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1. CAPITULO I


Fic: Proposta Ultrajante - UA - HH


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Quando Hermione entrou nos escritórios das Indústrias Potter, em Londres, cada cabeça masculina da vizinhança virou-se para observá-la.
O rosto dela era inesquecível: malares largos, brilhantes olhos castanhos, lábios polpudos e vermelhos. Mesmo com os cabelos louros cor de mel presos atrás, jeans e camiseta simples, atraía a atenção. Todos os homens a fitavam, não podiam evitar. Aquela surpreendente face e corpo exuberante davam-lhe extraordinário grau de sex appeal.
Ignorando a atenção que despertava, Hermione estava interessada em se concentrar para adquirir coragem. Harry teria de ouvi-la, naturalmente a ouviria. Que importava terem se separado havia cinco anos? Ele a ferira tanto que, mesmo agora, sofria ao se lembrar. Porém tinha certeza de que nunca o magoara. Ademais, poderosos e influentes homens de negócios não eram conhecidos por sua sensibilidade. Talvez ela tivesse machucado um pouco o ego de Harry, mas não chegara a ser um sofrimento.
Ainda se lembrava de cada dia, cada hora, cada minuto. Lembrava-se de como fora ingênua, confiante e tola. Lembrava-se da última noite em que esperava passar com ele e que resultara em humilhação seguida da agonia da perda e rejeição. A velha história de sempre, dizia a si mesma, lutando para afastar essas recordações. Desejara amor e ele apenas quisera uma distração passageira. Harry poderia facilmente ter se tornado seu primeiro amante, porém separaram-se antes de poder confiar nele o suficiente para dizer "sim".
Agora, sozinha no elevador que subia, e subia mais alto, Hermione encostou a testa quente e úmida na superfície do metal frio. Coragem, menina, dizia a si mesma. Não importava que seus nervos a estivessem devorando viva. Ou que seu traje não fosse adequado. Ou que se sentisse intimidada pelo gigante de aço e vidro do edifício. Nada importava, repetia. Estava lá para ajudar sua família: o pai e Sam, o irmão mais moço.
Saindo no último andar, numa atmosfera de exclusivo conforto e elegância, Hermione aproximou-se da recepção.
- Tenho hora marcada com o sr. Potter... - sua voz foi quase um sussurro, tão tensa estava ela.
A atraente morena fitou-a da cabeça aos pés e perguntou:
- Seu nome, senhorita?
- Hermione Granger.
- Sente-se, por favor. - A recepcionista indicou-lhe a cadeira.
Hermione pegou uma revista. Apreciou mulheres vestidas com roupas que custavam mais do que ela ganhava num mês. Olhou ao redor, impressionou-se com o luxo. Mas não se surpreendeu por Harry estar indo tão bem nos negócios. Começara rico e com certeza ficaria cada vez mais rico. Uma vez comentara com ela que os Potter, todo o clã, iniciaram a fortuna como mercadores durante a Idade Média.
Não admirava ela e Harry não terem continuado com o romance por muito tempo, refletia, pensando em sua ignorância aos dezoito anos de idade. Alguém lhe dissera que as pessoas tinham origens diferentes, mas que aquilo que alguns chamavam de "passado" não significava mais nada num mundo que se aproximava do próximo milênio. Pensar de outra forma era ser antiquado. Quando seu pai chamara sua atenção para fatos que considerava de certa importância, Hermione rira dizendo que Harry não ligava para essas ninharias, como a de ela ter saído da escola aos dezesseis anos de idade.
- Srta. Granger...
Erguendo a cabeça Hermione deparou com um jovem que a observava. Segurando a bolsa, ela levantou-se.
- Sim?
- O Sr. Potter a receberá agora. Hermione olhou o relógio.
- Dez horas em ponto. Harry não mudou nada, sempre pontual - comentou.
Corou. O rapaz a fitara espantado. Ela falara demais. Precisava ser mais discreta em relação a seu passado com Harry.
- Sou o assistente executivo do sr. Potter - o rapaz informou-a. - Meu nome é Ron... Ron Weasley
- E meu nome é Hermione.
- Nome muito fora do comum... - Ron observou, enquanto atravessava o corredor com a velocidade de uma lesma, parando de vez em quando em quando para lhe lançar um sorriso quente.
Hermione então lhe explicou que seu pai a registrara erradamente. Hermione, em vez de Hérmia, conforme a mãe escolhera.
Aos vinte e três anos, já conhecera muitos homens. E eles nunca se preocuparam com o nome Hermione, mas sim com suas curvas exuberantes. E os encontros terminavam sempre após a pergunta: "por que não?" Ela esperava por amor e compromisso, mas até então não conseguira realizar seu desejo.
Agora, Ron tentava conversar com ela, porém Hermione respondia por monossílabos. Quanto mais perto chegavam da porta do escritório do chefe, mais devagar ela caminhava. Harry estaria do outro lado da porta, esperando-a. Concordara em vê-la, não concordara? Ele era rico e importante e muito procurado. Podia se considerar com sorte, pensou, em ter chance de falar com ele em defesa de sua família.
Mas, o que iria dizer a Harry? "Por favor, por favor, pense mais uma vez", diria. "Por favor, não demita meu pai. Por favor, não o culpe pela ousadia de meu irmão caçula".
Sam cometera uma loucura. Pegando as chaves da mansão, confiadas a seu pai na ausência da governanta, Sam dera uma festa na fabulosa residência da família Potter, em Montague Park. Os amigos de Sam beberam demais e destruíram parte da casa. Em pânico, Sam foi à procura do pai a fim de lhe pedir auxílio. Foi aí que o pai errou. Assumiu a culpa do filho. E agora a missão de Hermione junto a Harry era tentar inocentar meu pai.
Ela e Ron chegavam à porta do escritório. A boca seca, Hermione olhou ao redor mas não viu Harry. A última vez em que o vira fora oito anos atrás.
O pai de Hermione, John Granger, era o chefe dos jardineiros em Montague Park, da mesma forma que o pai dele o fora e o avô antes. Os antepassados de John trabalharam na propriedade durante um século. Mais ou menos setenta anos atrás o avô de Harry casara-se com a herdeira da família Montague.
Antes de o pai de Hermione ser o chefo dos jardineiros, os Granger moravam numa aldeia distante alguns quilômetros de Montague Park, mas quando ele foi promovido a chefe mudou-se para um confortável chalé dentro da propriedade. Todos ficaram contentes exceto Hermione, pois perdera os amigos da aldeia.
Viver isolada, no meio de quilômetros e quilômetros de maravilhosa vegetação, parecera-lhe uniu sina pior do que a morte.
Numa tarde logo após a mudança, passeando pelos jardins, tivera uma experiência agradável: vira Harry Potter numa moto, apostando corrida com um amigo, sem o menor cuidado com sua segurança. Hermione ficou encantada. Enfim, qualquer jovem do sexo masculino numa moto impressionaria uma menina de quinze anos. Ela observara-o estacionar a moto, tirar o capacete. O vento forte fez esvoacarem os cabelo negros, no seco verão da Inglaterra. Hermione acabara de descobrir naquele instante que morar na sossegada zona rural tunha uma grande consolação, na pessoa de Harry Potter, seis anos mais velho que ela. Sem que ele se desse conta, Harry passara a ser o objeto de sua primeira paixão.
Só que, no decorrer dos dias, algo saíra errado. Talvez sua timidez, Hermione reconhecera tristemente. Mas quando, três anos mais tarde, todos os seus sonhos se transformaram em realidade e ela saiu com Harry, levou pouco tempo para ir do entusiasmo juvenil ao amor violento.
De repente, a porta se abriu e ela entrou depressa, como se alguém a tivesse agredido com uma arma de fogo obrigando-a a correr.
- Desculpe-me mas eu estava ocupado com dois diretores - Harry murmurou. Para Hermione foi como um copo de água gelada num dia muito quente.
Ela tremia, sem poder se controlar. Cinco anos haviam decorrido desde que o vira pela última vez. Cinco longos anos nos quais passara de menina a mulher. Mas, num piscar de olhos, toda sua penosa maturidade lhe foi arrancada pela simples entrada de Harry na sala.
E lá estava ele agora. Quase dois metros de altura, bem mais alto do que se lembrava, ombros largos, tórax possante, pernas musculosas de atleta. Ele a fitava intensamente e Hermione encarou-o com coragem.
- Sente-se - Harry convidou-a, com muita calma.
Hermione arregalou os grandes olhos castanhos. Tudo em volta vibrava com tanta intensidade que ela se sentiu atordoada.
Harry parecia não sentir nada. Nada.
Lembranças e dor misturavam-se dentro de Hermione. Recordou-se do que acontecera cinco anos atrás. Harry beijando a ruiva filha de um banqueiro que aparecera no restaurante onde eles costumavam ir. Em pranto, Hermione saíra correndo e os amigos de Harry se regozijaram por ele se ver livre enfim da filha do jardineiro.
E agora, como uma criança que acabava de presenciar um acidente, ela se deixou ser conduzida à cadeira e ficou olhando para o espaço, tentando apagar a lembrança de sua humilhação e procurando ressuscitar suas defesas.
- Quando as pessoas pedem para me ver, em geral falam mil palavras por minuto porque meu tempo é valioso - Harry disse com a mesma calma anterior,
- Talvez eu não saiba o que falar... quero dizer, o assunto é um tanto dramático. Estranho ver você de novo...
Harry sorriu e respondeu:
- Não vejo nada de estranho, Hermione.
- Bem, tenho certeza de que imagina por que estou aqui. Por isso vou começar.
- Ótimo - Harry animou-a.
O sotaque italiano dele, que Hermione adorava, deixou-a mais uma vez perturbada. Algo especial desceu-lhe pela espinha como uma carícia. Carícia?
- Em primeiro lugar, quero lhe pedir desculpas pelo que meu irmão fez. Sam foi educado para respeitar a propriedade alheia, como eu. Mas é muito jovem...
- Sei disso - Harry falou secamente. - Pode, por favor, me encarar? E desagradável conversar com alguém que fixa o olhar em minha gravata o tempo todo.
Hermione sorriu e imediatamente ergueu a cabeça.
- Melhor assim, cara - ele acrescentou.
- Não é melhor para mim. Estou tão nervosa que me esqueço do que estou falando.
- Nervosa? Por minha causa? Claro que não! Vamos conversar um pouco, antes - ele sugeriu, e tocou uma campainha pedindo café para dois. - Acho que não temos chá.
- Café está bom - conversar? Conversar sobre o quê? O que tinham para conversar?
- Onde está morando agora? - Harry lhe perguntou,
- Perto do lugar onde trabalho...
- Mora com quem?
- Com ninguém. É numa kitchenette.
- Onde fica?
- Em Birmingham.
- Sempre a considerei uma menina do campo.
- E sou. Mas não há muitos empregos fora das cidades hoje em dia.
- E onde trabalha?
Uma pancada na porta e o ruído das xícaras na bandeja foram uma bem-vinda interrupção.
- Você estava dizendo, Hermione...
- Eu estava? Ah, sim, onde eu trabalho. Numa fábrica...
- Que tipo de fábrica? O que fabricam?
- Bem... nada muito interessante.
- Você pode se surpreender com o que acho interessante,
- A fábrica produz embalagens e muitas outras coisas.
- E o que você faz lá?
- Controlo o que vai sendo produzido. Às vezes faço outros serviços também.
- E há quanto tempo executa esse “trabalho interessante”? - Harry lhe perguntou com sarcasmo.
Hermione corou.
- Olhe, não é muito interessante, mas trabalho com um grupo de pessoas simpáticas e o pagamento não é mau. Estou lá há dois anos.
- Perdoe-me por lhe perguntar tanta coisa, cara, porém o que aconteceu com sua ardente ambição de se tornar modelo?
- Não era na verdade uma ardente ambição. E como você deve saber, tive essa oferta e... não quis rejeitar.
- Por que não?
Hermione já se sentia pouco à vontade e surpreendida por ele se mostrar tão interessado com sua vida. De súbito, sentiu a respiração irregular, ofegante, o sutiã apertado para o tamanho dos seios. "Por favor, meu Deus, por favor, não permita que eu me sinta assim de novo...".
- Por que não? - Harry repetiu a pergunta. - Por que o trabalho de modelo não funcionou?
- Porque não era o tipo de trabalho de modelo que eu gostaria de fazer. Consistia em tirar a roupa diante das câmeras em vez de vesti-la.
- Eles lhe pediram isso e você disse "não"? Não lhe ofereceram bastante dinheiro?
- O dinheiro não tinha nada a ver com o caso. Eu apenas não estava preparada para fazer esse tipo de coisa.
- Eu não sou tão ingênuo assim, cara. Você é ou não é a mulher que meu pai comprou com cinco mil libras?
Ante a inesperada pergunta Hermione ficou branca como uma folha de papel e fitou-o horrorizada.
Suas mãos tremeram e ela derrubou o café no tapete claro.
- Si... sim - Harry confirmou. - Naturalmente meu pai me contou que quantia lhe custara persuadir John de que você não era, afinal, o amor de minha vida. E foi o que terminou nosso relacionamento. Com miseráveis cinco mil libras quando você poderia ter dez, vinte, trinta vezes mais. Mas acho que cinco mil libras foram como uma pequena fortuna para você na ocasião.
Hermione estava ainda estupefata por Harry ter descoberto esse pagamento. Sentia-se doente, em agonia, morrendo de vergonha.
- Meu pai disse que seria um segredo, que você nunca saberia de nada... - ela sussurrou.
- Dio mio... E você acredita em tudo o que lhe dizem? - Harry murmurou, divertindo-se com crueldade. Para Hermione foi como se lhe enterrassem uma faca no peito. - Eu me diverti muito,
- Divertiu-se? - Hermione fitava-o mal acreditando no que ouvira.
- Imaginei meu pai, agindo tal qual um desajeitado cavalheiro vitoriano, pagando por uma empregada que ele enxergou como uma ameaça à família. Tão desnecessário! Nunca levei a sério nosso relacionamento, Hermione. Mas não me diverti quando você pegou o dinheiro como uma ambiciosa cavadora de ouro que ele disse que você era. Esse foi um comportamento barato e indesculpável.
Hermione continuou sentada, como se fosse uma estátua de pedra. Não falou nada. Não tinha nada a dizer, pois, o dinheiro não fora devolvido, como poderia se defender? Por outro lado, não poderia advogar a causa de seu pai se contaisse a Harry que John Granger não permitira que ela rasgasse o cheque . Na verdade, levara-o ao banco no mesmo dia e depositara o dinheiro na conta dele. “Pobres não podem escolher” dissera quando a filha insistira em rasgar o cheque. Se ela estava sendo forçada a sair da casa para agradar James Potter, seu pai acreditara que merecia uma compensação. Privado do auxilio da filha nos trabalhos caseiros, sem falar no dinheiro extra que o emprego de Hermione fornecia, como iria ele se arranjar?
Uma ambiciosa cavadora de ouro?
Assim Harry a enxergara durante os últimos cinco anos. Ela pensava no divertimento dos ricos. Com dinheiro, conseguiam forçar os pobres a fazer o que eles quisessem. Deixara a casa para que seu pai não perdesse o emprego. E era terrivelmente irônico ela estar encarando Harry no momento, pela mesma razão
- Agora que já disse o que pensa de mim, podemos conversar sobre o motivo que me trouxe aqui? - ela falou fitando -o com olhos bem abertos.
- Vá adiante - Harry ordenou secamente.
- Você deu a meu pai um mês de aviso prévio...
- Não me diga que isso a surpreendeu. Se não tivesse sido pela incompetência dele, seu irmão playboy nunca teria tido acesso a minha casa.
- Sam se apoderou das chaves enquanto meu pai dormia - Hermione declarou, levantando-se da cadeira num movimento de defesa. - Considerando-se que meu pai não poderia ter adivinhado o que Sam planejava, não pode culpá-lo pelo que houve.
- Mas posso culpá-lo por ter mentido à polícia para defender seu irmão e os destruidores amigos dele. Tem idéia do estrago que fizeram?
- Sam contou-me tudo. Tapetes manchados, móveis rasgados, janelas quebradas, porém ao menos o estrago limitou-se a duas salas. Assim que Sam se deu conta de que seus amigos estavam muito bêbados para ele controlá-los, correu a fim de pedir ajuda. Papai, que deveria ter chamado a polícia, não chamou. Mas deveria ter contado a verdade à polícia quando a governanta chamou-a na manhã seguinte...
- E por que não contou? - Harry interrompeu-a.
- Teve medo das conseqüências. Meu irmão tem apenas dezesseis anos. Mas depois Sam confessou tudo à polícia, e está muito envergonhado e arrependido pelo que fez...
- É claro que está. Não quer ser condenado.
Hermione ficou horrorizada.
- Você nunca fez uma loucura dessas quando tinha a idade dele?
- Se está me perguntando se invadi a casa alheia e se cometi vandalismos, a resposta é não.
- Nesse caso é porque teve coisas mais interessantes a fazer do que Sam - Hermione insistia. - Não há nada que atraia adolescentes nesta área. Nenhum deles tem dinheiro...
- Pare com essa conversa de pessoa sofrida. Não tenho paciência com indivíduos que invadem minha casa ou minhas propriedades. A conta do conserto chegará a alguns milhares...
- Milhares? - Hermione repetiu, atônita.
- É, milhares.
- Isso por todos saberem que você é rico. Aposto que cobraram demais.
- Hermione - Harry encarou-a com ironia -, são necessários profissionais especializados para restaurar antiguidades valiosas. E isso custa caro.
- Sinto-me embaraçada por não ter condições de lhe oferecer compensação em dinheiro...
- E eu sinto muito pelo fato de adolescentes desordeiros não serem mais castigados com trinta chicotadas hoje em dia - Harry interrompeu-a secamente. - Mas a devolução da caixinha de rapé, que foi tirada da sala, poderá... poderá me persuadir a não condenar seu irmão.
- Alguma coisa foi... roubada? Nesse caso, por que a polícia não comunicou a Sam ontem?
- A polícia não sabia de nada até esta manhã quando notei a falta. A caixa era pequena e fácil de ser jogada num bolso. Jóia do século dezoito, alemã, era de ouro e coberta de pedras preciosas. Impossível de se encontrar outra igual para substituí-la.
- Quanto vale?
- Mais ou menos sessenta mil libras.
- Sessenta mil... libras?
- Tenho excelente gosto...
- E acha que foi roubada? Verificou em toda parte? Tem certeza!
- Não teria dado parte à polícia se não tivesse certeza. Isso faz uma grande diferença na tocante à imagem de adolescentes que você pintou. Adolescentes ingênuos que não têm onde ir ou nada para fazer. E tenho intenção de castigá-lo pelo roubo.
- Não vejo possibilidade de Sam ter roubado isso.
- Alguém roubou.
Hermione sentiu que sua cabeça girava. A situação era pior do que imaginara. Havia uns vinte adolescentes na festa e qualquer um deles poderia ter se apoderado de algo tão pequeno sem atrair atenção. Uma minúscula caixinha valendo sessenta mil libras? Ela sentiu-se doente. A festa já fora algo bastante sério... mas o roubo?
- Sem dúvida você planeja castigar meu irmão e não tem intenção de mudar de idéia quanto à demissão de meu pai - Hermione disse, achando que podia perder as esperanças de dissuadi-lo de qualquer uma das decisões.
- E pensa que estou tão encantado por seu lindo rosto e corpo a ponto de me esquecer de tudo pelos velhos tempos? - Harry murmurou e Hermione sentiu a raiva dele penetrando em seus ossos,
- Não... mas preciso tentar raciocinar com você. Meu pai e meu irmão merecem isso por serem tão idiotas, porém você está falando sobre destruir a vida deles. Papai não tem qualidades excepcionais como jardineiro e jamais conseguirá outro emprego em sua idade. Tudo por causa da caixinha desaparecida? O que você faz com essa mínima caixinha que custa tão caro?
- Coisas bonitas me dão prazer - Harry respondeu, sem hesitação.
- Há alguma coisa que eu possa dizer ou fazer? - Hermione indagou, ansiosa.
- Você está me pedindo que a aconselhe o que fazer para eu mudar de idéia? - Harry fitou-a com olhar sarcástico e caiu na gargalhada. - O que tem para me oferecer de volta?
- Gratidão eterna - Hermione sugeriu, mas sem muita esperança.
- Dar algo de volta sem nada substancial não é de meu estilo. Talvez você deva apelar para meus instintos menos nobres. Deixe-me pensar. O que posso desejar que você me possa dar? - Harry pousava seus olhos claros e profundos por todo o corpo dela, excitando-a terrivelmente. - Apenas uma coisa. Sexo.

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