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1. Êxtase.


Fic: Êxtase


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Ela apertou os passos. Estava atrasada. Atrasada... Quando se lembrou mais uma vez o motivo de tal atraso, soltou uma leve risada sem humor. Odiava aquilo, odiava o fato de ser tão fraca ao ponto de não acabar com aquilo. Ela o amava... Mas será que apenas amor seria o suficiente?


Uma lágrima traiçoeira lhe escapou pelo canto dos olhos. Não. Não se permitiria chorar mais uma vez, não por ele. Ela terminaria com isso, terminaria ainda hoje. Um vento frio bagunçou os seus cabelos, o endireitou e continuou a caminhar. Logo chegara ao motel, onde ele provavelmente a estaria esperando.


Era um amor proibido. Não, ele não era casado. Mas ele não tinha a capacidade de amar ninguém, era frio, era cruel. E mesmo assim ela o amava. Ela, uma mulher forte, que jamais se permitiria que isso acontecesse. Mas aconteceu. Irônico?  Talvez.


Como rotina, ela caminhou até o quarto de número 13. Dizem que o número 13 transmite azar, talvez fosse mesmo verdade. Ela adentrou o local, como imaginara ele estava deitado na cama com um copo de whisky em mãos.


Ele esboçou aquele sorriso de canto de lábios, que tanto a fascinava. Balançou a cabeça, tentando afastar tais pensamentos.


- Se atrasou. – Ele falou bebendo o último gole do whisky, deixando assim o copo ao lado da cama.


- Estava pensando. – A morena falou. E era verdade, ela realmente estava pensando, pensando em um modo de como acabar com aquilo.


- E sobre o que pensava? – Perguntou enquanto se levantava, indo encontro dela. Ela suspirou ao sentir os braços fortes dele a envolverem. As mãos do homem percorreram até a sua cintura, onde a apertou levemente, aquilo fez com que o corpo da jovem estremecesse.


Com um pouco de força, ela se obrigou a se afastar do loiro. Era incrível o poder que ele tinha sobre ela, sobre o seu corpo. Isso a assustava as vezes, mas ao mesmo tempo a levava ao mais puro êxtase.


- O que foi? – Ele perguntou com uma evidente surpresa em seu olhar. – Por que está se afastando de mim Hermione?


Ela mordiscou o lábio inferior, como sempre fazia quando estava nervosa. Desviou o olhar do dele, procurando por palavras. Mas sem encontrá-las. Vendo a reação da amante, ele logo soube que ela estava insatisfeita com aquilo. Com a relação dos dois. Uma relação que envolvia apenas prazer, pelo menos da parte dele.


Oh não. Draco não negava. Não a amava, mas amava a sensação que o corpo da garota lhe transmitia ao se fundir ao seu. Após a morte de seu pai, Draco assumira os negócios do mesmo e herdara uma pequena fortuna, ele não se casara, era incapaz de amar a qualquer um além dele mesmo. E não seria Hermione, a sangue-ruim que lhe mudaria de tal forma, não que ainda se importasse com o sangue, seus conceitos mudaram muito quanto a isso.


Hermione sempre fora uma mulher trabalhadora, trabalhava como médica, sempre gostara de ajudar pessoas. Não se casara com Rony, como todos imaginavam, os dois simplesmente não deram certo.


Como os dois, tão opostos um do outro, tão diferentes, que se odiavam tanto acabaram se envolvendo? Bem... Foi em um evento, alguns anos após a queda de Voldemort, esbarram-se um no outro, começaram a conversar, ambos estavam carente, e simplesmente aconteceu.


Ela soltou um leve suspiro de cansaço. Draco deu um passo na direção da morena, juntando o seu corpo ao dela. Levou uma das suas mãos até o queixo dela, a acariciando ali, levantou o queixo de Hermione, de maneira que os olhares de ambos se encontrassem. Os olhos de um cinzas dele se encontraram nos castanhos da morena.


- Não me quer mais, Hermione? – Ele aproximou os seus lábios nos dela, onde mordiscou o lábio inferior da morena lentamente. Ela tentou recuar, mas estava presa aos encantos do homem. Ele beijou o canto dos lábios dela, logo em seguida o queixo. Fez uma trilha de leves beijos até o pescoço, onde beijava e mordiscava lentamente. A fazendo se arrepiar, estremecer. As mãos dele percorria pela lateral do corpo dela, a acariciando. – Me diga Hermione, não quer mais isso? Não quer mais esse prazer? – Perguntou num sussurro rente ao ouvido dela, mordiscando o lóbulo da orelha da mesma.


Ao escutar as palavras do amante, ela se enojou de si mesma. Para ele era apenas prazer, por que estava sucumbindo aos desejos dele e deixando que seu coração saísse cada vez mais ferido? Ela se afastou bruscamente dele, o olhando magoada.


- Não quero mais isso para mim, Draco. Encontre outra prostituta. –  Falou com a voz baixa, porém carregada de ódio. Draco apenas a usava, e ela deixava. Isso ia contra todos os seus princípios morais.


- Ei, não fale assim. Não a trato como uma prostituta, e pare de tanta raiva, Hermione. Você sabe que sou fascinado por você, vamos para a cama, meu bem. – Disse tentando controlar a situação, a levaria para cama e tudo ficaria bem.


- Não. Não vou para cama com você. Acabou, Draco. – Ela falou em um tom de voz alto. Lágrimas brotavam em seus olhos, mas não deixaria que elas caíssem. Não na frente dele, não por ele.


- Para com isso, Hermione. – Ele falou bruscamente, estava com raiva. Como assim ela não queria mais nada com ele? Ele precisava dela. Ela lhe inspirava, suas belas curvas, seus lábios. Tudo nela era tão perfeito. Oh não, ele não a deixaria ir embora assim.


- Adeus. – Ela apertou o casaco contra o seu corpo e lhe deu as costas, a caminho da porta. Não olharia para trás, o abandonaria. Finalmente poderia ser feliz.


- Não! –  Disse segurando o braço da garota de modo brusco, puxando o corpo dela contra si. Seus olhos fitavam os dela com um certo brilho no olhar. – Você não percebe? Você é minha, Hermione. Apenas minha.


- Me solte...-  Começou a falar, porém foi interrompida quando os lábios dele se fundiram aos dela. A língua dele massageava a dela de uma forma intensa, explorando cada canto da boca da morena. A beijava intensamente, com um sentimento de posse. Ela retribuiu ao beijo, não tinha como escapar daquilo. Os lábios dele eram doces e ao mesmo tempo amargos.


Em poucos minutos ele a prensou contra a parede. Juntando os seus corpos, roçava o quadril ao dela. Ela soltou um leve gemido, que foi abafado pelos lábios do amante, ao sentir a evidente ereção do homem. A morena envolveu as pernas ao redor da cintura dele, prensando ainda mais sua cintura na dele, se movendo.


Após alguns minutos daquele beijo intenso, ele se viu obrigado a deixar os lábios da mulher por alguns instantes. Mordiscou o lábio inferior dela lentamente. – Ainda não me quer minha rainha? – Sussurrou entre os lábios dela com um meio sorriso.


Ela pensou em relutar, pensou em sair dali correndo. Sim, tomaria uma atitude desesperada e sairia correndo. Mas... Ela não queria sair dos braços do loiro. Não queria sair daquela comodidade que ele lhe transmitia. O teria, seria dele mais uma vez. Apenas mais uma vez, uma última noite daquele amor, daquele prazer que chega a beirar a insanidade.


- Pare de falar e me dê prazer. – Ela falou em baixo tom, esboçando um meio sorriso safado para ele. Aquilo o encheu de excitação, se antes a queria, agora necessitava tê-la sobre si. Ele levou os seus lábios até o pescoço da morena onde a beijava, a mordiscava, deixando algumas marquinhas. As mãos fortes do homem caminharam até as costas dela, abaixou o zíper do vestido preto, que contornava as curvas da bela mulher.


Assim que o vestido caiu sobre os pés de Hermione. Revelando a lingerie vermelha que cobria seus seios e parte intima. Ela envolveu as pernas envolta da cintura do homem, onde roçava a sua cintura na dele lentamente, o provocando. Levou as suas delicadas mãos até o tórax dele, onde o acariciou por alguns segundos, logo começou a desabotoar a camiseta dele.


O moreno vendo as intenções da garota, a ajudou a desabotoar a camiseta. Ao que Hermione viu o peitoral do homem nu, ela mordiscou o lábio inferior. Levou os seus lábios até o peitoral dele, onde o beijava e mordiscava. Suas mãos desceram sorrateiramente até o cós da calça da homem, onde abriu o zíper e abaixou um pouco a calça do amante.


Draco ficava cada vez mais excitado com aquilo, as mãos fortes do homem percorria pelas costas da mulher até chegar na bunda dela, com um sorriso maroto ele aperto a bunda dela. Juntando ainda mais as cinturas de ambos, o membro ereto dele podia ser facilmente sentido na intimidade já molhada dela.


Ele andou em passos rápidos até a cama, onde a jogou sem cuidado. Tirou sua calça e se posicionou em cima da morena, desabotoou o sutiã dela e jogou ao lado. Ficou alguns momentos observando os seios alvos nus, para ele. Sua boca percorreu do pescoço da ruiva até o meio dos seios dela, onde distribuiu leves beijos. Logo abocanhou um dos seios da garota, o beijava, mordiscava o bico do seio, chupava.


Ela delirava mediante os lábios dele nos seios dela. Uma das mãos dela percorreu até o membro do rapaz, entrou sorrateiramente por dentro da cueca. Segurou com um certo cuidado o membro, deu uma leve apertadinha. Ele não pode deixar de reprimir um gemido ao sentir o gesto dela, continuou a beijar os seios da mulher.


Ela começou a massagear o membro dele, num vai e vem lento, sem pressa. Aquilo fazia o membro do homem pulsar na mão dela, com isso ela começou a massagear num vai e vem mais intenso, o deixando cada vez mais excitado.


Ele desvencilhou os seus lábios dos seios da garota e a olhou nos olhos, os olhares de ambos demonstravam apenas uma coisa... Desejo.


Com um sorriso malicioso, ele retirou delicadamente a mão da garota do sexo dele.


Ajoelhado na cama, ele se abaixa. Desfaz o laço da calcinha da garota, a tirando por completo. Admirou o corpo nu da amante por breves segundos, logo levou os seus lábios até a intimidade dela. Encostou seus lábios no clitóris da mulher, onde começou a lamber e chupar devagar, com cuidado. Com os dedos abria a intimidade dela, introduzindo a língua, passando a língua de modo gostoso.


Com isso, ela abriu um pouco mais as pernas, deixava escapar leves gemidinhos, por vezes abafados com mordidinhas no próprio lábio inferior. As mãos da garota seguraram com firmeza os cabelos dele, os puxando levemente. Ele gostou daquilo. Continuou a descer e subir a língua, dando pequenas mordidinhas, fazendo a ruiva se contorcer de prazer. Continuava a chupar, mordiscou levemente o clitóris dela, e deu leves batidinhas na intimidade da morena.


Ela não aguentou por muito tempo, logo atingiu o primeiro orgasmo. Ele sentiu o gosto dela, deu mais algumas lambidinhas e voltou os seus lábios até os de Charlotte. Depositou alguns selinhos nos lábios da amante, enquanto se acomodava sobre ela. Colocou as duas mãos sobre a cama, e introduziu a cabeça do seu sexo dentro da intimidade dela.


A penetrava lentamente, sem pressa. A intimidade apertada dela, engolia o membro dele. Assim que se acomodaram, ele começou a movimentar o seu quadril. Entrando e saindo dela, lentamente.


Ela fechou os olhos, absorta no prazer que ele lhe transmitia. Prensou ainda mais sua cintura contra a dele, e começou a movimentar seus quadris lentamente, acompanhando os movimentos do amado. Ela o abraçou, suas unhas percorreram pelas costas dele, o arranhando levemente.


Ao sentir as unhas dela sobre a sua pele, ele estremeceu. Intensificou o ritmo do sexo, a penetrando mais fundo, num ritmo mais intenso. Ele empurrou ainda mais o seu quadril, preenchendo a intimidade da mulher por completo. Ela mordiscou o lábio devido ao tamanho prazer, com um sorriso malicioso ela levou os seus lábios até o ouvido dele, onde mordiscou o lóbulo inferior dele, e começou a gemer baixinho no ouvido do homem.


Os gemidos dela o deixava ainda mais louco pela morena. Intensificou o ritmo dos movimentos, penetrando com mais pressão, estacava com mais força e velocidade. Ela movimentava o seu quadril, tentando acompanhá-lo naquele ritmo cada vez mais intenso. Os corpos de ambos já suavam.


Ele diminuiu a velocidade, suspirou profundamente e inverteu as posições. A fazendo ficar por cima. Ela se acomodou sobre o membro dele, e começou a se movimentar. Levava o seu quadril de um lado para o outro, rebolando lentamente no membro dele. As unhas pintadas de um vermelho intenso arranhavam lentamente o tórax do homem, o arranhando, deixando sua marca. Com um sorriso maroto, ela entrava e saia dele lentamente, o provocando.


Ele soltava gemidos altos com os atos dela, levou as suas mãos até a bunda dela, onde apertou com uma certa força. Ela começou a se movimentar num ritmo mais intenso, a respiração de ambos estava cada vez mais ofegante. Logo o corpo da morena estremeceu de prazer, explodindo num orgasmo intenso. Ela suspirou cansada, mas continuou com os movimentos contra o membro do amante. Não demorou muito para ele chegar ao orgasmo junto com ela. Os movimentos de ambos iam diminuindo, até cessarem.


Ela descansou a cabeça no peitoral do homem, e com isso ele acariciava os cabelos dela. Ambos exaustos.


- Nossa... Você é perfeita. – ele falou com um sorriso nos lábios, beijou suavemente os lábios de Hermione. A morena por sua vez apenas esboçou um sorriso triste, delicadamente tirou sua intimidade do membro dele e deitou ao lado do loiro, ficou observando o teto, absorta em pensamente.


- No que pensa, minha gostosa? – Perguntou enquanto a olhava interessado, ela parecia estar em outro mundo.


Assim que escutou a voz dele, sabia que tinha que ir embora. Ele ia querer mais, sempre havia uma segunda rodada. E se houvesse mais, talvez nunca mais conseguiria sair de perto dele. Draco era um vício para ela, uma droga. E estava na hora de acabar com aquele vicio.


- Tenho que ir... – Ela falou em um tom baixo, saindo da cama. Vestiu a sua calcinha e sutiã. Draco apenas a olhava sem entender, não sabia o porquê de tanta pressa. Logo ela já estava vestida. Ele se levantou ainda nu.


- Ei, para onde vai? – Perguntou se aproximando dela. Ela soltou um longo suspiro, não o respondeu e em passos longos se encaminhou até a porta. Com certa pontada de raiva por ser ignorado, ele segurou um dos braços da morena. – Ei, me responda!


- Draco... Não vamos mais nos ver, nunca mais. – Ela se virou para o moreno, com os olhos marejados de lágrimas. – Por favor, me deixe ir, não me procure mais...


- O que é isso? – ele a interrompeu confuso. – Somos perfeitos juntos, lembra?


- Perfeitos onde? Na cama. Por que é só para isso que sirvo para você. – Ela falou em um tom alto, quase histérico. Draco nunca a viu assim antes, sempre fora tão calma. – Você não percebe? Eu quero mais da vida do que apenas isso. Eu quero alguém que me ame, alguém que case comigo. – Ela soltou aquelas palavras com raiva. – E você não tem a capacidade de amar ninguém além de si mesmo...


- Cale a boca! – Disse com raiva uma certa raiva. –Você tem razão, não tenho a capacidade de amar ninguém, mas sempre deixei isso claro para você Hermione. Nunca a amei, e nunca vou amar. Mas preciso de você. – Seu olhar suplicava para os dela, suplicava para ela não lhe deixar.


- Eu acho que amo você Draco, e por isso mesmo não posso mais continuar com você. – Aquelas palavras foram as mais duras que já falara em toda a sua vida. Ela suspirou pesadamente e levou os seus lábios até o rosto dele, onde o beijou de leve. – Adeus. – Os dedos dele afrouxaram o aperto no braço dela, a deixando ir.


Ela tinha razão. Não poderiam mais se ver. Ele teria que a deixar ir, a deixar ser feliz. Havia tantas mulheres em volta dele, logo encontraria alguém para substituí-la, sabia disso. Mas por que estava sendo tão difícil deixá-la ir?


- Adeus... – ele murmurou, mas ela já havia ido.


Hermione deixou que as lágrimas caíssem. Andava com certa pressa, estava frio, e vestia pouca roupa. Finalmente ela o deixara, agora poderia seguir com a sua vida. Sabia que seria difícil, sabia que não iria amar ninguém, como amou Draco. Mas era a coisa certa a se fazer, não era?


Assim que chegou em casa, ela tomou um banho quente, onde mais lágrimas caíram. No fundo, ela tinha esperança de que ele a pedisse para ficar dizendo a amava. Era tola por pensar nessa hipótese, mas... Ao ouvi-lo dizer que nunca a amaria, foi como se uma faca tivesse perfurado o seu coração.


Saiu do banho, vestiu sua camisola branca, e se pôs debaixo da coberta. Limpou as lágrimas. Nunca mais choraria por ele, nunca mais choraria por homem algum. Não amaria mais ninguém, seria fria. Fria como ele fora com ela. Limpou aquela última lágrima e jurou para si mesma que nunca mais sentiria o tal de amor. Demorou, mas ela conseguiu pegar no sono. Na manhã seguinte, acordaria mais forte do que nunca. 

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