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11. Capítulo XI


Fic: Krumione: A Garota das Poções - CONCLUÍDA NC18


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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* * *


 


O fim de semana em Gauntlet West deixou Hermione ainda mais confusa acerca de seus próprios sentimentos. Estava ansiosa por conversar com Gina, mas, ao chegar em casa no domingo à noite encontrou um bilhete da amiga. Ela viajara para San Francisco à serviço e voltaria dentro de poucos dias.


Com um suspiro desanimado, Hermione jogou a valise sobre o sofá e foi até a cozinha preparar um café. Às vezes, invejava o tipo de vida de Gina, tão mais livre que o seu. A amiga viajava constantemente a serviço e, quando voltava, tinha muitas novidades para contar, quase sempre ligadas a um novo romance.


Muitas vezes, Hermione desejava ser capaz de encarar a vida de uma forma tão despreocupada quanto Gina. O que lucrava, afinal, levando tudo tão a sério, desde a carreira até o seu envolvimento com os homens? Mas era impossível forçar a natureza, refletiu, voltando para a sala com uma xícara de café. Em sua vida não havia lugar para relacionamentos casuais, romances de viagem. Para ela era tudo ou nada. E como o trabalho tomava-lhe quase todo o tempo, Hermione nunca fizera muitos progressos no amor. Nenhum homem parecia disposto a aceitar uma mulher tão envolvida com a profissão, mas ela nunca se preocupara demais com aquilo. Pelo menos, até conhecer Viktor. A intuição lhe dizia que sua carreira seria uma barreira quase intransponível entre eles.


Colocou a xícara sobre a mesinha e deitou-se no sofá. Por mais que lhe custasse admitir estava cada dia mais interessada em Viktor. Não era apenas uma atração física. Sem dúvida alguma ele era ótimo na cama, pensou com um sorriso, mas isso não era tudo no relacionamento entre um homem e uma mulher Nunca encontrara antes uma companhia tão estimulante quanto a dele. Com Viktor, sentia-se à vontade para discutir qualquer assunto, a conversa fluía com naturalidade e ele parecia sempre interessado em tudo o que ela tivesse para dizer. Ele, porém, estava sempre mais disposto a ouvir. Hermione sabia que Viktor confiava nela, mas o temperamento fechado dele não permitia que as confidencias se aprofundassem. Embora ela já soubesse muitas coisas do passado dele, não fazia a menor idéia do que ele sentia no presente, principalmente em relação a ela. Hermione temia que ele ainda estivesse apaixonado pela ex-mulher. Elaine fora um presença marcante na vida de Viktor e Hermione tinha medo de que ele não a houvesse esquecido totalmente. Se ao menos soubesse como Viktor encarava o relacionamento com ela... Não queria ser apenas um caso passageiro na vida dele. O fim de semana fora maravilhoso, mas não a deixara mais segura. Os sentimentos de Viktor continuavam a ser um mistério que ela se sentia incapaz de decifrar.


O telefone tocou, interrompendo os pensamentos de Hermione. Só faltava ser alguma emergência, pensou, desanimada. Deprimida como estava, não tinha a menor disposição para sair de casa. Estendeu a mão e pegou o telefone.


— Srta. Granger — falou, num tom impessoal.


— Oi, srta. Granger.


Hermione sentou-se imediatamente ao reconhecer aquela voz.


— Viktor?


— Eu estava pensando em você e resolvi telefonar.


— Que engraçado eu também estava pensando em você — falou, com indisfarçável alegria. Há pouco menos de uma hora ele a deixara na porta de casa e já estava lhe telefonando.


— Queria que você soubesse o quanto eu gostei desses dias na sua companhia.


— Fico contente, Viktor. Eu também adorei o fim de semana,


— Nós precisamos repetir esse programa mais vezes.


— Será ótimo.


— Hermione...


— Sim?


— Eu... bom eu só queria lhe desejar uma boa noite — concluiu, um tanto desajeitado.


— Boa noite, Viktor. — Não conseguiu esconder o desapontamento. Podia jurar que não era bem aquilo o que ele ia dizer.


— Você vai ao Ministério amanhã?


— Claro, afinal, segunda-feira é dia de trabalho. — Procurava falar com naturalidade, mas sentiu que a voz soara trêmula.


— Você trabalha demais, srta. Granger.


— Nem tanto.


— Você sabe que sim — insistiu Viktor. — Bom, até amanhã então.


Hermione recolocou o fone no lugar e deitou-se outra vez, pensativa. Teria sido imaginação, ou havia mesmo uma nota de reprovação na voz dele? O fato de vê-la sempre tão envolvida com o trabalho o aborreceria? Lembrou-se de Elaine, a bela sulista cuja única ocupação na vida era ser charmosa e elegante. Por que os homens se sentiam tão atraídos por esse tipo de mulher? Talvez Viktor não estivesse mais apaixonado por Elaine, mas ainda valorizasse o modelo de comportamento que ela representava. Talvez ele desaprovasse aquelas que tentavam conquistar um lugar no “mundo dos homens”. Recusava-se a acreditar que ele preferisse uma mulher sem identidade própria, cuja vida fosse apenas uma extensão da dele. Talvez outras se submetessem a isso, mas ela não, pensou, decidida. Nunca aceitaria viver à sombra de um homem, mesmo que esse homem fosse Viktor.


Na manhã seguinte, Hermione não sabia como agir quando encontrasse Viktor. Na noite anterior, refletira muito e havia decidido que o melhor seria manter um relacionamento estritamente profissional com ele dali para a frente, mas à luz do dia, percebeu que não conseguiria levar adiante aquela resolução, por mais sensata que ela lhe parecesse. Contrariada consigo mesma por ser tão fraca, vestiu-se às pressas e foi para o Ministério. Lá não havia grande coisa para fazer, então rumou diretamente para as áreas onde havia seus principais serviços.


Os primeiros hipogrifos estavam entrando na pista quando ela chegou. Olhou em volta e sentiu-se mais aliviada ao ver que Viktor não estava por perto. Se trabalhasse rápido, talvez conseguisse visitar todos os clientes antes que ele chegasse. Sabia que estava bancando a covarde, mas, no estado de espírito em que se encontrava, não via alternativa.


Tomou um café e foi para as pistas, mas parou de repente ao ver Draco um pouco adiante, parado perto da cerca. Não tinha a menor vontade de falar com ele, depois do que Viktor lhe contara sobre Ludigo Bay. Já ia seguir na direção oposta, quando viu Ben Gillian, o ferreiro, aproximar-se de Draco. Normalmente não teria dado maior atenção àquilo, mas alguma coisa no jeito dos dois homens deixou-a intrigada. Seus movimentos pareciam furtivos e ela ficou ainda mais curiosa quando, depois de olharem para os lados, procuraram um lugar mais isolado para conversarem. Sem saber por quê, Hermione seguiu-os, mas parou a uma distância segura e escondeu-se atrás de um carro de onde podia observá-los sem ser vista.


Agora os dois estavam envolvidos numa discussão séria e Hermione poderia jurar que estavam brigando. Draco falou qualquer coisa e Ben discordou, sacudindo a cabeça com veemência, onde estava, podia ver a expressão irritada de Draco, mas não conseguia ouvir o que ele dizia. Novamente, Ben sacudiu a cabeça e, dando as costas a Draco, começou a andar na direção Hermione. Espantada ela viu Draco correr atrás dele e segurá-lo pelo braço, obrigando-o a parar. Parecia mais zangado ainda, sacudiu Ben enquanto falava. Desta vez, o ferreiro demorou a responder, mas, quando o fez, Draco ficou visivelmente satisfeito com o que ouviu.


Quando os dois homens se separaram, Hermione abaixou-se para não ser vista e só saiu do seu esconderijo após ter certeza que nenhum deles estava por perto.


Hermione entrou no ponto de aparatação e embora estivesse atrasada para começar suas visitas pelas cocheiras, não partiu. Colocou as mãos sob o rosto, pensativa, tentando entender o significado da cena que acabara de presenciar. De uma coisa tinha certeza: Ben não gostara nem um pouco do que Draco havia dito. Era óbvio também que Draco não estava se queixando da qualidade do trabalho de Ben. O homem era o melhor ferreiro da região e Hermione nunca ouvira ninguém colocar a habilidade dele em dúvida. Não, o assunto era outro. E ela poderia jurar que era sério.


Mas ela não tinha nada a ver com aquilo, refletiu, olhando ao redor de si. A vida de Ben não era problema dela. Por acaso não lhe bastavam as suas próprias preocupações? Mas que era muito estranho, lá isso era, concluiu, partindo dali.


Bem mais tarde, quando Hermione entrou na cocheira de Draco, não o encontrou lá. Antes assim, pensou, aliviada. Ainda não estava em condições de falar com ele, não só por causa da cena que testemunhara no início da manhã, mas também porque ainda sentia o sangue ferver nas veias quando pensava no trágico fim de Ludigo Bay.


Só havia dois hipogrifos relacionados para exame no quadro de avisos e Hermione encaminhou-se rapidamente para a primeira baia. Esperava terminar antes do retorno de Draco, mas estava começando a examinar o segundo hipogrifo quando ouviu a voz dele. Seu desapontamento duplicou ao reconhecer a risadinha afetada de Lilá Brown. Não estava com disposição para agüentar a mesma conversa fútil daquela tarde no Turf Club, mas era tarde demais para escapar: os dois já estavam parados à entrada da baia onde ela trabalhava.


— Acho que você se lembra da srta. Granger, Lilá — falou Draco, depois de cumprimentar Hermione.


— Oh, é claro! Como vai? — Sem esperar pela resposta de Hermione, continuou: — Você já soube da novidade? Oh eu estou vibrando!


Hermione tirou o estetoscópio bruxo dos ouvidos e apoiou-o no pescoço, mas Lilá não lhe deu a menor chance de falar qualquer coisa.


— Eu acabo de comprar um puro-sangue. O meu primeiro hipogrifo. Não é emocionante? — Voltou-se para Draco, os olhos pintados com esmero, de longos cílios escuros, que Hermione jurava serem postiços. — Draco me ajudou a fazer a escolha. Ele não mesmo um amor?


— Parabéns — cumprimentou-a Hermione, secamente, o fato de Lilá comprar um ou cem hipogrifos não lhe interessava, mas ainda assim estava um tanto curiosa. Não conseguia imaginar Draco recomendando um dos hipogrifos de Viktor. — Qual dos hipogrifos do Sr. Krum a senhorita decidiu comprar, Sra. Brown?


Lilá deu uma risadinha irritante e olhou para Draco com indisfarçável admiração.


— Eu não comprei nenhum dos hipogrifos de Viktor. Seguindo os conselhos de Draco, resolvi ficar com Sasenach.


— Eu não sabia que Sasenach estava à venda.


— E não estava — explicou, sorrindo para Lilá antes de acrescentar: — Mas eu não consigo dizer não a uma mulher bonita.


— Oh, Draco! — O sorriso de Lilá alargou-se e ela deu um tapinha afetuoso no braço dele. — Você sabe dizer coisas tão amáveis.


Hermione estava nauseada. Simplesmente não podia agüentar presença daqueles dois por mais tempo.


— Parabéns novamente, Sra. Brown. Espero que tenha sorte com Sasenach. — E voltando-se para Draco continuou: — Eu já terminei por hoje. Você não precisa dar mais nenhum remédio a este hipogrifo, mas deixe-o descansar mais uns dois dias.


— Você é quem manda — falou Draco, bem-humorado. —-Mais alguma recomendação?


— Só uma: não se esqueça de aplicar a injeção de Lasix no hipogrifo que vai correr hoje.


— Injeção? — interferiu Lilá. — Mas eu pensei que hipogrifos não pudessem tomar remédios antes das corridas.


— O Lasix é apenas um diurético — explicou Hermione, já sem muita paciência. Lilá estava começando a ficar cansativa. — Nós costumamos usá-lo em hipogrifos hemofílicos e...


— Hemofílicos? Meu Deus! Espero que o meu Sasenach não seja um deles.


— É claro que não — assegurou Draco. — Não precisa preocupar essa linda cabecinha com isso.


Não, pensou Hermione, Lilá só deveria se preocupar com as pernas de Sasenach. Há algum tempo ela suspeitava que o hipogrifo vinha perdendo a força e acreditava que, mais dia menos dia ele acabaria sem condições de disputar um páreo sequer. Sem dúvida, fora exatamente por isso que Draco concordara em vender Sasenach. Se Lilá houvesse pedido seu parecer acerca do hipogrifo, Hermione teria dito a verdade, mas a moça havia preferido não seguir os conselhos de Viktor e não tardaria a se arrepender por isso.


Draco estudava atentamente a fisionomia de Hermione e ela percebeu que ele adivinhara seus pensamentos. Parecia mesmo avisá-la com o olhar para que não fizesse qualquer comentário. Hermione fingiu não notar nada e começou a guardar seus objetos na maleta. Não pretendia tomar parte naquele jogo. Ficaria calada, não em atenção a Draco, mas porque sabia que não adiantaria nada dizer qualquer coisa a Lilá. Àquela altura, a moça já devia ter assinado todos os papéis e feito o pagamento, Draco, com certeza, dera um jeito de apressar as coisas. Por mais que estivesse fascinado por Lilá, não deixaria de pensar em si mesmo primeiro.


— Bem eu já vou indo — falou, ansiosa por se livrar da companhia desagradável daqueles dois. — Até logo, Sra. Brown.


— Pode me chamar de Lilá, querida, como todos os meus amigos.


Hermione duvidava que Lilá e ela viessem a se tornar amigas algum dia, mas, mesmo assim, sorriu Educadamente antes de escapulir da cocheira.


Poucos minutos depois, Hermione estava junto às cocheiras dos hipogrifos de Viktor. O momento que adiara durante toda a manhã havia chegado. Vinha decidida a colocar um ponto final em seu caso com Viktor, mas sentiu que. Seu primeiro impulso foi fugir dali; Só não o fez porque Dimitrov já a avistara e acenava cordialmente. Suas pernas tremiam quando se aproximou. Seria mil vezes mais difícil do que havia imaginado e ela ainda nem vira Viktor. O que diria a ele quando estivessem cara a cara?


— Bom dia, srta. Granger — cumprimentou-a, sorridente. — Vai apostar no nosso hipogrifo hoje? — perguntou enquanto entravam na cocheira. — Pois faça isso e eu garanto que não vai perder o seu dinheiro. Ele é o favorito absoluto.


O bom humor do treinador era contagiante e Hermione caiu na risada.


— Há muito tempo eu desisti de fazer apostas, Dimitrov, mas acho que o hipogrifo tem chances. — Alisou o dorso do animal. — Ele me parece mesmo muito bem.


— Graças à senhorita ele está totalmente recuperado.


— Fico contente, Dimitrov. E King's Ransom?


— Não podia estar melhor — falou uma voz inconfundível atrás dela. — Ele acabou de ir para a pista. Não quer ir até lá dar uma olhada?


Hermione levou alguns segundos para se recompor. Só a voz dele era o bastante para fazer o sangue correr mais rápido em suas veias. Nunca conseguiria dizer o que havia planejado, pensou, desesperada. O melhor a fazer seria inventar uma desculpa, uma emergência em outro estábulo e fugir dali, mas bastou voltar-se e encontrar aqueles olhos castanhos, para dizer:


— Por que não? Eu gostaria muito de ver como está King's Ransom.


Viktor sorriu e o coração de Hermione deu um salto no peito. Ele segurou-a delicadamente pelo braço e voltou-se para o treinador.


— Não quer vir também, Dimitrov?


Dimitrov não era estúpido, muito menos cego. Havia percebido muito bem a troca de olhares entre Viktor e Hermione.


— Podem ir na frente — apressou-se a dizer. — Eu estarei lá daqui a uns dez minutos.


Enquanto caminhava ao lado de Viktor, Hermione percebeu que estava tremendo e rezou para que ele não notasse.


— Alguma coisa errada? — perguntou, contrariando as expectativas de Hermione.


— Errado? Não, claro que não — respondeu, forçando um sorriso. — É que eu estou preocupada com algumas coisas. Só isso.


— Eu também — afirmou ele. — E uma delas é você.


— Eu? — Não queria que a conversa tomasse esse rumo. Só tornaria as coisas mais difíceis.


— Olhe para mim, Hermione.


Antes que ela pudesse obedecer, Viktor puxou-a para uma velha cocheira, que havia sido desocupada há poucos dias. O lugar estava praticamente na penumbra; a única iluminação vinha dos raios de sol que atravessavam algumas telhas que estavam fora do lugar. Quando Hermione olhou para Viktor, mal podia respirar.


Naquela semi-obscuridade, os olhos dele pareciam mais escuros, quase pretos. Mais uma vez Hermione percebeu que, por mais que tentasse, nunca conseguiria resistir ao fascínio daquele homem.


— Hermione eu preciso falar com você.


— Sobre o quê? — Foi tudo o que pôde perguntar. As palavras pareciam recusar-se a sair de sua garganta.


Ele olhou em volta e sorriu.


— Este não me parece o lugar apropriado para o que quero dizer. Eu tinha outra coisa em mente. Que tal jantarmos juntos esta noite?


Ela não queria sair com ele. Precisava criar coragem e colocar um ponto final no relacionamento deles, mas se não conseguia fazer isso naquela cocheira vazia, como poderia num jantar à luz de velas, regado a champanhe?


— É uma ótima idéia. Viktor. — Quando conseguiria negar-lhe alguma coisa? Ao lado dele era como se não tivesse vontade própria. E depois, que mal havia em jantar uma última vez com ele?


Viktor inclinou a cabeça e beijou-a de leve na boca.


— Acho melhor nós irmos para as pistas — sugeriu Viktor. — O velho Dimitrov já deve estar se perguntando onde nós nos metemos.


Hermione sorriu. Agora que havia decidido que não diria nada até o jantar, sentia-se mais leve e descontraída.


— É melhor mesmo — concordou. — Eu não gostaria de comprometer a sua reputação mantendo-o aqui, sozinho comigo.


Ele olhou para os montes de alfafa, provavelmente tão confortáveis quanto uma boa cama e sorriu.


— Não me tente, Hermione — avisou, olhando fixamente para ela.


Hermione enfrentou o olhar dele, o corpo trêmulo de desejo. Podia imaginá-los naquele monte de alfafa, totalmente nus, trocando as carícias mais eróticas. A imagem era tão real que ela sentiu as faces arderem.


— Acho melhor irmos ver King's Ransom — falou ela, apegando-se a um último vestígio de prudência. Seria mais do que embaraçoso se alguém os surpreendesse ali. Em poucas horas, as fofocas correriam.


Uma vez nas pistas, Hermione não conseguia concentrar a atenção em King's Ransom. O que Viktor pretendia dizer-lhe? Pelo jeito era uma coisa importante, mas que não estava ligada ao trabalho. Se fosse isso ele poderia conversar com ela ali mesmo. Uma hipótese horrível cruzou-lhe a mente, instintivamente, olhou para Viktor, que, parado ao seu lado, acompanhava com atenção o desempenho do hipogrifo.


E se ele estivesse pretendendo colocar um ponto final no relacionamento deles? Talvez Viktor achasse que, durante o jantar, seria mais fácil encontrar um jeito de dizer isso a ela sem magoá-la muito.


Esse pensamento deixou-a atordoada. Não, não podia ser isso. Por que ele iria querer romper com ela? Lágrimas subiram-lhe aos olhos e Hermione sentiu a revolta crescer em seu peito. Mas em seguida, procurou controlar-se e ser racional. Aquela hipótese era bem razoável. Se ela estava pensando em acabar com tudo, Viktor tinha todo o direito de querer a mesma coisa. Irritou-se com a própria infantilidade. Que diferença faria se a iniciativa partisse dele ou dela? O resultado seria o mesmo, não seria? Mas, no fundo ela não estava tão certa disso.


 
 


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