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25. Surpresa. Tragédia. Amor.


Fic: Lembranças de Harry Potter


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Julho/Agosto de 2000.


 


Um ano depois.


Hermione se encaminhava ao Largo Grimmauld com um sorriso nervoso no rosto. Poderia aparatar, mas estava trêmula demais para isso. “Melhor ir caminhando. É mais seguro.”, alertara sua consciência. Parou em frente aos números 11 e 13 e viu o casarão número 12 aparecer aos poucos, os vizinhos ao redor nem reparando nas casas se movimentando. Atravessou o pequeno gramado em frente à casa e entrou sem bater.


- Harry? – ela gritou do hall – Harry! Está em casa?


Sem resposta, adentrou mais ainda na casa, agradecendo mentalmente a Harry por finalmente livrar-se do fantasma empoeirado de Dumbledore.


- Harry? – perguntou novamente, dois andares acima. Entrou no antigo quarto de Sirius Black, agora o quarto oficial do namorado da moça. Ouviu o barulho do chuveiro ligado e resolveu esperá-lo na cama, ainda com as mãos tremendo. Olhou para a mesinha de cabeceira e viu um porta-retratos com uma fotografia dela junto com Ted Lupin, no aniversário de dois anos do garotinho. Fora um dia alegre, e Hermione adorava revivê-lo em sua memória... Ted a surpreendera, chamando-a de “mamãe” sem-querer, num súbito impulso. O menino tampara a boca com as mãos rapidamente, temeroso pela reação da madrinha. Harry ficara completamente sem-jeito, mas Hermione rira bobamente com o gesto do afilhado.


- Não se preocupe, meu amor – ela consolara o menino. – Não sou sua mãe, mas adoraria se fosse!


Ted sorrira, mais aliviado, e voltou a brincar com os amiguinhos. Saiu de seus pensamentos com o barulho da porta do banheiro.


- Mione! – Harry sorriu ao vê-la, puxando-a para fora da cama e a beijando apaixonadamente – Que saudades, minha linda!


Ah, aquele abraço... Tão reconfortante depois de tanto tempo! Hermione se pendurou no pescoço do moreno e o apertou mais.


- Também senti saudades.


E como não poderia? Harry passara as últimas duas semanas atarefado com o treinamento de auror, sendo solicitado pelo ministro para quase todas as missões básicas. Hermione se sentia egoísta às vezes, mas rezava para que Harry se formasse logo e tivesse mais tempo para ela, para os dois...


- Preciso te contar...


- Depois – ele murmurou antes de beijá-la novamente e arrastá-la de volta para a cama...


 


O moreno adormecera em seus braços depois de passarem a tarde entregando-se à saudade e ao amor que sentiam. Hermione se remexeu levemente, incomodada por não ter dito... “Relaxe, Hermione!”, uma vozinha em sua mente lhe brigava. “Assim que ele acordar, poderá contar a ele com mais calma!”.


“É a reação dele que me preocupa, nada mais.”, respondera teimosa.


“Acha que ele não vai gostar de saber?”.


“Não faço ideia...”.


Recebera a notícia na manhã daquele mesmo dia, e já se remoía em ansiedade. Decidira contar primeiramente a Harry, e a mais ninguém. Seu amor seria o primeiro a saber que...


- Senhor Potter! – a voz autoritária de Kingsley Shacklebolt ressoou pelo quarto do moreno, assustando tanto a ele quanto a Hermione. O patrono do ministro da magia os olhava atentamente.


- Estou de folga! – Harry murmurou, exausto.


- Requisito sua presença imediatamente – o patrono falara, indiferente ao espanto do rapaz, e sumira logo em seguida.


- Só pode estar de brincadeira...


O rapaz levantara da cama bufando, procurando por suas roupas espalhadas pelo chão. Hermione o olhou surpresa.


- São sete da noite – a moça comentou, tentando esconder a raiva de deixá-lo ir. – O que há de tão importante para fazer agora?


- Sinto muito, Mione – ele falou sincero, abotoando a calça e procurando pela camisa. – Sabe que não posso recusar um chamado de Kim.


- Eu sei.


Ele não notou seu tom amargurado. Harry achou a camisa, vestiu-a e pegou a varinha. Deu um beijo em Hermione.


- Farei o possível para voltar ainda hoje.


- Ambos sabemos que isso não vai acontecer.


Dessa vez ele notara seu tom sério. Hermione viu seus olhos magoados antes dele sair.


- Será que não teremos paz, Harry? – murmurou chorosa, abraçando os próprios joelhos e escondendo o rosto ali – Ficaremos assim para sempre?


 


“You left me with goodbye and open arms (Com um adeus e de braços abertos você me deixou)
A cut so deep I don't deserve (Um corte tão profundo, eu não mereço)
Well, you were always invincible in my eyes (Bem, perante aos meus olhos, você sempre foi invencível)
The only thing against us now it time (A única coisa contra nós agora é o tempo) (*)


Hermione estava certa quando dissera que o moreno não voltaria no mesmo dia. Havia preparado um jantar (com a ajuda de Monstro) para os dois, que apenas esfriara com o tempo.


00hr30min.


- Ok, ele não vem – decretara de uma vez, arrumando a mesa de jantar e avisando o elfo que estava partindo. Aparatou no jardim da casa de seus pais e encontrou Gina em seu quarto, lendo um livro calmamente.


- Não devia estar dormindo?


- Não tenho treino amanhã – ela falou calmamente, desviando o olhar do livro. – Achei que não dormiria em casa hoje.


- Eu também achei...


Tirou suas roupas devagar, sem se importar o que a amiga acharia. Vestiu uma camisola e deitou na cama ao lado.


- O que aconteceu? – a ruiva lhe perguntou docemente, deixando o livro de lado. Hermione deu um sorriso.


- Sinto saudade da época que Harry me entendia como você me entende agora.


- Não vá se apaixonar por mim, ok? – ela brincou, arrancando boas gargalhadas da morena.


- Pode deixar – ela falou entre risos. Suspirou. – Acha que Harry voltará a ter tempo pra gente outra vez?


Gina logo percebeu onde ela queria chegar. Não era a primeira vez que tinham aquela conversa.


- Mione, você sabia como seria no momento que Harry se inscreveu na Academia de Aurores – falou pacientemente. – Ele está prestes a se formar! Você já aguentou onze meses, não é? Só falta um...


- E a cada mês que passa, parece que ele fica mais atarefado! – disse aflita – Gina, hoje eu o encontrei depois de duas semanas! E ele já saiu para o ministério novamente!


- Mas já está acabando! Você está vendo pelo pior lado, Mione. Está cega por causa da raiva, e não consegue ver que falta pouco para Harry ser somente seu outra vez.


- Gina...


- Chega, Mione! – a moça perdera a paciência – Você parece que está procurando motivos para brigar com o Harry! Sabe que a culpa não é dele!


- Eu sei, mas...


- Mas nada! – cortou-a de uma vez – É só um mês, Hermione. Arranje paciência!


E a ruiva desligara a luz do abajur e virara-se para o outro lado da cama, indicando que a conversa estava encerrada. Hermione soltou um longo suspiro. Sabia que a amiga estava certa, mas não conseguia controlar a saudade que sentia de seu amado... “Gina sabe o que é estar na sua pele, Hermione! E sabe melhor do que você!”, sua consciência lhe dissera mais uma vez. E estava certa: Draco também estava na Academia, e passava tanto ou até mais tempo no ministério que Harry Potter, afinal ele era um ex-comensal, e precisava mostrar que estava do lado do bem a todo instante do dia, todos os dias! Mal tinha tempo para o namoro, pois ou estava ocupado em alguma missão suicida, ou Gina estava no treino do Harpias de Holyhead. Era de admirar que ainda arranjassem tempo para ficarem juntos. Já Harry... Harry só passava tempo demais no ministério porque era um aluno aplicado, sem contar que era o favorito dos treinadores, requisitado a todo instante por eles e pelo ministro. Nem Hermione, que trabalhava em plantões num hospital bruxo, era tão ocupada quanto os outros três.


Deitou-se na cama de uma vez, virando para o outro lado e adormecendo quase instantaneamente.


 


“Jantar no domingo, às 19h00min. Não aceito ‘não’ como resposta.
Com amor, Harry P.
Obs.: Traga um vinho. Acho que temos algo a comemorar.”


Hermione lera o bilhete entregue por Pérola quase três vezes. Não pôde evitar o sorriso bobo que tomara conta de seus lábios. Outra semana movimentada passara, e Hermione não conseguira contar a novidade em nenhuma ocasião, algo que a deixara deprimida por dias! Mas não... Agora iriam comemorar de verdade, Harry lhe garantira! Suspirou mais uma vez, escrevendo no verso da folha um simples “Combinado”. Amarrara o bilhete na perna da coruja e abriu a janela para a ave, que sumiu de vista rapidamente. Hermione subiu as escadas de casa quase na mesma velocidade.


- Que susto! – Gina falou irritada, tirando a roupa do treino e enrolando-se numa toalha – Por que insiste em não bater na porta antes de entrar?


- Estou no meu quarto!


- Mas eu estava me despindo!


- Como se você tivesse alguma coisa misteriosa aí – apontou para o corpo da ruiva. – Ah, deixe de bobagem e me ajude a escolher uma roupa!


- Qual seria a ocasião?


- Jantarei com Harry no domingo! – declarou, sem mais conter a felicidade – Ele me pediu até que levasse um vinho para comemorarmos!


- Comemorar o quê?


Hermione abriu um sorriso ainda maior.


- Pretendia contar a Harry primeiro, mas como nunca tenho chances e já estou morrendo de ansiedade... – fez uma pausa, respirando fundo e deixando a amiga cada vez mais curiosa – Estou grávida!


- O quê?!


A morena sempre adorara as reações da amiga, que demonstrava o que sentia imediatamente, sem enrolar ou enganar com falsos sentimentos. Gina gritara, surpresa, escondendo o enorme sorriso com as mãos. Hermione riu de seus pulinhos animados.


- Isso é verdade, Mione?


- Com certeza! – falou sorridente – Farei oito semanas na segunda.


- Merlin! – Gina correu em sua direção, abraçando-a forte – Isso é maravilhoso! Precisamos contar a todos. E logo!


- Calma... – controlou a amiga – Quero contar ao Harry primeiro, e aí sim conto para todos!


A ruiva pareceu desanimada, mas conformou-se, pois sabia que o pai merecia saber antes que qualquer um.


- Acha que ele vai gostar? – Hermione finalmente confessara seu medo – Quero dizer... Não moramos juntos nem nada. Talvez ele queira, mas só daqui a alguns anos, não é?


- Deixe de bobagens, Mione! – ela consolara, balançando a cabeça em negativa, reprovando o receio da jovem – Harry é doido para formar uma família, e você sabe disso melhor que ninguém!


- Eu sei, mas... – ela hesitou – Nossas vidas nem se estabilizaram ainda e...


- E nada! Tire isso da cabeça. – ela consolou mais uma vez, voltando a dar pulos de alegria – Ah, conte logo pra ele, Mione! Harry me prometeu que eu seria madrinha do primeiro filho de vocês!


Hermione riu bobamente.


- Não me lembro disso.


- Não adianta fugir, Hermione Granger! – Gina fingiu brigar – Seu primeiro filho será meu afilhado e ponto final!


A morena sorriu, voltando ao abraço da amiga.


- Merlin, o que estamos fazendo? – a ruiva gritou, assustando-a – Temos que escolher uma roupa para você!


 


Harry ouviu a campainha, o rosto demonstrando confusão. Ninguém batia a porta para entrar em sua casa. Ninguém conhecido, pelo menos.


- É a Srta. Granger, mestre Potter – Monstro lhe avisou minutos depois. – Ela o aguarda na sala de jantar.


O moreno o agradeceu, arrumando a gravata e guardando a varinha no bolso do paletó. Desceu dois lances de escadas e a encontrou de costas para ele, apreciando a vista através da janela. O vestido vermelho tomara-que-caia servindo-lhe com perfeição e os cabelos presos repousando em apenas um ombro deixavam-na bela.


- Mione... – ele sussurrou, fascinado pela beleza da namorada. Hermione virou-se, um sorriso radiante no rosto. Harry rapidamente acabou com a distância entre eles, puxando-a para um abraço apertado.


- Por Deus, diga que passarei a noite aqui! – ela implorou, o tom de brincadeira e súplica fazendo-o rir. Ela mexia em sua gravata, nervosa. – Estou com tantas saudades!


- Eu também, minha linda... Eu também.


E a beijou.


 


(Chorus)
Could it be any harder to say goodbye and live without you? (Poderia ser mais difícil dizer adeus e viver sem você?)
Could it be any harder to watch you go, to face what's true? (Poderia ser mais difícil te ver partir, encarar a verdade?)
If I only had one more day... (Se eu tivesse só mais um dia...) (*)


- O jantar estava divino! – ela elogiou quando terminaram de comer e Harry saboreava o vinho – Foi você quem fez tudo isso?


Harry riu.


- Só a decoração. Monstro preparou toda a comida.


- Imaginei.


Ele rira novamente.


- Não vai me acompanhar? – ele indicou a garrafa.


- Não. O médico proibiu.


- Está doente? – ele perguntou preocupado, fazendo-a sorrir bobamente e negar com a cabeça – E então?


- Foi apenas uma recomendação. – ela hesitou – É porque...


Harry notou seu nervosismo repentino.


- Já tem uma semana que esconde algo de mim – ele comentou espertamente, soltando a taça em cima da mesa e aproximando sua cadeira da dela. Hermione tremeu com a proximidade de seus rostos. – Eu quero saber o que é.


- E vai, não se preocupe. É que eu... – ela hesitou mais uma vez, um sorriso pequeno insistindo em aparecer em seus lábios – Eu recebi uma notícia e...


- Notícia boa, eu espero.


- E é! – ela falou rapidamente – Desculpe. É uma notícia boa, sim. Mas estou tão nervosa!


Harry sorriu.


- Tem certeza que não quer um pouco de vinho?


- Tenho – ela sorriu. Respirou fundo, prestes a falar de uma vez. – Harry, eu...


A campainha tocara mais uma vez. Harry franziu o cenho, incomodado com a interrupção repentina. A moça ao seu lado parecia igualmente chateada.


- É o Sr. Williams, mestre Harry – Mostro apareceu segundos depois. – Devo mandar entrar?


- Não precisa, Monstro – a voz grave do Chefe do Departamento dos Aurores ressoou por todo o aposento. Harry e Hermione arregalaram os olhos ao vê-lo, levantando-se de suas cadeiras no mesmo instante. – Lamento interromper, Potter. – ele não parecia lamentar nem um pouco – Precisamos de você no ministério. Agora.


- A... Agora? – gaguejou o moreno – Em um domingo?


- Ocorreu um problema com o último caso. O suspeito é outra pessoa.


- Como... Como assim?


- Descobrimos seu paradeiro esta tarde. Você e os outros aurores prepararão uma emboscada. Eu o quero preso até amanhã de manhã!


- Sim, senhor.


E o homem virou-lhe as costas. O casal ainda pôde ouvir a porta bater com força. Harry ficou envergonhado.


- Mione...


- Não tem problema – ela o cortou seriamente. – Vá.


- Princesa... – tentou acariciar seu rosto, mas ela desviou de seu toque.


- Não encoste em mim – falou friamente.


- Mione... – ele a chamou tristemente – Por favor, é meu trabalho!


- Um trabalho que não cansa de atrapalhar nossa vida! Estou cansada disso, Harry! Cansada!


- Pelo amor de Deus, você já aguentou tanta coisa pior do que isso! – falou desesperado – E falta menos de um mês para eu me formar!


- Se você já não tem tempo para mim agora, imagina daqui a um mês! – gritou – Sério, Potter, o que o faz pensar que sua vida irá melhorar com o passar do tempo?


Hermione o chamando pelo sobrenome... Ela estava furiosa!


- Está sendo egoísta, Hermione – falou baixo, decepcionado com tudo aquilo. – Você sempre soube que ia ser assim.


- Talvez eu não soubesse o que me aguardava!


Harry balançou a cabeça, chateado. Virou-lhe as costas e andou até a saída.


- Você vai mesmo?! – ela perguntou indignada.


- O que você quer que eu faça, Hermione? Que ignore uma ordem vinda do meu chefe?


- Você poderia ao menos ouvir o que eu tenho a lhe dizer!


- Mione...


O pedido para adiarem a conversa em apenas um murmúrio a deixou possessa. Os olhos dela marejaram em fúria.


- Quer saber, Potter? – ela falou friamente, enxugando uma lágrima teimosa de seu rosto – Não é nada importante! Vá para seu precioso ministério! Nós não precisamos de você!


E passou por ele rapidamente, esbarrando no rapaz de propósito e saindo da casa rapidamente.


 


“I lie down and blind myself with laughter (Eu me deito e me encubro com riso)
A quick fix of hope is what I'm needing (Um pouco de esperança é o que eu estou precisando)
And how I wish that I could turn back the hours (E como eu desejo poder voltar as horas)
But I know I just don't have the power (Mas sei que não tenho esse dom) (*)


Saiu do ministério quase seis da manhã, encontrando sua casa vazia e silenciosa. Apenas o eco dos gritos indignados de Hermione em sua cabeça...


- Harry! – Rony apareceu da cozinha, assustando o moreno.


- O que está fazendo aqui?


- É a Hermione, Harry! – ele foi direto ao assunto – O que aconteceu?


Harry soltou um longo suspiro.


- Vamos para a sala. – ele indicou as escadas – Mais confortável.


O ruivo ficou com os olhos arregalados a cada detalhe da noite anterior. Harry contou tudo: desde o reencontro do casal na semana retrasada até a noite anterior, que Hermione fizera de tudo para lhe contar algo, mas irritara-se com os constantes pedidos do moreno para conversarem “num outro dia”.


- Aliás... – Harry comentou – Como soube que tínhamos brigado?


- Gina – respondeu simplesmente. – Ela me mandou uma coruja nessa madrugada. Estava super-preocupada com a Mione, que chegou em casa aos prantos e sumiu logo depois. Fiquei preocupado.


Harry confirmou com a cabeça, envergonhado. O telefone tocara ao lado de Rony, que atendeu prontamente. Harry sorriu. Todos se sentiam em casa ali...


- Residência do Sr. Potter.


O rosto de Rony ficou pálido.


- O que foi, cara? – mas o ruivo gesticulara rapidamente com as mãos, pedindo para que se calasse.


- Sim, entendo. – ele falava aflito – Mas ela está bem?


Os olhos de Harry arregalaram-se. O que será que teria acontecido?


Rony desligou o telefone minutos depois, tremendo.


- Harry...


- O que houve, Ron? – perguntou preocupado – “Ela”? Ela quem?


O amigo pareceu não mais se aguentar nas próprias pernas, arriando na poltrona da sala logo em seguida.


- É a Mione – ele disse baixinho, as mãos trêmulas. – Ela sofreu um acidente.


- O QUÊ? – nem teve tempo de se controlar. O pânico apoderara-se dele rapidamente. – A minha Mione?


Rony confirmou, escondendo o rosto nas mãos.


- Mas o que aconteceu? Onde ela está? Ela está bem?


O outro o deixou desesperado com seu silêncio.


- Rony, pelo amor de Deus! – sacudiu o rapaz, desesperado – Diga-me como e onde está Hermione!


- Num hospital trouxa aqui perto. Ela está em cirurgia... – o ruivo falara baixo, e Harry pôde ver seus olhos azuis marejados – O médico pediu para que não fôssemos agora, pois o procedimento pode demorar e...


O moreno sentiu o chão sumir de seus pés. Sua Mione em cirurgia... Fora tão grave assim? Uma lágrima caiu em seu rosto sem que pudesse controlar. Ele a enxugou rapidamente, decidido a não render-se aos piores pensamentos.


- Não quero saber! – falou decidido, pegando a varinha em cima da mesinha de centro – Estou indo lá agora!


E desaparatou.


 


Deveria ter escutado Rony. A cirurgia demorou várias horas, tempo suficiente para Harry se auto-flagelar até sobrar apenas destroços de seu coração.


“Quer saber, Potter?”, Hermione lhe proferira horas atrás. “Não é nada importante! Vá para seu precioso ministério! Nós não precisamos de você!”.


Tiveram uma discussão terrível, e agora Harry se culpava mais do que tudo pelo acidente da namorada. O médico responsável por Hermione lhe dissera somente que ela sofrera um acidente de carro, pois estava desatenta ao volante. O moreno tinha certeza que era por sua causa...


- Sr. Potter? – o trouxa alto e de olhos claros se aproximara novamente.


- Hermione, doutor – foi direto ao ponto. – Como ela está?


O homem deu um suspiro cansado.


- Ela está bem. Acabou de despertar.


Harry pressentia algo ruim a caminho.


- Fizemos de tudo, Sr. Potter – ele falava como se desculpasse. – Mas não conseguimos salvar a criança.


O rapaz fizera uma careta confusa.


- Que criança?


O doutor pareceu mais confuso ainda, mas deixou transparecer tudo apenas por um momento. Pareceu entender tudo antes de Harry.


- A Srta. Granger estava grávida de oito semanas, Sr. Potter. – esclareceu – Achei que soubesse.


“Nós não precisamos de você!”, ouvira o eco de Hermione em sua cabeça. “Nós...”.


Hermione sabia, Harry concluiu tristemente. E planejara contar tudo para ele noite passada.


Tentara contar por quase duas semanas...


 


- Toc, toc – ele anunciou baixinho. Hermione o olhou parado na porta, receoso. – Posso entrar?


Ela confirmou com a cabeça, deixando de olhá-lo e deitando-se de lado. Harry aproximou-se devagar, sentando na poltrona à sua frente. Ela pôde notar seus olhos vermelhos.


- Você está bem? – ela confirmou – Fiquei preocupado.


Sua voz triste a atingiu com tudo. Sentiu um grande vazio dentro de si, e soube o que Harry iria dizer antes mesmo que ele proferisse as palavras:


- Mione... – ele falou choroso – Eu sinto muito...


A moça sentiu os olhos encherem-se d’água.


- Eu perdi o meu bebê, não é? – sua voz saiu surpreendentemente natural.


Ele confirmou com a cabeça, não controlando as lágrimas. Deixou-o chegar mais perto e segurar suas mãos, escondendo o rosto com sofrimento.


- Perdoe-me...


 


(Chorus)
Could it be any harder to say goodbye and live without you? (Poderia ser mais difícil dizer adeus e viver sem você?)
Could it be any harder to watch you go, to face what's true? (Poderia ser mais difícil te ver partir, encarar a verdade?)
If I only had one more day... (Se eu tivesse só mais um dia...)


I'd jump at the chance, (Agarraria essa chance,)
We'd drink and we'd dance (Beberíamos e dançaríamos)
And I'd listen close to your every word (E escutaria cada palavra sua)
As if it's your last, well I know it's your last (Como se fossem as últimas, mas sei que são)
Cause today, oh, you're gone (Porque hoje, oh, você se foi) (*)


Hermione passara a semana no hospital, recuperando-se do acidente. Harry a visitou todos os dias, mas ela fazia questão de ignorá-lo o máximo possível. “Incrível como só agora ele arranja tempo para mim!”, pensava amargurada.


- Vamos? – ele perguntou da porta do quarto, já segurando sua maleta de roupas.


Ela apenas dissera um “ok” e saíra do hospital ao lado dele. Harry a levou para casa no mais completo silêncio.


- Oh, minha filha! – a Sra. Granger abraçou Hermione no instante que a vira. A jovem aconchegou-se no abraço da mãe. – Oh, Harry! Obrigada por trazê-la para casa.


Harry forçou um sorriso para a senhora.


- Não há de quê. – ele hesitou – Posso levar a mala de Hermione para cima?


A mãe de Hermione confirmou e Harry tratou de subir as escadas. Entrou no quarto da namorada e encontrou Gina deitada, o rosto coberto por um livro.


- Gina? – sussurrou – Está acordada?


- Há dias – ela respondeu de volta, guardando o livro e sentando-se na cama, o semblante preocupado. – Onde está Mione?


- Deve subir a qualquer instante. Está conversando com a mãe.


- Vocês conversaram? – ele negou – Mas, Harry...


- Ela não quis, Gina! – interrompeu o protesto da amiga – Ela... – hesitou – Ela me culpa pelo que aconteceu.


- O quê?! Ela disse isso para você?!


Harry sorriu tristemente.


- Nem precisava, Gina. Está estampado na cara dela.


- Mas que absurdo, Harry! – falou indignada – Como você pode ter culpa pelo que aconteceu?


Ele deu de ombros.


- Não me incomodo – ele confessou. – Eu sei que é verdade.


- O que disse?


- Não o faça repetir, Gina – Hermione aparecera na porta de seu quarto, o rosto tão sério quanto nos dias que Harry foi visitá-la. – Não é agradável.


- Então concorda que o Harry está falando bobagens? – a ruiva comentara aliviada.


- Claro que não. – falou friamente – Potter me conhece. Ele sabe o que eu sinto.


Gina arregalou os olhos, tão surpresa com a atitude da amiga quanto ao fato de Harry ter ficado quieto, evitando olhar para Hermione.


- Não posso acreditar no que estou ouvindo! – falou irritada – Deixe de loucuras, Hermione Granger! Você sabe que Harry não tem culpa de nada!


O silêncio da morena não foi constrangido, nem nada parecido. Ela apenas encarava a ruiva com as sobrancelhas erguidas, como se tivesse se surpreendido com algo pequeno.


- Harry! Não vai fazer nada?!


O moreno olhou fixamente em seus olhos. A culpa o assolava.


- Harry...


Ele saíra dali rapidamente, evitando os chamados de Gina e os olhares frios de Hermione.


- Você é um monstro! – Gina cuspira as palavras em cima da amiga – Se alguém tem culpa pelo que aconteceu, esse alguém é você! Nenhuma criança merece ter um monstro como mãe!


A ruiva saíra logo depois, resolvendo ir atrás de Harry. Hermione, porém, ficou parada no mesmo lugar... Observava uma foto com ela, Harry e Teddy, na mesinha de cabeceira entre as camas. O menino estava no centro da foto, rindo para a câmera, enquanto o casal dava beijos estalados em cada uma de suas bochechas.


“Vem brincar com a gente, mamãe!”, gritara o pequeno Ted Lupin em sua festa de aniversário. Ela e Harry paralisaram com o comentário do menininho, que puxava a mão de Hermione insistentemente. “Você chamou ela de mãe!”, comentou outro garotinho, um pouco mais velho. Ted se surpreendeu e colocou as mãozinhas na boca. “Desculpa, tia...”, ele falou baixinho. Harry já estava tão nervoso quanto o garotinho, mas Hermione apenas sorria...


“Você é um monstro!”, a voz de Gina ressoou em sua cabeça. “Nenhuma criança merece ter um monstro como mãe!”.


As lágrimas surgiram em seus olhos antes que pudesse controlar. Elas caíram em seu rosto sem piedade, martirizando Hermione e despedaçando seu coração de pedra, prometendo não pararem até o amanhecer...


“Eu segurei minhas lágrimas, pois não queria demonstrar emoção.” (**)


 


Um mês se passara.


Harry aparatara na frente do número 12, olhando para os lados para se certificar que nenhum trouxa o olhava. Entrou no casarão e quase deu um grito ao encontrar Hermione sentada em sua cama, absorta em pensamentos e segurando uma caixinha.


Aquela caixinha.


- O que está fazendo aqui? – seu tom saíra mais irritado do que planejara, e a moça assustou-se.


- Desculpe, eu... – ela soltou a caixa na mesinha de cabeceira, parecendo envergonhada – Eu vim falar contigo, mas não tinha ninguém e...


- Quem a deixou entrar?


Os olhos dela arregalaram-se, surpresos.


- Ninguém. – gaguejou – Eu tenho a chave e...


- Onde está Monstro?


- Não... – murmurava nervosa – Não sei...


- MONSTRO! – gritara irritado, a presença de Hermione afetando seu humor completamente. O elfo aparecera, surpreso e assustado pelo tom do de voz do patrão. – Onde estava?


- Na cozinha, senhor.


- E por que a deixou entrar? – apontou para suas costas, onde estava Hermione.


- Todos entram aqui, senhor Potter.


- Todos menos ela!


- Ok, chega! – Hermione intrometera-se entre os dois, falando docemente para o elfo em seguida – Monstro, querido, obrigada por aparecer. Pode voltar para a cozinha. E não... – ela interrompeu um possível pedido de permissão de Harry – Harry não se importa.


O elfo pareceu convencido, pois logo estalou os dedos e sumiu de vista.


- O que pensa que está fazendo? – Harry falou irritado.


Ela virou-se para ele, os olhos não demonstrando o medo que seu coração sentia. Falou corajosamente:


- Há quanto tempo não dorme, Harry?


- O que disse?


- Perguntei há quanto tempo não dorme – falou calmamente. – É óbvio que há tempos não tem uma boa noite de sono. Posso ver suas olheiras de longe, isso sem contar o mau-humor.


- Como se atreve a...?


Hermione levantou as sobrancelhas, descrente. Harry rendera-se.


- Há algumas semanas.


Ela soltou um suspiro cansado.


- Durma um pouco – ela avisou. – Depois nos falamos.


E saiu do quarto, deixando um Harry atônito para trás.


 


- Posso ajudá-lo? – Hermione perguntou receosa.


- Não precisa, senhorita – Monstro falou timidamente. – Monstro já está acabando.


- É que eu não tenho muito o que fazer, sabe? – ela falou envergonhada – E também não sei cozinhar... – hesitou – Adoraria se me ensinasse!


Os olhos do elfo arregalaram-se.


- Tudo bem, então.


Hermione divertira-se ali, teve que confessar. Monstro era um excelente professor, e ela como a boa aluna que sempre fora, tratara de aprender tudo rapidamente. Com a ajuda do elfo, a jovem preparara sua primeira torta de abóbora... Ficou horrível, e a careta de Hermione ao provar a comida fizera Monstro dar boas gargalhadas.


- Achei que tinha partido – Harry comentou da porta da cozinha, assustando-os.


A garota o olhou de alto a baixo. Reparou que ele apenas havia tomado banho e trocado de roupa. As olheiras continuavam ali.


- E eu achei que iria dormir.


- Não tenho sono.


- E você é um péssimo mentiroso – falou sem se controlar.


Harry ficara ainda mais sério.


- Poderia dizer logo o que quer? Seria muito mais fácil.


Ela soltou um longo suspiro.


- Será que não deu para notar que eu não vim brigar?


Harry não soube o que responder. Indicou que ela o seguisse e partiu de volta à sala. Hermione suspirou novamente, tirando o avental antes de caminhar lentamente até a sala de estar.


- O que quer? – ele perguntou friamente assim que a viu.


- Posso... – gaguejou, temerosa pela pergunta presa na garganta – Posso perguntar... – ela engoliu em seco – O que estava fazendo com aquela caixinha?


- Não importa.


- Harry...


- O que quer, Hermione? – cortou-a, irritado.


Ela hesitou.


- Eu... Eu sei que não tenho direito nenhum de estar aqui. Principalmente depois de tudo o que eu disse e... – engoliu em seco – Eu vim pedir perdão, Harry... Perdão por ter agido como um monstro.


O moreno a olhava friamente, como se avaliasse o pedido com cuidado.


- Está bem – finalmente falou. Hermione o olhou surpresa. – Pode ir.


- “Pode ir”? – perguntou atônita – Nós não nos vemos há um mês, eu venho te pedir desculpas e você simplesmente diz que está tudo bem e que eu posso ir?! – ele arqueou as sobrancelhas, surpreso – O que há de errado com você? O meu Harry não...


- SEU Harry?


Hermione calou-se, incapaz de dizer algo para amenizar a situação. Desde que o culpara pelo aborto, a moça recusara-se a falar com ele. Harry ainda insistiu em conversar por dias a fio, mas ela ignorou todas as suas corujas e telefonemas. Até que ele desistiu... E se transformara no ser insensível que Hermione agora tinha à sua frente.


- Harry...


- Vá embora, Hermione – ele decretou.


A jovem sentiu os olhos encherem-se d’água por alguns instantes, mas não deixou nenhuma lágrima sair. Conseguiu engolir o choro e o encarou firmemente.


- Eu voltarei – e virou as costas para sair. Ainda pôde ouvi-lo dizer:


- Eu não teria tanta certeza.


 


- Merlin! – gritou Gina – Passou um furacão por aqui?


Hermione levantou o olhar para a bagunça em seu quarto e deu um sorriso sem-graça.


- Estava procurando – ela mostrou o pequeno frasco contendo um líquido fortemente amarelado – isso.


- E “isso” seria...?


- Poção para dormir sem sonhar.


- Anda com insônia? – a ruiva perguntou irônica.


Hermione riu. Fez um gesto com a varinha, fazendo suas coisas voltarem aos seus respectivos lugares. Gina a olhou confusa.


- Pretendo recuperar Harry Potter.


 


- Monstro! – ela chamou baixinho – Está aqui na cozinha?


- Sim, senhorita – ouviu a voz fina do elfo vinda do balcão. Ele apareceu instantes depois, e Hermione sorriu.


- Onde está Harry?


- Descansando. Pediu para Monstro fazer um chá.


- Ótimo – falou contente. – Pode deixar que eu levo para ele.


- Mas o senhor Potter disse...


- Não se preocupe! – ela cortou – Ele não vai se incomodar.


Depois de muito consolar o elfo, Hermione pegou a bandeja e a levou até o quarto do moreno. Ele estava deitado na cama, o Profeta Vespertino cobrindo seu rosto.


- Pode deixar o chá na mesinha de cabeceira – ela o ouviu dizer. – Tomarei daqui a pouco.


A moça sorriu, servindo o chá calmamente e adicionando um pouco da poção na xícara. Levou até Harry, que se assustou quando ela sentou ao seu lado.


- O que...?


- Trouxe seu chá – interrompeu-o sorridente.


Ele a olhou desconfiado, aceitando a xícara, hesitante.


- Vamos, tome! – insistiu.


Harry tomou tudo num só gole, devolvendo a peça de porcelana para Hermione e sentindo-se imediatamente zonzo. Viu o sorriso vitorioso da moça e falou gaguejando:


- O que... O que você fez?


Hermione sorriu mais, respondendo apenas:


- Boa noite, Harry...


E o rapaz apagou.


 


Harry acordou lentamente na manhã do dia seguinte, sentindo os olhos pesados. Abriu-os e deparou-se com Hermione dormindo tranquilamente ao seu lado. Sentiu o coração disparar, a vontade de beijá-la aumentando cada vez mais dentro de si...


Hermione foi acordando aos poucos, se esticando preguiçosamente pela cama.


- Bom dia! – falou sorridente.


Harry sentira falta daquele sorriso... O moreno o considerava como seu “amuleto da sorte”, a garantia que teria um dia maravilhoso. Será que o romance entre os dois finalmente poderia voltar ao normal? Ele rezou para que sim, e sorriu pequeno.


- Olha só! – ela brincou – Você está voltando.


Ele não respondeu, apenas retribuiu com outro sorriso.


- O que você me deu ontem à noite? – ele perguntou, um ligeiro tom sério na voz.


- Chá, oras! – ela respondeu fingindo inocência.


- E o que tinha no chá?


- Poção para dormir – Harry arregalou os olhos. Já ia protestar, mas Hermione o calou com um olhar. – Nem comece. Você precisava dormir... E ainda precisa! Mais duas doses e eu garanto que verei seu sorriso mais uma vez!


- E como pretende fazer isso se eu disser que não tomarei outra dose?


- Sou uma garota inteligente – ela falou docemente, ainda usando a inocência como arma. – Você nem vai perceber!


- Duvido muito.


Hermione riu e olhou para o relógio na mesinha de cabeceira, tomando um susto violento.


- Merlin! – gritou ela, saindo da cama às pressas e recolhendo algumas roupas pelo quarto – Já são sete e meia! Eu devia estar no hospital há meia hora!


Ela correu para o banheiro, trancando-se lá. O rapaz logo ouviu o barulho do chuveiro e sorriu.


- Senti sua falta, minha pequena...


 


Voltou para casa no entardecer do mesmo dia, tropeçando em uma mala no meio do hall e caindo escandalosamente no chão.


- Mas que diabos...? – gritou irritado. Hermione apareceu instantes depois.


- Já chegou? – perguntou surpresa. Harry a olhou mais surpreso ainda. Achava que ela já teria partido. O avental amarrado na cintura lhe mostrava que não iria tão cedo.


- Por que há uma mala no meio do corredor?


- Porque ainda não arranjei lugar para ela no quarto.


- Que quarto?


- No seu quarto, óbvio. – respondeu pacientemente – Estou fazendo faxina.


- E por que diabos está se mudando para meu quarto?


- Porque você está doente.


- Não estou...


- Para meus pais você está de cama, ouviu bem? – a moça o cortou, um claro tom de alerta – E eu, como a boa namorada que sou, vim passar alguns dias com você até se recuperar.


O rapaz ficou surpreso com o “boa namorada que sou”, mas Hermione pareceu não notar. Ela olhou para ele com os olhos confusos.


- Não vai levantar?


Harry ficou embaraçado, levantando rapidamente e subindo para o quarto com o pouco de dignidade que ainda lhe restava. Ouviu risos baixos de Hermione atrás de si.


- Eu preparei um pouco de sopa – ela comentou intantes depois, quando chegaram ao quarto do moreno e a moça dera os últimos toques de varinha para o quarto. Harry o achou mil vezes melhor com a arrumação, mas não comentara nada. – Quer tomar um pouco?


O moreno a olhou desconfiado. Hermione não era uma boa cozinheira...


- Monstro e eu provamos – ela garantiu, adivinhando seus pensamentos. – Não ficou ruim. Dá para tomar.


Ele aceitou, sentindo o estômago roncar. Acompanhou a moça até o térreo e ela lhe serviu um prato de comida. Comeram tranquilamente, Hermione lhe perguntando como foi seu dia e ele respondendo vagamente. Ela o acompanhou de volta ao quarto, e Harry sentiu uma vontade incontrolável de jogar-se na cama.


- Estou com tanto sono... – ele murmurou contra o travesseiro, a voz abafada. Sentiu Hermione segurar suas pernas e colocá-las na cama, ajeitando-o confortavelmente.


- Deve ser a poção – ela comentou. Harry olhou-a imediatamente. “A sopa!”, pensou surpreso. Os olhos estariam arregalados se não estivessem tão pesados de sono.


- Vai ter volta, Granger – foi o que conseguiu dizer antes de adormecer.


Hermione sorriu.


- Estarei esperando, Potter...


 


“Could it be any harder? (you fade away, fade away, fade away, oh) Could it be any harder? (Poderia isso ser mais difícil? (Você se foi, você se foi, Você se foi, oh) Poderia isso ser mais difícil?)
Could it be any harder to live my life without you? (Poderia ser mais difícil viver minha vida sem você?)
Could it be any harder? I'm all alone I'm all alone... (Poderia ser mais difícil? Estou só, estou só) (*)


Harry acordou no meio da madrugada, completamente desperto e com um doce espírito vingativo. Olhou para o lado da cama e a encontrou vazia. Franziu o cenho, desconfiado.


- Onde está você, Granger? – perguntou baixo para si mesmo. Levantou e não a encontrou no banheiro. Saiu do quarto silenciosamente, ouvindo soluços ao chegar no andar de baixo. Hermione chorava baixinho, em uma poltrona de costas para ele. Harry esqueceu a vingança no mesmo instante, aproximando-se devagar e sentando no sofá em frente a ela. A moça tinha uma pequena caixa branca repousada no colo, e olhava-a atentamente, as lágrimas correndo livremente por seu rosto. Ele não soube o que fazer.


- Hermione...


Ela o olhou, esboçando um sorriso triste.


- Está tudo bem – falou rapidamente, guardando as coisas de volta na caixa. – Está tudo bem...


Harry segurou sua mão, impedindo-a de continuar.


- Nós podemos falar sobre isso se quiser...


Sua voz profunda fez os olhos da moça marejarem novamente. Ela desviou o olhar do dele, soltou sua mão e lhe entregou uma pequena fotografia. O rapaz já a vira diversas vezes durante aquele longo mês longe de Hermione.


- O médico trouxa me deu quando contou que eu estava grávida... – falou baixinho – Eu fiquei tão surpresa que desmaiei! – ela riu baixo – Saí do consultório direto para uma loja de bebês! E corri para te contar!


Ela acariciou a caixinha branca que comprara na tal loja de bebês, contendo um belo conjunto de roupas para recém-nascidos, tudo na cor branca. Hermione pegou um sapatinho, contando emocionada:


- Eu escolhi branco porque ainda não sabia se iria ser menino ou menina... – ela deu um pequeno sorriso, voltando a olhar os olhos verde-esmeralda – Voltei ao hospital há alguns dias e pedi ao doutor mais detalhes... De tudo. – ela engoliu em seco, e Harry sentiu o coração disparar – Ele me contou que fez os testes no feto depois da cirurgia, e... – respirou fundo, a voz ficando chorosa – Havia uma grande chance de ser um menino...


- Um... – hesitou, sentindo a garganta secar – Um menino?


Hermione confirmou com a cabeça, guardando o sapatinho no lugar e pegando uma pequena correntinha de ouro.


- O médico me disse que o feto estava doente. – ela ajeitou a pulseirinha em seu pulso, e Harry notou que era pequena demais... – Disse que estava morrendo há algum tempo. O acidente de carro apenas adiantou o inevitável.


- Mione... – mas ela o calou com um olhar, negando com a cabeça.


- A culpa não foi sua, Harry... – ela finalmente falou, as lágrimas caindo em seu rosto bonito novamente – Perdoe-me por culpá-lo....


- Não tem do que se desculpar – ele falou rapidamente.


- Claro que tenho! – disse aflita – Gina me contou que veio aqui há alguns dias, e que você ainda se culpava pela morte de nosso filho... Oh, Harry! Eu entrei em pânico! Tudo o que eu disse...


- Era verdade – ele cortou.


- Claro que não era! Como poderia?! Você não estava naquele carro! Não foi você que ficou desatento ao volante e bateu um poste! – ela se levantou desesperada, passando a andar de um lado para outro – Não foi você... – ela falava chorosa, enxugando o rosto com as mãos – Nunca foi você...


- Eu não a escutei quando deveria.


- Você não ouviu o que eu disse? – ela praticamente gritou – O bebê estava morrendo! Se eu não tivesse batido aquele carro, provavelmente eu o teria perdido em outro momento, e...


- Você não entendeu, não é? – ele falou baixinho, mas chamou a atenção dela por completo. Seus olhos marejaram junto com os dela. – Eu o perdi também, Hermione... E, ao contrário de você, eu nem tive a chance de ficar feliz com nosso filho a caminho.


- Harry... – ela se aproximou cautelosa.


- Não tente tirar a culpa de dentro de mim, Hermione – ele falou seriamente. A moça o olhou tristemente. – Não vai conseguir.


E com o coração prestes a sair pela garganta, ele se levantou, desejando boa-noite para a jovem e voltando para seu quarto, chorando tudo o que há dias não se permitia...


 


“Um dia a estrela vai brilhar
E o sonho vai virar realidade.
E leve o tempo que levar
Eu sei que eu encontrarei a felicidade.
A luz do arco-íris me fez ver
Que o amor dos meus sonhos
Tinha que ser você.” (***)


Hermione acordou dolorida na manhã seguinte, praguejando contra o sofá duro. Levantou e esticou os braços para a frente, espreguiçando-se. Notou que a caixinha branca não estava em lugar algum... Apenas encontrou uma rosa branca em cima da mesinha de centro. Ela deu um pequeno sorriso, pegando na flor tão conhecida e apreciando a mudança gradativa de cor. A flor ficara num belo tom róseo, e Hermione chorou novamente.


- E você, Harry? – murmurou chorosa – Ainda me ama?


Saiu do sofá cambaleante, encontrando a casa vazia.


- Monstro! – chamou o elfo assim que o viu – Onde está Harry?


- Saiu para trabalhar, senhorita. – falou como se fosse a coisa mais óbvia do mundo. Ela riu.


- Claro que sim... – ela já ia sair, mas o chamou novamente – Escute, Monstro. Eu estou de folga hoje e... – ela sorriu, hesitante – Acha que poderia me dar mais uma aula de culinária?


O elfo sorriu, convidando-a para a cozinha. Hermione o seguiu, contente. Conseguiu preparar um almoço decente e pôs-se a comer na companhia do velho Monstro. Ele avisou que teria que sair para fazer as compras do mês, e logo a moça viu-se entediada naquele enorme casarão. Andou de cômodo em cômodo, sem decidir o que fazer. Parou no escritório improvisado do moreno e avistou uma fotografia que chamou sua atenção. Nela estava Harry, Rony, Draco e Gina, com o loiro e o moreno segurando seus diplomas de aurores e parecendo radiantes... Fora a festa de formatura dos novos aurores do Ministério, que Hermione recusara-se a ir, há poucas semanas. A ruiva tentara convencê-la, mas foi impossível! A amiga saiu do quarto de Hermione bufando irritada.


“- Você tanto reclamou que o dia dessa formatura não chegava nunca, e agora não quer ir?! Sinceramente, Hermione... Achei que a felicidade de Harry era mais importante para você!


E a MINHA felicidade, Gina? – ela gritou de volta – Não conta?


- Engraçado... – a outra falara irônica – Você vive me chamando de mimada, mas vejo que a mimada é você, que ainda culpa Harry pelo que aconteceu mesmo sabendo que a culpa nunca foi dele! Eu retiro minhas desculpas, Granger! Você é sim um monstro!


- Como pode dizer isso?! Eu perdi o meu filho!


- Foi uma fatalidade! – falou a ruiva desesperada – Você saiu de casa dirigindo como uma louca! Seria um milagre se nada acontecesse!


- Está dizendo que a culpa é minha?


- Estou dizendo que a culpa não é de ninguém! Foi um acidente... Lamentável, é verdade. Mas ainda assim um acidente! Pare de querer colocar a culpa em alguém... – ela falou cansada, pegando a bolsa e se preparando para sair – Harry também está sofrendo com tudo isso, sabe? O filho era dele também.”


E a ruiva saíra. Aquela foi a primeira noite que Hermione realmente parara para pensar em tudo o que a amiga lhe dizia dias a fio. Foi o primeiro passo para “perdoar” Harry e a si mesma.


- Incrível! – ela se assustou com a voz vinda da porta do escritório. Era Harry. – Todo dia eu a encontro num cômodo diferente da casa, mas achei que aqui seria o último lugar que você fosse botar os pés!


Tinha um tom divertido, e Hermione ficou indecisa sobre o que sentir de tudo aquilo. Harry não notou seu desconforto, entrando no escritório e remexendo em uns papéis em cima da mesa.


- Gostou da foto? – ele perguntou de relance – Foi no dia da minha formatura.


- Eu sei... – Harry ainda não percebera seu nervosismo – Vejo que está contente.


- Sim! – ele lhe sorriu – Fui designado para um caso no começo da semana e não tinha muita certeza quanto ao sucesso da missão. Mas hoje... – ele encontrou o papel que procurava, erguendo-o como se fosse um troféu – Hoje eu pego aquele filho-da...


- Ok! – ela cortou, rindo também – Entendi.


Ele riu ainda mais, passando por ela e tascando-lhe um beijo na boca. Hermione ficou atônita, sem tempo para reagir, pois Harry logo largou seus lábios e lhe abriu seu sorriso mais doce.


- Deseje-me sorte!


- Boa sorte... – falou gaguejando. Harry sorriu mais e saiu do escritório rapidamente.


 


“Porque se me perguntar quem eu respiro é você, você, você
Se for pra escolher o céu ou a terra respondo você
Se quiser saber, minha alegria é te ver, te ver, te ver
Quem sabe eu te quero tanto assim
Porque esqueci de te esquecer...” (****)


Acordou na manhã de sexta com uma preguiça que não era sua. “É de Hermione!”, pensou sorridente, mas logo se lembrando de que dormira olhando um sorriso vitorioso da moça. Os olhos arregalaram quando também recordou que ela lhe oferecera um suco de abóbora antes de deitarem para dormir...


- Maldita poção para dormir! – levantou furioso – Maldita inteligência, Hermione Granger!


Saiu do quarto a toda velocidade, não a encontrando em lugar algum da casa. Encontrou Monstro na cozinha e ele lhe avisou que a moça saíra cedo para o trabalho.


- Malditos dias de folga que não batem! – Harry praguejou novamente, voltando ao quarto mais irritado do que quando saíra. Jogou-se na cama, ouvindo o barulho de vidro trincando. – Mas o que...?


Saiu de cima da fotografia que Hermione vira no dia anterior, a de sua formatura. Como fora parar ali? Harry remexeu mais na cama, encontrando um bilhete da morena:


“Lamento não ter estado em sua formatura... Deve ter sido um dia maravilhoso para você! Estava tão sorridente! Perdão por não estar na foto também... Ainda estava fora de mim, e não lembrava que sua felicidade sempre foi a coisa mais importante da minha vida...
‘Foi’ não. É! Sua felicidade está no número um da minha lista de prioridades... Sempre esteve.
Sabe... Ontem eu percebi que não tenho do que te pedir desculpas. Não é pretensão, nem nada do tipo. Mas percebi que só falta uma coisa para você voltar a ser feliz, Harry: o seu perdão. O seu próprio perdão...
O que aconteceu foi um acidente, e a única pessoa que podia ter culpa de alguma coisa era eu. Mas sei que não tinha... Então, por favor, pare de se castigar por algo que não fez. Não faz bem para você e nem para mim. Nem para a memória de nosso filho...
Eu o amo demais! E me dói ver que ainda permanece preso nessa culpa sem sentido.
Perdoe-se, Harry... Só assim poderemos viver de novo. Viver plenamente, eu digo. Amá-lo sem culpa ou remorso do passado. Nosso amor ainda tem muita história para contar, Harry. Muita história para vivenciar! Muitos filhos lindos para nos dar... Não nos prive de nosso amor, Harry. Eu lhe imploro...
Com amor, Hermione.
Obs.: três doses foram o suficiente?”


Harry sorriu para o bilhete, derramando uma única lágrima. Olhou de volta para a cama e encontrou a pulseirinha de ouro que Hermione tentara colocar no pulso noite retrasada. Ele só notara naquele momento que era uma pulseira para bebês, pois ignorara o objeto dentro da caixinha, achando que não fazia parte do conjunto. Enganara-se completamente... No centro da correntinha havia uma pequena lâmina de ouro, para gravação do nome da criança. Ali havia um nome (e recente pelo que Harry pôde perceber) que Hermione provavelmente escrevera naquela mesma manhã:


Tiago Potter.




~x~x~x~x~x~
N.A.: (*) - Trechos da música "Could It Be Any Harder", do The Calling.
(**) - Trecho da música "Só os Loucos Sabem", do Charlie Brown Jr.
(***) - Trecho da música "Além do Arco-Íris", da Luiza Possi.
(****) - Trecho da música "Esqueci de Te Esquecer", do Luan Santana.

Quantos aí estão afim de me matar porque o capítulo é ultra-mega-longo?? ^^"
Eu o escrevi há mais de um mês, num momento de alta imaginação...  Essa parte era para aparecer apenas como flashback na parte 2, mas não me controlei e ajeitei metade da fic para encaixar esse capítulo aqui. Espero que não tenha ficado muito... Não sei. Tomara que não tenha ficado ruim. =)
Ai, ai... Já sentindo um clima de "despedida" por aqui... Não sei vocês, mas eu fico ao mesmo tempo com o coração apertado e com a sensação de dever cumprido... É uma confusão, eu sei. Mas não consigo explicar melhor do que isso.
E eu só tenho a agradecer a todos vocês por acompanharem a fic até aqui... Melissa Hashimoto, EnigmaticPerfection, Laauras, Potter_Salter, Della Torres, Josy, livi rodrigues, Tito Shacklebolt Finnigan, e muitos outros cujo nomes/apelidos não me recordo agora, mas que também sou muito grata!! Obrigada por realizarem um pequeno sonho que tenho há muitos anos: o de escrever a minha própria história...
Ai, ai... (2) Acho que estou dramatizando demais, rsrs... Vamos às respostas aos comentários antes que vocês fiquei entediados com tanto blá, blá, blá. xD

EnigmaticPerfection - Se você está lendo esse coment, eu só tenho a te agradecer!! E te parabenizar!! Você leu dois capítulos mega-gigantes e ainda parou para ler isso aqui, rsrs.. (Deixando de bobagem agora) Fico feliz que tenha gostado do capítulo passado. Acho até que tenho que te responder algumas coisas... xD Gina mais uma vez mostrando sua coragem (acho que dá para chamar de audácia também, não é?), e os pais dela assustando o namoro ainda mais. Não posso te contar como essa situação vai terminar, você vai ter que esperar o próximo capítulo. ^^" E o Harry é fofo mesmo, mas todo garoto fica receoso ao conhecer os pais da menina, não é? Com ele não podia ser diferente. Eu até pensei em colocar uma conversa do Harry com o pai da Mione, mas aí o capítulo ia ficar ainda maior! E aí eu desisti, rsrs. Bom... Não contei muito sobre o treinamento deles. Ou melhor, acho que não contei nada, e sinto muito se causou expectativa demais. Eu estava mais focada na "tragédia" do capítulo... E ainda não decidi o que fazer com o Rony. Não se invento uma profissão pra ele, que nem eu fiz com a Hermione, ou se sigo a história original... =P Ok, a resposta ficou enorme também!! Deixa eu finalizar te dando um super-obrigada pela sua presença aqui: OBRIGADA! xD
Laauras - Obrigada pelo comentário também, Laauras. São sempre muito fofos e os adoro muito!! Que bom que gostou do capítulo gigante da fic!! Espero que goste desse aqui também... ^^" Obrigada pelos elogios!! xD
Melissa Hashimoto - Sim, eu disse que eram 27 capítulos... Mas eu também disse que estava contando com o prólogo e com o epílogo. Pode contar, dá 27 certinho. xD E, caramba! Metade do seu comentário era formado por perguntas!! rsrs... Deixa eu ver se consigo responder tudo... Não, a fic não vai terminar com Gina brigada com todos (os pais dela, no caso). Voltarei a isso no epílogo, você vai ver (espero)... Bom, a Mione tá trabalhando como curandeira num hospital bruxo (pro caso de não ter ficado claro nesse capítulo). E sim, eu separei nosso casal, mas já estou juntando-os de novo, juro! Tudo vai terminar bem, com um final feliz, eu prometo!! ^^" Quanto ao Rony, ainda não pensei o que fazer com ele. Ele acabei deixando-o como coadjuvante (é assim que escreve? o.O) nessa fic, e acho que o deixei assim nas outras partes também. Ainda não me foquei no trabalho dele porque eu tô preocupada com um trecho dele na segunda parte... Nada muito preocupante. Eu diria que é o contrário até! xD (Melhor parar de atiçar a curiosidade...) Por fim, obrigada pelo comentário! Obrigada por ler esses dois capítulos enoooormees!! =D
Tito Shacklebolt Finnigan - Você se considera "bom"?! Pelo amor de Merlin, você escreve maravilhosamente, incrivelmente, encantadoramente... E tudo quanto for "mente" que você encontrar no dicionário!! Suas fics são maravilhosas, eu não canso de ler!! Sua presença aqui é uma verdadeira HONRA!! Obrigada pelos comentários, pelos elogios... Fico muito, muito, muito feliz que tenha gostado, de verdade!! *-* Espero que esse capítulo tenha agradado... Está cheio de drama, do jeitinho que eu gosto. ^^"
livi rodrigues - Caramba, que coment lindo!! *--* Fiquei toda arrepiada quando li pela primeira vez!! ^^" Obrigada pelas palavras, livi... Foram... Incríveis! Obrigada por acompanhar a fic até aqui... Obrigada se continuar acompanhando... Obrigada por tudo!! *--*
Potter_Salter - Seja bem-vinda de volta! rsrs... Fico muito feliz que tenha gostado dos capítulos!! Sim, as coisas ficaram um pouco complicadas, mas já estamos na reta final. Ou seja, vai dar tudo certo, eu prometo! ^^" Adoro um drama, é verdade, mas nada muito eterno. Sou das antigas, sabe? Adoro um final feliz... ^^" E, caso não tenha ficado claro nesse cap, a Mione virou curandeira num hospital bruxo. xD Obrigada pelo comentário, viu? Adorei! =D

Nossa... Essas N.A.'s estão ficando tão grandes quanto os capítulos! rsrs...
Pessoas de meu coração, está na hora de dormir... Fiquei mega-contente com os comentários, de verdade!! 'Brigadão e um beijo bem grandão pra vocês!!
Ah é! Já ia esquecendo...(--") Vou demorar um pouco a postar o epílogo, ok? Ele está quase pronto, mas não vou poder atualizar nesse fim de semana... Eu devo postar aqui só pelo dia 10 ou 11 de agosto, tá bom? Não me amaldiçoem até lá!! ^^"
Milhões de beijos, queridos leitores!! Até o Epílogo!! =D 

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Comentários: 5

Páginas:[1]
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Enviado por livi rodrigues em 10/08/2012

Como todos ja falaram e eu so queria reforçar você não tem que agradecer por nada ,nós é que temos que te agradecer por nos deleitar com essa fic maravilhosa!
 Parabéns mais uma vez !
E espero que amanhã tenha epílogo.
Outra coisa que todo mundo já disse e eu concordo plenamente ,sua fic está também nas minhas dez mais!
beijos ansiosos. 

Nota: 1

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:: Página [1] ::

Enviado por Tito Shacklebolt Finnigan em 07/08/2012

Isis que capítulo fabuloso!! Putz!! Eu já te disse isso e volto a repetir, a cada capítulo você se supera!!

Mas antes de comentar o capítulo propriamente dito, não pude deixar de notar uma coisinha!!!!! Feto, 8 semanas (e não meses como falam por aí), 7 e meia com meia hora atrasada para o plantão, procedimento... bom, o que eu quero dizer é que não é todo mundo que escreve isso em fics!! E quando escrevem, fazem-no da maneira errada...Vc faz medicina?? Ou já é médica? Alguma coisa me diz que sim!! Mais um motivo para ler suas fics!! =] muito legal...

Bom, tantas coisas me chamaram atenção nesse capítulo que fica difícil saber por onde começar... eu tenho TDAH fudido, daí as vezes deixo alguma coisa passar... os pais da Hermione sabiam que ela estava grávida?? Como eles reagiram??

Entendo a reação da Hermione com o Harry, numa relação é difícil namorar sozinho, só que me desapontou muito o modo como ela agiu sabe? Nem parecia ela!! Sei que ela estava frustrada, carente, etc... Mas ela perdeu a razão assim! A Gina tinha razão em chamar ela de monstro... ela estava agindo como um. Foi legal que a menina Granger tenha percebido o tamanho do erro...
Achei magnífico o modo como a Gina defendeu o Harry, ela realmente se tornou uma irmã para ele!!

E puuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuutz... como assim??? Epílogo???? Agora que a fic tava ficando muuuuuuuuuuuito envolvente!!!! Pára com isso!! Tá bom, já entendi!! Só quero saber quando sai o primeiro capítulo da continuação!! Desembucha aí vai... =)

Você fez uma puta de uma fic!! Sensacional, envolvente, genial mesmo... está de parabéns!! Que continue agraciando a nós, fãs H² incondicionais, com fics como essa!

E só mais uma coisinha, fico muito feliz pelas suas palavras!! Você me deixou sem graça mais uma vez. Eu realmente sou um pouco exigente comigo sabe? Quando eu comecei a ler fics, os autores e leitores H² dominavam esse site, éramos maioria... E a galera que escrevia, poxa, era coisa de outro mundo mesmo... Enfim, quem sou eu para chegar perto!

Bom, aguardo ansiosamente pelo epílogo e pela continuação da fic, creio que vá ser melhor ainda!! Nos dias de hoje, raramente encontro uma história decente H² e a sua foi incrível em sua totalidade!! Show de bola, doutora!!! Nota 10 para você!!  Beijos!!! (Cara, eu sempre prolongo nesses comentários!!! Empolgo demais!!! Fui!!!)

Nota: 1

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Enviado por Laauras em 03/08/2012

Entao quer dizer q nós estamos em reta final? Tô triste mas tb tô feliz, por saber q vamos ter mais uma aventura do nosso casal favorito!
Caraca, foi demais esse capitulo! Eu tive raiva na hora q o Harry nao dava atenção pra Mione, chorei quando li que ela tinha perdido, tive vontade de matar essa morena quando ficou colocando culpa no nosso moreno. Amei mt o bilhete q ela deixou pra ele, com certeza, com a força de vontade da Mione e a super disposição do Harry (kkkkkkkkkk) eles logo vão fazer outro bb!
Isis desde que eu vi o nome da fic nas atualizações da F&B eu fiquei fascinada pq ele próprio falava q seria uma coisa bastante pessoal tanto do autor (no caso autora ;) tanto do personagem, a fic foi mais que fiel ao nome.
Eu que agradeço por vc ter escrito essa fic tao maravilhosa e viciante kkkkkkkk, e principalmente por acrescentar mais um pouco do espírito de Harry Potter nos nossos corações! Bjão
E como agradecimento uma música especial pra vc; -> Kelly Clarkson - My Life Would Suck Without You!
Vlw! :* 

Nota: 5

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Enviado por livi rodrigues em 03/08/2012

Nesse cap eles estão mais maduros, mas nem tanto assim,eu  diria que a mione não está tão errada,essa perda podia ter os unidos ou os distanciado,eles se distanciaram por ja estavam assim antes mesmo de tudo acontecer,o que aconteceu só agravou tudo e eu acho que eu faria a mesma coisa, por que perder um filho não deve ser nada fácil.
A mione tem que entender o trabalho do harry e apoiá-lo.
Digamos que o que eles passaram e muito dificil de julgar. 
A gina fez muito bem em dar um sacode na mione tava merecendo. 
Uma coisa neste capitulo me chamou bastante atençao ,a rosa depois de tudo isso se modificou, quando ela a segurou ela ficou rosada se eu me lembre rosa é amor ou paixao?depois eu releio pra ver,coisa que eu vou adorar por sinal.
Bom drama tambem me agrada e esse capitulo ficou otimo nem tuso pode ser flores na vida né?E crises nos fazem crecer espero que esses dois aprendam com isso.

Perguntinha básica sobre a proxima fic voce vai posta-la logo depois que acabar de escrever essa e vai ter o mesmo nome ? 
 Beijos já com pitadas de saudades e apreenção pela proxima fic.
 

Nota: 5

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Enviado por EnigmaticPerfection em 02/08/2012

Quer dizer que vai ter parte 2? E por que eu só me dei conta disso agora? XDD Ai que leitoria péssima! Enfim, isso é bom o/
E eu li sim, caps enormes mais a resposta! Adoro ler e sinceramente prefiro caps grandes XD E esse... Caramba! Eu adorei! Eu amo um bom drama/tragédia e esse aqui não me decepcionou. Pode parecer frio, mas não sou o monstro que a Hermione é não =P Eu senti com o cap ta? hahahahaha
Ai, ai, ficava irritada toda vez que alguém interrompia os nossos queridos --' Mas isso só contribuiu a favor do cap, com o Harry depois todo desesperado, tadinho. Realmente foi uma cena forte, mas tá ótima!
Gina arrasando aqui! Botou a Hermione no lugar dela XDD Que tonta, achar que foi por culpa do Harry, ele também é outro tonto! A ruiva tá mais que certa: foi acidente. Não tinha como prever ou evitar. Eu, hein.
Mas é claro que depois tinha que ficar fofo o cap. Amei as emboscadas que a Hermione aprontou pra ele hahaha Seus lindos, agora vocês vão seguir o bilhete da Hermione e viver, né? *-* Deixe o bebê pra vir na hora certa!
Como assim tá acabando? Epílogo já? Aaaah =( Gente, desde quando eu acompanho essa fic? Sei lá, do começo? Nem lembro =O Só sei que tempo o suficiente pra me deixar com o coração na mão. Essa fic entrou em uma das minhas mais queridas, pode apostar. E nem precisa agradecer, você é que está fazendo com que a fic seja assim.
Acho melhor eu parar de falar senão vou ficar toda sensível xDD Beijos

Nota: 5

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