- Weasley é nosso rei. – Gritavam milhares de bruxos em uníssono.
O apanhador do Chudley Cannons apanhara o pomo no mesmo segundo no qual o goleiro, Rony Weasley, fez a vigésima defesa do jogo. Os torcedores do time, que aumentaram consideravelmente nos 11 anos anteriores, estavam em peso na arquibancada assistindo a final do campeonato.
Apesar da captura perfeita realizada pelo apanhador, a maioria dos gritos era dirigida ao goleiro. Não que os demais jogadores não fossem bons, na verdade o time atraíra muita gente talentosa nos últimos anos, mas o fato era que os antigos torcedores do Chudley Cannons voltaram a ter motivos para comemorar depois da entrada de Rony Weasley no time.
- E a taça vai para os Chudley Cannons pelo segundo ano consecutivo. – ouve-se a voz do locutor sobrepondo-se magicamente os gritos dos torcedores.
O goleiro voou de pelo campo e aproximou-se da torcida. Passou bem perto do camarote e acenou para sua família e amigos. Quase toda a família Weasley estava reunida para assistir ao jogo. Gui e Fleur; Arthur e Molly; Percy e Jorge com suas esposas; Gina e Harry; e por fim, a melhor amiga do goleiro, Hermione e seu marido Severo Snape. As crianças infelizmente estavam ausentes já que as aulas em Hogwarts tinham começado naquele mesmo dia para as mais velhas. As mais novas eram jovens demais para ir ao jogo.
- Rony parece tão feliz lá em cima. – Exclamou Molly Weasley muito emocionada.
- Ele jogou muito bem. – Respondeu Severo Snape com polidez.
- Jogou. – Gina concordou. – Mas graças a Merlin apanharam o pomo, estou louca para chegar em casa. Minhas costas estão me matando.
Gina estava feliz pelo irmão, mas sua gravidez em estado avançado a deixava com um humor do cão. Aquele era o sexto filho que a ruiva esperava. Sua primeira gravidez tinha resultado nas lindas gêmeas ruivas Lilian e Molly; a segunda (seis anos depois) resultara em um menino também ruivo chamado Tiago; a terceira (um ano depois da segunda) acabara em gêmeos de cabelos pretos arrepiados que foram batizados carinhosamente de Fred e Jorge. Por fim, esta última gestação lhe traria também um menino que seria chamado de Sirius.
- A gravidez sempre te deixa mau humorada. – Hermione riu.
- Experimente ter um filho de 5 anos, dois de quatro e ainda outro que nem nasceu comprimindo a sua bexiga. – A ruiva respondeu azeda.
- Não seja azeda comigo. – Hermione riu. – Não tenho culpa se você e Harry se reproduzem como coelhos.
- Pelo menos Molly e Lili entraram para Hogwarts esse ano. – Harry se intrometeu.
- Nem me fale. – Hermione murmurou preocupada e seus olhos percorreram todos os presentes até encontrar Severo.
- Não se preocupe, Hermione. – Ele segurou sua mão e a afagou. – Sev está bem. Logo receberemos notícias dele.
Hermione Granger e Severo Snape tiveram um único filho e a mãe quis batizá-lo de Severo Snape Jr. O menino, que os pais chamavam carinhosamente de Sev, tinha os cabelos negros e lisos do pai; os olhos castanhos, o sorriso franco, o jeito de ser aberto e excepcionalmente gentil eram características herdadas da mãe. Sev completara 11 anos recentemente e tinha embarcado no trem para Hogwarts naquela mesma manhã com as gêmeas Potter.
- Não imaginei que seria tão difícil embarca-lo. – Hermione relembrou o momento.
Hermione tinha se despedido muito calorosamente do único filho e ficara o dia todo com uma sensação de perda. Sabia que era bobagem, afinal os filhos tem que deixar o ninho e começar a construir sua própria história.
- Foi difícil para mim também. – Severo franziu a testa. – Desejei a ele boa sorte e disse que se dedicasse aos estudos; sabe o que o moleque respondeu? Disse: Vou fazer de tudo para deixa-lo orgulhoso, papai. Quase derreti ali mesmo.
- Bem que achei que você estava limpando uma lágrima. – Hermione riu.
- Ora, Severo Snape não chora... – Ele disse muito sério.
A esposa riu mais abertamente.
O dia seguinte amanheceu chuvoso. Hermione e Severo tomavam café a mesa, a mulher já estava vestida para o trabalho enquanto o marido ainda vestia pijamas.
- Vai trabalhar em casa hoje? – Hermione perguntou com carinho.
- Infelizmente não, daqui a algumas horas terei que ir a editora revisar algumas poções. – ele respondeu.
Severo Snape havia sido convidado a reformular o material didático de poções para Hogwarts. Os livros da matéria, do primeiro ao sétimo ano, seriam usados a partir do ano seguinte na escola de magia e bruxaria.
- Finalmente os alunos terão mais facilidade com a matéria. – Hermione resmungou. – Lembro quando Harry ficou usando seu livro no sexto ano. Ele se tornou um gênio das poções do dia pra noite por causa das suas anotações.
Porém, antes de Severo pudesse responder a coruja de Sev adentrou a sala de jantar do casal com um bilhete amarrado na pata. Hermione pegou o pedaço de pergaminho, o abriu e leu enquanto o marido a olhava com ansiedade.
Mamãe,
Está tudo ótimo aqui em Hogwarts, a escola me é familiar por causa tudo que você e papai me contaram e também pelo que li no livro que me emprestou; Hogwarts, uma história.
Como você sabe, ontem ocorreu a seleção dos alunos novos. Sei que você saberá como contar ao papai que fui selecionado para a Grifinória. Espero que ele não fique decepcionado, sei que ele queria que eu pertencesse a Sonserina.
Lilian e Molly também estão gostando daqui, mas ficaram muito tristes por terem sido separadas. Enquanto Molly foi imediatamente selecionada para a Grifinória; Lili ficou quase cinco minutos com o chapéu seletor na cabeça antes de ser mandada para Sonserina.
Grande beijo para você e o papai
Sev
- Meu filho, um grifinório. – Severo resmungou. – Bom, nem tudo está perdido. Ainda poderei zombar de Potter por ter uma filha Sonserina.
- Você e Harry parecem dois adolescentes se alfinetando. – Hermione ralhou com ele, mas dava pra ver que tentava esconder um sorriso.
- Eu já alfinetava Potters muito antes de você nascer.
- Imagino que não tenha jeito então. – Ela se aproximou dele.
Severo puxou a sua linda esposa para seu colo. Uma trilha de beijos fez Hermione arrepiar.
- Você já sabia que eu era assim quando casou comigo, Sra. Snape. – Ele sussurrou no ouvido dela.
A mulher beijou o homem com a mesma paixão de 11 anos atrás. O beijo tinha a mesma profundidade e urgência. A velha sensação de só existirem os dois no mundo retornou arrasadora naquela manhã cálida.
- Acho que irá chegar atrasada, Sra. Medibruxa. – ele falou ainda mais baixo, o desejo estampado em sua voz.
Hermione não respondeu, mas os dedos entrelaçaram os cabelos de Severo e ela o puxou para si.
NA: Queridos leitores, a fan fic chegou de fato ao fim. Aqui está o epílogo prometido. Por favor me desculpem pela demora, mas a fic tinha simplesmente DESAPARECIDO do meu menu. Só agora consegui inserir o capítulo. Enfim, muito obrigado a todos.