Obs.: Esta fic é inspirada no livro do mesmo titulo, a História não me pertence,mas achei interessante, visto que é um livro pouco conhecido.
Os personagens a Seguir são invenção da Titia J.k, *mas se fossem meus o final seria outro*
Não Possui fins lucrativos!
CAPÍTULO DEZ
Gina espantou-se quando ela acordou e não encontrou Mia, normalmente era ela que acordava cedo e despertava a amiga.
Encontrou um bilhete, dizendo que Mia estava no trabalho e que ligasse para ela ao acordar para combinarem o almoço.
Gina pegou uma maçã da cesta de frutas da cozinha e telefonou para a amiga:
- Maison Potter, bom dia!
- Bom dia, Marcy. É Gina, posso falar com Mia?
- Bom dia, Gina. Somente um instante, passarei a ligação a ela.
Gina deu mais uma mordida e esperou somente alguns segundos até ouvir a voz de sua amiga:
- Bom dia, dorminhoca! Quem diria que eu acordaria antes que você, hein, Ginny?
- Rá, rá, tão engraçadinha! Você trabalhará o dia inteiro hoje, Mia?
- Infelizmente, Ginny, não poderei ausentar-me do ateliê. Hoje é um dia movimentado e as clientes fazem questão de serem atendidas por mim. Mas imaginei que você possa vir para cá e então almoçaremos juntas. O que você acha?
- Não era bem isso que estava planejando para hoje, Mia, eu estava pensando, bem, melhor eu contar depois que der certo..., somente gostaria de sua ajuda para fazer alguns ajustes em meus planos...
- Ah, lá vem.
Gina assoprou e disse para amiga:
- Mia, eu vim aqui para tentar conquistar Harry. Isso não é segredo para você e acho que para ninguém. Gostaria que você me ajudasse, isso é possível ou não?
- Ah, tudo bem, o que você quer que eu faça, por favor, nada que eu tenha que mentir descaradamente a Harry ou Linda, porque eu não vou fazer isso.
- Não, nada disso, só gostaria de saber se eles vão almoçar juntos. Se não, onde Harry almoçará?
- Bem, isso é fácil, vou ligar para ele e já te ligo.
- Tá bem.
Gina desligou ansiosa esperando o retorno de Mia.
Mia ligou para Harry no escritório. E Janice atendeu informando-a que ele ainda não havia chegado, mas lhe passaria o recado, Mia agradeceu e desligou.
Ligou para o celular e ouviu a voz grave do irmão:
- Bom dia, irmãzinha.
- Bom dia, irmãozinho.
Sem se conter Harry perguntou:
- E sua hóspede como está?
- Minha hóspede está muito bem, como você deve saber, afinal a conhece tanto quanto eu.
- Está de mau humor, Mia? – pensando que o mau humor deveria ser dele, afinal acordara com uma baita ressaca. E não parava de pensar na hóspede de sua irmã, quando na verdade deveria estar pensando na mulher maravilhosa que ele havia pedido em casamento.
- Não, estou bem – ela não gostava desse joguinho que estava fazendo, amava sua amiga, mas também amava seu irmão e não se sentia bem o espionando – você vai almoçar com Linda hoje?
- Não, não vou, mas se isso é um convite, vou ter de declinar. Estou atolado de trabalho e não poderei sair do escritório hoje.
Muito menos, caso você planeje um outro almoço que terei que ficar ao lado de Gina, pensou Harry. Manter distância daquela mulher seria mais que racional, faria ele feliz, a mãe dela feliz e até mesmo seu pai feliz.
Com a resposta de Harry ela teve uma desculpa para a pergunta:
- Ah, que pena, pensei que poderia arrastá-lo para um almoço, somente nós dois como fazíamos antes.
- Está com ciúmes de Linda, Mia? – Harry estava achando aquela conversa toda muito estranha e a última vez que teve este pressentimento em relação a Mia, a melhor amiga dela estava vindo para Dallas, o que foi no dia anterior. E por conseqüência ele estava vivendo quase que num mundo paralelo ao seu, onde não conseguia se concentrar no trabalho, tivera que se embebedar para poder transar com uma mulher desejável e só pensava numa loira, linda, sexy, na mulher que Gina se transformara.
- Não, claro que não... – Mia não sabia mais o que dizer, tinha medo de acabar entregando Gina, apesar de não saber realmente dos planos da amiga. – tudo bem, então, irmãozinho, bom dia para você.
- Um bom dia para você também, Mia.
Harry não deixou de pensar que tinha muito mais por trás daquele telefonema de Mia, mas voltou a se concentrar no trânsito que estava uma loucura aquela manhã.
Mia ligou para Gina e lhe informou que Harry não sairia para almoçar e que ele não veria Linda.
Gina então começou a se preparar. Primeiro tomou um longo banho de banheira e usou seu próprio sais de banho que trouxera na bagagem.
Depois tentou escolher entre as roupas que havia trazido, mas nada a agradou. Ligou novamente para Mia e perguntou se a amiga tinha alguma coisa leve para ela vestir, pois as roupas que trouxera se resumiam em jeans e blusinhas. Mia era um pouco mais baixa que Gina e ela tinha um pouco mais de busto e quadril que Mia, então a amiga sugeriu que Ginny procurasse alguma coisa no quarto de criação que ela tinha em casa.
Gina entrou no quarto e ficou de boca aberta. Tudo era muito bem organizado, havia metros e metros de tecidos arrumados numa prateleira, máquinas de costura e de corte em uma mesa ampla. Assim como araras com modelos lindos que Mia criava.
Passou a mão pelos vestidos, terninhos, saias e blusas, que deixaram Gina orgulhosa da amiga e seu lado feminino para compras veio a tona. Queria experimentar tudo, mas olhou no relógio e percebeu que não tinha muito tempo. Experimentou algumas peças e por fim escolheu um vestido de jeans macio, frente única com um decote em v, que ressaltava seus seios mesmo sem precisar usar sutiã, ele afunilava na cintura, o que a realçava e depois saía em uma saia ampla que a fazia se sentir elegante, como as mulheres dos anos 50. E a saia, por sua vez se encaixava perfeitamente em seus planos, pois não precisaria usar lingerie. Escolheu um par de sapatos pretos de salto que combinavam perfeitamente com o modelo. Penteou os cabelos para que os cachos ficassem mais acentuados o que lhe deixava menos menina e mais mulher.
Ligou para a portaria do prédio e pediu um táxi.
Na despensa de Mia, pegou a cesta de piquenique, que Mia lhe mostrara na noite anterior e lhe contara uma história divertida sobre um piquenique romântico com um pretendente que depois se mostrara um chato e colocou dentro uma garrafa de vinho branco, duas taças de cristal, torradas, dois tipos de patê, um pote de caviar, morangos limpos e uma lata de chantilly, além de saca-rolhas, pratos, talheres e guardanapos.
Desceu pelo elevador e entrou no táxi que já estava a sua espera, fazendo uma prece.
Ela chegou ao edifício Potter exatamente a meio-dia e dez. Estava nervosa, mas nada a demoveria de fazer o que tinha planejado, tinha que pelo menos tentar, não é mesmo?
Entrou na elegante recepção e pegou o elevador para o último andar. Quando chegou ao andar, tentou passar despercebida por uma recepcionista atrás de um balcão alto, com um fone de ouvido na orelha que atendia as ligações.
- Bom dia, senhorita. Posso ajudá-la?
- Oh, não. Obrigada. O Sr. Potter está me esperando, eu sei o caminho.
- Senhorita, senhorita – chamou a moça, mas Gina já se dirigia a sala de Harry apressada.
Quando Gina chegou à porta que antecedia a sala dele, essa se abriu e Janice a recebeu com um sorriso:
- Então, é a senhorita? Vou pedir para Bárbara dispensar os seguranças. A senhorita deveria ter se identificado na recepção, Srta. Weasley, deixou Bárbara em polvorosa.
- Desculpe Sra...
- Janice, querida, todos me chamam assim.
- Janice, eu queria fazer uma surpresa para Harry e...
- Entendo – disse Janice abrindo a porta para Gina entrar, olhando-a de cima em baixo e fixando o olhar na cesta de piquenique – mas ele ainda não sabe que a senhorita está aqui, quando algo assim acontece, o Sr. Potter não precisa ser incomodado. Faça o seguinte, criança, entre e boa sorte, pois ele hoje não está em seu melhor humor.
Gina parou por um instante na imponente porta e respirou fundo. Abriu a porta e entrou devagar, Harry estava sentado atrás de sua imensa e bela mesa, compenetrado olhando para a tela de seu computador.
Por que ele tinha que ser tão lindo? Por que tinha que parecer um modelo saído das páginas de uma revista masculina de moda? Sem levantar os olhos, falou:
- Janice, já pedi para não ser incomodado, o que é...
A frase morreu quando ele levantou os olhos e deu de cara com Gina com o sorriso mais meigo e lindo que ele jamais vira em toda sua vida.
Deus, ela era puro sex appeal! Os seios parcialmente a mostra no decote, aquela cintura fina... Mesmo a saia ampla parecia não conseguir esconder o que ali estava, as belas e fortes pernas. Estava magnífica e a reação involuntária de certa parte de sua anatomia, confirmava seus maiores temores, se ele não ficasse longe de Gina, ele não conseguiria ficar longe de Gina. E sua reação, foi imediata:
- Gina, o que você está fazendo aqui? – sua voz soou rude, mas ele realmente estava nervoso, ela não tinha que aparecer assim. Já não bastara ter tido que se controlar no dia anterior, que fora até fácil, afinal não estava sozinho, sua noiva e sua irmã os acompanhavam. Mas agora, o que seria dele, diante daquela visão estonteante, sexy?
E Harry começou a pensar sem parar em seu pai, na mãe de Gina, como ele havia sido o mais baixo dos homens quando a agarrara quando ela tinha apenas quinze anos e que ele sempre a considerara uma irmãzinha... Até o dia que a teve nos braços e experimentou seus beijos...
Eu preciso me controlar! Eu preciso lembrar que sou um homem mais velho agora, mais experiente, controlo uma empresa que vale milhões, já domei cavalos indóceis, estou noivo e não será uma menina de vinte anos que abalara minhas convicções.
Gina ignorou o tom rude e viu claramente que sua presença o estava abalando. Isso era bom, não era? E ela disse, com voz suave:
- Trouxe o almoço. Bem, não é um almoço somente um lanchinho.
De forma sedutora, ela sentou-se na cadeira a frente de Harry. E retirou o conteúdo da cesta, depositando tudo sobre a mesa.
Ele estava atônito.
- Harry, desculpe-me vir assim, sem avisar – Ginny achou que era melhor começar a falar, afinal o silêncio de Harry a estava deixando desconfortável, pensando que talvez a idéia não fora tão brilhante como ela imaginara – mas eu gostaria de lhe fazer uma surpresa. Faz tanto tempo que não nos vemos e converHarryos. Queria um tempo somente para nós, como antes.
Com essa frase, Harry saiu do estupor. Agora entendia o telefonema de Mia, ela estava ajudando Gina, a saber, se ele sairia ou não do escritório.
Ah, Mia você não tem idéia do que está fazendo. – pensou Harry.
Quando ele pôs os olhos na lata de chantilly, teve que engolir para não babar. Imaginou Gina deitada nua, sobre a mesa e coberta do creme adocicado, enquanto ele o lambia do corpo dela. Balançou a cabeça para afastar a cena erótica.
Ele não entraria no jogo de sedução de Gina e era isso que ela viera fazer ali. Já fora avisado pela própria mãe dela e por seu pai. Sabia o quanto Gina era obstinada, se ela realmente achava que estava apaixonada por ele, ela não desistiria tão fácil. Sentia-se até mesmo lisonjeado com esse suposto amor, mas não poderia sucumbir. O que ele sentia não era mais que puro desejo, que quando saciado, ela seria somente mais uma. Tinha que ficar repetindo isso para si mesmo, talvez ele começasse a acreditar!
Iria começar a cortar o mal pela raiz. Faria Gina sair dali, sem vontade de vê-lo de novo:
- Ginny, me desculpe, mas você me pegou num momento difícil. Eu não tenho tempo para nada hoje, muito menos comer ou conversar com você. Desculpe-me, mesmo. Vou pedir para Janice pedir para Gómez levava para casa.
Ele já tirara o telefone do gancho para falar com Janice, quando Ginny levantou-se e segurou a mão dele. Ele puxou a mão como se tivesse levado um choque, o que parecia ter acontecido, pois uma corrente elétrica cruzou todo seu corpo com o pequeno gesto.
- Eu sei o que você está fazendo. Mais uma vez, está usando desculpas para se livrar de mim. Dessa vez, já que estou aqui cara a cara com você, eu não vou sair. Nós vamos conversar e comer como pessoas civilizadas e adultas. Você já percebeu que agora sou uma mulher adulta, não é? Você não precisa mais fugir de mim.
Enquanto falava Gina se levantou, foi se aproximando de Harry e passava os dedos na borda da mesa, como uma carícia íntima.
Harry estava ficando de boca seca, enquanto seu estômago se contraía.
Ao chegar frente a frente com Harry, Gina num ato de pura ousadia, pois nunca havia feito nada parecido em sua vida, levantou a saia devagar sensualmente e sentou-se no colo de Harry, com uma perna de cada lado do corpo musculoso. E quando se posicionou corretamente, sentiu com prazer que seu gesto fora bem sucedido. A excitação de Harry pressionou sua pele nua como uma barra de puro aço.
Ele agarrou com firmeza os braços de sua cadeira e cerrou os dentes, para que um gemido de puro deleite não escapasse de seus lábios. Os seios generosos de Gina estavam diretamente direcionados sobre sua boca. Aquelas pernas que ele sempre admirara por sua força e capacidade de domar animais, estavam agora, pressionando suas coxas. O perfume envolvendo-o como um afrodisíaco potente.
Minha Nossa Senhora Jesus e José, ele era um homem potente, um amante do bom sexo. Como ele resistiria àquela mulher? Ainda mais quando essa mulher estava ligada à maioria de suas fantasias sexuais dos últimos anos?
Gina jamais imaginou que um dia em sua vida se sentiria tão excitada como agora. Todos os seus contatos com o sexo masculino, depois daquele dia fatídico com Harry, eram mornos, apesar de não deixar nenhum homem realmente tocá-la, quando ela os beijava, não sentia nada, mas com Harry sentir seu membro contra sua parte mais íntima, a estava deixando fora de si. E sem pensar começou a se mover lentamente, como se montasse no mais garboso garanhão. E ela ousaria mais:
- Ah, você sente como ele me quer? – pegou as mãos dele e levou-as para suas coxas suavemente, abaixando a cabeça simultaneamente beijando Harry primeiro somente com os lábios e depois abrindo a boca dele com sua língua, quando sentiu que Harry apertava suas coxas e correspondia ao beijo, ela afastou somente um milímetro sua boca e disse:
- Eu amo sua boca, amo seus beijos... Ah que saudades de seus beijos, saudades de suas mãos em mim.
Harry o homem experiente que já havia tido incontáveis relações, com os mais variados tipos de mulheres, estava completamente entregue aos comandos sutis de uma menina virgem de vinte anos. Ele realmente parecia não ter vontade própria, estava seguindo placidamente as orientações de Gina. Quando ela levou suas mãos mais para cima e ele notou que ela não usava calcinha, algo dentro dele acordou. Usando de toda sua força de vontade e também sua força bruta, ele se levantou da cadeira tirando Gina de seu colo. Automaticamente ele lhe deu as costas, empurrando a cadeira com o pé, com toda a sua frustração.
Gina ainda excitada por um momento não teve reação, depois puxou Harry pelo braço para que ele se virasse e a olhasse:
- Vai ser sempre assim? Você vai negar até a morte o que sentimos um pelo outro? É isso?
Harry permaneceu calado somente a olhando:
- Será que não dá para você perceber que eu cresci, não sou mais a adolescente que você acha que usou. Eu sou uma mulher agora e estou aqui para você, por você. E eu sei que você me quer também, eu senti – e colocando a mão sobre a calça de Harry, ela apertou seu membro excitado e continuou com um sussurro – eu sinto.
Harry não se mexeu, somente olhou para Gina e percebeu que teria que ser cruel, para que essa menina entendesse o que ele era e o que sentia por ela:
- Jamais imaginei que com a idade você ficaria vulgar, Ginny! – depois dessa sentença, ele deu um passo atrás, para afastar a mão dela – o que você sabe sobre mim agora, hein? Nada! Há quanto tempo você não me vê? Há mais de três anos, eu mudei, não para melhor. E se eu pude agarrar uma menina inocente de quinze anos e fazer o que fiz, que tipo de homem você acha que me tornei?
Gina não queria acreditar em seus ouvidos, Harry não poderia estar sendo cruel com ela. Ele jamais fora cruel com ninguém, ela sabia disso, ele não poderia ter mudado tanto. Ou poderia? Não, não. Ela sabia por que ele estava fazendo aquilo. Era somente mais uma artimanha para mantê-la afastada. Mas os olhos estavam, também, tão frios...
E ele continuou:
- Você já olhou para você, nos últimos tempos? Eu não seria homem se eu não a desejasse. Eu não seria eu, se não a quisesse! Mas infelizmente, para mim e para você, eu não posso colocá-la na minha lista de conquistas - falou sarcástico - isso estragaria a amizade de nossas famílias e isso para mim está em primeiro lugar. E eu ainda a considero da família. Agora Gina se você não tiver mais nada o que fazer aqui, eu quero que você saia e espere o motorista na sala de Janice. Eu tenho mais o que fazer, do que entretê-la com uma sessão de “se-eu-quiser-eu-consigo-conquistá-lo”. Não quero ser uma de suas experiências. Tenha um bom dia!
Ela não conseguia falar, seus olhos estavam marejados. Aquele não era seu Harry! Aquele homem atroz não era o homem pelo qual era apaixonada sua vida toda. Tinha algo muito errado naquilo tudo. E ela iria descobrir.
Harry sentou-se e fixou o olhar na tela do computador, fingindo que estava compenetrado novamente, mas ela tinha que sair rápido dali, pois ele sabia que não conseguiria fingir por muito tempo. Seu coração estava aos pedaços por ter que dizer aquelas palavras duras a ela, seu corpo inteiro tremia e se ela continuasse ali, ele acabaria abraçando-a e pedindo perdão de joelhos. Mas precisava tirar Gina de sua vida, precisava esquecê-la, por ele e por todos que confiavam nele. Seus tios, seus familiares e a própria Gina. Ela era ingênua, pura, uma montanha de ceticismo os separava.
Decidida a descobrir o que fora aquela reação absurda. E ela tinha certeza, mentirosa. Gina não se moveu e perguntou:
- Você, então, não sente nada por mim, somente tesão?
A pergunta de Ginny pegou Harry desprevenido, ele achou que depois das palavras duras que ele usara para com ela, ela sairia correndo de seu escritório e deixaria sua libido em paz. Ou começasse a gritar com ele, como ele era desprezível e etc., mas ao contrário disso. ela o olhava com o mesmo olhar intenso que ele lhe dirigira e suas palavras também não foram nem meigas ou leves.
- Até meus quinze anos, você foi o meu melhor amigo, Harry. Acho que pelo menos mereço uma resposta agora e uma resposta verdadeira.
Ele não podia fraquejar. Teria que manter o mesmo nível de conversa. Não poderia simplesmente voltar atrás no que havia dito:
- Sim, é só isso – sem que percebesse, ele titubeou apenas milésimos de segundos para falar a outra palavra, mas Gina estava atenta – tesão!
- Você realmente acha que pode me enganar, não é? Por que então, Harry você fugiu de mim, todos estes anos? Por que você simplesmente não conseguia ficar no mesmo recinto que eu por mais do que alguns minutos? E o que são essas suas reações tão passionais, quando o assunto somos nós? – Gina estava alterada, queria de uma vez por todas tirar tudo a limpo – por que no restaurante você não conseguiu ao menos receber um carinho meu? Se for sexo que você quer, por que você simplesmente não me toma? Eu estou aqui, me oferecendo para você e nem isso, de mim, você aceita? É culpa o que você sente? Culpa por não ter resistido a uma menina de quinze anos? E essa de se casar agora com uma mulher que você mal conhece, que em nada faz seu tipo? Eu sei o que é, é medo! Medo de expor o que você realmente sente por mim, medo de se entregar e não conseguir nunca mais resistir...
- Chega!
Toda aquela raiva de Gina estava servindo de puro afrodisíaco para Harry. Ela o excitava, isso ele já sabia, mas não como naquele momento, quando a raiva fazia seu rosto enrubescer, seus olhos flamejarem, transformando-os em um lago perigoso de um profundo azul. O “por que você não me toma”, ressoava em sua mente como um luminoso piscando no deserto lhe oferecendo água. Mais uma vez suas emoções sobrepujaram sua razão e ele se viu beijando-a alucinadamente, desesperadamente. Segurava com uma mão, os cabelos de Gina firmemente para mantê-la com a cabeça levantada, entregue a ele. Sua outra mão a mantinha cativa pela cintura, deixando-a ciente de todo o poder que tinha sobre ele.
Virando-a de encontro à mesa, sentou-a de pernas abertas, trazendo-a para si, sem a menor delicadeza, colando seu membro intumescido em sua carne úmida. Harry gemeu e movimentava-se como se a estivesse amando. Gina se mexia no mesmo ritmo, segurando-o próximo com suas pernas poderosas.
Ela estava louca de tanto desejo, gemia, mordia Harry. Enfiou suas mãos por baixo do blazer dele e o retirou-o, deixando cair ao chão. Suas mãos nervosas retiraram a camisa de Harry de dentro da calça. Quando essas mãos acharam à pele nua e firme daquelas costas largas, ela o arranhou e afagou. Seu corpo implorava para alcançar o pico que ela havia alcançado somente uma vez e com o homem que a prendia ali. Abaixou as mãos ao cinto de Harry e quando estava abrindo-o, eles ouviram a exclamação vindo da porta:
- Sr. Potter?!
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Não me matem.
o Proximo cap esta ai na segunda amores.
Obrigado a todos que estao seguindo a fic =DDD