CAPITULO DOZE
As estrelas enfeitavam o céu escuro de Londres juntamente das luzes dos grandes prédios da cidade, lá embaixo as pessoas pareciam mudar dependendo se era dia ou noite, nas manhãs os moradores de Londres costumavam vestir roupas mais sociais, muitas das vezes os uniformes das grandes e diversas empresas, já na noite as pessoas vestiam roupas elegantes que chamavam a atenção de todos, as mulheres usando vestidos longos prontos para uma festa, já os homens eram mais discretos, mas mesmo assim chamavam a atenção das mulheres por causa de seus ternos elegantes.
Carlinhos se espreguiçava após ter dormido por um bom tempo, estava bem descansado e tinha certeza que teria problemas para dormir durante a noite, com os olhos praticamente fechados se dirigiu para o quarto de Helena, abriu a porta e foi até a cama, colocou sua mão abaixo da cintura dela, na curva lateral do bumbum, começou a balançar a mulher e no momento em que a viu abrir os olhos tratou de falar.
— Helena, esta na hora de nos arrumar e ir para a casa dos meus pais, vamos ter que ir de carro, não é impossível, na verdade conheço uma estrada que contem magia e nos deixa bem perto da vila onde a Toca fica, mas não podemos demorar muito para sair, então levanta logo. — Falou Carlinhos para Helena que começou a se espreguiçar.
— Nem mais um minutinho? — Perguntou Helena preguiçosamente, o ruivo riu ao vê-la falar com manha.
— Não, agora vai logo se não terei que pega-la no colo e te colocar embaixo do chuveiro com roupa e tudo. — Falou Carlinhos.
— Vai tomar banho comigo? — Perguntou Helena de olhos fechados, ele sabia que ela estava muito bem acordada e que não voltaria a dormir, nem mesmo agora que estava com os olhos fechados novamente.
— Não, até você ter coragem de me dizer do porque de ter ficado brava comigo, porque quer tomar banho comigo mesmo depois do que aconteceu durante o dia? — Perguntou Carlinhos.
— Gosto de coisas boas. — Falou Helena sorrindo.
— Sei, então porque me trocou pelo travesseiro? — Perguntou Carlinhos.
— Ele é muito bom, estou até indecisa. — Falou Helena, o homem que a ouvia foi se aproximando cada vez mais da cama, ele tirou o travesseiro de cima da cama e o deixou cair no chão.
— É? Ele também te abraça? — Perguntou Carlinhos se deitando por cima de Helena e passando seus braços por baixo da cintura dela e colando seus corpos — Leva uma muda de roupa, não esquece da roupa intima. — Falou Carlinhos se distanciando por completo do corpo dela e saindo do quarto deixando uma morena indignada para trás.
Helena bufou de raiva e se levantou, pegou uma toalha e roupas básicas, iria de vestido para a Toca e não queria nem saber se sentiria frio, foi direto para o banheiro.
Passou-se um tempo e os dois estavam prontos.
— Vai mesmo de vestido? — Perguntou Carlinhos.
— Sim, o que me lembra de que eu tenho que comprar roupas para eu poder ir viajar. — Falou Helena — Pra que pediu para eu pegar roupas a mais?
— Só estou pensando em algo, agora vamos logo. — Falou Carlinhos abrindo a porta e observando Helena passar pela mesma segurando a bolsa, juntos desceram direto para o estacionamento e logo estavam andando pela cidade no carro que Helena tinha ganhado do pai.
— Esta indo para uma estrada afastada porque? — Perguntou Helena confusa ao ver os prédios passarem cada vez mais, passaram por um bairro simples e logo em seguida estavam em uma rodovia.
— Pode ficar tranqüila, não vou matar você. — Falou Carlinhos rindo virando em uma estradinha de terra a esquerda, o local estava em um completo silencio, em volta só dava para ver os campos extensos e ao longe algumas arvores que pareciam formar uma grande floresta — Mas é que como é magia, fica bem afastado do mundo bruxo, aos arredores mora bruxos também, eles costumam cuidar dos portais.
— Eu nunca ouvi falar desses portais. — Falou Helena.
— Foi feito recentemente, quer dizer, já a um bom tempo, depois da ida do Harry e do Rony para Hogwarts pelos céus os bruxos começaram a tentar viajar de carro da mesma forma, queriam poder ir para casa de parentes bruxos que moravam no campo, também por causa de pessoas que não podem aparatar por um certo tempo, e então fizeram os portais, fizeram uma pesquisa e perceberam que sempre existe uma certa quantidade de bruxos perto de uma vila trouxa, então criaram vários portais que levam as essas tais vilas, esse portal leva até a vila Ottery St. Catchpole, que é a vila vizinha da Toca. — Falou Carlinhos sorrindo — Bom, não vai demorar muito.
— Como sabe? — Perguntou Helena.
— Porque o campo plano foi para o espaço e já da pra ver os morros. — Falou Carlinhos indicando os morros que já podia ser visto, mesmo estando escuro dava para ver as curvas que era iluminada pela lua.
Eles voltaram a ficar em silencio, Helena observou a vista que mostrava o carro passando pelo caminho principal que cortava a vila e seguia para os morros, ao longe já dava para ver a ponta da grande cada e uma das chaminés que soltava fumaça.
— Mamãe já deve ter começado a cozinhar. — Falou Carlinhos.
— É capaz do meu pai ter ligado para o apartamento para saber do porque do nosso atraso, se não chegarmos rápido ele vai mandar a família toda atrás da gente. — Falou Helena rindo.
Carlinhos riu e continuou a dirigir, minutos depois ele parou o carro a uma boa distancia do portãozinho de ferro da Toca, os dois desceram do carro e em pouco tempo estavam dentro da casa, sendo recebidos por todos.
— Finalmente em, a comida já esta até mesmo pronta. — Falou Arthur sorrindo para o filho que logo foi cumprimentá-lo.
— Não esta com frio querida? — Perguntou Molly olhando Helena de cima a baixo, a morena ficou um pouco envergonhada por seu vestido chamar muita atenção.
— Então é que minhas calças estão ficando apertadas, eu usei a única que ficou confortável então tive que colocar vestido, mas não estou com frio. — Falou Helena para Molly que assentiu sorrindo.
— Dinda! — Falou Teddy correndo até Helena e a abraçando com força e carinho.
— Oi meu amor, quando é que você vai ir dormir no meu apartamento? — Perguntou Helena acariciando o menino nos cabelos, ele fechou os olhos e encolheu os ombros como se dissesse que não sabia, ela não pode dizer nada já que Jacob e Janet chegaram logo depois a abraçando também, a Black quase caiu para trás se não fosse por Carlinhos que tinha aparecido ao seu lado novamente e a segurado, por causa do salto tinha se desequilibrado.
— Pelo jeito estão bem melhor. — Falou Gina aparecendo da escada que levava para os quartos.
— Como assim? — Perguntou Sirius confuso.
— A Helena e o Carlinhos não estavam bem durante a tarde, estavam meio que... Bom parecia que existia uma guerra de um contra o outro. — Falou Gina rindo.
— Porque isso? — Perguntou Marlene com os olhos estreitos em direção da filha.
— Ele me irrita. — Falou Helena indo até o sofá e se sentando no lugar com as três crianças que não paravam de gritar coisas que nem mesmo ela conseguia entender — Vamos comer logo? Estou com fome.
— É mais fácil você dizer quando não esta com fome. — Falou Carlinhos.
— Eu não como tanto assim. — Retrucou Helena.
— Bom, contando com o fato que você vomita depois. — Falou Carlinhos.
— Isso é mentira, Molly seu filho é um péssimo mentiroso, eu nem tenho vomitado tanto assim. — Falou Helena se levantando e seguindo Carlinhos até a cozinha — O que é isso Molly? — Perguntou Helena chegando perto do fogão e mexendo em uma panela que parecia ter sopa, dentro da comida tinha pedaços de algumas coisas.
— É sopa, foi eu que fiz. — Falou Fleur sorrindo largamente.
— Sério? — Perguntou Helena mexendo na comida com a concha e pegando um pouco da sopa com a mesma e a deixou cair novamente na panela, Helena sentiu seu estomago revirar, olhou para Carlinhos que a observava atentamente.
— Você ta bem? — Perguntou Carlinhos ao ver o rosto dela ficar lívido.
— Não. — Respondeu Helena largando a concha que segurava e saindo correndo empurrando pessoas em meio ao seu caminho escada acima.
— Engraçado como ela só vomita aqui. — Falou Carlinhos rindo.
— Será que ela vai ficar bem? — Perguntou Gui.
— Vai sim, daqui a pouco vai descer morrendo de fome. — Falou Carlinhos se sentando em seu lugar na mesa, ele observou sua mãe colocar a comida na mesa, tinha que confessar que estava com saudades daquilo.
— Vocês não são os únicos atrasados. — Falou Harry.
— Sério? Quem mais esta atrasado? — Perguntou Carlinhos confuso.
— Minha irmã, mas ela já chegou. — Falou Fleur dando pulinhos de alegria e voltando para a sala, podia se ouvir os gritinhos de alegria das duas. Carlinhos olhou para Rony que tinha entrado na cozinha com uma careta o que fez com que o irmão risse.
— Eu que não vou experimentar aquela sopa. — Falou Helena voltando e se sentando de frente para Carlinhos.
— Vamos todos se sentar se não a comida vai esfriar. — Falou Molly sorrindo largamente para todos que fizeram o que a patriarca da família dizia, logo todos já se serviam.
Fleur colocou sopa para seus filhos comerem e ao ver a cena Helena fazia caretas para eles que riam.
O jantar passou em uma longa conversa, Carlinhos olhava para Helena e sorria e ela é claro fazia o mesmo, o segundo filho dos Weasley mais velho quase deu um pulo da cadeira ao sentir um pé deslizar por sua canela até o joelho, olhou para Helena que sorria vitoriosa.
— Hoje teremos pudim, bolo e sorvete de sobremesa, o que vão querer? — Perguntou Molly sorrindo principalmente para as mulheres que começaram a gritar pedindo o primeiro pedaço.
— EU VOU QUERER OS TRÊS. — Gritou Helena se levantando bruscamente e indo até Molly que começou a gargalhar e serviu a gestante que voltou ao seu lugar.
— E então Carlinhos, como anda a vida na Romênia? — Perguntou Gabrielle o tocando no ombro, ele bufou por estar naquela situação novamente, olhou para Helena que estava bem ocupada com a sobremesa, por baixo da mesa ele tirou o tênis que calçava e deslizou seu pé pelas pernas de Helena que olhou para ele confusa, tinha sido um chamado é claro.
— E então Carlinhos, você poderia me ajudar com uma coisinha? — Perguntou Helena sorrindo gentilmente.
— Com o que? — Perguntou Carlinhos confuso.
— Eu só preciso de uma coisa lá em cima, me ajuda a procurar? Infelizmente meu pai esta ocupado demais devorando algo mais... Volumoso. — Falou Helena olhando de lado para o pai que olhava descaradamente pelo decote da esposa, ele estava em pé atrás da cadeira dela que comia sorvete.
— Tudo bem. — Falou Carlinhos se levantando depois de colocar seu tênis novamente, seguiu para as escadas e logo já estava no andar superior da casa sempre com Helena atrás de si — Então, vai usar o que como desculpa?
— Na verdade eu tenho mesmo que procurar algo aqui em cima, já faz um tempo que eu deixei um livro no quarto da Gina, estava pensando no conteúdo do livro e tive vontade de ler, me ajuda a procurar. — Falou Helena seguindo para o quarto da irmã mais nova de Carlinhos, estava completamente mudado da época em que ela tinha 15 anos, haviam aumentado o tamanho do quarto, os pôsteres de Quadribol continuavam nas paredes se mexendo, a cama era de casal, só que na parede existiam prateleiras de livros diferenciados. Helena subiu em cima da cama e começou a ver os títulos dos livros nas laterais, mas não encontrava o que queria.
— Nós dois em um quarto fechado? — Perguntou Carlinhos rindo.
— O quarto não esta fechado. — Falou Helena continuando a procurar, segundos depois ouviu algo bater e olhou para Carlinhos vendo que ele tinha fechado a porta.
Ela ficou olhando confusa ele se aproximar e a virar de frente para ele, o ruivo estava bem mais baixo que a morena que estava em pé em cima da cama.
— Ficou maluco? — Perguntou Helena se assustando ao ver Carlinhos levantar seu vestido até a cintura, tentou abaixar o vestido, mas foi tirada de cima da cama de surpresa e logo suas pernas estavam rodeando o ruivo com medo de cair — Alguém pode ver a gente. — Sussurrou Helena ao sentir ser prensada contra a porta do quarto.
— Qualquer coisa vão tentar abrir a porta e acho que dá tempo de a gente se ajeitar. — Falou Carlinhos sorrindo.
Helena não sabia o que pensar, não sabia o que dizer, era completamente diferente de estarem se agarrando em seu apartamento ou no cinema, ali podiam pega-los e toda aquela magia poderia acabar, não sabia se agüentaria descer lá em baixo e encarar todos os olhares das pessoas que mostravam saber do que ela tinha com Carlinhos, queria dizer não a ele, poder empurrá-lo, mas ao mesmo tempo queria que ele a levasse a loucura e que a fizesse esquecer completamente que seus pais estavam lá embaixo e que a família dele inteira também, estava confusa com suas próprias decisões, uma hora queria ser possuída e em outra hora o queria empurrar para a cama e com suas próprias mãos possuí-lo, queria sentir suas mãos acariciar o peito dele, queria mais uma vez estar em um momento como o que teve quando tinham acabado de cozinhar, em que tinha perdido a razão e até mesmo dado a autorização para ele penetrá-la.
Helena cansou daquilo, até agora o único movimento dele fora a colocar contra a parede e acariciar suas pernas que estavam a sua volta, com brusquidão Helena colocou seus pés no chão para se sustentar e empurrou Carlinhos em cima da cama, pegou sua varinha e com um aceno da mesma trancou a porta, se aproximou do ruivo e sentou em seu colo já iniciando um novo beijo, nesses poucos movimentos ela não se importou em abaixar o vestido que estava acima da cintura, não se preocupou com a falta de iluminação já que apenas a luz do luar era o suficiente para clarear o quarto.
O beijo era feroz e isso já dizia no que aquilo poderia acabar, as mãos de Helena já estavam por baixo da camisa de cor preta de Carlinhos e a mesma aproveitava para trazer o ruivo para cada vez mais perto de si, conforme ela subia as mãos para as costas dele a blusa de cor negra ia subindo cada vez mais fazendo com que Helena quisesse a tirar por completo. Carlinhos tinha suas mãos no bumbum de Helena e apertava aquela região a fazendo gemer.
Os dois distanciaram os lábios e ficaram se olhando enquanto continuavam com as caricias, Helena relutante com sua iniciativa pegou uma das mãos de Carlinhos e colocou na curva de seu seio, é claro que aquilo foi um recado e ao mesmo tempo um pedido e parece que ele entendeu já que sorriu e apertou o seio com força a fazendo gemer mais uma vez com o aperto e com os beijos que começou a dar no pescoço dela.
— NEM PENSE EM FAZER UMA COISA DESSAS. — Gritou alguém da sala fazendo com que os dois se separassem.
Eles olharam juntos para a porta, esperavam que algo acontecesse como ouvir passos pela escada ou até mesmo ouvir alguém lá em baixo chamar os dois.
Helena estava mais preocupada se alguém fosse atrás deles, mas ficou aliviada ao não encontrarem nenhum vestígio de que alguém estaria subindo ou atrás deles, provavelmente estariam brincando com alguma das crianças.
— Droga, eu tenho vontade de bater em você. — Falou Helena soltando um longo suspiro e deitando sua cabeça no ombro dele — Como pode fazer uma coisas dessas comigo?
— O que eu fiz? — Perguntou Carlinhos rindo, é claro que ele sabia que o momento para estar com Helena mais intimamente havia passado com aquele grito.
— Me deixa louca e isso me da raiva, me agarrou no quarto da sua irmã que ainda por cima fica na casa da sua mãe? — Perguntou Helena se levantando e arrumando seu vestido, ela voltou a se sentar na cama com as costas apoiadas na cabeceira do móvel.
— Qual o problema? — Perguntou Carlinhos deixando o tom sussurrante de lado e falando normal.
— Eu acho que você ainda não me entendeu, mas lembre-se que estamos na casa dos seus pais e eu não me sinto confortável fazendo algo do gênero na casa dos pais de um homem. — Falou Helena.
— Não se sente confortável? E o que foi aquela mão pedindo para eu lhe tocar? — Perguntou Carlinhos fazendo a morena ficar com vergonha daquilo, a ouviu bufar e ficar em silencio.
Helena continuou em silencio até que os dois ouviram barulhos na porta, alguém estaria tentando entrar e ao se lembrar que tinha trancado a porta a morena destrancou a mesma com um aceno de varinha, pela porta entrou Gabrielle que olhava para o casal como se desconfiasse de algo.
— O que fazem aqui sozinhos e com a porta fechada? — Perguntou Gabrielle olhando de um para o outro.
— Estávamos procurando um livro da Helena quando o vento fechou a porta, acho que ela emperrou com a batida. — Falou Carlinhos dando de ombros.
— Não ouvi nenhum barulho de porta batendo. — Falou Gabrielle.
— Querida, é obvio que todos os cantos dessa casa têm o feitiço abaffiato, ainda mais com a quantidade de homens que devem fazer barulho em todos os quartos desse lugar. — Falou Helena rindo — Mas vamos deixar isso de lado e descer antes que venham atrás da gente de novo e não gosto quando as pessoas pensam coisas erradas quanto a mim.
— Só estávamos procurando o maldito livro. — Falou Carlinhos se levantando e seguindo Helena que tinha saído do quarto, ele aproveitou para seguir ela antes que Gabrielle o segurasse e o prendesse no quarto e o agarrasse, já tinha problemas com Helena sem precisar da ajuda da irmã da sua cunhada.
— O que me lembra que sua mãe estará me devendo um livro se eu não achar ele. — Falou Helena apontando o indicador para cima, como se aquilo fosse uma lâmpada que acendera em sua cabeça, como ocorria em desenhos quando os personagens tinham uma idéia ou lembravam de alguma coisa.
Gabrielle enquanto seguia o casal não gostou nada de encontrar eles dentro do quarto sozinhos, ainda mais sabendo que eles também estavam morando juntos.
— Molly, você por acaso achou um livro no quarto da Gina que na capa continha uma gravada e um salto alto? — Perguntou Helena para a mãe de Carlinhos ao chegarem na sala e encontrarem todos espalhados pelo cômodo da casa.
— Sim, na verdade faz alguns dias que a Hermione pediu para ler ele, eu achei que não tivesse problema por isso deixei o livro com ela. — Falou Molly indicando sua nora que sorriu envergonhada.
— Gostou do livro Hermione? — Perguntou Helena sorrindo maliciosamente para a amiga que abaixou a cabeça sabendo que suas bochechas ficariam vermelhas.
— O que tem nesse livro afinal? — Perguntou Carlinhos confuso.
— É um livro adulto. — Respondeu Helena sussurrando para o ruivo que sorriu e balançou a cabeça de um lado para o outro.
— Esta explicado do porque de você gostar dele e querer ler. — Falou Carlinhos sussurrando para a morena e saindo de perto dela, indo para onde estavam Teddy, Janet e Jacob começando a brincar com eles logo em seguida.
— Então Molly, já estamos indo embora, mas antes eu gostaria de fazer um brinde, para os homens Whisky e para as mulheres grávidas suco. — Falou James se levantando do lado da esposa e sorrindo largamente.
— E ao que vamos brindar? — Perguntou Gui voltando da cozinha com a varinha na mão fazendo vários copos flutuarem até as mãos de todos, ele executou mais um aceno de varinha e a jarra de suco que estava na mesa flutuou até sua mão e uma garrafa de Whisky de fogo para as mãos de James que começou a servir os homens.
— A essa noite. — Falou James erguendo seu copo.
— A família Weasley. — Falou Helena levantando seu copo de suco — Que apenas tem o objetivo de juntar as pessoas e as fazer feliz. — Falou Helena sorrindo carinhosamente para Molly e Arthur, não pode deixar de olhar brevemente para Carlinhos que ergueu seu copo em um curto movimento para cima, como se estivesse brindando apenas com ela.
— As grávidas que não faltam na nossa família. — Falou Carlinhos rindo e olhando para sua irmã.
— A felicidade. — Falou Marlene levantando seu copo que estava com suco mesmo ela não estando grávida.
— O James falou a essa noite, a Helena aos Weasley que nos fazem felizes, o Carlinhos falou das grávidas e a Lene falou da felicidade, na minha opinião juntando tudo isso torna apenas uma coisa que deve sim ser brindado. — Falou Sirius chamando a atenção de todos — Ao prazer.
— Finalmente em pai, pensei que eu mesma teria que dizer. — Falou Helena sorrindo para o pai que fez o mesmo para ela — Ao prazer!
— Ao prazer! — Disse todos levantando seus copos e bebendo os dois líquidos diferenciados que tinham em cada respectivo copo.
— Agora vamos. — Falou James ajudando Lily a se levantar, a ruiva se despediu do filho e do neto que já até mesmo dormia ao lado da mãe — Esse menino só dorme gente. — Falou James rindo do menino que chegava até mesmo a roncar.
— É que você ainda não viu quando ele decide ficar acordado a noite toda, ai quem sofre sou eu. — Falou Harry rindo ao se lembrar das muitas vezes que acordava no meio da madrugada com o filho mexendo em sua orelha ou até mesmo em seu nariz para acordá-lo.
— Quem sabe podemos marcar um dia dele dormir em casa, o que acha Gina? — Perguntou Lily para a nora que sorriu largamente.
— Seria ótimo, vamos combinar sim. — Falou Gina — Mãe, eu e o Harry vamos dormir aqui, tudo bem?
— É claro, será ótimo. — Falou Molly quase chorando de alegria.
— Na verdade eu acho melhor todos nós dormirem aqui, vocês estão com crianças alguns com gestante e já esta tarde para dirigir, ainda mais pelos portais que costumam ficar em lugares escuros, pode ser perigoso. — Falou Arthur para os filhos que logo aceitaram.
— Eu não me importo, mas onde vou dormir? — Perguntou Helena olhando para Molly, mas a resposta não veio dela e sim do segundo filho mais velho que era Carlinhos.
— Dorme no meu quarto. — Falou Carlinhos fazendo com que todos que tomavam suco ou whisky se engasgassem e cuspissem a bebida de indignação pelo que o ruivo falou, os olhos de Sirius brilhou da mesma forma dos de Molly ao ouvirem aquilo, já Helena olhava para Carlinhos assustada, seus olhos quase saiam das orbitas, ele só poderia estar maluco falando uma coisa daquelas — Eu só preciso que minha mãe coloque um colchão no chão para eu poder dormir.
A alegria de Sirius e Molly sumiu ao ouvirem aquilo, pensaram que o ruivo falava que Helena dormiria com ele na cama, mas ele iria dar a cama para ela e dormir no chão.
— Eu não acredito nisso. — Sussurrou Sirius para a esposa — Quem convida uma mulher para dormir no quarto sendo que vai ter que dormir no chão?
— Você acha mesmo que se ele fosse querer dormir com ela diria na frente de todos, Carlinhos é esperto, se Helena estiver dormindo no mesmo quarto ele pode simplesmente ir para a cama junto com ela no meio da noite. — Falou Marlene fazendo com que o sorriso do marido voltasse.
— É claro Carlinhos, eu vou pegar o... Colchão. — Falou Molly subindo as escadas.
— Você não se acha muito folgado não? Você já morou aqui poderia muito bem ir pegar o colchão para si próprio e não pedir para a sua mãe. — Falou Helena repreendendo Carlinhos que se levantou e revirou os olhos em sua direção.
— Eu estou indo dormir no chão para você dormir na minha cama, porque simplesmente não agradece? — Perguntou Carlinhos para a morena que fez cara de inocente.
— Obrigado Carlinhos, de verdade. — Falou Helena fazendo todos rirem com seu jeito certinha que agradece por tudo — Mas... Porque você não ajuda a sua mãe? — Perguntou Helena voltando ao normal.
— De nada. — Falou Carlinhos não respondendo a pergunta que ela fizera novamente, antes que a morena começasse a encher o saco ele subiu as escadas indo para seu quarto.
— Mas é muito bom dormir no quarto do Carlinhos, é bem geladinho já que fica no quarto andar da casa, diferente do meu que as vezes parece um forno de tão quente. — Falou Gina brava.
— Eu não conhecia essa sua qualidade. — Falou Harry frisando a ultima palavra para a esposa que olhou para ele com as sobrancelhas franzidas.
— Que qualidade? — Perguntou Gina confusa.
— A de exagerada. — Falou Harry rindo da cara feia da esposa que jogou uma almofada em seu rosto — Que mania de jogar as coisas em mim.
— Na próxima vez eu vou jogar um copo na sua testa. — Falou Gina ameaçadoramente.
— Já basta uma cicatriz. — Falou Harry.
— Você será o homem que sobreviveu ao ataque da esposa. — Falou James rindo do filho, ele também levou uma almofada na cara da nora que já se sentia tão a vontade com Lily e James que até mesmo brincava com eles.
— Eu vou ver como esta a minha cama, já estou com sono. — Falou Helena fingindo um bocejar.
— Quer que eu vá no seu apartamento e pegue roupas para você dormir? — Perguntou Marlene para a filha que pensou um pouco, na verdade as roupas que ela havia pegado não era para usar quando estivesse dormindo.
— Sim, faz melhor, eu acho que deixei um pijama em casa quer dizer na sua casa, pega ele pra mim? É bem mais confortável e acho que estou com saudades dele. — Falou Helena rindo.
— O de ursinhos? Não acha que é um pouco infantil demais para uma mulher grávida de quase 26 anos? — Perguntou Marlene rindo da filha que deu de ombros.
— Estou sendo a criança que papai sempre quis ter, pelo menos ele esta feliz aqui. — Falou Helena sorrindo para o pai que fez o mesmo para ela, observou sua mãe dar meia volta e sair da casa aparatando logo em seguida. Sirius saiu da casa indo para o quintal e ao ver o pai fazer isso Helena percebeu que ele deveria estar querendo falar com ela, seguiu o patriarca e se sentou ao lado dele na grama, olhou para onde o mesmo olhava e se deu de cara com a lua — Espero que esteja feliz com a minha gravidez.
— Porque eu não estaria? Eu estou muito feliz por isso filha, só quero poder cuidar de você agora. — Falou Sirius sorrindo para a filha e mexendo nos cabelos negros que caiam sobre os ombros.
— Quando a minha filha nascer, você terá alguém para cuidar bastante, porque já penso em deixar ela na sua casa, dormir com o vovô. — Falou Helena rindo ao ver a careta que o pai fez ao ser chamado de vovô.
— Bom, seria bom se ela me chamasse de Sirius, sou novo demais para ser chamado de vovô. — Falou Sirius sorrindo.
— E esse cabelo branco aqui em? — Perguntou Helena tocando no cabelo do pai que quase entrou em pânico e começou a mexer nos cabelos a procura do cabelo que ela tinha dito.
— Engraçadinha. — Falou Sirius ao perceber que ela apenas brincava com ele — Vai me mandar cartas todos os dias quando estiver no Brasil, não é? — Perguntou Sirius.
— Caso eu não mande, você só precisa ameaçar ao Carlinhos para poder receber noticias. — Falou Helena rindo.
— Vai mesmo ir para o Brasil com ele? — Perguntou Sirius.
— Quer que eu vá sozinha? — Perguntou Helena rindo — Qual o problema nisso?
— Não tenho nada contra o Carlinhos, é um cara legal. — Falou Sirius sorrindo.
— Eu também acho. — Falou Helena dando de ombros, Sirius ficou olhando a forma como Helena observava as estrelas e a lua, tinha algo diferente em seu olhar, poderia jurar que ela estava planejando algo ou até mesmo tendo um sonho acordada.
— Aqui estão. — Falou Marlene aparecendo de repente ao lado deles, os dois estavam tão entretidos que nem mesmo ouviram Marlene aparatar ali no jardim. Ela entregou uma mochila a filha — Achei que fosse precisar de algumas coisas de higiene, então passei no seu apartamento de qualquer jeito e peguei algumas coisas.
— Existe coisa melhor do que atitudes de mãe que apenas querem o nosso bem? — Perguntou Helena sorrindo e pegando a mochila das mãos de Marlene, se levantou e abraçou a mãe — Eu vou subindo, estou com sono. — Falou Helena sorrindo enquanto abraçava o pai, recebeu um beijo duplo dos pais nas duas bochechas, não pode conter o riso que a barba do pai causava em si.
— Boa noite meu amor. — Falou Marlene para a filha que assentiu e foi andando em direção da casa, antes que chegasse na porta se virou e olhou para os pais que se olhavam com as mãos dadas, logo em seguida os dois aparataram e Helena soltou um suspiro, e pensar que ela quase teve que viver sem conhecer os pais, mas graças a um livro e o grande Harry Potter, ela recebeu a chance de saber o que é receber o amor dos pais. A gestante se encaminhou para a sala onde todos continuavam no mesmo lugar e Carlinhos provavelmente ainda estaria lá em cima.
— Eu vou ir dormir, boa noite! — Falou Helena para todos.
— Boa noite! — Falaram todos com leves sorrisos no rosto.
Espero os comentários de vocês, antes que eu esqueça, é MUITO dificil escrever uma fic em que a personagem fica gravida sem ter ficado gravida um dia e muito menos saber as sensações, então eu peço a vocês ideias de coisas engraçadas que aconteceram com gravidas que vooçs conhecem, eu já perguntei varias coisas pra uma amiga minha e pra qualquer gravida que eu vejo na frente, até mesmo pra uma tia da escola kkk'