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8. Revertendo o jogo


Fic: O Príncipe de Avalon UA


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Enquanto caminhavam no outro dia, Gina percebeu que Draco estava mais quieto que o normal. Notou também que as expressões dele estavam sérias, como se estivesse pensando em alguma coisa. Pensou em questioná-lo, mas desistiu. Manteve o silêncio, até que o som de cavalgadas chamou a atenção de ambos. Assim que os cavaleiros ficaram a vista, um sorriso se esboçou nos lábios de Malfoy. Não demorou a ser visto, e logo os homens cavalgavam em sua direção.

- Acho que nossa viagem se adiantará a partir de agora... – ele falou. Gina, contudo, não parecia estar tão feliz quanto o príncipe.

Os cavaleiros de armaduras negras se aproximaram e ao chegar, o que liderava a cavalaria desmontou e se ajoelhou perante Malfoy.

-É um prazer vos rever, alteza! –fala fazendo uma reverência a Malfoy e depois voltando a olhá-lo. –Quais são nossas ordens a partir de agora? –o cavaleiro pergunta respeitosamente ao príncipe, que sorri arrogante e vitorioso.

-Preciso que curem meus ferimentos, também quero alguém que escreva uma carta e por último, prendam-na muito bem e a ponham sobre um cavalo, ela será muito importante em nossa missão de resgate a minha futura rainha. –Draco fala com um olhar frio, o qual fez Gina se arrepender por não tê-lo deixado morrer quando o achou depois da queda.

Antes que pudesse correr ou gritar, Gina havia sido imobilizada por um feitiço e calada por outro. Meia hora depois, Draco já estava recuperado e a carta escrita. Pegou um falcão que estava com um dos cavaleiros e depois de assinar a carta, enviou-a através do falcão a Ronald Weasley.

-Seguiremos viajem pro Sul, não pararemos ou descansaremos até que seja estritamente necessário. – dada às ordens, Draco bate os calcanhares em seu forte cavalo e segue a uma velocidade considerável pro sul, seguido de perto pelos seus cavaleiros e levando Gina inconsciente como prisioneira.

Era uma noite fria de outono, as estrelas estavam encobertas pelas nuvens e o vento gélido anunciava que em breve a temperatura iria cair muito, o que sem dúvida atrapalharia a viagem, no entanto isso era o que menos preocupava a Harry, que agora estava deitado no chão, observando seu amigo, Rony, sentado em um galho alto, em uma árvore uns metros à frente dele. Desde que haviam se separado de Gina, o rapaz ficara mais calado e perdera muito de seu bom humor, sempre que paravam em algum vilarejo ou encontravam camponeses, perguntava de sua irmã, mesmo sabendo que era praticamente impossível que ela houvesse conseguido os acompanhar ou estar à frente deles.

Ainda preocupado com os rumos dos acontecimentos, assustou-se ao sentir algo em seus cabelos, o que o fez dar um pulo em sobressalto, mas sendo acalmado gentilmente por Hermione, que sem que percebesse, havia se sentado ao lado de onde sua cabeça estava segundos atrás.

-Se eu fosse um bicho estarias morto agora. –fala rindo levemente, enquanto comentava do descuido dele, que não deveria ficar tão aéreo em uma floresta.

-Se quisesses me fazer mal, Evan teria me alertado. –Harry fala mais tranqüilo, enquanto sentava-se de modo mais adequado.

-Não sente-se, continue como estava... melhor, repouse tua cabeça em minhas pernas. –Hermione fala de modo doce, tocando a mão de Harry gentilmente, o que o fez corar rapidamente.

-Perdeste o juízo? –Harry fala surpreso pela iniciativa dela, apesar do coração ter acelerado seu ritmo ao imaginar tal hipótese.

-Qual o problema de repousar tua cabeça em minhas pernas? Eu adorava fazer isto quando passeava com minha mãe pelo jardim do palácio, ela me contava histórias enquanto afagava meus cabelos. –Hermione fala sorrindo diante da terna lembrança de sua infância, um dos poucos bons momentos que devia ter com os pais.

-Mas fazias isso com tua mãe, não seria adequado fazeres isto com um cavalheiro, mesmo que tenhamos um compromisso. –Harry fala ainda corado diante da idéia, apesar dela lhe parecer muito tentadora.

-És zeloso em demasia, não estamos diante de meu pai ou de qualquer um que vá nos julgar seja para o bem ou para o mal. –Hermione comenta parecendo se divertir com sua situação ou talvez apenas estivesse querendo não rir de seu rosto completamente corado.

-Não mantenho minha postura para agradar ninguém, apenas desejo proteger sua honra, como qualquer cavalheiro e homem honrado deve fazer. –Harry fala em tom formal, tentando parar de corar.

-Não vejo como poderias ferir minha honra com um gesto tão simples e sem maldade alguma, apenas desejava te dar um pouco de carinho. No entanto me desculpe se te ofendi, eu apenas achei que gostarias. –Harry sentiu uma pontada em seu coração ao ver os olhos baixos e a expressão de desapontamento no rosto de Hermione, a última coisa que gostaria de fazer, era magoá-la de alguma forma.

-Desculpa-me? Talvez eu esteja exagerando, mas entenda que não tenho o costume de lidar com mulheres, fui criado em um monastério sob rigorosos padrões de conduta, não estou acostumado com este tipo de situação. –Harry fala na esperança de reverter a situação que havia criado.

-Tudo bem, eu entendo. –sentiu seu coração voltara bater levemente ao ver um sorriso no rosto de sua amada. –Eu apenas queria me aproximar um pouco, estamos muito distantes devido ao ritmo da viagem. –o que ela falara era verdade, não estavam descansando por muito tempo e sempre cavalgavam algum tempo mesmo depois de anoitecer.

-Também penso desta forma, por isso posso reconsiderar teu pedido, se ainda quiseres que eu... er...

-Sim, adoraria. –o sorriso de Hermione e o modo como ela falara o fizeram sentir mais leve, apesar da situação em que havia se posto.

Harry observou Hermione apoiar as costas em uma árvore, sentando-se com as pernas esticadas. Vendo que ela olhava-o, esperando que ele deitasse, olhou pras pernas dela e relutou. Sentiu seu coração bater loucamente e sem ritmo algum, como se também estivesse confuso, chegava a estar suando frio e suas mãos tremiam levemente. Viu a noiva fazer mais um gesto pra que continuasse e por fim, acabou deitando-se pondo a cabeça na perna dela, um pouco acima do joelho, de forma a manter uma distância respeitosa do corpo de Hermione.

-Rony parece cada dia ficar mais preocupado, temo que faça uma loucura. –ao ouvi-la, Harry olha dela pro amigo e depois de volta a ela, esquecendo-se completamente do embaraço que sentia há segundos trás.

-Compartilho do mesmo receio. Disse a ele, hoje mesmo, que depois que chegássemos a Avalon ele poderia voltar com toda uma guarda e procurá-la. Ele escutou e confirmou, mas não me pareceu ter realmente acreditado na chance de encontrá-la. –fala olhando preocupado para o amigo.

-E tu, acreditas que ainda há chance de a encontrarmos? –aquela pergunta lhe pareceu cheia de incertezas.

-Sinceramente, é praticamente impossível que estejas bem a esta altura. Além da queda, ainda passamos por lobisomens, vilarejos onde poderia ser encontrada por um inimigo ou até mesmo um homem qualquer que a quisesse fazer mal. Ela é forte e determinada, mas ainda é uma menina e sem uma varinha, praticamente indefesa. –fala sinceramente, apesar de triste com suas conclusões.

-Penso da mesma forma, mas não havia o que pudéssemos fazer. Estávamos a pé, tu e Rony feridos, não havia como a procurarmos. –Harry sentiu que ela estava triste e parecia se culpar de alguma forma pelo que havia ocorrido.

-Tens toda razão, não havia o que pudéssemos fazer. Mas entendo o que Rony está sentindo e admiro a força dele. Se fosse tu ao invés de Gina, eu não teria suportado. Reviraria aquele vale do avesso, mesmo que isso custasse minha vida. –Harry fala envergonhado, mas segurando firmemente a mão livre de Hermione.

-Eu também não seguiria sem ti, meu amor. –a suavidade e sinceridade expressa nas palavras e principalmente no olhar terno que ela lhe lançara o fizeram se aquecer de um modo que não compreendia, mas que lhe dava imensa vontade de abraçá-la e até beijar-lhe a face. Corou diante desses pensamentos e virou o rosto pro céu negro rapidamente, fechando os olhos e começando um Pai Nosso silencioso em penitência por tais pensamentos impróprios.

Havia se passado três dias desde que os cavaleiros se encontraram com Draco e Gina, e somente agora eles haviam parado pra descansar. Draco havia ordenado que alguns cavaleiros providenciassem uma bela refeição e deu sua armadura pra que seus melhores homens a pusessem como novas, depois apanhou algumas roupas limpas e novas para banhar-se.
Gina estava a um canto, passara a maior parte da viagem desacordada, não sabia por que, mas o príncipe parecia gostar de mantê-la inconsciente. No momento, tinha as mãos presas a uma árvore, estava faminta e com sede, não que isto a surpreendesse, já que os Malfoy eram conhecidos por não tratar bem seus prisioneiros, algo que aumentava ainda mais o temor que todos tinham deles. Seus pensamentos foram até seu irmão, Harry e Hermione, imaginava que eles já deviam estar próximos de Avalon, o que a fazia se sentir melhor, afinal assim que chegassem lá, uma cavalaria sairia a sua procura, portanto ela só precisava resistir por mais alguns dias, certamente dentro de um mês seria encontrada e resgatada.

-Com fome, prisioneira? –um dos cavaleiros, que aparentava cerca de trinta anos, pergunta mostrando um pedaço de carne.

-É claro que sim! Vão me soltar pra comer? –responde duramente, cansada daquela situação.

-Se tu fores boazinha conosco. –outro cavaleiro, que parecia ter vinte poucos anos, fala com um sorriso malicioso, pondo a mão sobre o tornozelo dela e subindo lentamente.

-Me soltem seus nojentos! –Gina fala chutando o ar com a perna que ele tocava, fazendo-o se afastar um pouco, apesar de estar rindo.

-Pelo visto não vais colaborar, estou correto? –o mais velho pergunta falsamente sentido.

-Jamais deixarei que toques em mim! –Gina brada com convicção, cuspindo na direção dele, que fica furioso.

-Vamos ver se não vais mesmo. –a voz dele sai grave e o olhar é de pura maldade. O mais jovem já soltava as mãos dela.

Gina se debatia e tentou usar as pernas pra tentar fugir, ao sentir as mãos livres, mas o cavaleiro mais jovem a segurou e puxou violentamente pro chão, fazendo-a bater com a cabeça. O cavaleiro mais velho tirava a pesada armadura, enquanto o outro a prendia no chão com as mãos acima da cabeça.
Ao ver o cavaleiro já sem armadura e com uma adaga na mão, Gina começou a gritar e a chutar na direção dele, que sem muita dificuldade, prendeu as pernas dela com cipós que saíram do chão depois de um breve movimento com a varinha. Ele rasgava o vestido dela no meio e de forma vertical, sem a mínima dificuldade, ao que ela apenas continuava gritando com todas as forças.

Os dois homens riam como bobos ao verem o corpo da garota, o mais velho já pronto pra tocar-lhe os seios com uma das mãos, quando um feixe dourado passou pelos três e fez a mão do cavaleiro ser jogada a dois metros de onde o próprio estava, deixando-os em completo choque. Por uma fração de segundos Gina achou que seu irmão e amigos houvessem chegado.

-O que pensam que estão fazendo? –Draco urra com os olhos faiscando de raiva, estava molhado e vestido apenas com as roupas de baixo, claramente os dois haviam interrompido seu banho. –Se mais alguém tocá-la, eu juro que a última coisa que ouvirá, será Avada Kedavra! –completa olhando fixamente os dois, que pareciam não gostar da atitude do príncipe.

-Desculpe alteza, mas seu pai, nosso rei, sempre nos deu direito sobre as prisioneiras! –o mais velho fala de forma firme, afinal detinha uma alta patente.

-Mas está é minha e creio que nenhum de vós quereria me desafiar, estou correto? –Draco fala de modo firme, como se não houvesse se abalado com o que haviam dito.

-Jamais, alteza! –o mais jovem responde imediatamente. –Se soubéssemos que a prisioneira era para vossa diversão jamais a tocaríamos. –o jovem soava temeroso, receando uma punição mais severa.

-Sumam da minha frente, não quero vê-los tão cedo. –Draco ordena e os dois rapidamente se levantam. –Ordenem que me tragam o almoço e o mesmo para ela. –os dois não questionam, apenas saem de perto rapidamente.

Com um aceno, Draco faz o vestido, segurado fechado por ela, se restaurar perfeitamente, depois com outro aceno faz os cipós desaparecerem e com um terceiro gesto, uma corda envolve a cintura dela e a puxa pra árvore onde estava antes, agora a prendendo pela cintura.

-Obrigada, não sei como agradecer-te. –Gina fala ainda nervosa e assustada, seus olhos presos no chão a sua frente, já que o príncipe encontrava-se quase despido.

-Considere como uma recompensa por ter me livrado dos lobisomens. –Draco fala de modo frio, vestindo as roupas que havia atraído do rio até ele.

No fim da tarde, Harry, Hermione e Rony cavalgavam rapidamente por uma trilha antiga, afastada dos feudos próximos. Só tinham mais uma carta para entregar antes de poderem rumar diretamente a Avalon, onde entregariam a última carta. Um falcão voou mais baixo, de frente pra eles e rapidamente, fazendo-os diminuir um pouco o ritmo. A ave passou pelos dois primeiros e pousou no ombro de Rony, que parou assim como os amigos.

Retirou o pergaminho da ave e começou a ler, seu rosto ficava mais e mais pálido conforme lia. Terminada a leitura, Rony olhou para Hermione fixamente por quase um minuto, ignorando as perguntas de ambos.

-O que está escrito afinal? É alguma notícia ruim? –Harry pergunta preocupado e Rony se volta pra ele com olhar sério.

-O Príncipe Draco Malfoy está com Gina. –ao ouvirem isso, tanto Harry quanto Hermione trocam um olhar assustado e preocupado, mas logo se voltam pro amigo. –Ele me propõe trocar Hermione pela minha irmã, disse que o falcão ficará comigo até que eu responda. –termina de falar seriamente, mantendo os olhos em um ponto entre os dois amigos.

-Há alguma prova de que ele está falando a verdade? –Harry pergunta desconfiado, poderia ser apenas uma armadilha.

-Draco não brincaria com algo assim, sabe muito bem que isso não seria vantagem nenhuma para ele. –Hermione fala parecendo pensativa e preocupada.

-Nesse caso só há duas alternativas. –Harry fala e faz uma pausa respirando fundo. –Na primeira nós seguimos acelerado para Avalon, mandamos a carta restante pelo falcão e sem fazermos paradas que não sejam para não matarmos nossos companheiros, chegaremos em uma semana ao reino. Na segunda, voltamos e a resgatamos por nós mesmos, apesar disso ser o mais arriscado. No entanto, seja qual for tua escolha, saiba que poderás contar comigo! –Harry fala em apoio ao amigo, mostrando-se disposto a aceitar o caminho que Rony escolhesse.

-Queres dizer que eu serei o responsável pela escolha? O que eu disser será aceito, mesmo que isso implique em por nossas vidas em risco? –Rony pergunta boquiaberto, sua expressão chegava a ser engraçada de tão surpresa.

-Sim! –Harry fala confiante e galopa até o amigo. –Acima de tudo sou teu amigo e jamais deixaria que se arriscasse desse modo sozinho! –Harry fala passando segurança e apoio a Rony que sorri levemente emocionado.

-Não esqueçam de mim! –Hermione fala se aproximando dos dois. –Minha espada e minha varinha estão a teu dispor, meu amigo! –Hermione o apóia do mesmo jeito que Harry.

-Eu não sei o que dizer, mas eu os agradeço por isto. –Rony parecendo estar contendo as lágrimas.

-Não precisas dizer nada agora, podemos parar pra comer e alimentar os cavalos, enquanto isso pense bem na tua decisão e lembre que Draco estará com pelo menos vinte cavaleiros bem treinados e com alta capacidade em duelo mágico. Não quero te desencorajar, apenas estou lhe informando o padrão de ação dos Malfoy em tais circunstâncias. –Hermione fala de modo prudente, mas sem querer interferir na decisão do amigo.

-Tudo bem, eu vou caminhar para poder pensar melhor. –Rony fala parecendo introspectivo, ciente da responsabilidade de sua decisão.

Alguns minutos depois, Hermione já havia alimentado os cavalos e Harry posto um porco do mato pra assar, teriam que aproveitar o que poderia ser a última refeição antes de uma viajem dura e perigosa.

-Crê que Rony decida ir atrás de Gina? –Harry estava entretido olhando o fogo até ouvir a voz de Hermione se aproximando, virando pra vê-la se sentando sobre os calcanhares a seu lado.

-É a hipótese mais provável. De toda forma estou pronto para o que ele decidir. –fala de modo firme, mostrando-se mais confiante que nunca.

-Sabe o que me deixa feliz nisto tudo? –Hermione pergunta chamando a atenção dele. –Não ter que brigar contigo para poder ir, realmente me deixa feliz saber que confias em mim. –fala parecendo aliviada, segurando a mão dele firmemente.

-Eu não me opus a tua companhia por temer muito mais que fiques aqui sozinha, do que acompanhar-nos em luta, pois ao menos lá eu estarei por perto para lhe proteger. –Harry fala em tom baixo, mostrando-se preocupado com ela. –Eu te amo e não saberia o que faria sem ti ao meu lado. –dessa vez, Harry fala olhando profundamente nos olhos castanhos, que o fitam imóveis por alguns segundos, que lhe pareceram muito mais tempo.

O tempo assim como o coração de Harry pararam quando os cabelos castanhos cobriram-lhe a face e os braços frágeis, mas firmes, pressionaram seu dorso em um potente e emocionado abraço. As lágrimas dela molhavam seu ombro, acompanhadas por um choro tímido, que durou alguns minutos, nos quais Harry ficou imóvel como uma estátua, os braços colados ao tronco e os olhos perdidos, mostrando que não sabia o que fazer.

-Eu fiz ou falei algo errado? –pergunta não conseguindo conter a dúvida.

-Não, é claro que não! –Hermione fala se afastando e olhando-o com um terno sorriso.

-Então por que estás chorando? –pergunta ainda sem entender, levando suas mãos a face dela e delicadamente amparando-lhe as lágrimas.

-Porque foi a primeira vez que disseste que me amava, o que me deixou muito feliz! –fala contendo as lágrimas, mas ainda exibindo um grande sorriso.

-Desculpe por não ter dito antes, mas eu não sou muito bom com as palavras, sempre que estamos a sós eu não sei o que dizer ou o que fazer. –fala corando e passando uma das mãos no cabelo, deixando-os mais bagunçados que o normal.

-Não te preocupes, pois a primeira coisa que me chamou a atenção em ti quando nos conhecemos, foi justamente teu jeito inocente e tímido. –Hermione fala também corando, os dedos de uma de suas mãos brincando com os dedos da outra. Sorrindo diante da reação dela, Harry segura as mãos de Hermione com as suas e depois as leva a seus lábios, beijando-as carinhosamente. –Eu também te amo.

Rony chegou apenas quando os dois acabavam de almoçar, seu rosto demonstrava que a decisão havia sido tomada depois de muito ponderar todos os riscos. Ainda em silêncio, o ruivo sentou-se à frente deles que apenas aguardaram que este se pronunciasse.

-Os cavalos já estão prontos? –pergunta de modo objetivo.

-Já estão alimentados e descansados, mas para terminar de prepará-los precisamos saber qual a tua decisão. –Harry responde e Rony respira fundo como se tomasse coragem.

-Não tenho o direito de por vossas vidas em risco, assim como a vida de minha irmã, portanto iremos a Avalon pedir ajuda. –Rony fala com os olhos baixos, mostrando a dor que aquela escolha lhe causava.

-Nesse caso se alimente que nós iremos diminuir ao máximo o peso sobre os cavalos para chegarmos o mais rápido possível em nosso destino! –Harry fala pondo a mão no ombro do amigo e apertando com um pouco de força, em sinal de apoio e encorajamento.

No dia seguinte, Draco e sua cavalaria chegam a um feudo, o mesmo que fora atacado por lobisomens e salvo por Harry e os outros. Ao chegar, Draco ordenou que cuidassem dos cavalos e lhe arrumassem um quarto confortável para descansar, também ordenando que cuidassem da prisioneira. Dirigiu-se até o bar a fim de conseguir informações.

-Me traga sua melhor garrafa de vinho e uma saborosa carne. –Draco ordena ao se sentar em uma mesa próxima ao balcão. Ao ver as vestes do príncipe, o homem se apressou a providenciar o pedido.

Alguns minutos depois, alguns homens trouxeram a carne e o vinho para Draco e mais dois cavaleiros de alta patente que dividiam a mesa com ele, os demais cavaleiros estavam em outras mesas ou ainda atarefados.

-Sente-se aqui e nos conte as novidades, estamos viajando há dias. –Draco fala ao homem que os atendera no início.

-Sim senhor, apenas espere um segundo. –o homem fala fazendo uma reverência e depois se dirige a um outro que ajudar a servir, deixando este em seu posto e logo depois voltando à mesa do príncipe. –Nosso pequeno vilarejo não recebe muitas novidades, mas sem a menor dúvida o ataque dos lobisomens foi algo inacreditável!

-Ataque de lobisomens? Tua vila não parece ter sido atacada por esses dias. –Draco fala surpreso, mas lembrando-se bem dos uivos que ouvira na lua cheia.

-Não parece porque aqui estavam três cavaleiros formidáveis que enfrentaram as dezenas de feras selvagens com suas espadas e coragem! –fala como se começasse a narrar uma epopéia.

-Como eram esses três? –Draco pergunta sabendo que deviam ser Harry, Rony e Hermione disfarçada.

-O nobre era um general de armadura imponente que sustentava o brasão dos Granger, mas infelizmente não pudemos ver seu rosto ou saber seu nome. Havia dois rapazes bem jovens com ele, a princípio achamos que eram escudeiros, apesar do moreno carregar uma belíssima espada, no entanto nos provaram ser exímios cavaleiros. Ambos não trajavam armaduras, o moreno aparentava ser um mero servo, mas fora ele quem salvou sozinho o nosso regente, Príncipe Eric II, enquanto os outros protegiam a vila e todos os moradores.

Imediatamente Draco ligou aqueles fatos aos três que perseguia, começando então a fazer várias perguntas sobre o acontecido, pois havia visto muito pouco da capacidade de duelo de Harry e Hermione, ao contrário de Rony com quem estudava e, portanto, conhecia razoavelmente bem. Não só Draco, mas todos que ouviam a narrativa ficaram espantados com as seqüências narradas, já que mesmo descontando certos exageros, os combates pareciam fantásticos e mostravam o quanto Harry deveria ser perigoso, já que ao contrário de Hermione que também lutara abertamente, ele não usava nenhuma armadura e mesmo assim saíra praticamente ileso.

Já estava anoitecendo e a história sobre o ataque havia terminado, então depois de comer um pouco e beber uma quantia razoável de vinho, Draco achou que já era hora de se recolher e dormir, finalmente, em uma confortável cama. O príncipe subiu sozinho ao seu quarto, cambaleando e às vezes tropeçando nos degraus, mas sem cair. Porém, assim que abriu a porta se assustou ao ver Gina, que antes olhava a janela e ao ouvir a porta se fechar fortemente se virou para ver quem entrava.

-O que tu pensas que está fazendo aqui? –Draco pergunta não conseguindo deixar de olhar o manto negro que parecia ser a única coisa que cobria o corpo nu da ruiva.

-Deverias saber, já que foram teus cavaleiros que me trouxeram pra cá e ordenaram que eu me banhasse e ficasse a disposição de vossa alteza . –fala sem encará-lo e terminando com ironia ao se referir a ele.

-Eles ordenaram e tu obedeceste? –Draco pergunta surpreso, deixando a chave do quarto sobre a mesinha de cabeceira e depois tirando os sapatos.

-Quando se tem uma espada apontada para o pescoço fica difícil dizer não. –fala mantendo o jeito irônico, enquanto tentava se cobrir o máximo possível com o manto.

-Não importa, apenas se vista e não me perturbe. –Draco resmunga indo até a tina que havia no quarto, a qual encheu de água com um aceno de varinha.

-As mulheres que deixaram aqui para “me ajudar” a me preparar, levaram minhas roupas, senão eu já haveria fugido! –Gina fala como se fosse óbvio.

-Inferno! –murmura baixo enquanto se dirige até onde suas roupas estavam. –Vista isso e vá dormir, não quero ouvir tua voz pelo resto da noite. –Draco ordena ao atirar uma camisa branca e razoavelmente quente para Gina, que o olha surpresa.

-E é para eu dormir onde? –pergunta ainda sem conseguir entender o que estava acontecendo.

-Na cama oras! Não quero que pensem que a dispensei. –Draco fala fechando uma cortina que havia entre o quarto e o local onde estava a tina onde se banharia.

Ainda sem saber o que poderia esperar daquilo tudo ou entender porque aparentemente Draco a estava respeitando, Gina veste a camisa, que lhe vai até um palmo acima do joelho, e logo depois se deita em um dos lados da cama, cobrindo-se com um grosso e quente cobertor. Sua mente estava se sobrecarregando de pensamentos, ao mesmo tempo em que uma parte lhe dizia que Draco poderia ser uma boa pessoa, muito diferente do pai, outra lhe dizia para tomar cuidado e que talvez ele apenas estivesse esperando que ela adormecesse para não ter tanta resistência da parte dela, além de pegá-la de surpresa, desprevenida.

Alguns minutos depois, Draco aparece vestindo uma calça e sem camisa, o que não deixou de chamar a atenção de Gina, que mesmo corando o observou caminhando em sua direção.

-O que estás olhando? –Draco pergunta com um leve sorriso no canto de seus lábios, que após o banho quente estavam bem vermelhos e atraentes na opinião de Gina, que rapidamente chacoalhou a cabeça tentando afastar qualquer pensamento desses de sua mente. –Sei que provavelmente estás pensando que sou o ser mais belo do mundo, mas lembre-se que sou um príncipe e você uma reles serva, portanto percas qualquer esperança, pois não perderia meu precioso tempo com alguém tão insignificante quanto tu. –Draco fala demonstrando toda sua arrogância e presunção enquanto se deita e acomoda na cama, atitude que deixa Gina completamente pasma. Era como se as palavras entrassem por seus ouvidos, mas não conseguissem serem processadas por seu cérebro. –Ah, não tente se aproveitar de mim enquanto durmo, pois se o fizer te mando dormir com os meus cavaleiros. –Draco fala em tom de aviso, enquanto se virava de costas para ela e apagava as velas que estavam a seu lado.

-Como podes ser tão presunçoso e arrogante! Eu jamais desejaria tocar-lhe enquanto estivesse acordado e muito menos o faria contigo adormecido! Aliás, se eu quisesse cometer tal insanidade não acha que já teria feito enquanto estávamos sozinhos na floresta? –pergunta completamente indignada com as declarações do príncipe.

-Eu estava fraco e doente, provavelmente não poderia lhe oferecer o que tu querias, ao contrário de agora que estou saudável. –fala com desdém, como se segurasse para não rir.

-Ora seu... –ela inicia, mas pára ao vê-lo se virar e rapidamente se por sobre si.

-Escute uma coisa, Weasley, eu estou cansado e com sono, então cale-se ou mando-lhe pros dois cavaleiros que estão de guarda lá fora. –Draco fala a olhando seriamente, antes de voltar a deitar em seu lado da cama.

Após tal ameaça, Gina resolve engolir as ofensas que queria dizer e vira pro outro lado para dormir, no entanto, tudo o que o loiro falara ecoava em sua mente, de modo que não podia evitar pensamentos como: “Porque ele não me quis? Será que sou tão indesejável assim?” ou “Ele só pode estar armando alguma coisa, talvez um modo de sensibilizar Hermione, já que eu diria a eles o quão ele foi respeitoso comigo.” ou ainda “Esse idiota fala de um jeito que faz qualquer um duvidar do quão homem seja, afinal parece que gosta apenas de seu trono e de seu reflexo!”. Cansada de se preocupar e de xingá-lo em seus pensamentos, Gina adormece aproveitando o colchão macio e o cobertor quente, coisas das quais sentia muita falta em sua jornada, principalmente com o inverno chegando.

Na manhã seguinte, Draco acorda e sente um peso estranho sobre si, então abre os olhos devagar e sem fazer barulho, deparando-se com uma cabeleira ruiva a sua frente. Olhando pros lados, vê que estavam no meio da cama, ou seja, ambos se moveram um para o outro e agora ela dormia sobre ele.

“Tu queres mesmo me perturbar o juízo, não é?” -pensa enquanto acariciava suavemente os cabelos da ruiva, deixando o rosto sereno dela a mostra. - És tão bela, perfumada, tens a pele suave e macia, pelo que soube és ainda uma bruxa talentosa e teu pai tem posses, se tivesses um título de nobreza serias perfeita!” -pensava enquanto a observava dormir, já não adiantava negar a si mesmo o quanto ela mexia consigo. - “Porque você não é como as outras? Eu te possuiria e saciaria meu desejo, mas não, só a idéia de te tocar, te possuir, já me embrulha o estômago como se eu fosse me sentir o pior dos homens se o fizesse... Talvez eu esteja...” -antes que pudesse terminar seus pensamentos, percebeu a ruiva se mover preguiçosamente e rapidamente desceu seu braço até a cintura dela, abraçando-a, e fechou os olhos, para fingir que ainda dormia, não queria que ela pensasse coisas a respeito dele.

Gina acordou sentindo algo diferente sob si e abriu os olhos preguiçosamente, explorando o “local estranho” com uma das mãos. Teve que se segurar na cama pra não pular com o susto ao ver que estava sobre o tronco de Draco Malfoy, que ainda parecia dormir.

“Pelo menos ele não poderá dizer que eu me joguei em cima dele, já que estamos no meio da cama.” -Gina pensa ao lembrar de tudo o que Draco falara na noite anterior.
-Eu devia aproveitar pra te azarar. –Gina sussurra maldosamente olhando pro príncipe. –Talvez te dar algumas verrugas para que pare de se achar um deus... se bem que devo admitir que enquanto dormes viras um anjo. –seu sussurro agora é quase inaudível, seus olhos analisavam atentamente cada traço do rosto do rapaz enquanto um de seus dedos percorria aquela pele macia e pálida, até pararem sobre os lábios dele. –Enlouqueceste Gina? –repreendesse com um sussurro, afastando-se dele com cuidado. –Melhor eu sair de perto antes que vossa alteza acorde e me acuse de o estar violentando! –murmura irônica, saindo da cama e enrolando-se novamente na manta, de modo a cobrir suas pernas.

Depois de ouvi-la com certa dificuldade, Draco apenas se move ficando de costas pra ruiva, ainda fingindo dormir, mas sorrindo, feliz por saber que ela não era tão indiferente a ele.


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Enviado por Abya Rosu em 09/08/2011

OMG HHr e DG ficaram lindos, DG então se superou cara, muuuuuuuito fofo *-*

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