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5. A Verdade


Fic: A História de Hermione - Cap 5 ON!


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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... 2 anos depois...

Pois e, cá estamos nós... Terceiro ano em Hogwarts e pronta para passar por mais alguma aventura mirabolante de fim de ano graças a Rony e Harry. Ah, a propósito, esqueci-me de avisar... Agora sou uma adolescente de 13 anos, estudo em Hogwarts e sou uma grifina com tendências corvinas – ao menos segundo alguns professores – e tenho 2 melhores amigos que são mestres em salvar Hogwarts ou o mundo bruxo do perigo no fim do ano.

O que poderia dizer meus primeiros anos na escola de Magia e Bruxaria não havia sido realmente interessante, havia ignorado as garotas e sido a irritante nerd da turma que ficava no cantinho e não falava com ninguém por um bom tempo. Talvez por estar tímida no começo, mas depois de pegar amizade com Harry e Rony mergulhamos em algumas aventuras e bem o resto qualquer um sabe.

Olhava-me no espelho com certo assombro naquele dia, estava novamente no meu quarto... Ou melhor, o meu refugio. Desde que meus pais começaram a ter mais contato com o Mundo bruxo eles andavam estranhos, eventualmente chegou um dia em que eles me proibiram de ter contato com bruxos durante as férias. Diziam coisas sobre eu não estar pronta para cuidar de mim sozinha e eles não poderem fazer nada por serem trouxas, e nessa brincadeira deles quem ficava trancada quase as férias todas era eu.  Uma coisa, no entanto, eu não poderia negar e era o tanto que estava ficando bonita com o passar do tempo. Chamem – me de convencida ou o que for, mas ter meu cabelo ficando menos rebelde e meu corpo começando a se modelar – além de não ser mais nanica – era uma coisa dos deuses para mim.

Havia passado minhas férias todas me correspondendo com Harry e Rony e naquele mesmo momento estava de partida para o Caldeirão Furado onde encontraria os Weasley e Harry para irmos às compras. Rony havia viajado com a família para o Egito e Harry parecia ter infringido algum tipo de lei transformando uma tia chata em um balão de ar qualquer... Eu por outro lado, tinha sido a garota trancafiada no quarto para não se expor a “perigos bruxos”. Era realmente um saco aquilo, mas para não pagar de coitadinha ou ver as pessoas terem pena de mim, eu bancava a nerd que não saia de casa para nada por estar estudando até nas férias. Não que fosse mentira afinal de conta, com tanto tempo em meu quarto eu deveria gasta – lo com alguma coisa não? E essas coisas eram meus livros.

Vestia uma calça jeans comportada e uma blusa de frio colorida em listras para a ida ao bar. Calçava já meus sapatos quando minha mãe bateu na porta anunciando que o carro já estava ligado e que estavam apenas me esperando. Com um breve revirar de olhos terminei de por meus sapatos calmamente jogando para o lado a pilha de livros a minha frente antes de me espreguiçar. Peguei meu celular e fones de ouvidos, sabia que não iria querer ouvir o blablabla de meus pais, por isso mesmo preferia umas boas músicas no lugar da irritação. Assim sendo coloquei os fones e saí do quarto guardando a varinha em uma espécie de correia que eu mesma desenvolvera para prender em meu braço. Era um esquema simples, se eu movimentasse meu braço para baixo com certo jeito a varinha escorregaria até minhas mãos e eu estaria pronta para azarar quem quer que fosse. O único problema naquilo era que a Hermione Granger de Hogwarts era boazinha e pacífica de mais para coisas daquele tipo. Ok, assumo que talvez nem mesmo a verdade Hermione seja tão bruta assim, mas eu sabia me defender muito bem e as vezes tinha vontade de quebrar a cara de alguns sonserinos.

Entrei no carro sem dizer nenhuma palavra enquanto as músicas que eu selecionava saiam em um volume tão alto por meus fones que chegava a ser quase ensurdecedor. Podia ver que vez ou outra minha mãe tentava falar algo direcionado a mim, mas simplesmente fingia que não era comigo, sabia que dali a pouco nada daquilo iria importar mesmo. Fingiríamos ser a família perfeita e no dia seguinte eu iria para Hogwarts, adeus preocupações e adeus pais paranoicos me prendendo em casa. E bom, digamos que aquele ano sentia que estava finalmente pronta para dar uma “pesquisada” nas garotas de Hogwarts, quem sabe eu não acharia algo interessante dentre elas? Tudo poderia acontecer. Ah, antes de qualquer coisa devo dizer que meus amigos não sabem de minha orientação sexual, para falar a verdade ninguém mais no mundo sabia além de minha prima e Evelyn.

E por falar em Evelyn, finalmente havia conseguido deixa – La para trás e estar pronta para seguir em frente. Não que tivera passado os últimos anos chorando por ela, mas depois de nosso relacionamento eu havia desenvolvido certo medo sobre me envolver novamente com outra garota, além do mais... Por favor, eu e as garotas de Hogwarts até esse ano éramos novas de mais para qualquer absurdo desses. Não que 13 anos fossem algo realmente significante, mas já era melhor do que antes... Que seja! A questão era que meus hormônios começavam a ficar a flor da pele e sentia falta de alguns “beijinhos” por aí.

Quando o carro começou a se aproximar do Caldeirão Furado eu me peguei lembrando – me da seleção no primeiro ano. Lembrava bem do que havia sido me dito, até hoje tudo era um enigma para mim, mas meus pais eram quietos de mais para me dizer alguma coisa. Devo admitir que as vezes eu achava seriamente que era adotada! Porque não tinha cabimento o quão diferente eu era dos dois.

[Flashback – On]

Uma garotinha com uma juba de cabelos e o olhar admirado não parava de tagarelar enquanto olhava para o Salão Principal de Hogwarts. Os alunos em volta dela pareciam não estarem muito confortáveis com o tanto que ela falava, e por mais que fingisse não ver a garota sabia muito bem que estava irritando todo mundo. Ela não ligava para o que fazia, sempre havia gostado de falar quando estava nervosa e disfarçar seu gênio rebelde era uma boa forma de começar a escola, ao menos em sua opinião.

- Granger, Hermione! – Chamou a velha mulher a frente de todos no Salão segurando um Chapéu velho.

A garota parou de falar imediatamente e se encaminhou em direção ao banco indicado pela velha diretora Grifina. O Chapéu foi posto em sua cabeça e por um momento a garotinha sentiu como se seus pensamentos tivessem sendo invadidos e ouviu uma vozinha nova dentro de sua cabeça. O Chapéu velho quase que imediatamente começou a falar com a garotinha, mas em um tom tão baixo de voz que até mesmo a mulher mais velha ao lado dos dois não conseguia entender. O velho Chapéu havia lhe dito que ela não era como a maioria dos bruxos sentados naquele Salão naquele momento e como tal, ele tinha duvida por qual casa decidir. A garota poderia ver as opções surgirem a sua frente: Corvinal, Grifinória e Sonserina. Era estranho o fato de Sonserina estar entre uma das casas que o Chapéu havia ficado em duvida. Segundo a garotinha havia lido não era uma casa em que pessoas boas iam parar, mas ela não teve tempo de lhe questionar o porquê Sonserina, pois logo em seguida o Chapéu anunciava “Grifinória”.

[Flashback – Off]

Havia sido há poucos anos, mas parecia ser em outra vida quando me lembrava do episódio. Tinha cogitado a possibilidade de falar com o Chapéu Seletor sobre aquilo algumas vezes, nunca tinha entendido o porquê de cogitar a Sonserina, mas era difícil ter acesso ao Chapéu velho. Não demorou muito até o carro encostar e meus pais virem abrir a porta para mim, não que eu não curtisse o tratamento VIP, mas eu odiava aquelas caras de “olhe sempre para o lado vai que algum doido varrido apareça”. Retirei meus fones antes de sair do carro e coloquei meu celular no bolso e sem lhes dirigir uma única palavra, respirei fundo entrando no meu personagem e cruzei as portas para o Caldeirão Furado.


[...]


O que eu poderia dizer? Ganhei um gato, meu novo companheiro o Bichento. Nem queiram saber por que havia lhe dado aquele nome. Rony havia odiado o meu presente, mas era só porque ele tinha aquele rato fedido do Perebas e o Bichento adorava persegui – lo. Tínhamos passado a tarde anterior pelo Beco Diagonal arrumando nossas coisas antes que eu voltasse para a casa. Agora, no entanto, eu estava puxando a minha mala caminhando obedientemente em direção ao trem para Hogwarts. Meus pais eram tão patéticos que sempre perdiam tempo admirando a passagem 9 ¾ ao lado do Senhor Weasley, que diga – se de passagem era o único interessado em lhes dar atenção. Caminhei rapidamente pela plataforma ignorando alguns olhares lançados em minha direção e quase caindo longe quando um filhote de Trasgo praticamente me atropelou passando correndo com seu malão. Olhei levemente irritada para quem havia sido o felizardo ou a felizarda e encontrei Malfoy me olhando com desdém enquanto puxava o malão dele.

- Tinha que ser! Não tomou seu remedinho hoje não Malfoy? Fala sério! – Falei mal humorada esquecendo – me por alguns minutos de interpretar o meu papel de Hermione em Hogwarts.

- Eu não tenho culpa se você é cega Granger! Ninguém mandou você não parar para que eu pudesse passar – Retrucou Malfoy com seu nariz em pé se fazendo de superior como sempre.

- Da próxima vez então você late mais alto que quem sabe eu te escuto seu Trasgo! – Voltei a retrucar antes de virar as costas e sair andando.

Não queria chamar mais atenção ainda para o fato de que eu sabia ser tão respondona quanto um sonserino. Ta tudo bem, talvez eu tenha de admitir que tivesse alguns traços sonserino, mas não achavam que eram tantos assim a ponto do Chapéu Seletor pensar seriamente em me por naquele antro de cobras. Andava tão distraída que quase fiz escândalo quando alguém puxou meu braço e me fez virar o corpo violentamente na direção contrária. Já ia pensando nas piores azarações que existiam pra lançar em Draco Malfoy quando me deparei com alguém bem maior do que aquele merdinha. Franzi o cenho olhando para o Sr. Malfoy e a esposa que se encontravam atrás de mim naquele instante, ele com as mãos em meu braço.

- Má educação agora é coisa de família? – Soltei sem conseguir me conter enquanto olhava de meu braço para o Sr. Malfoy sustentando o seu olhar.

- Não sabia que ter a língua afiada era coisa de Grifinos – Retrucou o mesmo enquanto me soltava dando um sorrisinho presunçoso para o meu lado. – Espero que a senhorita possa desculpar o Draco, ele nunca foi muito bom em ter educação mesmo – Voltou a falar o homem me fazendo ficar mais desconfiada ainda.

Mas que diabos aquele Malfoy queria comigo? Podia sentir o olhar dele e da mulher me esquadrinhando e por alguns segundos cogitei falar que não topava nem de longe um ménage a trois, mas me contive. Puxei meu braço em direção ao meu corpo e estudei a mulher a minha frente que parecia muito mais interessada em mim do que o marido.

- Você é a sangue – ruim que nosso filho tanto fala, suponho – Começou a mulher fazendo o meu sangue ferver ao ouvir aquilo.

- Ok, quer saber... Não sou obrigada a ficar ouvindo vocês dois com essas coisas sonserinas estúpidas me chamando de sangue – ruim – Comecei enquanto pegava meu malão e começava a virar de costas – Tenham um péssimo dia e eu aconselho um adestramento e não aulas de etiqueta ao filho de vocês.

Assim que virei às costas para o casal esquisito eu acelerei o máximo que pude vendo os olhares que meus amigos lançavam para os Malfoy ao longe. Cheguei quase derrubando Harry na hora de frear a correria e só tive tempo de ouvir  um “o que eles queriam com você?”.



[...]



A viagem de trem para Hogwarts havia sido completamente tensa. Um dementador havia feito o favor de abrir o nosso compartimento e começar a sugar a alegria de Harry, que só foi salvo graças a um professor que tinha em nossa cabine. Tirando aquilo, havíamos também discutido várias outras coisas enquanto Harry contava que o tal “fugitivo de Azkaban” estava indo atrás dele. Se me permitem o comentário, eu achava a cicatriz de Harry bem irônica uma vez que ele parecia mais um “para raios” das trevas, ambulante. Era incrível em como todo ser vivo das trevas queria ir ter alguma coisa com o garoto a minha frente, vai ver ele fosse especial em algum sentido, bom ou ruim eu não sabia, mas tinha certeza que ele estava totalmente ferrado pro resto desta vida e da próxima.

Os alunos mais velhos como sempre, chegavam mais cedo no Castelo para o banquete de início de ano e podia ver a professora McGonagal ocupada caminhando de um lado para o outro enquanto me sentava. O Chapéu Seletor estava na salinha ao lado onde os alunos novos ficariam até as portas do Salão Principal se abrir para começar a Seleção. Olhava um tanto quanto nervosa para a portinha que levava para a Salinha ao lado, tinha uma necessidade imensa de ir até o lugar que nem mesmo eu sabia dizer o porquê de tudo aquilo. Bom, eu queria procurar o Chapéu Seletor, mas a minha inquietude era tanta que até mesmo para mim era estranha. Quando Harry e Rony sentaram a minha frente pareciam ter notado aquilo também porque não demorou muito até um deles perguntar o que estava acontecendo.

- Não é nada – Eu menti e menti muito mal.

- Qualé Hermione! Diz lá o que aconteceu – Insistiu Harry que parecia estar realmente preocupado comigo.

- Ann... Bom eu só tava pensando se... ah esquece! – Falei mais para mim mesma do que para o moreno a minha frente.

- Desembucha logo Mione! – Desta vez foi Rony a querer saber mais.

- Não é nada ok? – Falei de forma inquiridora fazendo com que os dois dessem de ombro como quem diz “TPM”. – Vocês são realmente patéticos quando querem sabia? Agora se me derem licença eu preciso fazer uma coisa e já volto!

Por ter tido a sorte de sentar no começo do Salão Principal e de que o lugar ainda estava uma bagunça de aluno entrando e saindo, eu havia conseguido sair dali sendo praticamente invisível para todo mundo. Tinha vigiado a professora McGonagal e sabia que ela agora iria descer até o ancoradouro antes de voltar para lá me dando uns 10 minutos para um particular com o Chapéu Seletor. Mantendo-me atenta aquele tempo, passei para dentro da salinha fechando a porta atrás de mim com um leve estalito e me ajoelhando de frente ao banco onde o Chapéu repousava. O artefato mágico de pano apenas se aprumou enquanto “despertava” de um sono (?). Não sabia dizer.

- Você não deveria estar no Salão Principal com os outros Srta. Granger? – Perguntou o Chapéu.

- Deveria, mas precisava saber uma coisa de você antes de começar mais um ano em Hogwarts – Falei de forma firme vendo o Chapéu parecer pensativo ou o que quer que seja.

- E o que você quer comigo? – Voltou a perguntar o Chapéu velho indo direto ao assunto.

- Apenas a resposta de uma pergunta minha – Falei de forma rápida notando que o tempo passava e eu não ia para lugar nenhum ali. – Porque você cogitou-me por na Sonserina? Eu entendo que alguns você faça isso... Você fez com o Harry e ta ele tem toda aquela parada sinistra dele com Você – sabe – quem, mas e eu?

Havia sido o mais direta e sincera possível fazendo com que o Chapéu risse um pouco enquanto parecia se “arrumar” no banquinho onde ele estava. Aquele teatrinho do pedaço de pano me deixava nervosa, eu tinha um tempo se esgotando e ele ainda não havia nem ao menos começado a me responder.

- E a senhorita não faz a mínima ideia do porque? – Indagou o Chapéu com uma espécie de sorriso bizarro em suas “dobrinhas”. – Interessante... Saiba Srta. Granger que os meus “poderes” vão além de ler uma mente, eu leio os seus sentimentos mais pessoais, sua alma e seu coração antes de lhe decidir por uma casa e devo dizer que a maioria das vezes o Sangue sempre fala mais alto nas pessoas – Continuou o Chapéu não me ajudando a ir para lado algum.

- E o que raios o sangue tem haver comigo? Meus pais são trouxas e garanto que se fossem bruxos e tivessem vindo para Hogwarts Sonserina era a última casa que aqueles dois iriam cair – Falei de forma firme enquanto evitava falar mal de alguma casa de Hogwarts para o Chapéu Seletor.

- Ah! Então a senhorita realmente não sabe... oh isso será deverás interessante – Continuou o Chapéu cheio de mistérios me fazendo desejar conjurar uma tesoura e picota – lo todo por aquilo. – Não falo sobre seus pais adotivos Srta. Granger eu falo sobre seus verdadeiros pais – Sentenciou o Chapéu me deixando levemente fora de mim.

- COMO ASSIM MEUS VERDADEIROS PAIS? – Disparei sem nem me dar conta de que estava escondida e a qualquer minuto poderia ser pega fora do meu lugar.

- Isso não é assunto para se discutir comigo, no entanto, lhe dou uma breve xarada – Ouvi a boina esquisita voltar a falar. Sim boina, porque era isso que eu queria transforma – lo naquele instante. – Se você achar seus verdadeiros pais você achará a razão e o motivo por ter cogitado lhe colocar na Sonserina.

E antes que eu pudesse xinga – lo ou qualquer outro tipo de coisa eu ouvi um estalito vindo da porta atrás de mim e a voz irritada da diretora da minha casa se fez ouvir. De uma única coisa eu tinha certeza agora, ou eu estava ferrada ou estava ferrada.


{.... Meses Depois....}



Nunca havia realmente contado para os garotos o que acontecera naquela salinha ao lado do Salão Principal, mas ao menos ninguém mais havia ficado sabendo daquilo. A Diretora Minerva havia deixado aquilo passar sem nenhuma punição, uma das várias vantagens de ser sua melhor aluna. Depois da conversa que tinha tido com o Chapéu onde ironicamente um projeto de roupa mágica havia me feito o que seria, na concepção, a maior revelação da minha vida, eu finalmente fui ter com os meus pais. Eram já férias de Natal e eu havia ignorado meus melhores amigos para ir para casa resolver aquele pequeno impasse.

Todo o Trajeto de carro havíamos ficado em silêncio os três, talvez meus pais tivessem sentido que eu estava realmente furiosa com eles por alguma coisa ou talvez minha cara de bom humor era tão visível que ninguém – ironicamente nem o gato – me dirigiu a palavra o caminho todo. Ao Chegarmos em casa eu desci do carro de forma decidida indo diretamente para dentro da casa carregando uma mochila que havia levado com algumas coisas importantes minhas para lá. Eu não tinha a mínima vontade de me demorar em casa e por isso nem mesmo todo o meu Malão eu havia trago.  Joguei a mochila em minha cama quando cheguei em meu quarto e avisei de cima das escadas que iria descer mais tarde para conversar com os dois após o jantar.

Entrei no quarto batendo a porta com certa força e coloquei a musica para tocar enquanto sentia o meu corpo soar e meu mundo rodar completamente. Eu me sentia perdida, entorpecida e no fundo sentia falta de Hogwarts e meus amigos. Meu mundo parecia desabar do nada, quem seriam meus verdadeiros pais ? Por que por culpa deles eu quase fui parar na sonserina? Por que meus pais “adotivos” haviam mentido para mim todo esse tempo? E por Merlin! Porque eles tinham tanto medo assim do mundo bruxo? Talvez por medo de meus pais biológicos, mas agora eu era o que? Filha do Don Corleone bruxo? Só podia pra terem tanto receio assim.

Tirei minhas roupas respirando fundo e caminhei em direção ao banheiro do meu quarto tomando um banho longo e demorado, que havia pretendido que fosse relaxante, mas não surtiu quase que efeito nenhum. Por culpa de todas aquelas mentiras e do que o maldito Chapéu Seletor havia me dito, eu estava perdendo o rumo e nem mesmo dado um jeito de realmente reparar nas garotas de Hogwarts eu tive como fazer. Sim, por mais ferrada que estivesse a situação eu ainda mantinha a mínima esperança em encontrar alguma garota qualquer para me enroscar por Hogwarts. Pensamentos nada típicos meus não é? Eu falei que aquele maldito Chapéu conseguira realmente ferrar com a minha cabeça! Agora mais do que nunca eu estava me sentindo uma sonserina mimada. Não havia contado o motivo de tanto aborrecimento para meus amigos e em contra partida aproveitara de uma oferta de McGonagal sobre um vira – tempo para assistir mais aulas, para enterrar minha cabeça nos estudos e esquecer o mundo.

Demorei-me no banho o suficiente para que o frio começasse a tomar conta do lugar e eu começasse a congelar dentro da banheira. Ergui – me sentindo um pequeno tremor pelo corpo enquanto olhava para o lado desejando bem no fundo ter para alguém correr e chorar após a conversa que estaria por vir. Por mais rebelde e dura na queda que eu fosse por fora, sempre seria uma mulher mais delicada por dentro e voltava a sentir falta de Evelyn naqueles momentos, mesmo depois de tantos anos. Respirei fundo, saindo finalmente do banheiro e me arrumando sem a mínima pressa antes de sair em direção ao andar de baixo usando um pijama próprio para aquela época do ano.

Entrei na sala de jantar bem a tempo de ver minha mãe dizer algo em voz baixa para meu pai, fingi apenas que não vi e me encaminhei para o meu lugar na mesa. Sentava – me sempre entre os dois na lateral da mesa, enquanto um sentava em cada ponta da mesma. Olhei para meu prato com certa relutância e senti meu estomago embrulhar quando a comida foi depositada no mesmo. Não que parecesse ou estivesse ruim, mas o nervosismo realmente estava acabando comigo. Era impossível tolerar mais aquela situação e após remexer na comida ouvir minha mãe ralhar comigo foi a gota d’água para aquela situação.

- Você não é minha mãe não é mesmo? – Soltei sendo nada sutil enquanto soltava o garfo e lhe olhava atrás de uma resposta. Não parecia querer algo positivo ou negativo, estava temerosa em ambos os casos, de certa forma não ser filha dela explicaria várias coisas, mas o contrário me deixaria ainda mais incomoda com aquela situação.

- Hermione Granger! Isso é jeito de falar com a sua mãe? – Ouvi meu pai retrucar tentando se fingir de bravo e tirei os olhos de minha mãe para passar para ele.

- Não mintam para mim! Vocês são ou não são meus pais biológicos? – Voltei a indagar desta vez sendo o mais clara possível.

Pude notar o clima do ambiente mudar drasticamente. Minha mãe estava tão pálida que se conseguisse ficar mais branca eu a confundiria com o cabelo do fuinha do Malfoy, já meu pai parecia que a comida não tinha lhe feito bem.  Mantive – me séria o tempo todo a espera de uma resposta vinda de qualquer um dos dois, meu olhar era sério e demonstrava que não estava de brincadeira e faria de tudo para obter a verdade.  Olhei de um para o outro com toda a calma do mundo por uma, duas, três, quatro vezes antes de começar a perder a paciência com a situação.

- Vocês sempre serão meus pais, mas agora eu realmente preciso saber a verdade! Vocês são ou não são meus pais biológicos? – Perguntei novamente, desta vez de forma mais branda tentando uma abordagem diferente.

- Quem lhe disse isso? – Ouvi a voz de minha mãe soar baixa e beirando ao desespero.

- Não importa como eu fiquei sabendo, importa vocês me contarem a verdade ou não – Sentenciei voltando a olhar para minha mãe.

- Mas é claro que você é nossa filha! Você e essa sua mania estúpida de querer parecer melhor que nós dois depois que se descobriu bruxa! Aposto que quer dizer que você vem de uma família puramente bruxa não é? Que eu não tive capacidade de gerar um bebe mágico! – Falou minha mãe com a voz visivelmente alterada me provocando a raiva.

- Eu não sou assim! Vocês dois que agem estranhamente desde que descobriram que eu sou bruxa! Alias sempre agiram iguais a dois estranhos! Eu nunca pude ter amigos direito, só consegui ter a Evelyn de amiga por que a vó dela trazia ela aqui quase toda hora e só depois de um tempo vocês passaram a confiar nas duas! Desde que descobri o Mundo Bruxo vocês me trancam todas malditas férias em meu quarto como se alguma coisa algum bicho papão pudesse sair do nada e me levar embora! – Gritava agora na maior altura todas aquelas coisas que ficaram atravessadas por anos em minha garganta.

Observei minha mãe tremer por um tempo parecendo absorver tudo que eu lhe dizia de forma nada agradável. Ela parecia estar a beira de um colapso nervoso e quando pareceu juntar o suficiente para retrucar tudo que lhe dizia, abriu a boca e ergueu um dedo em minha direção. Fechei a cara na hora, ela sabia que eu odiava aquela mania estúpida que ela tinha. Antes mesmo que ela pudesse falar meu pai lhe interrompeu.

- Janet! Querida, está na hora de contar a Hermione a verdade – Sentenciou meu pai fazendo o meu mundo quase que literalmente cair.

Então era verdade! O Maldito Chapéu Seletor tinha razão! Eu era adotada e quem quer fossem meus pais biológicos eles poderiam estar por aí quem sabe a minha procura. Tentei não me focar muito naquilo afinal de contas, eu ainda era bastante realista e sabia que minha família poderia também ter simplesmente me abandonado como tantas outras faziam todos os dias por aí.

- Tudo bem Paul, mas você conta – Minha mãe disse fazendo-me despertar de meu breve momento de contemplação.

- Há alguns anos atrás, pouco depois de mim e sua mãe nos casarmos... Tentamos desesperadamente ter filhos, mas com o tempo descobrimos que somos um casal infértil e seria impossível termos filhos por outro modo que não fosse adotando – Começou a contar meu pai um tanto quanto abalado enquanto minha mãe deixava lagrimas escorrerem de seu rosto. Garanto a vocês que se aquilo fosse um teatro era digno de um Oscar. – Quando finalmente decidimos ir adotar uma criança, lhe achamos nos braços de uma das funcionárias do local, você não devia ter nem um mês de vida quando lhe encontramos... Foi amor a primeira vista e foi impossível não adotarmos você

- Simples assim? Eu nasci em um orfanato? – Perguntei ligeiramente desapontada.

- Não – Falou meu pai que parecia incomodado com a minha reação, talvez por eu não estar agora chorando copiosamente igual aos dois a minha frente. – O senhor que cuidava do lugar nos contou que haviam lhe deixado na soleira do orfanato a pouco tempo apenas com um bilhete escrito “cuidem dela”, naquela época não existiam recursos bons para procurar saber quem eram seus pais biológicos e bebes deixados a soleira de portas eram tão comuns que ninguém realmente se importava em não ter algum trabalho com isso.

- Então quem quer que sejam meus pais biológicos, eles me abandonaram – Comecei com a voz tremula enquanto tentava assimilar tudo aquilo.

- Sim! Eles te abandonaram, mas nós não! Nós te encontramos e lhe demos casa e comida... – Voltou a falar nervosa minha mãe.

- Janet! Por favor! Não complique mais ainda a situação para Hermione! – Ralhou meu pai antes de voltar seu olhar para mim – Quem quer que sejam, deixaram apenas o bilhete pedindo para que cuidassem de ti... Talvez não pudessem ficar contigo ou tivessem algum problema na época

- Não invente desculpas para pessoas que você não conhece Paul! – Foi a vez de minha mãe ralhar com meu pai.

- Eu vou pro meu quarto – Sentenciei enquanto me erguia e deixava os dois para trás.

Minha cabeça girava e explodia e eu mal conseguia assimilar tudo aquilo que estava acontecendo comigo. Era como se meu mundo tivesse caído e se espatifado. Eu já estava esperando por algo daquele gênero, mas devo admitir que a verdade quando dita daquela forma e não especulada... doía muito mais. Claro que eu tinha sonhos bobos de menina de que meus pais simplesmente se afastaram de mim por não ter escolha alguma e resolveram me deixar com pessoas boas, ou talvez tivessem sido mortos iguais aos de Harry e eu tivesse sido dada a um casal de trouxas para me esconder do mundo bruxo. Legal Hermione, você não é o tão aclamado “garoto que sobreviveu” para ter uma história tão assim. Entrei em meu quarto batendo a porta sem muita vontade e trancando a mesma com um feitiço antes de desmoronar em cima da cama aumentando o volume do som e deixando finalmente as lagrimas escorrerem por meu rosto.

Chorava como uma criança chorava como se para mim não houvesse mais futuro. Chorava por tudo aquilo que tinha passado sem nem saber do que significava e chorava mais ainda por ter vivido praticamente presa por toda a minha vida por um medo ridículo dos meus pais. Eles não tinham me contado ainda o porquê de tanto mistério e tantas restrições, mas já podia imaginar o porque agora. Detive-me a me concentrar em minha dor apenas, aquela que ia além de qualquer outra, doía descobrir que tudo aquilo que você acreditava ser real e ser a sua verdade não passava de uma grande mentira. Podiam me chamar de garotinha mimada, mas ter seu mundo desabando daquela forma não era nada agradável para ninguém.

Deixei que as lagrimas levassem embora de mim toda aquela sensação de perca, chorei presa em meu quarto toda a noite sem remorso algum. Sentia uma nova Hermione florescer dentro de mim, talvez uma Hermione mais madura ou talvez uma Hermione mais rebelde. Eu já não tinha mais certeza de nada em mim a não ser que nada mais me importava além de descobrir meus verdadeiros pais e descobrir o real motivo de ter sido abandonada por eles. Pouco mais me importava com minhas tendências sonserinas, elas não eram nada mais perante a dor de ter tudo àquilo que mais acreditava rotulado como uma enorme mentira. A noite poderia ser longa, mas o meu caminho não seria nada fácil comparado com ela. Ah! Se naquela altura eu soubesse de tudo aquilo que dali alguns anos eu fui saber... Talvez jamais tivesse ido de encontro ao Chapéu Seletor ou confrontado meus pais adotivos daquela forma. Talvez se tudo aquilo não tivesse acontecido, a minha história teria tido outro desfecho, mas no fundo eu sei que se ela fosse outra você jamais participaria do fim, o meu final não tão feliz assim.


 


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N/A: Então pessoal... Pelo que vocês mesmos podem ver eu prometi no capitulo anterior postar o proximo capitulo quando muito essa semana e posto na verdade poucas horas depois. Fazer o que se a inspiração bateu kkkkkk


Não garanto a vocês que meu proximo capitulo vá ser assim tão rápido, mas garanto que ele vai ser mais "divertido" que os até agora. Infelizmente ou felizmente eu tinha que explicar como a minha Hermione ficou mais diferente ainda da Hermione da diva J.K.


 


Espero que estejam gostando e aguardo comentários xD

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