina, com o olhar fixo no espesso carpete cor de vinho.
- Mas... tomamos as precauções! - protestou ele. Não era possível!, disse a si mesmo. Uma gravidez indesejável e não planejada era algo que acontecia a adolescentes descuidados e não a um executivo bem-sucedido de trinta e quatro anos, cuja renda encontrava-se bastante próxima de satisfazer seu ego.
- É óbvio que não fomos cuidadosos o suficiente - afirmou ela, mordendo o lábio inferior, que começava a tremer.
As palavras fizeram-no recordar de uma certa noite, quando, movido por extrema empolgação e desejo arrebatador, esquecera a precaução.
Harry sentiu um misto de calor e suor frio. Em sua mente, ouviu as palavras severas da sua irmã Hermione: "Que os céus o ajudem quando enfim você cair". Os olhos negros da irmã haviam cintilado em desaprovação. Em resposta ele soltara uma gargalhada. A correta e solene Hermione não cansava de lhe passar sermões a respeito da vida inconstante que ele levava.
- Você tem certeza? - perguntou Harry, apegando-se a um tênue fio de esperança.
- Claro que tenho certeza - respondeu Gina, ríspida. - Acha que eu viria aqui e... passaria por esta situação se tivesse alguma dúvida?
- Não sei. Bem... Depois do nosso... hã, pequeno desentendimento... talvez você esteja querendo uma espécie de vingança. Aliás, essa seria bem eficaz e...
- Pare com o discurso floreado, Harry. Tivemos uma briga, não um pequeno desentendimento. E seu eu estivesse atrás de vingança, o que posso lhe garantir que não estou, claro que pensaria em algo em que não precisasse me humilhar desta maneira.
- Gina, seja razoável. Da última vez que nos vimos, você me chamou de traidor, oportunista e falso...
- E o que esperava? - ela o interrompeu, exasperada. - Você é isso mesmo!
Ele sentiu um certo desconforto. Não gostava de parecer um mau sujeito; preferia ver o lado bom de si próprio.
- Ouça, você não compreende... - Harry fez uma pausa, notando-lhe o semblante fechado. - Afinal, por que tentar lhe explicar? Você não quer entender. Prefere me ver como um homem sem escrúpulos que...
- Não vim aqui para discutir...
Ela foi dominada por uma súbita tontura. Levando a mão à fronte, aproximou-se do sofá de couro, próximo à mesa. Sentando-se, apoiou os cotovelos sobre os joelhos e abaixou a cabeça.
- Gina, o que houve? - Harry entrou em pânico. Não tinha qualquer experiência com mulheres grávidas. - Lilá, traga um copo de água! Rápido! - pediu ele, pressionando o botão do interfone.
Momentos depois, a jovem recepcionista e prima, Lilá, surgiu com o copo de água. Harry pegou-o de imediato, levando-o aos lábios de Gina.
- Beba isto - pediu-lhe, preocupado.
- Não quero - sussurrou ela, recostando-se no encosto do sofá. O rosto pálido apresentava gotículas de suor frio.
- Lilá, obrigado - disse Harry, notando que a prima observava Gina com curiosidade. - Posso resolver agora. Por que não aproveita e sai para o almoço?
Aquelas eram palavras sempre bem-vindas para a jovem, que saiu, entusiasmada.
Ao ficarem a sós, Gina observou-o. De repente ele parecia frágil, uma imagem bem remota do homem invulnerável de sempre. Sentiu-se horrorizada ante a súbita vontade de consolá-lo, de abraçá-lo e...
Ela sacudiu a cabeça, como que para afastar os pensamentos insanos. Precisava sair dali! Fora tão apaixonada por ele que temia uma recaída. Não que ainda o amasse, garantiu a si mesma. Naturalmente, ao descobrir que fora usada e que ele havia mentido para ela, seu amor dissipara-se. Tinha certeza disso. Ainda assim, não havia por que se expor dessa forma.
Ela se levantou, aliviada por constatar que a vertigem havia passado.
- Eu não deveria ter vindo, foi um erro. Nem deveria ter lhe contado.
- Claro que deveria - revidou Harry. - Já que está me acusando da paternidade, acho que mereço saber.
- Não o acusei. Eu o informei - ela protestou, ríspida. - E já lamento por isso. Portanto, esqueça o que lhe disse. Não quero, nem preciso de nada de você - acrescentou, dirigindo-se à porta.
Harry deteve-a, segurando-a pelo braço.
- Você veio aqui dizendo que está grávida e agora quer que eu esqueça tudo! Impossível, Gina.
- Apenas diga a si mesmo que não é o responsável - sugeriu ela, libertando o braço. - E também que sou uma mulher fácil; que há inúmeros homens que poderiam ser o pai; e que você é um inocente, sendo acusado injustamente.
- Cale-se!
A veemência de Harry surpreendeu a ambos. Um silêncio tenso e constrangedor pairou na sala. Ele respirou fundo, lembrando-se que deveria manter a calma. Até conseguiu esboçar um ligeiro sorriso.
- A raiva não nos levará a lugar algum - declarou ele, manifestando um tom conciliatório. - Vamos sentar e conversar sobre...
- Agora está parecendo mais o Harry Potter que conheço - disse Gina, em tom glacial. - Muita diplomacia e um sorriso açucarado.
- Isso não é justo! - exclamou Harry, deixando de sorrir. - Estou tentando...
- ...manter o controle enquanto avalia suas alternativas.
- ...permanecer calmo e pensar com clareza - corrigiu-a ele, franzindo o cenho em desaprovação.
- E devo parabenizá-lo pelos seus esforços? Na certa que sim. Está acostumado a elogios, congratulações, e a fazer e a conseguir o que quer. - Gina elevou a voz e ficou quase à beira das lágrimas. Harry foi mais uma vez assolado por uma onda de pânico. A última coisa que saberia lidar era com uma mulher grávida tornando-se histérica.
- Ouça, estou fazendo o melhor...
- Lógico. Você sempre faz o melhor. É infalível, um vencedor.
Tratava-se de um elogio que já ouvira inúmeras vezes, porém, nesse tom, ela o fazia parecer um homem odioso.
- Sou muito paciente, mas você está tornando a situação difícil para nós dois.
Ele tinha razão, admitiu para si mesma. Afinal Harry não estava fazendo as coisas terríveis que ela imaginara em suas recentes noites de insônia. Não negara a paternidade, nem a expulsara do escritório, alegando que o problema era seu, não dele.
No entanto, tampouco a tomara nos braços, dizendo que a amava. Não a beijara, sussurrando que se encontrava em profunda angústia por causa do rompimento, que estivera sonhando com a reconciliação e que quando a vira entrando no escritório, achara que suas preces haviam sido atendidas. Ele não dissera estar emocionado e exultante com a gravidez da mulher que amava e nem que ficariam juntos e felizes dali em diante.
Como fora tola! Os olhos azuis inundaram-se de lágrimas que não conseguiu conter. Solteira, com vinte e cinco anos e grávida de um homem que não a amava e que deixara sempre claro que prezava sua liberdade e jamais se prenderia a alguém pelo casamento ou por algum compromisso. Sabia que se não saísse logo dali, começaria a chorar copiosamente. Assim, apressou-se a dizer:
- Peço desculpas por não ter tido a grandeza de apreciar os seus louváveis esforços para manter a calma e pensar com clareza. Por ter sido rude e ingrata, enquanto você mostrou tanto empenho. Agora, se me der licença, tenho uma reunião à uma da tarde com o senador Diggory. Tenho certeza de que você também deve estar ocupado.
Contendo as lágrimas, Gina fitou-o com ar de desafio e, a seguir, saiu apressada do escritório.
A saída inesperada deixou Harry sem ação. Ela já passara pelos outros escritórios, ao longo do corredor, e chamara o elevador, quando ele a alcançou, alheio ao movimento de pessoas que saíam para o almoço.
- Está bem. Vá para a sua reunião - declarou Harry, mantendo a voz baixa o bastante para não ser ouvido pelas outras quatro pessoas que também aguardavam o elevador. - Conversaremos depois. Irei ao seu apartamento esta noite e...
- Não se dê ao trabalho - murmurou ela. - Não estarei lá.
As portas do elevador abriram-se e, enquanto as pessoas entravam, Harry segurou o pulso de Gina impulsivamente.
- Por que não? Onde vai estar?
- Vou passar o feriado de Quatro de Julho e o fim de semana na casa da filha da minha madrasta. Não que isso seja da sua conta, é claro. - Gina puxou o braço e, embora ele não tivesse soltado seu pulso, conseguiu manter uma boa distância.
- Mas o feriado é só na quarta. Por que vai viajar esta noite? Vai tirar o dia de amanhã de folga? Vai ficar na casa de Luna ou de Tonks?
- Parece um promotor público bombardeando uma testemunha. Não é bem assim que você costuma obter informações, certo, Harry? - Gina fitou os olhos verde-escuros e percebeu de imediato que cometera um erro. Aquele olhar enigmático e intenso sempre tivera um efeito quase hipnótico. Aliás, Harry exercera um poder irresistível sobre ela, reconheceu, desolada.
- Solte-me, por favor - pediu Gina, tentando livrar o pulso. - Nós... conversaremos depois.
- Hoje à noite. - Era uma exigência, não um pedido.
Ela olhou de relance para os ocupantes do elevador, que começavam a encará-la com impaciência.
- Está bem. Hoje à noite - Gina concordou rapidamente.
- Eu a levarei para jantar. Chegarei um pouco antes das seis - informou Harry, soltando-lhe o pulso. Mal ela entrou no elevador e as portas se fecharam.
Às quinze para as seis, Harry tocava a campainha do apartamento de Gina. Segurava um buquê de rosas, que acabara de comprar de um vendedor ambulante. Sentia uma tremenda ansiedade, fato que o desagradou, pois se tratava de uma sensação quase desconhecida. Nunca fora do tipo nervoso, nem mesmo na adolescência.
Como não obtivesse resposta, voltou a tocar a campainha. Em seguida olhou para o Rolex, um dos símbolos de seu status que mais prezava.
Achou que ela talvez não tivesse voltado do trabalho e decidiu esperá-la no carro, um Jaguar preto, outra de suas estimadas posses, que ele estacionara em frente ao edifício. Sentou-se ao volante, esperando por Gina.
Aguardou até seis e meia. Aí, praguejando, voltou à porta do apartamento e tocou a campainha com insistência. Frustrado, também começou a bater na porta, não se importando com o alarde. Queria que Gina o atendesse a qualquer custo.
Momentos depois, abriu-se uma porta do outro lado do corredor. Uma mulher de meia-idade, parecendo aborrecida, surgiu e, soltando um suspiro exasperado, informou-o:
- Não há ninguém aí. Ela viajou.
- Viajou? Mas como? Nós íamos jantar fora.
- Parece que você levou um bolo. - A mulher deu de ombros e fechou a porta.
Harry ficou boquiaberto. Aquilo era inconcebível, inacreditável, impossível!, pensou, atordoado. Gina lhe dera o bolo!
***
Harry ainda não conseguira recobrar-se do choque, enquanto dirigia, com a prima Lilá ao lado, até a casa da família Potter, na cidade de Godryc Hollow, Norwich, para o churrasco anual de Quatro de Julho, organizado por seus pais.
Tratava-se de um evento do qual preferiria ter escapado, mas ao longo dos anos, aprendera que era mais fácil estar presente nas reuniões de família. Sua ausência era sinônimo de telefonemas preocupados e acusadores de cada membro dos Potter; sem mencionar que, às vezes, visitavam-no em seguida, somente para "ter certeza de que ele estava bem".
Mas não era a família adorada, cujo excesso de devoção e superproteção chegavam a sufocá-lo, que ocupava seus pensamentos, ao dirigir até Norwich. Imagens de Gina povoavam-lhe a mente, como num calidoscópio, amando-o, com ardor e, agora, odiando-o.
Começou a pensar na primeira vez em que haviam se encontrado, seis meses atrás. Como as coisas tinham chegado àquele ponto?, perguntou-se, arrasado.
Em Ottery St. Catchpole, na residência de Niphadora Tonks Lupin, Gina encontrava-se igualmente preocupada com lembranças de Harry. Enquanto ria e conversava com Tonks e seu marido Remo, e segurava Teddy, o bebê de três meses, adotado pelo casal, sua mente não cessava de repassar cada momento com Harry, desde que haviam se conhecido, até o encontro mais recente... o tenso e triste confronto no escritório dele. Sentia o coração dilacerado. Deveria ter previsto que isso acabaria acontecendo...
n/a: bem nova fic começando, espero que vocês gostem...