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1. capítulo 1


Fic: My Son, My Secret


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Nem acredito que já se passaram um ano após a batalha de Hogwarts, todos ajudamos na arrumação do castelo, que a propósito ficou bastante destruído. As aulas foram retomadas e os alunos que haviam se ausentado da escola durante a guerra voltaram para terminar seus estudos e poderem se formar. Entre eles, estava eu, Hermione Granger, a sabe-tudo, rata de biblioteca e um mais novo apelido foi o de integrante do Trio de Ouro.


Deixe-me situá-los dos acontecimentos depois da derrota de Lord Voldemort... Hogwarts como já disse, foi restaurada; a professora McGonagall se tornou diretora; alguns Comensais foram capiturados e mandados para Askaban (onde receberam o beijo do dementador); consegui reencontrar meus pais e devolver-lhes a memória e eles me perdoaram depois que eu lhes contei sobre tudo o que havia acontecido; conseguimos (eu) salvar o professor Snape e eu estava apaixonada pelo mesmo.


Enfim, conseguimos colocar um pouco de ordem em tudo (menos no meu coração), mas ainda vários Comensais estavam soltos e estes eram os mais perigosos. Snape foi julgado pela Suprema Corte dos Bruxos, mas diante da apresentação de suas memórias comprovando de que ele era leal à Dumbledore e não partidário de Voldemort, foi inocentado de seus atos e agora se esconde no castelo, pois os Comensais que restam soltos querem sua pele.


Acho que consegui dizer tudo o que se passou, vamos agora ao presente...


Já estávamos quase no fim do ano letivo, aproximando-se assim as provas finais e eu começava a ficar louca com tantas coisas para estudar. Além de todos os trabalhos passados pelos professores, ainda tinha que me preparar para os N.I.E.Ms.


Estava indo para a primeira aula do dia, que seria de D.C.A.T, quando me dei conta de que havia esquecido o livro da aula. Resolvi voltar rapidamente para apanhá-lo, chegando atrasada na aula do professor Snape.


Quando abri a porta para me dirigir ao meu lugar de sempre, o professor me disse com seu tom frio de sempre:


– Está atrasada, Granger. Menos 20 pontos para Grifinória. – É deu pra vocês verem que ele não mudou nadinha, mas mesmo assim eu gosto dele (vai entender!?!).


– Mas professor, eu tive que voltar ao dormitório para pegar o seu livro e... - eu estava dizendo, tentando me justificar.


– Nada de mas, srta. Granger. Está atrasada e pronto. Justificativa nenhuma irá adiantar. Agora sente-se em seu lugar antes que eu tire mais 50 pontos da Grifinória. – ele disse interrompendo-me.


Com o rosto vermelho de raiva por ele me tratar assim, sentei-me em meu lugar e ele começou a aula. Fiquei boa parte da aula pensando o porque dele ser tão amargo assim, mas mesmo com toda essa arrogância e frieza, eu sentia admiração por ele e essa paixão que não conseguia explicar.


Tão concentrada estava em meus devaneios que não o notei chamando meu nome. Só percebi que agora todos olhavam para mim, principalmente ele, esperando a resposta de algo perguntado, quando Rony beliscou meu braço, fazendo-me sentir dor.


– Sim professor, o que deseja? – perguntei meio acanhada.


– Desejo que você me diga o que eu estava explicando à sala agora a pouco enquanto a senhorita dormia de olhos abertos! – disse ele presunçoso.


– Eu não estava dormindo, estava apenas pensando... – respondi-lhe.


– Então esses pensamentos eram tão importantes que a senhorita não poderia tê-los deixado para depois e prestado atenção à minha aula? – indagou-me ele. – Está tornando-se uma cabeça oca assim como seus amigos?


Nessa hora perdi a calma. Gostava dele, mas não permitia que ninguém falasse mal de meus amigos. Levantei-me bruscamente, derrubando a cadeira que estava sentada e gritei para que a sala toda ouvisse:


– Não fale mal de meus amigos, Ranhoso!


Ouvi vários oh! da sala que me olhavam espantada, pois eu nunca havia confrontado um professor, principalmente o Snape a quem todos temiam. Eu apenas o olhava com meus olhos semicerrados e a respiração rápida de raiva.


Ele parecia um pouco atordoado com meu comportamento, mas logo recuperou sua expressão fria e falou:


– Menos 50 pontos para Grifinória e detenção por duas semanas por sua audácia. –caminhou de volta para sua mesa e disse: - Agora, guardem seus materiais e estão todos dispensados... Menos você, srta. Granger. – ele disse quando fiz menção de me levantar.


Continuei sentada em meu lugar, vendo todos saírem da sala com seus livros e cochichando entre si. Já sabia o assunto do cochicho, a minha explosão repentina.


Antes de sair, Harry e Rony me deram um abraço e disseram que me esperariam no saguão de entrada. Assenti e eles foram embora. Suspirei assim que eles fecharam a porta.


– Professor, me desculpe, não sei o que deu em mim para... – comecei a falar, mas fui interrompida.


– Senhorita Granger, não precisa se desculpar. Acho que não teria a coragem que você teve de defender seus amigos. – como?... o Snape estava dizendo aquilo ou meus ouvidos estavam me enganando?... É, acho que estou ficando louca... – Não Granger, você não está louca, eu disse isso mesmo. Te admiro de ter defendido seus amigos.


– Pare de ler minha mente! Você sabe que é proibido fazer isso. – eu disse com um misto de raiva e espanto.


– Tudo bem, pararei. Mas eu não a pedi para ficar por esse motivo... É que eu não lhe agradeci corretamente por ter salvado minha vida, apesar de que achei este ato desnecessário. – ele não estava usando seu tom normal que era frio e sem vida, ele usava um tom agradável.


Não sei o que poderia dizer, estava completamente sem fala e a coisa mais inteligente que saiu de minha boca foi...


– Hã, hum?


Ele deu um leve sorriso, divertido com minha expressão e disse:


– Sim, eu lhe agradeço por ter me salvado. Acho que você me deu uma segunda chance, a chance de consertar os erros do passado, de ser uma pessoa melhor.


Não, eu não estou ouvindo isso dele. Devo estar em um sonho maluco. Só pode ser isso.


– Não, srta. Granger, você não está em um sonho. Eu estou de fato lhe agradecendo.


– Já disse para parar de ler minha mente. – olhei-o esperando que ele dissesse algo e então perguntei.- Posso ir embora? Se não irei me atrasar para a aula do Flitwick.


Ele me fitou por um momento e depois assentiu dizendo:


–Sim, pode ir. Mas não se esqueça de que hoje à noite você tem detenção, na minha sala às 8hs.


Assenti e me dirigi a saída, mas antes de abrir a porta falei:


– Tenha um bom dia professor.


– Para você também, srta. Granger.


Assustei-me novamente com o tom cordial dele, mas resolvi sair de uma vez, indo para a aula de Feitiços.

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