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26. Epílogo


Fic: Lembranças de Harry Potter


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Desci as escadas da Mansão Black com a pequena pulseira de Tiago em minhas mãos. Olhei para o relógio e assustei-me ao ver que passava das quatro da tarde. Não sentia fome, nem nada do gênero. Só sentia saudade... Apenas queria ver aquele rosto de novo... O rosto que povoa meus sonhos quase todas as noites.


- Ela já chegou? – perguntei ansiosamente a Monstro.


- Sim, senhor, mas já saiu novamente. Disse que precisava falar com os pais e com a menina Weasley.


Deixei escapar um sorriso, pois também precisava falar com Gina.


- Monstro fez sopa de cebola. O senhor vai querer?


Senti meu estômago roncar de repente, sorrindo envergonhado e aceitando o prato que o elfo oferecia. Quem sabe o tempo não passava mais depressa até ela chegar?


Voltei ao meu quarto e me joguei na poltrona ao lado da cama, meus olhos parando automaticamente na foto de Hermione e Ted. Soltei outro sorriso, lembrando-me instantaneamente do dia que Teddy a chamara de “mamãe”... Meu coração ficou acelerado ao pensar nisso, algo bastante natural no último mês. Ainda doía relembrar que Hermione perdera a chance de ter uma criança...


- Não, não pense assim! – briguei comigo mesmo – Mione ainda pode ter filhos. O que aconteceu foi um acidente, e nada mais.


Suspirei derrotado, fechando os olhos e apertando a correntinha com força.


- Vai dar tudo certo – repeti como um mantra. – Sei que vai.


Acabei por adormecer ali mesmo.


 


Desistir... Essa palavra me perturbou durante todo aquele dia, e senti uma vontade desesperadora de conversar com minha melhor amiga. Deixei minhas coisas, tomei um banho rápido no andar de baixo e saí da casa de Harry, aparatando no estádio do Harpias de Holyhead no segundo seguinte. Avistei as cabeleiras ruivas de Gina a quase dez metros do chão e acenei em sua direção. Ela sinalizou para que eu esperasse mais um pouco, e então me sentei na arquibancada, entediada. Já estava pensando em procurar algum livro na bolsa quando Gina apareceu, o rosto demonstrando cansaço.


- Tire-me daqui – ela implorou. Reparei que já estava com a bolsa, apesar de ainda usar o uniforme. Assenti e conduzi a aparatação até a casa de meus pais. Minha amiga ruiva só faltou abraçar a própria cama quando a viu.


- Treino puxado?


- Herbert enlouqueceu – ouvi-a resmungar contra o travesseiro, compreendendo-a perfeitamente. Herbert McAllister era o capitão do time que, vez ou outra, surtava e treinava os companheiros por quase um dia inteiro. Desde o goleiro até os reservas... Era uma loucura.


- Quando será o próximo jogo?


- No primeiro sábado de setembro.


- Não falta muito, não é?


Gina me olhou feio.


- Como se eu não soubesse! Fiquei escutando isso o dia inteiro!


- Sinto muito, não quis irritá-la.


Ela apenas gesticulou para que deixasse o assunto de lado, olhando para mim com curiosidade.


- O que quer me contar?


Ergui as sobrancelhas, surpresa com sua astúcia. Sorri, ao mesmo tempo agradecida e envergonhada. Respirei fundo.


- Acha que devo continuar com isso? – perguntei meio incerta.


- Do que está falando?


- Harry...


Gina entendeu rápido, olhando-me compreensiva.


- Por que essa dúvida agora? – falou segurando minhas mãos entre as suas.


- E se ele nunca me perdoar? – disse tristemente – Ou pior: se ele nunca SE perdoar?


Recebi um abraço confortador, e apoiei minha cabeça no ombro da ruiva, os olhos marejados. Gina me disse apenas uma frase:


- Você nunca vai saber se não voltar lá para descobrir.


 


“I remember what you wore on the first day (Eu lembro o que você usava no primeiro dia)
You came into my life (Você entrou na minha vida)
And I thought i would know (E eu pensei que iria saber)
Is good for something (É bom para alguma coisa)
Cause everything you do (Porque tudo que você faz)
And words you say (E as palavras que você diz)
You know that it all takes my breath away (Você sabe que tudo isso me tira o fôlego)
And I am left with nothing (E eu estou sem nada) (*)


Lembro que tive um sonho estranho naquela tarde, mas não sei exatamente do que se tratava. Acordei com a camisa ensopada de suor e levantei para um banho. Deixei minhas mágoas e tristezas escorrerem pelo ralo, abrindo um sorriso quando o rosto de minha Mione apareceu na mente. Vesti minhas roupas com as esperanças renovadas, sentindo-me muito mais leve. Voltei ao quarto e guardei a pulseirinha de Tiago com cuidado dentro da caixinha no guarda-roupa. Ouvi a porta bater e falei para que entrassem. Virei-me e sorri ao ver a cabeça de Hermione na porta.


- Oi... – ela falou timidamente – Você já jantou?


- Ainda não. Estava te esperando.


Ela deu um sorriso pequeno, chamando-me para segui-la. Consegui segurar a mão dela antes que fugisse de mim, e fiquei contente que não tenha soltado. Jantamos em silêncio. Hermione só falou algo quando já estávamos no antigo quarto de Sirius.


- Você leu a carta que eu deixei? – perguntou tímida.


- Li.


- Ah...


Hermione, que remexia nervosamente no guarda-roupa, pegou uma camisola e partiu para o banheiro sem olhar para mim. Suspirei, frustrado. Estava cansado de ficar longe de minha Mione... Resolvi esperá-la na porta do banheiro, e ela se assustou quando me viu ali.


- Tudo bem?


- Sim, eu... – hesitei, tomando coragem e segurando firmemente sua mão pequena e a guiando até o meio do quarto. Puxei-a para um abraço, e ela não ofereceu resistência. – Três doses foram o suficiente.


Ouvi-a rir baixinho, e ela me abraçou mais forte.


- Achei que nunca mais fosse te ver – confessei de uma vez o medo que me assolou por semanas a fio. – Estava ficando maluco, Mione...


Senti que ela compreendia o que eu queria dizer, bem lá no fundo de meu coração. Hermione se afastou um pouco, e encontrei seus olhos marejados.


- Perdoe-me... – ela falou baixinho – Perdoe-me por culpá-lo...


Eu confirmei com a cabeça, sentindo os meus olhos encherem-se d’água também. Não suportava ver Hermione sofrendo, mesmo que o motivo fosse eu.


- Esqueça isso.


Não me lembro de muita coisa naquela noite depois que finalmente acabei com a enorme distância que se formara entre mim e Hermione durante aquele longo mês. Aproximei meu rosto do dela, perdendo-me em seu perfume antes de fechar os olhos e beijá-la com todo o amor que existia em meu coração.


- Só me prometa que nunca mais esquecerá que eu a amo – sussurrei quando nos separamos, sem fôlego. – És minha vida, Mione... Não posso viver sem você!


Hermione calou-me com outro beijo.


 


“I can feel the magic floating in the air (Eu posso sentir a magia flutuando no ar)
Being with you gets me that way (Estar com você me faz ficar desse jeito)
I watch the sunlight dance across your face (Observo a luz do sol dançar sobre seu rosto)
And I've never been this swept away (E eu nunca estive arrebatada assim)
All my thoughts just seem to settle on the breeze (Todos meus pensamentos parecem se acalmar na brisa)
When I'm lying wrapped up in your arms (Quando estou deitada, envolvida em seus braços)
The whole world just fades away (O mundo inteiro simplesmente vai sumindo)
The only thing I hear is the beating of your heart (A única coisa que eu ouço são as batidas de seu coração) (**)


Dezembro chegou muito rápido para alguém que ganhara trauma de Natais...


Alguém como eu.


Respirei fundo, olhando para a imagem do espelho de corpo inteiro do quarto de Hermione. Nada mau, o reflexo me dizia. Meus longos cabelos ruivos estavam presos com uma fita azul-escura num bonito rabo-de-cavalo, contrastando fortemente com meu vestido também azul. Tinha uma maquiagem leve no rosto, pulseiras prateadas e sapatilhas pretas.


- Diga-me novamente por que estou me arrumando – falei mal-humorada.


- Porque vamos passar o Natal n’A Toca, e merece estar linda para Draco! – Hermione comentou animada. Virei-me para ela, que abria um sorriso ao passar o batom nos lábios. Minha amiga estava belíssima com aquela camisa violeta e a saia branca, os cabelos soltos do jeito que Harry sempre gostava. – Por que essa cara feia, Gina? Devia estar feliz!


- Feliz?! – exclamei indignada – Eu devia estar em outro país, assim como fiz ano passado!


Voltei-me para o espelho, vendo Hermione negar com a cabeça em reprovação.


- Você sente falta dele, Gina. Por que quer negar?


- Porque não acredito nas desculpas dele.


Ouvi um suspiro cansado de minha amiga. Ela chegou perto de mim e sussurrou um simples “estamos te esperando lá embaixo”, e saiu do quarto. Foi a minha vez de soltar um suspiro. Já estava quase decidida a tirar aquela roupa que nada combinava com meu estado de espírito quando a porta bateu. Não tive tempo de responder, pois a pessoa foi logo entrando.


- Estamos atrasados, ruiva – Draco pareceu tão nervoso quanto eu. – Por que está demorando tanto?


- Não quero ir.


- Por que não?


Fechei a cara, dando as costas pra ele. Draco sabia muito bem o porquê, não precisava ficar repetindo. Ele pareceu entender meu silêncio.


- Deixe de bobeira! – falou impaciente – Ele veio pessoalmente nos convidar! Acho que já está na hora de fazermos as pazes.


- Eu não acho – retruquei.


- Já faz um ano, Gina! Não pode esquecer?


- Não, não posso! – voltei-me pra ele, desesperada. Acho que Draco notou toda a confusão em meu coração quando me olhou nos olhos, pois se aproximou de mim com um sorriso doce.


- Pode sim – ele falou enquanto me abraçava. – É o seu pai, Chocolate... E eu sei o quanto o ama.


Um turbilhão de emoções e lembranças passaram por mim, e eu fiquei com as pernas trêmulas. Como ele podia dizer aquilo com tanta calma? Ele esteve lá! Draco viu com os próprios olhos o quanto meu pai me odiava por namorar um Malfoy!


 “- É loucura, ruiva – Draco a advertiu mais uma vez.


- É Natal, Draco! – Gina falou esperançosa, ajeitando a barra do vestido antes de entrar na propriedade da família Weasley – É dia de festa, de paz... Um dia para se passar com a família! E não haverá ocasião melhor para apresentá-lo à minha família.


- Eu sei, mas... – ele hesitou – Estou com um mau pressentimento.


- Relaxe, vai dar tudo certo.”


Mas não deu.


Minha mãe e meus irmãos ficaram contentes em me ver, mas não meu pai.


Arthur Weasley não esquecia as coisas assim tão fácil.


“- O que pensam que estão fazendo aqui?! – sua voz indicava fúria, e Gina tremeu com o olhar que recebeu do pai.


- É Natal, papai – falou nervosa. – Não podemos comemorar em paz?


- Poderíamos se você não estivesse com... ele.


A ruiva deixou o queixo cair. Segurou a mão de Draco com força.


- Não posso acreditar que ainda esteja remoendo isso, papai. Estou com Draco há mais de um ano!


- Podia ser um século! – ele quase gritou – Achei que tinha deixado bem claro que não a aceitarei como filha enquanto estiver com um Malfoy!


- Mas eu o amo! – gritou com os olhos marejados – Será que não percebe isso? O senhor é tão cego assim?!


- Olha como fala comigo, garota!


- Falo como, papai? – carregou a última palavra com sarcasmo, algo que afetou Arthur – Afinal eu sou apenas uma estranha aqui, não é?


- Gina, meu bem... – a mãe tentara ajudá-la, mas a moça interrompeu.


- Chega! – ela limpou as lágrimas com força quando Draco a abraçou de lado – Vamos embora daqui, Draco.


Ela o puxou para fora da casa sob os olhares curiosos dos irmãos e amigos.


- Ah, e antes que eu me esqueça! – Gina virou-se no último instante, olhando furiosamente para o homem que um dia chamara de pai – Eu nunca o perdoarei por isso! Nunca mais botarei os pés nesse lugar! E agora sou eu que faço questão de esquecer que sou sua filha!


Molly tinha os olhos marejados, e ela implorava para que Arthur reconsiderasse. Gina deu um último abraço na mãe antes de se encaminhar para o portão do jardim. Sentiu Draco soltar sua mão por um instante e o viu se encaminhando para o Sr. Weasley.


- Ainda vai se arrepender de suas atitudes, senhor – ele falou o mais natural que pôde. Arthur ficou lívido, mas o loiro não se intimidou. – Gina e eu nos amamos. Sua fúria só está o afastando de todos nós.


Ele deu de ombros como se encerrasse o assunto e pegou a mão de Gina carinhosamente, saindo pelo portão e desaparatando para longe dali.”


Passamos o Natal e o Ano-Novo em Paris à custa de Draco. Eu não me importei... Estava triste demais para pensar em dinheiro. Só queria um pouco de tranquilidade ao lado do loiro que mais amava em todo o mundo.


- E então? – ele insistiu, acariciando meus cabelos – Vamos?


Até hoje não sei o que deu em mim naquela hora. Só sei que concordei com a cabeça e ergui meus olhos, encontrando um par de cinzas que diziam que estariam ao meu lado até o fim.


 


Ok, eu estava nervoso. E muito! Mas nunca (nunca mesmo!) mostraria isso para minha ruiva. As lágrimas que quase caíram em seu rosto foram o suficiente para eu ter certeza que ela estava apavorada com a ideia de reencontrar o pai. Gina Weasley não era de chorar... E, por Merlin, se ela quase chorou, era porque a situação estava crítica demais para ela suportar.


Abracei-a mais forte quando senti os lábios dela sobre os meus. Tive a conhecida sensação que estava nas nuvens, e me perguntei pela milionésima vez o porquê de ter demorado tanto para enxergá-la. Não que eu nunca tivesse reparado em Ginevra Weasley antes de namorá-la, mas... Vamos dizer que eu estava ocupado com outras coisas antes de decidir virar uma pessoa decente. E acho que o antigo Draco Malfoy, como prefiro chamar o idiota que habitava meu corpo durante boa parte de minha adolescência, nunca pensaria em ficar com uma Weasley... Pelo simples fato dela ser uma Weasley.


Afastei os pensamentos ruins da cabeça e sorri ao ver os olhos cor-de-chocolate alegres novamente. Gina era (ainda é, eu acho) uma excelente atriz, e sabia disfarçar muito bem suas emoções. Mas não para mim... Dois anos com ela foi o suficiente para entendê-la quase perfeitamente. E eu nunca soube descrevê-la melhor do que “Ela me completa!” antes de encontrar um poema rabiscado em sua agenda, há quase um ano:


“Ela não é o tipo de mulher que se entrega a qualquer um, você tem de conquistá-la. Dia após dia. Tem que ganhar sua confiança, merecer sua atenção. Se mostrar alguém digno de receber o seu amor. Se mostrar o tipo de homem que ela espera: aquele que vai conseguir romper a barreira do seu coração de pedra que só ama a si mesma. Aquele que vai mostrar a ela que é seguro se entregar, sem medo. Aquele que vai mostrar que merece ser segundo lugar na sua vida. Afinal, primeiro ela, depois ele, né?”


Minha Gina seria sempre assim, e sorri quando me lembrei do poema naquela noite. Éramos perfeitos um para o outro... Eu a amava mais do que tudo, e somente o Sr. Weasley não conseguia enxergar aquilo. E eu via nos olhos dela que ela se perguntava a mesma coisa... Passei confiança para minha ruiva e a puxei para fora do quarto de Hermione, anunciando que finalmente estávamos prontos para a festa.


- Vai dar tudo certo – falei em seu ouvido, à caminho d’A Toca. – Eu prometo.


 


Eu, Hermione, Gina e Draco fomos juntos para A Toca. Era Natal, e o ano era 2000. Bilhões de trouxas comemoravam a data com alegria e vários presentes, já ansiosos pela virada do século. O mundo bruxo também não estava diferente. A decoração da casa dos Weasleys parecia diferente... Mais chamativa, eu comentei.


- Jorge se empolgou um pouco esse ano – Gina observou, nervosa.


Nós concordamos com a cabeça e continuamos nossa caminhada. Logo fomos recebidos com os sufocantes abraços da Sra. Weasley. Inclusive Draco!


- Sejam bem-vindos, meus queridos! – Molly falou empolgada – Vamos, entrem, entrem! O jantar está quase pronto.


O loiro sorriu, sem-graça, e acompanhou a namorada até a enorme mesa posta no jardim. Eu e Hermione fomos cumprimentar Rony. Demos gostosas gargalhadas ao vê-lo confuso com a conversa de Luna e seu pai.


- Ora, parem de rir! – ele brigou conosco, as orelhas vermelhas – Se eu ao menos conseguisse entender a língua deles...


Hermione riu ainda mais, sugerindo ironicamente que o ruivo lesse mais O Pasquim. Ele fez uma careta para ela, como se ler estivesse fora de cogitação. Minha Mione se afastou quando a barriga já doía de tanto rir, e ela comentou que iria olhar a mais nova integrante da família Weasley.


- Você não vem, Harry? – ela me perguntou antes de partir.


- Mais tarde – falei rapidamente. – Tenho que falar uma coisinha com Rony.


Ela confirmou com a cabeça e subiu as escadas atrás da primogênita de Fleur e Gui, que nascera dois meses antes. Meu amigo me puxou para um canto da sala, um pouco distante dos Lovegood.


- O que tem para me dizer?


Puxei uma caixinha do bolso, algo que espantou meu amigo no mesmo instante.


- Não acredito! – ele falou com os olhos arregalados – Você também?


Neguei veementemente e abri o pequeno cubo de veludo. Os olhos dele se arregalaram ainda mais.


- Uau! – ele disse, rouco.


- Acha que ela vai gostar? – perguntei incerto, sabendo que Rony entenderia minha dúvida.


- Claro que sim! Aposto que Mione já queria isso quando saímos de Hogwarts!


Dei um suspiro aliviado e fechei a pequena caixa, guardando-a novamente no bolso do paletó. Virei-me para Rony novamente e coloquei um sorriso no rosto.


- Fiquei sabendo que você e Luna marcaram a data do casamento... – fingi inocência para ele. Rony voltou a ficar vermelho, e eu ri novamente.


- É... – ele falou envergonhado – Nos casamos em março...


 


“So maybe it's true (Então talvez seja verdade)
That I can't live without you (Que eu não posso viver sem você)
Maybe two is better than one (Talvez dois seja melhor que um)
There's so much time (Há tanto tempo)
To figure out the rest of my life (Para descobrir o resto da minha vida)
And you've already got me coming under (E você já me fez ficar sob)
I'm thinking two is better than one (Eu estou pensando que dois seja melhor que um) (*)


Victorie Weasley era a menininha mais linda que eu já vira! Uma doce criaturinha de ralos cabelos loiros platinados e com os olhos azuis de Gui. Gina praticamente teve que me arrastar para fora do quarto, pois não conseguia deixar de admirar a pequena criança.


- O que foi? – perguntei chateada. O jantar nem começara e todos ainda conversavam tranquilamente. Não havia motivos para ela ter me tirado de lá.


- Estou nervosa. Distraia-me.


- Onde está Draco?


- Falando com Arthur.


Estreitei os olhos na direção dela. Odiava quando chamava o próprio pai pelo nome.


- O que foi? – fez-se de desentendida – Vai me entreter ou não?


Soltei um suspiro. Por mais que não aprovasse a atitude da ruiva, ainda era minha amiga. A amiga que eu mais amava em todo esse mundo... Puxei-a para os jardins e a levei até os balanços, dando leves conselhos e palavras consoladoras. Era o mínimo que eu podia fazer afinal. Fiquei sabendo da briga entre os Weasleys somente alguns dias depois da passagem de ano, e fiquei exaltada! Ralhei com Gina e com Draco, fui até A Toca para falar com o Sr. Weasley, mas nenhum dos três me deu ouvidos. Apenas tive que esperar a poeira baixar... Até hoje fico dividida se deveria ter ido àquela festa, e ter ajudado minha amiga, ou se fiz a coisa certa ao passar o Natal com Harry e com minha família.


- Gina, pode vir aqui um instante? – ouvimos a voz de Draco, acenando a alguns metros da casa ao lado do Sr. Weasley. Acompanhei a ruiva até dentro da casa, onde os dois já aguardavam ansiosos na sala de estar completamente vazia.


- Deixe-me adivinhar! – Gina falou rápida e sarcasticamente – É para eu e Draco irmos embora!


- Sente-se, ruiva – o loiro falou carinhoso, mas firme.


Ela se sentou depressa, e eu sentei ao seu lado. Sabia que estava ali de intrometida, mas prometi à Gina e a mim mesma que não abriria mão de ajudar no que quer que fosse, mesmo que estivesse agindo de forma mal-educada.


- Nós conversamos – Draco recomeçou, ansioso. Gina o olhou parecendo espantada. – Seu pai acredita em mim, Chocolate. – ele tentou controlar a enorme alegria que lhe invadia, mas não teve muito sucesso – Ele percebeu que gosto mesmo de você e que...


O rapaz hesitara, olhando ansioso na direção do “sogro”. O Sr. Weasley tomou a palavra:


- Eu aprovo o namoro de vocês, minha filha – notei a insegurança em sua voz, mas controlei a emoção. – Acho... Não. Tenho certeza que Draco a fará muito feliz. Ele... – hesitou, lançando um olhar agradecido ao loiro – Ele é um bom rapaz.


Gina cobriu parte do rosto com as mãos, tentando em vão segurar as lágrimas.


- Um dia vou entender por que meus filhos tem uma queda por pessoas loiras – o senhor brincou.


Nem tive tempo de racionar. Gina levantou-se num pulo e se jogou nos braços do pai, chorando abertamente. Arthur a abraçou forte, e eu não pude controlar uma lágrima que caía pelo meu rosto. Tudo estava ficando bem de novo...


Saí dali de mansinho, sem fazer barulho. Harry, Rony e Molly me olharam ansiosamente assim que entrei na cozinha. Abri um sorriso.


- Eles fizeram as pazes.


A Sra. Weasley quase deu um berro de alegria, passando por mim como uma flecha. Ainda ouvimos seus gritos emocionados:


- Duas cabeças-duras, vocês dois! – ela parecia ralhar com o marido e a filha, apesar da voz embargada denunciar o contrário – Nunca vi duas pessoas com o gênio tão parecido!


Lancei sorrisos aliviados na direção de Rony e Harry. O ruivo disse que ia atrás de Luna, e meu amado se aproximou de mim, parecendo nervoso.


- Está tudo bem? – eu o conheço melhor do que ninguém. Sua ansiedade era visível desde que saímos do Largo Grimmauld. Fui direta. – Está me escondendo alguma coisa, não está?


               


“Cause when I close my eyes and drift away (Porque quando eu fecho meus olhos e me afasto)
I think of you and everything's okay (Eu penso em você e tudo fica bem) (*)


Lembro-me daquele dia como se fosse ontem. Mal posso descrever a alegria que tomou conta de mim quando a abracei carinhosamente, o coração batendo forte ao perceber mais uma vez o quanto ela me conhecia... Hermione beijou-me levemente nos lábios antes de eu mostrar o presente de Natal que havia comprado. Os olhos dela arregalaram-se tanto quanto os de Rony quando lhe mostrei a caixinha.


- Abra – pedi.


Ela pegou a caixa com as mãos trêmulas, e eu demorei anos para entender o porquê de seu nervosismo. Mas não vamos apressar as coisas...


- Harry... – ela falou nervosa, antes de abrir – O que é isso?


- Abra – pedi novamente.


Hermione finalmente abriu a caixinha, e eu notei que sua expressão mudou. Parecia desapontada, ao mesmo tempo em que se mostrava aliviada. Fiquei confuso por um momento, até que compreendi novamente seus olhos. E eles estavam surpresos novamente.


- O que é isso? – ela pegou o pequeno objeto repousado sobre o veludo.


- É uma chave – falei simplesmente.


- Eu sei que é uma chave! – ela comentou impaciente – Estou perguntando de onde é essa chave. E o que ela abre.


- Iria te dar amanhã, – comecei tentando mostrar naturalidade – pois ficaria mais fácil de te mostrar o que ela abre. Mas... – respirei fundo, temoroso pela resposta de minha namorada – Não resisti. Essa chave, Mione, – peguei a chave ainda segurando a mão dela – abre a porta de nossa casa.


- Perdão? – ela perguntou assustada. Achava que não tinha ouvido direito.


- A chave da nossa casa, Mione... A casa que comprei para nós dois... Isso é, se você quiser morar comigo.


- Mas... – ela falou aturdida – E o Largo Grimmauld?


- Tenho recordações de Sirius demais naquela casa – escondi a tristeza o máximo que pude. – Não me faz bem. Prefiro um cantinho só meu... Ou melhor, só nosso.


- Você... – gaguejou – Você não me falou nada.


- Era uma surpresa. Estava ajudando Gina a escolher um lugar, e acabei encontrando essa casa. Eu nos vi lá dentro, Mione... É um lugar perfeito!


- Eu...


- Pode dizer “não”, se não quiser.


Tremi da cabeça aos pés. Hermione não percebeu, pois estava deveras nervosa com o presente.


- Você pagou tudo? – ela perguntou timidamente, sem olhar para mim.


- Não. – falei sorridente – Quero montá-la junto com você... A casa está completamente vazia. Achei que iria gostar de decorar cada cantinho.


Hermione abriu seu primeiro sorriso sincero depois de abrir a caixinha, e eu soube que também estava admirada por eu conhecê-la tanto. Ela me olhou, emocionada, e deu-me um abraço sufocante que só minha Mione sabe dar.


- Adorei! – ela murmurou em meu ouvido – De verdade... Quero conhecer nosso cantinho, Harry. Amanhã mesmo! Decoramos tudo essa semana! – ela se afastou um pouco para olhar nos meus olhos – Mal vejo a hora de morar junto contigo!


Eu abri um sorriso enorme, beijando apaixonadamente a mulher de minha vida. O restante da noite pareceu voar perante meus olhos, e quando me dei conta, já estava aparatando em frente à casa que comprei, ao lado de minha Mione, já no dia seguinte. Vi emoção, alegria, êxtase, e mais um monte de sentimentos misturados no rosto dela. Meu coração bateu forte... Naquele momento fiz uma promessa silenciosa de que dedicaria cada dia de minha vida a fazê-la feliz do mesmo jeito que estava agora.


- Podemos...? – ela falava ansiosa.


Confirmei com a cabeça e entramos na propriedade. Hermione ficou impressionada com o tamanho do terreno, deixando o queixo cair ainda mais quando entramos na casa, completamente vazia. Ela andou uns cinco metros, olhando através das janelas, abrindo portas... Eu quase podia ver seus olhos brilhando, a cabeça cheia de ideias para preencher aquele lugar e transformá-lo num lar.


- O que está pensando? – perguntei de longe.


Ela sorriu, abrindo uma porta no fim do corredor. Segui-a e a vi maravilhada.


- Podemos ter uma biblioteca aqui? – perguntou de mansinho.


Abri um sorriso também, puxando-a para um abraço e beijando suas bochechas.


- Terá um livro novo por mês – brinquei.


- Não pode ser por semana? – ela falou esperançosa.


- Não. Senão teremos que comprar outra casa só para guardar seus livros.


Ela riu, segurando minha mão e me levando para o jardim dos fundos. Estava cheio de folhas secas e ervas daninhas. Hermione pareceu não se importar, e eu vi seus olhos cor-de-mel brilhando mais uma vez.


- Precisamos dar uma aparada aqui – ela apontou para o lugar inteiro. – Colocamos uma área de serviço ali – ela apontou para o canto direito – e um balanço naquela ponta – e virou-se para o lado oposto. – Podemos fazer um jardim de rosas aqui, que tal?


Eu sorri, confirmando. Chamei-a para o andar de cima e ela deu pulinhos de alegria com os três quartos.


- Os quartos são enormes – ela reparou. – O que vamos fazer com tanto espaço?


- Pensei em dividirmos. Sabe, reformar... – sugeri, envergonhado com o que ia dizer – Para as crianças.


- Que crianças? – ela perguntou, distraída com a vista da sacada do quarto principal.


Eu tinha certeza que corava, então desviei o olhar, como se falasse de um assunto qualquer.


- Nossos filhos.


Hermione olhou-me no mesmo instante, um sorriso singelo nos lábios.


- Acho uma ótima ideia.


Senti os braços dela envolverem meu pescoço e seus lábios cobriram os meus. Fui para o céu e voltei em alguns instantes, que foi quando Hermione parou de me beijar. Era incrível que ela ainda tivesse aquele “poder” sobre mim...


- Que tal um menino e uma menina? – ela sugeriu sorridente.


Neguei com a cabeça.


- Por que não?


- Quero um time de quadribol.


- O quê?! – ela perguntou indignada, dando-me tapinhas e me fazendo rir – Eu NÃO VOU ter sete filhos, Potter!


- Ok, ok... – fingi rendição, e ela me abraçou de novo – Que tal seis, então?


Corri rapidamente para fora do quarto quando a vi com o queixo caído e prestes a me lançar diversas maldições. Ela ainda era Hermione Granger, a bruxa mais poderosa e inteligente que eu conhecia. Era melhor eu não arriscar minha vida assim tão fácil...


 


- Eu sei que é pequeno – falei timidamente, temerosa em ver o antigo Draco Malfoy novamente. – Mas é provisório. – Apesar de eu ter amado, pensei – É o que posso pagar por enquanto.


Não era o tipo de apartamento que o jovem Malfoy estava acostumado a ver. Mas também não era simples. Eu o achava até bastante luxuoso, afinal estávamos numa área nobre de Londres. Notting Hill ainda é considerado um dos bairros mais charmosos da cidade, embora não o tenha escolhido por ser rico ou coisa assim. Eu queria o sossego que um bom bairro do subúrbio proporcionava. Estava acostumada com o silêncio do campo, e fora bem difícil encontrar um lugar assim na capital.


- Achei que alugaria uma casa por aqui – ele comentou distraído, olhando cada pedacinho da nova decoração. Eu fiquei nervosa com seu olhar.


- As casas eram enormes! Para que eu alugaria uma casa vitoriana se moraria sozinha?


Falei emburrada. Era óbvio que Draco não gostara de minha nova casa, e eu não queria dar mais motivos para ele desprezar o local. Parte de mim sabia que minha frustração não era somente por isso. Eu o chamei para morar comigo quando paguei o primeiro aluguel, mas ele se recusou. Perguntei o porquê, e ele apenas me disse que fazia questão de pagar por uma mansão para nós dois, e me dar uma vida de rainha, coisa que ainda não era possível.


- Pretende me sustentar? – lembro que perguntei na época, indignada. Ele confirmou com a cabeça, sem se abalar. – Olha bem pra mim, Draco, e veja se tenho alguma vocação para ser uma perua sustentada por um homem!


Ele rira na época, mas eu tinha a mesma feição de antes. Draco parou para contemplar o último quarto (o meu) do apartamento e eu me assustei com o sorriso que apareceu em seu rosto.


- Esse lugar é a sua cara! – ele comentou, caminhando lentamente até um pôster do Harpias de Holyhead que tinha pregado na parede.


- Isso é bom?


Draco virou-se para mim e sorriu, negando com a cabeça.


- Por que não? – perguntei chateada.


- Porque ainda me surpreendo com você! – eu fiz uma careta, sem entender muito bem o que ele queria dizer – Eu tinha uma imagem desse apartamento antes de entrar aqui – ele explicou. – Imaginava flores na varanda, uma cozinha branca e azul, um quarto rosa... Nada daqui é como imaginei!


Eu dei um sorriso incerto.


- Isso é bom?


- Não, ruiva. – eu continuava sem entender – Significa que tenho que passar mais tempo com você para entendê-la melhor.


Demorei um pouco para perceber que ele brincava. Soltei o ar que prendia, tamanho meu nervoso.


- Achei que tinha parado com as gracinhas.


- Aí não seria eu, não é?


Eu confirmei, dando um sorriso e permitindo que ele me abraçasse.


- É lindo aqui, Chocolate. – ele sussurrou em meu ouvido – Virei todos os dias agora que vai estar sempre sozinha.


Dei um tapinha no ombro dele, e ele riu. Amava a risada do meu loiro, e me afastei um pouco para vê-lo sorrir. Perdemos-nos no olhar um do outro, e quando dei por mim, Draco me amava pela primeira vez em minha nova casa...


Sim, tudo ficou bem entre Draco, eu e minha família.


Assim como ele me prometera naquela noite de Natal.


 


Um ano e cinco meses... Eu devia ter reconhecido o olhar de minha Mione há um ano e cinco meses...


Mas não tem problema. Vou seguir o conselho de meu amigo Rony: “antes tarde do que nunca”.


Caminhei até o jardim e encontrei-a no balanço, aproveitando a tarde de domingo e o doce ar primaveril. Ela usava um vestido branco de algodão, simples, que ia até os pés. Usava óculos escuros e deixava os cabelos soltos enquanto se balançava lentamente para frente e para trás.


- Encontrei você! – brinquei.


Hermione olhou para mim e sorriu, abrindo espaço ao seu lado e me convidando para sentar com ela. Aceitei seu pedido e segurei sua mão, tentando ficar tranquilo. Minha Mione me conhece bem demais... Ela notou que eu tremia.


- Hermione, – falei antes dela – gostaria de te fazer um pedido...


Ela abaixou os óculos, e eu quase deixei transparecer todo o meu nervoso com seu olhar. Não tinha certeza da resposta de Hermione, e isso me matava por dentro. Precisava falar de uma vez tudo o que estava entalado... Contar que minha vida sem ela não era nada, declarar que era a mulher mais amada do mundo... Minha mão suava enquanto segurava a pequena caixa em meu bolso. Ajoelhei-me em frente a ela, e dei um sorriso nervoso ao imaginar que parecíamos protagonistas de um filme romântico.


- Olhe para mim, querida. É importante.


Minha namorada olhou-me deveras preocupada.


- Harry, você está me assustando!


Tirei minha mão do bolso, levando a caixinha até as mãos de Hermione. Os olhos cor-de-mel arregalaram-se em surpresa, e ela abriu o presente, hesitante. Seu queixo caiu ao deparar-se com um lindo anel de ouro, com um diamante em forma de gota e duas outras pedrinhas menores o acompanhando.


- Uau, Harry! É lindo!


- Hermione – gaguejei sem-querer, segurando o queixo dela para que olhasse em meus olhos. – Quer... Quer casar comigo?


O pedido inesperado e, por que não, fora de hora, a pegou desprevenida. Seu queixo caiu mais uma vez, e ela ficou olhando do anel para mim e de mim para o anel diversas vezes. Chegou a olhar profundamente em meus olhos, como se esperasse eu gritar “Brincadeira!” a qualquer momento. Obviamente não disse nada disso. Apenas deixei mostrar um milésimo de meu nervosismo:


- Responde, Hermione, antes que eu morra do coração aqui!


Mione abriu um sorriso emocionado, se jogando nos meus braços e me dando vários beijos.


- Sim! – ela falou várias vezes, lágrimas já correndo por seu rosto – Eu quero me casar com você, Harry!


O peso de dez mundos pareceu sair de minhas costas... Dei um suspiro aliviado e a abracei mais forte.


- Oh, meu amor... – falei entre os incontáveis beijos que dava nela. Parei e a olhei com uma alegria imensa. – Eu a amo tanto! Obrigado por me fazer tão feliz todos os dias. Eu prometo a você que a farei feliz, muito feliz, em todos os dias de nossas vidas. Oh, minha linda, não chore... – enxuguei suas lágrimas com beijos pelo rosto.


- Isso é por estar feliz...


Sorri bobamente, meu coração batendo tão rápido que achei que estava tendo um principio de infarto! Beijei-a apaixonadamente, tendo a certeza que minha vida ao lado de Hermione não poderia ficar melhor... Namorávamos há mais de três anos, sendo que morávamos naquela casa há quase um ano e meio. Dentro de um ano nos casaríamos, e quem sabe no ano seguinte tivéssemos nosso primeiro filho... Fiquei sonhando acordado até que Hermione me trouxe para a Terra.


- Harry?


- Hm?


- Está tudo bem?


Sorri para ela, confirmando com a cabeça. Como não estaria? Eu estou com a mulher da minha vida, aquela que arriscou a vida inúmeras vezes para me salvar e que nunca, nunca mesmo, deixou de acreditar em mim... Agradeço aos céus todos os dias por tê-la perto de mim, por ter me apaixonado por um ser tão perfeito. Agradeço também por ter conseguido conquistá-la, por ser o homem da vida dela e por merecer seu amor incondicional...


- Eu amo você, Hermione Granger...


Ela me sorriu bobamente.


- Também amo você, Harry Potter! Demais!


Mione me abraçou com carinho, sussurrando no meu ouvido:


- Hermione Potter... Será que combina?


Eu a abracei ainda mais forte, voltando a agradecer aos céus por ter sobrevivido à guerra e ganhado a coisa mais bonita em todo o mundo:


O Amor.


- Fica perfeito... – respondi, de todo meu coração.


 


“And I'm thinking (E eu estou pensando)


That I... I can't live without you (Que eu… Eu não posso viver sem você)
Cause maybe two is better than one (Porque talvez dois seja melhor que um)
There's so much time (Há tanto tempo)
To figure out the rest of my life (Para descobrir o resto da minha vida)
But I've figured out (Mas eu descobri)
When all is said and done (Quando tudo estiver dito e feito)
Two is better than one (Dois é melhor que um)
Two is better than one (Dois é melhor que um) (*)


~x~x~x~x~x~ 
N.A. (editado): (*) - Trechos da música "Two Is Better Than One", da banda Boys Like Girls. Se forem ouvir, eu aconselho a versão com a Taylor Swift. A parceria deixou a música belíssima! (Agradecimentos especiais à Laauras, que foi quem me sugeriu essa canção!!)
(**) - Trecho da música "Breathe", da Faith Hill.

Gente... Vocês não têm noção de como eu fiquei emocionada com cada comentário que apareceu! Eu nem sei o que dizer hoje... Estou meio triste com o fim da fic, ao mesmo tempo que bate uma sensação de orgulho. Adorei ter ficado mais de dois meses aqui, com os melhores leitores que eu poderia imaginar!! Vocês fizeram de mim uma autora muito feliz, e acho que um "obrigada" é muito pouco para expressar minha enorme gratidão! Cada palavra, seja na forma de elogio ou na forma de uma crítica, fizeram-me muito bem! Fizeram eu amadurecer (nem que seja um pouco), tomar consciência do que escrevo e pensar antecipadamente na reação de vocês... Foi realmente muito gratificante escrever essa história com o apoio de vocês, com a sugestão de vocês... Os enormes comentários (e até mesmo os menores), cada palavra de indignação com os personagens, as músicas fantásticas que me foram sugeridas... Tudo isso resulta aqui. E eu fico orgulhosa com tudo isso. Muito obrigada, a todos vocês!! Nunca teria chegado aqui sem sua ajuda!
Vamos aos agradecimentos individuais:

EnigmaticPerfection - Parabéns por ter lido tudo, rsrs... Amei seu comentário gigante, principalmente quando você conta tudo o que sentiu ao ler sobre a trágedia, no quanto a Hermione cometeu um erro e foi consertando-o com as ciladas e tal... xD Saber o que leitor sente enquanto lê minha história é o que mais me dá inspiração para continuar... É verdade, acho que você está aqui desde o segundo capítulo. Se não foi o segundo, foi no máximo o terceiro, rsrsr. Obrigada por ter acompanhado até aqui! (não fique sensível!! xD) Espero que tenha gostado do "fim". =D
livi rodrigues - Gostei do jeito que você falou sobre o sentimento de perda da Hermione. Você captou exatamente o que eu queria passar sobre ela: o sofrimento que deve ser ao perder um filho que, mesmo nunca visto, já amado com todas as forças... E o papel da Gina era trazer Hermione de volta para a realidade, fazê-la enxergar que o Harry também estava sofrendo com a distância entre eles... Fico feliz que tenha gostado! =) Obrigada por suas palavras... Eu as adorei! *-* Sua perguntinha básica vai ser respondida (espero) após as respostas aos coments, porque (quase) todo mundo perguntou o mesmo que você. xD Espero que tenha gostado do epílgo!! ^^"
Laauras - Sério que você chorou? Nossa... ^^" Isso é um bom sinal, não é? Significa que estou melhorando minha escrita, rs. Fico muito, muito, muito feliz que tenha gostado!! Chegamos ao fim dessa etapa da vida do Harry, mas espero que você continue acompanhando as partes 2 e 3... xD E não sei se digo "de nada por oferecer essa história" ou "obrigada por ler tudo isso aqui". Que tal os dois? xD Afinal, não haveria história sem leitor, assim como não haveria leitor sem história... Obrigada por todos os comentários, viu? Obrigada por mais uma sugestão de música... Eu ouvi a da Kelly Clarkson, e gostei muito dela também. Quem sabe ela não apareça na parte 2? ;D
Melissa Hashimoto - Não me importo com as perguntas, sério. Acho que elas são essencias para o andamento da fic. É super-importante (pelo menos na minha opinião) o diálogo entre autor/leitor, senão a história vai para "o mundo da imaginação" e deixa de fazer sentido. E não é o que eu quero... Enfim, voltando para seu comentário... Falarei sobre as continuações lá embaixo, pra todo mundo ver, ok? Fiquei alegre em saber que você apoie (não sei se tem acento ou não) o lado da Hermione, apesar dela ter exagerado um pouco. Você captou o que eu queria passar: o lado dela, a parte difícil de perder um filho que já se ama mesmo sem conhecer... Todas as dificuldades, não só em perdê-lo, mas na dúvida do que vai ser dali em diante, principalmente quando o pai da criança não tem noção do que está acontecendo! Os hormônios mexem com uma mulher mais do que um homem pode sequer imaginar, e tudo o que ela passou devia ter feito o Harry enxergar. Mas optei por ele "desistindo" de tentar convencê-la que era inocente para fazer o leitor olhar para o lado dele também, afinal ele estava no começo do trabalho, ouso dizer, mais difícil do Ministério, e Hermione mal o apoiava na sua decisão... Enfim, acabei criando um impasse, e fica a critério do leitor escolher de "que lado" vai ficar. E não se preocupe, você não foi a única a ficar do lado da Mione, não. xD Fiquei mega-contente com seu mega-comentário, e eu sorri no final... Deu um alívio imenso saber que você gostou do último capítulo, sabe? Aquela famosa sensação de dever cumprido, assim como já falei milhões de vezes por aqui... Obrigada por ter acompanhado do começo ao fim, minha primeira leitora!! Estarei te aguardando nas continuações, ansiosa para que você abuse cada vez mais de minha hospitalidade! *-*
Tito Shacklebolt Finnigan - É, talvez eu tenha exagerado um pouco na reação do Sr. Weasley... ^^" Mas a Sra, Weasley, apesar de não ter apoiado o namoro no começo, percebeu que Gina é feliz com Draco. Espero que eu tenha conseguido mostrar isso aqui no epílogo... ^^" É, a Mione foi meio bobona por pensar que os pais não aceitariam o Harry, mas eu quis mostrar um pouco do lado que toda garota, inclusive a sabe-tudo Hermione Granger, tem: a insegurança na hora de apresentar o namorado para os pais. É meio bobo, eu sei, mas não resisti. Achei que ficaria fofo. xD (Partindo para o segundo coment para eu não me perder...) Por Merlin, não sou médica! Nem faço medicina, rsrs... Apenas prestei atenção nas aulas de biologia (apesar de odiar a matéria). ^^" E sem problemas com as perguntas (eu adoro, pois assim esclareço as dúvidas dos leitores)... Não, os pais da Hermione não sabiam que ela estava grávida. Ela só contou para Gina, e quase que forçada, pois queria contar primeiramente ao Harry. Mas não deu muito certo, não é? Os pais dela só descobriram depois que ela perdeu a criança... E, Merlin! Eu acabei criando uma confusão por aqui!! o.O Alguns leitores ficaram do lado da Mione, outros do lado do Harry... Um debate e tanto por aqui! rsrs... Entendo perfeitamente o que quis dizer a respeito dos exageros de Hermione, pois eu queria mostrar isso também. Mas também quis mostrar o sofrimento que ela passou por perder uma criança já amada, o namoro solitário (como vc mesmo descreveu)... Uma mulher com hormônios a flor da pele não é fácil de se aturar, acredite em mim... É um turbilhão de emoçõe que passam pelo corpo, e as alterações de humor é só um décimo do que acontece... Enfim, é complicado de explicar, mas espero que tenha entendido. Não tiro seu apoio ao Harry, afinal a opinião é sua. xD Sabe, eu fiquei TÃO feliz que tenha gostado de minha história! *-* Eu já leio fic há muitos anos também, e sempre fiquei impressionada com a criatividade dos autores, com o jeito que eles escreviam... Concordo contigo, era coisa de outro mundo mesmo! *-* Mas as suas são tão boas quanto aquelas, acredite em mim! Eu fico boba lendo suas fics, ansiosa para saber o que vai acontecer, como vai acontecer, quando vai acontecer... Acho que você entende, né? xD Sobre a continuação, eu comento lá embaixo, para os outros leitores também lerem. Obrigada por ter acompanhado a fic, de verdade! Aguardarei você nas continuações... =D 
Potter_Salter - Você também chorou? Merlin, eu arrebentei nesse último capítulo, hein? ^^" Desculpa, não resisti ao comentário sem-graça! É que muita gente elogiou o último capítulo, e eu fiquei sem saber o que dizer exatamente a respeito de tantas emoções. ^^" Também gostei da parte que a Mione chora com a caixinha nas mãos... Nem parece que fui quem escreveu, rsrs. Pareceu que foi psicografado, rsrs. Enfim... Tenho que dizer que você foi a única que tomou partido de alguém nesse momento da vida deles. Muitos aqui falaram que apoiavam a decisão da Hermione, e tudo o mais... Outros disseram que ela exagerou demais, e que é o Harry quem saiu perdendo mais na história... Foi uma loucura ver as opiniões diferentes! E você foi a única que apoiou os dois! Parabéns para você, que percebeu o meu lado da história: os dois estão certos e errados! É complicado de explicar, mas acho que você entendeu. ;D Fico feliz que tenha gostado de tudo, e espero que o epílogo também agrade bastante! =D
mione radatson - Que bom que gostou do capítulo! Espero que esse aqui também esteja de seu agrado! ^^"

Por fim, vamos falar das continuações...
Eu ainda não tenho tudo preparado para postar aqui. Minha ideia inicial era começar pela parte 2, mas percebi que ficaria muito confuso a cada capítulo que fosse atualizado junto com a parte 1, então postei Lembranças primeiro. A parte dois precisa ser revisada algumas vezes, pois eu modifiquei muita coisa ao acrescentar capítulos na parte 1. Não tenho uma data específica para postar a continuação, mas vocês serão avisados assim que o Prólogo da parte 2 for postado. Eu colocarei uma espécie de capítulo bônus aqui, com o link da continuação. Então, fiquem atentos! xD
Qualquer dúvida, perguntem! Eu responderei assim que possível nos comentários da fic (no menu da fic)!
Muito obrigada a todos que acompanharam até aqui!! Adorei contar "minha" história pra vocês! Mal vejo a hora de continuar contando!! *-*
Até a próxima, pessoal!! Muitos abraços de urso!!
Isis Brito.

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Comentários: 6

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Enviado por Coveiro em 19/05/2013

Muito show essa fic... Sou seu fã.

Nota: 5

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Enviado por Venatrix em 10/04/2013

PARABÉNS!!!!!! Eu realmente amei sua Fic!!!!!!!!!!

Nota: 1

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Enviado por Mariana Thamiris em 21/08/2012

Merlin, Circe, Morgana, Morgause e Mordred do céu!!!

(tentando lembrar de como se faz para respirar)

Estou impressionada, maravilhada, emocionada, encantada, viciada, apaixonada pela sua fic!!!

*-----------------------------------*

Não tenho palavras suficientes para dizer como suas palavras, sua narrativa, como você apresenta os personagens com perfeição me deixaram mais que emocionada, mas criando expectativas, dando aquele friozinho na barriga a cada momentinho em que Harry e Hermione se afastavam, que me enchiam de ansiedade pelo proximo capítulo, despertando uma curiosidade absurda sobre como chegaríamos aos "felizes para sempre".

Isis Brito mocinha.... Você está de parabéns!!! O ultimo capítulo quando Hermione perdeu o bebê e culpou o Harry me levou as lágrimas literalmente, as inseguranças que a distancia tras ao relacionamento foram muito bem exploradas através das discussões entre nossos casalzinho maravilindo *-* confesso que quando os dois passaram um mês sem se falarem eu penssei ---->  assim você me mata (aparece o teló do lado cantando desafinadamente) hauhauhauhauhauhauhauha Mas graças a Merlin a Mione poderis contar com a Gina que a incentivou a lutar pelo Harry e recuperar o amor dos dois!

A ruiva também viveu seu proprio drama, sentir-se renegada pelo proprio pai foi uma das coisas mais dificeis para a ruivinha, especialmente no dia de natal! A grifinória se mostrou forte no entanto, me surpreendeu que ela se mantivera firme e forte em sua decisão e isso me deixou tão orgulhosa dela!!! @_@

Owwwnnnnn e aaui nesse epílogo maravilhoso se encerra a "parte 1" das lembranças de Harry Potter e posso te garantir que sua fic é maravilhosamente DIVA divinaaaaaaa!!!

\o/

Estou esperando ansiosamente pela continuação mocinha!!!

(sobe na vassoura)

Aiaiai Yukitoooooooooooooo!!!!

 

Nota: 5

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Enviado por Tito Shacklebolt Finnigan em 18/08/2012

Demorei a comentar, mas cá estou!! =]
Então, Isis...
Antes de qualquer coisa, meus parabéns pela fic!!
Poxa, vc escreveu sempre de modo linear, correto e coeso durante todo esse tempo!!
Esse capítulo seguiu tudo aquilo que você demonstrou durante toda fic e que a JK, infelizmente,
não deu atenção... o tanto que H e Hr se merecem...
Foi fantástico , Isis!
Espero que a continuação não demore a sair...
Se essa é sua primeira fic, imagina as que estão por vir?
Quero muito ver a cena dos dois se casando, filhos, futuro, brigas, etc...
Mais uma vez, Isis! Meus parabéns!!
PS: Hermione Potter é muito mais legal do que Hermione Weasley!!
Bjuuu 

Nota: 5

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Enviado por Laauras em 17/08/2012

Caraca, depois desse tempo todo a fic chegou ao fim! :´( Triste, mas feliz pq vai ter continuação!
Amei o capitulo com pontos de vista diferentes, ficou 10! A reconciliação da Gina com o Arthur foi linda, foi engraçado a Molly!
Eu até senti as batidas do coração do Harry em mim! kkkkkkkkkk sério!
Vou acompanhar agarrada a parte 2 (sem largar nenhum pedaço!)
Bjão! 

Nota: 5

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Enviado por EnigmaticPerfection em 14/08/2012

Aaaaaaaaaaaaah, acabou =( Ai gente, eu nem sei o que dizer hahahahaha
Por onde começar? Ah sim, eu amei o epílogo (novidade haha). Gostei muito de você ter colocado em primeira pessoa, no ponto de vista de cada um. Lindo, lindo.
Viu, Harry e Hermione? Viu como vocês não poderiam desistir? Olha só no que deu *---* Amei, amei demais, principalmente a cena do pedido do Harry. Ri quando ele quase tava tendo um treco, mas foi compensado! Eu concordo que Hermione Potter fica perfeito *--*
Também amei a reconciliação. Por um momento, pensei que fosse ficar pra parte 2, mas deixa hahahah
Eu não tenho mais o que dizer! Talvez tivesse se não sentisse a nostalgia do momento hahahaha Eu já disse antes, mas digo de novo: essa fic tá na minha lista das especiais! Que que você fez pra deixá-la tão boa assim? XD
Eu estava no começo dessa e estarei com a outra, com certeza!
Beijos 

Nota: 5

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